segunda-feira, 15 de outubro de 2001

CARTA ABERTA AO CUIDADOS DOS RESPONSÁVEIS DA PROGRAMAÇÃO DESPORTIVA NA RTP

Exmos. Senhores,Como muitos adeptos do ciclismo fiquei extremamente desapontado com ocomportamento editorial dos dois canais da RTP relativamente à prova deestrada elites dos mundiais UCI (a prova rainha) disputados no passadodomingo, 14OUT01, em Monsanto, Lisboa .Não se entende que a prova não tenha sido transmitida em directo e quetenhamos assistido apenas às voltas finais, na RTP 1 em diferido minutosapós o seu final.Os telespectadores tiveram de recorrer ao canal EuroSport (quem teve essaprorrogativa, bem entendido).De facto não se entende porquanto:. A RTP transmitiu as provas anteriores (contrarelógios e linha outrascategorias);. A RTP sempre transmitiu em anos anteriores mundiais de estrada (elitesmasculinas);. Por maioria de razão, sendo a prova em Lisboa e com todos os meios nolocal porque motivo é que, por exemplo, na RTP 2, estavam a transmitircinema?. A especial importância do evento não tornaria imperativa a suatransmissão, sobretudo no Serviço Público?. Estará a RTP também imbuída de um certo espírito redutor nacional quetende a confundir o todo com a parte, isto é: desporto igual a futebol etende a menosprezar outras modalidades que, no caso presente, até são bempopulares em Portugal como é o caso do ciclismo?Gostaríamos que a RTP pudesse rever alguns critérios, quiçá preconceitos,relativamente ao ciclismo.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

sexta-feira, 5 de outubro de 2001

LISBON WET-A-RAMA

60 kms. debaixo de chuva diluviana pela Capital do Império, saudados comoheróis por alguns (poucos) transeuntes e encarados como loucos por outros. OMarcelo Chagas deve ter achado mais interessante o passeio de hoje do quetodo o "Caminho de Santiago" (estou exagerando, naturalmente), quem disseque os portugueses são indivíduos convencionais e que só servem para seremalvo de piadas ;-).Foi assim que decorreu o CityRama que, por força das circunstâncias, seconverteu em "Wet-a-Rama".O que custa mesmo mais são os primeiros 5 minutos enquanto a osmose orgânicanão começa a funcionar. A partir daí é "perdido por cem, perdido por mil". O"Secco" e as "Seal Skin" dão o toque final já que permitem manter (algumas)zonas do corpo livres de humidade. A próxima aquisição vão ser umas luvas emneoprene para mergulho para manter as mãos quentes e secas nestascircunstâncias.09:00 na Torre de Belém, após recepção de mais um "lamento/escusa" do PedroBasso, lá fomos eu, o Marcelo Chagas, o Karl von Azev (já recuperado e emforma da sua clavícula quebrada) e o Rui Sousa. Primeira paragem no Padrãodos Descobrimentos e, tarefa impossível, descobrir a estátua de PedroÁlvares Cabral no meio da "maralha" à chuva.Sempre a chover cruzámos a passagem inferior para a Praça do Império,passada rápida no Centro Cultural de Belém, Igreja e Mosteiro dos Jerónimos,e um "pastel de Belém" seria o mesmo que ir a Roma e não avistar o Papa (nãovão lá no Verão que ele está em Castelo Gandolfo :-), quente com canela, atéos japoneses que entraram em catadupa na loja, gostam.Subimos junto ao "Jardim do Ultramar" até à Igreja da Memória, JardimBotânico e Palácio da Ajuda, começam as primeiras dificuldades relacionadascom os carris do eléctrico e, sobretudo, a calçada polida e escorregadia.Após o Caramão, entramos no sempre estupendo Parque Florestal de Monsantocom o barro vermelho a fazer estragos: Montes Claros, Cruz das Oliveiras,Luneta dos Quartéis e aviso todos para terem cuidado com as descidastécnicas mal sabendo que seria eu a primeira vítima de uma escorregadela daroda da frente: até desmontado se escorregava. A bicicleta ficou vermelhamas, passados 5 minutos de asfalto molhado já estava, de novo, brilhando.Transpomos a linha na zona do Palácio Fronteira precisamente na zona onde sesitua a meta dos "Campeonatos Mundiais de Estrada" em ciclismo e que terãolugar de 3.ª a domingo próximos. Estrada de Benfica, Alto dos Moinhos parauma visão das obras do novo ninho das águias. Carnide, Telheiras e ciclovia.Paragem para repor energias debaixo do viaduto da Avenida Padre Cruz, denovo ciclovia até Entre Campos, Avenida 5 de Outubro e de novo abandonadosinfamemente pelo Rui Sousa, desta vez junto ao cruzamento com a Avenida deBerna :-))Chegámos ao Parque Eduardo VII. Alguns turistas japoneses a efectuarem o seudesporto nacional: gastar película fotográfica (mesmo que chova a cântaros:-). Descemos até à Praça Marquês de Pombal, lateral da Avenida daLiberdade, Praça dos Restauradores, Rossio. Aí chegados vejo um carro pretode vidro aberto, que se passa? Quem, além de um ciclista desmiolado gosta deapanhar chuva? Era o Orlando Vogado com a família a saudar-nos (tinha mesmode ser outro ciclista desmiolado :-)).Poço do Borratém, Martim Moniz e depois o martírio: a Calçada dos Cavaleirospelo meio da linha do eléctrico, Mouraria acima, a escorregar por todos oslados, direita e Costa do Castelo sempre naquela calçada maldita e que,quando começa a descer na zona do Chapitô o melhor mesmo é ter os pésprontos a aterrar ao menor sinal de derrapagem e fora dos respectivosencaixes.Subimos, finalmente, ao Castelo o panorama, com chuva não parece o mesmo aquem o vê sempre ensolarado: paciência é o que se pode arranjar. Depois éque foi "radicalíssimo": o Red Bull Lisbon DownTown, em versão improvisada ediluviana, com derrapantes pneus 26x1.9. : bairro do Castelo, S. Tomé e afamosíssima Rua da Regueira, Alfama abaixo, com 20% de inclinaçãodescendente e calçada polida, a passo de caracol mas, ainda assim, imprópriopara cardíacos.Largo Terreiro do Trigo, Alfândega e Terreiro do Paço (sempre, mas sempre, achover), Praça do Município, Rua Nova do Almada, subida forte até ao Chiadocom um café tomado bem ao lado da estátua em bronze de Fernando Pessoa.Largo do Camões, algumas fotos furtivas só para documentar minimamente aocasião(http://photos.yahoo.com/bc/roqueoliveira/lst?.view=t&.dir=/LISBON+WET-A-RAMA) e bairro Alto, Rua do Norte, café Luso, Rua da Rosa, Rua do Século, daAcademia de Ciências com o seu inconfundível e típico arco, Palácio de S.Bento, Madragoa, Janelas Verdes, com um mais um panorama molhado do Porto deLisboa, Pampulha, Alcântara Terra com uma passagem velocipedica por umapassadeira rolante para peões (coisa divertida experimentem quando puderem)e Estação Ferroviária de Alcântara onde nos despedimos do Marcelo Chagas comvotos de um bom regresso a casa e com a promessa de que nos reencontraremosbrevemente, cá ou lá.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 30 de setembro de 2001

Q U A R T @ - "Era Uma Vez no Oeste"

Realizou-se ontem mais uma etapa da Estafet@, a quarta, que ligou, numaextensão de 67 quilómetros, as Caldas da Rainha a Vila Verde de Francos,Alenquer.Foi, até ao momento, a etapa mais dura da Estafet@, pela sua extensão,estado do terreno e pelo relevo, sobretudo do Cadaval em diante, primeironum constante "rompe pernas" (sobe e desce) até se chegar ao "acampamentobase" (café Garcia em Pragança) e depois pela subida asfáltica até "láacima" que incluía um desconto de 15% (4 kms. de Pragança até ao cruzamentodo local conhecido por "Montejunto" com uma subida de inclinação 15%).Seguiu-se uma estonteante descida até ao miolo da serra para depois mais umasessão de "rompe pernas" pela cumeada dos moinhos com uma descidaincrivelmente técnica e, finalmente, a almejada descida, junto ao "Conventoda Visitação", para VVF.TEMPESTADE EM LISBOA, BONANÇA NAS CALDASComo não tive companhia para me deslocar ao Porto, ao passeio do Bike Team,optei antes por realizar a 4.ª etap@.Acordei pelas 06:30 da manhã com a melhores intenções: fazer logo oasfáltico entre VVF e Caldas, para despachar logo esse assunto... O cenárionão podia ser mais confrangedor, chuva diluviana acompanhada de rajadas etrovoada! Aviso de mensagem escrita: o Pedro Basso a dizer que"lamentava"... Mando eu uma mensagem ao Mário Carriço a dizer que o tempoestava impróprio e que eu tb. "lamentava". Adormeço uma hora, acordo de novoe vejo o céu desanuviado e uma chuva já dentro dos parâmetros legais.Telefono ao MC para tentar convence-lo a reatar a etap@. Qual não é o meuespanto quando ele me diz que, nas Caldas está um sol radioso. Bolas látenho eu que fazer o asfáltico no final!POUCOS E BONSA tempestade além do Basso tb. assustou o Rodrigues e os Pedros, que erampara serem 4, no passeio ficaram reduzidos a 2 (eu e o Brites) para além doMacedo e do MC.LAGUNA E MURALHAJá havia efectuado o "Bom Barral" - Montejunto na semana transacta aquandodo reconhecimento. Desta vez fomos das Caldas em direcção a Óbidos com umpequeno desvio para bordejarmos a magnífica Lagoa passando por zonas algoarenosas e difíceis. Depois foi a vez dos barros fazerem das suas: os camposjá estavam cheios de barro e ao chegarmos ao miradouro donde se avistava ocastelo de Óbidos a tarefa foi limpar os kgs. extra desta matéria do quadroe componentes da bicicleta.CIRCUITO MEDIEVALEntramos dentro da muralha de Óbidos pela porta NW com alguns turistasestrangeiros meio boquiabertos com o estado das figuras e das bicicletas.Seguiu-se um passeio pelo casco antigo e uma paragem no café "1.º deDezembro" estrategicamente situado frente aos Paços do Concelho.Reabastecimento sólido e piadas contadas (sabem aquela do Mickey e daMinnie? Não? Então quando estiverem com o Macedo perguntem-lhe que édemasiadamente picante pare eu lhes contar aqui! :-)) continuação do périploe saída pela porta W para uma traiçoeira e escorregadia vereda descendente(podia ter dito "single track" mas não digo, depois da saga "octalink,hallowtech, isis e square taper" todas as minhas palavras irão sertraduzidas nesta lista! :-)). Seguimos até ao "Bom Barral" paralelamente àA8 e ao caminho de ferro, por meio dos pomares e do imenso barro. Na terrada fruta parámos na Repsol e repusemos o brilho nos quadros, lavámoscorrentes e componentes e relubrificámos.RECONHECIMENTO REPETIDORepetimos a dose apenas com bastante mais barro. Numa das subidas entre "BomBarral" e Cadaval não havia tracção possível, aí chegados de novo o aspectoconfrangedor do barro instalado por todo o lado. As descidas eramaproveitadas para tentar diminuir a "largura extra dos pneumáticos" à custade pedaços de barros projectados para cima de nós próprios.VVF - CALDAS ASFÁLTICOCheguei em razoável estado de conservação a VVF, apesar de não me terpoupado na duríssima ascensão a Montejunto. Depois foi o inevitável regressoasfáltico: 17 kms. ao "Bom Barral" seguidos de 19 às Caldas. Saco do meucasaco "verde radioactivo" (visível do espaço), ponho os pneus a 60 p.s.i.para rolar melhor e aí vamos nós. Até ao "Bom Barral" de novo tudo muitosimples. O pior foi mesmo daí até Caldas, embora o terreno não fosse muitoacidentado já estava completamente extenuado e, sobretudo, enjoado do selim.Acabámos por chegar (eu e o MC, os outros ficarm no "Bom Barral" porque játinham feito o resto previamente) já perto das 19:00. Venha a Quint@!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

terça-feira, 18 de setembro de 2001

CRISE NA V@ - JANELA INDISCRETA

AO CONTRÁRIO DE MUITAS MENSAGENS QUE SÃO LIDAS, POR MUITOS DE VÓS, NADIAGONAL, GOSTARIA QUE SE DETIVESSEM SOBRE ESTA E A LESSEM COM REDOBRADAATENÇÃO!A FARSA DO CARTÃO AMARELO - EM JEITO DE PREFÁCIONunca foi apresentado nenhum "cartão amarelo" quer ao Orlando quer aqualquer outro membro desta lista. Aquilo que por mim foi dito pode ser lidona integra na mensagem n.º 13.486 de que eu apenas cito a parte queconsidero fulcral: ""Parece-me assim que me verei na contingência de, apartir deste momento, ter de instituir um sistema semelhante ao das regrasdo futebol. Uma falta grave ao regulamento implica um cartão amarelo e jásabem aquilo que acontece a quem obtém o segundo...Por sorte e como todas asregras, esta também não é retroactiva, mas é paravaler isso vos garanto!""Para bom entendedor...VITIMIZAÇÃOTal mensagem parece ter sido mal interpretada por muitos como se eu, defacto tivesse, usando o símile do futebol, mostrado um "cartão amarelo"quando não foi mais do que uma mera advertência, diga-se de passagem bemjustificada uma vez que certos limites foram ultrapassados pelo Orlando que,na sequência, numa das suas dramatizações, em que é mestre, resolveu simularque "batia com a porta" quando afinal permanecia apenas em hibernação. Avitimização dá sempre frutos...O ADMOESTADODe resto, tirando essa situação em concreto nada me move contra o Orlandopor quem, aliás, sempre nutri uma certa simpatia embora os episódios doestilo "núcleo duro" pouco o dignificassem e o tivessem sempre levado longedemais. Parece que fazia gala em encabeçar aquilo que considero uma espéciede causa "politicamente correcta" nesta lista que é a crítica, por vezesgratuita e irracional, à Bike Magazine, ao seu ex-director e, porarrastamento à actual redacção e a quem nem os colaboradores, por vezes,escapam. Se bem que, deixem-me dizer-vos, nem o Orlando, nem ninguém podempretender converter a V@ num "reality show" pelo simples motivo de que eu meoponho frontalmente - "As simple as that"!MAS HÁ CARTÕES OU NÃO?Se relerem a passagem que atrás cito da referida mensagem vêm que, a partirdaquela altura e porque os processos de "autoregulação" se mostraraminsuficientes, o princípio do "cartão amarelo" vigora, se bem que, em bomrigor, nunca tenha sido necessário a sua exibição.DIPLOMACIA Vs. TIBIEZACertamente que as pessoas com tenho tido a honra de privar, seja através dalista, seja através de contacto pessoal sabem que privilegio sempre odiálogo e a concertação como melhor forma de resolução de conflitos oudisputas, procuro estabelecer pontes entre todos e manter sempre os canaisdesobstruídos, a isso eu chamaria diplomacia e não pode, de forma alguma,ser confundido com tibieza. Por várias vezes aconselhei as pessoas a"contarem até 10" antes das réplicas, a ignorarem certo tipo de provocaçõesescritas ou a usarem os emoticones porque essa é a melhor forma de nosrelacionarmos...E AGORA, "QVID IVRIS"?Parece-me óbvio que o mais recente incidente na lista não passa de uma gravesequela de problemas anteriores. Há todavia uma diferença de fundo: o PedroCarvalho foi, desta vez, longe de mais, sobretudo numa dada mensagemclaramente ofensiva e geradora de discórdia na lista escrita num estiloprovocatório tendente a suscitar reacções azedas. É com mágoa que o afirmouma vez que, ao contrário de muitos na lista o respeito assim como respeitoo trabalho que produziu em prol do BTT. Penso todavia que ele não podereplicar do modo como o fez. Temos de saber controlar-nos em todas assituações! Ele entenderá que, à semelhança da mensagem do Orlando quemotivou o pseudo cartão amarelo e a pseudo retirada da lista, as palavraspodem ser bastante ofensivas, basta recordar a saga "toma lá" para sesaberem que determinados limites não podem ser sequer alcançados, quantomais superados.MODERANDOConsiderando-me uma pessoa tranquila normalmente não me deixo impressionarquando a comunicação começa a sofrer interferência de ruídos. Por vezes elesactuam até como descompressores. No entanto, tal como o stresse, quandoultrapassa um dado limite, também ele pode ser claramente prejudicial.Apercebo-me disso quando começo a receber mensagens, privadas e públicas depessoas, que reputo de sensatas, a advertir que se estão, claramente, aultrapassar os limites do razoável e essas pessoas é que são o fulcro da V@.Obviamente que é para mim, na minha condição de moderador (não digo deárbitro para não me chamarem "Bin Laden" do futebol...), que a atenção daspessoas se vira de imediato nestas situações. Elas esperam que eu aja e, pormuito que me custe, não posso deixar de o fazer nem me posso omitir àsminhas responsabilidades.COERÊNCIA ACIMA DE TUDOO pior neste momento seria contemporizar e agir como se nada tivesse passadoesperando que as águas acalmassem. Em condições normais isso seriaaconselhável e resultaria plenamente. O problema é que, em virtude docarácter recorrente destes episódios, certamente que o próximo seria aindamais grave e tudo isto vai minando a nossa coesão, por mais que as Sertãs,as Lousãs, os Portalegres ou os Gereses nos possam unir.VEREDICTO!Assim sendo por muito que isso me custe, mas porque importa, acima de tudo,manter a verticalidade e a coerência informo os caros co-listeiros que omembro da Velocipedi@ Pedro Carvalho é admoestado com um "cartão amarelo" emvirtude do conteúdo das suas mensagens n.ºs 16.537 e 16.545. Esta é umaprorrogativa que detenho e que a estou a exercer a bem da coesão do grupoespero ser por todos bem compreendido sem azedumes ou triunfalismos idiotas.PORTARIA DE EXTENSÃOInfelizmente não foi só o Pedro Carvalho quem pecou neste lamentávelepisódio, outras pessoas, se bem que de forma menos grave, também não estãoisentas de responsabilidades. Que possam por a mãos na consciência ereflectir sobre tudo o que se passou - passámos um dia inteiro a por emcausa as boas maneiras e a ofender o próximo, não me parece que seja esse oespírito da V@...THE FINAL CUTNão posso deixar de relembrar às pessoas que usem do maior bom senso quandoendereçarem mensagens para a lista. Releiam as normas emhttp://www.geocities.com/velocipedia/normas.htm e, acima de tudo, sejamcordatos e educados é que, do outro lado da linha, está sempre um serhumano, caso não tivessem notado...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

segunda-feira, 10 de setembro de 2001

"XURES" - JANELA INDISCRETA !

PUBLICIDADE
var lrec_target="_blank";
var lrec_URL = new Array();
lrec_URL[1] = "http://br.rd.yahoo.com/SIG=12cegnahs/M=293850.4850656.5990672.4549631/D=brclubs/S=2137112150:LREC/EXP=1109858502/A=2444108/R=0/id=flashurl/SIG=10u1o5t8t/*http://br.celular.yahoo.com/";
var link="javascript:LRECopenWindow(1)";
var lrec_flashfile = 'http://br.i1.yimg.com/br.yimg.com/i/br/ads4/2411celular_lrec_brasil.swf?clickTAG='+link+'';
var lrec_altURL = "http://br.rd.yahoo.com/SIG=12cegnahs/M=293850.4850656.5990672.4549631/D=brclubs/S=2137112150:LREC/EXP=1109858502/A=2444108/R=1/id=altimgurl/SIG=10u1o5t8t/*http://br.celular.yahoo.com/";
var lrec_altimg = "http://br.i1.yimg.com/br.yimg.com/i/br/ads4/2411celular_mon_brasil.gif";
var lrec_width = 300;
var lrec_height = 250;

on error resume next
plugin = ( IsObject(CreateObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash.4")))


VENTO NORTEMagnífica a organização, no geral, e o Jorge Moniz em particular,absolutamente incansável, de tal forma que descurou a sua própria saúde aoalimentar e hidratar-se deficientemente o que lhe motivou uma desagradávelquebra de tensão felizmente sem consequências. Assim, em nosso nome, emparticular, e em nome da V@, bem hajas e bem haja o "Vento Norte" por tudo!"É A PRONUNCIA DO NORTE..."Onde ela se escuta é sinal de que somos bem recebidos! Sabê-mo-lo bem e porexperiência própria porque muitos dos nossos momentos mais intensos aí forampassados. Assim o "Xures" não foi surpresa e, muito menos, excepção!"OK TELESEGURO, FALA A MARTA!"Tivemos a oportunidade de, finalmente, conhecer as meninas mais activas nalista. Conjugam simpatia e beleza e é difícil dizer quais dos doispredicados nelas mais prevalece! Apenas ficámos levemente desiludidos com aMarta: entãonão é que ela não levou o tão prometido bolo de chocolate! ;-) Tirando essesenão (nós, em bom rigor, até nem somos grandes apreciadores de doçaria)deramum toque de alegria e, porque não dize-lo, de charme e elegância, à comitivavelocipédica que tradicionalmente se caracteriza pela habitual e monótona"paisagem varonil"...MASSACRE FEMININO E MÁQUINAPois é, a rapariga (Bete) é um fenómeno velocipédico! Palavras para quê? Sóvisto: um ritmo diabólico a subir, a que ninguém conseguia dar respostatirando o "chefe de equipa" Jorge Maia e, muito pontualmente, um ou outrociclistanos quais nos incluímos o que nos deixou, naturalmente, (depois derecompostos do "choqueinicial" :-), muito satisfeitos. A "Fullana" é absolutamente arrasadora. Masa sua performance, em nossa opinião, ainda está longe de estar no limite, háque treinar melhor a técnica nas descidas mais exigentes onde ainda vacilaumpouco e (esta é para o Paulo "MaiaCycles" Rodrigues sponsor da equipa daRetorta) com uma máquina mais leve e uma suspensão "a sério" muitos segundospor volta podem ainda ser tirados (Paulo: não é uma despesa - é antes uminvestimento publicitário com retorno garantido!)...HIGIÉNICA GALEGAApesar de forma solitária, à falta de companhia (Eduardo "mouro" Dias eCarlos Martins) que, inexplicavelmente,retornaram ao parque passadas poucas centenas de metros, efectuamos, logopela manhã(07:00), uma volta higiénica de 21 kms. ao longo da barragem de Vilarinhodas Furnas, junto à geira romana, aos marcos miliários, internando-nos pelomagnífico bosque de carvalhos, ascendendo à Portela do Homem, invertendo amarcha em torno do antigo posto fronteiriço espanhol (perdon, gallego :-) eretornando à "base", tudo num ritmo muito tranquilo bem contido dentro doscivilizados limites aeróbicos porque os inevitáveis exageros estavamprevistos só paradepois. Foram dos melhores momentos que já passamos em cima de umabicicleta.Já conhecíamos o percurso de carro, mas, assim, é completamente diferente.Esteaquecimento prévio permitiu-nos, por outro lado, logo na primeira ascensão àCalcedónia, imprimir um ritmo forte que só a Bete (tinha de ser, não é :-),e o E. Dias conseguiram superar...MOARAEra a camisola oficial da incursão by Vila Nova de Famalicão. Se emPortalegre, eles já eram muitos, aqui eram milhões :-)). Era vê-los alançarem-se como doidos pelas descidas abaixo, capitaneados por um camisolaamarela que gostava sempre de estar à frente embora, nas subidas, claroestá, se tenha rendido às evidências, é que contra factos não há argumentos;-)APOTEOSE EQUINAO momento alto (não só por estarmos à cota máxima) da incursão teve,curiosamente, que ver com cavalos e não com bicicletas. O Miguel "k2"Sampaio (quem senão ele) chegou à Pedra Bela montado num lustroso garranoalazão quetinha alugado umas centenas de metros atrás com o seu reluzente capacete e amochila às costas, foi a apoteose! De resto quem conhece o "k2" sabe bemque, com ele, "tristezas não pagam dívidas". Que o diga o E. Dias que subiua penosa "Pedra Bela" com ele, na cauda do grupo, e de forma mais repousadamas que admitiu cansar-se mais assim do que se fosse na frente a puxar, éque, subir um desnível daqueles, mesmo que lentamente, sempre a rir não énada fácil :-)).SUPLÍCIO NAS BRASAS E RIQUEZA BOTÂNICAO almoço constituído por febras e entrecosto grelhados foi efectuado àsombra de um magnífico e centenário carvalho que, apesar da "distracçãogastronómica" não passou despercebido aos mais sensíveis, de resto e, apesarde bastante adulterado o "Parque Nacional da Peneda Gerês" ainda é ummagnífico cenário natural. O suplício teve que ver com a circunstância de afome ser grande, as febras cheirarem estupendamente mas de a subida e ocalor que se avizinhavam recomendarem prudência, contenção e parcimónia noapetite que,ficou frugalmente confinado a uma febra, duas fatias de pão e uma laranja:-((UM LEVE AROMA A "LOUS@"No percurso efectuado junto à barragem da Caniçada de nascente para poentesurgiram alguns troços descendentes, bem internados na floresta, quesugeriram, por vezes, o saudoso passeio da Lous@ se bem que o grau deinclinaçãofosse, substantivamente, inferior (Vila-Nova só há um :-) o tipo deterrenos, as dificuldades descendentes e o "comportamento do público",assistindo às agruras dos descendentes,assim nos sugerem esta comparação, sobretudo numa dada passagem para algunsincautos que viraram à esquerda quando deveriam de ter seguido, de formamaistranquila, em frente. As respectivas fotos deverão abundar por aí não tardamuito...TOP-TEN AUSENTEA ausência de boa parte do restrito e habitual top-ten trepador da V@ nestepasseio deuazo a que pudéssemos andar nas "posições cimeiras" nas duras e selectivassubidas o que nos dá sempre uma certa satisfação. De salientar a semprediscreta e eficaz prestação do Pedro Brites que, de forma quase sorrateira,consegue estar sempre entre os primeiros.CALCEDÓNIA, PEDRA BELA, VARGAS-FAFIÂO, SALAMONDE e RIO CALDO-VILARINHOUP-HILL'sParece que o síndroma leiriense (BRITES, Pedro, "Acção Psicológica paraCiclistas", Leiria, 1.ª edição, 2001) se alastra nesta lista. Então não équetínhamos lido por aí algures, qualquer coisa do género: "o passeio vai serduro mas não vai ser tão duro como o de Portalegre". Com as ascensões comoas que dão o título a este breve capítulo até dá para rir(http://www.ventonorte.lidernet.pt/btt/btt_actividades/arealizar/geres_velocipedia_08-09-2001/geres_velocipedia_mapa_08-09-2001.htm )... A primeira emasfalto se bem que dura foi apenas um aperitivo mas que fez muita "mossa" emvirtude de ser a inicial (abençoado aquecimento galego). A da Pedra Bela, apartir das Caldas doGerês, em terra, tinha "só" seis intermináveis quilómetros misturados comuns ganchos demolidores. A terceira,sendo afinal a mais suave, coincidiu com a altura de maior calor e com ogrelhado a meio. A quarta, embora em asfalto, era arrasadora, ligava oparedão da barragem de Salamonde, lá embaixo, à EN 103 (Braga - Chaves), cáem cima, e a quinta era"extra-concurso" e tinha "somente" 14 kms. em asfalto sendo que boa parteoptou pela "navette" que a organização providenciou.PARAÍSO DOS DOWNHILLERSSe as subidas eram de respeito absoluto as descidas eram proporcionais, umasmais técnicas e lentas como a que baixava do antigo povoado da Calcedóniapara a estrada de leva às Caldas, outras mais rápidas como a interminável daPedra Bela para Ermida. Nesta era ver as jerseys azuis celeste por aí abaixo a ultrapassar carros com os ocupantes boquiabertos: nunca tinham vistonada assim.PANORÂMICASEstupendas, como é óbvio, mas amplamente desperdiçadas, é que qualquerdistracção naquelas descidas era a morte do artista, de resto a ambulânciada Cruz Vermelha de Terras de Bouro fazia parte do trem da organização e,felizmente, serviu essencialmente para transportar bicicletas avariadas oude ciclistas extenuados...O REINO DO SINGLETRACK OU A OPORTUNIDADE PERDIDA DE MBO Miguel Barroso, que se "pirou" da incursão logo em Salamonde (noblesseoblige) perdeu o melhor da incursão que foram a sucessão de single-trackspelo meio dos lugarejos que bordejam a Caniçada e onde a exigência técnicaera muito elevada e que também não se compadecia com contemplações bucólicasdos lugares, gentes e costumes por onde se passava. Decididamente opedestrianismo ainda é a melhor forma de fazer turismo...O MASSACRE DOS INOCENTES (parte 2)Em Portalegre "levámos" com a rota do contrabando como vingança por causa daLous@. Aqui "levámos" com a travessia de um milharal e de uma praia fluvialna Caniçada com a bicicleta ao ombro para se vingarem de Portalegre. Como opovo coimbrão não foi a um nem a outro que se trama com estas vinganças sãosempre os mesmos :-))MÁQUINAS DE SONHO OU DE PESADELO (cruzada fundamentalista :-)No final da passagem junto à barragem da Caniçada tivemos de transpor umacancela com as bicicletas a serem passadas à mão. Às páginas tantas, estandonós a ajudar os demais, recusamo-nos a agarrar mais FS's, é que já nãopodíamos mais, tal era o peso que tínhamos que suportar. Cada uma era maispesada do que a anterior. Ao jantar percebemos a filosofia antagónica querege um lado eoutro desta contenda, enquanto nos diziam que, apesar do peso superior,"tudo se sobe"nós contrapusemos que, apesar da falta de molas, "tudo se desce".Decididamente ele há gostos paratudo!SUBIR EM "PESADO"Embora membro de pleno direito do referido top-ten, o E. Diasdenotou uma notória falta de ritmo em virtude estar parado há muito tempopor lesão ealternou, no "Xures", naturalmente, entre o bom e o mau. Na subida "extraconcurso" de 14 kms. entre o Rio Caldo e o Parque de Campismo deCerdeira tendo exagerado ao pretender acompanhar o ritmo da "nossamedalhada" teve de parar a páginas tantas. Qual a nossa surpresa quando ovimos passar, momentos depois, agarrado ao camião que transportava asbicicletas (desculpa lá, ó ED, mas agora vão ser para aí uns 15 dias a ouvirpiadas, embora saiba que vou pagar isto bem caro em futuras subidas :-))É ESSE O ESPÍRITO LUÍS!O Luís Mendes é um dos mais recentes colisteiros e disse presente ao "Xures"apesar de morar em Almada. Foi curioso observar o seu comportamento: semlicra, sem XTR's, sem suspensão, com um sorriso enorme e genuíno nos lábiosapesar das enormes dificuldades do traçado e ainda com tempo para parar ameio das descidas, candidamente tirar fotos e comprar potes de mel queguardou na sua mochila. Estupendo, é esse o espírito Luís!PERSUASÃOConseguimos convencer alguns ciclistas mais renitentes a efecturem os 14kms. de subida "extra-concurso" entre o Rio Caldo e o Parque de Campismo deCerdeira, ligando a barragem da Caniçada à de Vilarinho das Furnasdesprezando, dessa forma, o camião posto à disposição pela organização parao efeito. Alguns, a atestar pelo estado em que chegaram e pelo tempo quedemoraram, foram o caminho certamente a rogar-nos pragas. Meus amigos: SãoBento da Porta Aberta exige penitência absoluta 0:-)SLB À MODA DE FAMALICÃO (dos lados do Cartaxo)O Pedro "Indy" Ribeiro apesar do sotaque nortenho bem afinado não conseguedisfarçar que é um "mouro" sub-repticiamente infiltrado por via matrimonialna sociedade famalicense :-)). Então não é que, no final, após o duche, elenos aparece com um boné do Benfica? Mas, pelo sim, pelo não, o boné eraazul..."XURES" Vs. ESTRELAO enorme desnível acumulado (que pode ser observado emhttp://www.ventonorte.lidernet.pt/btt/btt_actividades/arealizar/geres_velocipedia_08-09-2001/geres_velocipedia_altimetria_08-09-2001.htm) apesar de serefectuado a altitudes mais baixas do que as que encontramos na Serra daEstrela leva-nos a pensar se a dureza aqui não será maior do que naqueleParque Natural. Conhecendo um lugar e outro e, apesar de termos falhado osmíticos "carris", quase que apostaríamos que sim.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

quinta-feira, 23 de agosto de 2001

Ritornatto da S.P.Q.R.

HelpO que é bom acaba-se prontamente!Estou de volta e com mais energia (embora sem pedalar por uma semana). Oexercício resumiu-se ao "urban treking" pela Cidade Eterna o que, não sendo nadade especial em termos aeróbicos, permitiu contrariar os desiquilíbrios calóricospróprios das férias sobretudo quando a "pasta" sabe maravilhosamente :-).Deixem-me que vos diga que assim se constata claramente que o ciclismo é umaactividade desportiva bem melhor para o corpo. Se a resistência física eraelevada e permitiu enormes e impensáveis quilometragens em turismo pedonal, já oimpacto sobre os pés e as articulações foi de tal modo que tive de efectuar umdia de pausa repousante a meio das férias.Quanto à actividade velocipedia transalpina, independentemente de uma série desites de grande qualidade que irei compilar em breve e vos transmitirei, deixemdizer-vos que, existem muitas bicicletas em Roma (não tantas como a imensidadede Florença que não visitei desta vez mas que me recordo de 99). São bicicletasvelhas e de baixo valor, como tal adequadas a ficarem estacionadas com umsimples cadeado ao sinal de trânsito. São bastante indicadas para circular nazona histórica (Roma Central) ainda que não hajam, nesta zona, ciclovias mas têma vantagem de poderem circular nas zonas pedonais. O tráfego automóvel é, àsemelhança do nacional, bastante feroz e hostil e a presença de inúmerasmotoretas garante uma má qualidade do ar sobretudo se aliada ao calor do verãoromano.Ao fim de semana vê-se muita gente em BTT (uns a rigor) e em roda fina.Presenciei um acontecimento curioso: um indivíduo que, no domingo, pedalava,perto do "Circo Maximo" na faixa dos "eléctricos" e que, mesmo à minha frente, acurvar, em lugar de continuar pela zona inter carris resolveu "cortar" o ânguloda curva.Estão a ver o resultado? Tive de o ajudar a levantar-se pois a raspadinha noasfalto foi forte: "Grazie, lei e molto gentile!" enquanto eu o aconselhava a"andare pronto al hospedale". Um erro infantil, de consequências abrasivas,ainda por cima com uma roda fina.Duas revistas, uma de pior qualidade chamada "mountain bike", outra de grandequalidade, a "bici da montagna" (que evoluiu bastante desde 99) e de que vosdarei conta posteriormente. Ainda dois títulos de "roda fina" de que não fixeios nomes...

domingo, 15 de julho de 2001

Ota e "Porém, ela sobe!"

Sábado de manhã em Ota, 30 kms. na serra, com visão para Montejunto e para aplanície que vai ser aeroporto. O tempo colaborou estando quente e semsol...Local bonito com alguns trilhos técnicos de eleição e deixando o apetitepara Montejunto (que terá lugar num destes dias).O grupo era restrito e de qualidade: os nossos amigos de Olhalvo, Alenquer,o Luís "Duracell" Parreira e o Miguel "Baboso".De resto o tema do dia foi mesmo a nova máquina barroseana. Aqui ficam poisas minhas impressões:estética *****Discreta e pura, no seu tom cinza mate, com o seu duplo triângulo e asugestão visual de uma hardtail clássica a que se acrescentou um amortecedorpor debaixo do tubo traseiro, só não gostámos do "verde radioactivo" dasmanetes Magura que chocam um pouco com o conjunto."guts" *****Tendo sido montada "a la carte" é natural que recolha as cinco estrelasmuito embora pudéssemos ter efectuado opções diferentes. A Pace, ao bomestilo da Marz, parece comer tudo o que encontra a descer, os XTR's, osLouise a darem a confiança necessária a travar, etc.Teria preferido uma forqueta ar/óleo mais leve, mas isso são opções pessoaise o que é certo é que o conjunto é bastante leve. O MB deve ter gasto alguns40 contos em tudo, ou até mais :-)), conferi vós mesmos emhttp://www.phneutro.com/barroso/superlight.htmeficácia TT ****Ficámos agradavelmente surpreendidos com o desempenho do MB (aincompatibilidade pedalística impediu-nos de testa-la) a descer muitorápida, a que não será alheia a Pace de 100 mm a molas (parecia queestávamos parados) e subiu muito bem estando entre as máquinas mais rápidas.A ausência de uma quinta estrela deve-se a ter um amortecedor atrás :-))Não há dúvida que estas máquinas FS de XC são uma verdadeira alternativaquando os terrenos são difíceis, só penso mesmo que são penalizadas quando énecessário sprintar e se sente o efeito de molejamento. Talvez daqui a unaanos me convençam, no entretanto, continuo a adorar o modo como a CnnndlF700 trepa a montanha quando me encontra num dia inspirado como ontem ;-)...Adiram aos "Desafios do Lis II" no próximo sábado e passem um bom dia deciclismo na montanha...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

terça-feira, 5 de junho de 2001

Alvalade-Porto Covo - Aventura no Teneré

PUBLICIDADE
var lrec_target="_blank";
var lrec_URL = new Array();
lrec_URL[1] = "http://br.rd.yahoo.com/SIG=12c2apb8d/M=293850.4850656.5990672.4549631/D=brclubs/S=2137112150:LREC/EXP=1109859655/A=2444108/R=0/id=flashurl/SIG=10u1o5t8t/*http://br.celular.yahoo.com/";
var link="javascript:LRECopenWindow(1)";
var lrec_flashfile = 'http://br.i1.yimg.com/br.yimg.com/i/br/ads4/2411celular_lrec_brasil.swf?clickTAG='+link+'';
var lrec_altURL = "http://br.rd.yahoo.com/SIG=12c2apb8d/M=293850.4850656.5990672.4549631/D=brclubs/S=2137112150:LREC/EXP=1109859655/A=2444108/R=1/id=altimgurl/SIG=10u1o5t8t/*http://br.celular.yahoo.com/";
var lrec_altimg = "http://br.i1.yimg.com/br.yimg.com/i/br/ads4/2411celular_mon_brasil.gif";
var lrec_width = 300;
var lrec_height = 250;

on error resume next
plugin = ( IsObject(CreateObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash.4")))


Lá fui, no domingo 03JUN01...Saí de casa às 07:00 e cheguei a Alvalade às 08:15, agora que a A2 já (aindasó) ultrapassa Grândola tudo é mais simples, mais fácil e não é necessárioultrapassar a velocidade legal...Aí chegado e apesar de ainda estar nublado besuntei-me com o protector solarfacto que me saiu bem caro pois este foi o passeio mais poeirento que algumavez efectuei. De resto o cenário era interessante: para cima de uma centenade ciclistas bastante heterogéneos onde se viam desde adolescentes aciclistas de terceira idade, desde máquinas leves de cross-country a chaçosda mercearia do Belmiro sem apertos rápidos nas rodas (se a coisa fura serápelo menos 1/2 hora de trabalho :-)...Só o espírito de todos é que era o mesmo...Na partida, como tinha ido rolar um pouco nas ruas de Alvalade para aquecertive de ir atrás do pelotão pois já tinham partido. Azar dos Távoras, tivede "gramar" a primeira das zonas arenosas atrás de quase todos o que foimuito complicado já que não se podiam escolher as trajectórias nem avelocidade mais adequada para circular nas zonas arenosas e teve de sedesmontar amiúde.Desta forma, no primeiro reagrupamento instalei-me na cabeça e procurei nãosair de lá mais pelo que fui sempre seguindo na frente ou perto da frente.As zonas arenosas foram quase todas percorridas em alta rotação de pedais(não de rodas ;-) e, salvo raras excepções, não houve necessidade dedesmontar. De destacar os inúmeros planos de água e os espectacularesarrozais...O problema era mesmo o pó, parecia que se tinha levantado uma névoa. Oresultado na minha pele foi incrível: a poeira aderiu à pela devido aoprotector solar e parecia, tal e qual um ciclista do campeonato de XC (videfoto no web site sobre a incursão) as zonas protegidas (olhos, testa, mãos)permaneciam brancas e o resto estava bem escuro o que provocou o espanto demuitos turistas ao chegar a Porto Covo. De resto não há protector solar maiseficaz do que esta estranha mistela, os UV's não penetram um milimetro...O passeio é bastante plano, embora com as elevações típicas do montado e osinevitáveis ruminantes bovinos (private joke ;-) com um dia nada quente oritmo era simplesmente diabólico, de tal forma que, na segunda pausa, nabarragem de Campilhos, os últimos chegaram quase meia-hora (!) depois. Deipelo Lança (que como membro da organização os acompanhava) a desabafar: "euainda os tento convencer a enfiarem-se no jipe, mas nada feito!" :-) ostipos, mesmo, de rastos faziam questão de irem até Porto Covo! Deixa lá,Lança, pelo menos a enquadra-los aquele ritmo fizeste uma travessiatranquila :-))Aos 50 kms. depois de se passarem os últimos montes avista-se o mar: azulmarcando o horizonte e mostrando a descida, bastava apenas rolar até ele(depois de vencer mais areia)...Fotografia da praxe no Pessegueiro e rolar diabolicamente até Porto Covo nãosem antes vencer a parte mais interessante: a enseada onde ancoram osbarcos, mesmo por meio da água salgada (preia-mar) e subir a curta masinclinada rampa até à vila.O banho foi coisa para meia hora, não era caso para menos, nunca estive tãoimundo na minha vida!... A saída da cabine de duche dei com uma fila enormede ciclistas à espera. Tem vantagens rolar-se mais rápido :-))A incursão é extremamente interessante e nada fácil em função dos solosarenosos que exigem um boa técnica de abordagem (alta rotação com umarelação baixa) e boa forma física pelo que o baixo desnível acumulado éenganador: são 62 kms. em que uma percentagem considerável é passada a lutarcom a areia, ufa!...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 20 de maio de 2001

De Almada a Setúbal e regresso por 90 eurocentimos...

Um dos meus desideratos velocipédicos foi superado hoje: ligar os estuáriosdo Tejo e do Sado por asfalto e regressar.Foi a viagem mais barata que fiz entre as duas cidades (Almada e Setúbal) jáque só gastei 180$00...que foi o preço de uma excelente e regionalíssima"Torta de Azeitão" degustada na "mui nobre" vila do mesmo nome a caminho deSetúbal (é verdade fui com o Rui Sousa e tinha de recompensá-lo de algumaforma :-)...Nas asfálticas (uma "legítima" e outra "convertida" pela adopção dos bemadaptados Hutchinson 26x1.0) saímos cedo: 08:15 e, como era domingo, haviamuito pouco trânsito pelo que tudo correu pelo melhor e as povoações iamficando para trás enquanto um diabo esfrega um olho: Corroios, 10 minutos;Cruz de Pau, 20 minutos, Casal do Marco,30 minutos e Azeitão 45...Seguiu-se a torta e ascensão às Necessidades (por norte, relativamentefácil) e a descida vertiginosa. Após a Aldeia Grande, frente à capela de S.Luís viramos para a direita e descemos até à Comenda e entrrámos em Setúbalpela estrrada da Figueirrinha com uma magnífica visão estuarrina - soberrbo.Implicou mais quilómetrros (5) e mais subidas, mas merreceu a pena. De factofiquei trremandamente imprressionado porrque chegamos ali "enquanto o diaboesfrrega um olho" isto é muito deprressa...43 kms. em 87 minutos a uma média de 29 kms. hora nada mau uma vez que fomosa "meio gás" e contámos com algumas subidas...O regresso, sempre pela EN 10 foi um pouco diferente: muito, mas muito maistrânsito automóvel (o asfalto não me convence realmente por causa disso...)e as bermas impróprias para uns 700x18 a determinarem rolar pela faixa derodagem o que aliado à densidade de carroçarias motorizadas, para além dosodores sulfurosos, implicam algum constrangimento.Por outro lado, o relevo faz-se mais sentir de sul para norte, sobretudo aascensão às Necessidades agora já ao nível de uma "3.ª categoria" e a pedirempenho redobrado... Depois as ultrapassagens constantes das duas rodas (com100 cavalos, leia-se :-) a rugirem os seus escapes. Como pormenor pitorescoa ultrapassagem do RS a um triciclo motorizado após o desvio da Rasca ePicheleiros, após a Aldeia Grande no início da ascensão, afinal de contasnem só de tractores vive o homem :-)...O calor apertava e a postura "antinatura" de uma asfáltica (literalmentedeitado sobre o tubo superior) a implicar uma paragem extra programa nasPaivas em virtude do incómodo lombar que se tornava já doloroso (tenho decuidar desse pormenor em termos de preparação física) é que a postura emcima de uma BTT (sim, afinal eu não sou um "bicho do asfalto") é maisbenovelente.Sem embargo 5 minutos bastaram apenas para tudo ficar "como novo" e oproblema desaparecer como que por milagre.Saliente-se ainda que tudo o que se locomovia sem o recurso a um motorauxiliar foi por nós ultrapassado o que demonstra que não foi propriamenteum tranquilo passeio matinal. A "técnique de peloton" permite gerir oesforço sobretudo com o vento quase frontal como no regresso mas ainda assiméramos apenas 2.Resultado 38 kms com a mesma média o que foi algo decepcionante se tivermosem conta que não usamos, no regresso, a estrada da Figueirinha...E o baptismo nos furos de "roda fina": um buraco, já no Laranjeiro,praticamente a chegar a Almada, quando seguia atrás do RS (e apesar do avisodeste) a morder a câmara de ar do pneu traseiro, o que é mais engraçado éque não dei por nada...é verdade, só umas centenas de metros adiante é quesenti, nalgumas zonas onde o asfalto era mais irregular aquela sensação deinstabilidade típica dos furos na traseira é que olhava para o pneu e tudoparecia normal - aquilo é de tal maneira fino que não se vê o pneu a sairdebaixo da jante e a moldar-se ao asfalto. E esta hein? Até deu para chegara casa, lentamente e com o peso deslocado para a dianteira...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

segunda-feira, 14 de maio de 2001

Portalegre, Janela Indiscreta

FavasAo que parece ninguém gostava do dito vegetal mas ninguém o deixou escaparao almoço: a fome é, indiscutivelmente, o melhor dos cozinheiros..."O que eu gosto é disto"O grito de guerra, desta vez, não ecoou nos vales pedalados, mas bastava vera cara do Manuel Vilela e dos "ases" para se constatar, facilmente, que afrase tem todo o fundamento...Raios te PartamVerdadeiro especialista a partir raios o Luís "Duracell" Parreira não se fezrogado e quebrou nada mais, nada menos do que três o que o torna umaautoridade na matéria...HormonasNa foto de família, à saída, a compostura dos participantes foi alterada porum singelo facto, uma jovem e formosa portalegrense cruzou o passeio entreos fotógrafos e os fotografados e não pode de se deixar de ouvir um "oh!"colectivo, razões hormonais parecem estar na génese de semelhantefenómeno...Contrabando de bicicletasA entrada furtiva pelo reino de España foi bastante interessante, o problemafoi mesmo a reentrada na República, autenticamente "a salto" a carregar abicicleta às costas por locais onde, anteriormente, se passavam, pela caladada noite, as sacas de café, valeu a paisagem...Martelo PneumáticoIrritante a entrada na bonita Alegrete com um martelo pneumático, em plenosdomingo e Parque Natural a arruinar o ambiente..Arquitectura TradicionalIgnorado o martelo a passagem pelo interior de Alegrete revelou-nos umaterra fantástica com uma arquitectura tradicional e com os já habituaisrostos espantados dos transeuntes...Delta AcimaA subida "facultativa" ao ponto mais alto da serra revelou-se uma pragmáticaconstatação, a Shimano tem de criar um 20x36 já que a inclinação era tantaque só com muito empenho se conseguiu chegar à famosa "borbulha", como serácom o Angliru?...Delta AbaixoA descer destaque para o Opel Corsa que impediu que as velocidades pudessemser ainda maiores, 78 kms., ainda assim é muito para um velocípede..."São pássaros, Senhor!"Não houve consenso quanto à identificação das aves de rapina de enormeenvergadura que descreviam círculos por cima do local de piquenique junto àRibeira de Arronches, águias juravam uns. Para mim eram abutres em torno dorepasto das favas ou na mira de algum ciclista que se pudesse perder alguresna serra ou secumbisse ao esforço...EscoltaTratamento VIP é o mínimo que se pode dizer da escolta policial no arranquee na volta em Portalegre, não é todos os dias que se circula com batedoresda polícia a abrir caminho...Queda "hardcore"A do Eduardo "o Mouro" Dias logo à saída de Portalegre em cima do duro chãoe o levantar pronto e olhar de desdém para quem lhe perguntava se estavabem, se lhe doía alguma coisa ou se precisava de ajuda - é assim mesmo -ciclista não cai, desmonta dos modos mais inusitados...Agradável ConfirmaçãoO Parque Natural é estupendo, já o suspeitávamos, tivemos a confirmação -cheiros e paisagens mediterrânicos, leve ocupação humana perfeitamenteenquadrada no ambiente e aquela visão inolvidável no topo de S. Mamede, 5estrelas ambientais...Festival da CaçãoNo jantar final sobressaíu a receita tradicional da "Sopa de Cação" e, atéeu, que pensava não gostar do dito cujo, comi e chorei por mais. É quedetesto vinagre mas a que serviram não sabia nada ao execrável condimento...Castigo dos LombaresSe na Lousã o "castigo" foi bater o record de quedas, em Portalegre constouem massacrar os lombares a subir a penha que faz fronteira entre os estadosibéricos com o velocípede às costas, infelizmente o "culpado" povo coimbrãonão apareceu e assistiu-se, apenas, ao massacre dos inocentes..."Famalicom"A bonita cidade do norte de Portugal trouxe (e ainda bem) até Portalegre umaautêntica "armada". Pelo seu apetite ao jantar desconfio que terãoaprendido, na prática, que o Alentejo não é só planície ;-), a "vingança"servir-se-à fria na Serra do Gerês...A "Serra"S. Mamede é bem duro de roer, contabilizei para cima de 12 quilómetrossempre a subir fortemente, ainda por cima em caminhos difíceis - foi umautêntico desafio, digno da "Serra"...(to be continued...)

sábado, 21 de abril de 2001

"A Serra" e Janela Indiscreta

1. A "SERRA"TSQECHQ: Falas da "serra" e todos sabem que te referes à Serra da Estrela...Hugo "Boinga" Cardoso¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Assim é, de facto. No passado sábado tivemos o privilégio de, pela segundavez, nos deslocarmos à "serra".Estavam reunidas todas as condições para ser uma boa jornada: bom tempo, boacompanhia e, inevitavelmente a "serra" e de facto assim foi. Obviamente nãofoi fácil, foi mesmo bastante duro, menos todavia do que esperávamos masainda assim os números falarão por si:. 72 quilómetros. velocidade média de 14,4 kms.. 6 pneus furados. 1 corrente partida. 5 horas em cima da bicicleta. 4 horas de paragens forçadas ou não. 5 litros de água (consumo individual). 16 bolachas Muesli (idem). 6 barritas energéticas Muesli (idem). 1 sanduíche presunto serrano em pão de centeio, sem manteiga (idem)A estes números faltarão a contagem do desnível acumulado que será,certamente, assustadora...Melhor ou pior todos chegaram ao final. No nosso caso optámos pela já famosae patenteada "Fórmula GSE" (Gestão Sustentada do Esforço), na perspectiva deum intenso desgaste físico (aliado à altitude) o MFC foi, de novo, o nossomelhor aliado. A razoável forma física aliada as abordagens dos desníveissem superar o limiar anaeróbico fizeram com que tivesse alcançado a sede doGBTT Manteigas em "razoável estado de conservação" e com a sensação de que,tirando a muito LEVE sensação de fome, ainda poderia fazer mais unsquilómetros não obstante alguma saturação de estar sentado na bicicleta,confesso que já ficámos bastante mais debilitados em incursões menosduras...No final o duche e, sobretudo, o lauto jantar (o dono do "Olival" já sabecomo é servir ciclistas após "a serra" :-) completaram a jornada.2. JANELA INDISCRETAENTÃO ISTO É QUE É A "SANTINHA"?O mais temido dos deltas foi, desta vez, vencido "pela porta do cavalo" e emboa hora já que a descida por onde, supostamente, se poderia ter subidorevelou um piso demolidor que, aliado ao desnível, teria estragado a jornadaem virtude de se necessitar, inevitavelmente, de desmontar constantemente,ficámo-nos, assim, pelo furo...UST Vs. VISCO SELANTEVitória por 1-0 da equipa USTiana. De facto o FC, apesar da câmara embebidano "produto" foi mais uma vítima do autêntico ninho de cobras que constituiua interminável descida para o vale do Sameiro (onde se deram os 5 restantesfuros). As pneumáticas borrachas do MB e do RS passaram, incólumes o testeda "serra". A fórmula UST parece ser a melhor solução para os anseios de umciclista hardcore, sobretudo na presença de descidas e pisos daqueles queencontrámos na "serra"...POEIRA E "DIREITA!"O primeiro dos furos do "teste do Sameiro" aconteceu ao CN e logo na roda dafrente e poderia ter tido outras consequências em primeiro lugar porque, àvelocidade a que se produziu, uma mordedura na roda da frente pode serdifícil de digerir em termos de direcção e, depois, porque vínhamos mesmoatrás entramos numa nuvem de poeira, vemos o CN a tentar dominar a máquina esó temos tempo de gritar "direita!" e por aí passar tangencialmente, tudonuma fracção de segundo (apenas minutos depois soubemos que tinha furado:-)...PRODUTOS DA (S) TERRAPara além do detalhe pitoresco das sanduíches de presunto (sem manteiga...)perto das Penhas Douradas os produtos regionais tiveram também posterioracolhimento, veja-se o "suplemento" de cor tinta da região saboreado emplena descida do Sameiro pelo JP...A ODISSEIA DAS CORRENTESPara além da corrente partida do JP destaque ainda para o elo dobrado da deMB ou a nossa originalíssima corrente enrolada (a um passo de quebrar) a queuma fotografia se reporta...ALTIMETRIA DISCRETAA "serra" caracteriza-se por uma altimetria muito discreta, quando comparadacom os Alpes, senão atente-se nalguns pontos onde estivemos: Santinha 1595m., Vale do Rossim/Penhas Douradas, 1432 metros, Assedasse 940 m., Manteigas700 m., Cruz das Jogadas 1200 m., etc., de resto não nos lembramos,praticamente, de termos rolado a direito muito tempo ...O QUE É UM DELTA?É um sítio afilado em cimento plantado no cimo de um monte que serve parasentar em cima e tirar umas fotos, visitámos vários deles no sábado...QUENTE E FRIOO dia esteve excelente o problema, mesmo, foi a alternância entre o calordos vales do maciço central e das subidas e o frio e o vento das descidasvertiginosas, dos deltas e da vertente norte da serra. Assim o "põe e tira"foi constante...UNIVEGAA nova máquina do PB impressionou pela excelente relação preço qualidadedemonstrada. Possui tudo aquilo que é necessário numa BTT "hardcore": bomquadro em alumínio, suspensão, grupo, travões e, consequentemente, ninguémse admirou com a "facilidade" com que as montanhas foram superadas, semembargo não se livrou das cobras do Sameiro...NEVEA visão da Torre com neve constitui um pano de fundo diferente e que, só porsi, torna a incursão na "serra", diferente de todas as outras...ESPANTOO da "senhora das sandes" perto das Penhas Douradas e o dos "jipeiros" dosOpel Frontera perante a determinação de alcançar a Santinha esquecendo-se deque, quem corre por gosto..."FALTAM 10 KMS.!"A escola leiriense já tem discipulos. Perante a interrogação ansiosa de umou outro ciclista mais ansiosos por chegar ao fim os "trail-masters" da"serra" iam respondendo, laconicamente: "faltam 10 kms.!" apesar de aindafaltarem 30..."CARAMBA" (COM "F" MAIÚSCULO :-)Foi a nossa interjeição perante o desnível que nos esperava para passar doSameiro a Manteigas, sem embargo, tirando a corrente partida, nada de gravese passou...(to be continued...)¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 8 de abril de 2001

Arrábida, Janela Indiscreta

Cansados mas felizes... Isso é que importa :-))NOTA: Qualquer semelhança com factos, acontecimentos ou pessoas reais não énenhuma coincidência ;-). Cromoly em Alta - Parece que após as exibições do Cláudio Nogueira e doJoão Pimpão ao subirem o "Outeiro do Moinho" em quadro Sunn de Cromoly osquadros nesta liga metálica subiram de cotação é que, não obstante seremmais pesados, parece que permitem fazer coisas que os de alumínio nãodeixam.... "Tractor" Single Speed - Apesar de se ver na contingência de ver a sua"Massi" de suspensão integral convertida, de forma expedita, em "singlespeed" devido à quebra do desviador traseiro o Filipe não deixou os seuscréditos por mãos alheias e continuava sempre com o nível I deixando todosesteupefactos. Só não foi visto no "calvário" de S. Luís (também era só oque faltava) .... SRAM, não, Sachs! - Afinal famoso desviador quebrado não era SRAM masantes um mero Sachs Quartz. Soube-se de pessoas insuspeitas da zona deCoimbra, que SRAM não parte, só Sachs.... O Segredo está na Massa - Requinte de malvadez foi o que o CláudioNogueira infligiu aos demais ciclistas ao tirar da mochila uma bela pizza naparagem junto à Aldeia da Portela. Com toda a gente a comer "torrão deAlicante", das mais diversas qualidades e procedências, ver alguém adeliciar-se com semelhante iguaria é, no mínimo, insultuoso. Excelente oserviço da Telepizza que entrega também em pleno Parque Natural.... Baterias Esgotadas - O Luís "Duracell", ao contrário do coelho dapublicidade, parece que estava com a energia esgotada :-). Vai daí, atravésde "histórias mirabolantes", andou a desmotivar potenciais ascensores ao"calvário de S. Luís" que só contou com nove escassas adesões, muito poucotendo em conta o potencial ciclístico em presença, era só uma montanha, nãoera o Adamastor.... Single Track de Alcube - Trajecto longo e divertido, a que não faltou umaraposa a cruzar o caminho (parece dar sorte) e que parece ter sido o "necplus ultra" do dia a constatar pelas caras de quem chegava ao final, afinala Arrábida ainda guarda alguns segredos.... "O gajo exagerou" - era a frase mais escutada junto à Capela de S. Luís,em conjunto com "qualquer dia ninguém vem a estes passeios, porra". Oproblema é que, parece, que o "gajo" também lá andava e terá feito os 80kms., embora, como manda a tradição, jogasse em casa e à defesa nassubidas.... "Tractores? Ao ataque!" - Foram avistados 3 mas, infelizmente, nenhumsubiu à nossa frente, teria sido um alento adicional para um certotrepador.... Mudanças de nível - No final do ataque à Escudeira e, sobretudo depois daascensão às Necessidades, houve quem repensasse o nível uns ter-se-ãoretraído, outros emanciparam-se. Segundo parece a intenção era mesmo essa.... Perplexidade - A dos comensais no restaurante "Bom Petisco" em Casais daSerra quando irrompem 20 ciclistas em traje de licra pelo estabelecimentodentro.... Satisfação - A dos proprietários da "chafarica", exactamente pelos mesmosmotivos, é que aquela malta vinha desesperada de nutrientes e as sandes e astortas tiveram enorme saída.... "The quest for nutrients" - Terá continuado após passeio em que, numa dasviaturas terão sido consumidos alguns quilos de fruta com o pendura adescascar maçãs, bananas e laranjas na auto-estrada para compensar odesgaste. Da próxima não façam o farnel a seguir ao jantar, fura-vos sempreas contas.... Teoria da Relatividade - O tempo que se leva a subir o "calvário de S.Luís" comparado com o que se leva na sua descida.... Excepção à regra - O tempo que o Rui Sousa leva a efectuar o mesmotrajecto, é bem mais rápido para cima...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

Arrábida, Janela Indiscreta

Cansados mas felizes... Isso é que importa :-))NOTA: Qualquer semelhança com factos, acontecimentos ou pessoas reais não énenhuma coincidência ;-). Cromoly em Alta - Parece que após as exibições do Cláudio Nogueira e doJoão Pimpão ao subirem o "Outeiro do Moinho" em quadro Sunn de Cromoly osquadros nesta liga metálica subiram de cotação é que, não obstante seremmais pesados, parece que permitem fazer coisas que os de alumínio nãodeixam.... "Tractor" Single Speed - Apesar de se ver na contingência de ver a sua"Massi" de suspensão integral convertida, de forma expedita, em "singlespeed" devido à quebra do desviador traseiro o Filipe não deixou os seuscréditos por mãos alheias e continuava sempre com o nível I deixando todosesteupefactos. Só não foi visto no "calvário" de S. Luís (também era só oque faltava) .... SRAM, não, Sachs! - Afinal famoso desviador quebrado não era SRAM masantes um mero Sachs Quartz. Soube-se de pessoas insuspeitas da zona deCoimbra, que SRAM não parte, só Sachs.... O Segredo está na Massa - Requinte de malvadez foi o que o CláudioNogueira infligiu aos demais ciclistas ao tirar da mochila uma bela pizza naparagem junto à Aldeia da Portela. Com toda a gente a comer "torrão deAlicante", das mais diversas qualidades e procedências, ver alguém adeliciar-se com semelhante iguaria é, no mínimo, insultuoso. Excelente oserviço da Telepizza que entrega também em pleno Parque Natural.... Baterias Esgotadas - O Luís "Duracell", ao contrário do coelho dapublicidade, parece que estava com a energia esgotada :-). Vai daí, atravésde "histórias mirabolantes", andou a desmotivar potenciais ascensores ao"calvário de S. Luís" que só contou com nove escassas adesões, muito poucotendo em conta o potencial ciclístico em presença, era só uma montanha, nãoera o Adamastor.... Single Track de Alcube - Trajecto longo e divertido, a que não faltou umaraposa a cruzar o caminho (parece dar sorte) e que parece ter sido o "necplus ultra" do dia a constatar pelas caras de quem chegava ao final, afinala Arrábida ainda guarda alguns segredos.... "O gajo exagerou" - era a frase mais escutada junto à Capela de S. Luís,em conjunto com "qualquer dia ninguém vem a estes passeios, porra". Oproblema é que, parece, que o "gajo" também lá andava e terá feito os 80kms., embora, como manda a tradição, jogasse em casa e à defesa nassubidas.... "Tractores? Ao ataque!" - Foram avistados 3 mas, infelizmente, nenhumsubiu à nossa frente, teria sido um alento adicional para um certotrepador.... Mudanças de nível - No final do ataque à Escudeira e, sobretudo depois daascensão às Necessidades, houve quem repensasse o nível uns ter-se-ãoretraído, outros emanciparam-se. Segundo parece a intenção era mesmo essa.... Perplexidade - A dos comensais no restaurante "Bom Petisco" em Casais daSerra quando irrompem 20 ciclistas em traje de licra pelo estabelecimentodentro.... Satisfação - A dos proprietários da "chafarica", exactamente pelos mesmosmotivos, é que aquela malta vinha desesperada de nutrientes e as sandes e astortas tiveram enorme saída.... "The quest for nutrients" - Terá continuado após passeio em que, numa dasviaturas terão sido consumidos alguns quilos de fruta com o pendura adescascar maçãs, bananas e laranjas na auto-estrada para compensar odesgaste. Da próxima não façam o farnel a seguir ao jantar, fura-vos sempreas contas.... Teoria da Relatividade - O tempo que se leva a subir o "calvário de S.Luís" comparado com o que se leva na sua descida.... Excepção à regra - O tempo que o Rui Sousa leva a efectuar o mesmotrajecto, é bem mais rápido para cima...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

segunda-feira, 1 de janeiro de 2001

O "Sagres" do remediado...

Ave e-VL,Andei quase todo o ano (o de 2000) a convencer-me de que iria de Tróia aSagres no último sábado de Dezembro.Infelizmente os planos familiares de última hora, relacionados com o"Reveillon", tornaram o projecto inexequível. No entanto, quis a providênciaque implicassem uma estadia perto de Lagos. Desde logo pensei: "se Mohamednão vai à montanha, talvez a montanha venha ter com ele"...E, se assim pensei, melhor o fiz: tratei de me fazer acompanhar da minha"muleto" devidamente montada com os "slic" 1.5 (decididamente mais versáteismas não tão rápidos como os "boyeux" 1.0) e percorrer, precisamente nosábado, dia 30DEZ00, os 70 quilómetros que separam Lagos de Sagres(incluindo o respectivo regresso) e receber os heróis (que outro nome podemter uns fulanos que pedalam 210 kms. desde Tróia até Sagres) atrás dosponteiros de um relógio). Tratou-se assim de um "Sagres do remediado" ou deum prémio de consolação.No fundo era uma incursão pela "Rota das Descobertas" já que a mais belapágina da História de Portugal se escreveu entre aquelas duas localidadescom o Infante D. Henrique no séc. XV. De facto, após se instalar em Lagos oInfante funda, em 1433 a povoação de Sagres onde se faz rodear decartógrafos, marinheiros e homens entendidos em ciência náutica.Assim, pelas 11:30, lá estava eu a rolar pelas históricas e pitorescas ruasdo centro de Lagospara aquecer um pouco e revisitar aquelas artérias que, fazia algum tempo,que não conheciam a minha presença. Desde logo uma constatação curiosa: oAlgarve é sempre ameno e, desde logo, regressei à viatura estacionada paraabandonar uma jersey que, em conjunto com o blusão, tornavam o pedaleiosufocante. A minha preocupação não era tanto prevenir o frio (que erairrisório) mas antes ter uma peça de roupa conspicuosa (o blusão é amarelo eentra pelos olhos dentro) em virtude de ir pedalar na estrada.De resto fui pedalar sem receio pois sabia que a estrada de ligação é deexcelente qualidade, com bermas amplas e pouco movimentada. Como todas asestradas deveriam ser. O tempo estava razoável tendo sido brindado pelachuva fraca, durante poucos minutos, logo à saída de Lagos. De referir,igualmente, que devido às características da região percorrida (integradaquase toda na Área Protegida da SW Alentejano e Costa Vicentina) o vento foiuma presença constante. Só a partir de Vila do Bispo consegui alterar umpouco a média em virtude do trajecto passar de E-W para N-S em conjunto comuma ligeira descida até Sagres.De resto o trajecto até é interessante, estamos perante um Algarvediferente, com baixa densidade populacional, selvagem nalguns pontos,ventoso e com aquele "ar de Finisterra" tão característico dos cabosmarítimos (tipo Espichel ou Roca) e assim, quilómetro após quilómetro sepassa Espiche, Budens, Raposeira e Vila do Bispo.Chegado "Vila do Infante", por volta das 13:00, pensei em ir até ao Cabo deSãoVicente para "queimar tempo", só que o estômago ditou as suas leis e o apelode um "spaghetti bolognese" por oposição às bolachas de muesli e às barrasenergéticas foi irresistível. Em boa hora já que a "detente" de um almoçonunca é de desprezar. Mais uns habituais "você é que faz bem" com que o donoe empregados do restaurante me brindaram, o repasto soube maravilhosamentebem, de resto como previa o regresso para as 16:00 havia muito tempo para otrato digestivo.Terminada a refeição ainda deu tempo para rolar, tranquilamente, pelapovoação, visitar o forte (pelo exterior) e bater umas fotos. Cerca das15:00 chegam o grupo do Fernando Carmo e do António Malvar completamenteextenuados mas felizes (essa coisa de correr contra o relógio é de "loucos;-). O Malvar, de resto, é o melhor exemplo de como o desporto nos podemanter jovens. Um excelente exemplo para muita gente, incluindo para mimpróprio agora que "baixo mais uma pulsação" já no próximo dia 10 deJaneiro...Diga-se, em abono da verdade, que nunca tinha pedalado tantos quilómetrosseguidos em asfalto. Se a esta circunstância juntarmos um certo "revivalismoasfáltico" que se vive na lista "Velocipedi@" estavam criados osingredientes para uma jornada a um tempo "experimental" e interessante.Pedalar numa berma como as das ENs 125 e 268 de Lagos para Sagres é algo debastante agradável já que esta é suficientemente larga e está em perfeitascondições. Para além disso o movimento de viaturas é algo reduzido (apesarde se tremer um pouco com alguns "distraídos" a rolarem na casa dos 180kms./h) pelo que se evolui sem grandes receios de atropelamento. Valeutambém pelo facto de me cruzar com diversos ciclistas que me cumprimentaramdo alto das suas elegantes rodas 28'.Esta minha primeira "imersão asfáltica" de média distância deu paraconstatar, na prática, algumas coisas que já conhecia no plano teórico, asaber:. Asfalto e pneu slic combinam na perfeição .Rola-se muito mais rápido, mas deve usar-se, de preferência, o tamanho 1.0.Eufui com os meus Conor 1.5 que, noutras ocasiões, demonstraram serem muitoversáteis (nas ruas de Lisboa, por ex.) permitindo, inclusivamente,aventuras extra asfálticas, mas que aqui pela qualidade do tapete e davelocidade que permitiu introduziram algum atrito dispensável;. As relações das BTT são desadequadas .Pelo menos num percurso como este em que os desníveis não sãosignificativos senti-me um pouco impotente ao pedalar: todo o percurso foifeito em 44 (22 e 32 inúteis) e, a descer, a partir dos 55 kms./h "esgotavaas rotações";. A direcção e intensidade do vento determinam o nosso ritmo .De Lagos para Sagres com o vento praticamente frontal (W/SW) e moderado aforte durante todo o trajecto a média foi 7 kms./ h inferior ao regresso(!) - 23 contra 30 kms./h. O facto de pedalar sozinho também não ajudou jáque em grupo alterna-se na cabeça e os demais ficam protegidos do vento ebaixam os seu ritmo cardíaco mantendo a velocidade;. O exercício aeróbico é mais linear .A pulsação sobe e desce mais lentamente e o exercício aeróbico,consequentemente, é mais correcto. Os "picos" de pulsação, habituais no XCclássico, não têm aqui lugar. Sem dúvida que é a forma mais correcta decondicionamento para o BTT;. Com a mesma intensidade de esforço percorrem-se maiores distâncias .De facto os 90 quilómetros que efectuei (70 de estrada + 20 turísticos emLagos e Sagres) não me desgastaram o mesmo do que, por exemplo, 30 no PFM;. Os "SPD" não são o encaixe mais adequado .Utiliza-se mais a pedalada em "sprint" e o puxar do pé pressupõe um encaixemais sólido (solução: apertar os parafusos reguladores da intensidade quandose "fizer estrada");. Pedalar em estrada é mais monótono .Sem dúvida, a paisagem varia menos e a companhia dos carros não é a maisagradável em contrapartida chega-se mais depressa;. Pedalar em estrada desgasta menos o hardware .Por contraponto à monotonia e ao perigo potencial superior há a consolaçãode o material ser poupado, não se suja nem se degrada ao ritmo alucinante doBTT;. Uma bicicleta de estrada teria permitido outro tipo de andamento .La Palisse já o havia constatado antes :-) .Por tudo isto considero muito interessante esta minha incursão asfáltica.Espero repeti-la desde que as condições que considero imprescindíveisestejam reunidas: estrada larga, com bermas e pouco movimento de viaturas.Espero sobretudo, que 2001 possa ser o ano do meu primeiro Tróia-Sagres -uma coisa é certa: a acontecer assim tenho a certeza de que também eubaterei o meu record :-)¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤Boas Festas Virtuais, Virtual Seasons GreetingsAntónio Pedro Roque Oliveira

quinta-feira, 28 de dezembro de 2000

Secos e Molhados

Ave e-VL,Estou completamente rendido aos percursos BTT pluviais!Hoje, de manhã, fui mais uns indefectíveis (apesar de inevitáveisdesistências de última hora relacionadas com a tempestade) palmilhar o PFMde novo, desta vez debaixo de uma enorme tempestade que tornou o percurso,ainda, mais interessante e animaram estas minhas mini férias.Algumas zonas estavam de tal maneira alagadas que faziam o Sintra-Mafra ou aincursão no mesmo local de sábado passado parecerem simples passeios naAvenida.O truque para andar à chuva é simples. trata-se de assumir que se vai, sequer e se gosta de andar à chuva!Confusos? Eu explico: Tudo vai da atitude! Normalmente quando chove nãopedalamos, não nos apetece, temos receio da gripe de Hong-Kong, etc. - Temosde assumir que vamos pedalar, tout court. Ora se formos fazer surf oumergulho vamos preparados para tal, não é verdade? Pois no ciclismo éidêntico o procedimento: trage de chuva, sem compromissos.Assim mantemos usamos o impermeável, com apenas uma jersey por baixo (e unsmanguitos para não arrefecer em demasia: umas calças de licra que molham masnão ensopam e toque de requinte - um saco de plástico em cada pé com meiasde ciclismo por cima (alternativa económica às SealSkinz que apesar de nãopermitirem a respiração fazem uma grande diferença criando uma barreiraeficaz à água).No desenrolar do percurso devemos evitar parar muito tempo já que éfundamental que a "máquina" esteja quente, ignorar a cara de idiotaschapados de alguns automobilistas boquiabertos e incrédulos (o ser "maluco"depende da perpectiva de cada um, como é óbvio) e pensarmos no agradávelbanho quente que se seguirá.No final é indispensável uma muda completa de roupa.Et voilá, une remarcable promenade pluviant! Vraiment ettonante, il fautrepeter de plus en plus.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤Boas Festas Virtuais, Virtual Seasons GreetingsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 17 de dezembro de 2000

Os Lobos!

Ave e-VL,Ao contrário do que o título poderia fazer supor e dada a actual conjuntura"tenistica" na "V@" ;-) serve, esta mensagem, apenas para falar de mais umaestupenda incursão havida ontem pela zona da Tapada de Mafra e organizada noâmbito dos Roteiros de Aventura da CMM.Desta vez e, para além do aliciante de se rolar no interior da sempreespectacular Tapada Real (se bem que parte do percurso tenha sido noexterior - no triângulo Codeçal-Gradil-Vila Franca do Rosário) estivemos no"Centro de Recuperação do Lobo Ibérico" (CRLI) -http://www.terravista.pt/guincho/4056/Trata-se de um sítio extraordinário onde existem vários cercados cada um comuma alcateia. Escusado será dizer que tivemos de adoptar diversosprocedimentos por forma a que não fosse criado nenhum "stress" nos animais.É que curiosamente, e ao contrário das matilhas de cães, as alcateias delobos (canis lvpvs) são fortemente hierarquizadas com um animal dominante(alfa) a restante alcateia e, no final um animal mais fraco e passivo(omega) que serve de bode expiatório para os restantes elementosdescarregarem o stress e já aconteceu, há uns meses, o ómega de uma dasalcateias ter sido morto pelo facto de alguns visitantes terem tidoprocedimentos incorrectos.Daí que todo o cuidado para não perturbar o ambiente fosse necessário. Asbicicletas, e restante material foi abandonado à entrada do CRLI, os gestosbruscos evitados e o tom de voz reduzido. No fundo procedimentos quedeveríamos sempre evitar quando circulamos por locais naturais, (de factonão basta evitarmos sujar com o lixo, é preciso não perturbar os locais poronde passamos - derrapagem de roda traseira e gritinhos de satisfação devemsempre ser evitados).Fomos enquadrados por 3 monitoras do CRLI (os lobos reagem melhor àsmulheres!) mas, ainda assim o grupo era algo numeroso e garrido. Deixei-me,propositadamente, ficar um pouco para trás e tive a sorte de ver que apóspassarmos pelos cercados aparecia sempre o lobo dominante a controlar oambiente ao ver-me sozinho ou apenas na companhia das monitoras o loboaproximava-se sem receio. Quando chegava todo o grupo ele afastava-seficando escondido a observar.Pelo facto de ter ficado, com o FS e o LP a observar os três lobos do últimocercado ficámos para trás e separámo-nos do grupo com um dos guia (da CMM).Acontece que o guia não fez o "trabalho de casa" (desculpa lá ó Bruno) e osmeios de comunicação falharam naquele ambiente montanhoso pelo que demosumas voltas extra à Tapada o que até foi interessante porque ficámos aconhece-la ainda melhor até que reencontrámos o grupo que estava na pausadando ainda direito a beber um chá e um sortido fino.Os últimos 6 kms. foram então os mais interessantes já que deram direito auma extenuante subida ao Sonível e a uma descida de cortar a respiração atéao final no Portão do Codeçal.Os passeios do "Roteiros de Aventura" vão agora entrar em hibernação erecomeçam em Março.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤Boas Festas Virtuais, Virtual Seasons GreetingsAntónio Pedro Roque Oliveira

quinta-feira, 14 de dezembro de 2000

Pedro Carvalho - Novo Membro "Velocipedi@"

Caros membros da "Velocipedi@",O Pedro Carvalho, director da "Bike Magazine", tornou-se no mais recentemembro da "Velocipedi@".Não obstante muitos dos membros desta lista (incluíndo eu próprio) termos asnossas opiniões pessoais sobre a BM, algumas das quais serão mais ou menosdiscordantes perante os critérios editoriais que resultam na revista quemensalmente chega à caixa de correio da maioria de nós. Gostaria de, por umamera questão de honestidade intelectual, aproveitar esta circunstância para,em primeiro lugar, saudá-lo em meu nome pessoal e em nome da "Velocipedi@"e, em segundo lugar, apesar de podermos ser críticos relativamente a algunsaspectos do conteúdo da revista, de reconhecer o importante papel quedesempenhou e que desempenha no desenvolvimento exponencial que o BTTconhece em Portugal.Por outro lado, sendo a "Velocipedi@" um "forum do ciclismo nacional",potenciado pela circunstância do seu formato de correio electrónico permitiruma comunicação praticamente em tempo real de, todos em conjunto, podermosexprimir livremente as nossas opiniões e contribuírmos com as nossassugestões para que a BM possa ser continuamente melhorada.POR TUDO AQUILO QUE AQUI REFERI - SÊ BEM VINDO À "VELOCIPEDI@" PEDROCARVALHO !¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤Boas Festas Virtuais, Virtual Seasons GreetingsAntónio Pedro Roque Oliveira

quarta-feira, 27 de setembro de 2000

Conquista de Lisboa aos Mouros

Pela segunda vez em menos de três dias a bicicleta conquistou a cidade deLisboa. A iniciativa "Lisboa Antiga em BTT" promovida pelo Bike Team nopassado dia 24 de Setembro ocorreu, precisamente, dois dias após o "dia semcarros" no qual milhares de ciclistas haviam, literalmente, invadido acapital e constatado a maravilha que seria essa utópica cidade sem a "pragaautomóvel".Nesta versão 2000 a partida e a chegada foram transferidas para o largo daTorre de Belém, medida acertada uma vez que com os problemas que o Terreirodo Paço tem sofrido arriscavamo-nos a ter uma prova aquática...Quando chegamos ficámos assustados com a imensa ciclo-floresta. De facto seem 1999 havia muitas bicicletas, em 2000, como que duplicaram. A estacircunstância não será alheia, certamente, a realização do aludido "dia semcarros", precisamente dois dias antes e o estupendo dia de sol com que fomosbrindados.Desta vez o "Diogo" não passou por aquelas bandas e todos tivemos direito auma T-Shirt, de resto a organização esteve, como sempre, a bom nível, o que,de resto não era uma tarefa nada fácil tendo em conta o número elevado deciclistas presentes e olhem que estamos a falar de largas centenas.Com o atraso nacional da praxe lá fomos, pelas 10:30, em direcção a Oriente,pela Avenida de Brasília, com o batedor da PSP a fazer as honras da casa. Osautomobilistas que paravam nos cruzamentos devem ter sofrido atrozmente outédio ou de raiva já que vários minutos distavam entre a passagem dosprimeiros e dos últimos. Só tomámos verdadeiramente consciência desse factoquando, ao curvarmos no viaduto que liga a zona das docas à Avenida InfanteSanto, demos conta da multidão que nos seguia (nestas coisas não há comoandar à cabeça do grupo).Entrámos na Lapa e começou o interesse deste tipo de jornada, as ruasestreitas, as calçadas escorregadias as travagens apertadas - o teste aodomínio da máquina, tal como na montanha. Foi assim que cruzamos a Madragoaperante a incredulidade dos seus habitantes. Temos que admitir que é umagrande maldade alterar a pacatez dominical daquela autêntica aldeialisboeta, para mais com hordas de ciclistas.Seguimos para S. Bento, sede do poder legislativo da República e entramos noBairro Alto. Por muito que conheçamos o Bairro Alto a sua arquitectura eurbanismo refinados deslumbrar-nos-ão sempre, é assim na rua da Academia dasCiências, na Rua do Século ou na Travessa dos Inglesinhos. Atravessar essasartérias de bicicleta é uma experiência gratificante, se bem que grandeparte da nossa concentração esteja deslocada dos aspectos estéticos eabsorvida com coisas mais prosaicas como sejam a trajectória da curvaapertada que temos por diante ou o companheiro que segue na nossa dianteirae que resolveu meter os travões a fundo sem se saber bem porquê.A chegada ao Carmo foi apoteótica sobretudo porque os "slick" que levávamosdesentenderam-se com o carril do eléctrico e motivaram-nos um indesmentívelcontacto de terceiro grau com a calçada daquele estupendo largo lisboeta.Nada de extraordinário, de resto para quem anda à chuva o desfecho maiscerto é molhar-se...Foi tempo para o reagrupamento pois as ruas estreitas haviam alongado opelotão. O largo, consequentemente foi inchando, abarrotando de bicicletas ede ciclistas. Quem também parecia incrédulo era o sargento de dia do quartelque, provavelmente, desde o tal dia, na Primavera de 1974, nunca deveria tervisto tanta gente no local, só que aí as bicicletas eram outras...Foi então a vez de descer ao Rossio, contorná-lo, cruzar S. Domingos eavançar para a efectiva conquista do castelo. No Martim Moniz correu tudobem e não demos conta de ninguém ter ficado entalado, só que a hora daverdade aproximava-se: a tomada da Mouraria pela temível Calçada dosCavaleiros: carril do eléctrico, desnível acentuado e longo, empedradoirregular e escorregadio são os seus cartões de visita e aí as pernas e ospulmões falaram mais alto pelo que a chegada à Costa do Casteloassemelhou-se ao descanso do guerreiro, de pouca dura, de resto, é quecontornada a Costa havia que subir os metros finais até ao castelo. Mas,finalmente alcançámos as muralhas e a conquista estava consumada. Lisboaestava ali, magnífica, aos nossos pés!As tropas instalaram-se às portas das muralhas ocupando o espaço perante aadmiração de muitos turistas estrangeiros com especial destaque para osindefectíveis japoneses, provando porque é que são o povo que mais fotografaem todo o mundo. Assim muitos de nós arriscamo-nos a ficar, para sempre,guardados num álbum de recordações da visita a Lisboa de uma família daclasse média de Tóquio - "Domo Arigato Akiro San".Pausa indiscutível, o Tejo e a cidade aos nossos pés, mais um daquelesmomento em que redescobrimos a superioridade do BTT, verdadeira modalidadede eleição.Retomada a marcha, encetamos a clássica abordagem descendente de Alfama:Santa Luzia, S. Tomé e a incontornável descida da Rua da Regueira autêntico"single-track" alfacinha embora este ano sem febras a grelhar no meio da ruae sem lençóis brancos a secar como no ano transacto. Em Alfama o povo é maisextrovertido e incita os ciclistas batendo palmas como na "Volta" e gritandopelo "Benfica", certamente inspirados pela jerseys encarnadas dos elementosda "Bike Magazine"...Chegamos ao largo da Sé, descemos para a baixa e alcançamos os bacalhoeirosonde passamos ao Terreiro do Paço. Transposto o Caís do Sodré e, porque afome já apertava, foi uma correria até regressar ao Restelo. Aí os nossos"slick" demonstraram toda a sua grande utilidade em asfalto. Era possívelcircular na casa dos 40 kms. por hora! Daí que as sanduíches e o CompalLight nem tiveram tempo de aquecer.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 6 de agosto de 2000

1.º Caminho do Tejo em Bicicleta - "Diario de Bordo"


¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤

"No fundo o que está em causa é sempre o mesmo: o apelo do Homem para se
ultrapassar a si mesmo, a sua eterna inquietação, a sua condição de ser que
procura ... É de esperar, porém, que os peregrinos de hoje só sintam uma
efectiva satisfação com a ida a Fátima ou a outro santuário qualquer se ela
envolver alguns riscos e alguns incómodos, se ela for a incursão a um tempo
e a um espaço muito diferentes da vida quotidiana."

José Mattoso, "Caminho do Tejo", p.5, Readers Digest, Lisboa, 2000

¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤

"O Caminho de Fátima é uma longa provação e o Peregrino tem de estar
preparado para sofrer, para aceitar o desafio e superar-se pelo efeito da
sua própria sublimação espiritual."

Pedro Roque (após a chegada ao santuário pelas 22:30).

¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤

PRÓLOGO
Sejam quais forem os motivos (espirituais, religiosos, culturais,
aventureiros, turísticos) a peregrinação a Fátima sempre seduziu inúmeros
portugueses e até estrangeiros, crentes ou não.
Nesse pressuposto a iniciativa do CNC (Centro Nacional de Cultura) de
delinear o chamado "Caminho do Tejo" no âmbito dos diferentes "Caminhos de
Fátima" é extremamente louvável.
Pensado para afastar os peregrinos dos perigos da partilha da EN 1 com as
viaturas motorizadas e do consequente desnível de massas em presença, o
"Caminho" transita por algumas zonas muito agradáveis e de enorme valia
paisagística, ambiental e patrimonial que normalmente passam completamente
despercebidas ao viajante dos tempos actuais, mais interessado em poupar
tempo de trajecto do que em contemplar a envolvente.
De salientar que os 129 kms. evocados no guia do CNC correspondem a uma
medição algo benévola e equivalem a uma distância linear através de
auto-estrada entre Lisboa e Fátima (que tive ocasião de comprovar isso no
odómetro da minha viatura). Quanto à distância real do "Caminho" isso já é
uma história bem diferente - o meu ciclometro (que julgo correctamente
aferido) marcava, no Santuário, à chegada, 165 kms.! Se tivermos em
consideração que uma vintena deles corresponderam à distância Almada -
Parque das Nações (13 kms.) e a alguns pequenos desvios, então estamos na
presença de cerca de 145 kms. efectivos, já que o "Caminho" não é linear
antes segue um itinerário
caprichoso procurando misturar os mais diversos tipos de pisos e ambiencias.

OS CICLOPEREGRINOS E AS SUAS MÁQUINAS
Foi pois, com um "espírito de peregrinação" que encetamos o "Caminho" no
passado dia 02AGO00 pelas 06:00 em Cacilhas. No dia anterior tínhamos
colocado as viaturas em Fátima para obviar o regresso.
O grupo era constituído por mim, Pedro Roque, que me fiz transportar na
minha "muleto" (bicicleta de reserva) uma pesada "Confersil" de montanha de
cor prata, por Eduardo Dias na sua Sintesi X-Wing, por Fernando Soares na
sua Wheeler 9700 ZX encarnada e por último, mas não por menos, Paulo
Parreira em Scott Boulder.
Optei pela "muleto" por ter uma posição de condução muito mais relaxante
devido à sua geometria e guiador sobrelevado, sem embargo as ascensões
foram penalizadas, quer pela geometria do quadro, quer pelo seu peso
excessivo. Mas a minha confiança era tal que entendi ser possível efectuar a
travessia naquela bicicleta (tal como se veio a verificar, de resto).

MOTIVAÇÕES
Será que é verdadeiramente necessária uma motivação muito forte para um
português ir a Fátima? Acho que não.
No nosso caso houve um mínimo divisor comum que se chama ciclismo de
montanha. Gostamos de bicicletas pelo desporto, pela evasão e pelo contacto
com a natureza e com o património que nos proporcionam. Percorrer o
"Caminho" foi, apesar da sua enorme dureza, o paradigma de tudo isto.
Pessoalmente que me situo a meio caminho entre o agnóstico e o católico não
praticante as motivações de natureza religiosa "tout court" estiveram
ausentes no momento de me decidir a encetar este projecto (que, de resto,
fui o mentor). Elas prenderam-se mais com motivos espirituais genéricos,
culturais, ambientais e desportivos - o desafio que constituía era, por
demais,
apelativo.
Apenas Paulo Pereira aí se deslocava por motivos religiosos, daí que tenha
sido com uma certa mágoa que não tive o prazer da sua companhia até ao final
como, inclusivamente, de o ter aconselhado, via telemóvel, a fixar-se no
local onde estava e aguardasse pelo resgate auto devido ao adiantado da hora
e ao estado de exaustão que apresentava.
Para o compensar terá oportunidade de realizar o troço final, entre Minde e
Fátima, ainda durante o mês de Agosto, assim teremos todos uma
possibilidade de efectuar (dois de nós pela segunda vez) esta última fracção
do "Caminho" por forma a permitir-lhe cumprir o seu desiderato espiritual e
de Fé.

. 1.º Troço - Lisboa - Vila Franca de Xira
A travessia fluvial do Tejo correspondeu ao despertar solar, pelas 06:30,
perante os já habituais olhares atónitos dos cidadãos que se deslocam para
os seus empregos relativamente aos ciclistas em "trajes de lycra" e às
respectivas bicicletas.
É algo que, de início, estranhamos, mas a que já nos vamos habituando e
perante o qual até reagimos positivamente: afinal quem não gosta de sair do
anonimato? Ainda por cima por uma boa causa.
Apenas quando estava a bordo descortinei que, apesar de me ter
minuciosamente preparado para a travessia, me esquecera do guia do
CNC. Mas nem tudo estava perdido: no dia anterior tinha passado duas
expectantes horas no consultório do otorrinolaringologista e tinha optado
pela
releitura atenta daquela publicação em detrimento das revistas sociais de
Fevereiro ou Março de 1999 que abundam nas salas de espera dos clínicos
portugueses.
De resto tinha tido a informação, por intermédio do meu companheiro
ciclista
Pedro Brites, de Leiria, de que a rede de marcos balizadores do CNC era
irrepreensível, tal como, de resto, pude constatar.
Rapidamente, após passarmos numa semi-destruída Praça do Comércio, vencemos
a ligação até ao "Parque das Nações" pela lateral do Porto de Lisboa. Aí
chegados procedemos à foto da praxe debaixo da pala de Siza Vieira naquele
que é oficialmente considerado o "quilómetro zero" do "Caminho".
O percurso junto ao Tejo que começa junto à Torre Vasco da Gama é sempre
muito agradável (sobretudo áquela hora da manhã) pese embora a dificuldade
de
circular em passadiços com as tábuas dispostas longitudinalmente naquela
que, supostamente, é também uma ciclovia.
Atingida a foz do Trancão seguimos a Sacavém, transpusemos a ponte e
continuámos pelo dique limitador da margem junto à "Salvador Caetano" onde,
uma centena de metros após, encontramos o primeiro dos estupendos marcos.
Pode ler-se, aí, num azulejo branco, pintado a azul, por cima de uma seta
direccional: "Caminho de Fátima", trata-se de uma visão tranquilizante já
que representou o primeiro de uma sucessão de contactos com este tipo de
estruturas de betão responsáveis por nos levar a bom porto.
Lá fomos nós pela margem esquerda do Trancão. Foi a primeira grande
surpresa do dia: então este é que é o Trancão nauseabundo? Nada disso este é
um Trancão saudável ladeado de sapais e com os seus ecossistemas, encaixado
num espectacular vale onde apenas destoam alguns montes de entulhos e visões
longínquas de inestéticas construções de génese ilegal no topo dos Montes.
Pelo contrário, a visão de Unhos, no outro lado do rio e da sua afilada
torre de Igreja são um momento memorável destes primeiros quilómetros. A
paisagem chega até a ser bucólica tendo nós avistado dois enormes rebanhos
de ovinos um dos quais era, por sinal, bastante educado tendo nós conseguido
passar pelo seu interior sem que os animais se tivessem assustado.
As ruínas da Quinta do Monteiro - Mor conferem-lhe o toque final. A
ruralidade ainda está presente às portas de Lisboa, afinal ali tão perto no
outro lado do morro sobranceiro à A1.
Passámos então à Granja e a Alpriate, duas pitorescas povoações perto de
Vialonga. Transposto o túnel da auto estrada entrámos noutro universo: o do
reino do betão e da confusão urbanística. Iniciávamos, assim, a parte mais
incaracterística e potencialmente perigosa da travessia: a ligação de
Alverca a Vila Franca de Xira pela EN 10, uma estrada ao pior estilo: ultra
movimentada, sem bermas e onde impera a lei do mais pesado.
Não é fácil partilhar esta língua de asfalto com as incontáveis viaturas
motorizadas pelo que a melhor táctica consistiu em pedalar o mais rápido que
podíamos para, após cruzarmos Alhandra, alcançar a visão da Praça de Touros
de Xira (propositadamente "a taurina" no dizer de Garrett) que nos permitiu
flectir para o interior daquela povoação e entrar em glória no vistoso
jardim "Constantino Palha".
Não sei, até que ponto seria possível, com a colaboração da autarquia, criar
uma passagem pelo sapal e junto às indústrias instaladas a partir da gare de
Alverca, do outro lado da ferrovia, por forma a evitar que os peregrinos e
os transeuntes que circulam pela EN 10 passassem em completa segurança.

. 2.º Troço - Vila Franca de Xira - Azambuja
A travessia até à Vala do Carregado, após escassas centenas de metros na
EN10 á saída de Xira, e após o supermercado "Lidl", foi feita por uma
estrada secundária que aliava o bom piso à escassez de tráfego automóvel
condições de excelência para que uma boa média fosse efectuada, de resto
tendo o mesmo sucedido entre a Central Termoeléctrica e Vila Nova da Rainha,
isto apesar de um dos marcos estar completamente tapado por um cartaz de
propaganda política.
Chegados a esta povoação e após termos transposto a EN 3 deparámos com um
marco derrubado embora estando intacto. Restauramos as forças e repusemos a
energia dispendida através de uma pequena diminuição do peso que
transportávamos às nossas costas sob a forma dos mais variados tipos de
alimentos:
sanduíches, bolachas, frutos secos, cereais, pastilhas isotónicas, barras
energéticas, fruta... a que se seguiu uma pausa no "Café Sevilha", ainda
naquela povoação, para tomarmos quatro deliciosas chávenas da quente bebida
que nomeia este tipo de estabelecimentos de hotelaria.
A chegada à Azambuja é efectuada de novo pela EN 3, simplesmente esta
estrada, neste local, é espaçosa e tem amplas bermas que permitem circular
em condições mínimas de segurança pelo que, não tendo a mais agradável das
paisagens (sobretudo pelo contacto olfactivo com o ar que rodeia um aviário
industrial logo após a fábrica da Opel) este troço efectua-se celeremente e
em curto espaço de tempo estávamos junto à gare da Azambuja.

. 3.º Troço - Azambuja - Santarém
Transpusemos então a linha férrea de forma original: a passagem desnivelada
de acesso à gare permite o trânsito de cadeiras de rodas por um intrincado
conjunto de rampas ascendentes e descendentes que são extremamente
divertidas de ciclar evitando o sempre desagradável transporte dos
velocípedes ao ombro.
Começa então a parte mais rápida da travessia e que nos conduzirá até à
cidade de Santarém através da plana lezíria que nos permitiu manter médias
horárias surpreendentes, sobretudo até ao Reguengo (onde avistamos o dique
do Tejo pela primeira vez) em que um excelente asfalto se alia à quase
inexistência de viaturas circulantes e de ventos nos leva a velocidades da
ordem dos 40 kms. hora sempre com o pulso devidamente controlado.
De resto a paisagem é algo monótona, campos de milho de perder de vista,
valas e um aeródromo perdido no meio da lezíria pelo que a chegada ao dique,
no Reguengo, foi aproveitada para uma desejada aguada num café local mesmo
defronte do muro de protecção.
É aconselhável transitar a partir desse local e sempre que possível no topo
do dique uma vez que o Tejo é absolutamente deslumbrante nessa zona com o
seu ar preguiçoso e cálido. De tal forma que, na Valada, não resistimos e
banhámo-nos nas águas do rio numa magnífica praia fluvial enquadrada pelo
harmonioso casario pombalino da povoação e pelos salgueiros das margens. Foi
uma pausa fantástica.
Continuámos pelo dique até ao Porto de Muge cuja ponte permite já a passagem
de peões até á margem esquerda. E, a partir desse ponto, pelo caminho de
terra batida que ladeava, pela esquerda, o dique já que, a partir de algumas
centenas de metros desta localidade, o dique deixa de servir de caminho
paralelo.
Algumas paragens à sombra para reagrupar permitiram colher algumas amoras
silvestres de gosto requintado. Rapidamente começamos a vislumbrar as
esguias torres da nova ponte Salgueiro Maia, perto de Santarém e alcançamos
a estrada de asfalto que nos conduzirá por debaixo da ponte até junto ao
aeródromo de Santarém e mais adiante, até ás Ómnias, não sem antes
depararmos com um marco onde se afixam os níveis das diversas inundações
que ciclicamente afectam aquela zona do Vale do Tejo.
Chegados às Ómnias iniciamos uma prolongada e quente subida pelo asfalto,
por entre os montes bem enxameados de oliveiras até Santarém pelo que, a
pausa a meio da ascensão, no chafariz da Junqueira, em que brotava uma água
fresca e cristalina, nos tivesse parecido uma mirífica visão de um oásis
tornando a nossa chegada a Santarém, assim, menos penosa.

4.º Troço - Santarém - Monsanto
Em Santarém foi onde sentimos a falta do guia pela primeira vez. De facto
quando se alcança a cidade os marcos desaparecem. Não adianta questionar os
cidadãos da urbe ou mesmo as autoridades pois indicam-nos a direcção de
Fátima pela EN - é a única que conhecem.
Felizmente a memória não me traiu e recordava-me que o quarto troço começava
no Largo do Liceu naquela cidade e prosseguia pela estrada militar que passa
junto à Escola Prática de Cavalaria e por aí seguimos e logo topamos o
marco - afortunada visão - lá fomos.
Após mais uma pausa num café, mesmo à saída de Santarém, antes dos
Missionários Combonianos, onde ingerimos mais
alguns suplementos energéticos lá continuámos entrando num tipo de paisagem
completamente diferente: maiores desníveis a exigirem maior dispêndio de
energia; pisos mais técnicos a solicitarem uma maior concentração no
pedaleio;
mais vegetação e sombras num quadro rural de grande beleza onde a paisagem
natural se casa harmoniosamente com a ocupação humana.
O calor aumentou devido à ausência de vento pelo que dois dos companheiros
ciclistas começaram a manifestar os primeiros sintomas de cansaço que era
agravado pelas mudanças constantes de cota típicas do relevo desta zona.
Atrás de nós, para Sul, Santarém ia tornando-se cada vez mais pequena e mais
baixa, sinal que estávamos agora a ascender em altitude. Os pisos alternavam
entre o asfalto (que começava agora a ser bem recebido pelos incondicionais
apreciadores de terra), a terra batida e a pedra solta ("tout-venant" no
dizer do guia do CNC) as diferenças de andamento entre os elementos do grupo
estavam agora mais nítidas já que inevitavelmente os dois primeiros tinham
de efectuar pausas periódicas para reagrupar os restantes.
Daí que a pausa em Santos nos soube maravilhosamente, havia que efectuar
aguada (a reserva constituída no chafariz da Junqueira estava esgotada para
alguns e horrorosamente quente para outros) e aí culminei as minhas
sanduíches de queijo.
Mais grave foi quando o simpático proprietário do estabelecimento, ao
responder a uma interpelação sobre a distância remanescente até Fátima,
afirmou, sem hesitar: quarenta quilómetros! Ia caindo o "Carmo e a
Trindade", para Fernando Soares, visivelmente o mais desgastado, era o "coup
de misericorde" daí que tivesse soltado um genuíno "fico já aqui!".
Demonstrei-lhe que não poderia ser essa a distância (embora não ficasse
muito longínqua da real) e lá continuámos.
Começámos, então a ascensão até à magnífica Cumeada dos Três Moinhos quando
numa pausa eu e Eduardo Dias, já no cume, junto ao terceiro moinho, vemos
surgir apenas Fernando Soares gesticulando para que voltássemos para trás.
Confesso que receei o pior já que, o elemento em falta, Paulo Parreira, já
tivera duas quedas relativamente graves em passeios anteriores. Quando
chegamos, estava ele à sombra do primeiro moinho com a corrente partida. O
alívio foi tal que desatei a rir, perante a surpresa do "acidentado" com uma
corrente partida na mão e sem saber exactamente o que fazer. Rapidamente
resolvemos a
situação utilizando o saber empírico, um desencravador de correntes e um elo
especial próprio para situações deste tipo e logo seguimos caminho pela
cumeada com o perfil da Serra d'Aire a adensar-se, cada vez mais, no
horizonte. Havia então que desdramatizar pelo que gracejei afirmando que
deveria de haver um túnel que evitasse a, previsivelmente dura, ascensão.
Passados alguns quilómetros chegámos aos Olhos de Água onde se situa uma
praia fluvial no rio Alviela, mais um oásis na nossa travessia. Aí a nossa
paragem foi mais demorada. Tempo para nos sentarmos na magnífica esplanada e
saborearmos uma bifana uma vez que a sensação de fome era uma realidade.
Esta paragem acabou por ser, a um tempo, bem-vinda mas excessiva já que se
perderam alguns minutos que no final seriam preciosos para evitarmos a
noite.
Após retemperarmos as nossas forças em breve alcançámos Monsanto.
Dois dos elementos do grupo, Fernando Soares e Paulo Parreira já davam
bastantes sinais de cansaço e a visão imponente do maciço da Serra d'Aire
que ia aumentando à medida que nos aproximávamos não era propriamente
tranquilizadora.

5.º Troço - Monsanto Fátima
Partimos para os últimos e mais duros quilómetros da nossa travessia. Ao
chegarmos ao Covão dos Fetos no sopé do maciço começámos a subir pelo
asfalto em direcção à Serra de Santo António e aí as diferenças de
rendimento eram já notórias porque tínhamos de aguardar, permanentemente,
por aqueles nossos companheiros de viagem, O pior foi o caminho de pé posto
em direcção ao cume. Mais duro seria impossível. Como queríamos seguir
integralmente o caminho foi por aí que nos abalançámos e a chegada ao topo
foi um duro teste físico e mental, para além do penoso transporte do
velocípede ao ombro (onde devido ao peso fui talvez o mais penalizado), já
no final tivemos de atravessar cerca de 300 metros de denso matagal de
carrasco que massacraram as nossas desgastadas coxas. Foi aí que comecei a
esboçar a frase com que inicio este "diário de bordo" - foi, este, sem
dúvida, o momento mais duro da nossa travessia. As bicicletas servem para
transportar-nos e não vice-versa pelo que, bem vistas as coisas teriam sido
preferíveis os quatro quilómetros extra do asfalto, por mais dura que fosse
essa subida.
Assim a chegada ao topo foi recebida com enorme alívio a que não foi alheio
o deslumbrante panorama que contemplámos para os lados de Minde e Mira
d'Aire, é mais uma daquelas ocasiões sublimes que o ciclismo de montanha nos
proporciona e que nos fazem esquecer, como que por milagre, o sofrimento da
ascensão. O estoicismo antecede e valoriza o epicurismo!
Pior mesmo era o moral de um dos participantes que, para além do esgotamento
físico, estava psicologicamente derrotado, provavelmente a escassez de
oxigénio inerente à dura subida pode também ter sido responsável.
A descida até Minde é vertiginosa e tive de usar alguma contenção para não
ultrapassar os 70 quilómetros por hora já que aquelas velocidades a
bicicleta é uma tipo de veículo que não oferece grande sensação de
segurança.
Rapidamente atravessámos Minde com o sol a esconder-se por detrás dos
montes, tempo de recolher os óculos escuros e descobrir que a roda dianteira
estava furada. Pausa e mudança rápida, era necessário não perder um segundo
pois a noite aproximava-se a passos largos. A íngreme ascensão para o Covão
do Coelho, juntamente com a luz que escasseava foi responsável por um golpe
de teatro: o caminho virava à direita, saindo do asfalto e os dois mais
atrasados com a subida falharam-no continuando pelo asfalto, enquanto isso a
noite era uma realidade.
Não só, os dois mais lentos, se perderam do contacto comigo e com Eduardo
Dias, como também entre eles. O contacto por telemóvel permitiu resolver de
imediato uma das situações. Aconselhei Paulo Parreira a voltar ao Covão e aí
aguardar o resgate automóvel.
Mais grave foi que não conseguíamos contactar Fernando Soares que, por
sinal, era o mais desgastado física e mentalmente. Resolvemos continuar
apesar de ser já de noite, de não termos iluminação, de estarmos em pleno
campo e de a lua apresentar um tímido quarto crescente.
Foi uma jornada final de aventura pura, sempre a apalpar o terreno, embora
sem baixar muito ritmo, tentando evitar, instintivamente, os regos e as
pedras que povoavam os trilhos e procurando não falhar um único marco.
Provavelmente por a sorte proteger os audazes conseguimos prosseguir, isto
apesar de ainda demorarmos alguns minutos a descortinar um dos marcos, era
essencial não falhar nenhum pois não se viam casas, nem pessoas.
Foi um passeio nocturno ao melhor estilo, tínhamos de encostar o nariz ao
marco para visualizar correctamente a direcção que a seta indicava.
Quase no final conseguimos contactar Fernando Soares - estava num café perto
da Giesteira e só agora o seu telemóvel conseguira ter acesso á rede
celular. Foi um alívio enorme e em breve estávamos em Fátima após termos
cruzado a auto-estrada.
A chegada ao Santuário pelas 10:30, com a igreja e a esplanada iluminada e
com uma procissão de velas que saía da capelinha das aparições composta por
algumas centenas de pessoas que entoavam cânticos religiosos transmitiu-me
uma sensação de glória. Tínhamos conseguido. Foi possível apesar da
provação. É muito diferente da cómoda viagem de automóvel e de demorarmos
apenas uma hora em auto-estrada.
Tempo de rumarmos às viaturas e de recuperarmos os nossos amigos juntamente
com as respectivas bicicletas.

EPÍLOGO
Provavelmente efectuar esta travessia num único dia seja bastante duro. No
entanto senti que era possível e a experiência foi bastante interessante a
este nível.
Um conselho que deixo a quem se queira aventurar-se num único dia é de que
parta cedo e de Verão, escolha companheiros de viagem com um ritmo de
andamento e forma física semelhantes aos seus(supostamente elevados), que
não se deixem vergar perante as inevitáveis dificuldades e evite as pausas
muito prolongadas.
Aproveite os quilómetros de lezíria para ganhar tempo embora sem exceder o
seu limiar aeróbico - as reservas energéticas vão ser bem necessárias de
Santarém em diante!
Para além disso é importante que esteja bem motivado, não encare esta
travessia de ânimo leve nem de modo diletante, a máxima de Juvenal "mens
sana in corpore sano" deve ser adoptada cabalmente.
Se seguir estas recomendações verá que, apesar da provação, apenas reterá
boas recordações e apenas pensará, tal como eu, em repetir a travessia.