quarta-feira, 3 de abril de 2002

CIL Alamal INATEL - O Tejo no seu melhor

Tive ocasião de visitar o CIL Alamal (Centro Integrado de Lazer) do INATELsito numa praia fluvial. A paisagem é arrebatadora e deslumbrante: o Tejopassa num vale apertado entre montanhas, com o espectacular castelo deBelver a enquadrar o local, o Tejo plano e espelhado pelo efeito da barragemque fica a menos de 1 km a jusante e a linha de caminho deferro na outramargem. Muito semelhante aquilo que se pode ver no Douro nas encostas dovinho do Porto.Efectuei um passeio guiado de BTT pelo local (subida desde o Alamal atéperto do Gavião, descida até à Barragem de Belver, travessia do Tejo, subidada barragem até às Antas, Belver, visita ao Castelo, descida à ponte, novatravessia do Tejo, nova ascensão até perto do Gavião e descida para oAlamal) de 02:30 e de elevado grau de dificuldade em função dos fortesdesníveis.O Centro Integrado de Lazer do Alamal desenvolve também a prática de umconjunto de actividades de Desporto Aventura, ao mesmo tempo que proporcionaverdadeiros momentos de descoberta e observação da natureza.Pode assim praticar-se canoagem, tiro com arco, slide rappel, percursos embicicleta de montanha e pedestres, orientação e paintball.Só vos digo que fiquei encantado com o local. Espero aí voltar e breve atéporque, quer um dos monitores, quer o coordenador do centro são meusconhecidos.Mais informações em http://www.inatel.pt/alamal.htm¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 17 de março de 2002

Debutando na "Ecoabentura"

Debutando na "Ecoabentura"Como tinha lido aqui muitas coisas na V@ acerca da "Ecoabentura" andavamortinho por experimentar mas estava longe de imaginar que iria receber, às14:00 de sexta passada, um apressado convite, por parte do nosso amigo ecolisteiro Luís Santos, dizendo que tinham uma baixa na equipa habitual(EcoTeam) e perguntando se eu não estaria, eventualmente, interessado emparticipar. Respondi afirmativamente e lá fui preparar uma longa e extensalista de material a que a minha mochila verde ao bom estilo militar conseguiudar oalbergue possível.Pelas 21:00 lá estávamos a caminho de Grândola onde se dava início à prova nãoapós um prévio incidente: o cepo da bicicleta estava avariado e tive de trocarde roda e de pneu.Lá chegado um trem impressionante de carros, bicicletas, desportistas deambos os sexos (um ponto a favor da ecoaventura:), secretariados, dorsais,luzes, afinações, etc. Rapidamente conheci os outros elementos da equipa: aCátia e o Duarte.Começo a ver umas caras conhecidas de outros Carnavais, J.Pina, EduardoOliveira, Gilberto e que, após a surpresa inicial de me avistarem naquelefolclore, me vão dizendo todos o mesmo um após o outro: "escolheste mal a provapara teiniciares, esta vai ser duríssima!". Não tardei a perceber porquê: 18:00quase ininterruptas de actividade desportiva intensa e 48 horas sem dormir!Só passei pelas brasas 2 horas antes da aurora! O facto de domingo ser dia deeleições assim o determinou. Paralelamente a organização fez questão detornar o evento duro e os tempos máximos de duração de cada uma das provasexigiam o maior empenho da equipa.Acabou por correr tudo bem excepto, para mim a parte apeada. Decididamentetenho de treinar a corrida pedestre, eu costumo aproveitar todos os bocadosdisponíveis para treinar em cima da bicicleta, nunca corro excepto na praiaem férias (com impacto mínimo sobre as pernas) e fui vítima do paradoxo queé estar em muito boa forma aeróbica, correr com a maior das facilidades edepois pagar a factura que são as dores articulares motivadas pelo impactodos pés no chão. Para além disso alguns dos principais músculos sãosolicitados de modo diverso pelo que também começam a doer e provocam aqueladesagradável sensação de se se sentirem cada um dos músculos das pernas.PROVA 1 - Estafeta pedestreConstava de 10 pontos para serem feitos pela equipa alinhada em grupos de 2.Saí logo com a Cátia (fizemos logo todos os 10) que, para quem não conhece éextraordinária em orientação, nada lhe escapa com o mapa e a bússola, fiqueiimpressionado. Estava com receio da corrida, não pelo aspecto aeróbico maspelo "mecânico". De facto não tive problemas nenhuns em aguentar o quecorremos e foram para aí quase 10 kms. As dores só viriam mais tarde.Tivemos que voltar, no final a reencontrar um dos pontos e aí foi aventurade passar um ribeiro tremendamente caudaloso que nos queria levar até aoSado, num sentido e no regresso e de encadear 2 mastins que insistiam em nosquerer devorar (ninguém nos manda fazer azimutes por dentro de propriedadesparticulares :-).PROVA 2 - RUN AND BIKEA Cátia aqui descansou. Comecei a pagar a factura da corrida da provaanterior. Em cima da bicicleta estava tudo ok, quando saía para corrercomeçavam as dores articulares nos pés e nas virilhas e as musculares naspernas embora ainda ténue. Ainda por cima um toque de "maçariquismo": fuipara a prova de sapatos de BTT :-). Só podia correr pelas bermas da estradae já com dificuldade. No final um problema quanto à navegação fez-nossuperar em 1 minuto o tempo limite pelo que não pontuámos. O ponto alto foia ascensão à Penha da Serra de Grândola.PROVA 3 - ORIBTTAqui descansei eu durante 02:00 mas parece ter corrido bem.PROVA 4 - ORIENTAÇÃO PEDESTREParticipamos todos - Começou o castigo com as dores cada vez mais intensasmas a prova até que nem correu mal salvo o grupo ter sidoprejudicado por esse facto.PROVA 5 - ORI BTTDescansou de novo a Cátia. Ligou Grândola a Melides e correu-me muito bemexcepto o facto de termos de efectuar um up-hill em azimute com a bicicletaàs costas...PROVA 6 - MULTIAVENTURADecorreu em Melides e foi uma desgraça por causa de até a andar me doer e de terde coxear e andar muito devagar, ainda fiz a tirolesa e um simulacro de cabracega.PROVA 7 - ORIENTAÇÃO PEDESTREAbdicámos de participar pelo facto de quer eu, quer o Luís Santos não estarmosem condições de caminhar (e muito menos de correr)PROVA 8 - ORIENTAÇÃO EM "KAJAK"Na bonita Lagoa de Sto. André em K2 de mar alto. Fui com o Luís Santos e correumuito bem tendo apenas falhado um dos Check-Point (por precaução mas que tinhadado para efectuar, bem vistas as coisas). Em tempos era o meu desporto deeleição tendo até descido o Zêzere e o Paiva com água revoltas pelo que gosteide voltar a "pagaiar" e até me senti muito bem não tendo deixado nenhuma sequelaao contrário da corrida. O Luís Santos acompanhou bem o ritmo. O vento forteembora tendo dificultado o regresso apenas serviu para nos molhar e, por uma veza natação esteve eminente :-)PROVA 8 - ORIBTT (final)Descansou o Luís Santos fizemos a maioria dos CP's. O "grand final" foi nabizarra torre/miradouro/depósito de água/restaurante que fica no topo de ummorro em Santiago do Cacém numa cabeço com uma subida de cerca de 15%O balanço foi positivo tirando o problema da corrida. Vou aproveitar paratreinar este aspecto por forma a que possa aproveitar a boa condição aeróbicasem ter de lutar contra as dores da desabituação. Espero poder voltar aparticipar em breve até porque, para além do aspecto físico completo e dodesafio que constituiu o ambiente é excelente.APROSaudações VirtuaisA. Pedro Roque Oliveira

terça-feira, 5 de março de 2002

12/13@ Balanço Enfenestrado

Com a minha falta de tempo (ele é todo utilizado para treinos bi-diários:-)só agora escrevo sobre a Estafet@ e mais duas etapas que tiveram lugarontem. Foi uma dura prova para todos os que nela intervieram. Nada maismenos que 20, 19 efectivos e um fantasma (já esclareço:-) durante quase 80kms.CANALDOTEMPO DOT COMA expectativa dizia respeito ao tempo meteo. O barómetro indicava baixapressão ou seja, tempo instável e de chuva. O http://canaldotempo.com é umadas minhas bíblias virtuais e tem previsões muito precisas e lá consultei otempo em Sines (estação meteo mais próxima do local) a previsão foi-sealterando de um sol radioso no inicio da semana por nuvens cada vez maiscerradas até às "Pancadas Esparsas" (de chuva bem entendido). Na realidadeacabou por serem verdadeiros dilúvios de cada vez que se abria a torneira.Este parágrafo teve o patrocínio do "Agu Secco" o seu verdadeiro impermeávelde campo!TERRENO EM PÉSSIMO ESTADOComparável só com alguns dos passeios memoráveis: "First Sintra-Mafra" aícom autênticos lagos mas com sol radioso; uma saída em Monsanto debaixo detemporal e por último mas não por menos, o Cercal V@, com alguns dos mesmosprotagonistas de Alvalade (Lança, Raposo, etc.). Inúmeros ribeiros, algunsprofissionais que engrossaram com o acréscimo hidráulico repentino, outrosabsolutamente espontâneos como escorrências de todo o tipo. Sem assumir osaspectos dramáticos do barro arrabidiano as transmissões sofreram bastanteaté porque pelo menos um dos ribeiros a vau passava-se com água à altura dagarrafa na bicicleta.OS PROTAGONISTASAfinal eram só 19 mas "alguém" (moi meme) juntou na contagem inicial oamolador de facas de Grândola que passava pelo local de partida na mesmaaltura. O que é mais engraçado é que eu juraria que contei várias vezes 20até ao final da 1.ª parte em Sta. Margarida. Já no segundo troço perante adesistência de um dos elementos ao atravessar mais um ribeiro só haviam 18,mas ninguém tinha dado por falta de ninguém. Maldito amolador de facas maisa sua flauta de Pam:-D Mas as criaturas presentes eram para além deste vossocriado:GRUPO 1 - Rui Sousa, Pedro BassoGRUPO 2 - Luís Duracell Parreira mais os trio arribadiano que foi empenadopor uma "Confersil" :-D (só 12@)GRUPO 3 - Ricardo Silva (grande atleta) e o Pedro PiresGRUPO 4 - Eduardo Oliveira e Luís Borges (só 12@)GRUPO 5 - Nada mais nada menos que o Lança, o Raposo e mais 6 "muchachos"alvaladenses um deles só haveria de completar 1/2 da 12@ em virtude de umproblema técnico.(DES) ORIENTAÇÃOO Rui Sousa leva um Óscar para a pior orientação :-). Tinha-o levado noreconhecimento até Sta. Margarida para que ele estivesse apto a dividir atarefa. Quando fiquei para trás a atender o telemóvel disse para continuareme ele levou-os para nascente quando a orientação correcta era para SW láandei 2 kms. para trás para os ir buscar a todos :-)BABY-FACEDei com o Pedro Basso enquanto aguardávamos pela chegada dos participantesnoinício a degustar um boião de vidro com um ar deliciado. Olhando com maisatenção vi que ele estava a comer Blédine. Ri, como não podia deixar de sermas depois vi que aquilo era um composto de frutas, sem corantes, nemconservantes. Deve ser uma excelente ideia, desde que não se leve para ocampo :-)ATLETAS DE GABARITODeu para ver que temos grandes atletas, o RS já não constitui surpresa,mesmo que vá numa máquina especializada de cor amarela Carris; o Lança semdúvida também; o Ricardo Santos, o homem que responde a todos os ataques e oEduardo Oliveira. Destaque também para o Luís Parreira a rolar e em subidade forma e o Raposo nos estradões de planície da 13@... Todos cumpriramtodavia, mesmo alguns com caimbras.OS "ALIMÃIS"Os bandos hippies de alemães que pululam nas serras do Sul já adquiremhabitos alentejanos. É ver sujeitos louros e mal vestidos a fumar "mataRatos", a "mamar umas bijecas" e a ficar de boca aberta quando uma matilhade ciclistas entra tasca dentro à procura de sandes "místicas" em plenapacata Sta.Margarida da Serra! Tal qual os seus compadres deste lado doTejo...O FANTASMAO Pedro Pires, o homem que se ficou por Sesimbra na 10@ a comer hambúrgueresenquanto os outros quase jejuavam com 1/3 de pizza, desta vez não teve outroremédio senão pedalar as duas etapas por asfalto é que, agora, não havianinguém para o ir buscar a meio do percurso... A sua cara é que acusavasobremaneira o esforço: estava branco e parecia que tinha visto o 20ªelemento...fantasma :-)ANJO DA GUARDAFoi o Raposo de Alvalade. Não só lavamos as bicicletas de mangueira como pôsum chuveiro quente à disposição, só eu aproveitei e soube divinalmente.Eternamente grato Raposo, bem hajas!PHOTOSExistem muitas de baixa resolução mas muito interessantes, a disponibilizarem breve...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 3 de fevereiro de 2002

10@ E 11@

Realizou-se ontem a "Mãe de todas as etapas" que ligou Lisboa/Cacilhas aSetúbal.Contou com a participação de 8, perdão 7, não 6, bom afinal chegaram 5betetistas ao final. :-)Tivemos a colaboração de um dia de sol e também de uma noite estrelada,embora sem luar.Os 80 kms. bem medidos afinal ficaram-se apenas pelos 100kms. que desilusão:-(As paisagens eram banais (panorâmicas sobre o Tejo e Lisboa, a barra do Tejoa Arriba Fóssil e o Atlântico, a panorâmica em altitude poente e nascentesobre Sesimbra com a falésia e o mar turquesa, os prados das Terras do Riscoou o maciço da Arrábida).O desnível acumulado só foi mesmo superado pelo desgaste físico...A quem participou os meus agradecimentos sinceros e desculpem ter insistidofortemente no vosso empeno sobretudo pela "ligeira" subida extra ao Valongomas afinal a intenção era boa: só queria que levassem uma "recordação forte"da etapa.Quem não participou não sabe o que perdeu se bem que talvez tenha sidomelhor assim: não iriam aguentar a dureza! :-)Quanto à 11@ (Setúbal/Tróia - Grândola) teremos 50 kms. de asfalto planoóptimo para rolar. É a etapa ideal para a roda fina até porque o regressoestá previsto pelo mesmo meio.A data será anunciada em breve. Quem estiver interessado favor enviarmensagem em branco para estafeta-subscribe@yahoogrupos.com.br parainscrição / discussão sobre a logística e outros detalhes da referida etapa.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 20 de janeiro de 2002

ESTAFET@ 8 e 9 - Soma e Segue

Tiveram lugar hoje as 8@ e 9@ etapas de que darei a descrição mais detalhadanoutra mensagem.De destacar que "se um funicular extenua muita gente, 3 funiculares extenuammuito mais!" :-DDe igual forma o testemunho está comigo e será transportado até Setúbal nopróximo dia 3 DE FEVEREIRO, SÁBADO!Desde já podem os interessados inscreverem-se na lista de correio paradiscussão logística (instuções no final desta mensagem). Quem estavainscrito para as 8@ e 9@ deverá, se assim o desejar, reinscrever-se uma vezque a lista fica vazia de endereços email após ter decorrido cada etap@.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

segunda-feira, 31 de dezembro de 2001

Tróia-Sagres - a crónica

Só uma correcção: não são 202 mas antes 212 kms. desde a saída dos ferrysaté à praia da Mareta em Sagres...Eu cá até medi 214 mas confio que a medição "oficial" do António Malvarseja, de facto, a mais correcta...Algumas impressões (breves):. VENTO - Mesmo assim fomos bastante poupados pois ele já só se fez sentirpraticamente a chegar ao Algarve tendo a média baixado vertiginosamente.... PERCURSO - Trata-se de estrada com a diferença de ser efectuado em BTT daíque se torne diferente daquilo que se está habituado. Por vezes torna-semonótono mas há sempre o aliciante de sermos ultrapassados por um "Pajero":-) a 160 kms./h... Alguns troços estão óptimos para rolar e com boasbermas, outros nem por isso. Embora seja um clássico penso que poderia haverum pequeno troço que poderia ser alterado - frente à central eléctricapoderia seguir-se por S. Torpes e daí até Porto Covo e depois apanhar aestrada para Milfontes. Evitavam-se alguns kms. de estrada sem berma onde oscarros circulam muito depressa. É claro que isso iria alterar as contas dosrecordes.... MOLÉSTIAS - 212 kms. em asfalto provoca uma série de pequenas dores que,com a distância se vão ampliando. Para além da famosa "saddle soreness" háuma certa rigidez nas omoplatas e, por estupidez minha, nos lombares, é que,muito embora tenha descurado o condicionamento destes importantíssimosmúsculos, só depois me dei conta que o selim está a descaír para trás :-(. RECORDES - Parece que o vento não deixou grande margem para eles o queterá impedido o Fernando Carmo de chegar em tão mau estado como no anotransacto (o tipo saiu de cima da bicicleta a cambalear :-). No meu casoefectuei 08:10 o que, dizem os entendidos, não terá sido assim tão mau tendoem conta que era a 1.ª participação, a circunstância do vento soprar dosquadrantes sul e de ter feito boa parte do percurso sozinho.. TRUQUES E DICAS - Para além da boa forma física - ninguém deve partir parauma jornada destas de ânimo leve - e de alguns que o FC já enumerou outrosse poderão aconselhar designadamente: andar em grupo, essencial para pedalarmais depressa, com menos monotonia e cansaço; evitar as correrias iniciaispois são 212 kms.; levar vestuário berrante que embora não contribua paramelhorar a performance faz com que sejamos notados à distância, no meu casonão brilhei em prova mas antes pelo vestuário :-). Usar algumas importaçõesde estrada que, no meu caso se resumiram aos pedais "Look" que permitem umabase mais larga e sólida que os SPD mas deu para ver algumas pedaleiras39/53 que me fizeram alguma inveja confesso.... SUBIDAS - São essencialmente duas e todas no Algarve. A primeira é a deOdeceixe que é relativamente curta e desnivelada mas que venci com inusitadafacilidade de tal forma que achei que a segunda, a da Carrapateira ia serfácil. Enganei-me redondamente pois aqui o vento forte fez-se sentir e foi aparte mais difícil do percurso para mim até porque ela não sendo nunca muitodesnivelada é longuíssima e só termina a cerca de 3 kms. de Vila do Bispo.Psicologicamente os 7 kms que distam desta povoação a Sagres são os maisdifíceis uma vez que já se está a pedalar há muito tempo, se está a ver ofinal e parece que estamos parados, é terrivel...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

terça-feira, 11 de dezembro de 2001

Tripla jornada nortenha - JANELA INDISCRETA

TRIPLA DUREZAForam, nada mais, nada menos do que 3 dias pelas terras da República GalaicoDuriense e, o único elemento comum todos eles foi, para além do meucompanheiro de viagem, Rui Sousa, o Patu Bravu que tive de "aturar" emtriplicado. Foi, como podeis calcular, duríssimo :-)*********** DIA 1 OPORTO ***********DE MANHà COMEÇA O DIAÀs 07:00 junto ao estádio da Luz e às 10:20 junto ao das Antas numa viagemtranquila em velocidade de cruzeiro absolutamente legal já que a adrenalinafica guardada para o trilho, largo o RS no trabalho (não são maravilhosas asTIC, o rapaz tanto trabalha em Lisboa como em Oporto :-) e dirijo-me para asterras do Vieira de Carvalho, ao retomar a VCI recebo um telefonemaenigmático de "alguém" a querer falar com um "ex-presidente", desde aí,nunca mais tive sossego até retomar a A7 em Guimarães no domingo rumo aosul. Vocês sabem de quem estou a falar! :-)MECÂNICA FINA E ACESSÓRIOS VELOCIPÉDICOSRumo em direcção à MaiaCycles atrás do "Rapaz do Samurai" e começa aadrenalina, traços contínuos na Via Norte dos quais fico sem saber o seusignificado e utilidade. " Em Roma sê Romano" e faz como ele faz. Ponho oLaguna a comportar-se mal e rapidamente chegamos à loja. Primeirasimpressões: espaço arejado, com muito local de estacionamento, stockabundante e omnipresente: até na retrete há capacetes! :-)DO ALUMÍNIO AO TITÂNIOA típica Scott do RS começa a sua metamorfose em "Titanol MaiaCycles",lentamente. Com a precisão de um cirurgião o crank direito é sacado àmartelada :-). Pouco a pouco ganha forma um novo/velho veículo velocipédico.O CLUBE DO PATO BRAVOÉ incrível aquela loja chegam criaturas de todas as espécies: ele é alemãesgigantes com sotaques cinematográficos ;-), cães, gatos, variadíssimos tiposde ciclistas amadores e profissionais e até a simpática namorada do dono doestamine :-). Ao fim do dia ainda seria melhor - a fina flor do ciclismoportuense. Boinga, o Eterno; o "meu amigo" Nito, Ricki, o rapaz da bicicletaencarnada, etc. só visto que contado não se acredita. Pelo meio os fumadoresdo pre-clube dos "Suzuki Samurai" que vai ganhando consistência :-)SONORIDADETodinha do Patu Bravu, os outros quase que não se ouvem... Ele é "mouros"para aqui, "Joãos" para ali, "amigo" para acolá, telemóvel sempre emriste... Cliente "insultado" é cliente satisfeito e que volta sempre paragastar algum. Esta fórmula nunca é verdadeira no comércio tradicional mas aexcepção chama-se MaiaCycles :-))ORLANDITO AUSENTEA minha esperança chamava-se Orlando Vogado. É o único que consegue manter oPatu em respeito. Devolve as "bocas" todas com juros e mantêm-no mais oumenos silencioso. Desgraça: ele não vem neste fim de semana, como vousobreviver? A vida é dura! Nunca mais te vou perdoar Orlando, deixaste-meentregue às feras :-)).ESTÁGIO EM FAMALICÃOInstalo-me no burgo situado a meio caminho entre Oporto e Braga e ataco as"francesinhas" da Forever. Logo aí o ambiente de confrontação: um papelindicava de um dos lados da mesa "HT" e do outro "FS". De referir que oMário Cunha se sentou do lado HT e o PIR do lado das FS. Terá isto algumsignificado? O futuro o dirá!*********** DIA 2 - FAMALICÃO ***********CONCENTRAÇÃO E SUSTOA concentração foi efectuada junto ao Paços do Concelho e lá estavam todosos que responderam à convocatória. O Patu nunca mais chegava e o passeio quenão se iniciava. Depois o susto monumental: o "morcão" surge montado numa FS:-)) Pensei logo: "estamos lixados (com "F" maiúsculo :-), vou ter que penarmais o RS para ver se não somos esmagados. Depois olhei para o lado e vi oQuim Teixeira com a Wheeler titanol do Patu e vi que era "acção psicológica"consubstanciada em permuta inicial de bicicletas e era eu a ficar aliviado ea "armada famalicense" seriamente preocupada. Pior ainda haveriam de ficarquando, no desenrolar da incursão, levaram com o pelotão hardcore HT: paraalém do Patu, as duas Cnnndl azuis que pareciam voar, a Zaskar do JorgeSilva, a Giant da Bete Vilas Boas, o RS do alto da sua titanol (ele agora jánão passa cartucho a ninguém :-) "moi même" além de outros! Foi a Matançados Inocentes :-)). O lojista de Famalicão a esta hora já não deve aceitarmais retomas de molas :-))"CONTABOLTINHAS" INOPEsqueci-me da fita peitoral e não pude usar o MFC... Pânico de início,conformação posterior e adequação final. Sempre eram 2 dias a pedalarnaquelas "colinazitas galegas" :-) e havia que racionalizar o esforço. Foi à"antiga portuguesa" cerrando os dentes e pedalando por intuição... Derealçar que vi muita gente de MFC o que é um bom sinal. Os mouros têm decomeçar a utilizá-lo com mais frequência (perceberam a piada: "frequência:-) são de grande utilidade...SAUDAÇÃO ESPECIALÀs meninas mais rápidas da V@: a Marta Vieira e a Bete Vilas Boas (ambas deHT) que não quiseram deixar de estar presentes :-) embora só até ao almoço:-(Pedalar assim dá outro gosto, escutam-se menos pragas, todos se comportammelhor e a estética grupal sai amplamente beneficiada! Tudo se torna aindamais belo...NAVID A JACTODe repente vejo surgir um individuo de fato de treino cinzento, ténis depasseio e bicicleta prateada. Tudo vagamente familiar. Era o Navid que tinhaarrancado às 06:00, efectuou o duro passeio, rebolou na descida e aindavoltou a Cascais na mesma noite: é obra. O tipo tem espírito, faz-se umciclista a sério. O nosso compromisso é de o por afinadinho: 1.º concelho -roupa de ciclista que o hábito, aqui, quase que faz o monge (peças dealgodão são "proibidas" neste desporto) 2.º concelho - um novo quadro (HTbem entendido) já que este é a alma da bicicleta; 3.º concelho - aparece evais ver que não te arrependerás! Tem já algumas vantagem perante outros queprocuram aprofundar a arte: ele já é um desportista, tem espírito desacrifício, tem peso baixo. Os ingredientes estão lá é necessário apenasmistura-los nas proporções correctas!O PORQUÊ DAS FSFiquei sem saber, sinceramente, porque é que para andar na zona de Famalicãoé necessário ter uma FS. Só se for para não destoar do resto do grupo :-)) Aesta hora é o PIR que se está a rir dos demais. Algumas, pelo sim, pelo nãojá foram tiradas do fundo da garagem e rolaram montanha acima neste sábadopassado, outras virão! :-)EU GOSTO É DISTO!FSM pois então mais o seu fiel GPS! Nos dois dias, sem pestanejar. Ele é oFS ("M" :-) mais HT que conheço, bem hajas! De resto é o único que põeaquele tipo de máquina a rolar verdadeiramente rápido pelo capital de saberde experiência feito.A HORA DA VERDADE OU O PRÉMIO PIROTECNIA 2001Foi aquela subida ao delta do cruzeiro após a descida que sucedeu à pedreiradas britas. Um dos Sampaios tomou a dianteira. Atacou forte e surpreendeu, éverdade, só o Patu esteve em condições de responder ao ataque e superou-oembora com alguma dificuldade inicial. O problema é que a subida era, paraalém de dura, muito prolongada e se o 1.º 1/3 foi do Sampaio em virtude doataque, no resto do tempo eclipsou-se e fui por ali acima com o Jorge Silvaatrás de mim. Quando cheguei e aguardei pelos restantes é que verifiquei adimensão do massacre: "rabo e orelhas" para as HT. Prémio pirotecnia para o"brother" Sampaio qual foguete que subiu e estoirou :-))) Em boa verdade sediga que os rapazes até têm condições, o hardware é que, definitivamente,não ajuda :-DSUPERORGANIZAÇÃOA Armada Famalicense pode até ficar-se nas subidas já que, contra factos nãohá argumentos (já sei: só treinam duas horitas ao domingo e nós é treinobidiário e Viagra :-) mas nunca coisa eles são insuperáveis: hospitalidade eorganização - está-lhes na massa do sangue. Já o tínhamos sentido no Xures,tornámos a constatá-lo em Famalicão! Aquele "almocinho informal" foi a provacabal disso. Agora já só falta terem HT's para que tudo seja perfeito :-))Gostamos de nos sentir bem recebidos e eles fazem-no com prazer - Bem hajampor isso!ANIQUILAÇÃO TOTAL IICom os mesmo protagonistas mas com dois pelotões: fartámo-nos de esperarpelos "molinhas" no resto do percurso, já enjoava, o que vale é que o Patuestava inspirado e sempre nos animávamos um pouco enquanto esperávamos. Otroço final de asfalto então foi eloquente :-))OS PATUS TAMBÉM SE RESGUARDAMA "criatura" da Maia :-) garantiu que iria ao jantar mas foi-se resguardarpara casa e deve ter-se deitado ainda antes das 21:00, o dia seguinte iriaser ainda mais duro e ainda poderia ter de engolir umas piadas dos "mauros",havia que jogar pelo seguro :-))*********** DIA 3 - VIMARANES (GUIMARÃES) ***********VIMARANES BY NIGHTFicámos (eu o RS) estupendamente instalados no local da partida (Semináriodo Verbo Divino em Vimaranes). O Paulo Oliveira (atleta do CBTTCPR eorganizador do passeio) foi nosso anfitrião e conduziu-nos pelo classificadoCentro Histórico da cidade berço em busca de um café (estava tudo apinhadoem virtude do empeno do FCP nessa noite naquela localidade :-)...1.º CHEFE DE ESTADOA famosa Estátua do dito cujo está como todos sabeis frente ao castelo deVimaranes. Fui tomar o pequeno almoço aí e parei para prestar homenagem. Derepente sinto o tal diabinho a segredar-me: "se esse morcão não se temchateado com a mãe a esta hora tinhas o dobro do vencimento e não pagavasnada nas autoestradas". Ainda assim prevaleceu o genuíno sentimentopatriótico :-))ESTRANHA AUSÊNCIA DA "ARMADA"A mais eloquente prova do empeno definitivo das FS foi a total ausência daRota do Rally que teve lugar no domingo no triângulo Vimaranes-Fafe-Rossas.Nem um para contar como foi (à excepção do FSM e do Jorge "Masoquista"Rocha, embora ambos não famalicenses). Os "duros" estavam lá todos erepetiram a dose: nós gostamos é disto!MARTA AUSENTE BOLO PRESENTEDas meninas mais famosas da lista só esteve presente, desta vez, a BeteVilas Boas :-). A Marta não foi :-( mas outorgou-nos o seu famoso bolo dechocolate :-) Todos gostaram!OUTRAS PRESENÇASDestaque para o webmaster dos webmasters, o Jorge Maia que connosco pedalou,para o Paulo Oliveira e para a Ana Vilas Boas (irmã da Bete) que fez decondutora de apoio além de muitos outros, excelentes, companheirosciclistas...VIA VERDEÉ como se pode designar a fantástica ciclovia Vimaranes-Fafe: a antigaferrovia foi asfaltada e liga estas duas cidades. Percurso relativamenteplano e sem trânsito motorizado. Que mais se pode exigir? Um exemplo a serseguido!22x34 E RS "DEJÁ VUE"Após rolarmos pela dita ciclovia até metade começamos a subir e a descerpara alcançarmos a barragem da Queimadela com a Serra da Cabreira ali mesmoao pé e que subidas, caramba! As descidas não ficaram atrás e numa localverdadeiramente fotográfico com um desnível abrupto uma terrívelconstatação, a confirmar a da véspera: o RS mudou de quadro mas não dehábitos - ele faz tudo à mão (salvo seja... :-). Eu cá, embora com algumareticência e num espírito de "cala-patus" lá me sentei por cima do pneu detrás e fui por ali abaixo tranquilamente.CICLISTA COMPLETOÉ o Patu Bravu: temos de dar a mão à palmatória. O tipo é chato como apotassa, quando pega num tema é obsessivo, nunca mais se cala e massacra-noscom 200 mensagens sempre a falar do mesmo mas é um ciclista do raio.Enquanto que a maioria de nós estávamos no "vou não vou" na referidadescida, o "morcão" dispara pelo meio das penhas e cria a sua própriadescida: 5 estrelas velocipédicas!DAM AT LASTA primeira parte terminou na barragem da Queimadela e todos ansiávamos porela não sei se por causa das subidas porque passamos se por causa da fome.Foi a altura das chouriças no álcool, do "Marta's Exquisit Chocolat Cake" edo "Reguengos" (porque será que os "morcões" :-) gostam tanto de vinhoalentejano?). O pior foi o RS, que é o tipo mais sensato que conheço (se nãofosse nunca desceria apeado :-) e que está habituado ao famoso iogurteliquido quando atacou as chouriças e, sobretudo, a famosa "colheita de 98"nunca mais foi o mesmo ciclista até ao final. Para além das faces maisruborizadas, o sorriso estava mais solto e alguns dislates foram ouvidos:-)). Definitivamente "este gaijo num é do Norte, carago"! :-))INCIDENTENa estupenda descida que antecedia a barragem tentei ir sempre à frente da"criatura da Maia", após ter sido ultrapassado por aquele, num salto malcalculado com uma curva de permeio e uma momentânea desconcentração a rodada frente ficou atravessada e visitei os "verdes" (como dizem lá por aquelasbandas), queda ligeira sem consequências testemunhada apenas por um ciclistade Braga. Quando lá cheguei abaixo já todos sabiam :-) e tive de ouvir aspiadas habituais sobre os "mauros que num aguentam a dureza" e coisas dogénero. O pior foi que um dos elos da corrente torceu juntamente com umdente da "22". Fiquei impossibilitado de contar com os seus préstimos atéfinal. Como sou um indivíduo sortudo as piores subidas estavam já vencidasna 1.ª parte, senão haveria de ser o bom e o bonito...RODAS RESISTENTESAs do Jorge "masochista" Rocha após um Opel francês ter, literalmente,estacionado em cima da roda dianteira da sua bicicleta que estava deitada naberma do estradão em Fafe-Lameirinhas... Também não se perdia grande coisa,era uma FS :-))COMO SE DISTINGUE UMA VACA DE UM BOIPelos cornos não será certamente. Pouco habituado à raça barrosã insisti coma Bete em chamar touro a uma vaca da referida subespécie, só perante osfactos (ou seja quando a dita besta se aproximou) pude constatar o "volume"do meu engano de que me penitencio antes que comecem a chover mensagens :-))MÉDIA DE 50 KMS HORAFoi a que fizemos nas descidas seguintes onde era necessário ter muitocuidado com as curvas e o piso solto. Tirando isso o "adrenalin boost"faz-nos sentir mais vivos!FAFE- VIMARENES - A VERDADE ROLANDO!O troço final ligou, pela ciclovia, Fafe a Vimaranes. Foi altura de rolar asério com os mais dotados a conduzir as operações. A dada altura e porquehavia uma subida ligeira mas constante o grupo fica reduzido a 4 elementos.Eu o Patu, a Bete e o Paulo Oliveira. A cerca de 2 kms. e como me estava asentir muito bem ataco e apenas o PO responde. Moral da História e, porincrível que possa parecer, deixei a Bete e o Patu a olharem à distânciapara o "@" da camisola que o Vilela me mandou e só chegam cerca de 30"depois! Ora, a "criatura da Maia" pode ser uma excelente pessoa e ciclistamas tem "mau perder" :-)) e já dizia que as pastilhas de Isostar não eram deIsostar (o mesmo argumento que um certo "mouro" utilizou no final da 5.ªetapa da estafeta há 2 semanas atrás). Tentativa vã de esconder oindisfarçável: o "gaijo do Norte" ficou pregado por um mouro de bicicletaavariada, só visto (ainda bem que a Bete pode testemunhar :-)!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 25 de novembro de 2001

5@ - Janela Indiscreta

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ERA UMA VEZ...Era uma vez uma etapa tão dura que só foi disputada por bicicletas HT...Onde é que eu já li isto anteriormente? Não me recordo, porém é a mais puradas verdades! ;-)QUALIDADEA qualidade de uma etapa pode também ser medida pela lista oficial de"baldanços": nada mais nada menos que dois colunáveis com receio das subidas(o "B" de Leiria e o "B" de Miraflores :-) e, pasme-se, o RS, com medo dasdescidas! De nada lhe valeu ter-nos recebido, no final, em Mafra na suabicicleta com slicks montados. Já se perdem na memória os "flops" desta,outrora promessa, do ciclismo de montanha nacional :-). Por que será queeste rapaz nunca desperta cedo? ;-)EMPRESA DE CAMIONAGEM PIMPÃO, LDA.Deu um jeitão a boleia para as bicicletas na camioneta do irmão do JoãoPimpão. Grande parte do problema logístico ficou, logo ali, resolvido.Grande Pimpão!LEBRES BIANCHIO Henrique Almeida apareceu com uns amigos, dois irmãos, montados emBianchis topo de gama (HT claro está). Os "tipos" tinham um andamentodiabólico e foram, em parte, responsáveis pelo ritmo diabólico que foiimprimido a esta incursão. Sem embargo a quilometragem em função daaltimetria fez com que um deles, esgotadas as "baterias" sofresse uma sériede caimbras.CHUVA PESADAApesar do sol ainda choveu. É verdade, não água, mas chumbo de um par detiros dirigidos a uma sobrevoante perdiz que caíram por cima de nós. Não hápachorra :-(PARA TODOS OS GOSTOSPara quem gosta de descer este também foi uma grande incursão. Que o diga oRodrigo Pacheco que, às páginas tantas, na descida do planalto para apassagem inferior da A8, vê a sua bicicleta no chão e tem de correr os 100metros montanha abaixo para não se ver confrontado com o solo pedregoso. Sóvisto! De resto só uma atenção redobrada evitou alguns dissabores à maiorianas técnicas descidas do percurso...SOCORRO, TIREM-ME DESTE FILME!O ponto alto da incursão foi, como se esperava, a ascensão ao santuário deNossa Senhora do Socorro, no topo da serra do mesmo nome. A um desníveldesumano aliava-se um piso péssimo. Uma espécie de "irmã mais velha" damítica subida de S. Luís no Parque Natural da Arrábida. Houve quem,prudentemente (Luís "Duracell" Parreira), a contornasse e aguardasse osrestantes no final da descida de empedrado. Poupou-se o suficiente parapoder resistir até ao final. Vê se curas essa gripe!LA DULCINEIA DEL JUREMELOO tempo esteve magnífico com um sol radioso e ausência de vento sugerindomais a Primavera do que um Outono já "entradote". Tal facto pregou algumaspartidas aos "9 magníficos" ao nível da reserva de água. No meu caso, comoentendo que as gramas extra são inimigas do bom desempenho reduzi asrecargas de água ao mínimo previsivel. No entanto, após Enxara do Bispo, oprecioso líquido esgotou-se-me e havia ainda um enorme desnível a vencer atéao Juremelo. Cheguei lá acima com uma sede enorme. Naquela povoação umavisão magnífica: uma donzela, singela mas formosa, deu-me de beber. Ao meu"obrigado" respondeu com um sincero sorriso. Afinal Portugal ainda éverdadeiramente uma caixinha de surpresas! ;-)OS HERÓIS TAMBÉM SE ABATEM?A dada altura, o João Pimpão, sobejamente conhecido por todos por ser umaespécie de "força da natureza" pedalante, começou a subir mais devagar e adizer que estava farto. Tal facto, conjugado com a ilustre lista de"baldanços", torna indesmentível aquilo que já se previa: esta foi a maisdura jornada da Estafet@ (até ao momento, claro está)!O HOMEM DA MARRETAEsteve omnipresente nesta incursão, todos demos pela sua presença, uns mais,outros menos. Ainda assim um dos "Lebres-Bianchi" e o FC (hoje literalmente"fémur comprido") terão sido, provavelmente, os menos incomodados.Pessoalmente fui doseando, como pude, o esforço e ao fim senti-me bem econsegui ser rápido nas derradeiras mas demolidoras ascensões, ainda assim,nada mau!E AS "PIADAS TARDIAS"As referentes às minhas pastilhas "Isostar" que, não só não se adquirem nafarmácia, como estão ao alcance de qualquer mortal, numa simples prateleirade hipermercado. Numa incursão deste tipo há que manter constantes os níveisde açúcar e sais no sangue, caso contrário o corpo prega-nos uma partidadesagradável. Além disso, quem não tem cão caça com gato e, como não consigoefectuar as subidas "à maluca" como alguns ;-), tenho de dosear bem oesforço, manter a pulsação em níveis "legais" (tirando a socorrística serra)e o resto vem mesmo do condicionamento virado essencialmente para oendurance e as longas distâncias. É a aplicação prática da fábula da"Cigarra e da Formiga" ou se quiserem de, "quem ri por fim, ri melhor". Emsuma eu não estava a andar mais depressa no final, estava a andar o mesmo,os outros é que estavam mais lentos. Esta malta não pode ver uma camisalavada :-))).MAIS UMA ZELOSA FUNCIONÁRIAConseguir chegar ao Convento de Mafra após uma travessia desta dureza deixaqualquer um entusiasmado. Nem o excesso de zelo da funcionária da Igreja doConvento a dizer-nos, insistentemente, que não poderíamos estar ali (emfrente à entrada da basílica) com as bicicletas nos fez perder a paciência.Estive ainda tentado a dar a "resposta-padrão" para estas situações -"afinal não são só os cães que não gostam de ciclistas!" mas, a sensação de"detente" que se obtém após um desafio deste tipo, aliada ao facto de,apesar dos modos, ser uma senhora e de estar um resplandecente dia de sol,fez-me dizer-lhe apenas secamente - "viemos em peregrinação!", voltar-lhe ascostas e posar para o inevitável momento fotográfico! Prémio limão para areferida "administrativa" :-(DELTAS, MOINHOS, ANTENAS E MIRADOUROSÉ aquilo de que esta incursão foi farta, de tal modo que já nem lhesligávamos patavina. De qualquer modo não os consigo quantificar, apenas seique eram muitos :-)QUEBRADO O ENGUIÇOEsta quint@ etapa parecia que estava enguiçada. Primeiro as previsíveisdificuldades logísticas, depois a dureza das inúmeras ascensões e depois atripla jornada de reconhecimento. Finalmente tudo culminou da melhor forma.Para além das boas memórias ficará uma segunda feira típica de coxaspesadas. Venha a 6@ e 7@ por favor. Agora, até Olissipo tudo é bem maisfácil!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 18 de novembro de 2001

Cerc@l - Janela Indiscreta

2.º PASSEIO DE OUTONO VELOCIPEDI@ - CERCAL 17NOV01JANELA INDISCRETA__________________________A FAMA QUE VEM DE LONGETu é que és o Fernando Carmo ?! Perguntava curiosíssimo um dos participantesna incursão ao meu amigo Fernando Soares só porque respondeu ao meuchamamento por "Fernando!" :-))ELEGÂNCIA ALVALADENSEA primeira surpresa do dia foi, na partida, ter verificado que muitos doshomens da casa alinhavam com o "traje mínimo garantido", isto é: calção ejersey. Tendo interpelado alguns, responderam-me que "assim, ao menos nãonos molhamos!". O pior foi na montanha vê-los a tremerem como varas verdes ea inevitável confissão de que "vocês é que iam preparados!"...CERCAL DEMOCRÁTICOO largo principal no Cercal fervilhava com a campanha eleitoral. Factoscuriosos: o candidato da CDU à C.M. Santiago Cacém é um sósia de George W.Bush e o do PS à Assembleia Municipal (Alexandre Rosa, Sec. Estado Admin.Pública) com a sua barba apenas lhe falta o turbante para parecer o outrocujo nome não me recordo mas que me lembro do técnico do FCP ter falado nooutro dia :-))RECADOS "INDYANOS"O Pedro Ribeiro manda dizer que andou devagar nas subidas porque acremalheira pequena não entrava o:-)A CONSTIPAÇÃO DA LUÍSAHecatombe da Louise (e da irmã Clara) no Cercal. De facto vários exemplaresmagurianos de disco registaram problemas que os impediam de prestaçõeseficazes. A manete ficava esponjosa e era necessário bombear previamentepara conseguir algum poder de travagem.OLD FAITHFULA "barraca" dos travões de disco no Cercal leva-nos a equacionar se serãoefectivamente tão superiores aos de aro. Para além do argumento de que aindapouco são utilizados em competição registe-se o facto do meu fiel HS33traseiro ter salvo a honra do convento e me permitido efectuar algumas dascomplicadas descidas da incursão. Nota máxima para ele e para os calçoskoolstop!FENESTROFOBIAEstes relatos já começam a assustar muitos dos nossos colisteiros que vãoolhando de soslaio para o autor destas linhas como que procurando escapar aoregisto visual de potenciais situações "fenestráveis". Não temam, os relatossão inocentes, ajam apenas com naturalidade, melhor só mesmo os "cartoons"do Hingá :-))O MISTÉRIO DAS AREIASA primeira parte da incursão foi uma espécie de "arrefecimento geral" peloscampos que vão do Cercal até ao Pessegueiro. A areia é a marca dominanteaqui, felizmente que molhada a permitir, perante algum empenho, a difícilpassagem. Creio que foi aqui que a Luisa se constipou, ela não se dá bem comareia...G.A.M. - GINÁSTICA DE APLICAÇÃO MILITARAo contrário de muitos ciclistas cautelosos, eu cá pareço não necessitar deduplos para as cenas mais arriscadas. Assumo as minhas próprias quedas comoresultado de alguma ousadiaonde outros optam por desmontar (a velha "parábola da fama e do proveito";-). Daí que muita gente tenha ficado impressionada com a cambalhota àboa maneira militar. Não tenham receio meus amigos que é a receita certapara não nos lesionarmos. De resto todo o percurso, apesar de algumaspassagens muito técnicas, era ciclável e apenas a circunstância de estarmolhado nos obrigou adesmontar em alguns locais e por vezes de formas bem inusitadas :-)AS REVELAÇÕES DA ÉPOCAParecem ser o António Lança e o João Pina que andam a subir em bom ritmo(assim como os Sampaio de Famalicão)Parece que os segredos de um e de outro foram , no entanto, descobertos. OLança, a acreditar nos companheiros do Alvaladense, sacrifica a hora dealmoço para treinar diariamente na Serra e não acredito que os comprimidospara a garganta que lhe caíram do bolso durante um reagrupamento possam terinfluencia nisso :-) Quanto ao João parece que se relaciona com o facto deestar a preparar uma "Kona Explosiv Custom" em segredo e de assim, alinharpelo pelotão das HT's em breve. Atenção a este amante do pedal ;-)LOIÇA PARTIDAOs pratos de muitas pedaleiras, instigados pelo estado geral do tempo e dosterrenos, preparam as partidas do costume. O famoso "chain suck" fez dassuasao ponto de o Rui Sousa ter tido uma performance apagada nas subidas. É quesubir um corta fogo em 42 dentes é tarefa indesejável.FEVERAS MOLHADASA grande dúvida até ao almoço volante era como é que, em plena serra nosabrigaríamos para absorvermos as fêveras. Duas tendas improvisadas estavam ànossa espera e foi aí que, já num vale, escapamos à inclemência escutando oribombar (sempre gostei desta onomotapeia :-) do trovão, sempre mais próximodo original relâmpago. Foi a diferença entre um "catering" retemperador e acontinuação do castigo meteorológico, nota 5 para a organização.CONTINUAR OU NÃOAo almoço o Lança teve de tomar uma decisão difícil: interromper a incursãoem virtude da borrasca e do estado geral dos participantes. Apesar me sentircapaz de o fazer (embora eu seja suspeito pois até gosto de chuva) bastavaolhar em volta para ver que havia muita gente maltratada com o frio. Foi adecisão correcta!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 11 de novembro de 2001

DUPLA JANELA INDISCRETA

DUPLA JANELA INDISCRETA, desta vez a valer:ATENÇÃO: Qualquer semelhança com acontecimentos reais não tem nada decoincidência!________________________________I - MAFRA HARDCORE, "O REGRESSO", SÁBADO, JANELA INDISCRETAVERDADEIRAMENTE HARDCOREComparativamente com este, o primeiro Mafra HardCore, foi uma brincadeira derapazes imberbes, até o tempo esteve terrível com uma nortada polar afustigar tudo e todos. O terreno não poderia de ter sido "pior" escolhido:nãohouve ribeira, linha de água, falésia ou trialeira que não tivesse sidoseleccionada para fazer parte do percurso :-)BOREAS IMPIEDOSOSe o vento é o pior adversário do ciclista então foi uma autêntica batalhaentre a foz do Falcão e a do Lisandro com o mesmo a soprar forte e geladojunto à costa. O que vale é que "eu gosto é disto" (FSM, copyright, Braga,2001)...SALVO PELA "ESPECIALIZADA"O MB esteve em perspectiva de ser a única FS presente, à ultima da horaverificou-se que também o Nuno Duarte alinhava por esse "clube" (cada vezmais restrito), dividiram-se assim as piadas e salvou-se do massacre. Quemparece ter abandonado o clube por troca com uma bem doseada Trek HT foi oPSantos.Assim quem estiver interessado numa Giant FS é fazer uma proposta,parece que o proprietário está receptivo à actividade comercial e alinharpelo "pelotão dos eleitos" :-)CAIU O CARMO MAS NÃO A TRINDADENuma descida de arriba em direcção à Foz do Ribeiro do Falcão lá íamostentando sobreviver àquelas descidas inqualificáveis quando, a dada altura oFC, certamente para evitar o calcário, tomba completamente para cima de umtufo de plantas(leia-se de picos). É assim mesmo FC, não há como acrescentar dureza a umaincursão! :-)NATURALO João Pimpão estava feliz, ele gosta mesmo daqueles terrenos, além de serum excelente anfitrião. Nem sequer a segurança dos participantes foi, porele descurada. No final de mais uma ravina descendente eram necessários unscomplicados 90º à direita já que a mesma direcção ia a pique costa abaixo.Era vê-lo apeado, tipo guarda redes de futebol, com os braços bem abertos agritar direita e pronto a segurar algum "objecto montado" que, ainda assim,insistisse, por inércia" em seguir por diante.PILOTO DE SUBMARINONo estupendo "vale do arquitecto" (que só vê a luz do sol poucas horas pordia) estava tudo bem alagado, de resto nós íamos pedalando sobre o aluviãohúmido. Aopassar uma imensa lagoa com água e lama vejo todos a desmontarem e apassarem pela penosamente pela acanhada margem, resolvi passar pelo meio, àboa maneira hardcore. Tudofoi bem até meio mas depois começou a bicicleta a afundar lentamente e eucom ela atéque encravei numa pedra submersa e tombei para o lado, felizmente que amargem estavaa menos de um metro...DOR DE COTOVELONa subida final a Santa Susana o caminho só visto: uma trialeira invertidaque penosamente, já mais a pensar no almoço do que no pedal, subimos. Aindaassim só me lembro de ter parado uma vez, que foi quando o Ruddi tombou(ruidosamente) para a esquerda sobre o calcário. Caramba, até a mim me doeu!:-)RUI "HAMLET" SOUSANo almoço final a massa de coelho estava divina. O Rui Sousa é que teveazar: calharam-lhe nada mais, nada menos que 3 crânios de coelho. Parecia osaudoso Sir Lawrence Olivier a representar Hamlet. Para si o mesmo dilema,de resto, que durante as "descidorras" da incursão: "to downhill, or not todownhill" :-))________________________________II - SERRA DE SINTRA; DOMINGO: JANELA INDISCRETA20 INFORMAISFoi o número de participantes do grupo. De resto a Serra parecia as"Amoreiras" em hora de ponta: ciclistas, jipes, automóveis, pedestres,saltimbancos, downhillers, piqueniqueiros e outros quejandos. Nunca tinhavisto tanto movimento pelo local...EMPATE TÉCNICOEra grande a expectativa acerca do prometido duelo FC / "Patu" na serra deSintra. Como o ambiente era mais de cordialidade do que de confronto elaapenas teve lugar numa ocasião: a subir do Rio da Mula para a Pedra Amarela.Como me estava a sentir bem, consegui ir atrás dos "galos" por ali acima.Daquilo que se me foi dado a observar iam muito iguais e não se pode falarde vencedor ou de vencido. Como lá me aguentei por aí acima atrás delespenso que, apesar de tudo, não devo de estar a subir nada mal :-))PANORAMASA vista do alto do Monge com o dia ensolarado e frio era deslumbrante, até a"aliança do norte" teve de dar o braço a torcer: "os mouros têm boas vistaspor aqui...". E tu ainda não foste a S.Luís, Arrábida, Setúbal, mas ficapara a próxima vez que desceres à Mouraria, por enquanto tens de ficar arecuperar do esforço :-)3 FUROSÉ verdade, dois no trilho, outro quando cheguei a casa. O ContinentalTwister Supersonic, no alto dos seus 320 gramas, mais parece uma impressorajacto de tinta da HP: até nem é cara na aquisição mas é ruinosa nosconsumíveis:ainda não têm 1 mês, já "gastou" seis câmaras, não há pachorra...SINGLE TRACK APROBaptizaram-no com o meu nome mas não fui eu que o revelei ao grande público.De qualquer das formas penso que foi do agrado geral a atestar pelo sorrisoespontâneo estampado no rosto de todos no final, inversamente proporcional,de resto, ao de quando alcançaram o cimo do Monge: "os mouros até têm umassubidazitas para treinarem..." :-)NAVID IMANILá esteve, sereno, a enquadrar os seus pupilos. Como este foi o passeio dosfuros (acho que 6 ao todo e com os UST a darem "casa") teve certamente umgozodanado com as suas câmaras wrench force super espessas reforçadas com oMagic Seal. O pior foi quando ele disse que a sua câmara de ar pesava odobro (!) do meu pneumático Continental :-)FS COSTA ABAIXOO Zé Luz era o único a defender o prestígio das FS's nesta saída. Até dadaaltura era vê-lo silencioso como um rato no meio do pelotão. Quando tudodesatou a descer era vê-lo a sprintar, à cabeça, costa abaixo, em direcçãoao Rio daMula. O pior foi um inopinadíssimo rego transversal que o fez voar,literalmente, por cima do guiador e completar mais alguns metros da descida,desta vez sem a bicicleta.SE DESCER TRAVEApós este acidente imediatamente todos travaram, o pior foi o JorgeCláudio que provocou um choque em cadeia, ainda bem que levo capacete, é queelepartiu a pala do seu no meu. "O Condutor do veículo deverá guardar umadistância relativamente ao veículo precedente por forma a poder trvar emsegurança..." onde é que eu já li isto?ANDREIASimpática a "Pata Brava" e com um bom ritmo também. Também com um "sargentoinstrutor"daqueles tem mesmo de render na montanha :-))KUNG FU FIGHTINGOs nossos amigos deverão de ter ficado a pensar que os outros colegas quenão apareceram é que tiveram juízo :-) A Serra de Sintra é bem dura, há quetreinar mais um pouco...CONSCIÊNCIA CRÍTICAO Orlando está para o Patu Bravu como os "velhos do camarote" estão para osMarretas (Muppet Show). Vai-lhe gritando ciclicamente: "É Cavalo, não éCabalo", "não troques os v's pelos b's", "não andas nada", "tens umabicicleta sem marca", "o teu fémur é um bluff", etc. É mesmo aquilo que sepode chamar de "a sua consciência crítica" :-))NOVO "FLOP" CONIMBRICENSECom os "Homens de Coimbra": Pedro Santos e Nuno Duarte, em três descidas àcapital, três "baldanços" ao domingo após sábados bem preenchidos. Primeiroforam os mundiais UCI a seguir a uma das mais duras "Serras de Sintra" deque há memória, resultado: Monsanto nem os viu por perto. Seguiu-se um"Arrábida" regular com "S.Luís" extra, resultado: PSantos não regressou aolocal do crime no domingo e, agora, um Mafra Hardcore "bem aviado" e a Serrade Sintra a reclamar pelas suas presenças. Desta vez, pelo menos, todosrecebemos SMS em fartura a avisar :-)))SE PEDALAR DEVE ESCANHOARO Patu Bravo estava elegantemente vestido para a disputa de honra.Esqueceu-se, todavia de fazer (desfazer) a barba. Teria direito ao fim desemana no quartel! O que vale é que o Orlando não topou :-))(To be continued...)¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

segunda-feira, 15 de outubro de 2001

CARTA ABERTA AO CUIDADOS DOS RESPONSÁVEIS DA PROGRAMAÇÃO DESPORTIVA NA RTP

Exmos. Senhores,Como muitos adeptos do ciclismo fiquei extremamente desapontado com ocomportamento editorial dos dois canais da RTP relativamente à prova deestrada elites dos mundiais UCI (a prova rainha) disputados no passadodomingo, 14OUT01, em Monsanto, Lisboa .Não se entende que a prova não tenha sido transmitida em directo e quetenhamos assistido apenas às voltas finais, na RTP 1 em diferido minutosapós o seu final.Os telespectadores tiveram de recorrer ao canal EuroSport (quem teve essaprorrogativa, bem entendido).De facto não se entende porquanto:. A RTP transmitiu as provas anteriores (contrarelógios e linha outrascategorias);. A RTP sempre transmitiu em anos anteriores mundiais de estrada (elitesmasculinas);. Por maioria de razão, sendo a prova em Lisboa e com todos os meios nolocal porque motivo é que, por exemplo, na RTP 2, estavam a transmitircinema?. A especial importância do evento não tornaria imperativa a suatransmissão, sobretudo no Serviço Público?. Estará a RTP também imbuída de um certo espírito redutor nacional quetende a confundir o todo com a parte, isto é: desporto igual a futebol etende a menosprezar outras modalidades que, no caso presente, até são bempopulares em Portugal como é o caso do ciclismo?Gostaríamos que a RTP pudesse rever alguns critérios, quiçá preconceitos,relativamente ao ciclismo.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

sexta-feira, 5 de outubro de 2001

LISBON WET-A-RAMA

60 kms. debaixo de chuva diluviana pela Capital do Império, saudados comoheróis por alguns (poucos) transeuntes e encarados como loucos por outros. OMarcelo Chagas deve ter achado mais interessante o passeio de hoje do quetodo o "Caminho de Santiago" (estou exagerando, naturalmente), quem disseque os portugueses são indivíduos convencionais e que só servem para seremalvo de piadas ;-).Foi assim que decorreu o CityRama que, por força das circunstâncias, seconverteu em "Wet-a-Rama".O que custa mesmo mais são os primeiros 5 minutos enquanto a osmose orgânicanão começa a funcionar. A partir daí é "perdido por cem, perdido por mil". O"Secco" e as "Seal Skin" dão o toque final já que permitem manter (algumas)zonas do corpo livres de humidade. A próxima aquisição vão ser umas luvas emneoprene para mergulho para manter as mãos quentes e secas nestascircunstâncias.09:00 na Torre de Belém, após recepção de mais um "lamento/escusa" do PedroBasso, lá fomos eu, o Marcelo Chagas, o Karl von Azev (já recuperado e emforma da sua clavícula quebrada) e o Rui Sousa. Primeira paragem no Padrãodos Descobrimentos e, tarefa impossível, descobrir a estátua de PedroÁlvares Cabral no meio da "maralha" à chuva.Sempre a chover cruzámos a passagem inferior para a Praça do Império,passada rápida no Centro Cultural de Belém, Igreja e Mosteiro dos Jerónimos,e um "pastel de Belém" seria o mesmo que ir a Roma e não avistar o Papa (nãovão lá no Verão que ele está em Castelo Gandolfo :-), quente com canela, atéos japoneses que entraram em catadupa na loja, gostam.Subimos junto ao "Jardim do Ultramar" até à Igreja da Memória, JardimBotânico e Palácio da Ajuda, começam as primeiras dificuldades relacionadascom os carris do eléctrico e, sobretudo, a calçada polida e escorregadia.Após o Caramão, entramos no sempre estupendo Parque Florestal de Monsantocom o barro vermelho a fazer estragos: Montes Claros, Cruz das Oliveiras,Luneta dos Quartéis e aviso todos para terem cuidado com as descidastécnicas mal sabendo que seria eu a primeira vítima de uma escorregadela daroda da frente: até desmontado se escorregava. A bicicleta ficou vermelhamas, passados 5 minutos de asfalto molhado já estava, de novo, brilhando.Transpomos a linha na zona do Palácio Fronteira precisamente na zona onde sesitua a meta dos "Campeonatos Mundiais de Estrada" em ciclismo e que terãolugar de 3.ª a domingo próximos. Estrada de Benfica, Alto dos Moinhos parauma visão das obras do novo ninho das águias. Carnide, Telheiras e ciclovia.Paragem para repor energias debaixo do viaduto da Avenida Padre Cruz, denovo ciclovia até Entre Campos, Avenida 5 de Outubro e de novo abandonadosinfamemente pelo Rui Sousa, desta vez junto ao cruzamento com a Avenida deBerna :-))Chegámos ao Parque Eduardo VII. Alguns turistas japoneses a efectuarem o seudesporto nacional: gastar película fotográfica (mesmo que chova a cântaros:-). Descemos até à Praça Marquês de Pombal, lateral da Avenida daLiberdade, Praça dos Restauradores, Rossio. Aí chegados vejo um carro pretode vidro aberto, que se passa? Quem, além de um ciclista desmiolado gosta deapanhar chuva? Era o Orlando Vogado com a família a saudar-nos (tinha mesmode ser outro ciclista desmiolado :-)).Poço do Borratém, Martim Moniz e depois o martírio: a Calçada dos Cavaleirospelo meio da linha do eléctrico, Mouraria acima, a escorregar por todos oslados, direita e Costa do Castelo sempre naquela calçada maldita e que,quando começa a descer na zona do Chapitô o melhor mesmo é ter os pésprontos a aterrar ao menor sinal de derrapagem e fora dos respectivosencaixes.Subimos, finalmente, ao Castelo o panorama, com chuva não parece o mesmo aquem o vê sempre ensolarado: paciência é o que se pode arranjar. Depois éque foi "radicalíssimo": o Red Bull Lisbon DownTown, em versão improvisada ediluviana, com derrapantes pneus 26x1.9. : bairro do Castelo, S. Tomé e afamosíssima Rua da Regueira, Alfama abaixo, com 20% de inclinaçãodescendente e calçada polida, a passo de caracol mas, ainda assim, imprópriopara cardíacos.Largo Terreiro do Trigo, Alfândega e Terreiro do Paço (sempre, mas sempre, achover), Praça do Município, Rua Nova do Almada, subida forte até ao Chiadocom um café tomado bem ao lado da estátua em bronze de Fernando Pessoa.Largo do Camões, algumas fotos furtivas só para documentar minimamente aocasião(http://photos.yahoo.com/bc/roqueoliveira/lst?.view=t&.dir=/LISBON+WET-A-RAMA) e bairro Alto, Rua do Norte, café Luso, Rua da Rosa, Rua do Século, daAcademia de Ciências com o seu inconfundível e típico arco, Palácio de S.Bento, Madragoa, Janelas Verdes, com um mais um panorama molhado do Porto deLisboa, Pampulha, Alcântara Terra com uma passagem velocipedica por umapassadeira rolante para peões (coisa divertida experimentem quando puderem)e Estação Ferroviária de Alcântara onde nos despedimos do Marcelo Chagas comvotos de um bom regresso a casa e com a promessa de que nos reencontraremosbrevemente, cá ou lá.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 30 de setembro de 2001

Q U A R T @ - "Era Uma Vez no Oeste"

Realizou-se ontem mais uma etapa da Estafet@, a quarta, que ligou, numaextensão de 67 quilómetros, as Caldas da Rainha a Vila Verde de Francos,Alenquer.Foi, até ao momento, a etapa mais dura da Estafet@, pela sua extensão,estado do terreno e pelo relevo, sobretudo do Cadaval em diante, primeironum constante "rompe pernas" (sobe e desce) até se chegar ao "acampamentobase" (café Garcia em Pragança) e depois pela subida asfáltica até "láacima" que incluía um desconto de 15% (4 kms. de Pragança até ao cruzamentodo local conhecido por "Montejunto" com uma subida de inclinação 15%).Seguiu-se uma estonteante descida até ao miolo da serra para depois mais umasessão de "rompe pernas" pela cumeada dos moinhos com uma descidaincrivelmente técnica e, finalmente, a almejada descida, junto ao "Conventoda Visitação", para VVF.TEMPESTADE EM LISBOA, BONANÇA NAS CALDASComo não tive companhia para me deslocar ao Porto, ao passeio do Bike Team,optei antes por realizar a 4.ª etap@.Acordei pelas 06:30 da manhã com a melhores intenções: fazer logo oasfáltico entre VVF e Caldas, para despachar logo esse assunto... O cenárionão podia ser mais confrangedor, chuva diluviana acompanhada de rajadas etrovoada! Aviso de mensagem escrita: o Pedro Basso a dizer que"lamentava"... Mando eu uma mensagem ao Mário Carriço a dizer que o tempoestava impróprio e que eu tb. "lamentava". Adormeço uma hora, acordo de novoe vejo o céu desanuviado e uma chuva já dentro dos parâmetros legais.Telefono ao MC para tentar convence-lo a reatar a etap@. Qual não é o meuespanto quando ele me diz que, nas Caldas está um sol radioso. Bolas látenho eu que fazer o asfáltico no final!POUCOS E BONSA tempestade além do Basso tb. assustou o Rodrigues e os Pedros, que erampara serem 4, no passeio ficaram reduzidos a 2 (eu e o Brites) para além doMacedo e do MC.LAGUNA E MURALHAJá havia efectuado o "Bom Barral" - Montejunto na semana transacta aquandodo reconhecimento. Desta vez fomos das Caldas em direcção a Óbidos com umpequeno desvio para bordejarmos a magnífica Lagoa passando por zonas algoarenosas e difíceis. Depois foi a vez dos barros fazerem das suas: os camposjá estavam cheios de barro e ao chegarmos ao miradouro donde se avistava ocastelo de Óbidos a tarefa foi limpar os kgs. extra desta matéria do quadroe componentes da bicicleta.CIRCUITO MEDIEVALEntramos dentro da muralha de Óbidos pela porta NW com alguns turistasestrangeiros meio boquiabertos com o estado das figuras e das bicicletas.Seguiu-se um passeio pelo casco antigo e uma paragem no café "1.º deDezembro" estrategicamente situado frente aos Paços do Concelho.Reabastecimento sólido e piadas contadas (sabem aquela do Mickey e daMinnie? Não? Então quando estiverem com o Macedo perguntem-lhe que édemasiadamente picante pare eu lhes contar aqui! :-)) continuação do périploe saída pela porta W para uma traiçoeira e escorregadia vereda descendente(podia ter dito "single track" mas não digo, depois da saga "octalink,hallowtech, isis e square taper" todas as minhas palavras irão sertraduzidas nesta lista! :-)). Seguimos até ao "Bom Barral" paralelamente àA8 e ao caminho de ferro, por meio dos pomares e do imenso barro. Na terrada fruta parámos na Repsol e repusemos o brilho nos quadros, lavámoscorrentes e componentes e relubrificámos.RECONHECIMENTO REPETIDORepetimos a dose apenas com bastante mais barro. Numa das subidas entre "BomBarral" e Cadaval não havia tracção possível, aí chegados de novo o aspectoconfrangedor do barro instalado por todo o lado. As descidas eramaproveitadas para tentar diminuir a "largura extra dos pneumáticos" à custade pedaços de barros projectados para cima de nós próprios.VVF - CALDAS ASFÁLTICOCheguei em razoável estado de conservação a VVF, apesar de não me terpoupado na duríssima ascensão a Montejunto. Depois foi o inevitável regressoasfáltico: 17 kms. ao "Bom Barral" seguidos de 19 às Caldas. Saco do meucasaco "verde radioactivo" (visível do espaço), ponho os pneus a 60 p.s.i.para rolar melhor e aí vamos nós. Até ao "Bom Barral" de novo tudo muitosimples. O pior foi mesmo daí até Caldas, embora o terreno não fosse muitoacidentado já estava completamente extenuado e, sobretudo, enjoado do selim.Acabámos por chegar (eu e o MC, os outros ficarm no "Bom Barral" porque játinham feito o resto previamente) já perto das 19:00. Venha a Quint@!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

terça-feira, 18 de setembro de 2001

CRISE NA V@ - JANELA INDISCRETA

AO CONTRÁRIO DE MUITAS MENSAGENS QUE SÃO LIDAS, POR MUITOS DE VÓS, NADIAGONAL, GOSTARIA QUE SE DETIVESSEM SOBRE ESTA E A LESSEM COM REDOBRADAATENÇÃO!A FARSA DO CARTÃO AMARELO - EM JEITO DE PREFÁCIONunca foi apresentado nenhum "cartão amarelo" quer ao Orlando quer aqualquer outro membro desta lista. Aquilo que por mim foi dito pode ser lidona integra na mensagem n.º 13.486 de que eu apenas cito a parte queconsidero fulcral: ""Parece-me assim que me verei na contingência de, apartir deste momento, ter de instituir um sistema semelhante ao das regrasdo futebol. Uma falta grave ao regulamento implica um cartão amarelo e jásabem aquilo que acontece a quem obtém o segundo...Por sorte e como todas asregras, esta também não é retroactiva, mas é paravaler isso vos garanto!""Para bom entendedor...VITIMIZAÇÃOTal mensagem parece ter sido mal interpretada por muitos como se eu, defacto tivesse, usando o símile do futebol, mostrado um "cartão amarelo"quando não foi mais do que uma mera advertência, diga-se de passagem bemjustificada uma vez que certos limites foram ultrapassados pelo Orlando que,na sequência, numa das suas dramatizações, em que é mestre, resolveu simularque "batia com a porta" quando afinal permanecia apenas em hibernação. Avitimização dá sempre frutos...O ADMOESTADODe resto, tirando essa situação em concreto nada me move contra o Orlandopor quem, aliás, sempre nutri uma certa simpatia embora os episódios doestilo "núcleo duro" pouco o dignificassem e o tivessem sempre levado longedemais. Parece que fazia gala em encabeçar aquilo que considero uma espéciede causa "politicamente correcta" nesta lista que é a crítica, por vezesgratuita e irracional, à Bike Magazine, ao seu ex-director e, porarrastamento à actual redacção e a quem nem os colaboradores, por vezes,escapam. Se bem que, deixem-me dizer-vos, nem o Orlando, nem ninguém podempretender converter a V@ num "reality show" pelo simples motivo de que eu meoponho frontalmente - "As simple as that"!MAS HÁ CARTÕES OU NÃO?Se relerem a passagem que atrás cito da referida mensagem vêm que, a partirdaquela altura e porque os processos de "autoregulação" se mostraraminsuficientes, o princípio do "cartão amarelo" vigora, se bem que, em bomrigor, nunca tenha sido necessário a sua exibição.DIPLOMACIA Vs. TIBIEZACertamente que as pessoas com tenho tido a honra de privar, seja através dalista, seja através de contacto pessoal sabem que privilegio sempre odiálogo e a concertação como melhor forma de resolução de conflitos oudisputas, procuro estabelecer pontes entre todos e manter sempre os canaisdesobstruídos, a isso eu chamaria diplomacia e não pode, de forma alguma,ser confundido com tibieza. Por várias vezes aconselhei as pessoas a"contarem até 10" antes das réplicas, a ignorarem certo tipo de provocaçõesescritas ou a usarem os emoticones porque essa é a melhor forma de nosrelacionarmos...E AGORA, "QVID IVRIS"?Parece-me óbvio que o mais recente incidente na lista não passa de uma gravesequela de problemas anteriores. Há todavia uma diferença de fundo: o PedroCarvalho foi, desta vez, longe de mais, sobretudo numa dada mensagemclaramente ofensiva e geradora de discórdia na lista escrita num estiloprovocatório tendente a suscitar reacções azedas. É com mágoa que o afirmouma vez que, ao contrário de muitos na lista o respeito assim como respeitoo trabalho que produziu em prol do BTT. Penso todavia que ele não podereplicar do modo como o fez. Temos de saber controlar-nos em todas assituações! Ele entenderá que, à semelhança da mensagem do Orlando quemotivou o pseudo cartão amarelo e a pseudo retirada da lista, as palavraspodem ser bastante ofensivas, basta recordar a saga "toma lá" para sesaberem que determinados limites não podem ser sequer alcançados, quantomais superados.MODERANDOConsiderando-me uma pessoa tranquila normalmente não me deixo impressionarquando a comunicação começa a sofrer interferência de ruídos. Por vezes elesactuam até como descompressores. No entanto, tal como o stresse, quandoultrapassa um dado limite, também ele pode ser claramente prejudicial.Apercebo-me disso quando começo a receber mensagens, privadas e públicas depessoas, que reputo de sensatas, a advertir que se estão, claramente, aultrapassar os limites do razoável e essas pessoas é que são o fulcro da V@.Obviamente que é para mim, na minha condição de moderador (não digo deárbitro para não me chamarem "Bin Laden" do futebol...), que a atenção daspessoas se vira de imediato nestas situações. Elas esperam que eu aja e, pormuito que me custe, não posso deixar de o fazer nem me posso omitir àsminhas responsabilidades.COERÊNCIA ACIMA DE TUDOO pior neste momento seria contemporizar e agir como se nada tivesse passadoesperando que as águas acalmassem. Em condições normais isso seriaaconselhável e resultaria plenamente. O problema é que, em virtude docarácter recorrente destes episódios, certamente que o próximo seria aindamais grave e tudo isto vai minando a nossa coesão, por mais que as Sertãs,as Lousãs, os Portalegres ou os Gereses nos possam unir.VEREDICTO!Assim sendo por muito que isso me custe, mas porque importa, acima de tudo,manter a verticalidade e a coerência informo os caros co-listeiros que omembro da Velocipedi@ Pedro Carvalho é admoestado com um "cartão amarelo" emvirtude do conteúdo das suas mensagens n.ºs 16.537 e 16.545. Esta é umaprorrogativa que detenho e que a estou a exercer a bem da coesão do grupoespero ser por todos bem compreendido sem azedumes ou triunfalismos idiotas.PORTARIA DE EXTENSÃOInfelizmente não foi só o Pedro Carvalho quem pecou neste lamentávelepisódio, outras pessoas, se bem que de forma menos grave, também não estãoisentas de responsabilidades. Que possam por a mãos na consciência ereflectir sobre tudo o que se passou - passámos um dia inteiro a por emcausa as boas maneiras e a ofender o próximo, não me parece que seja esse oespírito da V@...THE FINAL CUTNão posso deixar de relembrar às pessoas que usem do maior bom senso quandoendereçarem mensagens para a lista. Releiam as normas emhttp://www.geocities.com/velocipedia/normas.htm e, acima de tudo, sejamcordatos e educados é que, do outro lado da linha, está sempre um serhumano, caso não tivessem notado...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

segunda-feira, 10 de setembro de 2001

"XURES" - JANELA INDISCRETA !

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VENTO NORTEMagnífica a organização, no geral, e o Jorge Moniz em particular,absolutamente incansável, de tal forma que descurou a sua própria saúde aoalimentar e hidratar-se deficientemente o que lhe motivou uma desagradávelquebra de tensão felizmente sem consequências. Assim, em nosso nome, emparticular, e em nome da V@, bem hajas e bem haja o "Vento Norte" por tudo!"É A PRONUNCIA DO NORTE..."Onde ela se escuta é sinal de que somos bem recebidos! Sabê-mo-lo bem e porexperiência própria porque muitos dos nossos momentos mais intensos aí forampassados. Assim o "Xures" não foi surpresa e, muito menos, excepção!"OK TELESEGURO, FALA A MARTA!"Tivemos a oportunidade de, finalmente, conhecer as meninas mais activas nalista. Conjugam simpatia e beleza e é difícil dizer quais dos doispredicados nelas mais prevalece! Apenas ficámos levemente desiludidos com aMarta: entãonão é que ela não levou o tão prometido bolo de chocolate! ;-) Tirando essesenão (nós, em bom rigor, até nem somos grandes apreciadores de doçaria)deramum toque de alegria e, porque não dize-lo, de charme e elegância, à comitivavelocipédica que tradicionalmente se caracteriza pela habitual e monótona"paisagem varonil"...MASSACRE FEMININO E MÁQUINAPois é, a rapariga (Bete) é um fenómeno velocipédico! Palavras para quê? Sóvisto: um ritmo diabólico a subir, a que ninguém conseguia dar respostatirando o "chefe de equipa" Jorge Maia e, muito pontualmente, um ou outrociclistanos quais nos incluímos o que nos deixou, naturalmente, (depois derecompostos do "choqueinicial" :-), muito satisfeitos. A "Fullana" é absolutamente arrasadora. Masa sua performance, em nossa opinião, ainda está longe de estar no limite, háque treinar melhor a técnica nas descidas mais exigentes onde ainda vacilaumpouco e (esta é para o Paulo "MaiaCycles" Rodrigues sponsor da equipa daRetorta) com uma máquina mais leve e uma suspensão "a sério" muitos segundospor volta podem ainda ser tirados (Paulo: não é uma despesa - é antes uminvestimento publicitário com retorno garantido!)...HIGIÉNICA GALEGAApesar de forma solitária, à falta de companhia (Eduardo "mouro" Dias eCarlos Martins) que, inexplicavelmente,retornaram ao parque passadas poucas centenas de metros, efectuamos, logopela manhã(07:00), uma volta higiénica de 21 kms. ao longo da barragem de Vilarinhodas Furnas, junto à geira romana, aos marcos miliários, internando-nos pelomagnífico bosque de carvalhos, ascendendo à Portela do Homem, invertendo amarcha em torno do antigo posto fronteiriço espanhol (perdon, gallego :-) eretornando à "base", tudo num ritmo muito tranquilo bem contido dentro doscivilizados limites aeróbicos porque os inevitáveis exageros estavamprevistos só paradepois. Foram dos melhores momentos que já passamos em cima de umabicicleta.Já conhecíamos o percurso de carro, mas, assim, é completamente diferente.Esteaquecimento prévio permitiu-nos, por outro lado, logo na primeira ascensão àCalcedónia, imprimir um ritmo forte que só a Bete (tinha de ser, não é :-),e o E. Dias conseguiram superar...MOARAEra a camisola oficial da incursão by Vila Nova de Famalicão. Se emPortalegre, eles já eram muitos, aqui eram milhões :-)). Era vê-los alançarem-se como doidos pelas descidas abaixo, capitaneados por um camisolaamarela que gostava sempre de estar à frente embora, nas subidas, claroestá, se tenha rendido às evidências, é que contra factos não há argumentos;-)APOTEOSE EQUINAO momento alto (não só por estarmos à cota máxima) da incursão teve,curiosamente, que ver com cavalos e não com bicicletas. O Miguel "k2"Sampaio (quem senão ele) chegou à Pedra Bela montado num lustroso garranoalazão quetinha alugado umas centenas de metros atrás com o seu reluzente capacete e amochila às costas, foi a apoteose! De resto quem conhece o "k2" sabe bemque, com ele, "tristezas não pagam dívidas". Que o diga o E. Dias que subiua penosa "Pedra Bela" com ele, na cauda do grupo, e de forma mais repousadamas que admitiu cansar-se mais assim do que se fosse na frente a puxar, éque, subir um desnível daqueles, mesmo que lentamente, sempre a rir não énada fácil :-)).SUPLÍCIO NAS BRASAS E RIQUEZA BOTÂNICAO almoço constituído por febras e entrecosto grelhados foi efectuado àsombra de um magnífico e centenário carvalho que, apesar da "distracçãogastronómica" não passou despercebido aos mais sensíveis, de resto e, apesarde bastante adulterado o "Parque Nacional da Peneda Gerês" ainda é ummagnífico cenário natural. O suplício teve que ver com a circunstância de afome ser grande, as febras cheirarem estupendamente mas de a subida e ocalor que se avizinhavam recomendarem prudência, contenção e parcimónia noapetite que,ficou frugalmente confinado a uma febra, duas fatias de pão e uma laranja:-((UM LEVE AROMA A "LOUS@"No percurso efectuado junto à barragem da Caniçada de nascente para poentesurgiram alguns troços descendentes, bem internados na floresta, quesugeriram, por vezes, o saudoso passeio da Lous@ se bem que o grau deinclinaçãofosse, substantivamente, inferior (Vila-Nova só há um :-) o tipo deterrenos, as dificuldades descendentes e o "comportamento do público",assistindo às agruras dos descendentes,assim nos sugerem esta comparação, sobretudo numa dada passagem para algunsincautos que viraram à esquerda quando deveriam de ter seguido, de formamaistranquila, em frente. As respectivas fotos deverão abundar por aí não tardamuito...TOP-TEN AUSENTEA ausência de boa parte do restrito e habitual top-ten trepador da V@ nestepasseio deuazo a que pudéssemos andar nas "posições cimeiras" nas duras e selectivassubidas o que nos dá sempre uma certa satisfação. De salientar a semprediscreta e eficaz prestação do Pedro Brites que, de forma quase sorrateira,consegue estar sempre entre os primeiros.CALCEDÓNIA, PEDRA BELA, VARGAS-FAFIÂO, SALAMONDE e RIO CALDO-VILARINHOUP-HILL'sParece que o síndroma leiriense (BRITES, Pedro, "Acção Psicológica paraCiclistas", Leiria, 1.ª edição, 2001) se alastra nesta lista. Então não équetínhamos lido por aí algures, qualquer coisa do género: "o passeio vai serduro mas não vai ser tão duro como o de Portalegre". Com as ascensões comoas que dão o título a este breve capítulo até dá para rir(http://www.ventonorte.lidernet.pt/btt/btt_actividades/arealizar/geres_velocipedia_08-09-2001/geres_velocipedia_mapa_08-09-2001.htm )... A primeira emasfalto se bem que dura foi apenas um aperitivo mas que fez muita "mossa" emvirtude de ser a inicial (abençoado aquecimento galego). A da Pedra Bela, apartir das Caldas doGerês, em terra, tinha "só" seis intermináveis quilómetros misturados comuns ganchos demolidores. A terceira,sendo afinal a mais suave, coincidiu com a altura de maior calor e com ogrelhado a meio. A quarta, embora em asfalto, era arrasadora, ligava oparedão da barragem de Salamonde, lá embaixo, à EN 103 (Braga - Chaves), cáem cima, e a quinta era"extra-concurso" e tinha "somente" 14 kms. em asfalto sendo que boa parteoptou pela "navette" que a organização providenciou.PARAÍSO DOS DOWNHILLERSSe as subidas eram de respeito absoluto as descidas eram proporcionais, umasmais técnicas e lentas como a que baixava do antigo povoado da Calcedóniapara a estrada de leva às Caldas, outras mais rápidas como a interminável daPedra Bela para Ermida. Nesta era ver as jerseys azuis celeste por aí abaixo a ultrapassar carros com os ocupantes boquiabertos: nunca tinham vistonada assim.PANORÂMICASEstupendas, como é óbvio, mas amplamente desperdiçadas, é que qualquerdistracção naquelas descidas era a morte do artista, de resto a ambulânciada Cruz Vermelha de Terras de Bouro fazia parte do trem da organização e,felizmente, serviu essencialmente para transportar bicicletas avariadas oude ciclistas extenuados...O REINO DO SINGLETRACK OU A OPORTUNIDADE PERDIDA DE MBO Miguel Barroso, que se "pirou" da incursão logo em Salamonde (noblesseoblige) perdeu o melhor da incursão que foram a sucessão de single-trackspelo meio dos lugarejos que bordejam a Caniçada e onde a exigência técnicaera muito elevada e que também não se compadecia com contemplações bucólicasdos lugares, gentes e costumes por onde se passava. Decididamente opedestrianismo ainda é a melhor forma de fazer turismo...O MASSACRE DOS INOCENTES (parte 2)Em Portalegre "levámos" com a rota do contrabando como vingança por causa daLous@. Aqui "levámos" com a travessia de um milharal e de uma praia fluvialna Caniçada com a bicicleta ao ombro para se vingarem de Portalegre. Como opovo coimbrão não foi a um nem a outro que se trama com estas vinganças sãosempre os mesmos :-))MÁQUINAS DE SONHO OU DE PESADELO (cruzada fundamentalista :-)No final da passagem junto à barragem da Caniçada tivemos de transpor umacancela com as bicicletas a serem passadas à mão. Às páginas tantas, estandonós a ajudar os demais, recusamo-nos a agarrar mais FS's, é que já nãopodíamos mais, tal era o peso que tínhamos que suportar. Cada uma era maispesada do que a anterior. Ao jantar percebemos a filosofia antagónica querege um lado eoutro desta contenda, enquanto nos diziam que, apesar do peso superior,"tudo se sobe"nós contrapusemos que, apesar da falta de molas, "tudo se desce".Decididamente ele há gostos paratudo!SUBIR EM "PESADO"Embora membro de pleno direito do referido top-ten, o E. Diasdenotou uma notória falta de ritmo em virtude estar parado há muito tempopor lesão ealternou, no "Xures", naturalmente, entre o bom e o mau. Na subida "extraconcurso" de 14 kms. entre o Rio Caldo e o Parque de Campismo deCerdeira tendo exagerado ao pretender acompanhar o ritmo da "nossamedalhada" teve de parar a páginas tantas. Qual a nossa surpresa quando ovimos passar, momentos depois, agarrado ao camião que transportava asbicicletas (desculpa lá, ó ED, mas agora vão ser para aí uns 15 dias a ouvirpiadas, embora saiba que vou pagar isto bem caro em futuras subidas :-))É ESSE O ESPÍRITO LUÍS!O Luís Mendes é um dos mais recentes colisteiros e disse presente ao "Xures"apesar de morar em Almada. Foi curioso observar o seu comportamento: semlicra, sem XTR's, sem suspensão, com um sorriso enorme e genuíno nos lábiosapesar das enormes dificuldades do traçado e ainda com tempo para parar ameio das descidas, candidamente tirar fotos e comprar potes de mel queguardou na sua mochila. Estupendo, é esse o espírito Luís!PERSUASÃOConseguimos convencer alguns ciclistas mais renitentes a efecturem os 14kms. de subida "extra-concurso" entre o Rio Caldo e o Parque de Campismo deCerdeira, ligando a barragem da Caniçada à de Vilarinho das Furnasdesprezando, dessa forma, o camião posto à disposição pela organização parao efeito. Alguns, a atestar pelo estado em que chegaram e pelo tempo quedemoraram, foram o caminho certamente a rogar-nos pragas. Meus amigos: SãoBento da Porta Aberta exige penitência absoluta 0:-)SLB À MODA DE FAMALICÃO (dos lados do Cartaxo)O Pedro "Indy" Ribeiro apesar do sotaque nortenho bem afinado não conseguedisfarçar que é um "mouro" sub-repticiamente infiltrado por via matrimonialna sociedade famalicense :-)). Então não é que, no final, após o duche, elenos aparece com um boné do Benfica? Mas, pelo sim, pelo não, o boné eraazul..."XURES" Vs. ESTRELAO enorme desnível acumulado (que pode ser observado emhttp://www.ventonorte.lidernet.pt/btt/btt_actividades/arealizar/geres_velocipedia_08-09-2001/geres_velocipedia_altimetria_08-09-2001.htm) apesar de serefectuado a altitudes mais baixas do que as que encontramos na Serra daEstrela leva-nos a pensar se a dureza aqui não será maior do que naqueleParque Natural. Conhecendo um lugar e outro e, apesar de termos falhado osmíticos "carris", quase que apostaríamos que sim.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

quinta-feira, 23 de agosto de 2001

Ritornatto da S.P.Q.R.

HelpO que é bom acaba-se prontamente!Estou de volta e com mais energia (embora sem pedalar por uma semana). Oexercício resumiu-se ao "urban treking" pela Cidade Eterna o que, não sendo nadade especial em termos aeróbicos, permitiu contrariar os desiquilíbrios calóricospróprios das férias sobretudo quando a "pasta" sabe maravilhosamente :-).Deixem-me que vos diga que assim se constata claramente que o ciclismo é umaactividade desportiva bem melhor para o corpo. Se a resistência física eraelevada e permitiu enormes e impensáveis quilometragens em turismo pedonal, já oimpacto sobre os pés e as articulações foi de tal modo que tive de efectuar umdia de pausa repousante a meio das férias.Quanto à actividade velocipedia transalpina, independentemente de uma série desites de grande qualidade que irei compilar em breve e vos transmitirei, deixemdizer-vos que, existem muitas bicicletas em Roma (não tantas como a imensidadede Florença que não visitei desta vez mas que me recordo de 99). São bicicletasvelhas e de baixo valor, como tal adequadas a ficarem estacionadas com umsimples cadeado ao sinal de trânsito. São bastante indicadas para circular nazona histórica (Roma Central) ainda que não hajam, nesta zona, ciclovias mas têma vantagem de poderem circular nas zonas pedonais. O tráfego automóvel é, àsemelhança do nacional, bastante feroz e hostil e a presença de inúmerasmotoretas garante uma má qualidade do ar sobretudo se aliada ao calor do verãoromano.Ao fim de semana vê-se muita gente em BTT (uns a rigor) e em roda fina.Presenciei um acontecimento curioso: um indivíduo que, no domingo, pedalava,perto do "Circo Maximo" na faixa dos "eléctricos" e que, mesmo à minha frente, acurvar, em lugar de continuar pela zona inter carris resolveu "cortar" o ânguloda curva.Estão a ver o resultado? Tive de o ajudar a levantar-se pois a raspadinha noasfalto foi forte: "Grazie, lei e molto gentile!" enquanto eu o aconselhava a"andare pronto al hospedale". Um erro infantil, de consequências abrasivas,ainda por cima com uma roda fina.Duas revistas, uma de pior qualidade chamada "mountain bike", outra de grandequalidade, a "bici da montagna" (que evoluiu bastante desde 99) e de que vosdarei conta posteriormente. Ainda dois títulos de "roda fina" de que não fixeios nomes...

domingo, 15 de julho de 2001

Ota e "Porém, ela sobe!"

Sábado de manhã em Ota, 30 kms. na serra, com visão para Montejunto e para aplanície que vai ser aeroporto. O tempo colaborou estando quente e semsol...Local bonito com alguns trilhos técnicos de eleição e deixando o apetitepara Montejunto (que terá lugar num destes dias).O grupo era restrito e de qualidade: os nossos amigos de Olhalvo, Alenquer,o Luís "Duracell" Parreira e o Miguel "Baboso".De resto o tema do dia foi mesmo a nova máquina barroseana. Aqui ficam poisas minhas impressões:estética *****Discreta e pura, no seu tom cinza mate, com o seu duplo triângulo e asugestão visual de uma hardtail clássica a que se acrescentou um amortecedorpor debaixo do tubo traseiro, só não gostámos do "verde radioactivo" dasmanetes Magura que chocam um pouco com o conjunto."guts" *****Tendo sido montada "a la carte" é natural que recolha as cinco estrelasmuito embora pudéssemos ter efectuado opções diferentes. A Pace, ao bomestilo da Marz, parece comer tudo o que encontra a descer, os XTR's, osLouise a darem a confiança necessária a travar, etc.Teria preferido uma forqueta ar/óleo mais leve, mas isso são opções pessoaise o que é certo é que o conjunto é bastante leve. O MB deve ter gasto alguns40 contos em tudo, ou até mais :-)), conferi vós mesmos emhttp://www.phneutro.com/barroso/superlight.htmeficácia TT ****Ficámos agradavelmente surpreendidos com o desempenho do MB (aincompatibilidade pedalística impediu-nos de testa-la) a descer muitorápida, a que não será alheia a Pace de 100 mm a molas (parecia queestávamos parados) e subiu muito bem estando entre as máquinas mais rápidas.A ausência de uma quinta estrela deve-se a ter um amortecedor atrás :-))Não há dúvida que estas máquinas FS de XC são uma verdadeira alternativaquando os terrenos são difíceis, só penso mesmo que são penalizadas quando énecessário sprintar e se sente o efeito de molejamento. Talvez daqui a unaanos me convençam, no entretanto, continuo a adorar o modo como a CnnndlF700 trepa a montanha quando me encontra num dia inspirado como ontem ;-)...Adiram aos "Desafios do Lis II" no próximo sábado e passem um bom dia deciclismo na montanha...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

terça-feira, 5 de junho de 2001

Alvalade-Porto Covo - Aventura no Teneré

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Lá fui, no domingo 03JUN01...Saí de casa às 07:00 e cheguei a Alvalade às 08:15, agora que a A2 já (aindasó) ultrapassa Grândola tudo é mais simples, mais fácil e não é necessárioultrapassar a velocidade legal...Aí chegado e apesar de ainda estar nublado besuntei-me com o protector solarfacto que me saiu bem caro pois este foi o passeio mais poeirento que algumavez efectuei. De resto o cenário era interessante: para cima de uma centenade ciclistas bastante heterogéneos onde se viam desde adolescentes aciclistas de terceira idade, desde máquinas leves de cross-country a chaçosda mercearia do Belmiro sem apertos rápidos nas rodas (se a coisa fura serápelo menos 1/2 hora de trabalho :-)...Só o espírito de todos é que era o mesmo...Na partida, como tinha ido rolar um pouco nas ruas de Alvalade para aquecertive de ir atrás do pelotão pois já tinham partido. Azar dos Távoras, tivede "gramar" a primeira das zonas arenosas atrás de quase todos o que foimuito complicado já que não se podiam escolher as trajectórias nem avelocidade mais adequada para circular nas zonas arenosas e teve de sedesmontar amiúde.Desta forma, no primeiro reagrupamento instalei-me na cabeça e procurei nãosair de lá mais pelo que fui sempre seguindo na frente ou perto da frente.As zonas arenosas foram quase todas percorridas em alta rotação de pedais(não de rodas ;-) e, salvo raras excepções, não houve necessidade dedesmontar. De destacar os inúmeros planos de água e os espectacularesarrozais...O problema era mesmo o pó, parecia que se tinha levantado uma névoa. Oresultado na minha pele foi incrível: a poeira aderiu à pela devido aoprotector solar e parecia, tal e qual um ciclista do campeonato de XC (videfoto no web site sobre a incursão) as zonas protegidas (olhos, testa, mãos)permaneciam brancas e o resto estava bem escuro o que provocou o espanto demuitos turistas ao chegar a Porto Covo. De resto não há protector solar maiseficaz do que esta estranha mistela, os UV's não penetram um milimetro...O passeio é bastante plano, embora com as elevações típicas do montado e osinevitáveis ruminantes bovinos (private joke ;-) com um dia nada quente oritmo era simplesmente diabólico, de tal forma que, na segunda pausa, nabarragem de Campilhos, os últimos chegaram quase meia-hora (!) depois. Deipelo Lança (que como membro da organização os acompanhava) a desabafar: "euainda os tento convencer a enfiarem-se no jipe, mas nada feito!" :-) ostipos, mesmo, de rastos faziam questão de irem até Porto Covo! Deixa lá,Lança, pelo menos a enquadra-los aquele ritmo fizeste uma travessiatranquila :-))Aos 50 kms. depois de se passarem os últimos montes avista-se o mar: azulmarcando o horizonte e mostrando a descida, bastava apenas rolar até ele(depois de vencer mais areia)...Fotografia da praxe no Pessegueiro e rolar diabolicamente até Porto Covo nãosem antes vencer a parte mais interessante: a enseada onde ancoram osbarcos, mesmo por meio da água salgada (preia-mar) e subir a curta masinclinada rampa até à vila.O banho foi coisa para meia hora, não era caso para menos, nunca estive tãoimundo na minha vida!... A saída da cabine de duche dei com uma fila enormede ciclistas à espera. Tem vantagens rolar-se mais rápido :-))A incursão é extremamente interessante e nada fácil em função dos solosarenosos que exigem um boa técnica de abordagem (alta rotação com umarelação baixa) e boa forma física pelo que o baixo desnível acumulado éenganador: são 62 kms. em que uma percentagem considerável é passada a lutarcom a areia, ufa!...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 20 de maio de 2001

De Almada a Setúbal e regresso por 90 eurocentimos...

Um dos meus desideratos velocipédicos foi superado hoje: ligar os estuáriosdo Tejo e do Sado por asfalto e regressar.Foi a viagem mais barata que fiz entre as duas cidades (Almada e Setúbal) jáque só gastei 180$00...que foi o preço de uma excelente e regionalíssima"Torta de Azeitão" degustada na "mui nobre" vila do mesmo nome a caminho deSetúbal (é verdade fui com o Rui Sousa e tinha de recompensá-lo de algumaforma :-)...Nas asfálticas (uma "legítima" e outra "convertida" pela adopção dos bemadaptados Hutchinson 26x1.0) saímos cedo: 08:15 e, como era domingo, haviamuito pouco trânsito pelo que tudo correu pelo melhor e as povoações iamficando para trás enquanto um diabo esfrega um olho: Corroios, 10 minutos;Cruz de Pau, 20 minutos, Casal do Marco,30 minutos e Azeitão 45...Seguiu-se a torta e ascensão às Necessidades (por norte, relativamentefácil) e a descida vertiginosa. Após a Aldeia Grande, frente à capela de S.Luís viramos para a direita e descemos até à Comenda e entrrámos em Setúbalpela estrrada da Figueirrinha com uma magnífica visão estuarrina - soberrbo.Implicou mais quilómetrros (5) e mais subidas, mas merreceu a pena. De factofiquei trremandamente imprressionado porrque chegamos ali "enquanto o diaboesfrrega um olho" isto é muito deprressa...43 kms. em 87 minutos a uma média de 29 kms. hora nada mau uma vez que fomosa "meio gás" e contámos com algumas subidas...O regresso, sempre pela EN 10 foi um pouco diferente: muito, mas muito maistrânsito automóvel (o asfalto não me convence realmente por causa disso...)e as bermas impróprias para uns 700x18 a determinarem rolar pela faixa derodagem o que aliado à densidade de carroçarias motorizadas, para além dosodores sulfurosos, implicam algum constrangimento.Por outro lado, o relevo faz-se mais sentir de sul para norte, sobretudo aascensão às Necessidades agora já ao nível de uma "3.ª categoria" e a pedirempenho redobrado... Depois as ultrapassagens constantes das duas rodas (com100 cavalos, leia-se :-) a rugirem os seus escapes. Como pormenor pitorescoa ultrapassagem do RS a um triciclo motorizado após o desvio da Rasca ePicheleiros, após a Aldeia Grande no início da ascensão, afinal de contasnem só de tractores vive o homem :-)...O calor apertava e a postura "antinatura" de uma asfáltica (literalmentedeitado sobre o tubo superior) a implicar uma paragem extra programa nasPaivas em virtude do incómodo lombar que se tornava já doloroso (tenho decuidar desse pormenor em termos de preparação física) é que a postura emcima de uma BTT (sim, afinal eu não sou um "bicho do asfalto") é maisbenovelente.Sem embargo 5 minutos bastaram apenas para tudo ficar "como novo" e oproblema desaparecer como que por milagre.Saliente-se ainda que tudo o que se locomovia sem o recurso a um motorauxiliar foi por nós ultrapassado o que demonstra que não foi propriamenteum tranquilo passeio matinal. A "técnique de peloton" permite gerir oesforço sobretudo com o vento quase frontal como no regresso mas ainda assiméramos apenas 2.Resultado 38 kms com a mesma média o que foi algo decepcionante se tivermosem conta que não usamos, no regresso, a estrada da Figueirinha...E o baptismo nos furos de "roda fina": um buraco, já no Laranjeiro,praticamente a chegar a Almada, quando seguia atrás do RS (e apesar do avisodeste) a morder a câmara de ar do pneu traseiro, o que é mais engraçado éque não dei por nada...é verdade, só umas centenas de metros adiante é quesenti, nalgumas zonas onde o asfalto era mais irregular aquela sensação deinstabilidade típica dos furos na traseira é que olhava para o pneu e tudoparecia normal - aquilo é de tal maneira fino que não se vê o pneu a sairdebaixo da jante e a moldar-se ao asfalto. E esta hein? Até deu para chegara casa, lentamente e com o peso deslocado para a dianteira...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

segunda-feira, 14 de maio de 2001

Portalegre, Janela Indiscreta

FavasAo que parece ninguém gostava do dito vegetal mas ninguém o deixou escaparao almoço: a fome é, indiscutivelmente, o melhor dos cozinheiros..."O que eu gosto é disto"O grito de guerra, desta vez, não ecoou nos vales pedalados, mas bastava vera cara do Manuel Vilela e dos "ases" para se constatar, facilmente, que afrase tem todo o fundamento...Raios te PartamVerdadeiro especialista a partir raios o Luís "Duracell" Parreira não se fezrogado e quebrou nada mais, nada menos do que três o que o torna umaautoridade na matéria...HormonasNa foto de família, à saída, a compostura dos participantes foi alterada porum singelo facto, uma jovem e formosa portalegrense cruzou o passeio entreos fotógrafos e os fotografados e não pode de se deixar de ouvir um "oh!"colectivo, razões hormonais parecem estar na génese de semelhantefenómeno...Contrabando de bicicletasA entrada furtiva pelo reino de España foi bastante interessante, o problemafoi mesmo a reentrada na República, autenticamente "a salto" a carregar abicicleta às costas por locais onde, anteriormente, se passavam, pela caladada noite, as sacas de café, valeu a paisagem...Martelo PneumáticoIrritante a entrada na bonita Alegrete com um martelo pneumático, em plenosdomingo e Parque Natural a arruinar o ambiente..Arquitectura TradicionalIgnorado o martelo a passagem pelo interior de Alegrete revelou-nos umaterra fantástica com uma arquitectura tradicional e com os já habituaisrostos espantados dos transeuntes...Delta AcimaA subida "facultativa" ao ponto mais alto da serra revelou-se uma pragmáticaconstatação, a Shimano tem de criar um 20x36 já que a inclinação era tantaque só com muito empenho se conseguiu chegar à famosa "borbulha", como serácom o Angliru?...Delta AbaixoA descer destaque para o Opel Corsa que impediu que as velocidades pudessemser ainda maiores, 78 kms., ainda assim é muito para um velocípede..."São pássaros, Senhor!"Não houve consenso quanto à identificação das aves de rapina de enormeenvergadura que descreviam círculos por cima do local de piquenique junto àRibeira de Arronches, águias juravam uns. Para mim eram abutres em torno dorepasto das favas ou na mira de algum ciclista que se pudesse perder alguresna serra ou secumbisse ao esforço...EscoltaTratamento VIP é o mínimo que se pode dizer da escolta policial no arranquee na volta em Portalegre, não é todos os dias que se circula com batedoresda polícia a abrir caminho...Queda "hardcore"A do Eduardo "o Mouro" Dias logo à saída de Portalegre em cima do duro chãoe o levantar pronto e olhar de desdém para quem lhe perguntava se estavabem, se lhe doía alguma coisa ou se precisava de ajuda - é assim mesmo -ciclista não cai, desmonta dos modos mais inusitados...Agradável ConfirmaçãoO Parque Natural é estupendo, já o suspeitávamos, tivemos a confirmação -cheiros e paisagens mediterrânicos, leve ocupação humana perfeitamenteenquadrada no ambiente e aquela visão inolvidável no topo de S. Mamede, 5estrelas ambientais...Festival da CaçãoNo jantar final sobressaíu a receita tradicional da "Sopa de Cação" e, atéeu, que pensava não gostar do dito cujo, comi e chorei por mais. É quedetesto vinagre mas a que serviram não sabia nada ao execrável condimento...Castigo dos LombaresSe na Lousã o "castigo" foi bater o record de quedas, em Portalegre constouem massacrar os lombares a subir a penha que faz fronteira entre os estadosibéricos com o velocípede às costas, infelizmente o "culpado" povo coimbrãonão apareceu e assistiu-se, apenas, ao massacre dos inocentes..."Famalicom"A bonita cidade do norte de Portugal trouxe (e ainda bem) até Portalegre umaautêntica "armada". Pelo seu apetite ao jantar desconfio que terãoaprendido, na prática, que o Alentejo não é só planície ;-), a "vingança"servir-se-à fria na Serra do Gerês...A "Serra"S. Mamede é bem duro de roer, contabilizei para cima de 12 quilómetrossempre a subir fortemente, ainda por cima em caminhos difíceis - foi umautêntico desafio, digno da "Serra"...(to be continued...)