terça-feira, 4 de fevereiro de 2003
Dilúvios & Estafet@, Lda. - Respostas várias
Assunto 1 - Batem Leve Levemente Como Quem Chama por Mim...De facto a chuva é o tema dominante. Com o decorrer dos meses vou-meaburguesando velocipedicamente, senão atentem nestes exemplos: Tento entrarem Monsanto para circular nos caminhos que o percorrem e deparo logo com umenorme lamaçal. Paro e perante a imensidão do barro e a bicicleta imaculada,opto por desistir e pegar na bicicleta roda fina e ir para as magníficas edesertas estradas que percorrem o maciço calcário da Arrábida. Andar emcertos locais em BTT com este tempo e terrenos é sofrer (longe vai o tempodo "mud wrestling" de um Sintra-Mafra com passagem pelos grandes lagos.Poupa-se imenso o material, diminuindo o valor da próxima factura nabicicletaria e retiramos mais prazer do ciclismo.Assunto 2 - O Trekking como forma de recuperação activaDo que eu e o Rui Sousa não nos livrámos, no passado domingo, foi de umautêntico dilúvio em pleno maciço da Arrábida em plena actividade detrekking até ao seu ponto mais alto o Delta Formosinho, só acessível a pé,ou de heli. Em plena ascensão avistamos vindo de SW, uma segunda visão dodilúvio. Mais uma vez o "Agu Secco" (passe a publicidade) mostrou ser amelhor invenção desde o pão de forma e o Isotónico em pó. Se a istojuntarmos umas calças quase impermeáveis e umas botas de montanha revestidasa Gore Tex diremos que estivemos como escafandrista em scubadiving sobretudose compararmos com alguns companheiros de jornada iniciclamente sorridentesem fato de treino de algodão.Assunto 2 - Estafet@, statv qvoO testemunho ainda não saíu de Évora por culpa dos meus afazeres. No entantotem de seguir viagem, inevitavelmente. Assim sendo e tendo em consideraçãodois factores: o estado do terreno e o facto de há muito não termos umaetapa asfaltiana acabei de propor ao Cláudio Nogueira que a mesma sejadisputada em asfalto para a roda fina em que as estradas alentejanas, a umtempo desertas e rolantes possam ser o palco priveligiado para fazer aentrega em Montemor o Novo a Delfino Santos do nosso testemunho.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
domingo, 2 de fevereiro de 2003
Praxe Saloia
Assim se pode caracterizar a "tranquila volta cicloturista" por terras deSintra e Mafra conduzidas pelo "calmo" Fernando Carmo.Parece que testámos todas as subidas da região com especial destaque para o"inocente engano" que nos fez descer "lá abaixo até ao Magoito" e ter de otrepar "fosse de que modo fosse".Pior só mesmo o "Teste da Cabrela" a ser terminado aos "Ss" por "especialconveniência de serviço".Passagem pitoresca pelas feiras saloias de Almoçageme (onde encontrei umconhecido cidadão leitor que quase não me reconheceu com trajo velocipédico)e São João das Lampas onde também fizemos aguada.Acabou por ser um simples passeio de amigos que até contou com a presença deum convidado especial deportado do "Circo Coimbra" para a Grande Lisboa eque dá pelo nome de Pedro Santos a quem, desta vez por ser um passeioasfáltico, não vi a roda da frente da sua Cinelli "di colore rossa" no ar.Os outros eram, além deste vosso humilde servidor (Cannondale SaecoRéplica), o anfitrião FC , o Cláudio Nogueira (ambos em BH, respectivamenteOquina e Ventoux) e o Rui Sousa (Trek Carbon).Deu para constatar alguma subida de forma embora nas subidas mais exigentestenha tendência a deixar escapar o "grosso do pelotão". Sem embargo foipossivel vencer todas as duras ascensões.No final 76 kms. terminados a subir à média de 23,5 kms./h e despendendo2950 KCal. com intenso recurso ao Isotónico e às barras de "comida depássaros".No próximo domingo temos a Estafet@ (20.ª etapa) entre Montemor e Arraiolos(e regresso - 65 kms. de BTT) a merecer a nossa melhor atenção.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
quarta-feira, 15 de janeiro de 2003
Desporto Radical? Ou talvez não!
Também não acho que o XC possa ser entendido como "radical" strictu sensu.Concordo que pouco mais é do que ciclismo "fora de estrada".Ainda assim convirá definir exactamente o que é radical. O étimo surge dolatim "radicale", ou seja relativo à raíz de algo. Neste caso à essência ouao fundamento de algo.É claro que o termo evoluiu semanticamente e do "radical" aplicado àpolítica, ou seja àquele que pretende reformas absolutas ou umrevolucionário passámos ao desporto radical que nos habituámos a identificarcom uma série de desportos "novos" (por oposição aos clássicos) geralmentevoltados para a natureza e/ou aventura envolvendo geralmente um razoávelperigo potencial.Deste deste conceito podemos identificar fenómenos como o paraquedismo,parapente, rafting, etc.Tomando este conceito como correcto então talvez que o DH ou o 4X estejammais perto desse objectivo do que propriamente o XC.Sem embargo o acto de se pilotar uma bicicleta envolve, só por si um perigopotencial, como tal pode ser considerado radical. O XC envolve algum tipo dedescidas técnicas com perigo e o próprio ciclismo de estrada velocidadesrazoáveis em descida de estradas de montanha sinuosas (já para não falar dacompanhia indesejável de automóveis). Para além disso o forte exercícioaeróbico e a elevada exigência de forma física que envolvem o ciclismotambém o poderão empurrar para essa desiganção.Algum do fascínio que envolve o fenómeno velocipédico resulta de um mistodestes factores.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
sábado, 28 de dezembro de 2002
O último sábado de 2002 - A Irmandade das Bicicletas
Posso admitir que o Tróia Sagres do ano transacto foi a incursão ciclistamais dura da minha carreira amadora.De facto nunca tinha terminado em semelhante desgaste nada antes.Ficou, todavia a sabedoria para que, em 28 de Dezembro de 2002, corrigisse oque tinha corrido mal e tudo tivesse sido diferente.O resultado foi eloquente: cheguei a Sagres com menos uma hora de percurso ecom muito menos desgaste.Vários factores contribuiram para isso: o vento que se não notou e a correrde NW, o dia primaveril, a ingestão sistematica de calorias e, acima detudo, o ciclismo gregário - não há nada como rolar em grupo!Ao contrário de 2001 não pedalei sozinho por um único instante, embora nos50 kms. derradeiros o grupo tenha ficado reduzido a um dueto.FACTS AND FIGURESNo final o ciclometro marcava 07:10, 204 kms. e uma média ligeiramente acimados 28 kms. (quociente de exagero narrativo não incluído :-).BOREAS VERSÃO LIGHTO vento em ciclismo de estrada é um factor decisivo. Vejam-se os resultadosobtidos no ano transacto e os deste ano em que o perturbante SW foisubstituido por um sempre agradável NW em versão light. Imagino que com umaforte nortada os records possam ser de novo pulverizados.(IN) DISCIPLINARolar em grupo é agradável e, sobretudo, rentável. Mas o que dizer de quemdesperdiça esse capital por não saber ou não querer tacitamente aderir a umadisciplina gregária básica? Basta rolar uns atrás dos outros, a um ritmoconstante, alternar na cabeça do pelotão, sendo que o primeiro caí, aespaços, para a esquerda e o segundo, mantendo o mesmo ritmo, naturalmenteassume essa tarefa? Já para não falar de algumas espécies parasitas quenunca descolam da aspiração grupal.PROBLEMAS COM A BEBIDA AFECTAM TERCEIROSAproveitei para acompanhar pelo máximo de tempo possível os que perseguiam orecord pois era uma forma de ganhar tempo. O pior foi o RS que deixouescapar a garrafa de água das mãos e esteve em vias de provocar um acidenteem cadeia. Não coseguiu tal intento mas esfrangalhou (adoro esta palavra) opelotão e poucos foram os que conseguiram recolar (felizmente salvei-me) maslarguei-os após Pinheiro da Cruz para segui-los apenas com a vista até S.Torpes.ELECTRÓLISEO calorie intake foi uma procupação dos mais prudentes (nos quais me incluo,modéstia à parte). Assim, qual receita clínica, a barra energética a cadameia hora e a bebida isotónica para refrescar repuseram as energias semgrande peoblema. No "Pão do Rogil" a sandes mista, que tinha a dimensão deum bocadillo ibérico, revelou-se um pouco excessiva e o recomeço foi algodesconfortável.PISTAS E CRATERASO asfalto alternou, este ano entre o melhor e o pior:. Tróia-Carvalhal - novo tapete excelente permitindo até uma berma reduzidamas segura.. Pinheiro da Cruz - Melides - razoável mas com alguns problemas. Melides - Sto. André - bom. Sto. André - Sines - excelente. Sines - desvio Porto Covo - piso excelente mas a largura e densidade detráfego da estrada a criar problemas. É um daqueles locais em que se devepedalar ao centro da via já que a passagem simultânea de dois automóveis euma bicicleta é algo problemática.. Desvio Porto Covo - Milfontes - em bom estado numa estrada com poucomovimento.. Milfontes - desvio Cabo Sardão - Estrada estreita e em mau estado comlargura e densidade de tráfego da estrada a criar problemas - devecircular-se a meio da via.. Desvio Cabo Sardão - desvio S. Teotónio - BTT puro e duro, embora commovimento escasso a busca de locais sem buracos torna-se uma obsessão peloque todo o cuidado é pouco. Desvio S. Teotónio - S. Teotónio - subida permanente mas quaseimperceptível a não ser pela diminuição intrigante da média, o piso tambémé mau.. S. Teotónio - Odeceixe - Algezur - Vila do Bispo piso em excelentecondição. Vila do Bispo - Sagres - Excelente mas deve rodar-se sempre pela berma porcausa da velocidade estonteante a que certos cidadão automobilizados por aítransitam.ASSÉDIO FLUVIALQuem tomou o ferry verificou que a quantidade de ciclistas era enorme. Umbom punhado deles fica pelo caminho, no entanto, será uma estatística queapenas será possível aos deuses elaborarem. Chegar a Sagres não estrá aoalcance da forma de todos.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
terça-feira, 12 de novembro de 2002
Suportes de tejadilho: O "Coeficiente de Cagaço"
O montar o suporte ao contrário não parte de nenhum tipo de opção emalternativa à posição "normal" mas tãosomente da circunstância de ser a única forma de se conseguir meter mais umaou duas bicicletas em cima da viatura por causa das perpendiculares dosguiadores.Assim sendo e como o seguro morreu de velho, o melhor é mesmo reforçar oapoio da roda traseira com uma fita suplementar, por via das dúvidas.Aliás, tenho para mim, que já tive alguns dissabores (embora nunca comgravidade) que se deve, tal como na construção civil e obras públicas ou naaviação, aplicar aquilo a que os engenheiros chamam de "coeficiente decagaço" ou seja aplicar sempre por excesso as medidas preventivas desegurança.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
quarta-feira, 30 de outubro de 2002
Maratona Extreme do meu canto
Penso ser unanime esta minha opinião: foi um sucesso e tudo concorreu paraisso! Aguardamos pois 2003.A organização, rapidamente esquecida a escassez de braçadeiras plásticas,esteve impecável e ominipresente, só faltando a helicópetragem para anomermos para Óscar. Nunca nossentimos desamparados, nem por um único instante, muito bem. Está pois deparabéns a "mocidade alportelense"...Quanto à meteorologia, melhor só de encomenda: sol permanente mas sem que atemperatura fosse elevada o que penalizaria as subidas.O ambiente natural ajudou com um excelente enquadramento paisagístico:montanha,ribeiros, sobrais, oceano como pano de fundo em diversos locais, pena que oritmo que todosimprimimos não nos permitisse uma contemplação mais tranquila.NÃO ME SIGA ANDO PERDIDO!Chegámos a S. Brás por volta das 07:00 e logo nos interrogámos: onde fica aconcentração? Nada melhor que seguir um carro com bicicletas que pelosvistos ainda estava mais perdido que nós. Foi o cabo dos trabalhos descobriro local, mas lá chegámos.SOMOS SÓ NÓS?Apesar da desorientação acabámos por ser dos primeiros a chegar. Cadê os250? Só cá estamos dez! O pior foi depois de regressarmos do pequeno almoço,eram inúmeros!CARAS CONHECIDASPedindo antecipadamente desculpa por omissões reconheci por lá além da"companhia de trem" (FC, RS e José Luís Carvalho) o grande João Pina (ele ésem dúvida a pessoa que já vi nos locais geograficamente mais dispares desterectângulo repúblicano), a "dupla fenomenal" (Orlando "bee" Vogado e Ruddi),José "integral" Sabino, Nuno Nunes, Guillaume Kuchel, etc. (eu disse quepedia desculpa por me ter esquecido de alguém, não disse? Então porque sequeixa?).THEY ARE THE CHAMPIONSO mais impressivo, contudo, foi, à partida ver as camisolas de campeõesnacionais (acho que só vi uma feminina e outra masculina) sinal claro que omeio da tabela esperaria por nós.CAROUSSELO relevo era eloquente. Regra geral subia-se até ao topo por estradões ecaminhos serpenteando montes perfumados para descer vertiginosamente até umribeiro cruzado o qual retomávamos a subida.FÓRMULA GSE* NO CALDEIRÃOEncarei a prova com pragmatismo. O relevo impunha muito desgaste aliado auma postura competitiva poderia comprometer o final (aconteceu assim commuita gente) daí a táctica ter sido a de manter um ritmo constante abaixo da"zona", evitar pausas, minimizar os reabastecimentos, evitar qualquer tipode "disputa de lugares" necessariamente efémeros em função da distânciatotal e apostar na reposição sistematica de energia e hidratação.Religiosamente a "comida de pássaros" era ingerida e o isotónico bebido, semesquecer a água, bem entendido. Tal postura aliada a uma aptênciaidiosincrática por distâncias grandes levou a que, algures entre o 1.º e o2.º reabastecimento o saldo de ultrapassagens se invertesse claramente a meufavor. No final quase 4000 KCalorias desgastadas.* - FÓRMULA GSE (Gestão Sustentada do Esforço, by Pedro Roque, todos osdireitos reservados)O REINO DA DESCIDASe 50% do trajecto foi a descer então, naturalmente, houve descidas paratodos os gostos! Single track inclinados e técnicos em abundância nos quaismuitos acrescentaram "alegria ao trabalho". Muitos sorrisos estampados nosrostos faltando apenas o "Grito de Guerra" entodado pelo guerreiro daLousada para o cenário ser quimérico.A INVERSÃO DA BESTAPouco populares parecem ter sido os "metros" que antecederam o 2.ºreabastecimento e no qual o montante se transformou em montada e a bicicletapassou a cavalgar o ginete. Ninguém gosta de carregar a bicicleta às costasé ponto assente...INCIDÊNCIASIncrível a quantidade de furos e também alguns precalços desde quedas aabelhas, a tudo escapei incólume, o dia correu-me bem.O MISTÉRIO DO CALDEIRÃOIntrigante parece ser o mobil da desistência de RS (acrónimo para o "mouroque se alimenta de bolos"), sobretudo porque naquele espaço rural nãoexistiam áreas de serviço. Talvez a análise do GPS permita esclarecer algo.:-DDA CAPPO54.º Lugar, entre 248 foi no final e, apesar do ritmo já não ser o de outrostempos, um comportamento meritório que V. Exas. ajuizarão melhor, bementendido, mas que me deixa satisfeito.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
domingo, 13 de outubro de 2002
Finalmente o relato do Camiño Português

Página do evento: http://www.geocities.com/caminhos_2001/caminoportugues.htm
Breve descrição da ciclo - peregrinação entre Barcelos e Santiago de Compostela que decorreu nos dias 21 e 22 de Setembro de 2002.
Nunca a diferença entre aquilo que é a nossa representação mental e a realidade esteve tão distante como ao percorrer este extenuante "CamiñoPortuguês" de Santiago.
Efectivamente foram cerca de 200 quilómetros árduos e penosos com peripécias, incidentes, altos e baixos (literalmente), água, pedra, momentos místicos, em suma a Peregrinação no seu expoente máximo. A companhia do Jorge Silva (JS) e do Rui Sousa (RS) foi de excelência, o entendimento perfeito.
Dificilmente poderia ter encontrado melhores companheiros de viagem, bem hajam!Hoje, não tenho dúvidas em afirmar: foi uma experiência inesquecível a todos os níveis:
- religioso, em primeiro lugar, porque, queiramos ou não, este é, acima d etudo, um acto de Fé;
- desportivo, porque a dureza física e a inclemência dos elementos constituem um desafio enorme;· paisagístico, artístico e cultural, porque o "camiño" é riquíssimo, seja em Portugal, seja na Galiza (muito mais daquilo que se poderia imaginar), pena foi que o tempo disponível tenha sido apenas o indispensável.
UMA BOUTIQUE DO OUTRO MUNDO
A passagem pela "boutique da Maia" (loja MaiaCycles) é sempre um "must". Mal entrámos (eu e RS) fomos logos presenteados com um afável "olha os mouros!", logo nós que iríamos em romaria a São Tiago, o "mata mouros". Lá fomos atendidos, três horas depois, apenas para substituir um cabo, magnífica produtividade a deste garagista :-D
A HOSPITALIDADE FAMALICENSE
Foi excelente e permitiu-nos, para além de um lauto jantar de "francesinhas", No Forever, bem entendido, abrigo para a noite em São Miguel de Seide,onde viveu o grande Camilo Castello Branco.
SAÍDA TEMPESTUOSA
Confesso que estava preparado para peregrinar à chuva. A análise da previsão, ao longo da semana, configurava uma temperatura amena e a possibilidade de aguaceiros. O pré-despertar, às 06:00, em grande parte motivado pelo ruído característico produzido pela inclemência da precipitação viria a arruinar as expectativas: a chuva estava para durar e os aguaceiros que, como sabemos significam, que o tempo estará normalmente seco e que chove de vez em quando, transfigurou-se, precisamente, no inverso. Neste primeiro dia, até cruzarmos o Minho em Valença, esteve a chover e, de vez em quando, esteve seco.
AS SETAS AMARELAS
Serão, porventura, a memória mais viva do "Camiño". Em Portugal elas são o único guia que dispomos e, na Galiza, perdendo esse monopólio em função do advento do azulejo azul com a Vieira amarela, ainda assim não deixam de ser indispensáveis uma vez que a azulejaria peca por defeito e, muitas vezes,não fora a seta amarela e estaríamos com o rumo desorientado, é que ir de bicicleta é bem diferente de ir a pé onde a velocidade é mais baixa e apostura menos rígida.
AS SETAS AZUIS E A GR 11
Em paralelo existem muitas setas azuis, em sentido contrário, indicando a direcção de Fátima. Este Caminho espontâneo é uma forma expedita de conseguirmos ligar Lisboa a Santiago. Pena que o projecto dos "Caminhos de Fátima" do Centro Nacional de Cultura continuem a marcar passo e o próprio e meritório primeiro "Caminho do Tejo" não tenha a divulgação necessária para que se torne um percurso vivo, como estes "Camiños" galegos.
Também a GR11por ali se cruza, em muitos locais, seja deste lado, seja do outro lado da fronteira ou seja, não existindo um caminho formal como o existente entre Tui e Santiago, é todavia possível o "Camiño" ser percorrido mesmo a partir de Lisboa, pese embora a inexistência de albergues.
ÁGUA E VERDE
Foi a constante deste lado da fronteira, recordo sobretudo a estupenda entrada em Ponte de Lima,: um largo, ao lado da estrada, com uma capela, uma latada repleta de videiras e, como que por milagre, surge o Lima, o jardim e a Marginal. De igual forma é notável a semelhança entre o Minho e a Galiza,uma espécie de continuidade geográfica, paisagística, cultural e até linguística.
AVANÇANDO APESAR DAS CONTRARIEDADES
A nossa determinação de avançar era grande, sem embargo as contrariedades eram inúmeras: desde logo a chuva constante e impiedosa, o terreno,naturalmente ficou, em muitos pontos, impraticável e noutros, sobretudo a descer, todo o cuidado era pouco pelo que a média, reflectiu-se baixando relativamente ao previsto. Assim, haviam três hipóteses de pernoita: a má,que era ficarmos por Tui, a boa seria em Redondela e a óptima, em Pontevedra. Ora, como o óptimo é inimigo do bom e tendo em conta as condicionantes à progressão referidas, conseguimos, com grande esforço e empenho chegar a horas a Redondela e aboletarmo-nos no estupendo albergue de peregrinos aí existente: moderno e acolhedor a um tempo.
No segundo dia estive a um passo de ficar por Pontevedra e aí esperar que os companheiros de viagem completassem o "Camiño". Efectivamente ao entrar em Pontevedra, numa lisa estrada em asfalto o pneu traseiro esvaziou completamente e num único fôlego. A parede lateral havia rompido,deficiência clara do material porque, paradoxalmente, o piso estava praticamente novo. Fiquei algo desesperado até porque era domingo e todo o comércio estava fechado. Já me estava a ver a "morrer na praia" e enquanto se congeminava uma solução expedita que não me agradava uma vez que estávamos ainda a 60 kms. de Santiago de Compostela e com maus pisos por diante apareceu um companheiro galego em bicicleta que por ali passou e que, com aquela solidariedade que só os ciclistas conhecem me arranjou um velho pneu e que permitiu concluir a jornada, 62 quilómetros adiante.
Foi como se o anjo da guarda nos tivesse valido.
segunda-feira, 7 de outubro de 2002
Vem conhecer o Bigodes - primeira sequela
Depois deste excelente texto "Indyano" fico com mais tempo de sobra para asactividades públicas que me assistem e evito grande prosa.Sim senhor!Só acrescentaria:MIKE "RUDDI" TYSON E O "SPEAKER"O Ruddi apresentou após um encontro imediato com o soalho, na parte maisacidentada do percurso, um facis semelhante ao mais famoso pugilista. Agorapodemos até zombar mas, na altura, não achámos piada nehuma. Se a queda já eas consequeências já são suficientemente desmoralizantes, o que dizer de uma"ave palmípede" que não paráva de grasnar que o mouro estáva no chão, não hápachorra :-)"CEMITÉRIO DOS MOUROS"Indicava a chegar após ascensão de 15 kms. a S. Leonardo de Galafoura. E oséquito que se deslocou desde o Norte de África até ao Sul da Galiza sofreuuma hecatômbe: O Navid, na sua candura, fez 450 kms. pelos caminhos dePortugal durante a madrugada e apareceu com a sua habitual bicicleta ultralight, trajando o seu "Training Suit" abrilhantado com protecções plásticasa meio caminho entre as arte marciais e o moto quad e teve de fazer otirocínio ascensional de Land Rover; o Luís "de" Brito embora com uma novamáquina das Arábias (Cube topo de gama, ou quase) seguiu o exemplo Navidianono que ao 4x4 conserne; Mr. Ruddi foi "às cordas" duas vezes embora nãotenha atirado a toalha definitivamente: "eu sei que tu sabes que eu sei quetu sabes que há dias em que não se deve tirar a bicicleta da garagem"(provérbio chinês); eu por acaso senti-me bem e apesar de o treino regularser já uma vaga recordação fui constante conquanto, nas descidasvertiginosas, achar que os sudgalegos são demasiado temerários e ter ligadoo pisca da direita. Agora a grande novidade da estação resurge da "terrafenomenal" - o Henrique Almeida, não só deixou o sofá como, para além de jáconseguir andar ;-), até já sobe com os da frente: "anda aí muito treinoescondido"; resta o mouro infiltrado que por já estar irreconhecível asubir, é do Cartaxo, não é de Famalicão. O Sérgio Nabiça em muito bom planoe o Orlando "anti-patu" Vogado pedalou pausado mas manteve o "palmípede" naordem para gáudio do pelotão :-) completaram o lote (espero não ter olvidadovivalma). Já me esquecia - tivemos o Artur Ferreira, director da BM, queteve ocasião de mostrar que é a simpatia em pessoa: um gentleman!OUTRO GÉNEROPresentes e em grande nível: a Andreia, fazendo o "palmípede" suar asestopinhas (após ele me ter confessado que ela era o pretexto para pedalardevagar em Vila Real :-), a Bete Vilas-Boas e a Marta Vieira sempre muitorápidas e mais uma ou duas ciclista embora já mais para o fundo do pelotão.E ainda um Sampaio de "palmo e meio" que apesar de também diferir do grossodos ciclistas, é muito Homem, não é verdade? :-)¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
domingo, 8 de setembro de 2002
XIV Travessia Nacional Cantabrica
Honestamente não sei como decorreram as edições anteriores da "Travesia Nacional Cantabrica" mas esta versão de 2003 (XIV edição) que teve lugar tendo como base a estância invernal de Puerto de San Isidro e a vila de Puebla de Lillo (Província de Leon no Parque Natural dos Picos Europa) foi memorável e superou as minhas melhores expectativas.
Por A. Pedro Roque Oliveira
Em primeiro lugar uma organização irrepreensível com detalhes a roçar a
perfeição (um exemplo a seguir) dando a sensação que nada, absolutamente
nada, foi deixado ao acaso, pena foi que o duche final tenha sido a nódoa
que caiu no melhor pano já que para além da água fria o balneário não tinha
um mínimo de condições.
Depois o formato ao novo estilo "maratona" em que o percurso estava todo impecavelmente marcado (o track GPS que levei foi meramente redundante) o
que equivalia a que cada um podia ir ao seu ritmo estando excluídas, deste modo, as grandes aglomerações de ciclistas até porque o relevo em presença
levava a que os andamentos, forçosamente, se diferenciassem. É o ideal uma vez que o grupo não está dependente de ninguém e cada elemento possui uma autonomia de andamento sem correr o risco de se perder.
Sem embargo não existia qualquer tipo de classificação o que retirou muita da pressão inerente à tentativa de chegar o mais rápido possível e previlegiou a vertente de passeio aliás mais adequada à magnificência da natureza que se dispunha perante os nossos olhos.
De facto, as paisagens são absolutamente deslumbrantes ao puro estilo alpino. Não há nada comparável em Portugal (talvez algumas zonas insulares se assemelhem às zonas de bosques) com um relevo absolutamente impressionante feito de enormes declives, maciços altíssimos e passagem apertadas por entre as montanhas.
Tudo decorreu praticamente sempre acima dos 1000 metros tendo, no primeiro
dia, chegado aos 1777 metros e, acreditem, não é nada fácil palmilhar
inclinações de 20% áquelas altitudes!
A bicicleta é a única coisa que sobe devagar já que a pulsação monta muito depressa e recupera de forma bem mais lenta. Talvez por isso tenham sido inúmeros os que apenas tenham participado no primeiro dia.
De salientar a enorme participação portuguesa: uma armada impressionante de
nada menos que 30 ciclistas (incluindo o autor destas linhas) num total de 263 inscritos e muitas caras nacionais habituais de quem percorre estas andanças habitualmente. Alguns já é a quarta ou quinta edição em que participam e pretendem voltar em 2004.
A equipa "Coimbra Team", pela qual alinhavam a maioria dos 30 (embora muitos
fossem de outras procedências que não da cidade do Mondego), recebeu, por
esse motivo, duas taças no final: a equipa mais numerosa e a equipa mais
longínqua.
ETAPA 1 (Sábado 06SET03) PUERTO DE SAN ISIDRO - BEZANES
Este primeiro dia amanheceu frio, como aliás é natural a mais de 1500 metros
de altitude. A escolha da roupa torna-se num quebra cabeças, se bem que, a
presença de um impermeável, facilmente removível se torne numa garantia de
algum conforto seja qual for a situação.
À medida que o dia decorria o bom tempo instalava-se e as subidas eram
feitas com "traje de Verão" e sem problemas. Nas descidas, sempre em fortes
pendentes, recorria-se ao impermeável, em missão de quebra-vento pelo que
não se levantaram problemas a esse nível.
Saímos pois do parque de estacionamento do nosso hotel de alta montanha em
Puerto de San Isidro (estância de ski) e após uma volta a um monte vizinho,
regressarmos á zona do Hotel e subirmos à zona alta de Ceboledo (zona das
pistas de ski) pelo arroio do mesmo nome até cerca dos 1620 metros.
Depois foi só descer numa estupenda e divertida trialeira até à povoação de
Isoba (1350 metros) a fazer as delicias dos mais afoitos tecnicamente.
Altura para um primeiro reabastecimento já com o pulsometro a acusar muitas
calorias despendidas.
A partir daqui apanhamos a pista de Rozas caracterizada por uma forte pendente, embora não muito longa seguida de uma descida ao vale de Pizón e nova e dura ascensão até ao segundo reabastecimento em Collada Wamba sita na fronteira entre Castilla-Leon e o Principado das Astúrias.
A breve paragem deu para estudar o que se seguiria: forte descida de 5
quilómetros até um estupendo bosque sempre de grande exigência técnica.
Paisagem magnífica com visão das vacas a pastar algumas centenas de metros
abaixo, os imponentes maciços calcários dominando o horizonte e a névoa como que isolando aquele quadro natural do resto do mundo.
Entramos então na veiga Brañagallones já a uma altitude mais baixa (1200
metros) e no Parque Natural de Redes (criado em 1996).
Aqui, após um último reabastecimento abordamos uma pista descendente com
mais de cinco quilómetros. O aviso era por demais evidente "bajada
peligrosa!" e não tardamos em verificar porquê: a velocidade que se atingia
era alucinante o piso muito solto e as curvas apertadas isto já para não
falar nas "bermas baixas" que, nalguns casos correspondiam a algumas
centenas de metros a pique.
Ainda assim, tudo correu pelo melhor e chegamos a uma bucólica aldeia
chamada Bezanes (673 metros) e recolhemos aos autocarros que nos trouxeram de regresso a Puerto de San Isidro por um cenário serrano absolutamente deslumbrante. Assim, apesar das fortes e duras subidas, esta foi a etapa para os amantes das descidas radicais.
ETAPA 2 (Domingo 07SET03) LILLO - LILLO
Esta, ao contrário, foi a etapa dos trepadores. Até porque a ressaca da
etapa do dia anterior, juntamente com a visão do gráfico de altimetria desta
segunda fez com que o numero de participantes se reduzisse.
O tempo esteve exactamente como no dia anterior pelo que a mesma táctica do "veste e despe" foi usada.
Até porque o gráfico não podia ser mais esclarecedor: sobe, desce, sobe, desce, sobe e desce! É verdade, neste segundo dia, além do par de
quilómetros inicial e final por asfalto ou estivemos a subir, ou a descer, numa espécie de circuito em torno do imponente maciço de Mampodre (2190 metros).
A primeira ascensão foi a mais longa, embora em minha opinião tenha sido a
menos dura. Nada mais que cerca de seis quilómetros contínuos com alguns
ganchos e pequenas rampas muito inclinadas em piso solto a fazerem desmontar os menos preparados.
Subimos desde os 1065 metros de Lillo até aos 1977 metros de Collada de
Tronisco onde estava instalado um reabastecimento liquido. Magnifica, de
novo, a visão dos prados e dos maciços desta vez em pleno Parque Nacional dos Picos Europa.
A descida que se seguiu até Maraña (segundo reabastecimento) foi memorável:
rápida e em cima de um prado imaculadamente verde, serpenteando por entre as montanhas e com alguns saltos de permeio, simplesmente adorável mas com um senão, baixou-nos de novo, desta vez até aos 1250 metros.
Ora era preciso chegar aos 1650 metros do Collada Zapatera e isso foi
conseguido muito penosamente já que esta era uma pendente mais curta pelo
que o desnível era mais acentuado embora o piso relativamente regular
permitisse a tracção suficiente para que a forma física pudesse levar de
vencida esta enorme dificuldade.
A história repete-se e desce-se de novo abruptamente, embora num piso mais resvaladiço e durante cinco quilómetros, até Lois (1300 metros) uma
estupenda aldeia que constitui um magnífico conjunto histórico com uma imponente e desajustada igreja (Catedral de Montaña) tendo em conta a
dimensão do lugarejo onde se confraternizou com os simpáticos habitantes locais visivelmente agradados com o colorido dos ciclistas.
O problema foi mesmo a partir daí já que embora o desnível a vencer fosse inferior (até Collada Linares a 1550 metros) o piso era terrivelmente solto e com alguns troços de grande inclinação a exigirem que desmontássemos. Para agravar de quilómetro a quilómetro desciam-se algumas centenas de metros para recomeçar a subir nas mesmas condições. Já com o cansaço a fazer-se sentir foi com agrado que recomeçámos a descida final que nos trouxe até Lillo e o merecido descanso.
De referir uma queda de um dos participantes a provocar uma fractura do cúbito direito e a demonstrar a utilidade terapêutica dos cartões rígidos em que são vendidos os pneumáticos de uma famosa marca gaulesa que provaram ser umas excelentes talas de recurso: o BTT pode ser uma actividade perigosa!
Em suma: merece a deslocação (1500 kms. de Lisboa ida e volta) pelo cenário
e pela festa de BTT que é. Não se compadece, todavia, com níveis de forma
pouco cuidados. Para o ano prossegue a Travessia embora noutro local da
Cordilheira como é da praxe e da tradição. Assim o interesse renova-se
anualmente.
FICHA TÉCNICA
XIV TRAVESIA NACIONAL CANTABRICA
ORGANIZAÇÃO: ASTURCON BTT (Oviedo, Astúrias)
ETAPA 1
Distância: 39,6 kms. em linha
Altitude Acumulada Positiva: 1080 m.
Altitude Acumulada Negativa: 1890 m.
Altitude mínima: 673 m.
Altitude máxima: 1777 m.
Dificuldade Física e Técnica: media-alta
ETAPA 2
Distância: 49,3 kms. circulares
Altitude Acumulada Positiva: 1530 m.
Altitude Acumulada Negativa: 1530 m.
Altitude mínima: 1065 m.
Altitude máxima: 1677 m.
Dificuldade: Física = muito alta; Técnica = media
Saudações Virtuais, Virtual Best Regards
Pedro Roque
Por A. Pedro Roque Oliveira
Em primeiro lugar uma organização irrepreensível com detalhes a roçar a
perfeição (um exemplo a seguir) dando a sensação que nada, absolutamente
nada, foi deixado ao acaso, pena foi que o duche final tenha sido a nódoa
que caiu no melhor pano já que para além da água fria o balneário não tinha
um mínimo de condições.
Depois o formato ao novo estilo "maratona" em que o percurso estava todo impecavelmente marcado (o track GPS que levei foi meramente redundante) o
que equivalia a que cada um podia ir ao seu ritmo estando excluídas, deste modo, as grandes aglomerações de ciclistas até porque o relevo em presença
levava a que os andamentos, forçosamente, se diferenciassem. É o ideal uma vez que o grupo não está dependente de ninguém e cada elemento possui uma autonomia de andamento sem correr o risco de se perder.
Sem embargo não existia qualquer tipo de classificação o que retirou muita da pressão inerente à tentativa de chegar o mais rápido possível e previlegiou a vertente de passeio aliás mais adequada à magnificência da natureza que se dispunha perante os nossos olhos.
De facto, as paisagens são absolutamente deslumbrantes ao puro estilo alpino. Não há nada comparável em Portugal (talvez algumas zonas insulares se assemelhem às zonas de bosques) com um relevo absolutamente impressionante feito de enormes declives, maciços altíssimos e passagem apertadas por entre as montanhas.
Tudo decorreu praticamente sempre acima dos 1000 metros tendo, no primeiro
dia, chegado aos 1777 metros e, acreditem, não é nada fácil palmilhar
inclinações de 20% áquelas altitudes!
A bicicleta é a única coisa que sobe devagar já que a pulsação monta muito depressa e recupera de forma bem mais lenta. Talvez por isso tenham sido inúmeros os que apenas tenham participado no primeiro dia.
De salientar a enorme participação portuguesa: uma armada impressionante de
nada menos que 30 ciclistas (incluindo o autor destas linhas) num total de 263 inscritos e muitas caras nacionais habituais de quem percorre estas andanças habitualmente. Alguns já é a quarta ou quinta edição em que participam e pretendem voltar em 2004.
A equipa "Coimbra Team", pela qual alinhavam a maioria dos 30 (embora muitos
fossem de outras procedências que não da cidade do Mondego), recebeu, por
esse motivo, duas taças no final: a equipa mais numerosa e a equipa mais
longínqua.
ETAPA 1 (Sábado 06SET03) PUERTO DE SAN ISIDRO - BEZANES
Este primeiro dia amanheceu frio, como aliás é natural a mais de 1500 metros
de altitude. A escolha da roupa torna-se num quebra cabeças, se bem que, a
presença de um impermeável, facilmente removível se torne numa garantia de
algum conforto seja qual for a situação.
À medida que o dia decorria o bom tempo instalava-se e as subidas eram
feitas com "traje de Verão" e sem problemas. Nas descidas, sempre em fortes
pendentes, recorria-se ao impermeável, em missão de quebra-vento pelo que
não se levantaram problemas a esse nível.
Saímos pois do parque de estacionamento do nosso hotel de alta montanha em
Puerto de San Isidro (estância de ski) e após uma volta a um monte vizinho,
regressarmos á zona do Hotel e subirmos à zona alta de Ceboledo (zona das
pistas de ski) pelo arroio do mesmo nome até cerca dos 1620 metros.
Depois foi só descer numa estupenda e divertida trialeira até à povoação de
Isoba (1350 metros) a fazer as delicias dos mais afoitos tecnicamente.
Altura para um primeiro reabastecimento já com o pulsometro a acusar muitas
calorias despendidas.
A partir daqui apanhamos a pista de Rozas caracterizada por uma forte pendente, embora não muito longa seguida de uma descida ao vale de Pizón e nova e dura ascensão até ao segundo reabastecimento em Collada Wamba sita na fronteira entre Castilla-Leon e o Principado das Astúrias.
A breve paragem deu para estudar o que se seguiria: forte descida de 5
quilómetros até um estupendo bosque sempre de grande exigência técnica.
Paisagem magnífica com visão das vacas a pastar algumas centenas de metros
abaixo, os imponentes maciços calcários dominando o horizonte e a névoa como que isolando aquele quadro natural do resto do mundo.
Entramos então na veiga Brañagallones já a uma altitude mais baixa (1200
metros) e no Parque Natural de Redes (criado em 1996).
Aqui, após um último reabastecimento abordamos uma pista descendente com
mais de cinco quilómetros. O aviso era por demais evidente "bajada
peligrosa!" e não tardamos em verificar porquê: a velocidade que se atingia
era alucinante o piso muito solto e as curvas apertadas isto já para não
falar nas "bermas baixas" que, nalguns casos correspondiam a algumas
centenas de metros a pique.
Ainda assim, tudo correu pelo melhor e chegamos a uma bucólica aldeia
chamada Bezanes (673 metros) e recolhemos aos autocarros que nos trouxeram de regresso a Puerto de San Isidro por um cenário serrano absolutamente deslumbrante. Assim, apesar das fortes e duras subidas, esta foi a etapa para os amantes das descidas radicais.
ETAPA 2 (Domingo 07SET03) LILLO - LILLO
Esta, ao contrário, foi a etapa dos trepadores. Até porque a ressaca da
etapa do dia anterior, juntamente com a visão do gráfico de altimetria desta
segunda fez com que o numero de participantes se reduzisse.
O tempo esteve exactamente como no dia anterior pelo que a mesma táctica do "veste e despe" foi usada.
Até porque o gráfico não podia ser mais esclarecedor: sobe, desce, sobe, desce, sobe e desce! É verdade, neste segundo dia, além do par de
quilómetros inicial e final por asfalto ou estivemos a subir, ou a descer, numa espécie de circuito em torno do imponente maciço de Mampodre (2190 metros).
A primeira ascensão foi a mais longa, embora em minha opinião tenha sido a
menos dura. Nada mais que cerca de seis quilómetros contínuos com alguns
ganchos e pequenas rampas muito inclinadas em piso solto a fazerem desmontar os menos preparados.
Subimos desde os 1065 metros de Lillo até aos 1977 metros de Collada de
Tronisco onde estava instalado um reabastecimento liquido. Magnifica, de
novo, a visão dos prados e dos maciços desta vez em pleno Parque Nacional dos Picos Europa.
A descida que se seguiu até Maraña (segundo reabastecimento) foi memorável:
rápida e em cima de um prado imaculadamente verde, serpenteando por entre as montanhas e com alguns saltos de permeio, simplesmente adorável mas com um senão, baixou-nos de novo, desta vez até aos 1250 metros.
Ora era preciso chegar aos 1650 metros do Collada Zapatera e isso foi
conseguido muito penosamente já que esta era uma pendente mais curta pelo
que o desnível era mais acentuado embora o piso relativamente regular
permitisse a tracção suficiente para que a forma física pudesse levar de
vencida esta enorme dificuldade.
A história repete-se e desce-se de novo abruptamente, embora num piso mais resvaladiço e durante cinco quilómetros, até Lois (1300 metros) uma
estupenda aldeia que constitui um magnífico conjunto histórico com uma imponente e desajustada igreja (Catedral de Montaña) tendo em conta a
dimensão do lugarejo onde se confraternizou com os simpáticos habitantes locais visivelmente agradados com o colorido dos ciclistas.
O problema foi mesmo a partir daí já que embora o desnível a vencer fosse inferior (até Collada Linares a 1550 metros) o piso era terrivelmente solto e com alguns troços de grande inclinação a exigirem que desmontássemos. Para agravar de quilómetro a quilómetro desciam-se algumas centenas de metros para recomeçar a subir nas mesmas condições. Já com o cansaço a fazer-se sentir foi com agrado que recomeçámos a descida final que nos trouxe até Lillo e o merecido descanso.
De referir uma queda de um dos participantes a provocar uma fractura do cúbito direito e a demonstrar a utilidade terapêutica dos cartões rígidos em que são vendidos os pneumáticos de uma famosa marca gaulesa que provaram ser umas excelentes talas de recurso: o BTT pode ser uma actividade perigosa!
Em suma: merece a deslocação (1500 kms. de Lisboa ida e volta) pelo cenário
e pela festa de BTT que é. Não se compadece, todavia, com níveis de forma
pouco cuidados. Para o ano prossegue a Travessia embora noutro local da
Cordilheira como é da praxe e da tradição. Assim o interesse renova-se
anualmente.
FICHA TÉCNICA
XIV TRAVESIA NACIONAL CANTABRICA
ORGANIZAÇÃO: ASTURCON BTT (Oviedo, Astúrias)
ETAPA 1
Distância: 39,6 kms. em linha
Altitude Acumulada Positiva: 1080 m.
Altitude Acumulada Negativa: 1890 m.
Altitude mínima: 673 m.
Altitude máxima: 1777 m.
Dificuldade Física e Técnica: media-alta
ETAPA 2
Distância: 49,3 kms. circulares
Altitude Acumulada Positiva: 1530 m.
Altitude Acumulada Negativa: 1530 m.
Altitude mínima: 1065 m.
Altitude máxima: 1677 m.
Dificuldade: Física = muito alta; Técnica = media
Saudações Virtuais, Virtual Best Regards
Pedro Roque
segunda-feira, 12 de agosto de 2002
Férias em Ritmo (longo)
Por estes dias estou em Alcoutim (Algarve rural e profundo) e, comoé óbvio a bicicleta e os dois pares de rodas também vieram.Não perdi tempo e, apesar do calor sufocante, já fiz três superincursões, duas por asfalto e uma em todo o terreno.Assim, logo no primeiro dia, pedalei os cerca de 50 kms.(estimativa) pela estrada marginal do Guadiana (EM 507/1063) entre aestalagem do mesmo nome onde estou hospedado em Alcoutim e Odeleite,onde existe uma nova e estupenda barragem de águas azuis e límpidasque abastece o Sotavento algarvio. Lindo de morrer, as paisagens sãosoberbas, o asfalto é bom e sinuoso q.b. e a densidade de tráfego énotavelmente baixa, como convém, que diferença do Algarve ditocivilizado. Nomes a reter: Montinho das Laranjeiras, Laranjeiras,Guerreiros do Rio, Álamo, Foz de Odeleite (onde a estrada flectepara ocidente afastando-se do rio), Almada d'Ouro e a linda Odeleite.No segundo dia, era para descansar mas o facto de o tempo estarnublado fez-me rapidamente mudar de ideias, aproveitei uma boleiaaté Odeleite e fiz-me ao asfalto pela profundidade dos concelhos deCastro Marim, Alcoutim e bordejando ainda o de Tavira (muitolevemente). A serra é algo monótona, por ser repetitiva na suapaisagem mas, em contrapartida, o asfalto é delicioso e deserto,isto apesar das constantes descidas e subidas vertiginosas nasinúmeras ribeiras. O trajecto (EM 505) foi efectuado primeiramentede nascente para poente e depois (EM 506) de sul para norte e ovento soprava forte, a coisa complicou. O que vale é que a pedaleirade uma BTT é uma caixinha de surpresas (22 para que te quero) e comoestava sozinho preferi que a pulsação se mantivesse em níveiscivilizados (além disso tinha almoçado regionalmente bem pelo quehavia que manter a compostura a subir, nada de canseiras, o ambienteconvidava à contemplação tranquila). Aldeias literalmente perdidasna serra, burros, medronheiros, alfarrobeiras, amendoeiras,figueiras "normais" figueiras do inferno (cactos típicos doMediterrâneo com os seus saborosos frutos) muitas cigarras, compondoo ambiente, casas de xisto e caiadas, o cenário típico da serraalgarvia, cinco estrelas ambientais. Nomes a reter: ribeira daFoupana (a maior das variações no gráfico altimétrico e apenas em250 metros de estrada, ufa…), Vale Pereiro, Furnazinhas, Monte Novo,Soude, Zambujal, Montinho da Revelada, Vaqueiros. Depois de MartimLongo vira-se para poente e tudo se altera em termos de vento, a EN124 (acho que é esta) está relativamente abrigada e o vento lateralcomparativamente pouco incomoda, como se rola em planalto osdesníveis são suaves e a velocidade começa a ser verdadeiramenteinteressante, a baixa densidade de viaturas auto promove o resto docontentamento. Sem embargo um pequeno desvio para norte para ver aspovoações quase no limite do Algarve com o Alentejo: Giões, Farelose Clarine de arquitectura imaculada (sobretudo esta última) e oretornar àquela autêntica pista uns quilómetros adiante. E,finalmente a fabulosa descida para Alcoutim. No final a estimativade 75 kms.O dia seguinte foi de descanso (de bicicleta apenas) já que fui atéà zona do Cachopo (concelho de Tavira) explorar a pé uma das PR(pequenas rotas) reconhecidas pela associação "In Loco" que fez ummagnífico trabalho de prospecção e identificação dos traçados. Ficaa promessa de aí voltar para efectuar de bicicleta a GR.Hoje uma mudança no hardware fez-me calçar os Mosquito Python passaro rio de barco até Sanlucar, na Andaluzia, fazer os quilómetros quedistam até ao Puerto de la Laja (último porto navegável do Guadianano lado espanhol) e pedalar pela estupenda "Via Verde del Guadiana"que é, nada mais nada menos que o aproveitamento da ferroviaabandonada que trazia o minério desde Minas de Santa Isabel e de lasHerrerias. O trabalho que fizeram foi pura e simplesmente notável,sem dúvida um exemplo a seguir por cá!O pior foi mesmo o calor, fiquei com a sensação que era o único servivo que estava ao sol e com temperaturas a rondar os 38º C. (àsombra, bem entendido). O regresso foi por asfalto (também eleexcelente e deserto) pois a canícula àquela hora (15:00 portuguesas)não estava para brincadeiras. Por fim a divertida e excitantedescida BTT desde o castelo até ao porto de Sanlucar (interessantealdeia de traça tipicamente andaluza), no total 68 kms. (desta vezbem aferidos) com o senão do calor que, todavia, se suportam bembastando, para tanto, saúde, espírito de sacrifício, litros de águafresca, e doses industriais de protector solar.Amanhã ainda não decidi qual das três hipóteses:1. Ir de carro até Ayamonte e fazer a Via Verde que vai atéGibraleon (junto a Huelva) de cerca de 44 kms. em BTT (88 por causado regresso, bem entendido);2. Ir de carro até ao Cachopo (concelho de Tavira) e percorreros 46 kms. da GR de que já vos falei. Ficou-me no goto;3. Mandar a bicicleta às malvas pois já estou saturado dopedal, está um calor do caraças e a estalagem tem uma piscinaexcelente!Estou, neste momento, fortemente inclinado para a terceira hipótese,pois será o meu último dias antes de seguir para os Açores (destavez apeado) mas, de manhã logo decido…Melhor que os relatos ficarão as inúmeras fotos que tirei.Nestas férias:IN• As estradas desertas, em mais de 70 kms. Cruzei-me com 30viaturas, se tanto.• As rodas com pneus asfálticos 700x23, rolam que é umamaravilha, o atrito é mínimo embora a cassete 11x23 exija algumempenho a subir, sem embargo, a limitação maior vem da pedaleira 44uma vez que, quando a máquina embala, é manifestamente insuficientee sabe a bem pouco. Assim, se tens travões de disco em ambas asrodas a solução "bad boy" é melhor que o segundo par de rodas 26 com1.0, basta apenas um par de cubos para disco, dois aros 700 e raiosa condizer.• Quando não está frontal, o vento norte, que se fez sentir nosegundo dia, pena a já referida limitação dos 44 dentes.• O note book e o cabo telefónico que permite uma consultarápida ao correio electrónico e ainda a leitura do jornal por umpreço módico. Assim, a V@, não vem de férias.• O asfalto absolutamente imaculado das estradas dos concelhosde Alcoutim, Castro d'Aire e ainda desta zona da Andaluzia(ayuntamiento de Granados, Huelva), um exemplo.• O selim "Selle Itália Trans Am Gel Flow" simplesmenteexcepcional: cómodo acima de tudo, tal como o bom árbitro defutebol, esquecemo-nos da sua existência.OUT• A canícula, absolutamente infernal, no primeiro dia, apesarde ter saído às 17:00 foi complicada a ida, já no segundo, emvirtude do tempo algo nublado as temperaturas foram bem mais amenase suportáveis. Hoje foi algo complicado com os quase 40º!• Quando está frontal, o vento norte, que dificulta bastante aprogressão, vale a 22 nas inopinadas ascensões dos ribeiros.• Os esquecimentos da praxe, o sensor na roda 700 e, pasme-se,a bomba de encher pneus (a famosa "Sapo" que cabe no bolso traseiroda jersei) e o pedalar com o credo na boca por causa da lei deMurphy que, felizmente, ainda não parece aqui ter chegado.• O trabalhar "off-line" pois, com um texto deste tamanho e aconta a 0,20 eurocent por impulso, estão a ver a que preço ficaria abrincadeira literária.• As moscas, moscardos e afins que são piores que arrumadoresde automóveis em noite de estreia…PS: Fiquei muito triste por saber acerca do sucedido com osfamiliares do Jorge Rocha. Tal facto só vem confirmar aquilo que hámuito digo e procuro por em prática: estrada só o mínimo ou entãobem desertas com estas aqui de Alcoutim.Saudações VirtuaisA. Pedro Roque Oliveira
domingo, 7 de julho de 2002
Pausa de Verão
Vou entrar em pausa de Verão.Infelizmente forçada: o pé escapou do pedal em virtude de a mudança tersaltado ao pedalar de pé.Fenómeno que acontece frequentemente mas que, desta vez, motivou um corteprofundo na perna direita (zona dos gémeos) devido à lustrosa cremalheiragrande...É verdade, ainda se lembram daquela protecção de plástico que todos retirampor ser "à menina"? Hoje tinha dado um jeitão!Um mês sem poder esforçar a perna por causa das suturas :-(O filme segue lá para meados de Agosto. Agora cuidado com a alimentação(reduzir os HC) e recomeçar a pedalar com um plano de treino base: planos,intensidades moderadas e sem utilizar a cremalheira assassina para recuperara forma...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
segunda-feira, 3 de junho de 2002
17@, mais uma maratona pelo Alentejo
Teve ontem lugar a 17@ etap@ que ligou Pias (Serpa) a Amieira (Portel) numadistância de quase 60 kms. .Para mim e para um punhado de "action-man" :-) (RS, Jorge Cláudio e PedroBasso) ela ultrapassou os 100 kms. em virtude da ligação por asfalto de 46kms. (dizer asfalto é ser generoso uma vez que em muitos locais apenasvestígios de asfalto haviam) prévia entre a chegada e a partida da etap@.Esta ligação não foi fácil não só em função do estado do piso como tambémpela orografia. Para terem uma ideia se eu vos referir a palavra "Alqueva"ficarão certamente elucidados...Assim as duas horas acabaram por ser uma marca razoável. Tivemos a sorte deo tempo estar sempre nublado e de o sol só despontar durante a etap@propriamente dita.Em Pias tomámos contacto com os demais: João Pina (o titular e guia),Rodrigo Pacheco, Pedro Rodrigues e Mário "ressuscitado" Carriço (regressadoda Nova Zelândia :-)...Nos primeiros quilómetros e mercê de uma piso muito irregular e duro tive debaixar a pressão dos pneus pois as vibrações eram enormes embora o tenhafeito por excesso e passeio o resto do tempo (até Moura) a tentar não furarpor esmagamento da câmara de ar (fiz a etapa na "muleto" e com pneus"normais").Chegado aquela localidade, numa estação de serviço compus a pressão nosvalores que considero adequados ao bom compromisso entre tracção/direcção,conforto e resistência ao esmagamento da câmara de ar e que, no caso dosHutchinson Chameleon 1.9 se situa, para os quase 70 kgs. de atracçãogravitacional do autor destas linhas, nos 32/33 psi atrás e 27/28 psidianteiros.Paragem no café existente no bonito jardim de Moura para reabastecimentosólido e líquido com um excelente ambiente apenas perturbado pelosestridentes decibéis da cantora Daniela Mercury que não nos deixavam escutaros pássaros e os sinos das Igrejas a repicarem.Continuámos por um Alentejo muito pouco plano não sem antes atravessarmosuma extenuante sucessão de cabeços e vales onde o calor sufocava e chegarmosà parte de baixo do impressionante paredão de Alqueva (a coisa está longe deestar acabada!). Destaque-se também a quantidade de portões que tivemos desaltar.A ascensão foi muito dura mas estava a sentir-me bem e com o RS (osconstituintes do "dynamic duo" :-) fomos por aí acima até à zona onde estãoas roulotes das farturas (incrível a quantidade de pessoas que se desloca emromaria para ver a albufeira!) e que constitui a cota mais elevada na zona edonde se desfruta de um panorama interessante sobre o já visível lagoartificial.De seguida um episódio bucólico e insólito: um rebanho de cabras guardadasapenas por um cão e cujos "machos dominantes" se digladiavam em lutas pelasupremacia. Incrível parecia um documentário televisivo sobretudo pelaimpetuosidade de um dos bodes que se apoiava nas patas traseiras para marrarcontra um dos concorrentes! Como o caminho era estreito o pelotão estava comalgum receio de avançar. Tive de ser eu a gritar o "Xô!" e a agitar osbraços pois já ali estávamos há cinco minutos embora o cenário fosseinteressante de observar...Paragem na povoação de Alqueva para aguada perante um confronto de culturas:no único café aberto estava a desenrolar-se um acontecimento social detranscendente importância, um bailarico típico a que não faltavam os temasmusicais de sucesso de Toni Carreira, Emanuel ou do grande Marante. Oproblema parece ter sido quando o Mário "ressuscitado" Carriço foi dentro docafé e parece ter sido observado com algum rigor étnico pelos locais emvirtude do trajo que ostentava :-)De Alqueva até Amieira mais uma sucessão de cabeços e vales daqueles quedesgastam bastante as pernas e com alguns elementos a ressentirem-se doesforço. Etapa interessante e dura esta.O João Pina foi um excelente guia apesar dos requintes de malvadez na buscaincessante de trilhos complicados e técnicos. Não havia necessidade, é que,com uma estrada no estado em que a EN 384 se encontrava, todos osquilómetros que nela percorrêssemos poderiam ser considerados BTT :-DVenha agora a 18@ Amieira - Évora. A subida do Degebe promete emoções,grandes dificuldades motivadas pela serra de Portel e muita belezapaisagística.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
quarta-feira, 3 de abril de 2002
CIL Alamal INATEL - O Tejo no seu melhor
Tive ocasião de visitar o CIL Alamal (Centro Integrado de Lazer) do INATELsito numa praia fluvial. A paisagem é arrebatadora e deslumbrante: o Tejopassa num vale apertado entre montanhas, com o espectacular castelo deBelver a enquadrar o local, o Tejo plano e espelhado pelo efeito da barragemque fica a menos de 1 km a jusante e a linha de caminho deferro na outramargem. Muito semelhante aquilo que se pode ver no Douro nas encostas dovinho do Porto.Efectuei um passeio guiado de BTT pelo local (subida desde o Alamal atéperto do Gavião, descida até à Barragem de Belver, travessia do Tejo, subidada barragem até às Antas, Belver, visita ao Castelo, descida à ponte, novatravessia do Tejo, nova ascensão até perto do Gavião e descida para oAlamal) de 02:30 e de elevado grau de dificuldade em função dos fortesdesníveis.O Centro Integrado de Lazer do Alamal desenvolve também a prática de umconjunto de actividades de Desporto Aventura, ao mesmo tempo que proporcionaverdadeiros momentos de descoberta e observação da natureza.Pode assim praticar-se canoagem, tiro com arco, slide rappel, percursos embicicleta de montanha e pedestres, orientação e paintball.Só vos digo que fiquei encantado com o local. Espero aí voltar e breve atéporque, quer um dos monitores, quer o coordenador do centro são meusconhecidos.Mais informações em http://www.inatel.pt/alamal.htm¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
domingo, 17 de março de 2002
Debutando na "Ecoabentura"
Debutando na "Ecoabentura"Como tinha lido aqui muitas coisas na V@ acerca da "Ecoabentura" andavamortinho por experimentar mas estava longe de imaginar que iria receber, às14:00 de sexta passada, um apressado convite, por parte do nosso amigo ecolisteiro Luís Santos, dizendo que tinham uma baixa na equipa habitual(EcoTeam) e perguntando se eu não estaria, eventualmente, interessado emparticipar. Respondi afirmativamente e lá fui preparar uma longa e extensalista de material a que a minha mochila verde ao bom estilo militar conseguiudar oalbergue possível.Pelas 21:00 lá estávamos a caminho de Grândola onde se dava início à prova nãoapós um prévio incidente: o cepo da bicicleta estava avariado e tive de trocarde roda e de pneu.Lá chegado um trem impressionante de carros, bicicletas, desportistas deambos os sexos (um ponto a favor da ecoaventura:), secretariados, dorsais,luzes, afinações, etc. Rapidamente conheci os outros elementos da equipa: aCátia e o Duarte.Começo a ver umas caras conhecidas de outros Carnavais, J.Pina, EduardoOliveira, Gilberto e que, após a surpresa inicial de me avistarem naquelefolclore, me vão dizendo todos o mesmo um após o outro: "escolheste mal a provapara teiniciares, esta vai ser duríssima!". Não tardei a perceber porquê: 18:00quase ininterruptas de actividade desportiva intensa e 48 horas sem dormir!Só passei pelas brasas 2 horas antes da aurora! O facto de domingo ser dia deeleições assim o determinou. Paralelamente a organização fez questão detornar o evento duro e os tempos máximos de duração de cada uma das provasexigiam o maior empenho da equipa.Acabou por correr tudo bem excepto, para mim a parte apeada. Decididamentetenho de treinar a corrida pedestre, eu costumo aproveitar todos os bocadosdisponíveis para treinar em cima da bicicleta, nunca corro excepto na praiaem férias (com impacto mínimo sobre as pernas) e fui vítima do paradoxo queé estar em muito boa forma aeróbica, correr com a maior das facilidades edepois pagar a factura que são as dores articulares motivadas pelo impactodos pés no chão. Para além disso alguns dos principais músculos sãosolicitados de modo diverso pelo que também começam a doer e provocam aqueladesagradável sensação de se se sentirem cada um dos músculos das pernas.PROVA 1 - Estafeta pedestreConstava de 10 pontos para serem feitos pela equipa alinhada em grupos de 2.Saí logo com a Cátia (fizemos logo todos os 10) que, para quem não conhece éextraordinária em orientação, nada lhe escapa com o mapa e a bússola, fiqueiimpressionado. Estava com receio da corrida, não pelo aspecto aeróbico maspelo "mecânico". De facto não tive problemas nenhuns em aguentar o quecorremos e foram para aí quase 10 kms. As dores só viriam mais tarde.Tivemos que voltar, no final a reencontrar um dos pontos e aí foi aventurade passar um ribeiro tremendamente caudaloso que nos queria levar até aoSado, num sentido e no regresso e de encadear 2 mastins que insistiam em nosquerer devorar (ninguém nos manda fazer azimutes por dentro de propriedadesparticulares :-).PROVA 2 - RUN AND BIKEA Cátia aqui descansou. Comecei a pagar a factura da corrida da provaanterior. Em cima da bicicleta estava tudo ok, quando saía para corrercomeçavam as dores articulares nos pés e nas virilhas e as musculares naspernas embora ainda ténue. Ainda por cima um toque de "maçariquismo": fuipara a prova de sapatos de BTT :-). Só podia correr pelas bermas da estradae já com dificuldade. No final um problema quanto à navegação fez-nossuperar em 1 minuto o tempo limite pelo que não pontuámos. O ponto alto foia ascensão à Penha da Serra de Grândola.PROVA 3 - ORIBTTAqui descansei eu durante 02:00 mas parece ter corrido bem.PROVA 4 - ORIENTAÇÃO PEDESTREParticipamos todos - Começou o castigo com as dores cada vez mais intensasmas a prova até que nem correu mal salvo o grupo ter sidoprejudicado por esse facto.PROVA 5 - ORI BTTDescansou de novo a Cátia. Ligou Grândola a Melides e correu-me muito bemexcepto o facto de termos de efectuar um up-hill em azimute com a bicicletaàs costas...PROVA 6 - MULTIAVENTURADecorreu em Melides e foi uma desgraça por causa de até a andar me doer e de terde coxear e andar muito devagar, ainda fiz a tirolesa e um simulacro de cabracega.PROVA 7 - ORIENTAÇÃO PEDESTREAbdicámos de participar pelo facto de quer eu, quer o Luís Santos não estarmosem condições de caminhar (e muito menos de correr)PROVA 8 - ORIENTAÇÃO EM "KAJAK"Na bonita Lagoa de Sto. André em K2 de mar alto. Fui com o Luís Santos e correumuito bem tendo apenas falhado um dos Check-Point (por precaução mas que tinhadado para efectuar, bem vistas as coisas). Em tempos era o meu desporto deeleição tendo até descido o Zêzere e o Paiva com água revoltas pelo que gosteide voltar a "pagaiar" e até me senti muito bem não tendo deixado nenhuma sequelaao contrário da corrida. O Luís Santos acompanhou bem o ritmo. O vento forteembora tendo dificultado o regresso apenas serviu para nos molhar e, por uma veza natação esteve eminente :-)PROVA 8 - ORIBTT (final)Descansou o Luís Santos fizemos a maioria dos CP's. O "grand final" foi nabizarra torre/miradouro/depósito de água/restaurante que fica no topo de ummorro em Santiago do Cacém numa cabeço com uma subida de cerca de 15%O balanço foi positivo tirando o problema da corrida. Vou aproveitar paratreinar este aspecto por forma a que possa aproveitar a boa condição aeróbicasem ter de lutar contra as dores da desabituação. Espero poder voltar aparticipar em breve até porque, para além do aspecto físico completo e dodesafio que constituiu o ambiente é excelente.APROSaudações VirtuaisA. Pedro Roque Oliveira
terça-feira, 5 de março de 2002
12/13@ Balanço Enfenestrado
Com a minha falta de tempo (ele é todo utilizado para treinos bi-diários:-)só agora escrevo sobre a Estafet@ e mais duas etapas que tiveram lugarontem. Foi uma dura prova para todos os que nela intervieram. Nada maismenos que 20, 19 efectivos e um fantasma (já esclareço:-) durante quase 80kms.CANALDOTEMPO DOT COMA expectativa dizia respeito ao tempo meteo. O barómetro indicava baixapressão ou seja, tempo instável e de chuva. O http://canaldotempo.com é umadas minhas bíblias virtuais e tem previsões muito precisas e lá consultei otempo em Sines (estação meteo mais próxima do local) a previsão foi-sealterando de um sol radioso no inicio da semana por nuvens cada vez maiscerradas até às "Pancadas Esparsas" (de chuva bem entendido). Na realidadeacabou por serem verdadeiros dilúvios de cada vez que se abria a torneira.Este parágrafo teve o patrocínio do "Agu Secco" o seu verdadeiro impermeávelde campo!TERRENO EM PÉSSIMO ESTADOComparável só com alguns dos passeios memoráveis: "First Sintra-Mafra" aícom autênticos lagos mas com sol radioso; uma saída em Monsanto debaixo detemporal e por último mas não por menos, o Cercal V@, com alguns dos mesmosprotagonistas de Alvalade (Lança, Raposo, etc.). Inúmeros ribeiros, algunsprofissionais que engrossaram com o acréscimo hidráulico repentino, outrosabsolutamente espontâneos como escorrências de todo o tipo. Sem assumir osaspectos dramáticos do barro arrabidiano as transmissões sofreram bastanteaté porque pelo menos um dos ribeiros a vau passava-se com água à altura dagarrafa na bicicleta.OS PROTAGONISTASAfinal eram só 19 mas "alguém" (moi meme) juntou na contagem inicial oamolador de facas de Grândola que passava pelo local de partida na mesmaaltura. O que é mais engraçado é que eu juraria que contei várias vezes 20até ao final da 1.ª parte em Sta. Margarida. Já no segundo troço perante adesistência de um dos elementos ao atravessar mais um ribeiro só haviam 18,mas ninguém tinha dado por falta de ninguém. Maldito amolador de facas maisa sua flauta de Pam:-D Mas as criaturas presentes eram para além deste vossocriado:GRUPO 1 - Rui Sousa, Pedro BassoGRUPO 2 - Luís Duracell Parreira mais os trio arribadiano que foi empenadopor uma "Confersil" :-D (só 12@)GRUPO 3 - Ricardo Silva (grande atleta) e o Pedro PiresGRUPO 4 - Eduardo Oliveira e Luís Borges (só 12@)GRUPO 5 - Nada mais nada menos que o Lança, o Raposo e mais 6 "muchachos"alvaladenses um deles só haveria de completar 1/2 da 12@ em virtude de umproblema técnico.(DES) ORIENTAÇÃOO Rui Sousa leva um Óscar para a pior orientação :-). Tinha-o levado noreconhecimento até Sta. Margarida para que ele estivesse apto a dividir atarefa. Quando fiquei para trás a atender o telemóvel disse para continuareme ele levou-os para nascente quando a orientação correcta era para SW láandei 2 kms. para trás para os ir buscar a todos :-)BABY-FACEDei com o Pedro Basso enquanto aguardávamos pela chegada dos participantesnoinício a degustar um boião de vidro com um ar deliciado. Olhando com maisatenção vi que ele estava a comer Blédine. Ri, como não podia deixar de sermas depois vi que aquilo era um composto de frutas, sem corantes, nemconservantes. Deve ser uma excelente ideia, desde que não se leve para ocampo :-)ATLETAS DE GABARITODeu para ver que temos grandes atletas, o RS já não constitui surpresa,mesmo que vá numa máquina especializada de cor amarela Carris; o Lança semdúvida também; o Ricardo Santos, o homem que responde a todos os ataques e oEduardo Oliveira. Destaque também para o Luís Parreira a rolar e em subidade forma e o Raposo nos estradões de planície da 13@... Todos cumpriramtodavia, mesmo alguns com caimbras.OS "ALIMÃIS"Os bandos hippies de alemães que pululam nas serras do Sul já adquiremhabitos alentejanos. É ver sujeitos louros e mal vestidos a fumar "mataRatos", a "mamar umas bijecas" e a ficar de boca aberta quando uma matilhade ciclistas entra tasca dentro à procura de sandes "místicas" em plenapacata Sta.Margarida da Serra! Tal qual os seus compadres deste lado doTejo...O FANTASMAO Pedro Pires, o homem que se ficou por Sesimbra na 10@ a comer hambúrgueresenquanto os outros quase jejuavam com 1/3 de pizza, desta vez não teve outroremédio senão pedalar as duas etapas por asfalto é que, agora, não havianinguém para o ir buscar a meio do percurso... A sua cara é que acusavasobremaneira o esforço: estava branco e parecia que tinha visto o 20ªelemento...fantasma :-)ANJO DA GUARDAFoi o Raposo de Alvalade. Não só lavamos as bicicletas de mangueira como pôsum chuveiro quente à disposição, só eu aproveitei e soube divinalmente.Eternamente grato Raposo, bem hajas!PHOTOSExistem muitas de baixa resolução mas muito interessantes, a disponibilizarem breve...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
domingo, 3 de fevereiro de 2002
10@ E 11@
Realizou-se ontem a "Mãe de todas as etapas" que ligou Lisboa/Cacilhas aSetúbal.Contou com a participação de 8, perdão 7, não 6, bom afinal chegaram 5betetistas ao final. :-)Tivemos a colaboração de um dia de sol e também de uma noite estrelada,embora sem luar.Os 80 kms. bem medidos afinal ficaram-se apenas pelos 100kms. que desilusão:-(As paisagens eram banais (panorâmicas sobre o Tejo e Lisboa, a barra do Tejoa Arriba Fóssil e o Atlântico, a panorâmica em altitude poente e nascentesobre Sesimbra com a falésia e o mar turquesa, os prados das Terras do Riscoou o maciço da Arrábida).O desnível acumulado só foi mesmo superado pelo desgaste físico...A quem participou os meus agradecimentos sinceros e desculpem ter insistidofortemente no vosso empeno sobretudo pela "ligeira" subida extra ao Valongomas afinal a intenção era boa: só queria que levassem uma "recordação forte"da etapa.Quem não participou não sabe o que perdeu se bem que talvez tenha sidomelhor assim: não iriam aguentar a dureza! :-)Quanto à 11@ (Setúbal/Tróia - Grândola) teremos 50 kms. de asfalto planoóptimo para rolar. É a etapa ideal para a roda fina até porque o regressoestá previsto pelo mesmo meio.A data será anunciada em breve. Quem estiver interessado favor enviarmensagem em branco para estafeta-subscribe@yahoogrupos.com.br parainscrição / discussão sobre a logística e outros detalhes da referida etapa.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
domingo, 20 de janeiro de 2002
ESTAFET@ 8 e 9 - Soma e Segue
Tiveram lugar hoje as 8@ e 9@ etapas de que darei a descrição mais detalhadanoutra mensagem.De destacar que "se um funicular extenua muita gente, 3 funiculares extenuammuito mais!" :-DDe igual forma o testemunho está comigo e será transportado até Setúbal nopróximo dia 3 DE FEVEREIRO, SÁBADO!Desde já podem os interessados inscreverem-se na lista de correio paradiscussão logística (instuções no final desta mensagem). Quem estavainscrito para as 8@ e 9@ deverá, se assim o desejar, reinscrever-se uma vezque a lista fica vazia de endereços email após ter decorrido cada etap@.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
segunda-feira, 31 de dezembro de 2001
Tróia-Sagres - a crónica
Só uma correcção: não são 202 mas antes 212 kms. desde a saída dos ferrysaté à praia da Mareta em Sagres...Eu cá até medi 214 mas confio que a medição "oficial" do António Malvarseja, de facto, a mais correcta...Algumas impressões (breves):. VENTO - Mesmo assim fomos bastante poupados pois ele já só se fez sentirpraticamente a chegar ao Algarve tendo a média baixado vertiginosamente.... PERCURSO - Trata-se de estrada com a diferença de ser efectuado em BTT daíque se torne diferente daquilo que se está habituado. Por vezes torna-semonótono mas há sempre o aliciante de sermos ultrapassados por um "Pajero":-) a 160 kms./h... Alguns troços estão óptimos para rolar e com boasbermas, outros nem por isso. Embora seja um clássico penso que poderia haverum pequeno troço que poderia ser alterado - frente à central eléctricapoderia seguir-se por S. Torpes e daí até Porto Covo e depois apanhar aestrada para Milfontes. Evitavam-se alguns kms. de estrada sem berma onde oscarros circulam muito depressa. É claro que isso iria alterar as contas dosrecordes.... MOLÉSTIAS - 212 kms. em asfalto provoca uma série de pequenas dores que,com a distância se vão ampliando. Para além da famosa "saddle soreness" háuma certa rigidez nas omoplatas e, por estupidez minha, nos lombares, é que,muito embora tenha descurado o condicionamento destes importantíssimosmúsculos, só depois me dei conta que o selim está a descaír para trás :-(. RECORDES - Parece que o vento não deixou grande margem para eles o queterá impedido o Fernando Carmo de chegar em tão mau estado como no anotransacto (o tipo saiu de cima da bicicleta a cambalear :-). No meu casoefectuei 08:10 o que, dizem os entendidos, não terá sido assim tão mau tendoem conta que era a 1.ª participação, a circunstância do vento soprar dosquadrantes sul e de ter feito boa parte do percurso sozinho.. TRUQUES E DICAS - Para além da boa forma física - ninguém deve partir parauma jornada destas de ânimo leve - e de alguns que o FC já enumerou outrosse poderão aconselhar designadamente: andar em grupo, essencial para pedalarmais depressa, com menos monotonia e cansaço; evitar as correrias iniciaispois são 212 kms.; levar vestuário berrante que embora não contribua paramelhorar a performance faz com que sejamos notados à distância, no meu casonão brilhei em prova mas antes pelo vestuário :-). Usar algumas importaçõesde estrada que, no meu caso se resumiram aos pedais "Look" que permitem umabase mais larga e sólida que os SPD mas deu para ver algumas pedaleiras39/53 que me fizeram alguma inveja confesso.... SUBIDAS - São essencialmente duas e todas no Algarve. A primeira é a deOdeceixe que é relativamente curta e desnivelada mas que venci com inusitadafacilidade de tal forma que achei que a segunda, a da Carrapateira ia serfácil. Enganei-me redondamente pois aqui o vento forte fez-se sentir e foi aparte mais difícil do percurso para mim até porque ela não sendo nunca muitodesnivelada é longuíssima e só termina a cerca de 3 kms. de Vila do Bispo.Psicologicamente os 7 kms que distam desta povoação a Sagres são os maisdifíceis uma vez que já se está a pedalar há muito tempo, se está a ver ofinal e parece que estamos parados, é terrivel...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
terça-feira, 11 de dezembro de 2001
Tripla jornada nortenha - JANELA INDISCRETA
TRIPLA DUREZAForam, nada mais, nada menos do que 3 dias pelas terras da República GalaicoDuriense e, o único elemento comum todos eles foi, para além do meucompanheiro de viagem, Rui Sousa, o Patu Bravu que tive de "aturar" emtriplicado. Foi, como podeis calcular, duríssimo :-)*********** DIA 1 OPORTO ***********DE MANHà COMEÇA O DIAÀs 07:00 junto ao estádio da Luz e às 10:20 junto ao das Antas numa viagemtranquila em velocidade de cruzeiro absolutamente legal já que a adrenalinafica guardada para o trilho, largo o RS no trabalho (não são maravilhosas asTIC, o rapaz tanto trabalha em Lisboa como em Oporto :-) e dirijo-me para asterras do Vieira de Carvalho, ao retomar a VCI recebo um telefonemaenigmático de "alguém" a querer falar com um "ex-presidente", desde aí,nunca mais tive sossego até retomar a A7 em Guimarães no domingo rumo aosul. Vocês sabem de quem estou a falar! :-)MECÂNICA FINA E ACESSÓRIOS VELOCIPÉDICOSRumo em direcção à MaiaCycles atrás do "Rapaz do Samurai" e começa aadrenalina, traços contínuos na Via Norte dos quais fico sem saber o seusignificado e utilidade. " Em Roma sê Romano" e faz como ele faz. Ponho oLaguna a comportar-se mal e rapidamente chegamos à loja. Primeirasimpressões: espaço arejado, com muito local de estacionamento, stockabundante e omnipresente: até na retrete há capacetes! :-)DO ALUMÍNIO AO TITÂNIOA típica Scott do RS começa a sua metamorfose em "Titanol MaiaCycles",lentamente. Com a precisão de um cirurgião o crank direito é sacado àmartelada :-). Pouco a pouco ganha forma um novo/velho veículo velocipédico.O CLUBE DO PATO BRAVOÉ incrível aquela loja chegam criaturas de todas as espécies: ele é alemãesgigantes com sotaques cinematográficos ;-), cães, gatos, variadíssimos tiposde ciclistas amadores e profissionais e até a simpática namorada do dono doestamine :-). Ao fim do dia ainda seria melhor - a fina flor do ciclismoportuense. Boinga, o Eterno; o "meu amigo" Nito, Ricki, o rapaz da bicicletaencarnada, etc. só visto que contado não se acredita. Pelo meio os fumadoresdo pre-clube dos "Suzuki Samurai" que vai ganhando consistência :-)SONORIDADETodinha do Patu Bravu, os outros quase que não se ouvem... Ele é "mouros"para aqui, "Joãos" para ali, "amigo" para acolá, telemóvel sempre emriste... Cliente "insultado" é cliente satisfeito e que volta sempre paragastar algum. Esta fórmula nunca é verdadeira no comércio tradicional mas aexcepção chama-se MaiaCycles :-))ORLANDITO AUSENTEA minha esperança chamava-se Orlando Vogado. É o único que consegue manter oPatu em respeito. Devolve as "bocas" todas com juros e mantêm-no mais oumenos silencioso. Desgraça: ele não vem neste fim de semana, como vousobreviver? A vida é dura! Nunca mais te vou perdoar Orlando, deixaste-meentregue às feras :-)).ESTÁGIO EM FAMALICÃOInstalo-me no burgo situado a meio caminho entre Oporto e Braga e ataco as"francesinhas" da Forever. Logo aí o ambiente de confrontação: um papelindicava de um dos lados da mesa "HT" e do outro "FS". De referir que oMário Cunha se sentou do lado HT e o PIR do lado das FS. Terá isto algumsignificado? O futuro o dirá!*********** DIA 2 - FAMALICÃO ***********CONCENTRAÇÃO E SUSTOA concentração foi efectuada junto ao Paços do Concelho e lá estavam todosos que responderam à convocatória. O Patu nunca mais chegava e o passeio quenão se iniciava. Depois o susto monumental: o "morcão" surge montado numa FS:-)) Pensei logo: "estamos lixados (com "F" maiúsculo :-), vou ter que penarmais o RS para ver se não somos esmagados. Depois olhei para o lado e vi oQuim Teixeira com a Wheeler titanol do Patu e vi que era "acção psicológica"consubstanciada em permuta inicial de bicicletas e era eu a ficar aliviado ea "armada famalicense" seriamente preocupada. Pior ainda haveriam de ficarquando, no desenrolar da incursão, levaram com o pelotão hardcore HT: paraalém do Patu, as duas Cnnndl azuis que pareciam voar, a Zaskar do JorgeSilva, a Giant da Bete Vilas Boas, o RS do alto da sua titanol (ele agora jánão passa cartucho a ninguém :-) "moi même" além de outros! Foi a Matançados Inocentes :-)). O lojista de Famalicão a esta hora já não deve aceitarmais retomas de molas :-))"CONTABOLTINHAS" INOPEsqueci-me da fita peitoral e não pude usar o MFC... Pânico de início,conformação posterior e adequação final. Sempre eram 2 dias a pedalarnaquelas "colinazitas galegas" :-) e havia que racionalizar o esforço. Foi à"antiga portuguesa" cerrando os dentes e pedalando por intuição... Derealçar que vi muita gente de MFC o que é um bom sinal. Os mouros têm decomeçar a utilizá-lo com mais frequência (perceberam a piada: "frequência:-) são de grande utilidade...SAUDAÇÃO ESPECIALÀs meninas mais rápidas da V@: a Marta Vieira e a Bete Vilas Boas (ambas deHT) que não quiseram deixar de estar presentes :-) embora só até ao almoço:-(Pedalar assim dá outro gosto, escutam-se menos pragas, todos se comportammelhor e a estética grupal sai amplamente beneficiada! Tudo se torna aindamais belo...NAVID A JACTODe repente vejo surgir um individuo de fato de treino cinzento, ténis depasseio e bicicleta prateada. Tudo vagamente familiar. Era o Navid que tinhaarrancado às 06:00, efectuou o duro passeio, rebolou na descida e aindavoltou a Cascais na mesma noite: é obra. O tipo tem espírito, faz-se umciclista a sério. O nosso compromisso é de o por afinadinho: 1.º concelho -roupa de ciclista que o hábito, aqui, quase que faz o monge (peças dealgodão são "proibidas" neste desporto) 2.º concelho - um novo quadro (HTbem entendido) já que este é a alma da bicicleta; 3.º concelho - aparece evais ver que não te arrependerás! Tem já algumas vantagem perante outros queprocuram aprofundar a arte: ele já é um desportista, tem espírito desacrifício, tem peso baixo. Os ingredientes estão lá é necessário apenasmistura-los nas proporções correctas!O PORQUÊ DAS FSFiquei sem saber, sinceramente, porque é que para andar na zona de Famalicãoé necessário ter uma FS. Só se for para não destoar do resto do grupo :-)) Aesta hora é o PIR que se está a rir dos demais. Algumas, pelo sim, pelo nãojá foram tiradas do fundo da garagem e rolaram montanha acima neste sábadopassado, outras virão! :-)EU GOSTO É DISTO!FSM pois então mais o seu fiel GPS! Nos dois dias, sem pestanejar. Ele é oFS ("M" :-) mais HT que conheço, bem hajas! De resto é o único que põeaquele tipo de máquina a rolar verdadeiramente rápido pelo capital de saberde experiência feito.A HORA DA VERDADE OU O PRÉMIO PIROTECNIA 2001Foi aquela subida ao delta do cruzeiro após a descida que sucedeu à pedreiradas britas. Um dos Sampaios tomou a dianteira. Atacou forte e surpreendeu, éverdade, só o Patu esteve em condições de responder ao ataque e superou-oembora com alguma dificuldade inicial. O problema é que a subida era, paraalém de dura, muito prolongada e se o 1.º 1/3 foi do Sampaio em virtude doataque, no resto do tempo eclipsou-se e fui por ali acima com o Jorge Silvaatrás de mim. Quando cheguei e aguardei pelos restantes é que verifiquei adimensão do massacre: "rabo e orelhas" para as HT. Prémio pirotecnia para o"brother" Sampaio qual foguete que subiu e estoirou :-))) Em boa verdade sediga que os rapazes até têm condições, o hardware é que, definitivamente,não ajuda :-DSUPERORGANIZAÇÃOA Armada Famalicense pode até ficar-se nas subidas já que, contra factos nãohá argumentos (já sei: só treinam duas horitas ao domingo e nós é treinobidiário e Viagra :-) mas nunca coisa eles são insuperáveis: hospitalidade eorganização - está-lhes na massa do sangue. Já o tínhamos sentido no Xures,tornámos a constatá-lo em Famalicão! Aquele "almocinho informal" foi a provacabal disso. Agora já só falta terem HT's para que tudo seja perfeito :-))Gostamos de nos sentir bem recebidos e eles fazem-no com prazer - Bem hajampor isso!ANIQUILAÇÃO TOTAL IICom os mesmo protagonistas mas com dois pelotões: fartámo-nos de esperarpelos "molinhas" no resto do percurso, já enjoava, o que vale é que o Patuestava inspirado e sempre nos animávamos um pouco enquanto esperávamos. Otroço final de asfalto então foi eloquente :-))OS PATUS TAMBÉM SE RESGUARDAMA "criatura" da Maia :-) garantiu que iria ao jantar mas foi-se resguardarpara casa e deve ter-se deitado ainda antes das 21:00, o dia seguinte iriaser ainda mais duro e ainda poderia ter de engolir umas piadas dos "mauros",havia que jogar pelo seguro :-))*********** DIA 3 - VIMARANES (GUIMARÃES) ***********VIMARANES BY NIGHTFicámos (eu o RS) estupendamente instalados no local da partida (Semináriodo Verbo Divino em Vimaranes). O Paulo Oliveira (atleta do CBTTCPR eorganizador do passeio) foi nosso anfitrião e conduziu-nos pelo classificadoCentro Histórico da cidade berço em busca de um café (estava tudo apinhadoem virtude do empeno do FCP nessa noite naquela localidade :-)...1.º CHEFE DE ESTADOA famosa Estátua do dito cujo está como todos sabeis frente ao castelo deVimaranes. Fui tomar o pequeno almoço aí e parei para prestar homenagem. Derepente sinto o tal diabinho a segredar-me: "se esse morcão não se temchateado com a mãe a esta hora tinhas o dobro do vencimento e não pagavasnada nas autoestradas". Ainda assim prevaleceu o genuíno sentimentopatriótico :-))ESTRANHA AUSÊNCIA DA "ARMADA"A mais eloquente prova do empeno definitivo das FS foi a total ausência daRota do Rally que teve lugar no domingo no triângulo Vimaranes-Fafe-Rossas.Nem um para contar como foi (à excepção do FSM e do Jorge "Masoquista"Rocha, embora ambos não famalicenses). Os "duros" estavam lá todos erepetiram a dose: nós gostamos é disto!MARTA AUSENTE BOLO PRESENTEDas meninas mais famosas da lista só esteve presente, desta vez, a BeteVilas Boas :-). A Marta não foi :-( mas outorgou-nos o seu famoso bolo dechocolate :-) Todos gostaram!OUTRAS PRESENÇASDestaque para o webmaster dos webmasters, o Jorge Maia que connosco pedalou,para o Paulo Oliveira e para a Ana Vilas Boas (irmã da Bete) que fez decondutora de apoio além de muitos outros, excelentes, companheirosciclistas...VIA VERDEÉ como se pode designar a fantástica ciclovia Vimaranes-Fafe: a antigaferrovia foi asfaltada e liga estas duas cidades. Percurso relativamenteplano e sem trânsito motorizado. Que mais se pode exigir? Um exemplo a serseguido!22x34 E RS "DEJÁ VUE"Após rolarmos pela dita ciclovia até metade começamos a subir e a descerpara alcançarmos a barragem da Queimadela com a Serra da Cabreira ali mesmoao pé e que subidas, caramba! As descidas não ficaram atrás e numa localverdadeiramente fotográfico com um desnível abrupto uma terrívelconstatação, a confirmar a da véspera: o RS mudou de quadro mas não dehábitos - ele faz tudo à mão (salvo seja... :-). Eu cá, embora com algumareticência e num espírito de "cala-patus" lá me sentei por cima do pneu detrás e fui por ali abaixo tranquilamente.CICLISTA COMPLETOÉ o Patu Bravu: temos de dar a mão à palmatória. O tipo é chato como apotassa, quando pega num tema é obsessivo, nunca mais se cala e massacra-noscom 200 mensagens sempre a falar do mesmo mas é um ciclista do raio.Enquanto que a maioria de nós estávamos no "vou não vou" na referidadescida, o "morcão" dispara pelo meio das penhas e cria a sua própriadescida: 5 estrelas velocipédicas!DAM AT LASTA primeira parte terminou na barragem da Queimadela e todos ansiávamos porela não sei se por causa das subidas porque passamos se por causa da fome.Foi a altura das chouriças no álcool, do "Marta's Exquisit Chocolat Cake" edo "Reguengos" (porque será que os "morcões" :-) gostam tanto de vinhoalentejano?). O pior foi o RS, que é o tipo mais sensato que conheço (se nãofosse nunca desceria apeado :-) e que está habituado ao famoso iogurteliquido quando atacou as chouriças e, sobretudo, a famosa "colheita de 98"nunca mais foi o mesmo ciclista até ao final. Para além das faces maisruborizadas, o sorriso estava mais solto e alguns dislates foram ouvidos:-)). Definitivamente "este gaijo num é do Norte, carago"! :-))INCIDENTENa estupenda descida que antecedia a barragem tentei ir sempre à frente da"criatura da Maia", após ter sido ultrapassado por aquele, num salto malcalculado com uma curva de permeio e uma momentânea desconcentração a rodada frente ficou atravessada e visitei os "verdes" (como dizem lá por aquelasbandas), queda ligeira sem consequências testemunhada apenas por um ciclistade Braga. Quando lá cheguei abaixo já todos sabiam :-) e tive de ouvir aspiadas habituais sobre os "mauros que num aguentam a dureza" e coisas dogénero. O pior foi que um dos elos da corrente torceu juntamente com umdente da "22". Fiquei impossibilitado de contar com os seus préstimos atéfinal. Como sou um indivíduo sortudo as piores subidas estavam já vencidasna 1.ª parte, senão haveria de ser o bom e o bonito...RODAS RESISTENTESAs do Jorge "masochista" Rocha após um Opel francês ter, literalmente,estacionado em cima da roda dianteira da sua bicicleta que estava deitada naberma do estradão em Fafe-Lameirinhas... Também não se perdia grande coisa,era uma FS :-))COMO SE DISTINGUE UMA VACA DE UM BOIPelos cornos não será certamente. Pouco habituado à raça barrosã insisti coma Bete em chamar touro a uma vaca da referida subespécie, só perante osfactos (ou seja quando a dita besta se aproximou) pude constatar o "volume"do meu engano de que me penitencio antes que comecem a chover mensagens :-))MÉDIA DE 50 KMS HORAFoi a que fizemos nas descidas seguintes onde era necessário ter muitocuidado com as curvas e o piso solto. Tirando isso o "adrenalin boost"faz-nos sentir mais vivos!FAFE- VIMARENES - A VERDADE ROLANDO!O troço final ligou, pela ciclovia, Fafe a Vimaranes. Foi altura de rolar asério com os mais dotados a conduzir as operações. A dada altura e porquehavia uma subida ligeira mas constante o grupo fica reduzido a 4 elementos.Eu o Patu, a Bete e o Paulo Oliveira. A cerca de 2 kms. e como me estava asentir muito bem ataco e apenas o PO responde. Moral da História e, porincrível que possa parecer, deixei a Bete e o Patu a olharem à distânciapara o "@" da camisola que o Vilela me mandou e só chegam cerca de 30"depois! Ora, a "criatura da Maia" pode ser uma excelente pessoa e ciclistamas tem "mau perder" :-)) e já dizia que as pastilhas de Isostar não eram deIsostar (o mesmo argumento que um certo "mouro" utilizou no final da 5.ªetapa da estafeta há 2 semanas atrás). Tentativa vã de esconder oindisfarçável: o "gaijo do Norte" ficou pregado por um mouro de bicicletaavariada, só visto (ainda bem que a Bete pode testemunhar :-)!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
domingo, 25 de novembro de 2001
5@ - Janela Indiscreta
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ERA UMA VEZ...Era uma vez uma etapa tão dura que só foi disputada por bicicletas HT...Onde é que eu já li isto anteriormente? Não me recordo, porém é a mais puradas verdades! ;-)QUALIDADEA qualidade de uma etapa pode também ser medida pela lista oficial de"baldanços": nada mais nada menos que dois colunáveis com receio das subidas(o "B" de Leiria e o "B" de Miraflores :-) e, pasme-se, o RS, com medo dasdescidas! De nada lhe valeu ter-nos recebido, no final, em Mafra na suabicicleta com slicks montados. Já se perdem na memória os "flops" desta,outrora promessa, do ciclismo de montanha nacional :-). Por que será queeste rapaz nunca desperta cedo? ;-)EMPRESA DE CAMIONAGEM PIMPÃO, LDA.Deu um jeitão a boleia para as bicicletas na camioneta do irmão do JoãoPimpão. Grande parte do problema logístico ficou, logo ali, resolvido.Grande Pimpão!LEBRES BIANCHIO Henrique Almeida apareceu com uns amigos, dois irmãos, montados emBianchis topo de gama (HT claro está). Os "tipos" tinham um andamentodiabólico e foram, em parte, responsáveis pelo ritmo diabólico que foiimprimido a esta incursão. Sem embargo a quilometragem em função daaltimetria fez com que um deles, esgotadas as "baterias" sofresse uma sériede caimbras.CHUVA PESADAApesar do sol ainda choveu. É verdade, não água, mas chumbo de um par detiros dirigidos a uma sobrevoante perdiz que caíram por cima de nós. Não hápachorra :-(PARA TODOS OS GOSTOSPara quem gosta de descer este também foi uma grande incursão. Que o diga oRodrigo Pacheco que, às páginas tantas, na descida do planalto para apassagem inferior da A8, vê a sua bicicleta no chão e tem de correr os 100metros montanha abaixo para não se ver confrontado com o solo pedregoso. Sóvisto! De resto só uma atenção redobrada evitou alguns dissabores à maiorianas técnicas descidas do percurso...SOCORRO, TIREM-ME DESTE FILME!O ponto alto da incursão foi, como se esperava, a ascensão ao santuário deNossa Senhora do Socorro, no topo da serra do mesmo nome. A um desníveldesumano aliava-se um piso péssimo. Uma espécie de "irmã mais velha" damítica subida de S. Luís no Parque Natural da Arrábida. Houve quem,prudentemente (Luís "Duracell" Parreira), a contornasse e aguardasse osrestantes no final da descida de empedrado. Poupou-se o suficiente parapoder resistir até ao final. Vê se curas essa gripe!LA DULCINEIA DEL JUREMELOO tempo esteve magnífico com um sol radioso e ausência de vento sugerindomais a Primavera do que um Outono já "entradote". Tal facto pregou algumaspartidas aos "9 magníficos" ao nível da reserva de água. No meu caso, comoentendo que as gramas extra são inimigas do bom desempenho reduzi asrecargas de água ao mínimo previsivel. No entanto, após Enxara do Bispo, oprecioso líquido esgotou-se-me e havia ainda um enorme desnível a vencer atéao Juremelo. Cheguei lá acima com uma sede enorme. Naquela povoação umavisão magnífica: uma donzela, singela mas formosa, deu-me de beber. Ao meu"obrigado" respondeu com um sincero sorriso. Afinal Portugal ainda éverdadeiramente uma caixinha de surpresas! ;-)OS HERÓIS TAMBÉM SE ABATEM?A dada altura, o João Pimpão, sobejamente conhecido por todos por ser umaespécie de "força da natureza" pedalante, começou a subir mais devagar e adizer que estava farto. Tal facto, conjugado com a ilustre lista de"baldanços", torna indesmentível aquilo que já se previa: esta foi a maisdura jornada da Estafet@ (até ao momento, claro está)!O HOMEM DA MARRETAEsteve omnipresente nesta incursão, todos demos pela sua presença, uns mais,outros menos. Ainda assim um dos "Lebres-Bianchi" e o FC (hoje literalmente"fémur comprido") terão sido, provavelmente, os menos incomodados.Pessoalmente fui doseando, como pude, o esforço e ao fim senti-me bem econsegui ser rápido nas derradeiras mas demolidoras ascensões, ainda assim,nada mau!E AS "PIADAS TARDIAS"As referentes às minhas pastilhas "Isostar" que, não só não se adquirem nafarmácia, como estão ao alcance de qualquer mortal, numa simples prateleirade hipermercado. Numa incursão deste tipo há que manter constantes os níveisde açúcar e sais no sangue, caso contrário o corpo prega-nos uma partidadesagradável. Além disso, quem não tem cão caça com gato e, como não consigoefectuar as subidas "à maluca" como alguns ;-), tenho de dosear bem oesforço, manter a pulsação em níveis "legais" (tirando a socorrística serra)e o resto vem mesmo do condicionamento virado essencialmente para oendurance e as longas distâncias. É a aplicação prática da fábula da"Cigarra e da Formiga" ou se quiserem de, "quem ri por fim, ri melhor". Emsuma eu não estava a andar mais depressa no final, estava a andar o mesmo,os outros é que estavam mais lentos. Esta malta não pode ver uma camisalavada :-))).MAIS UMA ZELOSA FUNCIONÁRIAConseguir chegar ao Convento de Mafra após uma travessia desta dureza deixaqualquer um entusiasmado. Nem o excesso de zelo da funcionária da Igreja doConvento a dizer-nos, insistentemente, que não poderíamos estar ali (emfrente à entrada da basílica) com as bicicletas nos fez perder a paciência.Estive ainda tentado a dar a "resposta-padrão" para estas situações -"afinal não são só os cães que não gostam de ciclistas!" mas, a sensação de"detente" que se obtém após um desafio deste tipo, aliada ao facto de,apesar dos modos, ser uma senhora e de estar um resplandecente dia de sol,fez-me dizer-lhe apenas secamente - "viemos em peregrinação!", voltar-lhe ascostas e posar para o inevitável momento fotográfico! Prémio limão para areferida "administrativa" :-(DELTAS, MOINHOS, ANTENAS E MIRADOUROSÉ aquilo de que esta incursão foi farta, de tal modo que já nem lhesligávamos patavina. De qualquer modo não os consigo quantificar, apenas seique eram muitos :-)QUEBRADO O ENGUIÇOEsta quint@ etapa parecia que estava enguiçada. Primeiro as previsíveisdificuldades logísticas, depois a dureza das inúmeras ascensões e depois atripla jornada de reconhecimento. Finalmente tudo culminou da melhor forma.Para além das boas memórias ficará uma segunda feira típica de coxaspesadas. Venha a 6@ e 7@ por favor. Agora, até Olissipo tudo é bem maisfácil!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
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ERA UMA VEZ...Era uma vez uma etapa tão dura que só foi disputada por bicicletas HT...Onde é que eu já li isto anteriormente? Não me recordo, porém é a mais puradas verdades! ;-)QUALIDADEA qualidade de uma etapa pode também ser medida pela lista oficial de"baldanços": nada mais nada menos que dois colunáveis com receio das subidas(o "B" de Leiria e o "B" de Miraflores :-) e, pasme-se, o RS, com medo dasdescidas! De nada lhe valeu ter-nos recebido, no final, em Mafra na suabicicleta com slicks montados. Já se perdem na memória os "flops" desta,outrora promessa, do ciclismo de montanha nacional :-). Por que será queeste rapaz nunca desperta cedo? ;-)EMPRESA DE CAMIONAGEM PIMPÃO, LDA.Deu um jeitão a boleia para as bicicletas na camioneta do irmão do JoãoPimpão. Grande parte do problema logístico ficou, logo ali, resolvido.Grande Pimpão!LEBRES BIANCHIO Henrique Almeida apareceu com uns amigos, dois irmãos, montados emBianchis topo de gama (HT claro está). Os "tipos" tinham um andamentodiabólico e foram, em parte, responsáveis pelo ritmo diabólico que foiimprimido a esta incursão. Sem embargo a quilometragem em função daaltimetria fez com que um deles, esgotadas as "baterias" sofresse uma sériede caimbras.CHUVA PESADAApesar do sol ainda choveu. É verdade, não água, mas chumbo de um par detiros dirigidos a uma sobrevoante perdiz que caíram por cima de nós. Não hápachorra :-(PARA TODOS OS GOSTOSPara quem gosta de descer este também foi uma grande incursão. Que o diga oRodrigo Pacheco que, às páginas tantas, na descida do planalto para apassagem inferior da A8, vê a sua bicicleta no chão e tem de correr os 100metros montanha abaixo para não se ver confrontado com o solo pedregoso. Sóvisto! De resto só uma atenção redobrada evitou alguns dissabores à maiorianas técnicas descidas do percurso...SOCORRO, TIREM-ME DESTE FILME!O ponto alto da incursão foi, como se esperava, a ascensão ao santuário deNossa Senhora do Socorro, no topo da serra do mesmo nome. A um desníveldesumano aliava-se um piso péssimo. Uma espécie de "irmã mais velha" damítica subida de S. Luís no Parque Natural da Arrábida. Houve quem,prudentemente (Luís "Duracell" Parreira), a contornasse e aguardasse osrestantes no final da descida de empedrado. Poupou-se o suficiente parapoder resistir até ao final. Vê se curas essa gripe!LA DULCINEIA DEL JUREMELOO tempo esteve magnífico com um sol radioso e ausência de vento sugerindomais a Primavera do que um Outono já "entradote". Tal facto pregou algumaspartidas aos "9 magníficos" ao nível da reserva de água. No meu caso, comoentendo que as gramas extra são inimigas do bom desempenho reduzi asrecargas de água ao mínimo previsivel. No entanto, após Enxara do Bispo, oprecioso líquido esgotou-se-me e havia ainda um enorme desnível a vencer atéao Juremelo. Cheguei lá acima com uma sede enorme. Naquela povoação umavisão magnífica: uma donzela, singela mas formosa, deu-me de beber. Ao meu"obrigado" respondeu com um sincero sorriso. Afinal Portugal ainda éverdadeiramente uma caixinha de surpresas! ;-)OS HERÓIS TAMBÉM SE ABATEM?A dada altura, o João Pimpão, sobejamente conhecido por todos por ser umaespécie de "força da natureza" pedalante, começou a subir mais devagar e adizer que estava farto. Tal facto, conjugado com a ilustre lista de"baldanços", torna indesmentível aquilo que já se previa: esta foi a maisdura jornada da Estafet@ (até ao momento, claro está)!O HOMEM DA MARRETAEsteve omnipresente nesta incursão, todos demos pela sua presença, uns mais,outros menos. Ainda assim um dos "Lebres-Bianchi" e o FC (hoje literalmente"fémur comprido") terão sido, provavelmente, os menos incomodados.Pessoalmente fui doseando, como pude, o esforço e ao fim senti-me bem econsegui ser rápido nas derradeiras mas demolidoras ascensões, ainda assim,nada mau!E AS "PIADAS TARDIAS"As referentes às minhas pastilhas "Isostar" que, não só não se adquirem nafarmácia, como estão ao alcance de qualquer mortal, numa simples prateleirade hipermercado. Numa incursão deste tipo há que manter constantes os níveisde açúcar e sais no sangue, caso contrário o corpo prega-nos uma partidadesagradável. Além disso, quem não tem cão caça com gato e, como não consigoefectuar as subidas "à maluca" como alguns ;-), tenho de dosear bem oesforço, manter a pulsação em níveis "legais" (tirando a socorrística serra)e o resto vem mesmo do condicionamento virado essencialmente para oendurance e as longas distâncias. 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Nem o excesso de zelo da funcionária da Igreja doConvento a dizer-nos, insistentemente, que não poderíamos estar ali (emfrente à entrada da basílica) com as bicicletas nos fez perder a paciência.Estive ainda tentado a dar a "resposta-padrão" para estas situações -"afinal não são só os cães que não gostam de ciclistas!" mas, a sensação de"detente" que se obtém após um desafio deste tipo, aliada ao facto de,apesar dos modos, ser uma senhora e de estar um resplandecente dia de sol,fez-me dizer-lhe apenas secamente - "viemos em peregrinação!", voltar-lhe ascostas e posar para o inevitável momento fotográfico! Prémio limão para areferida "administrativa" :-(DELTAS, MOINHOS, ANTENAS E MIRADOUROSÉ aquilo de que esta incursão foi farta, de tal modo que já nem lhesligávamos patavina. De qualquer modo não os consigo quantificar, apenas seique eram muitos :-)QUEBRADO O ENGUIÇOEsta quint@ etapa parecia que estava enguiçada. Primeiro as previsíveisdificuldades logísticas, depois a dureza das inúmeras ascensões e depois atripla jornada de reconhecimento. Finalmente tudo culminou da melhor forma.Para além das boas memórias ficará uma segunda feira típica de coxaspesadas. Venha a 6@ e 7@ por favor. Agora, até Olissipo tudo é bem maisfácil!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
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