sexta-feira, 28 de março de 2003
Passividades e manutenção do nível
DECLARAçÂO"Quem semeia ventos colhe tempestades!"Desta forma se pode definir tudo o que se passou.Já há muito que deixei de tentar arbitrar conflitos pois,sinceramente, acho que não seja coisa que resulte. Apenas ireiutilizar a arma de destruição massiva em último caso.Aborrece-me apenas que se gastem tantas mensagens inutilmente. É umproblema de franca improdutividade e isso transtorna-me mais do que oresto. A "teoria da banalidade" pode ser exagerada mas tem aqui plenajustificação.Torna-se óbvio que, para quem conhece o "Almirante" Orlando, como eu,tudo não passe de retórica inconsequente e os episódios são apenasdivertidos "fait divers" o problema é que, inevitavelmente, tudo tendea descambar e o nível desce a pique como uma nau que se afunda em maralto.Sem embargo, tal como assistimos em directo no Crescente Fértil, "quemvai à guerra dá e leva" e, muitas vezes, não nos podemos ofender como uso de determinadas expressões já que fomos nós mesmos quederramámos o "primeiro sangue".Daí que a manutenção de um nível retórico mínimo é essencial paraficarmos ao abrigo de reacções virulentas sempre reprováveis se bemque, num determinado prisma, até se possam afigurar como legítimas.Esta regra é tão válida como a olvidada do "dez segundos"...Evitai, assim os palavrões e as ofensas gratuítas, eles viram-se,forçosamente, contra quem os utiliza.Há que pensar, todavia, nos "civis" deste confronto. Aqueles que aquiestão levando uma existência de passividade e que apostam nesta listacomo forma de aprenderem algo sobre bicicletas e a quem, muitonaturalmente, falta necessariamente a paciência necessária paradesfolhar dezenas de mensagens insultuosas ou de perfeita inutilidadequanto ao objecto que motiva a lista. São assim, sem apelo nem agravo,vítimas de danos colaterais.Mantenham o nível e comportem-se de acordo com as convenções.Naturalmente não irei responder a nenhuma das réplicas a estamensagem, em nome da razão!APRO
segunda-feira, 24 de março de 2003
Barbaridade no Norte Alentejano
Lancei o desafio: Fazer 200 kms. por asfalto, no norte alentejano, acompanhando as etap@s 21 e 22 da nossa estafeta e ligando Arraiolos, Estremoz,Portalegre, Crato, Alter do Chão, Avis, Pavia e Arraiolos.
Como não sou o único a ter falta de juízo ninguém alinhou pela voz da razão e todos concordaram com a jornada que já havia apelidado,previamente, de "barbaridade". Não estava longe da realidade! Para além de o testemunho estar já em Portalegre ao cuidado do Vilela há que referir que estes 210 kms. (mais 5% que o previsto) acabou por se revelar um intensíssimo esforço físico, bem pior do que o Tróia - Sagres para o qual, habitualmente, há toda uma preparação prévia que aqui não existiu. O grande responsável foi o forte vento frontal que nos acompanhou em mais de metade do percurso.
Éramos quatro à partida (eu, o Rui Sousa, o Delfino Santos e o Cipriano Canaverde) e também à chegada. Pelo meio, entre Estremoz e Portalegre acompanhámos os "Ases de Portalegre" e também o João Pina (o tal que encontramos nas zonas mais incríveis do país) que connosco viajou até Monforte.
A primeira parte equiveleu à 21 etap@ entre Arraiolos e Estremoz e correspondeu a 42 kms. pela EN 4 com um vento a soprar moderado quase frontal mas a que demos uma boa resposta pelo pedalar em grupo a que correspondeu uma interessante média de 32 kms./h.
A EN 4 entre estas duas localidades é interessante para pedalar enquanto a berma larga o permite. Chegados a Estremoz já lá estavam os "Ases" e o grupo lá seguiu pelo IP 2 até Portalegre (km. 100). Este era um grupo extremamente heterogéneo: bicicletas de estrada, híbridas (BTT com pneu de asfalto) e BTT pura com pneu "gordo".
Foi tempo de relaxar um pouco:o vento soprava por trás, a berma é extremamente larga e a maior parte do percurso foi feito a conversar - agradável.O troço de 20 kms. entre Portalegre e Crato foi o mais interessante de todos: sinuoso, rápido, deserto e com o asfalto em excelentes condições. Um hino ao ciclismo de estrada!
Pausa nesta povoação histórica para uma breve snack. A partir do Crato (Km. 120) tudo se complicou: o asfalto deixou de estar em condições, o trânsito automóvel densificou-se, os desníveis aumentaram e, sobretudo, o vento começou a soprar frontal e forte (nalguns descampados havia rajadas). Tudo isto conjugado contribuiu para aumentar a penosidade. Teria sido óptimo se o passeio terminasse no Crato, mas lá seguímos.
Os 12 kms. até Alter do Chão (km. 132) foram terríveis. De Alter até Avis houve um pouco de tudo, nos primeiros 10 kms. rodámos para poente e pedalou-se bem mas os restantes 20 kms. já foram algo penosos embora os desníveis não fossem fortes e a paisagem interessante em virtude de se acompanhar as margens da albufeira da Barragem do Maranhão.
Em Avis nova paragem para repor açúcar já que o desgaste calórico associado era já enorme.Avis - Pavia e Pavia - Arraiolos foram indescritíveis: vento forte, desníveis de respeito, asfalto degradado - penosidade máxima.
No final um enorme esforço despendido e a sensação de que se superaram limites.
Conclusões:
Como não sou o único a ter falta de juízo ninguém alinhou pela voz da razão e todos concordaram com a jornada que já havia apelidado,previamente, de "barbaridade". Não estava longe da realidade! Para além de o testemunho estar já em Portalegre ao cuidado do Vilela há que referir que estes 210 kms. (mais 5% que o previsto) acabou por se revelar um intensíssimo esforço físico, bem pior do que o Tróia - Sagres para o qual, habitualmente, há toda uma preparação prévia que aqui não existiu. O grande responsável foi o forte vento frontal que nos acompanhou em mais de metade do percurso.
Éramos quatro à partida (eu, o Rui Sousa, o Delfino Santos e o Cipriano Canaverde) e também à chegada. Pelo meio, entre Estremoz e Portalegre acompanhámos os "Ases de Portalegre" e também o João Pina (o tal que encontramos nas zonas mais incríveis do país) que connosco viajou até Monforte.
A primeira parte equiveleu à 21 etap@ entre Arraiolos e Estremoz e correspondeu a 42 kms. pela EN 4 com um vento a soprar moderado quase frontal mas a que demos uma boa resposta pelo pedalar em grupo a que correspondeu uma interessante média de 32 kms./h.
A EN 4 entre estas duas localidades é interessante para pedalar enquanto a berma larga o permite. Chegados a Estremoz já lá estavam os "Ases" e o grupo lá seguiu pelo IP 2 até Portalegre (km. 100). Este era um grupo extremamente heterogéneo: bicicletas de estrada, híbridas (BTT com pneu de asfalto) e BTT pura com pneu "gordo".
Foi tempo de relaxar um pouco:o vento soprava por trás, a berma é extremamente larga e a maior parte do percurso foi feito a conversar - agradável.O troço de 20 kms. entre Portalegre e Crato foi o mais interessante de todos: sinuoso, rápido, deserto e com o asfalto em excelentes condições. Um hino ao ciclismo de estrada!
Pausa nesta povoação histórica para uma breve snack. A partir do Crato (Km. 120) tudo se complicou: o asfalto deixou de estar em condições, o trânsito automóvel densificou-se, os desníveis aumentaram e, sobretudo, o vento começou a soprar frontal e forte (nalguns descampados havia rajadas). Tudo isto conjugado contribuiu para aumentar a penosidade. Teria sido óptimo se o passeio terminasse no Crato, mas lá seguímos.
Os 12 kms. até Alter do Chão (km. 132) foram terríveis. De Alter até Avis houve um pouco de tudo, nos primeiros 10 kms. rodámos para poente e pedalou-se bem mas os restantes 20 kms. já foram algo penosos embora os desníveis não fossem fortes e a paisagem interessante em virtude de se acompanhar as margens da albufeira da Barragem do Maranhão.
Em Avis nova paragem para repor açúcar já que o desgaste calórico associado era já enorme.Avis - Pavia e Pavia - Arraiolos foram indescritíveis: vento forte, desníveis de respeito, asfalto degradado - penosidade máxima.
No final um enorme esforço despendido e a sensação de que se superaram limites.
Conclusões:
- Foi excessivo - tendo em conta o vento deveria de ter sido maiscurto.. 4600 Kcal. despendidas - retrato do esforço brutal a que correponde3 dias (!) de gasto do metabolismo basal num adulto masculino médio.
- Ingestão de alimentos - perante um desgaste deste tipo o consumo de alimentos foi a condizer e foi responsável, indubitavelmente, por termos chegado ao final: 7 barras energéticas; 2 litros de isotónico;1 compal pêssego, uma sandes mista, 1 mousse de chocolate e dois cafés!
- Boas prestações individuais - todos tiveram à altura do evento apesar das enormes dificuldades. Pessoalmente estive bem, só no troço final (Pavia-Arraiolos 20 kms. a subir) fui buscar forças já não sei bem onde. O Cipriano esteve também em muito bom nível, o Delfino fraquejou um pouco a partir de Alter mas conseguiu chegar ao final e o Rui também deu boa conta de si, embora com alguma sdificuldades
domingo, 16 de março de 2003
Serra da Arrábida, Setúbal: a dureza prossegue
Hoje tive ocasião de aí me deslocar com os colisteiros José Manuel Sabino eMário Silva para cumprir, na integra, o passeio "para canadiano ver" que foiprecocemente interrompido em virtude da queda do Mário Conde na semanatransacta.Fomos acompanhados por mais 3 elementos: o Nuno, com uma Specialized S-Works(FS), o Carlos Serra (elemento da Qinta do Anjo, em Look, com a bizarra maseficaz suspensão "fournalles") e um outro elemento recrutado "in loco" comuma novíssima Massi "full XTR" e que ficou a saber que "o hábito não faz omonge" já que apesar de ter a máquina mais leve teve sérias dificuldades emcompletar o percurso.O SÓSIA DO RUI SOUSANo parque de estacionamento, em Palmela, surgiu um sósia do Rui Sousa: ocarro era igual, a fisionomia e a voz eram as mesmas, só que não veioconnosco no passeio antes seguiu montado num chasso. A explicação é simples:estava a preparar um reconhecimento para um passeio pedestre a realizar comos colegas. Dizem as más línguas que depois de uns passeios de bicicleta comos mesmos eles ficaram completamente "mortos para a causa", porque será? :-)DH PALMELA E PACE: CASAMENTO PERFEITOO Mário Silva ia estrear uma nova Pace. Terá ficado deliciado com ocomportamento da mesma na dificil e saltitante descida do Castelo até àbaixa de Palmela. Aquele piso é mesmo o ideal para uma suspensão de molasóleo e com curso generoso. Quanto a mim o habitual empeno dos membrossuperiores proporcionado pela Fatty com 70 mm. a ar/óleo desadequada para oefeito.NÃO SE ESGOTEM!Na primeira grande parede do dia, a subida do Monte do Pavores para aestrada do Vale dos Barris ultrapassámos, em pleno esforço, dois ciclistasbastante idosos (que seguiam a pé). Curiosa a reacção de um deles: "Não seesgotem para chegarem à minha idade!"OCTANAGEMApós a ascenção da Escudeira o nosso convidado de ocasião já tinha esgotadoo elogia da nova máquina (deve ter custado uma pequena fortuna) e chegou àconclusão que, apesar de estar bem fisicamente não conseguia livrar-se dacauda do grupo nas subidas. A sua observação foi, no mínimo curiosa: "quemarca de gasolina é que vocês põem!", perguntava-me a mim e ao Sabino...PORTELA INTEGRALA passagem entre as serras de Louro e S.Francisco faz-se por um caminho, nasua cota mais baixa que tem, como é habitual o nome de Portela. Trata-se,aqui, de uma subida longa e exigente. Se a isso juntarmos, acto contínuo, asubida para o alto da Serra de S.Francisco, sem descanso, o teste torna-semuito duro. Por isso não foi de estranhar que houvesse quem, mesmo e apesarde estarem umas esbeltas ciclistas a subirem a dita ascensão, tivessedesmontado, ou seria porque também elas seguiam a pé?VOLUNTÁRIO PRECISA-SENa breve paragem na zona do moinho do cuco comentava que, na longa e técnicadescida que se seguiria, quase sempre haveria alguém que caía. Desta vez nãofoi excepção com o Mário Silva, num gesto de grande nobreza, avoluntariar-se para a honrosa causa: nem a Pace nova o salvou. E tudo se deunas minhas costas e comigo a pensar candidamente "desta vez ninguém caíu!":-)UP & DOWNSendo a Arrábida uma caixinha de surpresas é natural que eu, como conhecedordo local, não vá avisando sobre as subidas que se avizinham: seria o mesmoque, no cinema, ir contar as cenas que se seguem. No entanto, os bonsobservadores, lá iam adivinhando o futuro através do meu simples gesto desubir ou descer os manguitos :-)CONCURSO DE GRELHADOSNo parque da Comenda já com 40 kms. percorridos e 1500 KCal. após a partidadeparamos com inúmeros piqueniqueiros que, por ser perto da hora de almoço,preparavam os seus grelhados. Ora para nós que comíamos umas simplesbarritas foi insultuoso aquela orgia de cheiros: ele era sargo, febras,entrecosto e até frango (com ou sem nitrofurano pouco importava). Teve ocondão de abreviar a paragem pois era impossível ali permanecer por maistempo.VIA CRVCISA ascensão à Capela de S.Luís da Serra é sempre um must, até porque dá parair controlando a progressão: existem cruzes das sucessivas estações da ViaSacra. Pior só mesmo com a cruz às costas!O SEGREDO BEM GUARDADOO Sabino é um daqueles fenómenos misteriosos. Tal como na Serra do Sicó deupara comprovar que está numa forma estupenda. Será a nova bicicleta, será oarroz integral (que tanto o celebrizou)? Desvendamos o mistério: ele tem umaseringa (com agulha e tudo) com que coloca o óleo na corrente e desviadores!Provavelmente também a usará com o óleo para uma injecção intramuscular :-DS.LUÍS DE NOVO ADIADOQuando chegámos à plataforma da subida de S.Luís tive de enfrentar umamini-revolta pois quase ninguém estava disposto a ir lá acima: as desculpasforam as mais variadas mas nenhuma se relacionava, curiosamente, com oesforço que seria exigido: "é muito tarde já!"; "subir e descer pelo mesmolocal não tem piada!", etc.SPRINT FINALA subida da cobra (Baixa-Palmela) foi o derredeiro esforço. Fui com o Sabinopor ali a cima com a criatura a tentar deixar-me sempre para trás mas lá fuirespondendo como pude. No final como me estava a sentir bem e com algumamargem de pulsação ataquei forte mas o tipo respondeu à altura e entramos osdois em Palmela lado a lado. Anda aí muito treino escondido! Disso não háduvida, mas que um quadro Masil "ultra-light" faz uma grande diferença de umProflex, lá isso faz...FACTS AND FIGURESNo final 60 duríssimos quilómetros entre as 09:00 e as 13:00, com umdesnível acumulado incrível e com o metabolismo a consumir mais de 2100Kcal. Assim dá gosto!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
sexta-feira, 14 de março de 2003
Circuito do Jamor - Taça de Portugal Nokia
Estive hoje pela tarde a experimentar o dito cujo e achei-o super-técnico.As descidas fazem-se todas (montado, bem entendido, apesar de duas delasmuito difíceis: Kamikaze e anterior).As subidas são curtas e muito difíceis: o terreno escorrega, a inclinação éelevada, a má abordagem inicial pode comprometer a ascenção montado.Há pelo menos 3 delas que são completamente impossíveis de subir montado: ainclinação é monstruosa (a que se alia o terreno escorregadio) ou possuemobstáculos intransponíveis.De resto subir montado ou a pé demora quase o mesmo tempo pelo que serão asdescidas a fazer a diferença. Qualquer descuido na kamikaze ou, sobretudo,na anterior pode provocar um acidente aparatoso pelo que não serádispiciendo, quem quiser participar ir equipado "à Navid". De igual modo unspitons serão uma boa ajuda.É aquilo que se pode chamar um traçado muito selectivo e exigente que deveráproporcionar um excelente espectáculo no sábado e no domingo próximos.Apesar desta retórica não irei participar apenas aí me desloquei porcuriosidade...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best Regards
quarta-feira, 12 de março de 2003
Altas Quilometragens - Prós e Contras mas também propostas de conciliação...
Já tive ocasião de afirmar que para mim os passeios da V@ são a excepção queconfirma a regra...Ou seja: já não tenho pachorra para muita gente junta, andamentosheterogéneos, "n" furos, "n" correntes partidas, "n" quedas, "n" paragens nofinal das subidas a arrefecer, etc.Sou mais adepto de grupos curtos, homegéneos, com andamentos fortes eatitudes de superação.Os nossos passeios trimestrais são, todavia, a forma de nos reencontrarmos ede convivermos, como tal a excepção que refiro.Ora se eu esqueço todos esses aspectos negativos de uma passeio numerosopela amizade que nos une porque outros não o deverão fazer um sacrifício epalmilhar mais umas subidas do que as que está habituado e percorrer unsquilómetros extra?Talvez que o melhor seja mesmo tentar conciliar o melhor dos dois mundos.Perguntarão V. Exas. como?Simples, mirem http://www.geocities.com/caminhos_2001/castelos.htm .Foi um passeio que organizei há dois anos na Arrábida. Antevendo que iríamoster acontecimentos diferenciados e para que ninguém empatasse ninguém etodos se divertissem optámos pela "fórmula bypass".Atente-se nesta descrição:>>>>>A exigência física será superior à técnica mas contará com diversos bypasspara um nível II em que se percorrerá um trajecto alternativo com menosdesnível e reagrupamento num mesmo local com o nível I (...) O nível II,ainda assim, será bastante exigente. Pode também servir para brevesrecuperações de alguns elementos mais cansados.>>>>>Todos circulávam em conjunto excepto nas zonas onde a exigência física émaior, isto é, nas ascensões, metade subia, metade circulava pelaalternativa menos dura e todos reagrupavam mais adiante. Ninguém tinha umlugar fixo quem se sentisse em forma escolhia mais duro e podia descansar napróxima.Acho que foi um sucesso apesar de todos terem chegado ao final com ummonumental empeno.Tal implica mais guias e uma maior disciplina mas não é difícil até porque amaior parte dos quilómetros são comuns.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
terça-feira, 11 de março de 2003
O BTT pode ser uma actividade perigosa!
Desta vez calhou ao Mário Conde.O Pedro Duarte e o Mário Conde andavam a mostrar o "best off" nacional emBTT a um célebre canadiano.Na incursão arrabidiana desta tarde (sim, consegui arranjar um tempinhoemprestado) fui-lhes mostrar a Arrábida.Escolhi propositadamente umas subidas de eleição mas o canadiano, só queriamesmo era descer e acabou o prematuro passeio com um empeno monumental.Até que "às páginas tantas" o Mário Conde resolveu "filmar uma cenaarriscada sem duplo" numa passagem mais técnica e vai daí um ombrofortemente machucado e que, a princípio se suspeitou de fractura declavícula mas que, afinal, não passou, segundo diagnóstico dos clínicos doHospital de Setúbal, de uma ruptura de ligamentos.O que estes tipos fazem para não terem de subir :-)As melhoras Mário!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best Regards
domingo, 2 de março de 2003
Sicó's first report e alguns conselhos pluviais
Tal como previa fomos abençoados pela chuva.Há muito que me habituei a tomar o site http://br.weather.com/ como umaespécie de biblia virtual no que à previsão meteorológica diz respeito. Onosso www.meteo.pt é uma desilusão absoluta seja na apresentação gráfica,seja na previsão que efectua em que apresenta um panorama de prognóstico,pasme-se, para todo o país (ou, no próprio dia para "Regiões do Norte vs.Regiões do Sul") como se não existissem diferenças entre Faro e Lisboa ouentre Aveiro e Bragança...Assim sendo, o kit de pluviosidade" foi desembalsamado. Consta doimprescindível "Agu Secco" (o seu impermeável oficial de campo em todas asestações) peça obrigatória para impedir a chuva de entrar e para permitirmanter a roupa seca por debaixo e das luvas e meias em neoprene. Há muitoque constatei que, já que se torna impossível manter as mão e os pés secos(as seal skin não resistem muito tempo a uma chuva copiosa) então, ao menos,que se mantenham quentes. Daí a se aplicar o princípio do mergulho ou dosdesportos náuticos (o passeio de ontem insere-se de resto nesta últimadesignação) vai um pequeno passo: o neoprene pelas suas característicaspermite-o e ajuda-nos a manter a temperatura corporal que é muito maisfacilmente comprometida com chuva.Saliente-se que só é possível utilizar neoprene se, efectivamente, estiver achover pois na sua ausência a temperatura sobe muito e torna-se impossivel asua utilização.Prudentemente, a maioria dos presente, levava, pelo menos um impermeável, sebem que, em muitos casos não permitisse a evaporação da transpiração, aindaassim é melhor que nada. No entanto era nítido o arrefecimento de muitos jáque a temperatura corporal se ia comprometendo, sobretudo, após as paragensprolongadas que são inevitáveis num passeio com tanta gente e com tamanhassubidas e descidad em virtude das diferenças de andamento e dos inevitáveisfuros e correntes quebradas.Fiquei definitivamente impressionado com a qualidade dos troços do Sicó.Nunca por lá tinha pedalado e julgava que se assemelhasse à Serra d'Airemas, na realidade, é muito diferente. Embora também calcária, o verde surgepor todo o lado e os trilhos são espectaculares e muito completos alternandoas subidas demolidoras e técnicas com o inverso descendente para além dezonas de extrema tecnicidade ontem comprometidas em virtude da chuva quetornav o passo extremamente escorregadio.Foi do agrado geral a excelência do terreno. Pena a chuva, que motivou umencurtamento, mas estou certo que teremos ocasião de repetir a deslocação embreve, em grupo mais restrito.SETE MAIS DOIS NOVES FORA NADATive ocasião de estrear em teste de dureza extrema a última e definitivaversão daquilo a que, em tempos chamei de "muleto". De "muleto" já poucoresta relativamente à "máquina oficial" uma vez que o nível de equipamentosé, agora equivalente, tudo assente num quadro Ti cuja verdadeiraproveniência é desconhecida mas que já havia sido bem testado pelo Rui Sousadurante um ano (o que de certa forma lhe confere um aspecto lendário, quiçámístico). Portou-se magnificamente e o efeito combinado da flexibilidade dometal com o acréscimo de conforto e segurança do equipamento pneumático USTtornou-me o passeio ainda mais agradável. Melhor só mesmo os deliciososcomentários quanto à suposta marca do quadro, sobretudo um deles que diziaque "é igual a estes aqui ao lado, só não tem é o autocolante!". Vocêssabem de quais estou a falar! :-DTUDO UMA QUESTÃO DE PALADAR OU GEOFAGIADe novo contámos com a presença do "nosso amigo Nito". Com um traçado destetipo a sua satisfação era absolutamente natural. Melhor só mesmo o seucândido comentário, no final da descida alucinante do castelo do Rabaçal:"esta lama sabe mal!".SABINO RÍGIDOQuam estava aboslutamente irreconhecível era o José Sabino. Então não queremlá ver que a mastodontica ProFlex foi substituída por um quadro duplotriângulo Masil e que ninguém o pregava a subir? Depois desta inquestionáveldemonstração só resta perguntar qual a marca do arroz integral que come? :-DNADA QUE UMA SIMPLES ESFREGONA NÃO RESOLVAApós uma segunda paragem numa cafeteria, em pleno Rabaçal, era ver o estadoem que ficou o chão após a presença das figuras enlameadas. A dona, todavia,estava radiante já que o consumo de sanduiches foi elevado e proporcionouuma venda acrescida e inesperada.TERMAS ROMANAS DE CONIMBRIGATransferiram-se para Alfarelos e para o Ginásio Girão. De facto o nossoamigo Girão, para além de ser um excelente ciclista pôs à nossa disposiçãoas instalações do seu ginásio. Para além do duche, tivemos piscina aquecidae até houve quem não resistisse à sauna... :-D¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2003
Finalmente algumas palavras acerca do Porto Santo
"... Em verdade, essa bela ilha, digna, aliás, de melhor fortuna, foi sempreesquecida pela metrópole, e menosprezada pelo governo local, cifrando-senisto a sua obscura história..."Álvaro Rodrigues de Azevedo, 1873Já me havia deslocado a Porto Santo um punhado de vezes mas sempre em fériasbaneares.Em todas elas não resisti ao apelo dos seus estupendos trilhos (e estradas),é facil alugar uma bicicleta por lá e, mesmo sem material à altura procureiprovar que, "em tempo de férias não se limpam correntes" e fundei a minhaposição sobre a perfeição da ilha para o "mountain bike".Assim quando a Maia Cycles promoveu o passeio foi tempo de não hesitar eagendar a respectiva disponibilidade.Desta vez estava ali, de Inverno, com a minha bicicleta, devidamenteafinada, para dois dias de rotação de pedais.Venci a barreira psicológica do transporte do velocipede em aeronave. Bastamapenas uns pequenos truques de acondicionamento e entender o procedimento detransporte aéreo como um passeio de BTT e no qual ela sofre afinal apenasmais um ligeiro desgaste... Assim foi também com a maioria das máquinas,desnudadas, tal como conheceram a luz do dia fora da loja.Ficámos hospedados no Hotel Vila Baleira e daí saímos Sábado, na direcçãopoente para um conjunto interessante de aventuras..."O MEU AMIGO NITO"O proto free-rider da Invicta foi o guia dos 26 ciclistas. Tinha lá estadono fim de semana anterior a reconhecer às ordens de certo lojista da Maia.Como não podia deixar de ser o passeio desenrolou-se entre saltos, drops,montes de pedras e afins. Era ver muitos aos saltos, a voltarem atrás pararepetir e aos gritos. Pareciam "um bando de pardais à solta"...ESPÍRITO DE FÉRIASFoi como a deslocação foi entendida por muitos, o segundo dia foiaproveitado para o relaxe total: vi-me na contingência de pedalar a solo sóporque começou a chuviscar. Nem sabem o que perderam! No primeiro dia não sópercorri todo o asfalto da estrada marginal sul da ilha (15 kms. nos doissentidos) durante o aquecimento como ainda tive de esperar pela partida mais15 minutos.SECO E MOLHADONunca tinha visitado o Porto Santo no Inverno. Para o BTT é bem melhor estaaltura: temperatura amena, tudo verde, poucos turistas e ainda menostrânsito, mais perto portanto, do paraíso. Também foi interessante pedalardebaixo de um dilúvio subindo pela estrada da Serra de Dentro para aCamacha, só visto!O PASSEIO DAS CONSTIPAÇÕESEfectivamente pelas dificuldades técnicas, furos e pelas grandes diferençasde andamento no sábado foram mais as pausas a arrefecer que o tempo efectivoa pedalar e a aquecer. No entanto os locais visitados foram do agrado gerale a deslocação justificou-se plenamente!DESCANSO AO SEGUNDO DIA OU "A VEREDA!"Chama-se "Vereda Pico do Castelo-Moledo" e é um dos melhores troços BTT queconheço. Tive ocasião de o tornar a visitar no domingo, mesmo à chuva. É queo passeio do dia anterior tinha gente aversa às alturas e apenas se passoulá embaixo no sopé. Para terem ideia trata-se de um circuito em torno dosquatro picos mais altos da ilha (Castelo, Facho, Gandaia e Moledo - 400/500m. altura) onde ela ainda é verde pela influência da floresta. Uma estreitae única vereda de pé posto a cerca de 100 metros dos topos une os cumesrevela-nos um panorama deslumbrante mas onde a concentração tem de sergrande pelo risco da queda. Obtem-se a panorâmica completa da ilha. Écompletamente impossivel descrever em palavras a grandiosidade do local. Fiza solo e tornaria a fazê-lo de novo nessas mesmíssimas condições, o que écerto é que, com medo da chuva, ou por causa das "correntes partidas"(desculpa que ouvi a três elementos) ninguém me acompanhou.PONTOS ALTOSNão em cota (pois andamos quase sempre cá por baixo no sábado) mas emespectacularidade foram a zona rural do Campo de Cima onde o terreno temfalhas provocadas pelas escorrências da chuva e onde o estilo free-ride seimpõe, ou a passagem nas Serra de Dentro e Serra de Fora em cenáriossubtropicais onde pontuam as palmeiras e as figueiras da India. Assim como adifícil transposição do túnel até ao Porto de Abrigo. No domingo, na VeredaCastelo-Moledo, foi o terreno de montanha com os pinheiros e o verde imenso.PATO BRAVOEra o nome do restaurante no Porto de Abrigo, nada mais a propósito...PASSEIO NOCTURNO ALVALADE-PORTO SANTOOs amigos do Alvaladense lá estavam em peso! Foram portagonistas do "passeionocturno" pelos bares extra-programa :-).PARA-OLÍMPICOSUma palavra de destaque para os atletas portadores de deficiência queparticiparam no "evento-paralelo" da 1/2 maratona nas suas cadeiras de rodasespeciais. Alguns eram tão rápidos que ultrapassavam as bicicletas maislentas: só visto!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
terça-feira, 4 de fevereiro de 2003
Dilúvios & Estafet@, Lda. - Respostas várias
Assunto 1 - Batem Leve Levemente Como Quem Chama por Mim...De facto a chuva é o tema dominante. Com o decorrer dos meses vou-meaburguesando velocipedicamente, senão atentem nestes exemplos: Tento entrarem Monsanto para circular nos caminhos que o percorrem e deparo logo com umenorme lamaçal. Paro e perante a imensidão do barro e a bicicleta imaculada,opto por desistir e pegar na bicicleta roda fina e ir para as magníficas edesertas estradas que percorrem o maciço calcário da Arrábida. Andar emcertos locais em BTT com este tempo e terrenos é sofrer (longe vai o tempodo "mud wrestling" de um Sintra-Mafra com passagem pelos grandes lagos.Poupa-se imenso o material, diminuindo o valor da próxima factura nabicicletaria e retiramos mais prazer do ciclismo.Assunto 2 - O Trekking como forma de recuperação activaDo que eu e o Rui Sousa não nos livrámos, no passado domingo, foi de umautêntico dilúvio em pleno maciço da Arrábida em plena actividade detrekking até ao seu ponto mais alto o Delta Formosinho, só acessível a pé,ou de heli. Em plena ascensão avistamos vindo de SW, uma segunda visão dodilúvio. Mais uma vez o "Agu Secco" (passe a publicidade) mostrou ser amelhor invenção desde o pão de forma e o Isotónico em pó. Se a istojuntarmos umas calças quase impermeáveis e umas botas de montanha revestidasa Gore Tex diremos que estivemos como escafandrista em scubadiving sobretudose compararmos com alguns companheiros de jornada iniciclamente sorridentesem fato de treino de algodão.Assunto 2 - Estafet@, statv qvoO testemunho ainda não saíu de Évora por culpa dos meus afazeres. No entantotem de seguir viagem, inevitavelmente. Assim sendo e tendo em consideraçãodois factores: o estado do terreno e o facto de há muito não termos umaetapa asfaltiana acabei de propor ao Cláudio Nogueira que a mesma sejadisputada em asfalto para a roda fina em que as estradas alentejanas, a umtempo desertas e rolantes possam ser o palco priveligiado para fazer aentrega em Montemor o Novo a Delfino Santos do nosso testemunho.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
domingo, 2 de fevereiro de 2003
Praxe Saloia
Assim se pode caracterizar a "tranquila volta cicloturista" por terras deSintra e Mafra conduzidas pelo "calmo" Fernando Carmo.Parece que testámos todas as subidas da região com especial destaque para o"inocente engano" que nos fez descer "lá abaixo até ao Magoito" e ter de otrepar "fosse de que modo fosse".Pior só mesmo o "Teste da Cabrela" a ser terminado aos "Ss" por "especialconveniência de serviço".Passagem pitoresca pelas feiras saloias de Almoçageme (onde encontrei umconhecido cidadão leitor que quase não me reconheceu com trajo velocipédico)e São João das Lampas onde também fizemos aguada.Acabou por ser um simples passeio de amigos que até contou com a presença deum convidado especial deportado do "Circo Coimbra" para a Grande Lisboa eque dá pelo nome de Pedro Santos a quem, desta vez por ser um passeioasfáltico, não vi a roda da frente da sua Cinelli "di colore rossa" no ar.Os outros eram, além deste vosso humilde servidor (Cannondale SaecoRéplica), o anfitrião FC , o Cláudio Nogueira (ambos em BH, respectivamenteOquina e Ventoux) e o Rui Sousa (Trek Carbon).Deu para constatar alguma subida de forma embora nas subidas mais exigentestenha tendência a deixar escapar o "grosso do pelotão". Sem embargo foipossivel vencer todas as duras ascensões.No final 76 kms. terminados a subir à média de 23,5 kms./h e despendendo2950 KCal. com intenso recurso ao Isotónico e às barras de "comida depássaros".No próximo domingo temos a Estafet@ (20.ª etapa) entre Montemor e Arraiolos(e regresso - 65 kms. de BTT) a merecer a nossa melhor atenção.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
quarta-feira, 15 de janeiro de 2003
Desporto Radical? Ou talvez não!
Também não acho que o XC possa ser entendido como "radical" strictu sensu.Concordo que pouco mais é do que ciclismo "fora de estrada".Ainda assim convirá definir exactamente o que é radical. O étimo surge dolatim "radicale", ou seja relativo à raíz de algo. Neste caso à essência ouao fundamento de algo.É claro que o termo evoluiu semanticamente e do "radical" aplicado àpolítica, ou seja àquele que pretende reformas absolutas ou umrevolucionário passámos ao desporto radical que nos habituámos a identificarcom uma série de desportos "novos" (por oposição aos clássicos) geralmentevoltados para a natureza e/ou aventura envolvendo geralmente um razoávelperigo potencial.Deste deste conceito podemos identificar fenómenos como o paraquedismo,parapente, rafting, etc.Tomando este conceito como correcto então talvez que o DH ou o 4X estejammais perto desse objectivo do que propriamente o XC.Sem embargo o acto de se pilotar uma bicicleta envolve, só por si um perigopotencial, como tal pode ser considerado radical. O XC envolve algum tipo dedescidas técnicas com perigo e o próprio ciclismo de estrada velocidadesrazoáveis em descida de estradas de montanha sinuosas (já para não falar dacompanhia indesejável de automóveis). Para além disso o forte exercícioaeróbico e a elevada exigência de forma física que envolvem o ciclismotambém o poderão empurrar para essa desiganção.Algum do fascínio que envolve o fenómeno velocipédico resulta de um mistodestes factores.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
sábado, 28 de dezembro de 2002
O último sábado de 2002 - A Irmandade das Bicicletas
Posso admitir que o Tróia Sagres do ano transacto foi a incursão ciclistamais dura da minha carreira amadora.De facto nunca tinha terminado em semelhante desgaste nada antes.Ficou, todavia a sabedoria para que, em 28 de Dezembro de 2002, corrigisse oque tinha corrido mal e tudo tivesse sido diferente.O resultado foi eloquente: cheguei a Sagres com menos uma hora de percurso ecom muito menos desgaste.Vários factores contribuiram para isso: o vento que se não notou e a correrde NW, o dia primaveril, a ingestão sistematica de calorias e, acima detudo, o ciclismo gregário - não há nada como rolar em grupo!Ao contrário de 2001 não pedalei sozinho por um único instante, embora nos50 kms. derradeiros o grupo tenha ficado reduzido a um dueto.FACTS AND FIGURESNo final o ciclometro marcava 07:10, 204 kms. e uma média ligeiramente acimados 28 kms. (quociente de exagero narrativo não incluído :-).BOREAS VERSÃO LIGHTO vento em ciclismo de estrada é um factor decisivo. Vejam-se os resultadosobtidos no ano transacto e os deste ano em que o perturbante SW foisubstituido por um sempre agradável NW em versão light. Imagino que com umaforte nortada os records possam ser de novo pulverizados.(IN) DISCIPLINARolar em grupo é agradável e, sobretudo, rentável. Mas o que dizer de quemdesperdiça esse capital por não saber ou não querer tacitamente aderir a umadisciplina gregária básica? Basta rolar uns atrás dos outros, a um ritmoconstante, alternar na cabeça do pelotão, sendo que o primeiro caí, aespaços, para a esquerda e o segundo, mantendo o mesmo ritmo, naturalmenteassume essa tarefa? Já para não falar de algumas espécies parasitas quenunca descolam da aspiração grupal.PROBLEMAS COM A BEBIDA AFECTAM TERCEIROSAproveitei para acompanhar pelo máximo de tempo possível os que perseguiam orecord pois era uma forma de ganhar tempo. O pior foi o RS que deixouescapar a garrafa de água das mãos e esteve em vias de provocar um acidenteem cadeia. Não coseguiu tal intento mas esfrangalhou (adoro esta palavra) opelotão e poucos foram os que conseguiram recolar (felizmente salvei-me) maslarguei-os após Pinheiro da Cruz para segui-los apenas com a vista até S.Torpes.ELECTRÓLISEO calorie intake foi uma procupação dos mais prudentes (nos quais me incluo,modéstia à parte). Assim, qual receita clínica, a barra energética a cadameia hora e a bebida isotónica para refrescar repuseram as energias semgrande peoblema. No "Pão do Rogil" a sandes mista, que tinha a dimensão deum bocadillo ibérico, revelou-se um pouco excessiva e o recomeço foi algodesconfortável.PISTAS E CRATERASO asfalto alternou, este ano entre o melhor e o pior:. Tróia-Carvalhal - novo tapete excelente permitindo até uma berma reduzidamas segura.. Pinheiro da Cruz - Melides - razoável mas com alguns problemas. Melides - Sto. André - bom. Sto. André - Sines - excelente. Sines - desvio Porto Covo - piso excelente mas a largura e densidade detráfego da estrada a criar problemas. É um daqueles locais em que se devepedalar ao centro da via já que a passagem simultânea de dois automóveis euma bicicleta é algo problemática.. Desvio Porto Covo - Milfontes - em bom estado numa estrada com poucomovimento.. Milfontes - desvio Cabo Sardão - Estrada estreita e em mau estado comlargura e densidade de tráfego da estrada a criar problemas - devecircular-se a meio da via.. Desvio Cabo Sardão - desvio S. Teotónio - BTT puro e duro, embora commovimento escasso a busca de locais sem buracos torna-se uma obsessão peloque todo o cuidado é pouco. Desvio S. Teotónio - S. Teotónio - subida permanente mas quaseimperceptível a não ser pela diminuição intrigante da média, o piso tambémé mau.. S. Teotónio - Odeceixe - Algezur - Vila do Bispo piso em excelentecondição. Vila do Bispo - Sagres - Excelente mas deve rodar-se sempre pela berma porcausa da velocidade estonteante a que certos cidadão automobilizados por aítransitam.ASSÉDIO FLUVIALQuem tomou o ferry verificou que a quantidade de ciclistas era enorme. Umbom punhado deles fica pelo caminho, no entanto, será uma estatística queapenas será possível aos deuses elaborarem. Chegar a Sagres não estrá aoalcance da forma de todos.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
terça-feira, 12 de novembro de 2002
Suportes de tejadilho: O "Coeficiente de Cagaço"
O montar o suporte ao contrário não parte de nenhum tipo de opção emalternativa à posição "normal" mas tãosomente da circunstância de ser a única forma de se conseguir meter mais umaou duas bicicletas em cima da viatura por causa das perpendiculares dosguiadores.Assim sendo e como o seguro morreu de velho, o melhor é mesmo reforçar oapoio da roda traseira com uma fita suplementar, por via das dúvidas.Aliás, tenho para mim, que já tive alguns dissabores (embora nunca comgravidade) que se deve, tal como na construção civil e obras públicas ou naaviação, aplicar aquilo a que os engenheiros chamam de "coeficiente decagaço" ou seja aplicar sempre por excesso as medidas preventivas desegurança.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
quarta-feira, 30 de outubro de 2002
Maratona Extreme do meu canto
Penso ser unanime esta minha opinião: foi um sucesso e tudo concorreu paraisso! Aguardamos pois 2003.A organização, rapidamente esquecida a escassez de braçadeiras plásticas,esteve impecável e ominipresente, só faltando a helicópetragem para anomermos para Óscar. Nunca nossentimos desamparados, nem por um único instante, muito bem. Está pois deparabéns a "mocidade alportelense"...Quanto à meteorologia, melhor só de encomenda: sol permanente mas sem que atemperatura fosse elevada o que penalizaria as subidas.O ambiente natural ajudou com um excelente enquadramento paisagístico:montanha,ribeiros, sobrais, oceano como pano de fundo em diversos locais, pena que oritmo que todosimprimimos não nos permitisse uma contemplação mais tranquila.NÃO ME SIGA ANDO PERDIDO!Chegámos a S. Brás por volta das 07:00 e logo nos interrogámos: onde fica aconcentração? Nada melhor que seguir um carro com bicicletas que pelosvistos ainda estava mais perdido que nós. Foi o cabo dos trabalhos descobriro local, mas lá chegámos.SOMOS SÓ NÓS?Apesar da desorientação acabámos por ser dos primeiros a chegar. Cadê os250? Só cá estamos dez! O pior foi depois de regressarmos do pequeno almoço,eram inúmeros!CARAS CONHECIDASPedindo antecipadamente desculpa por omissões reconheci por lá além da"companhia de trem" (FC, RS e José Luís Carvalho) o grande João Pina (ele ésem dúvida a pessoa que já vi nos locais geograficamente mais dispares desterectângulo repúblicano), a "dupla fenomenal" (Orlando "bee" Vogado e Ruddi),José "integral" Sabino, Nuno Nunes, Guillaume Kuchel, etc. (eu disse quepedia desculpa por me ter esquecido de alguém, não disse? Então porque sequeixa?).THEY ARE THE CHAMPIONSO mais impressivo, contudo, foi, à partida ver as camisolas de campeõesnacionais (acho que só vi uma feminina e outra masculina) sinal claro que omeio da tabela esperaria por nós.CAROUSSELO relevo era eloquente. Regra geral subia-se até ao topo por estradões ecaminhos serpenteando montes perfumados para descer vertiginosamente até umribeiro cruzado o qual retomávamos a subida.FÓRMULA GSE* NO CALDEIRÃOEncarei a prova com pragmatismo. O relevo impunha muito desgaste aliado auma postura competitiva poderia comprometer o final (aconteceu assim commuita gente) daí a táctica ter sido a de manter um ritmo constante abaixo da"zona", evitar pausas, minimizar os reabastecimentos, evitar qualquer tipode "disputa de lugares" necessariamente efémeros em função da distânciatotal e apostar na reposição sistematica de energia e hidratação.Religiosamente a "comida de pássaros" era ingerida e o isotónico bebido, semesquecer a água, bem entendido. Tal postura aliada a uma aptênciaidiosincrática por distâncias grandes levou a que, algures entre o 1.º e o2.º reabastecimento o saldo de ultrapassagens se invertesse claramente a meufavor. No final quase 4000 KCalorias desgastadas.* - FÓRMULA GSE (Gestão Sustentada do Esforço, by Pedro Roque, todos osdireitos reservados)O REINO DA DESCIDASe 50% do trajecto foi a descer então, naturalmente, houve descidas paratodos os gostos! Single track inclinados e técnicos em abundância nos quaismuitos acrescentaram "alegria ao trabalho". Muitos sorrisos estampados nosrostos faltando apenas o "Grito de Guerra" entodado pelo guerreiro daLousada para o cenário ser quimérico.A INVERSÃO DA BESTAPouco populares parecem ter sido os "metros" que antecederam o 2.ºreabastecimento e no qual o montante se transformou em montada e a bicicletapassou a cavalgar o ginete. Ninguém gosta de carregar a bicicleta às costasé ponto assente...INCIDÊNCIASIncrível a quantidade de furos e também alguns precalços desde quedas aabelhas, a tudo escapei incólume, o dia correu-me bem.O MISTÉRIO DO CALDEIRÃOIntrigante parece ser o mobil da desistência de RS (acrónimo para o "mouroque se alimenta de bolos"), sobretudo porque naquele espaço rural nãoexistiam áreas de serviço. Talvez a análise do GPS permita esclarecer algo.:-DDA CAPPO54.º Lugar, entre 248 foi no final e, apesar do ritmo já não ser o de outrostempos, um comportamento meritório que V. Exas. ajuizarão melhor, bementendido, mas que me deixa satisfeito.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
domingo, 13 de outubro de 2002
Finalmente o relato do Camiño Português

Página do evento: http://www.geocities.com/caminhos_2001/caminoportugues.htm
Breve descrição da ciclo - peregrinação entre Barcelos e Santiago de Compostela que decorreu nos dias 21 e 22 de Setembro de 2002.
Nunca a diferença entre aquilo que é a nossa representação mental e a realidade esteve tão distante como ao percorrer este extenuante "CamiñoPortuguês" de Santiago.
Efectivamente foram cerca de 200 quilómetros árduos e penosos com peripécias, incidentes, altos e baixos (literalmente), água, pedra, momentos místicos, em suma a Peregrinação no seu expoente máximo. A companhia do Jorge Silva (JS) e do Rui Sousa (RS) foi de excelência, o entendimento perfeito.
Dificilmente poderia ter encontrado melhores companheiros de viagem, bem hajam!Hoje, não tenho dúvidas em afirmar: foi uma experiência inesquecível a todos os níveis:
- religioso, em primeiro lugar, porque, queiramos ou não, este é, acima d etudo, um acto de Fé;
- desportivo, porque a dureza física e a inclemência dos elementos constituem um desafio enorme;· paisagístico, artístico e cultural, porque o "camiño" é riquíssimo, seja em Portugal, seja na Galiza (muito mais daquilo que se poderia imaginar), pena foi que o tempo disponível tenha sido apenas o indispensável.
UMA BOUTIQUE DO OUTRO MUNDO
A passagem pela "boutique da Maia" (loja MaiaCycles) é sempre um "must". Mal entrámos (eu e RS) fomos logos presenteados com um afável "olha os mouros!", logo nós que iríamos em romaria a São Tiago, o "mata mouros". Lá fomos atendidos, três horas depois, apenas para substituir um cabo, magnífica produtividade a deste garagista :-D
A HOSPITALIDADE FAMALICENSE
Foi excelente e permitiu-nos, para além de um lauto jantar de "francesinhas", No Forever, bem entendido, abrigo para a noite em São Miguel de Seide,onde viveu o grande Camilo Castello Branco.
SAÍDA TEMPESTUOSA
Confesso que estava preparado para peregrinar à chuva. A análise da previsão, ao longo da semana, configurava uma temperatura amena e a possibilidade de aguaceiros. O pré-despertar, às 06:00, em grande parte motivado pelo ruído característico produzido pela inclemência da precipitação viria a arruinar as expectativas: a chuva estava para durar e os aguaceiros que, como sabemos significam, que o tempo estará normalmente seco e que chove de vez em quando, transfigurou-se, precisamente, no inverso. Neste primeiro dia, até cruzarmos o Minho em Valença, esteve a chover e, de vez em quando, esteve seco.
AS SETAS AMARELAS
Serão, porventura, a memória mais viva do "Camiño". Em Portugal elas são o único guia que dispomos e, na Galiza, perdendo esse monopólio em função do advento do azulejo azul com a Vieira amarela, ainda assim não deixam de ser indispensáveis uma vez que a azulejaria peca por defeito e, muitas vezes,não fora a seta amarela e estaríamos com o rumo desorientado, é que ir de bicicleta é bem diferente de ir a pé onde a velocidade é mais baixa e apostura menos rígida.
AS SETAS AZUIS E A GR 11
Em paralelo existem muitas setas azuis, em sentido contrário, indicando a direcção de Fátima. Este Caminho espontâneo é uma forma expedita de conseguirmos ligar Lisboa a Santiago. Pena que o projecto dos "Caminhos de Fátima" do Centro Nacional de Cultura continuem a marcar passo e o próprio e meritório primeiro "Caminho do Tejo" não tenha a divulgação necessária para que se torne um percurso vivo, como estes "Camiños" galegos.
Também a GR11por ali se cruza, em muitos locais, seja deste lado, seja do outro lado da fronteira ou seja, não existindo um caminho formal como o existente entre Tui e Santiago, é todavia possível o "Camiño" ser percorrido mesmo a partir de Lisboa, pese embora a inexistência de albergues.
ÁGUA E VERDE
Foi a constante deste lado da fronteira, recordo sobretudo a estupenda entrada em Ponte de Lima,: um largo, ao lado da estrada, com uma capela, uma latada repleta de videiras e, como que por milagre, surge o Lima, o jardim e a Marginal. De igual forma é notável a semelhança entre o Minho e a Galiza,uma espécie de continuidade geográfica, paisagística, cultural e até linguística.
AVANÇANDO APESAR DAS CONTRARIEDADES
A nossa determinação de avançar era grande, sem embargo as contrariedades eram inúmeras: desde logo a chuva constante e impiedosa, o terreno,naturalmente ficou, em muitos pontos, impraticável e noutros, sobretudo a descer, todo o cuidado era pouco pelo que a média, reflectiu-se baixando relativamente ao previsto. Assim, haviam três hipóteses de pernoita: a má,que era ficarmos por Tui, a boa seria em Redondela e a óptima, em Pontevedra. Ora, como o óptimo é inimigo do bom e tendo em conta as condicionantes à progressão referidas, conseguimos, com grande esforço e empenho chegar a horas a Redondela e aboletarmo-nos no estupendo albergue de peregrinos aí existente: moderno e acolhedor a um tempo.
No segundo dia estive a um passo de ficar por Pontevedra e aí esperar que os companheiros de viagem completassem o "Camiño". Efectivamente ao entrar em Pontevedra, numa lisa estrada em asfalto o pneu traseiro esvaziou completamente e num único fôlego. A parede lateral havia rompido,deficiência clara do material porque, paradoxalmente, o piso estava praticamente novo. Fiquei algo desesperado até porque era domingo e todo o comércio estava fechado. Já me estava a ver a "morrer na praia" e enquanto se congeminava uma solução expedita que não me agradava uma vez que estávamos ainda a 60 kms. de Santiago de Compostela e com maus pisos por diante apareceu um companheiro galego em bicicleta que por ali passou e que, com aquela solidariedade que só os ciclistas conhecem me arranjou um velho pneu e que permitiu concluir a jornada, 62 quilómetros adiante.
Foi como se o anjo da guarda nos tivesse valido.
segunda-feira, 7 de outubro de 2002
Vem conhecer o Bigodes - primeira sequela
Depois deste excelente texto "Indyano" fico com mais tempo de sobra para asactividades públicas que me assistem e evito grande prosa.Sim senhor!Só acrescentaria:MIKE "RUDDI" TYSON E O "SPEAKER"O Ruddi apresentou após um encontro imediato com o soalho, na parte maisacidentada do percurso, um facis semelhante ao mais famoso pugilista. Agorapodemos até zombar mas, na altura, não achámos piada nehuma. Se a queda já eas consequeências já são suficientemente desmoralizantes, o que dizer de uma"ave palmípede" que não paráva de grasnar que o mouro estáva no chão, não hápachorra :-)"CEMITÉRIO DOS MOUROS"Indicava a chegar após ascensão de 15 kms. a S. Leonardo de Galafoura. E oséquito que se deslocou desde o Norte de África até ao Sul da Galiza sofreuuma hecatômbe: O Navid, na sua candura, fez 450 kms. pelos caminhos dePortugal durante a madrugada e apareceu com a sua habitual bicicleta ultralight, trajando o seu "Training Suit" abrilhantado com protecções plásticasa meio caminho entre as arte marciais e o moto quad e teve de fazer otirocínio ascensional de Land Rover; o Luís "de" Brito embora com uma novamáquina das Arábias (Cube topo de gama, ou quase) seguiu o exemplo Navidianono que ao 4x4 conserne; Mr. Ruddi foi "às cordas" duas vezes embora nãotenha atirado a toalha definitivamente: "eu sei que tu sabes que eu sei quetu sabes que há dias em que não se deve tirar a bicicleta da garagem"(provérbio chinês); eu por acaso senti-me bem e apesar de o treino regularser já uma vaga recordação fui constante conquanto, nas descidasvertiginosas, achar que os sudgalegos são demasiado temerários e ter ligadoo pisca da direita. Agora a grande novidade da estação resurge da "terrafenomenal" - o Henrique Almeida, não só deixou o sofá como, para além de jáconseguir andar ;-), até já sobe com os da frente: "anda aí muito treinoescondido"; resta o mouro infiltrado que por já estar irreconhecível asubir, é do Cartaxo, não é de Famalicão. O Sérgio Nabiça em muito bom planoe o Orlando "anti-patu" Vogado pedalou pausado mas manteve o "palmípede" naordem para gáudio do pelotão :-) completaram o lote (espero não ter olvidadovivalma). Já me esquecia - tivemos o Artur Ferreira, director da BM, queteve ocasião de mostrar que é a simpatia em pessoa: um gentleman!OUTRO GÉNEROPresentes e em grande nível: a Andreia, fazendo o "palmípede" suar asestopinhas (após ele me ter confessado que ela era o pretexto para pedalardevagar em Vila Real :-), a Bete Vilas-Boas e a Marta Vieira sempre muitorápidas e mais uma ou duas ciclista embora já mais para o fundo do pelotão.E ainda um Sampaio de "palmo e meio" que apesar de também diferir do grossodos ciclistas, é muito Homem, não é verdade? :-)¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
domingo, 8 de setembro de 2002
XIV Travessia Nacional Cantabrica
Honestamente não sei como decorreram as edições anteriores da "Travesia Nacional Cantabrica" mas esta versão de 2003 (XIV edição) que teve lugar tendo como base a estância invernal de Puerto de San Isidro e a vila de Puebla de Lillo (Província de Leon no Parque Natural dos Picos Europa) foi memorável e superou as minhas melhores expectativas.
Por A. Pedro Roque Oliveira
Em primeiro lugar uma organização irrepreensível com detalhes a roçar a
perfeição (um exemplo a seguir) dando a sensação que nada, absolutamente
nada, foi deixado ao acaso, pena foi que o duche final tenha sido a nódoa
que caiu no melhor pano já que para além da água fria o balneário não tinha
um mínimo de condições.
Depois o formato ao novo estilo "maratona" em que o percurso estava todo impecavelmente marcado (o track GPS que levei foi meramente redundante) o
que equivalia a que cada um podia ir ao seu ritmo estando excluídas, deste modo, as grandes aglomerações de ciclistas até porque o relevo em presença
levava a que os andamentos, forçosamente, se diferenciassem. É o ideal uma vez que o grupo não está dependente de ninguém e cada elemento possui uma autonomia de andamento sem correr o risco de se perder.
Sem embargo não existia qualquer tipo de classificação o que retirou muita da pressão inerente à tentativa de chegar o mais rápido possível e previlegiou a vertente de passeio aliás mais adequada à magnificência da natureza que se dispunha perante os nossos olhos.
De facto, as paisagens são absolutamente deslumbrantes ao puro estilo alpino. Não há nada comparável em Portugal (talvez algumas zonas insulares se assemelhem às zonas de bosques) com um relevo absolutamente impressionante feito de enormes declives, maciços altíssimos e passagem apertadas por entre as montanhas.
Tudo decorreu praticamente sempre acima dos 1000 metros tendo, no primeiro
dia, chegado aos 1777 metros e, acreditem, não é nada fácil palmilhar
inclinações de 20% áquelas altitudes!
A bicicleta é a única coisa que sobe devagar já que a pulsação monta muito depressa e recupera de forma bem mais lenta. Talvez por isso tenham sido inúmeros os que apenas tenham participado no primeiro dia.
De salientar a enorme participação portuguesa: uma armada impressionante de
nada menos que 30 ciclistas (incluindo o autor destas linhas) num total de 263 inscritos e muitas caras nacionais habituais de quem percorre estas andanças habitualmente. Alguns já é a quarta ou quinta edição em que participam e pretendem voltar em 2004.
A equipa "Coimbra Team", pela qual alinhavam a maioria dos 30 (embora muitos
fossem de outras procedências que não da cidade do Mondego), recebeu, por
esse motivo, duas taças no final: a equipa mais numerosa e a equipa mais
longínqua.
ETAPA 1 (Sábado 06SET03) PUERTO DE SAN ISIDRO - BEZANES
Este primeiro dia amanheceu frio, como aliás é natural a mais de 1500 metros
de altitude. A escolha da roupa torna-se num quebra cabeças, se bem que, a
presença de um impermeável, facilmente removível se torne numa garantia de
algum conforto seja qual for a situação.
À medida que o dia decorria o bom tempo instalava-se e as subidas eram
feitas com "traje de Verão" e sem problemas. Nas descidas, sempre em fortes
pendentes, recorria-se ao impermeável, em missão de quebra-vento pelo que
não se levantaram problemas a esse nível.
Saímos pois do parque de estacionamento do nosso hotel de alta montanha em
Puerto de San Isidro (estância de ski) e após uma volta a um monte vizinho,
regressarmos á zona do Hotel e subirmos à zona alta de Ceboledo (zona das
pistas de ski) pelo arroio do mesmo nome até cerca dos 1620 metros.
Depois foi só descer numa estupenda e divertida trialeira até à povoação de
Isoba (1350 metros) a fazer as delicias dos mais afoitos tecnicamente.
Altura para um primeiro reabastecimento já com o pulsometro a acusar muitas
calorias despendidas.
A partir daqui apanhamos a pista de Rozas caracterizada por uma forte pendente, embora não muito longa seguida de uma descida ao vale de Pizón e nova e dura ascensão até ao segundo reabastecimento em Collada Wamba sita na fronteira entre Castilla-Leon e o Principado das Astúrias.
A breve paragem deu para estudar o que se seguiria: forte descida de 5
quilómetros até um estupendo bosque sempre de grande exigência técnica.
Paisagem magnífica com visão das vacas a pastar algumas centenas de metros
abaixo, os imponentes maciços calcários dominando o horizonte e a névoa como que isolando aquele quadro natural do resto do mundo.
Entramos então na veiga Brañagallones já a uma altitude mais baixa (1200
metros) e no Parque Natural de Redes (criado em 1996).
Aqui, após um último reabastecimento abordamos uma pista descendente com
mais de cinco quilómetros. O aviso era por demais evidente "bajada
peligrosa!" e não tardamos em verificar porquê: a velocidade que se atingia
era alucinante o piso muito solto e as curvas apertadas isto já para não
falar nas "bermas baixas" que, nalguns casos correspondiam a algumas
centenas de metros a pique.
Ainda assim, tudo correu pelo melhor e chegamos a uma bucólica aldeia
chamada Bezanes (673 metros) e recolhemos aos autocarros que nos trouxeram de regresso a Puerto de San Isidro por um cenário serrano absolutamente deslumbrante. Assim, apesar das fortes e duras subidas, esta foi a etapa para os amantes das descidas radicais.
ETAPA 2 (Domingo 07SET03) LILLO - LILLO
Esta, ao contrário, foi a etapa dos trepadores. Até porque a ressaca da
etapa do dia anterior, juntamente com a visão do gráfico de altimetria desta
segunda fez com que o numero de participantes se reduzisse.
O tempo esteve exactamente como no dia anterior pelo que a mesma táctica do "veste e despe" foi usada.
Até porque o gráfico não podia ser mais esclarecedor: sobe, desce, sobe, desce, sobe e desce! É verdade, neste segundo dia, além do par de
quilómetros inicial e final por asfalto ou estivemos a subir, ou a descer, numa espécie de circuito em torno do imponente maciço de Mampodre (2190 metros).
A primeira ascensão foi a mais longa, embora em minha opinião tenha sido a
menos dura. Nada mais que cerca de seis quilómetros contínuos com alguns
ganchos e pequenas rampas muito inclinadas em piso solto a fazerem desmontar os menos preparados.
Subimos desde os 1065 metros de Lillo até aos 1977 metros de Collada de
Tronisco onde estava instalado um reabastecimento liquido. Magnifica, de
novo, a visão dos prados e dos maciços desta vez em pleno Parque Nacional dos Picos Europa.
A descida que se seguiu até Maraña (segundo reabastecimento) foi memorável:
rápida e em cima de um prado imaculadamente verde, serpenteando por entre as montanhas e com alguns saltos de permeio, simplesmente adorável mas com um senão, baixou-nos de novo, desta vez até aos 1250 metros.
Ora era preciso chegar aos 1650 metros do Collada Zapatera e isso foi
conseguido muito penosamente já que esta era uma pendente mais curta pelo
que o desnível era mais acentuado embora o piso relativamente regular
permitisse a tracção suficiente para que a forma física pudesse levar de
vencida esta enorme dificuldade.
A história repete-se e desce-se de novo abruptamente, embora num piso mais resvaladiço e durante cinco quilómetros, até Lois (1300 metros) uma
estupenda aldeia que constitui um magnífico conjunto histórico com uma imponente e desajustada igreja (Catedral de Montaña) tendo em conta a
dimensão do lugarejo onde se confraternizou com os simpáticos habitantes locais visivelmente agradados com o colorido dos ciclistas.
O problema foi mesmo a partir daí já que embora o desnível a vencer fosse inferior (até Collada Linares a 1550 metros) o piso era terrivelmente solto e com alguns troços de grande inclinação a exigirem que desmontássemos. Para agravar de quilómetro a quilómetro desciam-se algumas centenas de metros para recomeçar a subir nas mesmas condições. Já com o cansaço a fazer-se sentir foi com agrado que recomeçámos a descida final que nos trouxe até Lillo e o merecido descanso.
De referir uma queda de um dos participantes a provocar uma fractura do cúbito direito e a demonstrar a utilidade terapêutica dos cartões rígidos em que são vendidos os pneumáticos de uma famosa marca gaulesa que provaram ser umas excelentes talas de recurso: o BTT pode ser uma actividade perigosa!
Em suma: merece a deslocação (1500 kms. de Lisboa ida e volta) pelo cenário
e pela festa de BTT que é. Não se compadece, todavia, com níveis de forma
pouco cuidados. Para o ano prossegue a Travessia embora noutro local da
Cordilheira como é da praxe e da tradição. Assim o interesse renova-se
anualmente.
FICHA TÉCNICA
XIV TRAVESIA NACIONAL CANTABRICA
ORGANIZAÇÃO: ASTURCON BTT (Oviedo, Astúrias)
ETAPA 1
Distância: 39,6 kms. em linha
Altitude Acumulada Positiva: 1080 m.
Altitude Acumulada Negativa: 1890 m.
Altitude mínima: 673 m.
Altitude máxima: 1777 m.
Dificuldade Física e Técnica: media-alta
ETAPA 2
Distância: 49,3 kms. circulares
Altitude Acumulada Positiva: 1530 m.
Altitude Acumulada Negativa: 1530 m.
Altitude mínima: 1065 m.
Altitude máxima: 1677 m.
Dificuldade: Física = muito alta; Técnica = media
Saudações Virtuais, Virtual Best Regards
Pedro Roque
Por A. Pedro Roque Oliveira
Em primeiro lugar uma organização irrepreensível com detalhes a roçar a
perfeição (um exemplo a seguir) dando a sensação que nada, absolutamente
nada, foi deixado ao acaso, pena foi que o duche final tenha sido a nódoa
que caiu no melhor pano já que para além da água fria o balneário não tinha
um mínimo de condições.
Depois o formato ao novo estilo "maratona" em que o percurso estava todo impecavelmente marcado (o track GPS que levei foi meramente redundante) o
que equivalia a que cada um podia ir ao seu ritmo estando excluídas, deste modo, as grandes aglomerações de ciclistas até porque o relevo em presença
levava a que os andamentos, forçosamente, se diferenciassem. É o ideal uma vez que o grupo não está dependente de ninguém e cada elemento possui uma autonomia de andamento sem correr o risco de se perder.
Sem embargo não existia qualquer tipo de classificação o que retirou muita da pressão inerente à tentativa de chegar o mais rápido possível e previlegiou a vertente de passeio aliás mais adequada à magnificência da natureza que se dispunha perante os nossos olhos.
De facto, as paisagens são absolutamente deslumbrantes ao puro estilo alpino. Não há nada comparável em Portugal (talvez algumas zonas insulares se assemelhem às zonas de bosques) com um relevo absolutamente impressionante feito de enormes declives, maciços altíssimos e passagem apertadas por entre as montanhas.
Tudo decorreu praticamente sempre acima dos 1000 metros tendo, no primeiro
dia, chegado aos 1777 metros e, acreditem, não é nada fácil palmilhar
inclinações de 20% áquelas altitudes!
A bicicleta é a única coisa que sobe devagar já que a pulsação monta muito depressa e recupera de forma bem mais lenta. Talvez por isso tenham sido inúmeros os que apenas tenham participado no primeiro dia.
De salientar a enorme participação portuguesa: uma armada impressionante de
nada menos que 30 ciclistas (incluindo o autor destas linhas) num total de 263 inscritos e muitas caras nacionais habituais de quem percorre estas andanças habitualmente. Alguns já é a quarta ou quinta edição em que participam e pretendem voltar em 2004.
A equipa "Coimbra Team", pela qual alinhavam a maioria dos 30 (embora muitos
fossem de outras procedências que não da cidade do Mondego), recebeu, por
esse motivo, duas taças no final: a equipa mais numerosa e a equipa mais
longínqua.
ETAPA 1 (Sábado 06SET03) PUERTO DE SAN ISIDRO - BEZANES
Este primeiro dia amanheceu frio, como aliás é natural a mais de 1500 metros
de altitude. A escolha da roupa torna-se num quebra cabeças, se bem que, a
presença de um impermeável, facilmente removível se torne numa garantia de
algum conforto seja qual for a situação.
À medida que o dia decorria o bom tempo instalava-se e as subidas eram
feitas com "traje de Verão" e sem problemas. Nas descidas, sempre em fortes
pendentes, recorria-se ao impermeável, em missão de quebra-vento pelo que
não se levantaram problemas a esse nível.
Saímos pois do parque de estacionamento do nosso hotel de alta montanha em
Puerto de San Isidro (estância de ski) e após uma volta a um monte vizinho,
regressarmos á zona do Hotel e subirmos à zona alta de Ceboledo (zona das
pistas de ski) pelo arroio do mesmo nome até cerca dos 1620 metros.
Depois foi só descer numa estupenda e divertida trialeira até à povoação de
Isoba (1350 metros) a fazer as delicias dos mais afoitos tecnicamente.
Altura para um primeiro reabastecimento já com o pulsometro a acusar muitas
calorias despendidas.
A partir daqui apanhamos a pista de Rozas caracterizada por uma forte pendente, embora não muito longa seguida de uma descida ao vale de Pizón e nova e dura ascensão até ao segundo reabastecimento em Collada Wamba sita na fronteira entre Castilla-Leon e o Principado das Astúrias.
A breve paragem deu para estudar o que se seguiria: forte descida de 5
quilómetros até um estupendo bosque sempre de grande exigência técnica.
Paisagem magnífica com visão das vacas a pastar algumas centenas de metros
abaixo, os imponentes maciços calcários dominando o horizonte e a névoa como que isolando aquele quadro natural do resto do mundo.
Entramos então na veiga Brañagallones já a uma altitude mais baixa (1200
metros) e no Parque Natural de Redes (criado em 1996).
Aqui, após um último reabastecimento abordamos uma pista descendente com
mais de cinco quilómetros. O aviso era por demais evidente "bajada
peligrosa!" e não tardamos em verificar porquê: a velocidade que se atingia
era alucinante o piso muito solto e as curvas apertadas isto já para não
falar nas "bermas baixas" que, nalguns casos correspondiam a algumas
centenas de metros a pique.
Ainda assim, tudo correu pelo melhor e chegamos a uma bucólica aldeia
chamada Bezanes (673 metros) e recolhemos aos autocarros que nos trouxeram de regresso a Puerto de San Isidro por um cenário serrano absolutamente deslumbrante. Assim, apesar das fortes e duras subidas, esta foi a etapa para os amantes das descidas radicais.
ETAPA 2 (Domingo 07SET03) LILLO - LILLO
Esta, ao contrário, foi a etapa dos trepadores. Até porque a ressaca da
etapa do dia anterior, juntamente com a visão do gráfico de altimetria desta
segunda fez com que o numero de participantes se reduzisse.
O tempo esteve exactamente como no dia anterior pelo que a mesma táctica do "veste e despe" foi usada.
Até porque o gráfico não podia ser mais esclarecedor: sobe, desce, sobe, desce, sobe e desce! É verdade, neste segundo dia, além do par de
quilómetros inicial e final por asfalto ou estivemos a subir, ou a descer, numa espécie de circuito em torno do imponente maciço de Mampodre (2190 metros).
A primeira ascensão foi a mais longa, embora em minha opinião tenha sido a
menos dura. Nada mais que cerca de seis quilómetros contínuos com alguns
ganchos e pequenas rampas muito inclinadas em piso solto a fazerem desmontar os menos preparados.
Subimos desde os 1065 metros de Lillo até aos 1977 metros de Collada de
Tronisco onde estava instalado um reabastecimento liquido. Magnifica, de
novo, a visão dos prados e dos maciços desta vez em pleno Parque Nacional dos Picos Europa.
A descida que se seguiu até Maraña (segundo reabastecimento) foi memorável:
rápida e em cima de um prado imaculadamente verde, serpenteando por entre as montanhas e com alguns saltos de permeio, simplesmente adorável mas com um senão, baixou-nos de novo, desta vez até aos 1250 metros.
Ora era preciso chegar aos 1650 metros do Collada Zapatera e isso foi
conseguido muito penosamente já que esta era uma pendente mais curta pelo
que o desnível era mais acentuado embora o piso relativamente regular
permitisse a tracção suficiente para que a forma física pudesse levar de
vencida esta enorme dificuldade.
A história repete-se e desce-se de novo abruptamente, embora num piso mais resvaladiço e durante cinco quilómetros, até Lois (1300 metros) uma
estupenda aldeia que constitui um magnífico conjunto histórico com uma imponente e desajustada igreja (Catedral de Montaña) tendo em conta a
dimensão do lugarejo onde se confraternizou com os simpáticos habitantes locais visivelmente agradados com o colorido dos ciclistas.
O problema foi mesmo a partir daí já que embora o desnível a vencer fosse inferior (até Collada Linares a 1550 metros) o piso era terrivelmente solto e com alguns troços de grande inclinação a exigirem que desmontássemos. Para agravar de quilómetro a quilómetro desciam-se algumas centenas de metros para recomeçar a subir nas mesmas condições. Já com o cansaço a fazer-se sentir foi com agrado que recomeçámos a descida final que nos trouxe até Lillo e o merecido descanso.
De referir uma queda de um dos participantes a provocar uma fractura do cúbito direito e a demonstrar a utilidade terapêutica dos cartões rígidos em que são vendidos os pneumáticos de uma famosa marca gaulesa que provaram ser umas excelentes talas de recurso: o BTT pode ser uma actividade perigosa!
Em suma: merece a deslocação (1500 kms. de Lisboa ida e volta) pelo cenário
e pela festa de BTT que é. Não se compadece, todavia, com níveis de forma
pouco cuidados. Para o ano prossegue a Travessia embora noutro local da
Cordilheira como é da praxe e da tradição. Assim o interesse renova-se
anualmente.
FICHA TÉCNICA
XIV TRAVESIA NACIONAL CANTABRICA
ORGANIZAÇÃO: ASTURCON BTT (Oviedo, Astúrias)
ETAPA 1
Distância: 39,6 kms. em linha
Altitude Acumulada Positiva: 1080 m.
Altitude Acumulada Negativa: 1890 m.
Altitude mínima: 673 m.
Altitude máxima: 1777 m.
Dificuldade Física e Técnica: media-alta
ETAPA 2
Distância: 49,3 kms. circulares
Altitude Acumulada Positiva: 1530 m.
Altitude Acumulada Negativa: 1530 m.
Altitude mínima: 1065 m.
Altitude máxima: 1677 m.
Dificuldade: Física = muito alta; Técnica = media
Saudações Virtuais, Virtual Best Regards
Pedro Roque
segunda-feira, 12 de agosto de 2002
Férias em Ritmo (longo)
Por estes dias estou em Alcoutim (Algarve rural e profundo) e, comoé óbvio a bicicleta e os dois pares de rodas também vieram.Não perdi tempo e, apesar do calor sufocante, já fiz três superincursões, duas por asfalto e uma em todo o terreno.Assim, logo no primeiro dia, pedalei os cerca de 50 kms.(estimativa) pela estrada marginal do Guadiana (EM 507/1063) entre aestalagem do mesmo nome onde estou hospedado em Alcoutim e Odeleite,onde existe uma nova e estupenda barragem de águas azuis e límpidasque abastece o Sotavento algarvio. Lindo de morrer, as paisagens sãosoberbas, o asfalto é bom e sinuoso q.b. e a densidade de tráfego énotavelmente baixa, como convém, que diferença do Algarve ditocivilizado. Nomes a reter: Montinho das Laranjeiras, Laranjeiras,Guerreiros do Rio, Álamo, Foz de Odeleite (onde a estrada flectepara ocidente afastando-se do rio), Almada d'Ouro e a linda Odeleite.No segundo dia, era para descansar mas o facto de o tempo estarnublado fez-me rapidamente mudar de ideias, aproveitei uma boleiaaté Odeleite e fiz-me ao asfalto pela profundidade dos concelhos deCastro Marim, Alcoutim e bordejando ainda o de Tavira (muitolevemente). A serra é algo monótona, por ser repetitiva na suapaisagem mas, em contrapartida, o asfalto é delicioso e deserto,isto apesar das constantes descidas e subidas vertiginosas nasinúmeras ribeiras. O trajecto (EM 505) foi efectuado primeiramentede nascente para poente e depois (EM 506) de sul para norte e ovento soprava forte, a coisa complicou. O que vale é que a pedaleirade uma BTT é uma caixinha de surpresas (22 para que te quero) e comoestava sozinho preferi que a pulsação se mantivesse em níveiscivilizados (além disso tinha almoçado regionalmente bem pelo quehavia que manter a compostura a subir, nada de canseiras, o ambienteconvidava à contemplação tranquila). Aldeias literalmente perdidasna serra, burros, medronheiros, alfarrobeiras, amendoeiras,figueiras "normais" figueiras do inferno (cactos típicos doMediterrâneo com os seus saborosos frutos) muitas cigarras, compondoo ambiente, casas de xisto e caiadas, o cenário típico da serraalgarvia, cinco estrelas ambientais. Nomes a reter: ribeira daFoupana (a maior das variações no gráfico altimétrico e apenas em250 metros de estrada, ufa…), Vale Pereiro, Furnazinhas, Monte Novo,Soude, Zambujal, Montinho da Revelada, Vaqueiros. Depois de MartimLongo vira-se para poente e tudo se altera em termos de vento, a EN124 (acho que é esta) está relativamente abrigada e o vento lateralcomparativamente pouco incomoda, como se rola em planalto osdesníveis são suaves e a velocidade começa a ser verdadeiramenteinteressante, a baixa densidade de viaturas auto promove o resto docontentamento. Sem embargo um pequeno desvio para norte para ver aspovoações quase no limite do Algarve com o Alentejo: Giões, Farelose Clarine de arquitectura imaculada (sobretudo esta última) e oretornar àquela autêntica pista uns quilómetros adiante. E,finalmente a fabulosa descida para Alcoutim. No final a estimativade 75 kms.O dia seguinte foi de descanso (de bicicleta apenas) já que fui atéà zona do Cachopo (concelho de Tavira) explorar a pé uma das PR(pequenas rotas) reconhecidas pela associação "In Loco" que fez ummagnífico trabalho de prospecção e identificação dos traçados. Ficaa promessa de aí voltar para efectuar de bicicleta a GR.Hoje uma mudança no hardware fez-me calçar os Mosquito Python passaro rio de barco até Sanlucar, na Andaluzia, fazer os quilómetros quedistam até ao Puerto de la Laja (último porto navegável do Guadianano lado espanhol) e pedalar pela estupenda "Via Verde del Guadiana"que é, nada mais nada menos que o aproveitamento da ferroviaabandonada que trazia o minério desde Minas de Santa Isabel e de lasHerrerias. O trabalho que fizeram foi pura e simplesmente notável,sem dúvida um exemplo a seguir por cá!O pior foi mesmo o calor, fiquei com a sensação que era o único servivo que estava ao sol e com temperaturas a rondar os 38º C. (àsombra, bem entendido). O regresso foi por asfalto (também eleexcelente e deserto) pois a canícula àquela hora (15:00 portuguesas)não estava para brincadeiras. Por fim a divertida e excitantedescida BTT desde o castelo até ao porto de Sanlucar (interessantealdeia de traça tipicamente andaluza), no total 68 kms. (desta vezbem aferidos) com o senão do calor que, todavia, se suportam bembastando, para tanto, saúde, espírito de sacrifício, litros de águafresca, e doses industriais de protector solar.Amanhã ainda não decidi qual das três hipóteses:1. Ir de carro até Ayamonte e fazer a Via Verde que vai atéGibraleon (junto a Huelva) de cerca de 44 kms. em BTT (88 por causado regresso, bem entendido);2. Ir de carro até ao Cachopo (concelho de Tavira) e percorreros 46 kms. da GR de que já vos falei. Ficou-me no goto;3. Mandar a bicicleta às malvas pois já estou saturado dopedal, está um calor do caraças e a estalagem tem uma piscinaexcelente!Estou, neste momento, fortemente inclinado para a terceira hipótese,pois será o meu último dias antes de seguir para os Açores (destavez apeado) mas, de manhã logo decido…Melhor que os relatos ficarão as inúmeras fotos que tirei.Nestas férias:IN• As estradas desertas, em mais de 70 kms. Cruzei-me com 30viaturas, se tanto.• As rodas com pneus asfálticos 700x23, rolam que é umamaravilha, o atrito é mínimo embora a cassete 11x23 exija algumempenho a subir, sem embargo, a limitação maior vem da pedaleira 44uma vez que, quando a máquina embala, é manifestamente insuficientee sabe a bem pouco. Assim, se tens travões de disco em ambas asrodas a solução "bad boy" é melhor que o segundo par de rodas 26 com1.0, basta apenas um par de cubos para disco, dois aros 700 e raiosa condizer.• Quando não está frontal, o vento norte, que se fez sentir nosegundo dia, pena a já referida limitação dos 44 dentes.• O note book e o cabo telefónico que permite uma consultarápida ao correio electrónico e ainda a leitura do jornal por umpreço módico. Assim, a V@, não vem de férias.• O asfalto absolutamente imaculado das estradas dos concelhosde Alcoutim, Castro d'Aire e ainda desta zona da Andaluzia(ayuntamiento de Granados, Huelva), um exemplo.• O selim "Selle Itália Trans Am Gel Flow" simplesmenteexcepcional: cómodo acima de tudo, tal como o bom árbitro defutebol, esquecemo-nos da sua existência.OUT• A canícula, absolutamente infernal, no primeiro dia, apesarde ter saído às 17:00 foi complicada a ida, já no segundo, emvirtude do tempo algo nublado as temperaturas foram bem mais amenase suportáveis. Hoje foi algo complicado com os quase 40º!• Quando está frontal, o vento norte, que dificulta bastante aprogressão, vale a 22 nas inopinadas ascensões dos ribeiros.• Os esquecimentos da praxe, o sensor na roda 700 e, pasme-se,a bomba de encher pneus (a famosa "Sapo" que cabe no bolso traseiroda jersei) e o pedalar com o credo na boca por causa da lei deMurphy que, felizmente, ainda não parece aqui ter chegado.• O trabalhar "off-line" pois, com um texto deste tamanho e aconta a 0,20 eurocent por impulso, estão a ver a que preço ficaria abrincadeira literária.• As moscas, moscardos e afins que são piores que arrumadoresde automóveis em noite de estreia…PS: Fiquei muito triste por saber acerca do sucedido com osfamiliares do Jorge Rocha. Tal facto só vem confirmar aquilo que hámuito digo e procuro por em prática: estrada só o mínimo ou entãobem desertas com estas aqui de Alcoutim.Saudações VirtuaisA. Pedro Roque Oliveira
domingo, 7 de julho de 2002
Pausa de Verão
Vou entrar em pausa de Verão.Infelizmente forçada: o pé escapou do pedal em virtude de a mudança tersaltado ao pedalar de pé.Fenómeno que acontece frequentemente mas que, desta vez, motivou um corteprofundo na perna direita (zona dos gémeos) devido à lustrosa cremalheiragrande...É verdade, ainda se lembram daquela protecção de plástico que todos retirampor ser "à menina"? Hoje tinha dado um jeitão!Um mês sem poder esforçar a perna por causa das suturas :-(O filme segue lá para meados de Agosto. Agora cuidado com a alimentação(reduzir os HC) e recomeçar a pedalar com um plano de treino base: planos,intensidades moderadas e sem utilizar a cremalheira assassina para recuperara forma...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
segunda-feira, 3 de junho de 2002
17@, mais uma maratona pelo Alentejo
Teve ontem lugar a 17@ etap@ que ligou Pias (Serpa) a Amieira (Portel) numadistância de quase 60 kms. .Para mim e para um punhado de "action-man" :-) (RS, Jorge Cláudio e PedroBasso) ela ultrapassou os 100 kms. em virtude da ligação por asfalto de 46kms. (dizer asfalto é ser generoso uma vez que em muitos locais apenasvestígios de asfalto haviam) prévia entre a chegada e a partida da etap@.Esta ligação não foi fácil não só em função do estado do piso como tambémpela orografia. Para terem uma ideia se eu vos referir a palavra "Alqueva"ficarão certamente elucidados...Assim as duas horas acabaram por ser uma marca razoável. Tivemos a sorte deo tempo estar sempre nublado e de o sol só despontar durante a etap@propriamente dita.Em Pias tomámos contacto com os demais: João Pina (o titular e guia),Rodrigo Pacheco, Pedro Rodrigues e Mário "ressuscitado" Carriço (regressadoda Nova Zelândia :-)...Nos primeiros quilómetros e mercê de uma piso muito irregular e duro tive debaixar a pressão dos pneus pois as vibrações eram enormes embora o tenhafeito por excesso e passeio o resto do tempo (até Moura) a tentar não furarpor esmagamento da câmara de ar (fiz a etapa na "muleto" e com pneus"normais").Chegado aquela localidade, numa estação de serviço compus a pressão nosvalores que considero adequados ao bom compromisso entre tracção/direcção,conforto e resistência ao esmagamento da câmara de ar e que, no caso dosHutchinson Chameleon 1.9 se situa, para os quase 70 kgs. de atracçãogravitacional do autor destas linhas, nos 32/33 psi atrás e 27/28 psidianteiros.Paragem no café existente no bonito jardim de Moura para reabastecimentosólido e líquido com um excelente ambiente apenas perturbado pelosestridentes decibéis da cantora Daniela Mercury que não nos deixavam escutaros pássaros e os sinos das Igrejas a repicarem.Continuámos por um Alentejo muito pouco plano não sem antes atravessarmosuma extenuante sucessão de cabeços e vales onde o calor sufocava e chegarmosà parte de baixo do impressionante paredão de Alqueva (a coisa está longe deestar acabada!). Destaque-se também a quantidade de portões que tivemos desaltar.A ascensão foi muito dura mas estava a sentir-me bem e com o RS (osconstituintes do "dynamic duo" :-) fomos por aí acima até à zona onde estãoas roulotes das farturas (incrível a quantidade de pessoas que se desloca emromaria para ver a albufeira!) e que constitui a cota mais elevada na zona edonde se desfruta de um panorama interessante sobre o já visível lagoartificial.De seguida um episódio bucólico e insólito: um rebanho de cabras guardadasapenas por um cão e cujos "machos dominantes" se digladiavam em lutas pelasupremacia. Incrível parecia um documentário televisivo sobretudo pelaimpetuosidade de um dos bodes que se apoiava nas patas traseiras para marrarcontra um dos concorrentes! Como o caminho era estreito o pelotão estava comalgum receio de avançar. Tive de ser eu a gritar o "Xô!" e a agitar osbraços pois já ali estávamos há cinco minutos embora o cenário fosseinteressante de observar...Paragem na povoação de Alqueva para aguada perante um confronto de culturas:no único café aberto estava a desenrolar-se um acontecimento social detranscendente importância, um bailarico típico a que não faltavam os temasmusicais de sucesso de Toni Carreira, Emanuel ou do grande Marante. Oproblema parece ter sido quando o Mário "ressuscitado" Carriço foi dentro docafé e parece ter sido observado com algum rigor étnico pelos locais emvirtude do trajo que ostentava :-)De Alqueva até Amieira mais uma sucessão de cabeços e vales daqueles quedesgastam bastante as pernas e com alguns elementos a ressentirem-se doesforço. Etapa interessante e dura esta.O João Pina foi um excelente guia apesar dos requintes de malvadez na buscaincessante de trilhos complicados e técnicos. Não havia necessidade, é que,com uma estrada no estado em que a EN 384 se encontrava, todos osquilómetros que nela percorrêssemos poderiam ser considerados BTT :-DVenha agora a 18@ Amieira - Évora. A subida do Degebe promete emoções,grandes dificuldades motivadas pela serra de Portel e muita belezapaisagística.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira
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