segunda-feira, 4 de agosto de 2003

Acompanhando o Grande Rio do Sul

O desafio foi cumprido: ligar Mértola ao Algarve!Por motivos de natureza logística não foi um "Mértola - VRSA" mas antes um"Mértola-Manta Rota". Igualmente pelos mesmos motivos não divulguei aqui oevento porque o número tinha de ser, necessariamente, bastante restrito.Assim além deste vosso humilde servidor acompanharam-me o Pedro "Capri"Duarte que foi o nosso anfitrião em Manta Rota, o Jorge Cláudio e o LuísTriguinho. De igual modo, o Henrique "ressuscitado" Almeida, que está deférias em VN Cacela, também participou na jornada.Estes elementos funcionaram como uma espécie de pioneiros na busca eafinação de um caminho consolidado já que, a partir de um "GPS track"delineado sobre os mapas, se tentou obter o caminho mais agradável.Tal não foi alcançado na integralidade mas há um track final que assim podeser considerado (ainda não está disponível) e que tem a particularidade depercorrer diversos tipos de terreno e de proporcionar uma distância razoávelpara ser percorrida num único dia, assim se possa sair cedo e resumir aspausas, além da inevitável forma física para percorrer quase 140 kms. com umnível de altitude acumulada muito razoável.Com alguma contemplação em matéria de pausas tivemos de atalhar no final emvirtude da luz solar ameaçar se extinguir velozmente tendo-se chegado nolimite razoável desta.A preocupação de temperaturas extremas, nesta altura do ano, sobretudo apósa sexta feira em que foram quebrados recordes de temperatura em diversasestações, era real e preocupava-me bastante pelo que haviam planos decontingência a serem aplicados e que passavam sobretudo pela preocupação depassagem periodica em aldeias onde se poderia renovar a carga de água.Felizmente o tempo alterou-se. Embora estando ainda muito quente, o solmanteve-se relativamente encoberto pela manhã e quando despontou pelas12:00, já não conseguiu "recuperar do atraso".1.º PARTE - PELOS CAMPOS DE MÉRTOLA A ALCOUTIMA saída de Mértola já foi efectuada não muito cedo como seria desejável. Aprimeira parte é efectuada em zona tipicamente alentejena de seara emboracom desníveis acentuados caminhando, curiosamente, para NW no início: é queé impossivel de acompanhar o Guadiana, até perto de Alcoutim.Primeiro ponto de interesse a travessia da "ribeira de Oeiras" por uma ponteperto da ruína mas que suportou o nosso peso, ainda assim. Passagem porSapos a primeira das aldeias de intensa beleza. Depois a estupenda descida ea passagem pela Ribeira de Carreiras e a primeira das grandes subidasseguida de uma zona agrícola até à Bicada para depois se percorrerembastantes quilómetros até aos moinhos de vento onde bebemos a "melhor águado concelho de Mértola" no dizer de um popular interpelado por um de nós. Aágua, refira-se era puxada de uma fonte por uma manivela. Um arcaísmodelicioso numa zona de Portugal imune à passagem do tempo.A pertir daqui rolou-se em asfalto que tinha uma particularidade:contavam-se pelos dedos de uma mão as viaturas que connosco se cruzaram. Foiassim até Via Glória onde se começa a descer para a ribeira do Vascão(fronteira natural com o reino do Al-Garbe). Descida forte, travessia esubida intensa embora o asfalto facilite sobremaneira a tarefa. Chegámos aGiões onde a entrada no café local tenha provocado a admiração "normal". Deresto o café começou, como que por milagre, a encher e tivemos que sair dalipois estavam a começar a servir refeições e, para quem está gerindo ascalorias em função do esforço, como nós, tal facto pode ser considerado comoofensivo.Saída para Clarines, uma preciosidade perdida naquela zona planáltica,altura de renovar a água (todas aquelas aldeias têm fontanários, em boahora) passagem por Farelos, Tesouro e pelo Pereiro onde se tornou a renovara aguada: o sol estava a ficar inclemente e, embora ainda dispondo de água,era importante renová-la. Aí assistimos a um facto insólito: vários jovens,à porta do café local, em tronco nú, dentro de uma viatura ao sol escutandouma "modinha" techno, era uma espécie de sauna e doscoteca a um tempo. Aindafomos brindados pelas criaturas transpirantes com um prosaico: "olha estesmalucos a pedalarem com este calor!"...Seguimos para nascente em direcção ao Guadiana e a Alcoutim. Cruzámos aEN122 passamos Corte Tabelião sempre a descer muito rápido em direcção aovale do rio. Após esta povoação fomos presenteados com uma dupla surpresa:uma barragem com uma albufeira de águas cristalinas que não constava do mapa(Barranco dos Ladrões) e que veio mesmo a calhar na altura mais quente. Aparagem foi merecida e convenientemente demorada mas foi justa, deu direitoa uma travessia a nada e regresso, até para constatar a segunda surpresa:era impossivel contornar o lago.Tempo de recuar (sempre a subir) até que alguém teve uma ideia brilhante:uma azimute directo por forma a atalhar. Lá fomos monte acima para irmos terde novo a Corte Tabelião (ou seja: o mesmo sítio que poderíamos teralcançado a pedalar). Foi a altura dos furos: primeiro o Henrique Almeida,depois o Jorge Cláudio, minutos preciosos mas que não se podem evitar.Chegamos a Alcoutim via praia fluvial do Pego Fundo na Ribeira dos Cadavais,a única fluvial que foi galardoada com uma "Bandeira Azul" que ali esvoaçavagalhardamente. Tempo de pausa (até porque aguardávamos pelos "reparadores defuros" que tinham parado no cimo da colina anterior. Renovação de água, comonão podia deixar de ser, e ver alguns dos "balneantes" a admirarem asmontadas e os detalhes: a bicicleta do Triguinho foi alvo de um comentáriodo estilo - "deve de ser cara, deve de custar para aí uns 300 euros!" a queoutro retorquiu - "ou mais!".Já que estávamos parados foi tempo de mais um mergulho, desta vez, maisrápido que o anterior. A praia é agradável mas não se compara com aalbufeira anterior que era uma preciosidade.2.º PARTE - O GUADIANABreve visita a Alcoutim com a visão da andaluza Sanlucar, onde o HenriqueAlmeida resolveu mudar mais uma câmara de ar (é o único com jantes tubelessmas que não muda para pneus do mesmo sistema, o que o trona numa espécie de"semi-céptico"). Tempo de acelerar pela marginal asfaltada até Foz deOdeleite que já conhecia do ano anterior (http://www.geocities.com/caminhos_2001/margemguadiana ) e passagem pelasinteressantes Laranjeiras, Guerreiros do Rio e Álamo com uma magnífica vistasobre a margem espanhola e os veleiros que abundam cada vez mais por estasparagens.Continuámos pela margem até onde foi possível ou seja à ribeira da Choças,não sem antes passarmos por Almada d'Ouro, cruzada a ribeira foi tempo desubir para o Azinhal onde a hora adiantada ditou que seguissemos pela EN122(agora uma estrada segura no troço até Odeleite pela circunstância dainauguração do IC28) até Monte Francisco em lugar de percorrermos o sobe edesce das ribeiras e os sapais do Guadiana.3.ª PARTE - O BARROCALO mesmo poderia de ser dito para o troço Monte Francisco - Manta Rota cujaprimeira parte que cruzava o barranco do Rio Seco foi preteria por um bypasspor um magnífico e deserto asfalto junto à ferrovia. A chegada foi ao luscofusco e tudo terminou com um estupendo grelhdo no "Indio" em Vila Nova deCacela.Saudações Virtuais, Virtual Best Regards_______________________A. Pedro Roque Oliveira

quinta-feira, 24 de julho de 2003

Caminho do Tejo pela terceira vez

Tive ocasião de percorre-lo ontem pela terceira vez.175 duros kms. (160 desde o Parque das Nações) até à Capela dasAparições no santuário de Fátima.De todas foi a mais dura. O grande responsável foi o vento quesoprou forte de N - NW e que teria sido óptimo para um Tróia-Sagresmas muito mau para ir até Fátima.Ainda assim foram quase 10 horas a pedalar a uma média próxima dos18 kms./h. A sensação de chegar ao santuário a menter-se como omomento alto da jornada, tal como em ocasiões anteriores.De realçar que o estado de conservação do caminho está a degradar-see, não fora o meu conhecimento do mesmo, ter-me-ia perdido váriasvezes.Após a "reentree" tenho a intenção de confrontar os responsáveispela manutenção do mesmo com as suas responsabilidades (CâmarasMunicipais e Centro Nacional de Cultura).APRO

segunda-feira, 21 de julho de 2003

Operação Alto Minho - rescaldo

Sexta Feira, 18JUL03PREPARAÇÃO E MARCHAPois efectuei uma volta higiénica de 90 kms. (ida ao Cabo Espichel e retorno) emritmo muito moderado já que um "zombie" (um daquele que estava morto para amodalidade) me desafiou a tal (ele só fez metade, bem entendido).Estive para recusar mas pensei melhor ir pois assim sempre se ressuscita alguémpara a causa.O jantar foi já em Vilar de Mouros (a mais de 400 kms. de distância) na zona VIPda Unicer onde estava tudo óptimo à excepção de um pequeno pormenor: a música. Éisso mesmo Vilar de Mouros seria óptimo se não fosse mesmo a música (o ZéTeixeira, aliás, era da mesma opinião :-).Assim compreendo bem o Orlando: estar a dormir paredes meias com o festival é omesmo que morar dentro de uma discoteca...________________Sábado, 19JUL03GR58 - O CÉU E O INFERNO A UM TEMPOForam os 50 kms. mais duros da minha carreira.A média de 9.5 kms (só foi melhorada com a descida final e a ligação de asfaltoentre Baiona e Gondomar) diz tudo.Foi uma sopa de pedra onde o "feijão" servido não era de calcário mas de granitoe onde todo o cuidado era pouco já que o cálcio ósseo perde em rigidez para apedra. No entanto é uma daquelas coisas que se deve de fazer pelo menos uma vezna vida: desnível brutal, subidas longas feitas manualmente devido àirregularidade do solo em pedra. Mas também descidas por linhas de água a 45ºpelo meio de cascatas, caminhar por dentro de regatos gelados com água pelojoelho, outras por densos fetais onde as silvas esperavam os incautos, etc, etc.(só visto).Só que as paisagens, meu Deus, que deslumbre! Aquela visão de Baiona, a baía, aria, a Praia Europa, o Atlântico muito azul, é único. Nova confirmação daquelaminha teoria que diz que somos uns privilegiados embora o deslumbre tenha sidopontuado, desta vez, por muito sofrimento.À excepção do Jorge Silva todos caíram, no meu caso deu até para contundir acoxa direita e ter posto em questão a minha participação no passeio de Viana,felizmente não passou de um susto.Também fiquei com o travão traseiro bloqueado. A principio mal se fazia sentirmas depois complicou e de que maneira ao ponto de ter sofrido numa subida queembora longa não era nada de especial só que, a arrastar lastro, era mesmo muitocomplicado. A solução era mesmo retirar as pastilhas só que, tal eradesaconselhável, uma vez que as descidas eram muito técnicas e de respeitoimpossíveis de abordar apenas com o dianteiro. Só pude efectuar essa manobraexpedita praticamente a chegar a Baiona, em piso de asfalto.Destaque ainda para o remake do comercial da William Lawson embora connosco, semcavalo e com um carro galego que não estava ameaçado pela chuva mas antes tinhacaído num buraco com uma das rodas.________________Domingo, 20JUL 03PASSEIO DE RECUPERAÇÃOFoi mesmo com este espírito que fui até Viana (equacionei a hipótese de não irpor causa da contusão na coxa). Como não tinha bicicleta levei a da Marta masnunca pensei que tal acção pudesse provocar tanta piadinha de mau gosto masenfim, é a vida...Com tantos e tão duros quilómetros nas pernas Viana era mesmo para recuperaçãopossível num passeio apesar de tudo com duras subidas. Se assim pensei melhor ofiz, andei sempre de forma muito tranquila fosse a descer fosse a subir, a "22"foi minha fiel companheira e não me cansei minimamente.Tinha alguma curiosidade de conhecer a Serra, recordo-me das descrições que oArtur Nogueira aqui fez em tempos sobre os magníficos panoramas e como constateiagora que tinha toda a razão. Destaque para a subida com o mar, V.P. Âncora eAfife pela direita a lembrar a saudosa ilha de São Miguel (só faltavam as vacas)e a visão de Agra e do vale do Lima, excelente!Se a grande quantidade de ciclistas torna a progressão sempre complicada osnossos passeios têm a compensação de serem uma forma de revermos as amizades elá estavam boa parte de elas.Desde os Patus, os tais que quase desconhecemos os nomes mas conhecemos asalcunhas pragmáticas do estilo: ferramentas, nicotina, patinhas, marroquino,robocop, prof, etc. Mas o personagem mais interessante é mesmo o "Quedas", quemteve oportunidade de descer atrás dele entende bem porquê: muita rigidez em cimada máquina a comprometer a técnica (digo eu, bem entendido...).Para além disso tínhamos o Patu Mor de reluzente Trek Fuel a deixar o Zé Luzboquiaberto com tanta desfaçatez. Zoinga, o rígido, sem se perder (talvez asorelhas de morcego a facilitarem a orientação por radar). O grande Ximbra acomandar as operações e a compensar nas descidas a menor velocidade a subir etambém a simpática Andreia.O ausente presente foi o Orlando que segundo diziam terá "ficado a cavar a suaSepultura" coisa que, candidamente confesso, não entendi ;-). O Jorge Manso,Jorge Cláudio, Luís Triguinho meus companheiros de viagem, o meu grande amigoJorge Silva. Os companheiros de GR 58, Mário Silva e Paulo Magalhães.Ainda o Vítor Cordeiro da BTTerra que apesar de ter estado em Monsanto no sábadodisse presente no domingo em Viana (mais um turbo BTT), o Fernando Sousa paraque não tivéssemos saudades do Orlando, o Delio União (a tripulação do tandem) a"embrenhar-se profundamente" na serra :-), o Jorge Rocha sempre a sorrir, o Nitoa descer por ali abaixo como ninguém. Também o sempre tranquilo Pedro Brites,também Monsenhor D. Félix Barbosa.A armada famalicense no seu expoente máximo, com destaque para o Jorge Moniz,Mário Cunha e Pedro Ribeiro.Perdõem-me se olvidem alguém!Saudações Virtuais, Virtual Best Regards_______________________A. Pedro Roque Oliveira

domingo, 13 de julho de 2003

Sopa de Pedra 2.5 e coincidências

Como não tivemos oportunidade de tomar a sopa de pedra, na sua segunda versão,no sábado 06 fomos até lá hoje (eu e o Jorge Cláudio) com o alto patrocínio daconstelação de satélites que suporta o Global Positioning System e de um registoefectuado por um aparato electrónico nesse mesmo dia e que me foi transmitidopor pacote na rede.Caramba João Noiva: exageraste desta vez! ;-)Para além da altitude acumulada a rondar quase os 2000 m. alguns terrenos estãoentre os piores que já conheci: pedaços de calcário por todo o lado eincapacidade de retirar o olhar do trilho não fosse o equilíbrio ceder perante agravidade (a da situação e a do centro da Terra).A subir andava-se muito devagar a descer idem, só nalguns, raros, estradões seconseguiu rondar os 35/40 kms./h e a média foi estupidamente reduzida: cerca de13 kms./h.Ainda por cima recebemos, logo pela manhã, a "molha tolos". Em pleno mês deJulho, tivemos de vestir os "secco" e os deslizes laterais do pneumático frontalfizeram-se sentir intensamente. Concomitantemente a primeira camada de solotransformou os 2.0 em 2.5 e acrescentou mais uns quilos ao trem durante algumaspenosas léguas.Felizmente o "apres midi" foi mais seco embora não soalheiro.Na descida para Minde tivemos de "descansar" a meio tal era a "agitação"provocada pela pedra.A subida da "costa de Minde" até ao miradouro com 15% e muitos quilómetros naspernas foi muito agradável embora não tanto como a descida pela vereda que, daSerra de Santo António, nos devolvia ao "polge" na qual fúteis pensamentos meassaltaram do estilo "mas o que é que eu estou aqui a fazer?" ou um maiseloquente "o João Noiva achará mesmo que isto é caminho para bicicleta passar?"intervalados por sonoras interjeições vernáculas consoante contactos seproduziam com carrascos, espinheiros ou silvas, ou a largura disponível era amínima possível e o deslumbre da paisagem prometia um contacto mais chegadoproduzivel por eventuais e potencialmente dolorosas descidas inopinadas de cota.No final, com os anexos (visita à Fórnea e descida a Porto de Mós na sua segundaaparição para restauro energético) um registo de 85 modestos quilómetros comsaída às 10.00 e chegada às 20.00. Paralelamente o gasto energético de 3.200Kcal. a revelar a intensidade da incursão.Mas o mais interessante foi a coincidência do encontro com o rapaz da bicicletaamarela, assíduo da Ori-BTT, já a subir para d'Aire. Um nativo cujo nome esquecimas que me falou dos "vossos amigos de Lisboa que vieram com o J. Noiva nasemana passada e terminaram às 21.30!"E esta hein?Saudações Virtuais, Virtual Best Regards_______________________A. Pedro Roque Oliveira

domingo, 22 de junho de 2003

Maratona da Retorta

Ainda pensei duas vezes antes de me deslocar a Vila do Conde pois maisninguém iria da zona de Lisboa. Há sempre o receio do evento, porqualquer motivo, poder não corresponder às espectativas e de podermosdar por mal empregue quer o tempo quer o dinheiro expendidos.Não foi decididamente o caso desta Maratona. Para além de rever velhosamigos a prova não me poderia ter corrido da melhor forma.Acabei por me fazer ao caminho sexta feira pelas 15:00. No dia seguinteestava a alinhar na Maratona. Sentia-me bem, tinha tomado um pequenoalmoço adequado e estava disposto a não repetir os erros de Portalegrepelo que o arranque foi suave na cauda do pelotão em amena cavaqueiracom o Nuno Duarte.Paulatinamente, um por um, fomos ultrapassando ciclistas e aproveitandopara circular em grupos mais ou menos homogéneos à medida que progredíamos.Estava a sentir-me muito bem fisicamente mas tentava manter o pulsocontrolado na zona aeróbica pois as dificuldades surgiriam mais adiante.Assim fui progredindo até o calor começar a apertar ainda antes da ZA 1.Ainda me dei ao luxo de parar para olear a corrente que se estavaqueixar bastante, o terreno estava muito poeirento e a travessia dealguns charcos também não ajudava. Foi remédio santo embora tenharepetido a operação por mais duas vezes. Também perdi a orientação maisum grupo de "Patus Bravus" e tivemos de rolar um quilómetro para trás asubir, mas isso são contingências de quem se aventura a rolar rápido:aumentando a velocidade e a concentração relativamente àsirregularidades do terreno os sinais de mudança de direcção tornam-sedespercebidos.Chegado à ZA 1 foi tempo de abastecer de água (o calor começáva atornar-se insuportável) e de arrancar a solo já que o Nuno Duarte estavasentado à sombra bebendo por um garrafão de Água Vitalis com um facisalgo fatigado. Progredi rapidamente tendo aproveitado o asfalto e oempedrado para rolar a bom ritmo e circulando em grupo durante algunsquilómetros sempre que alcançáva algum ciclista.Este era o segundo quarto da maratona e onde se iria efectuar a famosasubida da Franqueira, no concelho de Barcelos.Muito se rolou mas a dita adversidade nunca mais surgia. Eram cerca das13.00 e o calor começáva a tornar-se insuportável, começa-se então asubir duramente embora fosse ainda um falso alarme era uma subida préviaque rapidamente se converteu numa descida vertiginosa.Surge então a magna ascensão. A dificuldade maior era o piso algoirregular, embora quer o desnível, quer a distância fossem de respeito.O meu companheiro de pedal, que já me acompanháva há vários quilómetros,começa a subir em bom ritmo e consigo acompanhá-lo bem até metade semexceder demasiado o limiar anaeróbico. Ele segue já em 22X32 (vulgo"primeira-primeira") e eu ainda tinha uma e às vezes duas mudanças dereserva, estáva admirado comigo mesmo!A meio curváva-se à esquerda e a subida incilnava ainda mais e o meucompanheiro resolve apear. Sigo sozinho em 22X32 até ao cume, já semágua, sem comida (nos bolsos, bem entendido) e sem isotónico: aquelasubida tinha feito razia total. Finalmente a ZA 2 e a visão mirífica doGuillaume Kuchel com um garrafão de Vitalis nas mãos a parecer milagrosa.Tempo de molhar a cabeça no chafariz (que bem que soube), endireitar ascostas, abastecer de água, colocar barras energéticas nos bolsos edesfazer o pó do isotónico. Sou então informado que sou o quinto a alichegar: nem queria acreditar.Arranco rapidamente por ali abaixo juntamente com outro ciclista quetinha chegado momentos antes. Primeiro a descida das escada a serefectuada à mão, poupa-se o material e acaba por cansar menos. Cruzamosa estrada e nova série de lanços de escada embora agora dois e trêsdegraus de cada vez. Passo montado embora num deles a queda tenha estadoeminente por causa do desníevl ter sido maior do que o avaliado, foi porum triz. Fiquei furioso comigo mesmo já que corri o risco de, num gestoirreflectido, quase ter deitado tudo a perder.Não havia tempo para pieguísses e lá continuámos em bom ritmo emboraeste terceiro quarto da maratona tenha sido o mais difícil para mim, asucessão de subidas e descidas aliadas ao calor intenso a complicar emuito as coisas. Por outro lado a passagem em zonas muito técnicas efechadas dificultou, e muito, a progressão. Numa zona descendente erápida de asfalto novo engano que teve como consequência ter de voltarpara trás durante mais de um quilómetro (a subir, claro).A ZA 3 ainda se afigurou, assim, como mais mirífica. Aí estavam os trêsprimeiros pelo que, entando a progredir com alguma dificuldade e tendode manter um ritmo mais baixo, resolvi abreviar a paragem e arrancar nadianteira.Estas minhas paragens fazem lembrar os reabastecimento na Fórmula 1:apenas o mínimo indispensável.Circulo então na frente por cerca de 45 minutos até ser alcançádo poraqueles que se iria classificar nos quatro primeiros lugares. O ritmoera bem diferente pelo que nem sequer esbocei a miníma tentativa de osacompanhar, seria um suicídio. Sigo no meu ritmo e tento manter aconcentração, a um tempo, na navegação e nas condições do piso já afazer apelo ao espírito de sacrifício.É aquela fase em que se começam a contar os quilómetros restantes, asbarras energéticas se tornam incompatíveis com o apetite e se avançafazendo apelo às reservas.A visão do IC1 e principalmente do acesso "Vila do Conde" a darem-nos umnovo ímpeto. Chego a um controlo onde me informam que já só falta meiadezena de quilómetros. Gradualmente começo a reganhar as forças, comoque por milagre, aparece a subida final que faço em bom ritmo e corto achegada alcançando um marco histórico: quinto lugar em 76 participantescom a marca de 7:48:00, não foi nada mau mas o tratamento foi de choque.Rapidamente o duche e repor algumas energias para compensar a marcaavassaladora das 5.000 Kcal consumidas.Tive pena de não ficar para jantar mas esperavam-me cerca de 370 kms. deestrada que felizmente tinha muito pouca densidade de tráfegoresponsável por uma viagem rápida e segura.E assim rezam as crónicas na Retorta, Vila do Conde aos vinte e um diasdo mês de Junho do ano da Graça de dois mil e três desta cristianissíma era.Para o ano há mais. Por certo!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

terça-feira, 10 de junho de 2003

Foia esmiuçada




Mais vale um mau plano que plano nenhum!

Foi assim que correu esta incursão que, segundo me parece, acabou por
corresponder à expectativa generalizada.

Sem embargo e apesar de achar que tudo correu pelo melhor acho que a Fóia
terá de ser revisitada em moldes algo diferentes.

A quilometragem, em virtude de se ter abreviado um pouco na zona de Aljezur
quedou-se pelos 110 kms. o que foi algo escasso. Todos terminaram em boas
condições físicas o que me deixa um pouco desapontado.

Assim a "Fóia Revisitada" terá as seguintes características:

Saída de Odeceixe até à Foz do Farelo - tudo igual
Subida à Foia a partir da zona do Selão por trilho
Descida a Monchique e retorno à Foia por outra encosta não sem antes rumar
às Caldas
Descida a Marmelete e depois Passil e descida da robeira da Cerca - tudo
igual
Entrada em Aljezur mais a Sul, subida ao castelo
Após o Rogil usar um caminho diferente até Odeceixe

Mais quilómetros, menos asfalto e mais dureza para elevar ainda mais o grau
de satisfação.

FOTO DUARTE
Esta coisa de levar um fotógrafo atrás com um aparelho trimegapixel resulta
maravilhosamente. Normalmente acumulo as funções e nunca pontuo nos planos.
Desta vez foi diferente. As fotos estão ao nível do passeio, isto é, muito
boas!

AS ESTRELAS DO PARQUE
O Parque de Campismo de S. Miguel, quase a chegar a Odeceixe (quem é
"habitue" do Tróia-Sagres lembra-se dele quase no final da descida que
conduz à ponte de Seixe) tem excelentes condições. Para mim que não acampava
desde os tempos milicianos foi um reencontro nostálgico e feliz. As quatro
estrelas do parque só foram superadas pelas cinco da simpatia e elegância da
recepcionista!

NAVEGAÇÃO ACEITÁVEL
Apenas o Jorge Manso se tinha passeado por aquelas paragens anteriormente,
mesmo assim boa parte do traçado era completamente desconhecido para os
intervenientes. O track virtual foi traçado a partir de waypoints sobre
coordenadas obtidas na fiel M-888. Curiosamente o segmento
Foia-Marmelete-Aljezur, o que era completamente desconhecido e que era o que
mais me preocupava, foi o que decorreu sem qualquer incidente navegacional.
Houve algum problema na estrada que a partir da Portela da Viúva liga a
Marmelete e percorre a encosta Norte da Fóia que não está exactamente no
lugar que consta na carta militar e que, por esse facto, estabeleceu alguma
confusão já que o track surgia sempre desviado para sul algumas centenas de
metros para Sul (necessidade de rever a carta - facto documentado em
fotografias). Depois foi a transição da carta "Aljezur" para a carta "Rogil"
a complicar também um pouco mas sem ser grave. O GPS é de facto a melhor
invenção desde o pão de forma.

SINESTESIA DE ODORES
O Verão faz despontar os odores adormecidos nos campos. Este passeio nesse
aspecto foi paradigmático. Melhor do que o cheiro típico do eucalipal só o
das estevas completamente oleosas no monte sobranceiro a Aljezur. A
bicicleta ficou a cheirar a estevas, incrível.

ASFALTO DE SONHO
A Estrada Municipal que liga a Foz do Farelo à Portela da Viúva e daí a
Marmelete é o sonho de qualquer ciclista de estrada: asfalto novo e
imaculado, estrada sinuosa de montanha e movimento quase nulo. De facto em
mais de 20 quilómetros passaram por nós três viaturas!

A FÓIA
É o tecto do Algarve, donde se avista todo o Barlavento e ainda a Costa
Vicentina. Local de romaria motorizada. A vista é absolutamente
deslumbrante, de tal modo que escasseia o latim descricional!

INSULTO MARMELETENSE
Apesar de experientes nestas andanças por vezes somos tentados. Que dizer do
belo "Bife à Tita" com que um casal alemão se banqueteava na esplanada do
mesmo nome na típica Marmelete mesmo ao nosso lado? A visão amarela dos
palitos de batata frita era insultuosa perante a barra de muesly com avelãs
que acabava de comer. Pior mesmo, em termos de sofrimento, só para o
"autonomista" Rui Sousa, a sua compota de frutas e a água pentalítrica. A
Super Travessia vai ser um grande desafio psicológico, é que ele já está
afectado :-)

OS CERROS DA CERCA
A descida à ribeira da Cerca foi inolvidável. A sucessão de cerros e a
interminável descida em pleno ambiente natural constituiram talvez o momento
alto da jornada. Estupendo!

O VELÓDROMO DA CERCA, A MISERICÓRDIA CASTELÃ E O CASTIGO ATÉ AO PLANALTO DAS
ESTEVAS
Alcançada a ribeira e olhando para o relógio achei que era altura de
recuperar tempo e foi um "vê se te avias" pelo estradão plano que contornava
a margem direita da ribeira até Aljezur. O pior foi quando vi chegar os
últimos minutos depois com um ar "mais morto que vivo" e achei que os
deveria de poupar à exigente subida ao castelo de Aljezur, pior mesmo foi
depois a subida da encosta do outro lado da ribeira até ao planalto do
Rogil: a mais dura da jornada...

O BARRANCO DE MARIA VINAGRE
A mostrar quão pitoresca pode ser uma mata de silvas. Era mesmo a única
passagem e, em tempo de guerra não se limpam armas...

O MOINHO COMO "GRAN FINALLE"
A chegad ao moinho da Aldeia Nova do Concelho a marcar o final do passeio.
Odeceixe estava aos nossos pés 110 kms. após a saída. O restauro caberia à
"Taberna do Gibão" após os banhos, o demontar do bivaque e a despedida da
recepcionista... Mais vale um mau plano que plano nenhum!


quarta-feira, 4 de junho de 2003

“OS MENINOS DA REBÊRA DO SADO”

Gostei muito mais desta nova versão do "Alvalade" relativamente àanterior (tinha participado em 2001). De facto ter o percursogravado em GPS é um outro conforto. De resto, esta fórmula em quemetade é para pedalar devagar e a outra metade é mais rápida temalgumas potencialidades embora prefira o esquema do percursototalmente balizado correspondente à segunda parte.AREIAÉ a única coisa que não se consegue alterar. Tem de se encarar adita como a grande dificuldade a vencer nesta maratona. Não hásubidas mas há areia e com fartura. O grande problema, por vezes,não é a areia mas antes o número significativo de ciclistas quedesmontam à nossa frente e que, por seu turno, nos obrigam adesmontar.CALMARIA NA PRIMEIRA PARTEA primeira parte até Porto Covo haveria de ser muito calma. Comodispunhamos do track GPS resolvemos pedalar em grupo restrito dequatro (de resto um grupo de partcipantes na incursão à Fóia) o queé muito mais tranquilo que acompanhar uma centena de ciclistas arespirar pó por todos os poros. Estas modernices que os satélitespõem à nossa disposição proporcionam uma enorme comodidade. Foram 68kms. muito agradáveis…CORRERIA NA SEGUNDAApós Porto Covo acabou-se o sossego. Desatou tudo numa correriaimensa, consegui manter o contacto visual com os primeiros sabe Deusà custa de que esforço. Aqui o GPS revelou-se de enorme utilidade:embora bem marcado o percurso, algumas fitas e tabuletas tinham sidoretiradas e ainda consegui impedir que alguns ciclistas fossem parara Grândola ;-). No final cheguei logo após o Luís Triguinho e oVítor (BTTerra). Parece que a forma até está a subir. Num total de40 ciclistas até que foi muito razoável, embora a ideia não fosseaferir qualquer tipo de classificação final.TESTE GPS PARA A SUPER-TRAVESSIAAlém do Rui Sousa haviam mais três "condenados" a treinar a Super-Travessia e a navegação através do track GPS. Como fui eu que graveio track do "Alvalade" recordo-me de ter andado a contornar uma dadazona da barragem de Campilhas com a bicicleta ao alto e com aguapelos joelhos. Como tal tratei de atalhar o sofrimento indo directoà estrada que passava, afinal duas centenas de metros para Nascente.Foi curioso ver o grupo dos "condenados" a olhar para nós: é queestavam à nossa frente e, de repente, quando chegam à barragemencontram-nos em amena cavaqueira :-)...APRO

terça-feira, 29 de abril de 2003

"Cacilhas à Contracosta" revisitado

Tive ocasião de o tornara a percorrer, de modo integral, com o JorgeCláudio, no passado domingo, sempre em BTT e caminhos secundários.Alterei ligeiramente o figurino por forma a passar pelas terras deCaparica o que fez com que o traçado aumentasse ligeiramento passandoa apresentar 65 kms. de extensão. A ideia foi passar junto a nada maisnada menos que 9 templos católicos! de certa forma foi, até ao aterrosanitário do Pinhal do Cabedal/Aiana de Cima repetir o traçado dalendária "Mãe de Todas as Etapas" (10ª etap@) e a partir daí o traçadoclássico.De igual modo a passagem pela Ferraria faz-se agora por outro local(paralelo ao prévio) em virtude do portão da propriedade ter sidofechado a cadeado e colocados avisos para não passar. tirando oinconveniente de se ter de efectuar 1 km. extra por asfalto (EN 377) opercurso até saíu beneficiado em termos paisagísticos pois percorre-seagora todo o bonito e húmido vale da ribeira do mesmo nome.O ponto alto foram, de facto, os momentos junto à Igreja do Santuáriode Nossa Senhora do Cabo, quase a mesma sensação de Fátima ou Compostela!Ida e volta foram 110 kms. no total.Foi um excelente treino para Portalegre (embora parece que tenha deviajar na próxima semana para a Eslováquia e não possa alinhar na ditapara minha infinita tristeza), de tal modo que cheguei ao final com asensação que ainda faria mais 30 kms. sem pestanejar.Há muito tempo que não efectuáva uma incursão tão positiva em termosfísicos. Sobretudo se tiver em consideração que estive com uma pequenainfecção respiratória durante toda a semana. De resto os gruposdiminutos (neste caso um dueto) permitem andamentos bem mais lineares.Tenho um track GPS (formato gtm) em que, à posteriori, coloqueidiversos waypoints (não coloquei mais porque não tinha a carta portrás e tinha algumas dúvidas quanto aos locais exactos). O mesmo dizrespeito apenas à ida.Refira-se que o regresso é em BTT/caminhos secundários mas numa versãosimplificada da ida e consta de uma passagem pela Foz, Meco, Aiana deCima, Ferraria, Apostiça, Verdizela, Aroeira, Marisol, Vale Milhaços,Vale Figueira, Vale Flores, Feijó, Almada Fórum, Cova da Piedade eCacilhas. Ele é sempre muito mais rápido que a ida já que o relevoparece ajudar nesse sentido.Acho que foi excelente com um andamento muito vivo embora sempreabaixo do limiar anaeróbico (tendo em conta a extensão) com 3200 Kcalexpendidas e 18 kms./h de media.Veja-se a primeira versão desta peregrinação emhttp://www.geocities.com/caminhos_2000/cacilhas.htm .APRO

domingo, 20 de abril de 2003

Magnífica Serra de Grândola (pelos trilhos da GR11)

Tive ocasião de efectuar a ligação BTT entre Grândola e a Lagoa deMelides e o regresso por asfalto pela EN 261-2 num total de 80 kms. nasexta-feira santa.Comigo viajaram o Rui Sousa e o Luís Parreira (colisteiro passivo queadquiriu uma Explosiv).Percorremos a GR-11 entre Grândola e Sta. Margarida da Serra e aGR11-1 que é uma derivação até Vale Figueira e daí por asfalto(necessidade de abreviar) n.ºs 261 e 1085 até à Costa de Santo André edaí por estradão até Lagoa de Melides.o dia esteve cinzentão tendo chegado a chover (Costa de Sto André).Gostaria de salientar (não me canso de repetir) a qualidade ambientale paisagística do ambiente rural e florestal da Serra de Grândola emtoda a sua extensão. É de uma beleza estonteante a que se acrescenta osilêncio dos magníficos bosques de sobro. Integrada na Rede NAtura2000 e constituindo um dos biotopos Corinne torna o passeio soberbo. (http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=1754&iLingua=1 ) eideal para grupos reduzidos onde se desfruta o ambiente com valoracrescentado.O pior mesmo é a deficiente marcação do percurso, por vezes énecessário investigar vários caminhos a partir de uma encruzilhada epor vezes a orientação dos sinais é dúbia, já +ara nõ falar naquelesque foram pintados em cima de cortiça que entretanto já foi arrancada!Se bem que ele seja pedestre ele é praticamente todo ciclável e passanos melhores locais da Serra, sejam nos clássicos (entre Grândola eSta. Margarida da Serra) sejam nos desconhecidos e soberbos barrancosentre esta localidade e Vale de Figueira, depois começa o pinhallitoral e o ambiente muda bastante. Inúmeras ribeiras são transpostas...Existem alguns folhetos publicados mas a dificuldade de arranjar estesmateriais é grande, mesmo na Internet. Possuia um desdobrável doGR11-1 (SMS- Lagoa Sto. André) mas com uma carta algo miserável peloque melhor ou pior conseguimos orientar-mos-nos entre Grândola e ValeFigueira se bem que após transpormos o Barranco do Boisão e chegarmosà Quinta do Poço as marcas vermelha e branca da GR se tenhamevaporado pura e simplesmente tendo seguido por uma estradãoalternativo até as reencontrarmos em Casqueiro tendo seguido até ValeFigueira.Após esta povoação abreviamos até Costa Nova de Santo André eapanhámos o estradão por trás das dunas até Lagoa de Melides em máhora pois foi permanentemente a empurrar a bicicleta em cima da areia.Valeu uma breve lavagem junto à praia e rumar a Grândola por asfaltona direcção de Melides e subindo até ao entroncamento com o IP8 edescendo acentuadamente até Grândola.Excelente jornada. Espero repetir em breve, agora com o conhecimentodo caminho e completar o que falta. já que não falta muito...
APRO

segunda-feira, 31 de março de 2003

Alvalade - Porto Covo e Regresso

Lá fomos ontem e foi mais uma maratona de 122 kms. desta vez em TT porentre areia solta e lama. O desgaste foi grande mas ainda assiminferior aos 210 kms. de estrada do dia 23. Desta vez quedámo-nospelas 3200 Kcal que ainda assim é um valor elevado.O dia esteve bom (só chuviscou um pouco no Cercal, tinha de ser, não éverdade?).Efectuei o registo GPS com o intuito de ser disponibilizado no site doalvaladense embora ainda tenha de efectuar algumas pequenasrectificações correspondentes a pequenos enganos, sobretudo no regresso.O regresso é mais curto do que a ida (69 contra 53 kms.).Destaques:. paisagens alentejanas nesta altura do ano que são pura esimplesmente magníficas;. a esplanada VIP em Porto Covo;. a sujidade dos betetistas (com especial destaque para este vossohumilde criado);. a velocidade alcançada nos estradões sobretudo na sequênciamagnífica entre subidas e descidas no que acompanha o aqueduto queliga à barragem de Morgavel;. a irritante alternância de água, areia e lama com as máquinas asofrerem um desgaste intenso e com a média a baixar;. a quantidade de cães ladradores (normalmente quanto mais pequenosmais ladram);. os dois "alvaladenses" que desistiram aos 40 kms. (no Cercal);. os restantes sete elementos que completaram (mesmo que dois deles searrastassem);. o contornar da barragem de Campilhos, com água pela cintura nalgumaszonas e a bicicleta no ar;. a travessia pelo mar junto a Porto Covo;. o olhar embasbacado dos transeuntes;. a simpatia e elegância da empregada da pastelaria em Porto Covo;. o alívio com que eu e o Rui Sousa encarávamos uns míseros metros deasfalto;. o etc.A revisitar a 01 de Junho a quando da clássica "Alvalade-Porto Covo"APRO

sexta-feira, 28 de março de 2003

Passividades e manutenção do nível

DECLARAçÂO"Quem semeia ventos colhe tempestades!"Desta forma se pode definir tudo o que se passou.Já há muito que deixei de tentar arbitrar conflitos pois,sinceramente, acho que não seja coisa que resulte. Apenas ireiutilizar a arma de destruição massiva em último caso.Aborrece-me apenas que se gastem tantas mensagens inutilmente. É umproblema de franca improdutividade e isso transtorna-me mais do que oresto. A "teoria da banalidade" pode ser exagerada mas tem aqui plenajustificação.Torna-se óbvio que, para quem conhece o "Almirante" Orlando, como eu,tudo não passe de retórica inconsequente e os episódios são apenasdivertidos "fait divers" o problema é que, inevitavelmente, tudo tendea descambar e o nível desce a pique como uma nau que se afunda em maralto.Sem embargo, tal como assistimos em directo no Crescente Fértil, "quemvai à guerra dá e leva" e, muitas vezes, não nos podemos ofender como uso de determinadas expressões já que fomos nós mesmos quederramámos o "primeiro sangue".Daí que a manutenção de um nível retórico mínimo é essencial paraficarmos ao abrigo de reacções virulentas sempre reprováveis se bemque, num determinado prisma, até se possam afigurar como legítimas.Esta regra é tão válida como a olvidada do "dez segundos"...Evitai, assim os palavrões e as ofensas gratuítas, eles viram-se,forçosamente, contra quem os utiliza.Há que pensar, todavia, nos "civis" deste confronto. Aqueles que aquiestão levando uma existência de passividade e que apostam nesta listacomo forma de aprenderem algo sobre bicicletas e a quem, muitonaturalmente, falta necessariamente a paciência necessária paradesfolhar dezenas de mensagens insultuosas ou de perfeita inutilidadequanto ao objecto que motiva a lista. São assim, sem apelo nem agravo,vítimas de danos colaterais.Mantenham o nível e comportem-se de acordo com as convenções.Naturalmente não irei responder a nenhuma das réplicas a estamensagem, em nome da razão!APRO

segunda-feira, 24 de março de 2003

Barbaridade no Norte Alentejano

Lancei o desafio: Fazer 200 kms. por asfalto, no norte alentejano, acompanhando as etap@s 21 e 22 da nossa estafeta e ligando Arraiolos, Estremoz,Portalegre, Crato, Alter do Chão, Avis, Pavia e Arraiolos.

Como não sou o único a ter falta de juízo ninguém alinhou pela voz da razão e todos concordaram com a jornada que já havia apelidado,previamente, de "barbaridade". Não estava longe da realidade! Para além de o testemunho estar já em Portalegre ao cuidado do Vilela há que referir que estes 210 kms. (mais 5% que o previsto) acabou por se revelar um intensíssimo esforço físico, bem pior do que o Tróia - Sagres para o qual, habitualmente, há toda uma preparação prévia que aqui não existiu. O grande responsável foi o forte vento frontal que nos acompanhou em mais de metade do percurso.

Éramos quatro à partida (eu, o Rui Sousa, o Delfino Santos e o Cipriano Canaverde) e também à chegada. Pelo meio, entre Estremoz e Portalegre acompanhámos os "Ases de Portalegre" e também o João Pina (o tal que encontramos nas zonas mais incríveis do país) que connosco viajou até Monforte.

A primeira parte equiveleu à 21 etap@ entre Arraiolos e Estremoz e correspondeu a 42 kms. pela EN 4 com um vento a soprar moderado quase frontal mas a que demos uma boa resposta pelo pedalar em grupo a que correspondeu uma interessante média de 32 kms./h.

A EN 4 entre estas duas localidades é interessante para pedalar enquanto a berma larga o permite. Chegados a Estremoz já lá estavam os "Ases" e o grupo lá seguiu pelo IP 2 até Portalegre (km. 100). Este era um grupo extremamente heterogéneo: bicicletas de estrada, híbridas (BTT com pneu de asfalto) e BTT pura com pneu "gordo".

Foi tempo de relaxar um pouco:o vento soprava por trás, a berma é extremamente larga e a maior parte do percurso foi feito a conversar - agradável.O troço de 20 kms. entre Portalegre e Crato foi o mais interessante de todos: sinuoso, rápido, deserto e com o asfalto em excelentes condições. Um hino ao ciclismo de estrada!

Pausa nesta povoação histórica para uma breve snack. A partir do Crato (Km. 120) tudo se complicou: o asfalto deixou de estar em condições, o trânsito automóvel densificou-se, os desníveis aumentaram e, sobretudo, o vento começou a soprar frontal e forte (nalguns descampados havia rajadas). Tudo isto conjugado contribuiu para aumentar a penosidade. Teria sido óptimo se o passeio terminasse no Crato, mas lá seguímos.

Os 12 kms. até Alter do Chão (km. 132) foram terríveis. De Alter até Avis houve um pouco de tudo, nos primeiros 10 kms. rodámos para poente e pedalou-se bem mas os restantes 20 kms. já foram algo penosos embora os desníveis não fossem fortes e a paisagem interessante em virtude de se acompanhar as margens da albufeira da Barragem do Maranhão.

Em Avis nova paragem para repor açúcar já que o desgaste calórico associado era já enorme.Avis - Pavia e Pavia - Arraiolos foram indescritíveis: vento forte, desníveis de respeito, asfalto degradado - penosidade máxima.

No final um enorme esforço despendido e a sensação de que se superaram limites.

Conclusões:
  • Foi excessivo - tendo em conta o vento deveria de ter sido maiscurto.. 4600 Kcal. despendidas - retrato do esforço brutal a que correponde3 dias (!) de gasto do metabolismo basal num adulto masculino médio.
  • Ingestão de alimentos - perante um desgaste deste tipo o consumo de alimentos foi a condizer e foi responsável, indubitavelmente, por termos chegado ao final: 7 barras energéticas; 2 litros de isotónico;1 compal pêssego, uma sandes mista, 1 mousse de chocolate e dois cafés!
  • Boas prestações individuais - todos tiveram à altura do evento apesar das enormes dificuldades. Pessoalmente estive bem, só no troço final (Pavia-Arraiolos 20 kms. a subir) fui buscar forças já não sei bem onde. O Cipriano esteve também em muito bom nível, o Delfino fraquejou um pouco a partir de Alter mas conseguiu chegar ao final e o Rui também deu boa conta de si, embora com alguma sdificuldades

domingo, 16 de março de 2003

Serra da Arrábida, Setúbal: a dureza prossegue

Hoje tive ocasião de aí me deslocar com os colisteiros José Manuel Sabino eMário Silva para cumprir, na integra, o passeio "para canadiano ver" que foiprecocemente interrompido em virtude da queda do Mário Conde na semanatransacta.Fomos acompanhados por mais 3 elementos: o Nuno, com uma Specialized S-Works(FS), o Carlos Serra (elemento da Qinta do Anjo, em Look, com a bizarra maseficaz suspensão "fournalles") e um outro elemento recrutado "in loco" comuma novíssima Massi "full XTR" e que ficou a saber que "o hábito não faz omonge" já que apesar de ter a máquina mais leve teve sérias dificuldades emcompletar o percurso.O SÓSIA DO RUI SOUSANo parque de estacionamento, em Palmela, surgiu um sósia do Rui Sousa: ocarro era igual, a fisionomia e a voz eram as mesmas, só que não veioconnosco no passeio antes seguiu montado num chasso. A explicação é simples:estava a preparar um reconhecimento para um passeio pedestre a realizar comos colegas. Dizem as más línguas que depois de uns passeios de bicicleta comos mesmos eles ficaram completamente "mortos para a causa", porque será? :-)DH PALMELA E PACE: CASAMENTO PERFEITOO Mário Silva ia estrear uma nova Pace. Terá ficado deliciado com ocomportamento da mesma na dificil e saltitante descida do Castelo até àbaixa de Palmela. Aquele piso é mesmo o ideal para uma suspensão de molasóleo e com curso generoso. Quanto a mim o habitual empeno dos membrossuperiores proporcionado pela Fatty com 70 mm. a ar/óleo desadequada para oefeito.NÃO SE ESGOTEM!Na primeira grande parede do dia, a subida do Monte do Pavores para aestrada do Vale dos Barris ultrapassámos, em pleno esforço, dois ciclistasbastante idosos (que seguiam a pé). Curiosa a reacção de um deles: "Não seesgotem para chegarem à minha idade!"OCTANAGEMApós a ascenção da Escudeira o nosso convidado de ocasião já tinha esgotadoo elogia da nova máquina (deve ter custado uma pequena fortuna) e chegou àconclusão que, apesar de estar bem fisicamente não conseguia livrar-se dacauda do grupo nas subidas. A sua observação foi, no mínimo curiosa: "quemarca de gasolina é que vocês põem!", perguntava-me a mim e ao Sabino...PORTELA INTEGRALA passagem entre as serras de Louro e S.Francisco faz-se por um caminho, nasua cota mais baixa que tem, como é habitual o nome de Portela. Trata-se,aqui, de uma subida longa e exigente. Se a isso juntarmos, acto contínuo, asubida para o alto da Serra de S.Francisco, sem descanso, o teste torna-semuito duro. Por isso não foi de estranhar que houvesse quem, mesmo e apesarde estarem umas esbeltas ciclistas a subirem a dita ascensão, tivessedesmontado, ou seria porque também elas seguiam a pé?VOLUNTÁRIO PRECISA-SENa breve paragem na zona do moinho do cuco comentava que, na longa e técnicadescida que se seguiria, quase sempre haveria alguém que caía. Desta vez nãofoi excepção com o Mário Silva, num gesto de grande nobreza, avoluntariar-se para a honrosa causa: nem a Pace nova o salvou. E tudo se deunas minhas costas e comigo a pensar candidamente "desta vez ninguém caíu!":-)UP & DOWNSendo a Arrábida uma caixinha de surpresas é natural que eu, como conhecedordo local, não vá avisando sobre as subidas que se avizinham: seria o mesmoque, no cinema, ir contar as cenas que se seguem. No entanto, os bonsobservadores, lá iam adivinhando o futuro através do meu simples gesto desubir ou descer os manguitos :-)CONCURSO DE GRELHADOSNo parque da Comenda já com 40 kms. percorridos e 1500 KCal. após a partidadeparamos com inúmeros piqueniqueiros que, por ser perto da hora de almoço,preparavam os seus grelhados. Ora para nós que comíamos umas simplesbarritas foi insultuoso aquela orgia de cheiros: ele era sargo, febras,entrecosto e até frango (com ou sem nitrofurano pouco importava). Teve ocondão de abreviar a paragem pois era impossível ali permanecer por maistempo.VIA CRVCISA ascensão à Capela de S.Luís da Serra é sempre um must, até porque dá parair controlando a progressão: existem cruzes das sucessivas estações da ViaSacra. Pior só mesmo com a cruz às costas!O SEGREDO BEM GUARDADOO Sabino é um daqueles fenómenos misteriosos. Tal como na Serra do Sicó deupara comprovar que está numa forma estupenda. Será a nova bicicleta, será oarroz integral (que tanto o celebrizou)? Desvendamos o mistério: ele tem umaseringa (com agulha e tudo) com que coloca o óleo na corrente e desviadores!Provavelmente também a usará com o óleo para uma injecção intramuscular :-DS.LUÍS DE NOVO ADIADOQuando chegámos à plataforma da subida de S.Luís tive de enfrentar umamini-revolta pois quase ninguém estava disposto a ir lá acima: as desculpasforam as mais variadas mas nenhuma se relacionava, curiosamente, com oesforço que seria exigido: "é muito tarde já!"; "subir e descer pelo mesmolocal não tem piada!", etc.SPRINT FINALA subida da cobra (Baixa-Palmela) foi o derredeiro esforço. Fui com o Sabinopor ali a cima com a criatura a tentar deixar-me sempre para trás mas lá fuirespondendo como pude. No final como me estava a sentir bem e com algumamargem de pulsação ataquei forte mas o tipo respondeu à altura e entramos osdois em Palmela lado a lado. Anda aí muito treino escondido! Disso não háduvida, mas que um quadro Masil "ultra-light" faz uma grande diferença de umProflex, lá isso faz...FACTS AND FIGURESNo final 60 duríssimos quilómetros entre as 09:00 e as 13:00, com umdesnível acumulado incrível e com o metabolismo a consumir mais de 2100Kcal. Assim dá gosto!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

sexta-feira, 14 de março de 2003

Circuito do Jamor - Taça de Portugal Nokia

Estive hoje pela tarde a experimentar o dito cujo e achei-o super-técnico.As descidas fazem-se todas (montado, bem entendido, apesar de duas delasmuito difíceis: Kamikaze e anterior).As subidas são curtas e muito difíceis: o terreno escorrega, a inclinação éelevada, a má abordagem inicial pode comprometer a ascenção montado.Há pelo menos 3 delas que são completamente impossíveis de subir montado: ainclinação é monstruosa (a que se alia o terreno escorregadio) ou possuemobstáculos intransponíveis.De resto subir montado ou a pé demora quase o mesmo tempo pelo que serão asdescidas a fazer a diferença. Qualquer descuido na kamikaze ou, sobretudo,na anterior pode provocar um acidente aparatoso pelo que não serádispiciendo, quem quiser participar ir equipado "à Navid". De igual modo unspitons serão uma boa ajuda.É aquilo que se pode chamar um traçado muito selectivo e exigente que deveráproporcionar um excelente espectáculo no sábado e no domingo próximos.Apesar desta retórica não irei participar apenas aí me desloquei porcuriosidade...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best Regards

quarta-feira, 12 de março de 2003

Altas Quilometragens - Prós e Contras mas também propostas de conciliação...

Já tive ocasião de afirmar que para mim os passeios da V@ são a excepção queconfirma a regra...Ou seja: já não tenho pachorra para muita gente junta, andamentosheterogéneos, "n" furos, "n" correntes partidas, "n" quedas, "n" paragens nofinal das subidas a arrefecer, etc.Sou mais adepto de grupos curtos, homegéneos, com andamentos fortes eatitudes de superação.Os nossos passeios trimestrais são, todavia, a forma de nos reencontrarmos ede convivermos, como tal a excepção que refiro.Ora se eu esqueço todos esses aspectos negativos de uma passeio numerosopela amizade que nos une porque outros não o deverão fazer um sacrifício epalmilhar mais umas subidas do que as que está habituado e percorrer unsquilómetros extra?Talvez que o melhor seja mesmo tentar conciliar o melhor dos dois mundos.Perguntarão V. Exas. como?Simples, mirem http://www.geocities.com/caminhos_2001/castelos.htm .Foi um passeio que organizei há dois anos na Arrábida. Antevendo que iríamoster acontecimentos diferenciados e para que ninguém empatasse ninguém etodos se divertissem optámos pela "fórmula bypass".Atente-se nesta descrição:>>>>>A exigência física será superior à técnica mas contará com diversos bypasspara um nível II em que se percorrerá um trajecto alternativo com menosdesnível e reagrupamento num mesmo local com o nível I (...) O nível II,ainda assim, será bastante exigente. Pode também servir para brevesrecuperações de alguns elementos mais cansados.>>>>>Todos circulávam em conjunto excepto nas zonas onde a exigência física émaior, isto é, nas ascensões, metade subia, metade circulava pelaalternativa menos dura e todos reagrupavam mais adiante. Ninguém tinha umlugar fixo quem se sentisse em forma escolhia mais duro e podia descansar napróxima.Acho que foi um sucesso apesar de todos terem chegado ao final com ummonumental empeno.Tal implica mais guias e uma maior disciplina mas não é difícil até porque amaior parte dos quilómetros são comuns.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

terça-feira, 11 de março de 2003

O BTT pode ser uma actividade perigosa!

Desta vez calhou ao Mário Conde.O Pedro Duarte e o Mário Conde andavam a mostrar o "best off" nacional emBTT a um célebre canadiano.Na incursão arrabidiana desta tarde (sim, consegui arranjar um tempinhoemprestado) fui-lhes mostrar a Arrábida.Escolhi propositadamente umas subidas de eleição mas o canadiano, só queriamesmo era descer e acabou o prematuro passeio com um empeno monumental.Até que "às páginas tantas" o Mário Conde resolveu "filmar uma cenaarriscada sem duplo" numa passagem mais técnica e vai daí um ombrofortemente machucado e que, a princípio se suspeitou de fractura declavícula mas que, afinal, não passou, segundo diagnóstico dos clínicos doHospital de Setúbal, de uma ruptura de ligamentos.O que estes tipos fazem para não terem de subir :-)As melhoras Mário!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best Regards

domingo, 2 de março de 2003

Sicó's first report e alguns conselhos pluviais

Tal como previa fomos abençoados pela chuva.Há muito que me habituei a tomar o site http://br.weather.com/ como umaespécie de biblia virtual no que à previsão meteorológica diz respeito. Onosso www.meteo.pt é uma desilusão absoluta seja na apresentação gráfica,seja na previsão que efectua em que apresenta um panorama de prognóstico,pasme-se, para todo o país (ou, no próprio dia para "Regiões do Norte vs.Regiões do Sul") como se não existissem diferenças entre Faro e Lisboa ouentre Aveiro e Bragança...Assim sendo, o kit de pluviosidade" foi desembalsamado. Consta doimprescindível "Agu Secco" (o seu impermeável oficial de campo em todas asestações) peça obrigatória para impedir a chuva de entrar e para permitirmanter a roupa seca por debaixo e das luvas e meias em neoprene. Há muitoque constatei que, já que se torna impossível manter as mão e os pés secos(as seal skin não resistem muito tempo a uma chuva copiosa) então, ao menos,que se mantenham quentes. Daí a se aplicar o princípio do mergulho ou dosdesportos náuticos (o passeio de ontem insere-se de resto nesta últimadesignação) vai um pequeno passo: o neoprene pelas suas característicaspermite-o e ajuda-nos a manter a temperatura corporal que é muito maisfacilmente comprometida com chuva.Saliente-se que só é possível utilizar neoprene se, efectivamente, estiver achover pois na sua ausência a temperatura sobe muito e torna-se impossivel asua utilização.Prudentemente, a maioria dos presente, levava, pelo menos um impermeável, sebem que, em muitos casos não permitisse a evaporação da transpiração, aindaassim é melhor que nada. No entanto era nítido o arrefecimento de muitos jáque a temperatura corporal se ia comprometendo, sobretudo, após as paragensprolongadas que são inevitáveis num passeio com tanta gente e com tamanhassubidas e descidad em virtude das diferenças de andamento e dos inevitáveisfuros e correntes quebradas.Fiquei definitivamente impressionado com a qualidade dos troços do Sicó.Nunca por lá tinha pedalado e julgava que se assemelhasse à Serra d'Airemas, na realidade, é muito diferente. Embora também calcária, o verde surgepor todo o lado e os trilhos são espectaculares e muito completos alternandoas subidas demolidoras e técnicas com o inverso descendente para além dezonas de extrema tecnicidade ontem comprometidas em virtude da chuva quetornav o passo extremamente escorregadio.Foi do agrado geral a excelência do terreno. Pena a chuva, que motivou umencurtamento, mas estou certo que teremos ocasião de repetir a deslocação embreve, em grupo mais restrito.SETE MAIS DOIS NOVES FORA NADATive ocasião de estrear em teste de dureza extrema a última e definitivaversão daquilo a que, em tempos chamei de "muleto". De "muleto" já poucoresta relativamente à "máquina oficial" uma vez que o nível de equipamentosé, agora equivalente, tudo assente num quadro Ti cuja verdadeiraproveniência é desconhecida mas que já havia sido bem testado pelo Rui Sousadurante um ano (o que de certa forma lhe confere um aspecto lendário, quiçámístico). Portou-se magnificamente e o efeito combinado da flexibilidade dometal com o acréscimo de conforto e segurança do equipamento pneumático USTtornou-me o passeio ainda mais agradável. Melhor só mesmo os deliciososcomentários quanto à suposta marca do quadro, sobretudo um deles que diziaque "é igual a estes aqui ao lado, só não tem é o autocolante!". Vocêssabem de quais estou a falar! :-DTUDO UMA QUESTÃO DE PALADAR OU GEOFAGIADe novo contámos com a presença do "nosso amigo Nito". Com um traçado destetipo a sua satisfação era absolutamente natural. Melhor só mesmo o seucândido comentário, no final da descida alucinante do castelo do Rabaçal:"esta lama sabe mal!".SABINO RÍGIDOQuam estava aboslutamente irreconhecível era o José Sabino. Então não queremlá ver que a mastodontica ProFlex foi substituída por um quadro duplotriângulo Masil e que ninguém o pregava a subir? Depois desta inquestionáveldemonstração só resta perguntar qual a marca do arroz integral que come? :-DNADA QUE UMA SIMPLES ESFREGONA NÃO RESOLVAApós uma segunda paragem numa cafeteria, em pleno Rabaçal, era ver o estadoem que ficou o chão após a presença das figuras enlameadas. A dona, todavia,estava radiante já que o consumo de sanduiches foi elevado e proporcionouuma venda acrescida e inesperada.TERMAS ROMANAS DE CONIMBRIGATransferiram-se para Alfarelos e para o Ginásio Girão. De facto o nossoamigo Girão, para além de ser um excelente ciclista pôs à nossa disposiçãoas instalações do seu ginásio. Para além do duche, tivemos piscina aquecidae até houve quem não resistisse à sauna... :-D¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2003

Finalmente algumas palavras acerca do Porto Santo

"... Em verdade, essa bela ilha, digna, aliás, de melhor fortuna, foi sempreesquecida pela metrópole, e menosprezada pelo governo local, cifrando-senisto a sua obscura história..."Álvaro Rodrigues de Azevedo, 1873Já me havia deslocado a Porto Santo um punhado de vezes mas sempre em fériasbaneares.Em todas elas não resisti ao apelo dos seus estupendos trilhos (e estradas),é facil alugar uma bicicleta por lá e, mesmo sem material à altura procureiprovar que, "em tempo de férias não se limpam correntes" e fundei a minhaposição sobre a perfeição da ilha para o "mountain bike".Assim quando a Maia Cycles promoveu o passeio foi tempo de não hesitar eagendar a respectiva disponibilidade.Desta vez estava ali, de Inverno, com a minha bicicleta, devidamenteafinada, para dois dias de rotação de pedais.Venci a barreira psicológica do transporte do velocipede em aeronave. Bastamapenas uns pequenos truques de acondicionamento e entender o procedimento detransporte aéreo como um passeio de BTT e no qual ela sofre afinal apenasmais um ligeiro desgaste... Assim foi também com a maioria das máquinas,desnudadas, tal como conheceram a luz do dia fora da loja.Ficámos hospedados no Hotel Vila Baleira e daí saímos Sábado, na direcçãopoente para um conjunto interessante de aventuras..."O MEU AMIGO NITO"O proto free-rider da Invicta foi o guia dos 26 ciclistas. Tinha lá estadono fim de semana anterior a reconhecer às ordens de certo lojista da Maia.Como não podia deixar de ser o passeio desenrolou-se entre saltos, drops,montes de pedras e afins. Era ver muitos aos saltos, a voltarem atrás pararepetir e aos gritos. Pareciam "um bando de pardais à solta"...ESPÍRITO DE FÉRIASFoi como a deslocação foi entendida por muitos, o segundo dia foiaproveitado para o relaxe total: vi-me na contingência de pedalar a solo sóporque começou a chuviscar. Nem sabem o que perderam! No primeiro dia não sópercorri todo o asfalto da estrada marginal sul da ilha (15 kms. nos doissentidos) durante o aquecimento como ainda tive de esperar pela partida mais15 minutos.SECO E MOLHADONunca tinha visitado o Porto Santo no Inverno. Para o BTT é bem melhor estaaltura: temperatura amena, tudo verde, poucos turistas e ainda menostrânsito, mais perto portanto, do paraíso. Também foi interessante pedalardebaixo de um dilúvio subindo pela estrada da Serra de Dentro para aCamacha, só visto!O PASSEIO DAS CONSTIPAÇÕESEfectivamente pelas dificuldades técnicas, furos e pelas grandes diferençasde andamento no sábado foram mais as pausas a arrefecer que o tempo efectivoa pedalar e a aquecer. No entanto os locais visitados foram do agrado gerale a deslocação justificou-se plenamente!DESCANSO AO SEGUNDO DIA OU "A VEREDA!"Chama-se "Vereda Pico do Castelo-Moledo" e é um dos melhores troços BTT queconheço. Tive ocasião de o tornar a visitar no domingo, mesmo à chuva. É queo passeio do dia anterior tinha gente aversa às alturas e apenas se passoulá embaixo no sopé. Para terem ideia trata-se de um circuito em torno dosquatro picos mais altos da ilha (Castelo, Facho, Gandaia e Moledo - 400/500m. altura) onde ela ainda é verde pela influência da floresta. Uma estreitae única vereda de pé posto a cerca de 100 metros dos topos une os cumesrevela-nos um panorama deslumbrante mas onde a concentração tem de sergrande pelo risco da queda. Obtem-se a panorâmica completa da ilha. Écompletamente impossivel descrever em palavras a grandiosidade do local. Fiza solo e tornaria a fazê-lo de novo nessas mesmíssimas condições, o que écerto é que, com medo da chuva, ou por causa das "correntes partidas"(desculpa que ouvi a três elementos) ninguém me acompanhou.PONTOS ALTOSNão em cota (pois andamos quase sempre cá por baixo no sábado) mas emespectacularidade foram a zona rural do Campo de Cima onde o terreno temfalhas provocadas pelas escorrências da chuva e onde o estilo free-ride seimpõe, ou a passagem nas Serra de Dentro e Serra de Fora em cenáriossubtropicais onde pontuam as palmeiras e as figueiras da India. Assim como adifícil transposição do túnel até ao Porto de Abrigo. No domingo, na VeredaCastelo-Moledo, foi o terreno de montanha com os pinheiros e o verde imenso.PATO BRAVOEra o nome do restaurante no Porto de Abrigo, nada mais a propósito...PASSEIO NOCTURNO ALVALADE-PORTO SANTOOs amigos do Alvaladense lá estavam em peso! Foram portagonistas do "passeionocturno" pelos bares extra-programa :-).PARA-OLÍMPICOSUma palavra de destaque para os atletas portadores de deficiência queparticiparam no "evento-paralelo" da 1/2 maratona nas suas cadeiras de rodasespeciais. Alguns eram tão rápidos que ultrapassavam as bicicletas maislentas: só visto!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

terça-feira, 4 de fevereiro de 2003

Dilúvios & Estafet@, Lda. - Respostas várias

Assunto 1 - Batem Leve Levemente Como Quem Chama por Mim...De facto a chuva é o tema dominante. Com o decorrer dos meses vou-meaburguesando velocipedicamente, senão atentem nestes exemplos: Tento entrarem Monsanto para circular nos caminhos que o percorrem e deparo logo com umenorme lamaçal. Paro e perante a imensidão do barro e a bicicleta imaculada,opto por desistir e pegar na bicicleta roda fina e ir para as magníficas edesertas estradas que percorrem o maciço calcário da Arrábida. Andar emcertos locais em BTT com este tempo e terrenos é sofrer (longe vai o tempodo "mud wrestling" de um Sintra-Mafra com passagem pelos grandes lagos.Poupa-se imenso o material, diminuindo o valor da próxima factura nabicicletaria e retiramos mais prazer do ciclismo.Assunto 2 - O Trekking como forma de recuperação activaDo que eu e o Rui Sousa não nos livrámos, no passado domingo, foi de umautêntico dilúvio em pleno maciço da Arrábida em plena actividade detrekking até ao seu ponto mais alto o Delta Formosinho, só acessível a pé,ou de heli. Em plena ascensão avistamos vindo de SW, uma segunda visão dodilúvio. Mais uma vez o "Agu Secco" (passe a publicidade) mostrou ser amelhor invenção desde o pão de forma e o Isotónico em pó. Se a istojuntarmos umas calças quase impermeáveis e umas botas de montanha revestidasa Gore Tex diremos que estivemos como escafandrista em scubadiving sobretudose compararmos com alguns companheiros de jornada iniciclamente sorridentesem fato de treino de algodão.Assunto 2 - Estafet@, statv qvoO testemunho ainda não saíu de Évora por culpa dos meus afazeres. No entantotem de seguir viagem, inevitavelmente. Assim sendo e tendo em consideraçãodois factores: o estado do terreno e o facto de há muito não termos umaetapa asfaltiana acabei de propor ao Cláudio Nogueira que a mesma sejadisputada em asfalto para a roda fina em que as estradas alentejanas, a umtempo desertas e rolantes possam ser o palco priveligiado para fazer aentrega em Montemor o Novo a Delfino Santos do nosso testemunho.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

domingo, 2 de fevereiro de 2003

Praxe Saloia

Assim se pode caracterizar a "tranquila volta cicloturista" por terras deSintra e Mafra conduzidas pelo "calmo" Fernando Carmo.Parece que testámos todas as subidas da região com especial destaque para o"inocente engano" que nos fez descer "lá abaixo até ao Magoito" e ter de otrepar "fosse de que modo fosse".Pior só mesmo o "Teste da Cabrela" a ser terminado aos "Ss" por "especialconveniência de serviço".Passagem pitoresca pelas feiras saloias de Almoçageme (onde encontrei umconhecido cidadão leitor que quase não me reconheceu com trajo velocipédico)e São João das Lampas onde também fizemos aguada.Acabou por ser um simples passeio de amigos que até contou com a presença deum convidado especial deportado do "Circo Coimbra" para a Grande Lisboa eque dá pelo nome de Pedro Santos a quem, desta vez por ser um passeioasfáltico, não vi a roda da frente da sua Cinelli "di colore rossa" no ar.Os outros eram, além deste vosso humilde servidor (Cannondale SaecoRéplica), o anfitrião FC , o Cláudio Nogueira (ambos em BH, respectivamenteOquina e Ventoux) e o Rui Sousa (Trek Carbon).Deu para constatar alguma subida de forma embora nas subidas mais exigentestenha tendência a deixar escapar o "grosso do pelotão". Sem embargo foipossivel vencer todas as duras ascensões.No final 76 kms. terminados a subir à média de 23,5 kms./h e despendendo2950 KCal. com intenso recurso ao Isotónico e às barras de "comida depássaros".No próximo domingo temos a Estafet@ (20.ª etapa) entre Montemor e Arraiolos(e regresso - 65 kms. de BTT) a merecer a nossa melhor atenção.¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira