segunda-feira, 4 de agosto de 2003
Acompanhando o Grande Rio do Sul
quinta-feira, 24 de julho de 2003
Caminho do Tejo pela terceira vez
segunda-feira, 21 de julho de 2003
Operação Alto Minho - rescaldo
domingo, 13 de julho de 2003
Sopa de Pedra 2.5 e coincidências
domingo, 22 de junho de 2003
Maratona da Retorta
terça-feira, 10 de junho de 2003
Foia esmiuçada

Mais vale um mau plano que plano nenhum!
Foi assim que correu esta incursão que, segundo me parece, acabou por
corresponder à expectativa generalizada.
Sem embargo e apesar de achar que tudo correu pelo melhor acho que a Fóia
terá de ser revisitada em moldes algo diferentes.
A quilometragem, em virtude de se ter abreviado um pouco na zona de Aljezur
quedou-se pelos 110 kms. o que foi algo escasso. Todos terminaram em boas
condições físicas o que me deixa um pouco desapontado.
Assim a "Fóia Revisitada" terá as seguintes características:
Saída de Odeceixe até à Foz do Farelo - tudo igual
Subida à Foia a partir da zona do Selão por trilho
Descida a Monchique e retorno à Foia por outra encosta não sem antes rumar
às Caldas
Descida a Marmelete e depois Passil e descida da robeira da Cerca - tudo
igual
Entrada em Aljezur mais a Sul, subida ao castelo
Após o Rogil usar um caminho diferente até Odeceixe
Mais quilómetros, menos asfalto e mais dureza para elevar ainda mais o grau
de satisfação.
FOTO DUARTE
Esta coisa de levar um fotógrafo atrás com um aparelho trimegapixel resulta
maravilhosamente. Normalmente acumulo as funções e nunca pontuo nos planos.
Desta vez foi diferente. As fotos estão ao nível do passeio, isto é, muito
boas!
AS ESTRELAS DO PARQUE
O Parque de Campismo de S. Miguel, quase a chegar a Odeceixe (quem é
"habitue" do Tróia-Sagres lembra-se dele quase no final da descida que
conduz à ponte de Seixe) tem excelentes condições. Para mim que não acampava
desde os tempos milicianos foi um reencontro nostálgico e feliz. As quatro
estrelas do parque só foram superadas pelas cinco da simpatia e elegância da
recepcionista!
NAVEGAÇÃO ACEITÁVEL
Apenas o Jorge Manso se tinha passeado por aquelas paragens anteriormente,
mesmo assim boa parte do traçado era completamente desconhecido para os
intervenientes. O track virtual foi traçado a partir de waypoints sobre
coordenadas obtidas na fiel M-888. Curiosamente o segmento
Foia-Marmelete-Aljezur, o que era completamente desconhecido e que era o que
mais me preocupava, foi o que decorreu sem qualquer incidente navegacional.
Houve algum problema na estrada que a partir da Portela da Viúva liga a
Marmelete e percorre a encosta Norte da Fóia que não está exactamente no
lugar que consta na carta militar e que, por esse facto, estabeleceu alguma
confusão já que o track surgia sempre desviado para sul algumas centenas de
metros para Sul (necessidade de rever a carta - facto documentado em
fotografias). Depois foi a transição da carta "Aljezur" para a carta "Rogil"
a complicar também um pouco mas sem ser grave. O GPS é de facto a melhor
invenção desde o pão de forma.
SINESTESIA DE ODORES
O Verão faz despontar os odores adormecidos nos campos. Este passeio nesse
aspecto foi paradigmático. Melhor do que o cheiro típico do eucalipal só o
das estevas completamente oleosas no monte sobranceiro a Aljezur. A
bicicleta ficou a cheirar a estevas, incrível.
ASFALTO DE SONHO
A Estrada Municipal que liga a Foz do Farelo à Portela da Viúva e daí a
Marmelete é o sonho de qualquer ciclista de estrada: asfalto novo e
imaculado, estrada sinuosa de montanha e movimento quase nulo. De facto em
mais de 20 quilómetros passaram por nós três viaturas!
A FÓIA
É o tecto do Algarve, donde se avista todo o Barlavento e ainda a Costa
Vicentina. Local de romaria motorizada. A vista é absolutamente
deslumbrante, de tal modo que escasseia o latim descricional!
INSULTO MARMELETENSE
Apesar de experientes nestas andanças por vezes somos tentados. Que dizer do
belo "Bife à Tita" com que um casal alemão se banqueteava na esplanada do
mesmo nome na típica Marmelete mesmo ao nosso lado? A visão amarela dos
palitos de batata frita era insultuosa perante a barra de muesly com avelãs
que acabava de comer. Pior mesmo, em termos de sofrimento, só para o
"autonomista" Rui Sousa, a sua compota de frutas e a água pentalítrica. A
Super Travessia vai ser um grande desafio psicológico, é que ele já está
afectado :-)
OS CERROS DA CERCA
A descida à ribeira da Cerca foi inolvidável. A sucessão de cerros e a
interminável descida em pleno ambiente natural constituiram talvez o momento
alto da jornada. Estupendo!
O VELÓDROMO DA CERCA, A MISERICÓRDIA CASTELÃ E O CASTIGO ATÉ AO PLANALTO DAS
ESTEVAS
Alcançada a ribeira e olhando para o relógio achei que era altura de
recuperar tempo e foi um "vê se te avias" pelo estradão plano que contornava
a margem direita da ribeira até Aljezur. O pior foi quando vi chegar os
últimos minutos depois com um ar "mais morto que vivo" e achei que os
deveria de poupar à exigente subida ao castelo de Aljezur, pior mesmo foi
depois a subida da encosta do outro lado da ribeira até ao planalto do
Rogil: a mais dura da jornada...
O BARRANCO DE MARIA VINAGRE
A mostrar quão pitoresca pode ser uma mata de silvas. Era mesmo a única
passagem e, em tempo de guerra não se limpam armas...
O MOINHO COMO "GRAN FINALLE"
A chegad ao moinho da Aldeia Nova do Concelho a marcar o final do passeio.
Odeceixe estava aos nossos pés 110 kms. após a saída. O restauro caberia à
"Taberna do Gibão" após os banhos, o demontar do bivaque e a despedida da
recepcionista... Mais vale um mau plano que plano nenhum!
quarta-feira, 4 de junho de 2003
“OS MENINOS DA REBÊRA DO SADO”
terça-feira, 29 de abril de 2003
"Cacilhas à Contracosta" revisitado
domingo, 20 de abril de 2003
Magnífica Serra de Grândola (pelos trilhos da GR11)
APRO
segunda-feira, 31 de março de 2003
Alvalade - Porto Covo e Regresso
sexta-feira, 28 de março de 2003
Passividades e manutenção do nível
segunda-feira, 24 de março de 2003
Barbaridade no Norte Alentejano
Como não sou o único a ter falta de juízo ninguém alinhou pela voz da razão e todos concordaram com a jornada que já havia apelidado,previamente, de "barbaridade". Não estava longe da realidade! Para além de o testemunho estar já em Portalegre ao cuidado do Vilela há que referir que estes 210 kms. (mais 5% que o previsto) acabou por se revelar um intensíssimo esforço físico, bem pior do que o Tróia - Sagres para o qual, habitualmente, há toda uma preparação prévia que aqui não existiu. O grande responsável foi o forte vento frontal que nos acompanhou em mais de metade do percurso.
Éramos quatro à partida (eu, o Rui Sousa, o Delfino Santos e o Cipriano Canaverde) e também à chegada. Pelo meio, entre Estremoz e Portalegre acompanhámos os "Ases de Portalegre" e também o João Pina (o tal que encontramos nas zonas mais incríveis do país) que connosco viajou até Monforte.
A primeira parte equiveleu à 21 etap@ entre Arraiolos e Estremoz e correspondeu a 42 kms. pela EN 4 com um vento a soprar moderado quase frontal mas a que demos uma boa resposta pelo pedalar em grupo a que correspondeu uma interessante média de 32 kms./h.
A EN 4 entre estas duas localidades é interessante para pedalar enquanto a berma larga o permite. Chegados a Estremoz já lá estavam os "Ases" e o grupo lá seguiu pelo IP 2 até Portalegre (km. 100). Este era um grupo extremamente heterogéneo: bicicletas de estrada, híbridas (BTT com pneu de asfalto) e BTT pura com pneu "gordo".
Foi tempo de relaxar um pouco:o vento soprava por trás, a berma é extremamente larga e a maior parte do percurso foi feito a conversar - agradável.O troço de 20 kms. entre Portalegre e Crato foi o mais interessante de todos: sinuoso, rápido, deserto e com o asfalto em excelentes condições. Um hino ao ciclismo de estrada!
Pausa nesta povoação histórica para uma breve snack. A partir do Crato (Km. 120) tudo se complicou: o asfalto deixou de estar em condições, o trânsito automóvel densificou-se, os desníveis aumentaram e, sobretudo, o vento começou a soprar frontal e forte (nalguns descampados havia rajadas). Tudo isto conjugado contribuiu para aumentar a penosidade. Teria sido óptimo se o passeio terminasse no Crato, mas lá seguímos.
Os 12 kms. até Alter do Chão (km. 132) foram terríveis. De Alter até Avis houve um pouco de tudo, nos primeiros 10 kms. rodámos para poente e pedalou-se bem mas os restantes 20 kms. já foram algo penosos embora os desníveis não fossem fortes e a paisagem interessante em virtude de se acompanhar as margens da albufeira da Barragem do Maranhão.
Em Avis nova paragem para repor açúcar já que o desgaste calórico associado era já enorme.Avis - Pavia e Pavia - Arraiolos foram indescritíveis: vento forte, desníveis de respeito, asfalto degradado - penosidade máxima.
No final um enorme esforço despendido e a sensação de que se superaram limites.
Conclusões:
- Foi excessivo - tendo em conta o vento deveria de ter sido maiscurto.. 4600 Kcal. despendidas - retrato do esforço brutal a que correponde3 dias (!) de gasto do metabolismo basal num adulto masculino médio.
- Ingestão de alimentos - perante um desgaste deste tipo o consumo de alimentos foi a condizer e foi responsável, indubitavelmente, por termos chegado ao final: 7 barras energéticas; 2 litros de isotónico;1 compal pêssego, uma sandes mista, 1 mousse de chocolate e dois cafés!
- Boas prestações individuais - todos tiveram à altura do evento apesar das enormes dificuldades. Pessoalmente estive bem, só no troço final (Pavia-Arraiolos 20 kms. a subir) fui buscar forças já não sei bem onde. O Cipriano esteve também em muito bom nível, o Delfino fraquejou um pouco a partir de Alter mas conseguiu chegar ao final e o Rui também deu boa conta de si, embora com alguma sdificuldades