terça-feira, 23 de dezembro de 2003

Estafet@ Velocipedi@ Etapa 27 - Mobilização de Vontades!

Foi cumprida, à custa de grande esforço, a 27.ª etapa da Estafet@.O relato já aqui foi deixado pelo FC. Ao mesmo apenas acrescentariaa minha opinião para reforçar a dureza da travessia e em simultâneoa beleza da paisagem. Estamos numa zona diferente do país, onde asserras são altas e imensas e onde, apesar da devastação dosincêndios florestais do ultimo verão, se encontram recantosparadisíacos como sejam as vilas da Sertã e de Pedrógão Pequeno ou aestupenda passagem do Zêzere, junto a esta última povoação (entre asbarragens do Cabril e da Bouçã) após uma intensa descida em calçada,transposição de uma ponte filipina e consequente subida. Por último,mas não por menos a mui dura ascensão a Santo António da Nevevencida a muito custo, com a visão da Torre nevada a NE e,finalmente a descida até Castanheira de Pêra de uma belezaindescritível.Mas a razão essencial desta mensagem é efectuar uma reflexão acercadas próximas etapas da Estafet@.É certo que as duas próximas até já estão apalavradas (28 entreS.A.N. e Piornos e 29 entre Piornos e Torre). O problema será, epara isso peço a vossa colaboração, a seguir.Penso que o seguimento lógico será o de avançar pelo distrito daGuarda na direcção de Viseu, daí para o Douro, subir Trás os Montes(Vila Real - Alvão e Marão) até à zona de Chaves, flectir parapoente para o Barroso, o Gerês, o Alto Minho, descer para o DouroLitoral, para Aveiro, Coimbra e Leiria.Para isso necessitamos da colaboração de todos. A tarefa está,actualmente, bastante facilitada, em virtude da proliferação dos GPSe de inúmeros tracks que, por aí abundam...Peço-vos que possamos debater aqui esta matéria para se definirem asideias e os traçados.APRO

sexta-feira, 5 de dezembro de 2003

Do Guadiana à Costa Vicentina - 3 dias intensos (etapa 3)

3.ª ETAPA – ROGIL – CABO DE SÃO VICENTEQuer pela distância, quer pela altimetria, quer ainda pelo facto deser a derradeira, esta poderia ser considerada como a etapa deconsagração. Os factos demonstraram que assim foi.Ainda assim este foi o dia em que os elementos mais se uniram contraos ciclistas: a temperatura baixou, o vento soprou em rajada e achuva, sob a forma de aguaceiro forte, abateram-se sobre nósimpiedosamente mas que mereceram, da nossa parte, um salutar eolímpico desprezo.Nada, nem ninguém, nos faria demover do nosso intento de alcançar oCabo que ostenta o nome do padroeiro de Lisboa.Após umas afinações iniciais (sobretudo ao nível dos travões já queas fortes descidas do dia anterior, aliadas ao terreno molhado,haviam provocado alguns estragos a este nível) lá partimos emdirecção à vila de Aljezur tendo optado por seguir por uma estradasecundária e sem pressas como forma de efectuar um recomendávelaquecimento.Chegados a esta histórica povoação foi tempo de nos embrenharmospelas ruelas históricas ascendendo até ao castelo. É uma tarefaárdua já que a pendente é muito elevada transformando as vielas emautênticas rampas, bem inclinadas e de mau piso.Chegámos rapidamente à Alcáçova onde parámos para a fotografia dapraxe em grupo.Seguimos em direcção a Vale da Telha e, já em pleno Parque Naturaldo Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, rolámos de forma muitorápida pelos estradões que cruzam os pinhais e eucaliptais e, numabrir e fechar de olhos, alcançamos a várzea da ribeira da Bordeiratendo como companhia, a nascente, a incrível serra de Espinhaço deCão e, mais ao longe e na mesma direcção, a Fóia, desta vez bemdescoberta e com o seu perfil inconfundível.A seguir à Bordeira seguimos, durante algumas centenas de metros,pela Estrada Nacional até à povoação da Carrapateira. Aí divergimospara poente para os estradões que seguem já junto à costa. Passamosa Ponta da Carrapateira e paramos numa falésia junto ao mar num dosraros momentos de sol da jornada numa zona de incrível beleza: acosta vicentina no seu máximo explendor!A próxima paragem foi efectuada pouco depois na Praia do Malhão bemconhecida do circuito internacional do Surf. Apesar deste Outonotardio ainda por ali pairavam desses seres estranhos embora todos aseco já que a agitação marítima não se compadecia com essaactividade desportiva.Aí aproveitámos para reabastecer as nossas energias. A ideia eraseguir, "à mão" pela praia para, depois subir a falésia junto à fozde uma ribeira. Numa breve análise calculei que fosse possívelpedalar pela praia já que estava baixa-mar. Aproveitei a descida e,aumentando a rotação de pedal numa relação mais baixa consegui pôr-me junto à linha de água, onde a areia é mais firme e por aliseguimos naquele que foi, certamente um dos mais interessantesmomentos da travessia.Ainda sob o signo humorístico do sal, o "Senhor da Boutique"resolveu fazer-se fotografar a encher o cantil de água salgada. Sábe-se lá porquê? :-)Tarefa dificil foi a de transpor a duna e subir a falésia, queembora fosse ciclável, tinha uma pendente incrível e um pisoterrivelmente solto. Foi um daqueles momentos mágicos do BTT em quese olha para trás e se constata que, em cerca de 2000 metros seascendem dos 4 aos quase 300 metros! A vista era, por seu turno,deslumbrante.Retomamos a estrada para, por ela nos, deslocarmos velozmente atéVila do Bispo. O sabor a final já estava no ar. No entanto tomossabemos como, por norma, os últimos quilómetros são, muitas vezes,os mais difícieis de vencer. Também aqui não foi excepção.Tomamos então uns estradões por uma espécie de estepe, por debaixode um autêntico dilúvio, até se alcançar o Cabo de São Vicente quealcançamos após 67 quilómetros e a umas simpáticas 2 horas da tarde.Era o final da travessia, 292 duros quilómetros após abandonarmos apraia fluvial de Alcoutim!O sabor a vitória e a dever cumprido pairava no ar aliada à enormesensação de alívio.EPÍLOGONunca duvidei que conseguisse mas foi mais duro do que penseiinicialmente. Por manifesta falta de tempo, não efectuei nenhumapreparação específica para esta travessia. Mantive os treinoshabituais de natação e corrida mas nenhum cuidado específico aonível alimentar.Por causa da luz do dia disponível nesta altura do ano o ritmoimposto foi forte e o grau de exigência física foi elevado. Poroutro lado os perfis de tipo "sobe e desce" são terríveis paramanter um ritmo constante. Pessoalmente prefiro ascensõesinequívocas e demoradas são mais facilmente geríveis em termosfísicos.De resto as duas baixas aliadas a alguns recursos ao jipe de apoiopor parte de alguns elementos na segunda, mas sobretudo na primeiraetapa estão aí para o provarem.A indicação de nível físico médio foi feita à medida do João Marquesjá que, para a maioria ela foi elevada embora, pessoalmente, játenha enfrentado desafios ainda mais exigentes ainda que, todoseles, de um único dia e a respectiva sensação de alívio seja obtidaao fim de uma única jorna e não como aqui apenas ao fim de três.De resto, o final do primeiro dia foi mesmo o pior de todos,sobretudo se tivermos em conta que ainda restavam mais dois pelafrente.Outro pormenor interessante foi o lado paisagísitico. Alguns doslocais são efectivamente muito bonitos. É o Algarve profundo doBarrocal mas sobretudo da Serra e também da Costa Vicentina adeslumbrarem quem não os conhecesse (e também aquele que, como eu jáconheciam alguns do locais).Felicito todos os que, comigo, partilharam aqueles, afinal, brevesmomentos de eternidade!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2003

Do Guadiana à Costa Vicentina - 3 dias intensos

INTRODUÇÃOFoi um excelente modo de passar um fim de semana prolongado. Aproposta era aliciante: atravessar longitudinalmente o Algarveligando Alcoutim ao Cabo de São Vicente em três dias intensos depedaleio em TT.A proposta veio do nosso amigo e colisteiro João "Talega" Marques eera a primeira organização de vulto da "Algarve Aventuras". Odesafio era tanto mais tentador se tivermos em conta que nestaaltura do ano o pôr do sol acontece por volta das 17:15 pelo que oandamento tinha de ser vivo e intenso.O grupo acabou por ser restrito e limitado, inicialmente, a 9elementos devidamente enquadrados pelo João Marques e pelo guia ouseja, onze criaturas a pedalar no total.No final duas baixas: uma logo no final da primeira etapa: o PedroDuarte em virtude da febre que o afectou durante a noite (dizem asmás línguas que por ter tomado sal em excesso :-) e o José Rodriguesque desistiu em virtude de uma lesão num dos joelhos (dizem tambémas más línguas que por excesso de impetuosidade no final da segundaetapa ;-).1.ª ETAPA ALCOUTIM-ALTE (115 KMS.)Arrancámos da praia fluvial de Alcoutim e, mal começamos a subir,uma das bicicletas (Hot Chili do José Augusto) teve de sofrer umapequena reparação. Também dizem as más línguas que "The Lord of theBoutique" descurou a preparação das máquinas e teve de sera "Algarve Cycles" a desenrascar tudo pelo caminho...A primeira subida, entre Alcoutim e a EN 122 acabou por se revelarviolenta mas a frescura inicial a permitir levá-la de vencida semproblemas de maior. Depois foi rolar em planalto até Giões numtrajecto inverso ao que tinha efectuado no Verão na ligação entreMértola e Manta Rota. Daí até Martinlongo e, pelo mesmo tipo deterrenos tudo se processou sem dificuldades de maior e com o grupo arolar coeso.Aí encontráva-se o primeiro reabastecimento e descansou-se com todaa parcimónia para se prosseguir descendo até à famosa ribeira doVascão, a linha que separa o Algarve do Alentejo e que marcou afronteira dos 50 kms. (a que corresponde a já famosa caimbra daAndreia Almeida equivalente à entrada no km. 50).Prosseguimos pela margem da ribeira, primeiro montados, depoisempurrando o velocipede por algumas centenas de metros (na margemalentejana) para se voltar a reentrar no Algarve a pedalar passandopor uma estupenda ponte com cerca de um metro de largura e semguardas laterais (embora sem jacarés na água ;-).A partir daí fomos subindo a ribeira até nos internarmos na Serra doCaldeirão e chagámos ao cruzamento com a famosa EN2 onde se efectuouo segundo reabastecimento. Confesso que aí comecei a ficar algopreocupado: faltavam 35 kms. até ao final em Alte e já passavam das16:00. Adivinhava extrema dureza pela frente.Lá prosseguimos subindo junto ao Vascão e começa o famoso "rompe-pernas" a ditar as suas leis. Primeiro foi a Andreia que recolheu aoUMM mas, logo depois, o Pedro Duarte e o José Augusto (que nãocontáva com a cremalheira 22). Confesso que foi muito complicado degerir as subidas e procurei desmultiplicar tudo o que me erapossível na tentativa de reduzir o esforço mas as paredes iamsucedendo-se uma atrás das outras com descidas vertiginosas depermeio para complicar.Chegamos a uma estrada de montanha e embora com a noite a cair nãoconseguimos resistir ao apelo de umas magníficas sanduiches depresunto num tasco típico ali para os lados de Salir, pessoalmenteestava saturado de banana e de comida de pássaro e foi importantesentir aquele sabor e não estive só neste meu sentimento.Quando saímos a noite escura imperava, restou seguir por estrada oscerca de quinze quailómetros finais (e que quinze quilómetros). Secomeçámos alegremente por descer durante mil e quinhentos metros umapendente de 10% tivemos, logo de seguida, auxiliados pelos médios dojipe de subir identica distância e pendente.Descemos e alcançamos finalmente Salir, mas ainda havia que vencer adezena de quilómetros final até Alte pondo um ritmo diabólico (nolimite do suportável).Aí chegados ainda temos de subir mais dois quilómetros até ao HotelAlte (que em algarvio quer dizer "alto" :-) que ficáva lá bem notopo e, uma vez aí chegados, vencer a incrível rampa do hotel.Quando parei nem queria bem acreditar que tinha terminado aqueles115 kms. de uma dureza indescritível.A felicidade inicial foi substituida pela preocupação de saber que,no dia seguinte identica distância nos esperáva até ao Rogil. Mas,como tristeza não pagam dívidas, era tempo de duchar e repor as 4500KCal. perdidas. O jantar estava divinal já que àinegável "experteza" do cozinheiro se uniu a fome avassaladora.Escusado será dizer que, pelas 22:00 estava a desligar os sentidospara reparar as avarias para o dia seguinte.(a continuar...)

domingo, 2 de novembro de 2003

Do Guadiana à Costa Vicentina - 3 dias intensos (etapa 2)

2.ª ETAPA - ALTE - ROGILAo contrário do dia anterior o dia amanheceu nublado e até chuviscoudurante o pequeno almoço. Daí os impermeáveis, que se tinham mantidointactos na 6.ª feira, tivessem sido desembrulhados. Ainda assimquando começámos a pedalar parou de chover mas, como o percurso seiniciava descendente até Messines eles continuaram vestidos.Lá partimos, "cantando e rindo", por uma bonita zona de Barrocalpor entre pomares e citrinos numa pausagem tipicamente algarvia,após a qual transpusemos inferiormente a A2 e, alguns quilómetrosvolvidos, alcançámos o IC1, que acompanhámos durante um par dequilómetros num caminho paralelo pelo lado nascente após o qualtranspusémos essa via e, logo após, a ferrovia (linha do Sul).Ficámos uns instantes em cima dos carris fazendo algum do humornegro tradicional nestas ocasiões mas fomos surpreendidos pelo agudosilvo de uma locomotiva diesel.Tempo de sair lá de cima, rapidamente, não fosse termos deindemnizar a CP por danos no seu material circulante...Alcançamos o Arade e a barragem do Funcho que acompanhamos poralguns quilómetros até nos envolvermos com a Serra, num percurso deSul para Norte, primeiramente, e depois para poente, num novo edesconcertante sobe e desce, não sem antes encontrármos doiscompanheiros ciclistas de montanha que eram, nada mais, nada menosque os culpados por boa parte deste sofrimento do segundo dia.Segundo parece foram eles que reconheceram o caminho até Monchique...Parámos para reabastecer numa zona muito interessante e junto a umamina de água férrea numa paisagem serrana bem típica do sul dePortugal.Aqui, nesta zona a norte de Silves, encontramos o resultado de umVerão quente, já que entrámos em plena zona de incêndios e onde deupara constatar algo de curioso: todo o eucalipto tinha ardido mas,salvo algumas excepções, as espécies mediterrânicas estavam intactasou em bom estado designadamente os sobreiros, as azinheiras, asoliveiras ou as alfarrobeiras.Por outro lado o verde rompia por todo o lado e a vida teima emprevalecer no meio de um cenário dantesco de devastação.Começam então as grandes ascenções, a primeira das quais durantequase 3 quilómetros e que nos levou dos 70 aos mais de 350 metros.Primeira constatação agradável: num percurso sempre ascendenteconsigo manter a pulsação elevada mas estável e imprimir um ritmointeressante sentido-me em boas condições muito melhor que no ritmodo sobe e desce.Durante alguns quilómetros acompanhamos, a uma cota elevada, o cursoda Ribeira de Odelouca num cenário incrivelmente belo, do maisbonito que vi durante a travessia.Foi tempo de descer de novo e muito fortemente até uma cota baixaaproveitando uma estrada de asfalto sempre a direito. De tal modoque aproveitei, sem dificuldade, para bater o recorde de velocidadeque agora se cifra nuns expressivos 84,2 Kms./h.!De resto só não fui mais além porque quem seguia à minha frenteestava a ficar cada vez mais próximo e resolvi abrandar. Alcançámosa ribeira de Odelouca que transpomos e recomeçamos a subir a serra.Alcançado o topo deparamos com medronheiros com os respectivosfrutos no ponto ideal de maturação e que nos obrigaram a fazer umaagradável pausa degustativa ao mesmo tempo que, por alguns minutos,estiava agradavelmente dando um ar verdadeiramente mediterrânico aocenário serrano. Muito agradável!Tinhamos agora novo vale a transpor e a povoação de Alferce do outrolado e as tão prometidas sanduiches de presunto esperando. Paradesilusão de alguns não fomos pelas veredas descendentes eascendentes até lá mas antes pela estrada o que, tendo emconsideração a fome e a hora até acabou por ser a decisão maisagradável.Repostas as forças lá vamos em direcção a Monchique agora com achuva por companhia.A zona de Monchique é muito diferente daquilo que se pode consideraro tradicional Algarve serrano. Muito verde e muita água e a serconsiderada como a Sintra algarvia.Começa então a ascensão à Fóia, sempre debaixo de chuva copiosa ecada vez mais intensa. O ataque é feito pela encosta sul e revela-seum trabalho árduo mas que todos levaram de vencida.O topo, aos 910 metros, é alcançado debaixo de uma tempestade devento, nevoeiro e chuva intensos e em que o panorama que se avistavase resumia a uns míseros metros por diante.Tempo de descer por norte, na direcção do Selão, em sentidocontrário daquele que havia feito no Verão. Foram quilómetros equilómetros de divertimento feitos de forma muito rápida pelo meiode eucaliptais invariavelmente queimados.Quando chegamos ao Selão está já a anoitecer e seguimos pela EN501de forma muito rápida durante vários quilómetros.Após o final da EN e já em plena noite, é solicitado um esforçoadicional: uma rampa indecentemente inclinada já perto de MariaVinagre e vencida a muito custo já com mais de 100 kms. nas pernas.Curioso foi que após esta dificuldadee apesar de estarmos já muitoperto do final fizemos todos uma pausa para ingerir alimentos talera a necessidade de comer.Foi mesmo a última dificuldade do dia e poucos quilómetros apósalcançámos o Rogil e o descanso merecido.Foram cerca de 110 kms. mas um consumo calórico inferior ao do diaanterior o que revela que, apesar de as pendentes ascensionais teremsido maiores esta etapa tenha sido menos dura.De resto senti-me, no final, muito melhor...APRO

segunda-feira, 27 de outubro de 2003

Ainda a Borrasca do Fim de Semana

Pois ainda não foi desta que meti os pneumáticos na lama!Para compensar a não comparência na Estrela (que parece ter sidoproblemática a ajuizar porhttp://www.fanta.dk/showmovie.asp?mid=34DF54EE-A904-4667-9037-F67286DC6E35) tinha previsto uma deslocação a Grândola para uma incursão TT decerca de 100 kms. mas os alertas da Protecção Civil fizeram com quefosse adiada (pela 3.ª vez!).Mais uma vez o meu pedido de desculpas aos iminentes companheiros depasseio por mais este inconveniente de última hora.Para compensar aproveitei uma hora de bonança no sábado para umsimpático treino de corrida pedestre e o dominical sol matutino,bonificado pela mudança de fuso horário, para mais umas voltas peloglosado circuito asfáltico do PFM em companhia do RS temperado com unsacrescentos ascencionais de permeio como sejam as anaeróbicas subidasda Pimenteira à Cruz das Oliveiras ou de S. Domingos até ao forte doAlto de Monsanto e mais de um milhar de KCal derretidas parasatisfação geral.De referir que se avistavam, aqui e ali, uns seres estranhos montandobicicletas com enlameados pneus largos e cardados e com bizarrasmochilas com um tubo plástico por onde chupavam água!Confesso que há alturas em que o asfalto deserto até dá prazer,sobretudo ao ouvir aquelas transmissões enlameadas a protestarem portodos os lados contrastando com as nossas reluzentes e afinadíssimasmáquinas rolando velozmente pelo tapete negro (e vermelho da Serafinaà torre PT).Neste sábado não escaparei, todavia, da lama, algures no centrogeodésico do rectângulo a acompanhar os elos transmitivos ecasuísticamente alinhados a serem transmitidos ao FC!APRO

segunda-feira, 20 de outubro de 2003

Confissões

Hoje dei comigo a pensar: "há quanto tempo não faço BTT?".A resposta é eloquente: há cerca de um mês, mais precisamente desde odia 20SET03!Pois é, grande balda, pensais vós.No entanto as circunstâncias assim o determinaram.Em primeiro lugar a minha falta de tempo deixa-me sem condições parapedalar durante a semana. Assim sendo não me restou outra alternativasenão o treino "à la FC" isto é de triatlo, ou seja, de semana corridae natação, aos fins de semana, ciclismo.Foi uma escolha óptima e que me permite, por um lado, treinarpraticamente todos os dias (corrida quando não chove, natação quando ometeoro precipita) cerca de uma hora diária, dispendio sempre superiora 600 KCal por sortida de corrida (certamente bem mais na natação),operacionalidade civil imediata após duche rápido e sem ascomplicações que o ciclismo implica: vestimenta a rigor, afinação damáquina, necessidade de transportar a bicicleta ou de enfrentar otráfego impiedoso, sujidade inerente e obrigatoriedade de pedalardurante bem mais de duas horas para consumos calóricos identicos, ouseja incompatibilidade com as responsabilidades representativas!Para além disso o treino com frequência praticamente diária (entre 5 a6 vezes por semana, algo impensável anteriormente) proporciona aindamelhor forma física e diversificação na modalidade escolhida.Em suma mais tempo disponível para as tarefas "normais" com mais emelhor eficiencia do treino!O fim de semana está pois reservado à bicicleta, só que, desde o dia20SET03 (Cacilhas Contracosta e regresso - 120 kms.) que a BTT ficouarrumada.A partir dessa data, por força das circunstâncias, foram incursõesasfálticas em Monsanto a 28SET, 05OUT (a 04OUT fui a um casamento peloque não pude ir à Ota). Voltas sucessivas a um circuito delineado noParque Florestal, subidas e descidas proporcionando estupendos treinosa médias de 26 kms./h com 11 kms. e 275 KCal dispendidos por volta!O fim de semana de 11 e 12 OUT foi o que antecedeu as JornadasParlamentares no Funchal pelo que dividi o treino entre os 35 kms. decaminhadas pelas magníficas e exigentes levadas da Madeira (em locaisonde até o GPS falha permanentemente a captação!) e natação em dosesmaciças (o famoso e ameno clima madeirense não é um mito).No fim de semana passado estive com um problema gástrico que meimpediu o treino "et voila": mais de um mês mas que pretendo,todaviaver quebrado já no próximo sábado!"Nem só de pão vive o homem!"APRO

sexta-feira, 17 de outubro de 2003

Grândola - Grândola: Ao Sétimo Dia...

Como já há praticamente 2 (dois) meses que não efectuava umaincursão BTT tinha reservado este fim de semana para tal.No sábado, como é sabido, a chuva caíu implacável logo não era o diaideal para redebutar.Guardei-me para o domingo e, em conjunto com o Jorge Cláudio, fizuma incursão memorável ligando, num percurso circular, Grândola,Sta. Margarida da Serra, São Francisco da Serra, Vale Figueira,Costa de Sto. André (Lagoa), Lagoa de Melides, Melides e Grândola.O dia manteve-se soalheiro mas com um fortíssimo vento do quadrantenorte. Tirando a passagem pela zona das lagoas, todo o percurso ébastante acidentado e efectuado pela estupenda serra de Grândolaque, já aqui o afirmei anteriormente, parece ter sido talhada para aarte do ciclismo de todo o terreno.Partindo de um track constituído por diversas peças soltas,nomeadamente, uma incursão efectuada até Vale Figueiraanteriormente, outro pedaço traçado a partir da carta M-888 (atéMelides) e outro retirado parcialemente de um circuito na serra (deMelides até final), tratou-se de efectuar um reconhecimento para umtrack efectivo do traçado.Desiludam-se aqueles que pensem que se trata de uma incursão fácil,ou até moderada, apesar dos seus apenas 80 kms.!Os desníveis são permanentes e com destaque para a passagem deinúmeras ribeiras a tornarem a incursão absolutamente extenuante, amarca final de 3400 KCal. no final a mostrar isso mesmo. Apercebemo-nos disso mesmo quando a fome aperta de tal sorte que até as barrasenergéticas, estranhamente, começam a saber muito bem.Foi curioso, também, verificar após esta paragem no que ao BTT dizrespeito, como iria o organismo reagir.Se no aspecto aeróbico não tenha sentido nenhum dificuldadeextraordinária (em virtude do treino de corrida e natação), jánoutros aspectos senti alguns problemas.Destaco o mais curioso de todos que foi, precisamente o relacionadocom o selim e os glúteos (chamemos-lhe deste modo :-) a mostrarcomo, em ciclismo, é ainda o hábito que faz o monge!De igual forma nos picos de pulsação tão característicos do BTTsenti algumas dificuldades, tenho que treinar mais fartlek :-).Sem embargo o ritmo final foi elevado e a ele se deve também algumasensação de "empeno" a que, confesso, já estava desabituado e que ésubstantivamente diferente dos tornozelos doridos do final de umacorrida pedestre.Já com o reconhecimento efectuado em breve espero repetir estaincursão com um grupo (ligeiramente) mais numeroso...

sábado, 13 de setembro de 2003

Estrela na Estrela 2003, balanço final

O maior desafio do ciclismo amador em Portugal foi, desta vez, cumprido!

Este ano não houve aquela chuva que estragou os planos aos participantes
que, no ano passado, como eu, foram surpreendidos por ela acompanhada de
nevoeiro e de um vento que tornou impossível a quem, como eu, alinharam de
simples jersey manga curta.

Pelo contrário, num dos dias mais quentes do ano, o problema foi antes a
elevada temperatura que, embora mais facilmente superável, constituiu
todavia um agravante à natural dureza de uma prova com estas
características.

Desta vez creio que não eramos tantos à partida, pelo menos fiquei com essa
sensação no tradicional alinhamento junto aos paços do concelho da Covilhã.
Muitas caras conhecidas de que destaco, entre outras:

. alguns, tal como eu (Cannondale), de bicleta de estrada nomedamente o Rui
Sousa (Trek), o Cláudio Nogueira (BH), o João Pimpão (Cube) ou o José Luís
Carvalho (Trek).

. outros de BTT adaptada, para além do guru António Malvar (mais de hibrida
do que de BTT), o José Luís Nunes (Atlas), o Nuno Gomes (Commençal), o Mário
Silva (Atlas), o Jorge Silva (GT), o Pedro Basso (Kona) estes três últimos
não foram além da grande barreira psicológica que é a Torre, têm de voltar
para o ano, toca a treinar ;-)

Se o calor prometia havia que tomar medidas: levei a bolsa de água e ainda
um bidon com o isotónico. Lá começamos a subir em direcção às Penhas da
Saúde e fiz questão de ser o último a arrancar. Estava na hora de testar se
a escolha da bicicleta de estrada tinha sido acertada! Tinha trocado a
cassete com a BTT embora o desviador Dura-Ace não permita colocar a 32
ficando, assim, limitado a 8 velocidades: 28, 24 ... até 11 dentes. A
questão é que dispomos de apenas dois pratos um com 39 outro com 52 dentes
pelo que tem de ser uma opção bem poderada, há que estar em boa forma,
inevitavelmente.

Fiz o primeiro quilómetro em ritmo lento e em último para avaliar como a
coisa estava. A saída da cidade é das zonas de maior inclinação, como me
senti bem passei logo para a 24 e fui alternando com o 22 e começo a
ultrapassar os mais atrasados utilizando a táctica de me aproximar, rolar um
pouco na traseira para recuperar o pulso e passar mantendo o ritmo até
alcançar o seguinte. Este primeira subida tem mais de 10% de inclinação e é
complicada até à zona da torre de vigia que fica por detrás do antigo
sanatório onde a pendente suaviza. Nos ganchos apertados aproveita-se para
se pedalar de pé e de vez em quando retoma-se a 28 para recuperar o pulso
que deve, a todo o custo, conter-se abaixo do limiar anaeróbico ou não o
dexando ir muito acima disso. É que ainda haviam muitos quilómetros pela
frente e todo o entusismo tinha de ser contido.

Chgando ao Centro de Limpeza de Neve e ultrapassadas as Penhas da Saúde é
tempo de descer para Manteigas muito velozmente que a estrada se presta a
isso, sem movimento e com a visibilidade para se poder cortar as curvas.
Após o viveiro das trutas começo a deparar com os primeiros já a subir. O
atraso não era muito para eles e sentia-me bem. Resolvi apertar um pouco o
ritmo na subida que é, das três, a mais fácil, ou melhor, a menos difícil,
só que comecei a acusar o esforço e, a meio, na fonte Paulo Martins (a da
água Glaciar) resolvi reabastecer, diluir mais isotónico, comer umas barras,
e relaxar um pouco e, só então continuar. Foi milagroso recuperei e já subi
melhor e a bom ritmo a partir da curva na zona onde começa o caminho
pedestre para o Covão da Ametade a até à Torre, este último troço, a partir
de Piornos, é bem duro, de resto é a zona clássica da Volta a Portugal, onde
abundam as pinturas incitando os ciclistas, de resto, é só substituir o nome
do Gâmito ou do Vidal Fitas pelo nosso e acusar o estímulo.

Após uns quantos ganchos lá estamos no cruzamento da Torre onde paramos para
comer algo. Aqui chegados é altura de fazer o balanço. Apesar do desgaste
ainda estamos bem e, por comparação com o ano transacto (foi aqui que
desistimos por causa da intempérie) sentimo-nos bem melhor, não sei se por
causa da bicicleta de estrada se por causa de estar em melhor forma. Este é,
de resto, o último local onde se pode desistir pois, a partir daqui, é
sempre a descer (e ninguém, em condições normais desiste a descer) e só
paramos em Seia, onde para desistirmos só se nos resgatarem de automóvel.

Mas não perco muito tempo a reflectir e começo a descer. A princípio estamos
numa zona planáltica correspondente à área das pistas de ski e alternam as
descidas e as subidas que podem ser feitas aproveitando o balanço. A partir
de dada altura a pendente inclina fortemente e ultrapassa-se o paredão da
barragem da Lagoa Comprida e daí até ao Sabugueiro sempre em forte
inclinação, situação essa que se prolonga após a subida da "Aldeia mais Alta
de Portugal" (fortemente descaracterizada) até Seia. Ao todo são 30
quilómetros que, a descer já são intermináveis, mas que se tornam
absolutamente infernais a subir.

Após o Sabugueiro cruzo-me com os primeiros ciclistas e, após a Aldeia da
Serra, quase a chegar a Seia cruzo-me com outras caras conhecidas.

Após uma forte pendente chego a Seia onde como uma sandes cujas míseras
calorias foram imediatamente alocadas, mas foi tempo de meter muita energia
pois tinha, quisesse ou não, tinha de voltar lá acima! Ainda assim descansei
um pouco. O pior é que o calor apertava e a pendente era muito forte até,
pelo menos, a Aldeia da Serra.

Mas as paragens são milagrosas e fazem-nos restabelecer as forças, aí vou eu
por ali acima a sentir-me muito bem faço os ganchos sem dificuldade de maior
alternando o pedalar de pé e sentado, dei-me ao luxo de ultrapassar vários
ciclistas e quando me começo a sentir fatigado já tinha o Sabugueiro à
vista.

Como a partir daqui a pendente torna a endurecer é tempo de parar na fonte,
restabelecer as forças, diluir mais isotónico, comer mais um pouco e relaxar
um pouco. Passam vários ciclistas mas que vou ultrapassar de novo em plena
ascensão, interminável, diga-se, até à Lagoa Comprida onde já me sinto nas
lonas, completamente. Um pouco antes deste ponto está uma viatura parada a
recolher um dos ciclistas que tinha desistido e que me fazem uma proposta
desoneste: tinham um lugar livre na viatura. Agradeci mas recusei, se
tivesse aceite nunca mais me perdoava e era obrigado a alinhar em 2004 para
cumprir o desafio na integralidade, coisa absolutamente impensável naquela
altura em que se pensa que aquele sofrimento, que tão estoicamente
suportamos, não é mesmo para repetir.

Da Lagoa Comprida para a Torre ainda é preciso subir bastante e é aí que a
BTT deixou saudades, as forças estavam no limite, já não conseguia subir a
pulsação até ao limiar anaeróbico essencial para manter a cadência de
pedalada pelo que me vejo na contingência de ter de pedalar de pé mais tempo
do que gostaria, vou procurando distrair-me olhando para a sombra e para a
paisagem tentando-me abstrair do esforço. Quando dou por mim já só falta uma
rampa até ao planalto do ski, mais um derradeiro esforço e, já está, depois
são umas subidas alternando com descidas onde aproveito para alcançar a
máxima velocidade possivel e, como que por milagre, estou no cruzamento da
Torre, faltando o mísero quilómetro até ao delta e às típicas estruturas da
Força Aérea. Pois este foi o que me custou mais e estava a ver-me a morrer
na praia e a ter de empurrar a bicicleta durante 100 metros, mas não podia
ser, uma pedalada vigorosa vinda do âmago levou-me ao delta, estava
cumprido: a partir daí seria sempre a descer exceptuando os 200 metros
ascendentes até ao Centro de Limpeza de Neve.

Havia pois que descansar um pouco e repor energias para que a descida fosse
feita com a concentração necessária. Tudo havia corrido bem até então e não
iria borrar a pintura no final. Mas descer tão rapidamente é uma recompensa
magnífica após tão sofrido esforço. A visão do Hotel após 130 quilómetros é
indescritível, tanto como a água do banho final! No final muitas
desistências a mostrar que, caso não nos sintamos em condições mais vale não
tentar...

Quanto ao dilema da bicicleta direi o seguinte: há vantagens e desvantagens
em alinhar numa bicicleta de estrada, se por um lado, ela é mais leve, mais
responsiva e rígida permitindo cobrir uma maior distância com um menor
esforço, nestes terrenos, porém, ela não perdoa formas físicas menos
apuradas. A partir de dada altura, se o esforço é elevado e a forma e o
desgaste é elevado não há relações de transmissão que a consigam mover. Ao
contrário, na BTT, temos sempre o 32x32 e como último recurso a trialeira 22
pelo que nunca ficaremos apeados. Sem embargo há que saber resistir à
tentação de andar com relações demasiado leves já que elas não permitem
rolar rápido aumentando o esforço por via de maior tempo a pedalar. De resto
havia de tudo, bicicletas de estrada com uma cassete "normal" (só para
atletas em grande forma), cassetes enxertadas a 28 e cassetes de BTT
adaptadas, embora limitadas a 28 dentes.

Outra desvantagem da máquina de estrada é a posição de condução, com a minha
falta de hábito (ando nela sobretudo de Inverno) e a rigidez começam a
surgir algumas dores de postura a nível das costas que obrigam a endireitar
e esticar esses músculos nas paragens, bem como as dores de pescoço de estar
30 quilómetros sucessivos a descer, pior que isso só aquela sensação de se
saber que essa mesma distância terá de ser coberta a subir!

No final a satisfação de ter cumprido, embora penosamente, o desafio. Para o
ano há mais, provavelmente irei de BTT para também conseguir fazê-lo nessa
bicicleta, já só me falta isso!

quarta-feira, 10 de setembro de 2003

XIV Travessia Nacional Cantabrica

XIV Travessia Nacional Cantabrica
09 Setembro 2003


Honestamente não sei como decorreram as edições anteriores da "Travesia Nacional Cantabrica" mas esta versão de 2003 (XIV edição) que teve lugar tendo como base a estância invernal de Puerto de San Isidro e a vila de Puebla de Lillo (Província de Leon no Parque Natural dos Picos Europa) foi memorável e superou as minhas melhores expectativas.

Por A. Pedro Roque Oliveira


Em primeiro lugar uma organização irrepreensível com detalhes a roçar a
perfeição (um exemplo a seguir) dando a sensação que nada, absolutamente
nada, foi deixado ao acaso, pena foi que o duche final tenha sido a nódoa
que caiu no melhor pano já que para além da água fria o balneário não tinha
um mínimo de condições.

Depois o formato ao novo estilo "maratona" em que o percurso estava todo impecavelmente marcado (o track GPS que levei foi meramente redundante) o
que equivalia a que cada um podia ir ao seu ritmo estando excluídas, deste modo, as grandes aglomerações de ciclistas até porque o relevo em presença
levava a que os andamentos, forçosamente, se diferenciassem. É o ideal uma vez que o grupo não está dependente de ninguém e cada elemento possui uma autonomia de andamento sem correr o risco de se perder.

Sem embargo não existia qualquer tipo de classificação o que retirou muita da pressão inerente à tentativa de chegar o mais rápido possível e previlegiou a vertente de passeio aliás mais adequada à magnificência da natureza que se dispunha perante os nossos olhos.

De facto, as paisagens são absolutamente deslumbrantes ao puro estilo alpino. Não há nada comparável em Portugal (talvez algumas zonas insulares se assemelhem às zonas de bosques) com um relevo absolutamente impressionante feito de enormes declives, maciços altíssimos e passagem apertadas por entre as montanhas.

Tudo decorreu praticamente sempre acima dos 1000 metros tendo, no primeiro
dia, chegado aos 1777 metros e, acreditem, não é nada fácil palmilhar
inclinações de 20% áquelas altitudes!

A bicicleta é a única coisa que sobe devagar já que a pulsação monta muito depressa e recupera de forma bem mais lenta. Talvez por isso tenham sido inúmeros os que apenas tenham participado no primeiro dia.

De salientar a enorme participação portuguesa: uma armada impressionante de
nada menos que 30 ciclistas (incluindo o autor destas linhas) num total de 263 inscritos e muitas caras nacionais habituais de quem percorre estas andanças habitualmente. Alguns já é a quarta ou quinta edição em que participam e pretendem voltar em 2004.

A equipa "Coimbra Team", pela qual alinhavam a maioria dos 30 (embora muitos
fossem de outras procedências que não da cidade do Mondego), recebeu, por
esse motivo, duas taças no final: a equipa mais numerosa e a equipa mais
longínqua.



ETAPA 1 (Sábado 06SET03) PUERTO DE SAN ISIDRO - BEZANES

Este primeiro dia amanheceu frio, como aliás é natural a mais de 1500 metros
de altitude. A escolha da roupa torna-se num quebra cabeças, se bem que, a
presença de um impermeável, facilmente removível se torne numa garantia de
algum conforto seja qual for a situação.

À medida que o dia decorria o bom tempo instalava-se e as subidas eram
feitas com "traje de Verão" e sem problemas. Nas descidas, sempre em fortes
pendentes, recorria-se ao impermeável, em missão de quebra-vento pelo que
não se levantaram problemas a esse nível.

Saímos pois do parque de estacionamento do nosso hotel de alta montanha em
Puerto de San Isidro (estância de ski) e após uma volta a um monte vizinho,
regressarmos á zona do Hotel e subirmos à zona alta de Ceboledo (zona das
pistas de ski) pelo arroio do mesmo nome até cerca dos 1620 metros.
Depois foi só descer numa estupenda e divertida trialeira até à povoação de
Isoba (1350 metros) a fazer as delicias dos mais afoitos tecnicamente.
Altura para um primeiro reabastecimento já com o pulsometro a acusar muitas
calorias despendidas.



A partir daqui apanhamos a pista de Rozas caracterizada por uma forte pendente, embora não muito longa seguida de uma descida ao vale de Pizón e nova e dura ascensão até ao segundo reabastecimento em Collada Wamba sita na fronteira entre Castilla-Leon e o Principado das Astúrias.

A breve paragem deu para estudar o que se seguiria: forte descida de 5
quilómetros até um estupendo bosque sempre de grande exigência técnica.
Paisagem magnífica com visão das vacas a pastar algumas centenas de metros
abaixo, os imponentes maciços calcários dominando o horizonte e a névoa como que isolando aquele quadro natural do resto do mundo.

Entramos então na veiga Brañagallones já a uma altitude mais baixa (1200
metros) e no Parque Natural de Redes (criado em 1996).
Aqui, após um último reabastecimento abordamos uma pista descendente com
mais de cinco quilómetros. O aviso era por demais evidente "bajada
peligrosa!" e não tardamos em verificar porquê: a velocidade que se atingia
era alucinante o piso muito solto e as curvas apertadas isto já para não
falar nas "bermas baixas" que, nalguns casos correspondiam a algumas
centenas de metros a pique.

Ainda assim, tudo correu pelo melhor e chegamos a uma bucólica aldeia
chamada Bezanes (673 metros) e recolhemos aos autocarros que nos trouxeram de regresso a Puerto de San Isidro por um cenário serrano absolutamente deslumbrante. Assim, apesar das fortes e duras subidas, esta foi a etapa para os amantes das descidas radicais.




ETAPA 2 (Domingo 07SET03) LILLO - LILLO

Esta, ao contrário, foi a etapa dos trepadores. Até porque a ressaca da
etapa do dia anterior, juntamente com a visão do gráfico de altimetria desta
segunda fez com que o numero de participantes se reduzisse.

O tempo esteve exactamente como no dia anterior pelo que a mesma táctica do "veste e despe" foi usada.

Até porque o gráfico não podia ser mais esclarecedor: sobe, desce, sobe, desce, sobe e desce! É verdade, neste segundo dia, além do par de
quilómetros inicial e final por asfalto ou estivemos a subir, ou a descer, numa espécie de circuito em torno do imponente maciço de Mampodre (2190 metros).

A primeira ascensão foi a mais longa, embora em minha opinião tenha sido a
menos dura. Nada mais que cerca de seis quilómetros contínuos com alguns
ganchos e pequenas rampas muito inclinadas em piso solto a fazerem desmontar os menos preparados.

Subimos desde os 1065 metros de Lillo até aos 1977 metros de Collada de
Tronisco onde estava instalado um reabastecimento liquido. Magnifica, de
novo, a visão dos prados e dos maciços desta vez em pleno Parque Nacional dos Picos Europa.

A descida que se seguiu até Maraña (segundo reabastecimento) foi memorável:
rápida e em cima de um prado imaculadamente verde, serpenteando por entre as montanhas e com alguns saltos de permeio, simplesmente adorável mas com um senão, baixou-nos de novo, desta vez até aos 1250 metros.
Ora era preciso chegar aos 1650 metros do Collada Zapatera e isso foi
conseguido muito penosamente já que esta era uma pendente mais curta pelo
que o desnível era mais acentuado embora o piso relativamente regular
permitisse a tracção suficiente para que a forma física pudesse levar de
vencida esta enorme dificuldade.

A história repete-se e desce-se de novo abruptamente, embora num piso mais resvaladiço e durante cinco quilómetros, até Lois (1300 metros) uma
estupenda aldeia que constitui um magnífico conjunto histórico com uma imponente e desajustada igreja (Catedral de Montaña) tendo em conta a
dimensão do lugarejo onde se confraternizou com os simpáticos habitantes locais visivelmente agradados com o colorido dos ciclistas.

O problema foi mesmo a partir daí já que embora o desnível a vencer fosse inferior (até Collada Linares a 1550 metros) o piso era terrivelmente solto e com alguns troços de grande inclinação a exigirem que desmontássemos. Para agravar de quilómetro a quilómetro desciam-se algumas centenas de metros para recomeçar a subir nas mesmas condições. Já com o cansaço a fazer-se sentir foi com agrado que recomeçámos a descida final que nos trouxe até Lillo e o merecido descanso.

De referir uma queda de um dos participantes a provocar uma fractura do cúbito direito e a demonstrar a utilidade terapêutica dos cartões rígidos em que são vendidos os pneumáticos de uma famosa marca gaulesa que provaram ser umas excelentes talas de recurso: o BTT pode ser uma actividade perigosa!

Em suma: merece a deslocação (1500 kms. de Lisboa ida e volta) pelo cenário
e pela festa de BTT que é. Não se compadece, todavia, com níveis de forma
pouco cuidados. Para o ano prossegue a Travessia embora noutro local da
Cordilheira como é da praxe e da tradição. Assim o interesse renova-se
anualmente.


FICHA TÉCNICA

XIV TRAVESIA NACIONAL CANTABRICA
ORGANIZAÇÃO: ASTURCON BTT (Oviedo, Astúrias)

ETAPA 1
Distância: 39,6 kms. em linha
Altitude Acumulada Positiva: 1080 m.
Altitude Acumulada Negativa: 1890 m.
Altitude mínima: 673 m.
Altitude máxima: 1777 m.
Dificuldade Física e Técnica: media-alta

ETAPA 2
Distância: 49,3 kms. circulares
Altitude Acumulada Positiva: 1530 m.
Altitude Acumulada Negativa: 1530 m.
Altitude mínima: 1065 m.
Altitude máxima: 1677 m.
Dificuldade: Física = muito alta; Técnica = media


Saudações Virtuais, Virtual Best Regards

Enviado por A. Pedro Roque Oliveira

segunda-feira, 1 de setembro de 2003

Sines Tesia

Pois é, excelente mesmo.Um quarteto de luxo sempre em grande ritmo. Além de que,aquele "rompe pernas" é qualquer coisa de bastante duro e que obrigoua andar permanentemente acima do limiar anaeróbico (já não suportavao pi-pi-pi polarengo, é a vida!).E o que dizer da tépida água da albufeira de Morgavél a permitir uminesquecivel evento balnear?Para mim foi igualmente o dia de São Incidente: desde a corrente arefugiar-se junto do "Bottom Bracket" (resolvido com a retirada de umdos parafusos de fixação da cremalheira 22, passando pelo aparentefuro que, afinal, foi apenas uma escapada de ar pela lateral da janteUST (fenómeno interessante e curioso, valeu a ribeira por perto paraconfirmar a suspeitada ausência de perfuração cimentada na percamuito rápida de pressão para um UST e vestígios do "verde viscoso"num ponto da parede do pneumático) e por último, mas não por menos, abizarra perca de uma dos parafusos de fixação do êmbolo do travão dedisco! (resolvida com um aperto suplementar do outro e um zip tie defixação) confiram os vossos!Mac Giver esteve, felizmente, sempre por perto e a jornada prosseguiupara gáudio dos participantes.De facto há um elemento nesta lista que não gosta de chuva civil!(private joke)APRO

quinta-feira, 28 de agosto de 2003

Maratonas: The Final Cut

"O Natal é sempre que um Homem quiser!" (Anónimo Chinês)Acho que o assunto não merece tanta e tão apaixonada discussão. Noentanto...É obvio que a maratona (strictu sensu) é uma prova oficial deatletismo (corrida pedestre) na distância de 42.195 metros, ou seja,equivalente à distância clássica entre o local da batalha do mesmonome (aldeia situada na Ática, Grécia) e a cidade Atenas e emhomenagem ao soldado grego que correu a mesma distância para anunciara vitória das tropas de Milcíades sobre os persas em 490 a.C.Refira-se que, actualmente, esta distância está encurtada em cerca de2 kms. pelo que permanece a curiosidade de saber como osorganizadores gregos irão resolver este problema em 2004, na XXVIIIolimpíada, certo que estou que a prova do mesmo nome será disputadaentre os mesmos locais, nem faria outro sentido que assim não fosse.Acrescente-se também, como curiosidade, que o dito militar morreu aseguir à proeza embora a duvida histórica permaneça se secumbiu porexcesso de generosidade, se por inadequada preparação física. Nãoconsta que tenha sucedido o mesmo a qualquer dos participantes nasduas edições que "Portalegre" já leva.Sem embargo fica para os anais o óbito do atleta português FranciscoLázaro (que, ao contrário do evangélico apelido não voltou a erguer-se dos mortos) em plena maratona olímpica de Estocolmo em 1912 ao queparece fulminado por uma desidratação imprevisível perante o habitualclima sueco.De qualquer forma exclui-se a hipótese habitual de assassinioinstitucional do militar mensageiro da nova já que as notícias eramboas embora, segundo uma qualquer teoria da conspiração, possa tersido essa a forma de, criando o martir, imortalizar o momento.Como a semântica é uma arte indomável e imprevisível otermo "maratona" evolui.Em primeiro lugar deixa de ser uma prova exclusivamente olímpica (porsinal é sempre a última disputada nos JO's de Verão) para diversascorridas avulsas, sempre na mesma distância que são disputadasregularmente e que assumem o nome das cidades onde se disputam(Boston, Nova Iorque, Londres, etc.). Curioso, embora compreensível,é o facto de não existir um "record" absoluto para esta prova já que,ao não ser disputada em pista, os tempos variem de acordo com orelevo em presença como é lícito compreender.Em segundo lugar, o conceito torna-se lato e serve para designar umatarefa de enorme dimensão (hercúlea ou ciclópica para usar os jargãoclássico) seja em que domínio for. Fala-se assim em maratonatelevisiva ou em maratona de condução...Naturalmente que, para designar uma prova de ciclismo com uma longaduração, por comparação a uma prova "normal" de XC o termo sejarepescado (legitimamente e com toda a propriedade, na minha opinião).Neste sentido a prova de Portalegre (e outras do género) é, latusensu, uma maratona.Sobre a questão "competição vs. não competição" acho que, no fundo,isso será o menos importante. Pode não ser uma competição "formal"mas, nem por isso será menos competição. De resto o modo como ostempos achados para cada um dos participantes (ou deveriadizer "atletas"?) foi aqui trabalhado e as análise que se fizeram sãobem elucidativos do espírito competitivo com que, a maioria nelaparticipou!Daí que seja fundamental garantir a "verdade desportiva" e não sejamadmissíveis os "atalhanços" (alguns presenciei "in loco")verificados. O facto de não ser uma competição "formal" não deveimpedir que haja um menor rigor no decorrer da mesma.Sauda-se, assim, a decisão da organização de corrigir este aspecto em2004!APRO

terça-feira, 26 de agosto de 2003

Aime béque ine bizenesse (diversos assuntos)

Após vacacional ausência eis-me de novo operacional.Para não preencher diversas mensagens aglutino tudo na presente.RICARDO SILVA - MÁQUINA DE ESTRADA...Li várias respostas mas creio que ficou por dizer o essencial: as máquinasde estrada são muito diferentes das de TT no que ao desgaste diz respeito.Basta dizer que, com tempo seco, raramente vêem a mangueira. O mercado deocasião costuma sr fabuloso sobretudo no final de época e pelo preço de umamáquina nova, pesada e sofrível poderemos adquirir uma peça de sonho emsegunda mão com um bom quadro, uma boa forqueta em carbono, um grupo de topoe umas rodas, condições essenciais para não termos de mudar rapidamente demontada. Confere as diversas lojas da especialidade em busca desse objectivobem como os anúncios de revista e verás que não te arrependerás. Atenção aotamanho do quadro, em estrada é (ainda) bem mais crítico que em BTT.PARQUE FLORESTAL DE MONSANTO - MÁQUINA DE ESTRADA!Tive ocasião de experimentar o PFM ao fim de semana na sua versão "semcarros" e pelo lado asfáltico. Devo-vos dizer que a CML, para além de,finalmente, ter revitalizado o PFM e de o ter devolvido ao usufruto docidadão, prestou um enorme serviço ao ciclismo: é possivel fazer um circuitode cerca de 12 kms. praticamente sem a companhia de viaturas automóveis (ouestão proibidas de passar ou, pelo facto de não poderem passar na maioriadas artérias, dissuade-se o transito de passar nas restantes).Assim dá gosto, de resto, é a melhor forma que conheço de efectuar um treinoaeróbico completo.Partindo do Parque da Serafina na direcção da Serafina, subindo a pendenteda ciclovia até à base de paraquedistas, descendo à rotunda da Cruz dasOliveiras, transposição da A5, virando para nascente na Rotunda, subindo aalameda Keil do Amaral, transpondo as rotundas de Montes Claros, descendopara o Bairro da Boavista, efectuando a Rotunda dos semáforos, subindo parao Parque Ecológico e cruzando a descendente do forte completaremos umavolta.Ritmos para todos os gostos alternando entre o médio e o difícil, médiasentre os 25 e os 30 kms./h apesar das subidas duras e dispêndios calóriosentre as 200 e as 300 KCal. e cerca de 30 minutos por volta em ritmo maisligeiro. No final uma bicicleta limpa e um treino de qualidade. A repetircom regularidade!ESTRELAS NA ESTRELA - MÁQUINA DE ESTRADA?Excelente a decisão do António Malvar de antecipar o evento. Naturalmenteque estarei presente embora ainda esteja a analisar se de BTT ao estilo "badboy" se de máquina de estrada. O ano transacto e pela primeira vez numaincursão em que particicpei, fui obrigado a desistir, já com mais de 2/3efectuados e por causa da tempestade - estava de manga curta e era muitodifícil continuar a descer para Seia naquelas condições: chuva, nevoeiro eum vento frio. Este ano o "Secco" vai atrás pois a Estrela éclimatericamente imprevisível.Estou a ver muita gente por aí a falar do evento de ânimo leve mas tomematenção que serão 4.000 metros de desnível acumulado e com algumas subidasdo pior que conheço em asfalto. Destaco a saída da Covilhã até ao sanatóriocom a agravante de ser a frio pois os kms. iniciais são sempre a descer dasPenhas da Saúde até à Covilhã, é muito custoso e as relações de estradanesse bocado podem fazer muita mossa. Se estou indeciso na escolha damáquina uma coisa tenho a certeza: é que se optar pela máquina de estradaserá com desviador e cassete de BTT! De facto o 22x25 é insuficiente paraconseguir rolar em condições naqueles troços mais inclinados (a menos que seseja um atleta de gabarito).DE FÉRIAS MAS EM RITMODe facto as férias não significaram nenhuma pausa na actividade física,muito pelo contrário: para além das "piscinas" diárias alguns passeios, quera Norte, quer a Sul a manterem a forma e a fazerem percorrer locais deeleição.Destaque para, a Norte,a revisita a Santa Luzia embora com a ascensão desde a cidade e oaproveitamento de um track em que se desce até Âncora e se precorre todo olitoral para Sul atè Viana, estupendo passeio, com um calor infernal a dardireito a banho de mar em Afife , que mais parecia o Algarve!Também a Norte uma excelente volta pela serra do Gerês com passagem naGeira, Vilarinho das Furnas, Portela do Homem, descida a Lobios (Xurez,Galícia), subida de novo à Portela pela Geira, reentrada em pt, Vilarinhodas Furnas para um banho na albufeira, regresso à estrada, descida àsCaldas, subida por asfalto à Calcedónia, descida ao Campo de Gerês.A sul e,na companhia do grande FSM, uma rota de 61 kms. pelo Barrocal e pela áridaSerra de Tavira, num dia de grande calor, de ausência de sombras e num ritmomuito elevado a provocar um desgaste enorme e um consumo de águaabsolutamente extraordinário.Mas a "piece de resistence" foi mesmo o GR23(http://www.in-loco.pt/inloco/pp.htm) - absolutamente extraordinário. Deresto é a primeira vez que encontro uma GR que se adapta na perfeição ao BTTnão existindo daqueles locais apenas acessiveis com a bicicleta às costas. AGR23 é toda ciclável e passa por locais de enorme beleza bem encaixados naSerra do Caldeirão. Partilhei a GR com o Emanuel Guerreiro, bem conhecidodos "Patus Bravus" e que, apesar de viver em Matosinhos é um algarvio degema ali de São Brás de Alportel. São 50 desgastantes quilómetros entreCachopo, Casas Baixas, Mealha, Feiteira e regresso ao Cachopo. É o Algarveno seu melhor, bem diferente dos postais ilustrados e mesmo do Barrocal. Opercurso é todo ele em "rompe pernas" entre os 300 e os 600 metros dealtitude! Percurso obrigatório para quem se desloque ao Algarve...A descida do Algibre é o último passeio digno de registo, começou em SãoBrás, desceu-se até quase Vilamoura e regressou-se a São Brás (92 kms.)percorre algumas veredas incríveis, do melhor que tenho visto, nem pareceque estamos no Algarve!Desta vez para além da Companhia do Emanuel Guerreiro tive como anfitriõessete betetistas locais (quase todos homens do MotoCross com as virtudes e osdefeitos dos motoqueiros) com destaque para o Rui Cruz (cunhado de EG) queera o homem que andava no Moto Quad na Maratona Extreme no ano transacto.Parece ter contado com o apoio da "Cerveja Sagres"...De resto foi o passeio mais sui generis que alguma vez efectuei, para alémdo trajecto ter sido o mais heterogéneo possível, os betetistas eramcompletamente desaparafusados, senão reparem: um deles ia sem capacete, erao mais rápido a descer e só pedalava em talega! Outro teve um ataque detosse logo na primeira subida digna de registo; a maioria queixava-seamargamente da "dureza" ao fim de 20 kms. praticamente a descer :-).Chegámos a um local espectacular onde a Ribeira do Algibre fazia um açudede águas límpidas e, de repente, dou com o Rui Cruz mais a sua máquinaatirando-se para dentro de água (!). "Não há problema, o telemóvel estádentro de um saco fechado!" dizia. Pois, o problema é que o dito saco tinhaum "furo para respirar" e o Nokia ficou a assemelhar-se a um aquário! Deresto fomos todos ao banho, embora sem as máquinas claro está. O problema éque, una metros adiante o trilho acabava e continuava-se...pela ribeira,"pois atão!", pelo meio dela, do lodo, dos lagostins e dos sapos, com águapela cintura nalguns pontos, e mais além na passagem da ponte (por debaixo,claro está). Segundo parece tivemos muita sorte de o Verão ir alto pois,segundo parece, em Julho, ainda se tinha de transpor aquele ponto a nadar!Em Paderne (onde termina a A2) paramos para "comer algo" ou seja para umlauto banquete e dei comigo a pensar: como é que se fazem os 45 kms. que nosfaltam? Foi tempo de mergulhar (literalmente) na fonte para diluir osvestígios d passagem da ribeira. O almoço foi notável, tivemos a companhiade mais 3 elementos (motoqueiros) e tive então ocasião de conhecer o NunoSantos (irmão do Pedro Santos da Bike Zone, Algarve) que está a recuperar deuma lesão muito feia no fémur. Enquanto eu bebia a minha "água do Caramulo"mais o EG, todos se atiravam às canecas de cerveja (mínimo duas, máximotrês), no final houve quem saboreasse um "digestivizinho" e era ver amedronheira a rolar em cima da mesa, e para rematar nada melhor que umasboas cigarradas! Original, no mínimo... O recomeço foi, como deverãocalcular, penoso, mesmo muito penoso. Claro que, a seguir a Boliqueime, jáno regresso, entre furos, caimbras e cansaço os atrasos e paragens fossemmais do que muitos, pelo que, em Loulé, metade regressou de camiãosolicitado, preventivamente, a um familiar por um dos participantes, não semantes terem tomado de assalto a Área de Serviço da Cepsa em demanda de"Sagres"!Atravessando Loulé, e sendo o resto do percurso por asfalto, foi tempo demeter a talega (até porque já estava atrasado) e manter um ritmo diabólicoaté S. Brás, de tal forma que, quando chegou o resto, já estava tudo"empacotado" e foi apenas tempo de me despedir. Este será um passeio que nãoesquecerei facilmente, estes algarvios são loucos! :-DSaudações Virtuais, Virtual Best Regards_______________________A. Pedro Roque Oliveira

segunda-feira, 4 de agosto de 2003

Acompanhando o Grande Rio do Sul

O desafio foi cumprido: ligar Mértola ao Algarve!Por motivos de natureza logística não foi um "Mértola - VRSA" mas antes um"Mértola-Manta Rota". Igualmente pelos mesmos motivos não divulguei aqui oevento porque o número tinha de ser, necessariamente, bastante restrito.Assim além deste vosso humilde servidor acompanharam-me o Pedro "Capri"Duarte que foi o nosso anfitrião em Manta Rota, o Jorge Cláudio e o LuísTriguinho. De igual modo, o Henrique "ressuscitado" Almeida, que está deférias em VN Cacela, também participou na jornada.Estes elementos funcionaram como uma espécie de pioneiros na busca eafinação de um caminho consolidado já que, a partir de um "GPS track"delineado sobre os mapas, se tentou obter o caminho mais agradável.Tal não foi alcançado na integralidade mas há um track final que assim podeser considerado (ainda não está disponível) e que tem a particularidade depercorrer diversos tipos de terreno e de proporcionar uma distância razoávelpara ser percorrida num único dia, assim se possa sair cedo e resumir aspausas, além da inevitável forma física para percorrer quase 140 kms. com umnível de altitude acumulada muito razoável.Com alguma contemplação em matéria de pausas tivemos de atalhar no final emvirtude da luz solar ameaçar se extinguir velozmente tendo-se chegado nolimite razoável desta.A preocupação de temperaturas extremas, nesta altura do ano, sobretudo apósa sexta feira em que foram quebrados recordes de temperatura em diversasestações, era real e preocupava-me bastante pelo que haviam planos decontingência a serem aplicados e que passavam sobretudo pela preocupação depassagem periodica em aldeias onde se poderia renovar a carga de água.Felizmente o tempo alterou-se. Embora estando ainda muito quente, o solmanteve-se relativamente encoberto pela manhã e quando despontou pelas12:00, já não conseguiu "recuperar do atraso".1.º PARTE - PELOS CAMPOS DE MÉRTOLA A ALCOUTIMA saída de Mértola já foi efectuada não muito cedo como seria desejável. Aprimeira parte é efectuada em zona tipicamente alentejena de seara emboracom desníveis acentuados caminhando, curiosamente, para NW no início: é queé impossivel de acompanhar o Guadiana, até perto de Alcoutim.Primeiro ponto de interesse a travessia da "ribeira de Oeiras" por uma ponteperto da ruína mas que suportou o nosso peso, ainda assim. Passagem porSapos a primeira das aldeias de intensa beleza. Depois a estupenda descida ea passagem pela Ribeira de Carreiras e a primeira das grandes subidasseguida de uma zona agrícola até à Bicada para depois se percorrerembastantes quilómetros até aos moinhos de vento onde bebemos a "melhor águado concelho de Mértola" no dizer de um popular interpelado por um de nós. Aágua, refira-se era puxada de uma fonte por uma manivela. Um arcaísmodelicioso numa zona de Portugal imune à passagem do tempo.A pertir daqui rolou-se em asfalto que tinha uma particularidade:contavam-se pelos dedos de uma mão as viaturas que connosco se cruzaram. Foiassim até Via Glória onde se começa a descer para a ribeira do Vascão(fronteira natural com o reino do Al-Garbe). Descida forte, travessia esubida intensa embora o asfalto facilite sobremaneira a tarefa. Chegámos aGiões onde a entrada no café local tenha provocado a admiração "normal". Deresto o café começou, como que por milagre, a encher e tivemos que sair dalipois estavam a começar a servir refeições e, para quem está gerindo ascalorias em função do esforço, como nós, tal facto pode ser considerado comoofensivo.Saída para Clarines, uma preciosidade perdida naquela zona planáltica,altura de renovar a água (todas aquelas aldeias têm fontanários, em boahora) passagem por Farelos, Tesouro e pelo Pereiro onde se tornou a renovara aguada: o sol estava a ficar inclemente e, embora ainda dispondo de água,era importante renová-la. Aí assistimos a um facto insólito: vários jovens,à porta do café local, em tronco nú, dentro de uma viatura ao sol escutandouma "modinha" techno, era uma espécie de sauna e doscoteca a um tempo. Aindafomos brindados pelas criaturas transpirantes com um prosaico: "olha estesmalucos a pedalarem com este calor!"...Seguimos para nascente em direcção ao Guadiana e a Alcoutim. Cruzámos aEN122 passamos Corte Tabelião sempre a descer muito rápido em direcção aovale do rio. Após esta povoação fomos presenteados com uma dupla surpresa:uma barragem com uma albufeira de águas cristalinas que não constava do mapa(Barranco dos Ladrões) e que veio mesmo a calhar na altura mais quente. Aparagem foi merecida e convenientemente demorada mas foi justa, deu direitoa uma travessia a nada e regresso, até para constatar a segunda surpresa:era impossivel contornar o lago.Tempo de recuar (sempre a subir) até que alguém teve uma ideia brilhante:uma azimute directo por forma a atalhar. Lá fomos monte acima para irmos terde novo a Corte Tabelião (ou seja: o mesmo sítio que poderíamos teralcançado a pedalar). Foi a altura dos furos: primeiro o Henrique Almeida,depois o Jorge Cláudio, minutos preciosos mas que não se podem evitar.Chegamos a Alcoutim via praia fluvial do Pego Fundo na Ribeira dos Cadavais,a única fluvial que foi galardoada com uma "Bandeira Azul" que ali esvoaçavagalhardamente. Tempo de pausa (até porque aguardávamos pelos "reparadores defuros" que tinham parado no cimo da colina anterior. Renovação de água, comonão podia deixar de ser, e ver alguns dos "balneantes" a admirarem asmontadas e os detalhes: a bicicleta do Triguinho foi alvo de um comentáriodo estilo - "deve de ser cara, deve de custar para aí uns 300 euros!" a queoutro retorquiu - "ou mais!".Já que estávamos parados foi tempo de mais um mergulho, desta vez, maisrápido que o anterior. A praia é agradável mas não se compara com aalbufeira anterior que era uma preciosidade.2.º PARTE - O GUADIANABreve visita a Alcoutim com a visão da andaluza Sanlucar, onde o HenriqueAlmeida resolveu mudar mais uma câmara de ar (é o único com jantes tubelessmas que não muda para pneus do mesmo sistema, o que o trona numa espécie de"semi-céptico"). Tempo de acelerar pela marginal asfaltada até Foz deOdeleite que já conhecia do ano anterior (http://www.geocities.com/caminhos_2001/margemguadiana ) e passagem pelasinteressantes Laranjeiras, Guerreiros do Rio e Álamo com uma magnífica vistasobre a margem espanhola e os veleiros que abundam cada vez mais por estasparagens.Continuámos pela margem até onde foi possível ou seja à ribeira da Choças,não sem antes passarmos por Almada d'Ouro, cruzada a ribeira foi tempo desubir para o Azinhal onde a hora adiantada ditou que seguissemos pela EN122(agora uma estrada segura no troço até Odeleite pela circunstância dainauguração do IC28) até Monte Francisco em lugar de percorrermos o sobe edesce das ribeiras e os sapais do Guadiana.3.ª PARTE - O BARROCALO mesmo poderia de ser dito para o troço Monte Francisco - Manta Rota cujaprimeira parte que cruzava o barranco do Rio Seco foi preteria por um bypasspor um magnífico e deserto asfalto junto à ferrovia. A chegada foi ao luscofusco e tudo terminou com um estupendo grelhdo no "Indio" em Vila Nova deCacela.Saudações Virtuais, Virtual Best Regards_______________________A. Pedro Roque Oliveira

quinta-feira, 24 de julho de 2003

Caminho do Tejo pela terceira vez

Tive ocasião de percorre-lo ontem pela terceira vez.175 duros kms. (160 desde o Parque das Nações) até à Capela dasAparições no santuário de Fátima.De todas foi a mais dura. O grande responsável foi o vento quesoprou forte de N - NW e que teria sido óptimo para um Tróia-Sagresmas muito mau para ir até Fátima.Ainda assim foram quase 10 horas a pedalar a uma média próxima dos18 kms./h. A sensação de chegar ao santuário a menter-se como omomento alto da jornada, tal como em ocasiões anteriores.De realçar que o estado de conservação do caminho está a degradar-see, não fora o meu conhecimento do mesmo, ter-me-ia perdido váriasvezes.Após a "reentree" tenho a intenção de confrontar os responsáveispela manutenção do mesmo com as suas responsabilidades (CâmarasMunicipais e Centro Nacional de Cultura).APRO

segunda-feira, 21 de julho de 2003

Operação Alto Minho - rescaldo

Sexta Feira, 18JUL03PREPARAÇÃO E MARCHAPois efectuei uma volta higiénica de 90 kms. (ida ao Cabo Espichel e retorno) emritmo muito moderado já que um "zombie" (um daquele que estava morto para amodalidade) me desafiou a tal (ele só fez metade, bem entendido).Estive para recusar mas pensei melhor ir pois assim sempre se ressuscita alguémpara a causa.O jantar foi já em Vilar de Mouros (a mais de 400 kms. de distância) na zona VIPda Unicer onde estava tudo óptimo à excepção de um pequeno pormenor: a música. Éisso mesmo Vilar de Mouros seria óptimo se não fosse mesmo a música (o ZéTeixeira, aliás, era da mesma opinião :-).Assim compreendo bem o Orlando: estar a dormir paredes meias com o festival é omesmo que morar dentro de uma discoteca...________________Sábado, 19JUL03GR58 - O CÉU E O INFERNO A UM TEMPOForam os 50 kms. mais duros da minha carreira.A média de 9.5 kms (só foi melhorada com a descida final e a ligação de asfaltoentre Baiona e Gondomar) diz tudo.Foi uma sopa de pedra onde o "feijão" servido não era de calcário mas de granitoe onde todo o cuidado era pouco já que o cálcio ósseo perde em rigidez para apedra. No entanto é uma daquelas coisas que se deve de fazer pelo menos uma vezna vida: desnível brutal, subidas longas feitas manualmente devido àirregularidade do solo em pedra. Mas também descidas por linhas de água a 45ºpelo meio de cascatas, caminhar por dentro de regatos gelados com água pelojoelho, outras por densos fetais onde as silvas esperavam os incautos, etc, etc.(só visto).Só que as paisagens, meu Deus, que deslumbre! Aquela visão de Baiona, a baía, aria, a Praia Europa, o Atlântico muito azul, é único. Nova confirmação daquelaminha teoria que diz que somos uns privilegiados embora o deslumbre tenha sidopontuado, desta vez, por muito sofrimento.À excepção do Jorge Silva todos caíram, no meu caso deu até para contundir acoxa direita e ter posto em questão a minha participação no passeio de Viana,felizmente não passou de um susto.Também fiquei com o travão traseiro bloqueado. A principio mal se fazia sentirmas depois complicou e de que maneira ao ponto de ter sofrido numa subida queembora longa não era nada de especial só que, a arrastar lastro, era mesmo muitocomplicado. A solução era mesmo retirar as pastilhas só que, tal eradesaconselhável, uma vez que as descidas eram muito técnicas e de respeitoimpossíveis de abordar apenas com o dianteiro. Só pude efectuar essa manobraexpedita praticamente a chegar a Baiona, em piso de asfalto.Destaque ainda para o remake do comercial da William Lawson embora connosco, semcavalo e com um carro galego que não estava ameaçado pela chuva mas antes tinhacaído num buraco com uma das rodas.________________Domingo, 20JUL 03PASSEIO DE RECUPERAÇÃOFoi mesmo com este espírito que fui até Viana (equacionei a hipótese de não irpor causa da contusão na coxa). Como não tinha bicicleta levei a da Marta masnunca pensei que tal acção pudesse provocar tanta piadinha de mau gosto masenfim, é a vida...Com tantos e tão duros quilómetros nas pernas Viana era mesmo para recuperaçãopossível num passeio apesar de tudo com duras subidas. Se assim pensei melhor ofiz, andei sempre de forma muito tranquila fosse a descer fosse a subir, a "22"foi minha fiel companheira e não me cansei minimamente.Tinha alguma curiosidade de conhecer a Serra, recordo-me das descrições que oArtur Nogueira aqui fez em tempos sobre os magníficos panoramas e como constateiagora que tinha toda a razão. Destaque para a subida com o mar, V.P. Âncora eAfife pela direita a lembrar a saudosa ilha de São Miguel (só faltavam as vacas)e a visão de Agra e do vale do Lima, excelente!Se a grande quantidade de ciclistas torna a progressão sempre complicada osnossos passeios têm a compensação de serem uma forma de revermos as amizades elá estavam boa parte de elas.Desde os Patus, os tais que quase desconhecemos os nomes mas conhecemos asalcunhas pragmáticas do estilo: ferramentas, nicotina, patinhas, marroquino,robocop, prof, etc. Mas o personagem mais interessante é mesmo o "Quedas", quemteve oportunidade de descer atrás dele entende bem porquê: muita rigidez em cimada máquina a comprometer a técnica (digo eu, bem entendido...).Para além disso tínhamos o Patu Mor de reluzente Trek Fuel a deixar o Zé Luzboquiaberto com tanta desfaçatez. Zoinga, o rígido, sem se perder (talvez asorelhas de morcego a facilitarem a orientação por radar). O grande Ximbra acomandar as operações e a compensar nas descidas a menor velocidade a subir etambém a simpática Andreia.O ausente presente foi o Orlando que segundo diziam terá "ficado a cavar a suaSepultura" coisa que, candidamente confesso, não entendi ;-). O Jorge Manso,Jorge Cláudio, Luís Triguinho meus companheiros de viagem, o meu grande amigoJorge Silva. Os companheiros de GR 58, Mário Silva e Paulo Magalhães.Ainda o Vítor Cordeiro da BTTerra que apesar de ter estado em Monsanto no sábadodisse presente no domingo em Viana (mais um turbo BTT), o Fernando Sousa paraque não tivéssemos saudades do Orlando, o Delio União (a tripulação do tandem) a"embrenhar-se profundamente" na serra :-), o Jorge Rocha sempre a sorrir, o Nitoa descer por ali abaixo como ninguém. Também o sempre tranquilo Pedro Brites,também Monsenhor D. Félix Barbosa.A armada famalicense no seu expoente máximo, com destaque para o Jorge Moniz,Mário Cunha e Pedro Ribeiro.Perdõem-me se olvidem alguém!Saudações Virtuais, Virtual Best Regards_______________________A. Pedro Roque Oliveira

domingo, 13 de julho de 2003

Sopa de Pedra 2.5 e coincidências

Como não tivemos oportunidade de tomar a sopa de pedra, na sua segunda versão,no sábado 06 fomos até lá hoje (eu e o Jorge Cláudio) com o alto patrocínio daconstelação de satélites que suporta o Global Positioning System e de um registoefectuado por um aparato electrónico nesse mesmo dia e que me foi transmitidopor pacote na rede.Caramba João Noiva: exageraste desta vez! ;-)Para além da altitude acumulada a rondar quase os 2000 m. alguns terrenos estãoentre os piores que já conheci: pedaços de calcário por todo o lado eincapacidade de retirar o olhar do trilho não fosse o equilíbrio ceder perante agravidade (a da situação e a do centro da Terra).A subir andava-se muito devagar a descer idem, só nalguns, raros, estradões seconseguiu rondar os 35/40 kms./h e a média foi estupidamente reduzida: cerca de13 kms./h.Ainda por cima recebemos, logo pela manhã, a "molha tolos". Em pleno mês deJulho, tivemos de vestir os "secco" e os deslizes laterais do pneumático frontalfizeram-se sentir intensamente. Concomitantemente a primeira camada de solotransformou os 2.0 em 2.5 e acrescentou mais uns quilos ao trem durante algumaspenosas léguas.Felizmente o "apres midi" foi mais seco embora não soalheiro.Na descida para Minde tivemos de "descansar" a meio tal era a "agitação"provocada pela pedra.A subida da "costa de Minde" até ao miradouro com 15% e muitos quilómetros naspernas foi muito agradável embora não tanto como a descida pela vereda que, daSerra de Santo António, nos devolvia ao "polge" na qual fúteis pensamentos meassaltaram do estilo "mas o que é que eu estou aqui a fazer?" ou um maiseloquente "o João Noiva achará mesmo que isto é caminho para bicicleta passar?"intervalados por sonoras interjeições vernáculas consoante contactos seproduziam com carrascos, espinheiros ou silvas, ou a largura disponível era amínima possível e o deslumbre da paisagem prometia um contacto mais chegadoproduzivel por eventuais e potencialmente dolorosas descidas inopinadas de cota.No final, com os anexos (visita à Fórnea e descida a Porto de Mós na sua segundaaparição para restauro energético) um registo de 85 modestos quilómetros comsaída às 10.00 e chegada às 20.00. Paralelamente o gasto energético de 3.200Kcal. a revelar a intensidade da incursão.Mas o mais interessante foi a coincidência do encontro com o rapaz da bicicletaamarela, assíduo da Ori-BTT, já a subir para d'Aire. Um nativo cujo nome esquecimas que me falou dos "vossos amigos de Lisboa que vieram com o J. Noiva nasemana passada e terminaram às 21.30!"E esta hein?Saudações Virtuais, Virtual Best Regards_______________________A. Pedro Roque Oliveira

domingo, 22 de junho de 2003

Maratona da Retorta

Ainda pensei duas vezes antes de me deslocar a Vila do Conde pois maisninguém iria da zona de Lisboa. Há sempre o receio do evento, porqualquer motivo, poder não corresponder às espectativas e de podermosdar por mal empregue quer o tempo quer o dinheiro expendidos.Não foi decididamente o caso desta Maratona. Para além de rever velhosamigos a prova não me poderia ter corrido da melhor forma.Acabei por me fazer ao caminho sexta feira pelas 15:00. No dia seguinteestava a alinhar na Maratona. Sentia-me bem, tinha tomado um pequenoalmoço adequado e estava disposto a não repetir os erros de Portalegrepelo que o arranque foi suave na cauda do pelotão em amena cavaqueiracom o Nuno Duarte.Paulatinamente, um por um, fomos ultrapassando ciclistas e aproveitandopara circular em grupos mais ou menos homogéneos à medida que progredíamos.Estava a sentir-me muito bem fisicamente mas tentava manter o pulsocontrolado na zona aeróbica pois as dificuldades surgiriam mais adiante.Assim fui progredindo até o calor começar a apertar ainda antes da ZA 1.Ainda me dei ao luxo de parar para olear a corrente que se estavaqueixar bastante, o terreno estava muito poeirento e a travessia dealguns charcos também não ajudava. Foi remédio santo embora tenharepetido a operação por mais duas vezes. Também perdi a orientação maisum grupo de "Patus Bravus" e tivemos de rolar um quilómetro para trás asubir, mas isso são contingências de quem se aventura a rolar rápido:aumentando a velocidade e a concentração relativamente àsirregularidades do terreno os sinais de mudança de direcção tornam-sedespercebidos.Chegado à ZA 1 foi tempo de abastecer de água (o calor começáva atornar-se insuportável) e de arrancar a solo já que o Nuno Duarte estavasentado à sombra bebendo por um garrafão de Água Vitalis com um facisalgo fatigado. Progredi rapidamente tendo aproveitado o asfalto e oempedrado para rolar a bom ritmo e circulando em grupo durante algunsquilómetros sempre que alcançáva algum ciclista.Este era o segundo quarto da maratona e onde se iria efectuar a famosasubida da Franqueira, no concelho de Barcelos.Muito se rolou mas a dita adversidade nunca mais surgia. Eram cerca das13.00 e o calor começáva a tornar-se insuportável, começa-se então asubir duramente embora fosse ainda um falso alarme era uma subida préviaque rapidamente se converteu numa descida vertiginosa.Surge então a magna ascensão. A dificuldade maior era o piso algoirregular, embora quer o desnível, quer a distância fossem de respeito.O meu companheiro de pedal, que já me acompanháva há vários quilómetros,começa a subir em bom ritmo e consigo acompanhá-lo bem até metade semexceder demasiado o limiar anaeróbico. Ele segue já em 22X32 (vulgo"primeira-primeira") e eu ainda tinha uma e às vezes duas mudanças dereserva, estáva admirado comigo mesmo!A meio curváva-se à esquerda e a subida incilnava ainda mais e o meucompanheiro resolve apear. Sigo sozinho em 22X32 até ao cume, já semágua, sem comida (nos bolsos, bem entendido) e sem isotónico: aquelasubida tinha feito razia total. Finalmente a ZA 2 e a visão mirífica doGuillaume Kuchel com um garrafão de Vitalis nas mãos a parecer milagrosa.Tempo de molhar a cabeça no chafariz (que bem que soube), endireitar ascostas, abastecer de água, colocar barras energéticas nos bolsos edesfazer o pó do isotónico. Sou então informado que sou o quinto a alichegar: nem queria acreditar.Arranco rapidamente por ali abaixo juntamente com outro ciclista quetinha chegado momentos antes. Primeiro a descida das escada a serefectuada à mão, poupa-se o material e acaba por cansar menos. Cruzamosa estrada e nova série de lanços de escada embora agora dois e trêsdegraus de cada vez. Passo montado embora num deles a queda tenha estadoeminente por causa do desníevl ter sido maior do que o avaliado, foi porum triz. Fiquei furioso comigo mesmo já que corri o risco de, num gestoirreflectido, quase ter deitado tudo a perder.Não havia tempo para pieguísses e lá continuámos em bom ritmo emboraeste terceiro quarto da maratona tenha sido o mais difícil para mim, asucessão de subidas e descidas aliadas ao calor intenso a complicar emuito as coisas. Por outro lado a passagem em zonas muito técnicas efechadas dificultou, e muito, a progressão. Numa zona descendente erápida de asfalto novo engano que teve como consequência ter de voltarpara trás durante mais de um quilómetro (a subir, claro).A ZA 3 ainda se afigurou, assim, como mais mirífica. Aí estavam os trêsprimeiros pelo que, entando a progredir com alguma dificuldade e tendode manter um ritmo mais baixo, resolvi abreviar a paragem e arrancar nadianteira.Estas minhas paragens fazem lembrar os reabastecimento na Fórmula 1:apenas o mínimo indispensável.Circulo então na frente por cerca de 45 minutos até ser alcançádo poraqueles que se iria classificar nos quatro primeiros lugares. O ritmoera bem diferente pelo que nem sequer esbocei a miníma tentativa de osacompanhar, seria um suicídio. Sigo no meu ritmo e tento manter aconcentração, a um tempo, na navegação e nas condições do piso já afazer apelo ao espírito de sacrifício.É aquela fase em que se começam a contar os quilómetros restantes, asbarras energéticas se tornam incompatíveis com o apetite e se avançafazendo apelo às reservas.A visão do IC1 e principalmente do acesso "Vila do Conde" a darem-nos umnovo ímpeto. Chego a um controlo onde me informam que já só falta meiadezena de quilómetros. Gradualmente começo a reganhar as forças, comoque por milagre, aparece a subida final que faço em bom ritmo e corto achegada alcançando um marco histórico: quinto lugar em 76 participantescom a marca de 7:48:00, não foi nada mau mas o tratamento foi de choque.Rapidamente o duche e repor algumas energias para compensar a marcaavassaladora das 5.000 Kcal consumidas.Tive pena de não ficar para jantar mas esperavam-me cerca de 370 kms. deestrada que felizmente tinha muito pouca densidade de tráfegoresponsável por uma viagem rápida e segura.E assim rezam as crónicas na Retorta, Vila do Conde aos vinte e um diasdo mês de Junho do ano da Graça de dois mil e três desta cristianissíma era.Para o ano há mais. Por certo!¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

terça-feira, 10 de junho de 2003

Foia esmiuçada




Mais vale um mau plano que plano nenhum!

Foi assim que correu esta incursão que, segundo me parece, acabou por
corresponder à expectativa generalizada.

Sem embargo e apesar de achar que tudo correu pelo melhor acho que a Fóia
terá de ser revisitada em moldes algo diferentes.

A quilometragem, em virtude de se ter abreviado um pouco na zona de Aljezur
quedou-se pelos 110 kms. o que foi algo escasso. Todos terminaram em boas
condições físicas o que me deixa um pouco desapontado.

Assim a "Fóia Revisitada" terá as seguintes características:

Saída de Odeceixe até à Foz do Farelo - tudo igual
Subida à Foia a partir da zona do Selão por trilho
Descida a Monchique e retorno à Foia por outra encosta não sem antes rumar
às Caldas
Descida a Marmelete e depois Passil e descida da robeira da Cerca - tudo
igual
Entrada em Aljezur mais a Sul, subida ao castelo
Após o Rogil usar um caminho diferente até Odeceixe

Mais quilómetros, menos asfalto e mais dureza para elevar ainda mais o grau
de satisfação.

FOTO DUARTE
Esta coisa de levar um fotógrafo atrás com um aparelho trimegapixel resulta
maravilhosamente. Normalmente acumulo as funções e nunca pontuo nos planos.
Desta vez foi diferente. As fotos estão ao nível do passeio, isto é, muito
boas!

AS ESTRELAS DO PARQUE
O Parque de Campismo de S. Miguel, quase a chegar a Odeceixe (quem é
"habitue" do Tróia-Sagres lembra-se dele quase no final da descida que
conduz à ponte de Seixe) tem excelentes condições. Para mim que não acampava
desde os tempos milicianos foi um reencontro nostálgico e feliz. As quatro
estrelas do parque só foram superadas pelas cinco da simpatia e elegância da
recepcionista!

NAVEGAÇÃO ACEITÁVEL
Apenas o Jorge Manso se tinha passeado por aquelas paragens anteriormente,
mesmo assim boa parte do traçado era completamente desconhecido para os
intervenientes. O track virtual foi traçado a partir de waypoints sobre
coordenadas obtidas na fiel M-888. Curiosamente o segmento
Foia-Marmelete-Aljezur, o que era completamente desconhecido e que era o que
mais me preocupava, foi o que decorreu sem qualquer incidente navegacional.
Houve algum problema na estrada que a partir da Portela da Viúva liga a
Marmelete e percorre a encosta Norte da Fóia que não está exactamente no
lugar que consta na carta militar e que, por esse facto, estabeleceu alguma
confusão já que o track surgia sempre desviado para sul algumas centenas de
metros para Sul (necessidade de rever a carta - facto documentado em
fotografias). Depois foi a transição da carta "Aljezur" para a carta "Rogil"
a complicar também um pouco mas sem ser grave. O GPS é de facto a melhor
invenção desde o pão de forma.

SINESTESIA DE ODORES
O Verão faz despontar os odores adormecidos nos campos. Este passeio nesse
aspecto foi paradigmático. Melhor do que o cheiro típico do eucalipal só o
das estevas completamente oleosas no monte sobranceiro a Aljezur. A
bicicleta ficou a cheirar a estevas, incrível.

ASFALTO DE SONHO
A Estrada Municipal que liga a Foz do Farelo à Portela da Viúva e daí a
Marmelete é o sonho de qualquer ciclista de estrada: asfalto novo e
imaculado, estrada sinuosa de montanha e movimento quase nulo. De facto em
mais de 20 quilómetros passaram por nós três viaturas!

A FÓIA
É o tecto do Algarve, donde se avista todo o Barlavento e ainda a Costa
Vicentina. Local de romaria motorizada. A vista é absolutamente
deslumbrante, de tal modo que escasseia o latim descricional!

INSULTO MARMELETENSE
Apesar de experientes nestas andanças por vezes somos tentados. Que dizer do
belo "Bife à Tita" com que um casal alemão se banqueteava na esplanada do
mesmo nome na típica Marmelete mesmo ao nosso lado? A visão amarela dos
palitos de batata frita era insultuosa perante a barra de muesly com avelãs
que acabava de comer. Pior mesmo, em termos de sofrimento, só para o
"autonomista" Rui Sousa, a sua compota de frutas e a água pentalítrica. A
Super Travessia vai ser um grande desafio psicológico, é que ele já está
afectado :-)

OS CERROS DA CERCA
A descida à ribeira da Cerca foi inolvidável. A sucessão de cerros e a
interminável descida em pleno ambiente natural constituiram talvez o momento
alto da jornada. Estupendo!

O VELÓDROMO DA CERCA, A MISERICÓRDIA CASTELÃ E O CASTIGO ATÉ AO PLANALTO DAS
ESTEVAS
Alcançada a ribeira e olhando para o relógio achei que era altura de
recuperar tempo e foi um "vê se te avias" pelo estradão plano que contornava
a margem direita da ribeira até Aljezur. O pior foi quando vi chegar os
últimos minutos depois com um ar "mais morto que vivo" e achei que os
deveria de poupar à exigente subida ao castelo de Aljezur, pior mesmo foi
depois a subida da encosta do outro lado da ribeira até ao planalto do
Rogil: a mais dura da jornada...

O BARRANCO DE MARIA VINAGRE
A mostrar quão pitoresca pode ser uma mata de silvas. Era mesmo a única
passagem e, em tempo de guerra não se limpam armas...

O MOINHO COMO "GRAN FINALLE"
A chegad ao moinho da Aldeia Nova do Concelho a marcar o final do passeio.
Odeceixe estava aos nossos pés 110 kms. após a saída. O restauro caberia à
"Taberna do Gibão" após os banhos, o demontar do bivaque e a despedida da
recepcionista... Mais vale um mau plano que plano nenhum!


quarta-feira, 4 de junho de 2003

“OS MENINOS DA REBÊRA DO SADO”

Gostei muito mais desta nova versão do "Alvalade" relativamente àanterior (tinha participado em 2001). De facto ter o percursogravado em GPS é um outro conforto. De resto, esta fórmula em quemetade é para pedalar devagar e a outra metade é mais rápida temalgumas potencialidades embora prefira o esquema do percursototalmente balizado correspondente à segunda parte.AREIAÉ a única coisa que não se consegue alterar. Tem de se encarar adita como a grande dificuldade a vencer nesta maratona. Não hásubidas mas há areia e com fartura. O grande problema, por vezes,não é a areia mas antes o número significativo de ciclistas quedesmontam à nossa frente e que, por seu turno, nos obrigam adesmontar.CALMARIA NA PRIMEIRA PARTEA primeira parte até Porto Covo haveria de ser muito calma. Comodispunhamos do track GPS resolvemos pedalar em grupo restrito dequatro (de resto um grupo de partcipantes na incursão à Fóia) o queé muito mais tranquilo que acompanhar uma centena de ciclistas arespirar pó por todos os poros. Estas modernices que os satélitespõem à nossa disposição proporcionam uma enorme comodidade. Foram 68kms. muito agradáveis…CORRERIA NA SEGUNDAApós Porto Covo acabou-se o sossego. Desatou tudo numa correriaimensa, consegui manter o contacto visual com os primeiros sabe Deusà custa de que esforço. Aqui o GPS revelou-se de enorme utilidade:embora bem marcado o percurso, algumas fitas e tabuletas tinham sidoretiradas e ainda consegui impedir que alguns ciclistas fossem parara Grândola ;-). No final cheguei logo após o Luís Triguinho e oVítor (BTTerra). Parece que a forma até está a subir. Num total de40 ciclistas até que foi muito razoável, embora a ideia não fosseaferir qualquer tipo de classificação final.TESTE GPS PARA A SUPER-TRAVESSIAAlém do Rui Sousa haviam mais três "condenados" a treinar a Super-Travessia e a navegação através do track GPS. Como fui eu que graveio track do "Alvalade" recordo-me de ter andado a contornar uma dadazona da barragem de Campilhas com a bicicleta ao alto e com aguapelos joelhos. Como tal tratei de atalhar o sofrimento indo directoà estrada que passava, afinal duas centenas de metros para Nascente.Foi curioso ver o grupo dos "condenados" a olhar para nós: é queestavam à nossa frente e, de repente, quando chegam à barragemencontram-nos em amena cavaqueira :-)...APRO

terça-feira, 29 de abril de 2003

"Cacilhas à Contracosta" revisitado

Tive ocasião de o tornara a percorrer, de modo integral, com o JorgeCláudio, no passado domingo, sempre em BTT e caminhos secundários.Alterei ligeiramente o figurino por forma a passar pelas terras deCaparica o que fez com que o traçado aumentasse ligeiramento passandoa apresentar 65 kms. de extensão. A ideia foi passar junto a nada maisnada menos que 9 templos católicos! de certa forma foi, até ao aterrosanitário do Pinhal do Cabedal/Aiana de Cima repetir o traçado dalendária "Mãe de Todas as Etapas" (10ª etap@) e a partir daí o traçadoclássico.De igual modo a passagem pela Ferraria faz-se agora por outro local(paralelo ao prévio) em virtude do portão da propriedade ter sidofechado a cadeado e colocados avisos para não passar. tirando oinconveniente de se ter de efectuar 1 km. extra por asfalto (EN 377) opercurso até saíu beneficiado em termos paisagísticos pois percorre-seagora todo o bonito e húmido vale da ribeira do mesmo nome.O ponto alto foram, de facto, os momentos junto à Igreja do Santuáriode Nossa Senhora do Cabo, quase a mesma sensação de Fátima ou Compostela!Ida e volta foram 110 kms. no total.Foi um excelente treino para Portalegre (embora parece que tenha deviajar na próxima semana para a Eslováquia e não possa alinhar na ditapara minha infinita tristeza), de tal modo que cheguei ao final com asensação que ainda faria mais 30 kms. sem pestanejar.Há muito tempo que não efectuáva uma incursão tão positiva em termosfísicos. Sobretudo se tiver em consideração que estive com uma pequenainfecção respiratória durante toda a semana. De resto os gruposdiminutos (neste caso um dueto) permitem andamentos bem mais lineares.Tenho um track GPS (formato gtm) em que, à posteriori, coloqueidiversos waypoints (não coloquei mais porque não tinha a carta portrás e tinha algumas dúvidas quanto aos locais exactos). O mesmo dizrespeito apenas à ida.Refira-se que o regresso é em BTT/caminhos secundários mas numa versãosimplificada da ida e consta de uma passagem pela Foz, Meco, Aiana deCima, Ferraria, Apostiça, Verdizela, Aroeira, Marisol, Vale Milhaços,Vale Figueira, Vale Flores, Feijó, Almada Fórum, Cova da Piedade eCacilhas. Ele é sempre muito mais rápido que a ida já que o relevoparece ajudar nesse sentido.Acho que foi excelente com um andamento muito vivo embora sempreabaixo do limiar anaeróbico (tendo em conta a extensão) com 3200 Kcalexpendidas e 18 kms./h de media.Veja-se a primeira versão desta peregrinação emhttp://www.geocities.com/caminhos_2000/cacilhas.htm .APRO