segunda-feira, 23 de maio de 2005
Reconhecimento das Linhas - avançando por Mafra!
das "Linhas de Torres". Desta vez a segunda parte da
chamada "segunda linha" ou seja, a que vai da A8 para nascente até
ao oceano no concelho de Mafra.
A tarefa afigurava-se como muito difícil e o track virtual já o
demonstrava se qualquer margem para dúvidas: 100 kms. de extensão e
3300 metros de acumulado.
Assim foi preparado um plano de contingência para evitar chegar de
noite uma vez que era a nossa "premiere" em muitos daqueles terrenos
e os reconhecimentos têm de ser efectuados a ritmos e com
preocupações diferentes do normal pelo que a média se ressente.
Este não foi excepção uma vez que há caminhos que, ou já não
existem, ou estão impraticáveis e devem buscar-se alternativas "ad-
hoc" no momento.
Ainda assim foi cumprido quase na integra e deu para ter uma boa
aproximação do que deverá de ser um traçado definitivo a ser
alcançado numa segunda sessão a ter lugar em breve e que permitirá
ter a "Segunda Linha" reconhecida a 100%.
O começo foi, curiosamente, já no paralelo de alguns fortes de
primeira linha, ou seja, em Enxara do Bispo, no norte do concelho de
Mafra e muito perto do acesso da A8. Esta escolha será, no entanto,
alterada talvez por Vila Franca do Rosário, o que permitirá reduzir
a ligação inicial e final nalguns quilómetros.
Até porque a realidade correspondeu, desde logo, à expectativa, ou
seja, o início foi logo marcado por uma subida demolidora a dar o
mote do que seria o dia em termos ascensionais.
Subimos pois, penosamente, até Vila Franca do Rosário, descemos o
vale de Pedrulhos para nova subida demolidora até ao parque eólico
do Alto da Serra da Escusa. A partir daí descemos de novo e rolamos
até à zona da Malveira para abordarmos o primeiro dos fortes: o
Matoutinho, num cabeço imponente que medeia entre a Malveira e a
Venda do Pinheiro e que domina a zona da actual A8.
Este forte não está acessível já que o caminho começa em propriedade
privada. No entanto é importante passar junto a ele pois é um
daqueles que se impõem na paisagem.
A partir daí descemos até à Venda do Pinheiro para abordarmos o
Forte da Quinta do Estrangeiro que fica junto a uma antena celular e
sobranceiro à povoação, por cima mesmo do centro paroquial. Está,
como muitos, coberto de vegetação.
Rapidamente prosseguimos para a Malveira onde alcançámos o Forte da
Feira, muito bem recuperado pela Câmara Municipal, com um placard
interpretativo que incluia a localização dos fortes no concelho e
uma breve descrição da tipologia deste e da História da terceira
invasão. Um exemplo, infelizmente isolado. Este forte dominava a
passagem do vale ocupado actualmente com o caminho de ferro e a
EN116.
Foi tempo de subir penosamente até ao de Santa Maria, talvez o forte
mais alto dos que visitámos ontem. Tem instalado em cima um
retransmissor da PT, inteirinho, mas dá para observar o fosso, em
bom estado de conservação. Este forte domina o Vale da Junqueira e a
zona de passagem da novíssima e recém inaugurada A21 (que torna o
acesso viário a Mafra muito mais fácil).
Daí fizemos um circuito para reconhecer os fortes de Casal Pedra
(que foi impossível de descobrir, já que a sua localização foi
efectuada por estimativa) e o de Abrunheira já muito perto do muro
da Tapada de Mafra (Sul), com uma plantação de eucaliptos em cima.
Bem vistas as coisas não merece o desvio pelo que a segunda sessão
do reconhecimento evitará este circuito extra.
Seguimos junto ao muro da Tapada até ao Forte do Casal da Serra.
Trata-se de um ponto estratégico importante já que domina o Vale da
Guarda e a passagem da EN8 e é um daqueles locais muito
interessantes do ponto de vista paisagístico.
Descemos até ao Vale da Guarda para rumarmos, por este, para poente
e subir fortemente (queixo no guiador e a dar tudo) até ao Forte do
Cheira que domina do outro lado o Vale e tem uma bonita vista sobre
a Tapada e o Centro de recuperação do Lobo Ibérico
(http://crloboiberico.naturlink.pt/).
Descemos para o Picão onde há uma linda casa que se chama "Casa da
Pedra que Luz", aliás tudo é bonito neste vale que vai até ao
Gradil. Alguns enganos de trajecto depois chegámos a esta
interessantíssima vila que, aliás, já foi concelho até à reforma de
1836. Como não a conhecia foi uma surpresa muito agradável. De
qualidade arquitectónica com os diversos solares setecentistas e de
enquadramento paisagístico notável é uma preciosidade a visitar.
O problema mesmo foi sair dali. Outra subida de queixo no guiador
até à portela e daí para o Alto da Serra do Chipre o Forte de Picoto
e de Rafaeis que estão nos limites de uma propriedade vasta ainda
que sobranceiros ao caminho pelo que se podem observar bem ao
contrário do Forte da Boa Viagem que está no interior da mesma.
Foi tempo de descer até ao Codeçal e de subir muito penosamente a
estrada até à Murgeira, a alternativa (que só descortinámos depois)
era a subida junto ao muro da Tapada embora a sua inclinação a
tornasse mais penosa, evitando, todavia o trânsito.
Daí avançamos para os fortes a norte de Mafra que estão num estado
de conservação lamentável. Aliás toda aquela zona foi devastada por
incêndio recente e é de evitar pelo que no próximo reconhecimento
será descartada pois tal evitará a passagem e ascenção do
Codeçal/Murgeira.
O pior mesmo foi após a incrível e inclinadíssima descida a passagem
pelo Vale do Cuco. Na carta estava referenciado um caminho mas, meus
amigos, a realidade é que deparámos com um imenso silvado de 200
metros de extensão. Foram os meus duzentos metros mais penosos de
sempre. A alternativa era ter de voltar a subir o que descemos.
Sentimo-nos uma espécie de Cristos em plena "Via Crvcis".
Inenarrável. Só espero é que seja uma espécie de tratamento natural
à pele de coxas e pernas…
Moral da História, desde o alto da Serra do Chipre e, até ao caminho
do Vale dos Cucos (o que ficava apenas 200 metros adiante) tudo irá
ser remodelado na próxima: não justifica o trajecto efectuado.
Tristezas não pagam dívidas. Tempo pois de chegar a Mafra e de rumar
a outro forte estupendo: o do Zambujal. Magnífico, dominando o
Arquitecto, lá bem em baixo e a capala do Ó. E que dizer da descida
até ao vale? Impróprio para os vertigiomanos mas estupenda para
quem "gosta é disto" de 100 a 5 metros de altitude serpenteando por
um single track pendurado na encosta a pique em poucos segundos mas
sempre com o travão bem apertado. Só visto!
Foi tempo de rumar a norte, ao Forte do Picoto, junto já a São
Lourenço e daí para nascente. Alguns enganos após tempo de pensarmos
numa "retirada estratégica" via asfalto.
Ainda assim regressámos a Enxara já ao "lusco-fusco" ficando ainda
por reconhecer três fortes.
No final mais de 105 kms. e "apenas" 2800 metros de acumulado
positivo. Mas um bom retrato do terreno para um próximo e espero que
definitivo reconhecimento do lado poente da segunda linha.
Até breve!
Pedro Roque
sexta-feira, 8 de abril de 2005
Portaria Referente aos Dispositivos de Sinalização luminosa dos Velocipedes e Comentário
Da leitura resulta claro que, em termos de luzes, elas só são
obrigatórias de noite e sempre que as condições meteorológicas e
ambientais tornem a visibilidade insuficiente.
Estou em crer que as luzes que usamos, sejam à frente, ou atrás são
perfeitamente válidas (têm de ser visíveis a 100 metros)
inclusivamente permite-se que a da rectaguarda possa ser
intermitente.
Parece-me correcto!
Os reflectores é que parece serem mesmo obrigatórios sempre que
utilize a via pública. Ou seja um a frente, outro atrás, e dois em
cada roda, sendo que pode ser usado um cabo circular reflector (já
tive uma coisa dessas da 3M). De dia não creio que isso seja
verdadeiramente necessário, embora legal.
Ou seja: se formos para a estrada temos de ter em consideração que,
em caso de não cumprimento da lei, podemos sofrer uma coima.
Penso, todavia, que deveremos ser nós próprios, no caso de
circularmos à noite, a defendermos a nossa própria visibilidade, ou
seja, a nossa segurança.
Sugeria até que usassemos colectes reflectores no caso de estradas
muito movimentadas ou percursos nocturnos.
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA
Portaria n.º 311-B/2005 de 24 de Março
O n.º 3 do artigo 93.º do Código da Estrada, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 114/94,
de 3 de Maio, na redacção conferida pelo Decreto-Lei n.º 44/2005, de 23 de
Fevereiro, prevê que a circulação de velocípedes esteja condicionada à utilização
dos dispositivos de sinalização luminosa, a fixar em regulamento, sempre que seja
obrigatório o uso de dispositivos de iluminação nos restantes veículos.
Considerando a necessidade de promover a segurança rodoviária dos utilizadores
destes veículos, medida considerada prioritária no Plano Nacional de Prevenção
Rodoviária, define-se, no presente diploma, os sistemas de sinalização luminosa
bem como os reflectores cujo uso é obrigatório nos velocípedes destinados a
circular na via pública.
Assim:
Manda o Governo, pelo Ministro de Estado e da Administração Interna, nos termos
conjugados da alínea b) do n.º 2 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 44/2005, de 23
de Fevereiro, e do n.º 3 do artigo 93.º do Código da Estrada, aprovado pelo
Decreto-Lei n.º 114/94, de 23 de Maio, na última redacção conferida, o seguinte:
1.º O presente diploma aplica-se aos dispositivos de sinalização luminosa e
reflectores dos velocípedes, quando circulem na via pública, com excepção da
circulação no âmbito de provas desportivas devidamente autorizadas.
2.º Os velocípedes referidos no número anterior, quando circulem na via pública
nas condições a que refere o n.º 3 do artigo 93.º do Código da Estrada, devem
dispor, à frente e à retaguarda, de luzes de presença que obedeçam às
características fixadas no presente regulamento.
3.º Sem prejuízo do disposto no número anterior, com a finalidade de assinalarem
a sua presença, todos os velocípedes devem dispor de reflectores, à frente e à
retaguarda, que respeitem as características fixadas neste regulamento.
4.º O uso dos dispositivos referidos no n.º 2.º é obrigatório, desde o anoitecer até
ao amanhecer e sempre que as condições meteorológicas ou ambientais tornem a
visibilidade insuficiente.
5.º A luz de presença da frente deve ter as seguintes características:
a) Número: uma;
b) Cor: branca;
c) Posicionamento:
i) Em largura: deve estar situada no plano longitudinal médio do veículo;
ii) Em comprimento: deve estar colocada na zona frontal do veículo;
iii) Em altura: deve estar colocada a uma altura do solo compreendida entre 350
mm e 1500 mm;
d) Intensidade: feixe luminoso contínuo tal que a luz seja visível de noite e por
tempo claro a uma distância mínima de 100 m;
e) Orientação: para a frente.
6.º A luz de presença da retaguarda deve ter as seguintes características:
a) Número: uma;
b) Cor: vermelha;
c) Posicionamento:
i) Em largura: deve estar situada no plano longitudinal médio do veículo;
ii) Em cumprimento: deve estar colocada à retaguarda do veículo;
iii) Em altura: deve estar colocada a uma altura do solo compreendida entre 350
mm e 1200 mm;
d) Intensidade: feixe luminoso tal que a luz seja visível de noite e por tempo claro
a uma distância mínima de 100 m;
e) Orientação: para a retaguarda.
7.º A luz referida no número anterior pode ser emitida continuamente ou
apresentar emissão intermitente com frequência regular.
8.º O reflector da frente dos velocípedes deve ter as seguintes características:
a) Número: um, sem prejuízo do disposto no n.º 5.º;
b) Cor: branca;
c) Posicionamento:
i) Em largura: deve estar situado no plano longitudinal médio do veículo;
ii) Em comprimento: deve estar colocado na zona frontal do veículo;
iii) Em altura: deve estar colocado a uma altura do solo compreendida entre 350
mm e 1500 mm;
d) Orientação: para a frente.
9.º Para além do reflector referido no número anterior, os velocípedes devem
possuir à retaguarda, no mínimo, um reflector com as seguintes características:
a) Cor: vermelha;
b) Posicionamento:
i) Em largura: deve estar situado no plano longitudinal médio do veículo;
ii) Em comprimento: deve estar colocado à retaguarda do veículo;
iii) Em altura: deve estar colocado a uma altura do solo compreendida entre 350
mm e 1200 mm;
c) Orientação: para a retaguarda.
10.º Em complemento do reflector referido no número anterior, é autorizada a
instalação de um reflector adicional, colocado do lado esquerdo, delimitando a
largura máxima do veículo.
11.º Os veículos devem ainda possuir, nas rodas, reflectores com as seguintes
características:
a) Número mínimo em cada roda: dois se forem circulares ou segmentos de coroa
circular ou apenas um se for um cabo reflector em circunferência completa;
b) Cor: âmbar, excepto se for um cabo reflector, caso em que pode ser branca;
c) Posicionamento: colocados na jante simetricamente em relação ao eixo da roda,
excepto se for um cabo reflector, devendo então ser colocado entre os raios da
jante, circunferencialmente, com o maior diâmetro possível;
d) Orientação: para o exterior, com a superfície reflectora paralela ao plano
longitudinal médio do veículo.
12.º Os velocípedes de três ou quatro rodas com largura superior a 1200 mm
devem dispor, à frente e à retaguarda, de reflectores que obedeçam às
características e se encontrem colocados de acordo com o estabelecido nos n.os 8.º
e 9.º do presente diploma, salvo no que se refere à colocação em largura, em que
os reflectores devem estar colocados o mais próximo possível das extremidades do
veículo.
13.º Podem ser utilizados dispositivos de sinalização luminosa ou reflectores que
correspondam a modelo aprovado num Estado membro da União Europeia, desde
que apresentem a correspondente marca de aprovação.
14.º Sempre que as disposições relativas à instalação dos dispositivos de
sinalização luminosa ou dos reflectores se mostrem incompatíveis com as
características dos veículos, a Direcção-Geral de Viação pode aprovar soluções
causuísticas que se mostrem adequadas.
15.º O presente diploma entra em vigor 90 dias após a publicação.
O Ministro de Estado e da Administração Interna, António Luís Santos Costa, em 21
de Março de 2005.
segunda-feira, 7 de março de 2005
ALCOBAÇA OU A PHOENIX RENASCIDA (Passeio no Vale da Ribeira de Gião)
Por questões relacionadas com a minha vida pública havia praticamente um mês que não pedalava.
Resolvi ontem recomeçar e como estava pelas bandas de Leiria contactei Pedro Brites, o sensato, para um passeio pelos inúmeros trilhos da região.
Quem se furtou ao dever pedalante foi o Nuno Neves que parece que preferiu ficar a polir o quadro do velocípede (piada com o patrocínio da Cera Auto Redex :-).
Já há muito que tinha ouvido descrições maravilhadas relativamente às veredas (outrora conhecidas por “single-track”) da zona de Alcobaça, mais concretamente nas redondezas da povoação de Ataíja.
À falta de treino juntou-se uma arreliante dor de garganta que, apesar de não ser forte, contribuía para uma indisposição geral em cima da bicicleta. De resto tudo parecia estranho, o assento mais rijo e desconfortável, a técnica dificultada e receosa mas o pior de tudo eram as subidas que pareciam mais inclinadas que nunca e o recurso à cremalheira de vinte e dois dentes a tornar-se numa espécie de regra que, todavia, tolerava, ainda, algumas excepções.
É certo que teria de debutar. É certo, também, que apesar de tudo as coisas até nem correram mal. Mas aquilo que me entristece é que um terreno com aquelas características, todo em vereda, delicioso de pedalar, em que a técnica é exigida constantemente, embora sem dificuldades excessivas ou passos arriscados, não possa ter sido, por mim, devidamente aproveitado.
Parece impossível como é que existe um terreno com aquelas características. Trata-se de um vale fundo e encravado, originário da erosão do calcário, que dá lugar à nascente do Rio Alcoa, no Poço Suão em Chiqueda.
Dá pelo nome de “Vale da Ribeira de Mogo” e, grosso modo, liga Alcobaça à Serra dos Candeeiros
Vejamos o que nos dizem acerca deste vale:
“O Vale da Ribeira do Mogo, onde se situam as Nascentes do Rio Alcoa constitui um corredor de vegetação tipicamente mediterrânica que liga a cidade de Alcobaça à Serra dos Candeeiros. No Outono e Inverno, as nascentes funcionam como maternidade para aves e anfíbios e, no Verão, esta zona é o bebedouro de toda a fauna que habita o vale.Fisicamente localizado fora da área de influência do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, mas ecologicamente contínuo, o vale, de pequena dimensão e grande proximidade ao espaço urbano, torna-se um local extremamente vulnerável, podendo entrar em desequilíbrio por acção da pressão humana. Como principais ameaças citam-se a pedreira que opera numa das vertentes do vale, o corte de carvalhos para obtenção de lenha, e a possibilidade de incêndio, sempre presente. A acção das águas sobre as camadas de calcário que afloram nos vales muito encaixados da Ribeira do Mogo permitiu a formação de importantes cavidades naturais, algumas das quais foram utilizadas pelo homem ao longo dos tempos e outras que são interessantes sob o ponto de vista espeleológico e biológico (morcegos carvenícolas, líquenes, briófitas e fungos). Algumas das vertentes são habitat de aves de rapina que encontram aqui excelentes condições para nidificação.Na Ribeira do Mogo continuam em bom estado grande parte das antigas estradas que percorriam o fundo do vale. “ (in http://www.cienciaviva.pt/veraocv/biologia/bio2004/index.asp?accao=showactiventidade&id_entidade=167&id_actividade=2 )
Ainda um pormenor: naqueles terrenos houve uma prova de BTT recentemente. Como adivinhei? Não foi porque alguma informação me tenha chegado mas antes pelos famosos vestígios.
De facto contámos centenas (leram bem centenas) de fitas plásticas penduradas com a incrição “Shimano XTR” e “Sociedade Comercial do Vouga, Lda". Se por um lado nos deram aquela sensação de nunca andarmos perdidos por outro deram um contraste perfeitamente dispensável com o esplêndido ambiente natural em que nos inseríamos.
Admitamos: nós, os portugueses, temos um problema grave e endémico com o lixo. Nem o facto de pedalarmos de BTT e de, por isso, possuirmos alguma sobranceria ambiental (que poderia ser efectiva) nos faz ultrapassar esse trauma.
De resto e tirando o empeno razoável num passeio de duração e dificuldade média o dia ciclistico foi muito bem passado. A desejar aí regressar em breve, espero que em melhor forma.
APRO
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005
As 10 Regras de Ouro do BTT
1 - Ceder a passagem a outros transeuntes não motorizados.
2 - Abrandar à proximidade de pedestres e cavaleiros, ultrapassá-los com precaução após os haver prevenido.
3 - Controlar a velocidade nas passagens sem visibilidade.
4 - Circular nos trilhos para evitar destruir a vegetação sobretudo em Parques e Zona Protegidas e evitar passar sobre culturas.
5 - Passar à distância de animais selvagens e não enervar os domésticos.
6 - Jamais deitar detritos no solo. Conservá-los até ao próximo caixote de lixo. Advertir quem assim não proceda.
7 - Respeitar a propriedade privada e pública.
8 - Aprender a rolar em autonomia total. Preparar o seu itinerário, prover a sua alimentação, saber efectuar reparações.
9 - Nunca sair só para uma incursão em terreno desconhecido. Deixar informações acerca do seu itinerário aos que ficam.
10 - Saber, em todas as ocasiões, estar de forma discreta e amável.
11 - Usar o capacete a fim de se proteger, em todas as circunstâncias.
adaptado das 11 regras de ouro da NORBA (National Off-Road Bicycle Association)
sexta-feira, 31 de dezembro de 2004
Apresentação do Plano Estratégico das Ecopistas da REFER EP
Foi apresentado, no passado dia 19 de Novembro, o “Plano Estratégico das Ecopistas em Portugal” num seminário organizado especialmente para o efeito pela REFER EP (Rede Ferroviária Nacional E.P.).
A REFER, recordemos, é a empresa pública titular da rede ferroviária nacional e pretende aproveitar os traçados abandonados à exploração ferroviária para actividades de lazer à semelhança da experiência espanhola das “vias verdes”.
Para tanto celebrou um convénio de colaboração com a RENFE (Rede Ferroviária Espanhola) procurando aproveitar e adaptar a grande experiência espanhola em matéria de “vias verdes”.
Na década de 80, entre 1985 e 1987, a racionalização da exploração ferroviária impôs o encerramento do tráfego de passageiros e de mercadorias em vários troços ferroviários.
Assim, em Portugal, tal como em Espanha, existem muitos quilómetros de via ferroviária abandonada à exploração que têm um enorme valor paisagístico e patrimonial e que oferecem um enorme potencial ecoturístico.
A extensão do traçado ferroviário abandonado e passível de ser reutilizada em Portugal ascende a 500 quilómetros. Trata-se pois de recondicionar estes antigos traçados ferroviários para uma utilização de pedestrianismo e cicloturismo.
Consequentemente prevê a REFER ter, no início de 2005, celebrado com as autarquias abrangidas pelos traçados abandonados convénios de concessão de cerca de 144 quilómetros de via a ser recondicionada para ecopista.
Refira-se que, em Portugal, a REFER optou pela designação “Ecopistas” em detrimento da designação internacional “Vias Verdes” (Greenways) para evitar a confusão com a marca da cobrança automática de portagens.
Após a apresentação do “Plano Estratégico” propriamente dito o seminário prosseguiu com a apresentação das bases do projecto REVER Med na qual participa a própria REFER e ainda diversas experiências nacionais no capítulo das ciclovias, a saber:
· “A Via Ciclável do Algarve” (REVER Medoc) que é parte integrante do projecto EUROVELO. Trata-se de uma via ciclável que atravessará o Algarve longitudinalmente pelo litoral numa extensão de cerca de 213 kms. entre o Cabo de São Vicente e o Vila Real de Santo António que atravessa doze dos dezasseis concelhos algarvios.
· O Projecto “Naturale”. Natureza e Turismo no Alentejo e Extremadura Espanhola que se propõe aproveitar os antigos ramais de Montemor-o-Novo, Arraiolos e de Mora em Portugal e ainda a “Via Verde de las Vegas” em Cáceres, Espanha. Trata-se de uma parceria através do programa comunitário INTERREG IIIA que juntou os municípios alentejanos e extremenhos abrangidos e que tem uma forte componente de turismo ambiental e que se encontra em fase de projecto.
· Os Presidentes das Câmaras de Valença e de Monção (no distrito de Viana do Castelo) apresentaram a recém inaugurada “Ecopista do Rio Minho” de Valença-Monção e que é a primeira “Ecopista” a ser inaugurada em Portugal tendo em consideração os pressupostos inerentes a este tipo de equipamento e que ostenta o logótipo criado para o efeito. O antigo traçado converteu-se, assim, no projecto pioneiro das ecopistas em Portugal. Tem um traçado de treze quilómetros sempre junto ao curso do Rio Minho por paisagens de alto valor patrimonial e ambiental.
A parte da tarde foi dedicada à apresentação de experiências internacionais.
· A experiência espanhola, com a exibição de um fantástico vídeo promocional e que, conforme já se referiu, serviu de modelo para a REFER.
· A experiência francesa.
· A experiência italiana.
· A apresentação da Associação Europeia das Vias Verdes pelo seu presidente.
O programa prosseguiu no dia seguinte com uma visita à nova “Ecopista do Rio Minho”.
De referir que, entretanto, a Câmara de Famalicão irá criar também uma ecopista no antigo ramal ferroviário que ligava Famalicão à Póvoa de Varzim. A ecopista, com um custo de 700 mil euros, nascerá nas imediações da estação ferroviária da cidade, indo até à freguesia de Gondifelos, no limite do concelho, numa extensão de 10,6 km.
Nesta matéria começamos a ver luz ao fundo do túnel...
Websites de consulta:
http://www.refer.pt/
http://www.viasverdes.com/
http://www.af3v.com/
http://www.sustrans.co.uk/
http://www.trailsandgreenways.com/
http://www.railtrains.com/
http://www.aevv-egwa.org/
http://www.cm-moncao.pt/
http://www.cm-valenca.pt/
http://www.mundo.iol.pt/santosvitor/desporto.desportos-radicais/
http://www.ventonorte.com/
http://www.vilanovadefamalicao.org/
Pedro Roque
terça-feira, 21 de dezembro de 2004
LINHAS DE TORRES - TRAÇADO CONCLUÍDO DA VENDA DO PINHEIRO AO FORTE DA CASA
segunda-feira, 13 de dezembro de 2004
Fortes Linhas de Torres a Segunda Linha: Da Venda do Pinheiro a Bucelas
quinta-feira, 2 de dezembro de 2004
Linhas de Torres Vedras - A Marcha Continua!
segunda-feira, 1 de novembro de 2004
Orifoto Arrábida/Palmela - Relatório
Acredito que, com os dias maiores da Primavera / Verão seja possivelmaior quilometragem.Tenho ideia de efectuar um "Arrábida dois", por essa altura, destavez percorrendo a zona de Azeitão/Sesimbra numa quilometragemsuperiorAté Vila Viçosa pois!APRO
segunda-feira, 25 de outubro de 2004
PASSEIO DE OUTONO VELOCIPEDI@ - A TRADIÇÃO AINDA É O QUE ERA

Na era das maratonas, dos percursos balizados e da navegação por satélite pode parecer anacrónico uma incursão betetística à maneira antiga.
Pois foi assim que a actividade se processou, em plena Serra de Ossa, sobranceira a Estremoz, desconhecida para muitos de nós. Apenas vislumbrada quando passamos velozmente pela A6.
De facto, já estávamos desabituados a um passeio deste tipo, com um guia à cabeça e outro a encerrar, sem setas, fitas ou tracks de GPS. Até encaramos com algum cepticismo se a iniciativa não seria monótona.
Não poderíamos estar mais enganados. A jornada foi de excelência!
Tratou-se de mais um passeio de Outono da lista de correio electrónico Velocipedi@ que é o mais antigo dos fóruns nacionais de discussão de ciclismo.
Bastou juntar algumas dezenas de ciclistas de montanha, adicionar-lhe uns trilhos fantásticos na Serra de Ossa, mais um excelente convívio potenciado pelo facto de muitos dos participantes se conhecerem há muito, conjuntamente com um ritmo de pedalagem homogéneo e elevado para termos como resultado uma jornada extremamente interessante complementada com um incontornável repasto típico para que ninguém se possa queixar e possa recordar o passado dia 17 de Outubro com enorme satisfação.
É claro que fomos bafejados pela sorte: não houve as inevitáveis avarias, quedas, caimbras ou furos sempre potenciadas pelo facto de ser um grupo numeroso e da lei das probabilidades ser, geralmente, impiedosa. Até a meteorologia esteve pelo nosso lado abrindo uma janela de estio no meio da chuvada da véspera e do dia seguinte.
Felizmente não há regra sem excepção e tudo concorreu para ser um passeio de eleição, embora à moda antiga: a tradição ainda é o que era!
Do agrado de todos o percurso contou com subidas fortes, designadamente a que dava acesso ao cimo da Serra, em São Gens e que serviu para extenuar muitos dos participantes que se recompuseram lá no alto, observando as águias de cima para baixo junto às ruínas da capela que dá o nome ao topo serrano.
A partir daí foi uma descida contínua a exigir de todos um empenho e concentração absolutas mas a proporcionar uma satisfação plena seja pela velocidade seja pela técnica que era necessário empregar.
O culminar foi mesmo junto à Torre de Menagem de Estremoz e as fachadas marmóreas das suas igrejas numa espécie de “grand final” em direcção ao duche e ao almoço pois o consumo de calorias foi directamente proporcional à satisfação obtida.
terça-feira, 12 de outubro de 2004
Orifoto do Lis - The Final Report
terça-feira, 7 de setembro de 2004
Serra da Estrela - Maratona Revisitada
segunda-feira, 31 de maio de 2004
Alvadade - Porto Covo - Alvalade 2004
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2004
S(h)erpa no Alentejo Profundo
terça-feira, 27 de janeiro de 2004
Morte Súbita e Reflexão Prolongada!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2004
Asfalto pela Manhã
sábado, 10 de janeiro de 2004
Apresentação do Plano Estratégico das Ecopistas da REFER EP
Foi apresentado, no passado dia 19 de Novembro, o “Plano Estratégico das Ecopistas em Portugal” num seminário organizado especialmente para o efeito pela REFER EP (Rede Ferroviária Nacional E.P.).
A REFER, recordemos, é a empresa pública titular da rede ferroviária nacional e pretende aproveitar os traçados abandonados à exploração ferroviária para actividades de lazer à semelhança da experiência espanhola das “vias verdes”.
Para tanto celebrou um convénio de colaboração com a RENFE (Rede Ferroviária Espanhola) procurando aproveitar e adaptar a grande experiência espanhola em matéria de “vias verdes”.
Na década de 80, entre 1985 e 1987, a racionalização da exploração ferroviária impôs o encerramento do tráfego de passageiros e de mercadorias em vários troços ferroviários.
Assim, em Portugal, tal como em Espanha, existem muitos quilómetros de via ferroviária abandonada à exploração que têm um enorme valor paisagístico e patrimonial e que oferecem um enorme potencial ecoturístico.
A extensão do traçado ferroviário abandonado e passível de ser reutilizada em Portugal ascende a 500 quilómetros. Trata-se pois de recondicionar estes antigos traçados ferroviários para uma utilização de pedestrianismo e cicloturismo.
Consequentemente prevê a REFER ter, no início de 2005, celebrado com as autarquias abrangidas pelos traçados abandonados convénios de concessão de cerca de 144 quilómetros de via a ser recondicionada para ecopista.
Refira-se que, em Portugal, a REFER optou pela designação “Ecopistas” em detrimento da designação internacional “Vias Verdes” (Greenways) para evitar a confusão com a marca da cobrança automática de portagens.
Após a apresentação do “Plano Estratégico” propriamente dito o seminário prosseguiu com a apresentação das bases do projecto REVER Med na qual participa a própria REFER e ainda diversas experiências nacionais no capítulo das ciclovias, a saber:
· “A Via Ciclável do Algarve” (REVER Medoc) que é parte integrante do projecto EUROVELO. Trata-se de uma via ciclável que atravessará o Algarve longitudinalmente pelo litoral numa extensão de cerca de 213 kms. entre o Cabo de São Vicente e o Vila Real de Santo António que atravessa doze dos dezasseis concelhos algarvios.
· O Projecto “Naturale”. Natureza e Turismo no Alentejo e Extremadura Espanhola que se propõe aproveitar os antigos ramais de Montemor-o-Novo, Arraiolos e de Mora em Portugal e ainda a “Via Verde de las Vegas” em Cáceres, Espanha. Trata-se de uma parceria através do programa comunitário INTERREG IIIA que juntou os municípios alentejanos e extremenhos abrangidos e que tem uma forte componente de turismo ambiental e que se encontra em fase de projecto.
· Os Presidentes das Câmaras de Valença e de Monção (no distrito de Viana do Castelo) apresentaram a recém inaugurada “Ecopista do Rio Minho” de Valença-Monção e que é a primeira “Ecopista” a ser inaugurada em Portugal tendo em consideração os pressupostos inerentes a este tipo de equipamento e que ostenta o logótipo criado para o efeito. O antigo traçado converteu-se, assim, no projecto pioneiro das ecopistas em Portugal. Tem um traçado de treze quilómetros sempre junto ao curso do Rio Minho por paisagens de alto valor patrimonial e ambiental.
A parte da tarde foi dedicada à apresentação de experiências internacionais.
· A experiência espanhola, com a exibição de um fantástico vídeo promocional e que, conforme já se referiu, serviu de modelo para a REFER.
· A experiência francesa.
· A experiência italiana.
· A apresentação da Associação Europeia das Vias Verdes pelo seu presidente.
O programa prosseguiu no dia seguinte com uma visita à nova “Ecopista do Rio Minho”.
De referir que, entretanto, a Câmara de Famalicão irá criar também uma ecopista no antigo ramal ferroviário que ligava Famalicão à Póvoa de Varzim. A ecopista, com um custo de 700 mil euros, nascerá nas imediações da estação ferroviária da cidade, indo até à freguesia de Gondifelos, no limite do concelho, numa extensão de 10,6 km.
Nesta matéria começamos a ver luz ao fundo do túnel...
Websites de consulta:
http://www.refer.pt
http://www.viasverdes.com
http://www.af3v.com
http://www.sustrans.co.uk
http://www.trailsandgreenways.com
http://www.railtrains.com
http://www.aevv-egwa.org
http://www.cm-moncao.pt
http://www.cm-valenca.pt
http://www.mundo.iol.pt/santosvitor/desporto.desportos-radicais/
http://www.ventonorte.com/
http://www.vilanovadefamalicao.org/
Pedro Roque



