quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

WHAT MAKE US MOVE ON?



Em Janeiro de 2000 eu definia a minha "motivação para fazer BTT" do modo que se segue. Curioso, que sete anos volvidos aquilo que me move não se alterou...

WHAT MAKE US MOVE ON?

Literally, our bicycles. But seriously, it remains the question: what strange force move us to abdicate of the pseudo-comfort of my sofa or of one delicious "heavy-meal" to take the MTB "paths"? Probably the deep true explanation can only be found in the fields of the psychology or of the psychoanalysis, nevertheless, there are simple reasons that can explain why somebody that "already had age to have judgment " goes to spin, for times almost until the exhaustion, on the "paths":

* First the will of "evasion". A word often spooked that it means to escape of one prison, understood here as the urban prison and the one of the daily stress. In fact, those are good moments of evasion that we pass on the " paths " mounting on our bikes.

* Second the "adventure". In fact there is a good portion of adventure in those " paths ". It’s related with the inponderability of which way to chose on a crossroad, where sometimes, the options are unexpected; or, still, with the innumerable episodes that happens to us on the "paths" where we circulate on a different way as a motorist on a ordinary road, I use to say, often, that it is more difficult to navigate between Palmela and Sesimbra through the "paths" that from Lisbon to Madrid on a highway. Each curve, each jump or each descending are, for us, an adventure and an act of passion for the controlled risk, for the adrenaline injected in the blood stream in a moderate and rational way in order that we do not mix adventure with unconsciousness.

* Third, the "environment ". To circulate in the "paths" means to circulate outside of the urban accumulations, away from confused roads, far of the motorized vehicles, crossing natural parks, breathing pure air, reaching the mountain top with flaring landscapes where few had been before and where we feel them in intense communion with the Nature and, if we believe, with God Himself. Away from crowds and confusion of the cities where the spaces are inhuman builded according the motor vehicles that impregnates the air with pollution. We learn to know and to respect Mother Nature and, therefore, to be more intelligent and more conscientious citizens in presence of its innumerable threats. For us the progress it is not a fast automobile but one immovable tree in the top of a mountain. That’s how we create our "roots" and how we learn to love Mother Nature above all the other things.

* Fourth, the "friendship". Maybe one old-fashioned value that seems to be overtaked by today’s social life but that we care and increased by the solidarity links between the elements of the group. The friendship, for us is not a vacant term, but something that grows up and solidifies in the arduousness that we share, in the construction and the following of common values that united us, what the French call "l’esprit de corp" or that the old ones assigned with " et pluribus unum ". Therefore I affirm: - it is good to have friends.

* Fifht, the "spirit of sacrifice", which means to participate in something that it is extremely demanding from a physical and a mental point of view and to surpass the difficulties that we faced, "Situs, Altus, Fortus" seems to be one of our main mottoes. In fact, only someone with an enormous spirit of sacrifice can overcome the difficulty that is to up-hill a mountain with an inclination of 20% in a poor sandy path with the lungs and the pulse "breaking", arrive to the top and feel the enormous sensation of happiness. The words of an anonymous author resume everything: " Full of God, I fear nothing, because it comes what it comes, nothing will be greater then my soul ".

* In last, but not the least, the passion for the "physical fitness", to feel ourselves in peace with our own body, to cultivate the leisure and the physical aspect as a essential component of the welfare and to despise all those elements that are harmful to your body, as all the types of excesses. It’ s how we obtain superiors physical performances, in function of our age, and comparatively with many other people who confuse sedentary habits with happiness and becomes a kind of "loosers of the life" dragging its increasing obesity in the restaurants tables or in their car seats. When we walk on our beaches in the Summer time we find many adepts of the "eat & drink national sport" - standing before so many obesity is even to admire that there are no more illnesses on our society. To feel great physically, it’s also, like to the Renaissance’s man, to feel great mentally. Thus, we follow the principle of Juvenal of "Mens Sana in Corpore Sano".

domingo, 17 de dezembro de 2006

CABO CARVOEIRO AO INVÉS DE SAGRES

Pois é...

A logística pregou-me uma partida e o meu programado Tróia-Sagres não se concretizou ontem, sábado, 16 de Dezembro de 2006.

Ao invés aproveitei o dia, com o Mário Silva (*), o Vítor Louçã e o Zé Azurara, para ligar Bombarral a Peniche e regressar via Lagoa de Óbidos.

91 kms. de muito bom BTT a que não foi alheio o frio mas magnífico dia de sol. A minha forma física razoável permitiu-me terminar em bom estado mas não impediu o azar de uma queda estúpida praticamente parado e que me valeu um toque numa costela com o prognóstico expectante.

De resto a mistura de lama e areia nos pedais, aliada ao facto dos cleats estarem, há muito, gastos (foram os primeiros que montei no ido 1998 e que têm vindo a ser reaproveitados em sucessivos pares de sapatos) a proporcionarem algumas quedas "amadoras" de tal modo que parecia que me havia recém convertido aos SPD. Só visto!

O motivo da lesão também foi ridículo e deveu-se ao facto do punho ter ficado entre o solo e o peito, imagine-se. Espero que as sequelas não me impeçam de pedalar embora hoje me sinta muito melhor.

A volta foi fantástica com a passagem junto ao litoral entre o Forte do Paimogo (ao norte da Praia da Areia Branca, Lourinhã) e a Praia d'El Rei (Óbidos) e com escalas em locais magníficos como a Praia de São Bernardino, Peniche, Baleal, Lagoa de Óbidos, Olho Marinho ou Reguengo Grande a proporcionar momentos de grande interesse...

Como já afirmei, foram 91 kms., à média de 14,5 kms/h e cerca de seis horas e meia de pedal a fazerem-nos percorrer a distância entre o Olho Marinho e Bombarral já de noite sem outra luz que não fosse a do display do GPS. Também essa foi uma experiência interessante.

Uma grande jornada a repetir de modo reformulado...

__________

(*) - Mário Silva é um companheiro de pedalada de longa data e alguém com uma enorme experiência e "savoir faire" no pedal. Trata-se de outro dos "gurus" do BTT nacional ao nível da evasão "Cross - Country", i.e., longos passeios em ambiente informal, tal como o de ontem.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

E MAG "REVISTA DO PEDAL"

In http://www.revistapedal.com/revista/index.php pode ler-se:

É com um prazer especial que levantamos a “ponta do véu” da primeira e-mag (electronic magazine) nacional sobre BTT e Ciclismo.

Tudo começou com um projecto para revolucionar o mercado da informação da área do BTT e do Ciclismo. Rapidamente surgiu uma questão. Se estamos ligados a um desporto que convive com a natureza e supostamente se preocupa com esta, porquê andar a cortar árvores para fazer papel? Juntando a isto o crescimento da Internet como fonte principal de informação, surgiu a ideia de criar uma “revista” em formato digital para colocar on-line e de livre acesso para todos. Deste modo, não há problemas do preço de compra, não há problemas com distribuição e acima de tudo, poupam-se umas árvores!

Se uma das palavras de ordem era a preocupação com a natureza, a outra veio logo de seguida. Fazer crescer o mercado das bicicletas! Deste modo, estamos cá para informar o leitor e ao mesmo tempo ajudar as lojas e os importadores a divulgarem as suas novidades. Assim, teremos “bttistas” e ciclistas mais informados sobre tudo o que está ligado a estes desportos e ao mesmo tempo divulgamos as últimas novidades nacionais e mundiais do mundo das bicicletas.

O passo seguinte era fazer os conteúdos da e-mag. Como já tínhamos feito conteúdos para a revista em papel, foi fácil fazer uma grande parte deste número 1. Utilizou-se esses conteúdos de modo a poder agradecer às lojas e importadores que tinham trabalhado connosco. Tentou-se criar mais meia dúzia de reportagens pois o formato on-line não está limitado em número de páginas e passou-se para a montagem da e-mag. Podemos neste momento dizer que está tudo pronto a entrar on-line e que apenas falta resolver uns pequenos detalhes com algumas lojas e importadores.

Como a ansiedade era muita, decidimos abrir o site ao público e publicar a capa! É uma espécie de rebuçado para os leitores. Podem ver a capa e uma parte dos conteúdos deste primeiro número. Dentro de dias será colocada on-line a e-mag completa, por isso, visitem o site regularmente para a poderem ler na íntegra.

Com os melhores cumprimentos,

E-MAG Pedal

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

MARÃO - O PASSEIO PERFEITO

Quem anda nisto (leia-se no BTT) há já algum tempo tem intensas memórias de passeios, quase todos num passado mais ou menos distante, com traçados inesquecíveis cruzando locais incríveis. Porém, nos anos que levo da modalidade com muitas milhas palmilhadas em todos os distritos e regiões autónomas do luso rectângulo este gélido domingo, dia 10 de Dezembro do ano da Graça de 2006, constituiu-se, sem dúvida, como o “Passeio Perfeito”.

O FSM (*) nem queria acreditar quando lhe apareci à porta de casa em Lousada no sábado à noite. O destino tem destas coisas e ele ditou, precisamente, que ficasse hospedado em casa de amigos a menos de uma centena de metros da sua casa.

Naturalmente que ficou logo, sem a mínima hesitação, agendado para as 08:30 do dia seguinte uma incursão aos altos do Marão e Alvão que se apresentavam intensamente brancos em virtude do nevão dos dias anteriores. A neve estava ainda bem cem conservada a partir dos 1000 metros com as baixas temperaturas que se faziam sentir.

Está fácil de entender porque foi este o “Passeio Perfeito”: tudo, mas mesmo tudo, correu da melhor forma, não há um único senão ou algo menos correcto como se tudo resultasse a uma programação cuidada e como se aquela actividade física, apesar do frio agreste, fosse para nós, algo de tão natural como respirar e viver.

Após o Buondi da praxe, ainda em Lousada, rumámos pela A11 / A4 e IP4 e, poucos quilómetros volvidos após Amarante, deixámos o carro no vale no início da subida do IP4 para o Alto de Espinho na cota dos 260 metros literalmente na “Rua” (nome da localidade). À sombra, o gelo abundava ainda e iniciamos a subida por asfalto pela estrada 574. Ambos levámos configurações de Cross-Country pois as ascensões eram de respeito em termos de quilometragem.

Nunca estamos verdadeiramente preparados para um frio tão intenso, na verdade planeava apenas efectuar um simples passeio e tinha roupa para o Inverno embora não o suficiente para manter pés e mãos razoavelmente quentes. O problema são mesmo os dedos das mãos e dos pés (sobretudo estes últimos) que, à falta de uma protecção exterior do sapato, permanecem sem sensibilidade, sobretudo à medida que ascendemos e que a neve a derreter implica inevitavelmente molhar as meias.

Após a difícil habituação inicial ao frio uma primeira paragem quase na Portela do Lameiro Longo junto a uma das inúmeras quedas de água para continuarmos e abandonarmos o asfalto na Portela dos Trigais. Estamos agora na cota dos 676 metros que percorremos com o Covelo do Monte lá embaixo e continuamos para os 800 metros com o vento e o frio a aumentarem a sua intensidade mas com as paisagens cada vez mais deslumbrantes.

Percorremos a cota dos 1000 metros, cruzando o Alto de Espinho, paralelos ao IP4 com a Pousada de São Gonçalo lá embaixo e a Senhora da Serra, alva e altiva, do outro lado. É aqui que começamos a pedalar na companhia da neve que não mais nos abandonará enquanto não descermos de cota.

Mas o pedaço mais interessante começava apenas agora: o caminho do Alvão trazia a neve intensa e as paisagem alpinas dos verdes e profundos vales, como se de aguarelas se tratassem. Trata-se da região da Campeã, magnífico postal a deslumbrar-nos profundamente.

Cruzamos a 304 não sem antes atingirmos o miradouro com visão para norte. Daqui a vista é fantástica: desde o inconfundível Monte Farinha, “já ali embaixo” ao Gerês e ao Larouco com os cumes intensamente gelados a visão delicia e faz-nos esquecer, por instantes, os dedos enregelados em virtude da comunhão com a Natureza.

Continuamos em direcção ao Alvão por um estradão que serve o parque eólico e que passa na cota superior a Vila Cova e ao santuário de Nossa Senhora de la Sallete em terras de antigos mineiros. E aqui ascende-se, e de que maneira, até aos 1200 metros (topo da nossa incursão). São caminhos já percorridos pelo autor destas linhas, por duas vezes, de modo pedestre há tempos (embora sempre no Verão).

Quando viramos para leste está tudo nevado junto aos moinhos. Revela-se-nos a típica visão do cimo desta encosta do Alvão com Vila Real bem lá embaixo e durante quilómetros pedalamos em cima de neve até atingirmos a Barragem Cimeira completamente enregelados. Tempo de lenta descongelação junto ao borralho da salamandra da “Cabana” saboreando uma alheira na brasa e broa durante muito tempo, por forma a recuperar o tacto nas mãos e nos pés.

Fizémo-nos de novo ao caminho de regresso pela mesma via até à 304. Curioso como o mesmo percurso na neve, desta vez a subir, tem consequências térmicas diferentes. No entanto dos 1200 metros até à estrada 304 aproveitamos o largo estradão, agora descendente, para rolar rápido e ganhar tempo.

Depois da estrada o percurso de regresso é diferente. Após uma subida inicial eis que se abrevia a descida por trialeiras medonhas até reencontramos de novo a já conhecida 574 que descemos em velocidade estonteante até recuperarmos a viatura automóvel.

No final cerca de seis horas a pedalar para uma distância de mais de 71 kms., a saída com o gelo a derreter, por volta das 09:30 com o regresso no limite da razoabilidade da luz solar, i.e. pelas 16:45. O track GPS, tendo ficado interrompido pelos 32 kms. mostrava já 1500 metros de acumulado. As Kcal consumidas não foram compensadas, , por certo, pela singela mas saborosa alheira e o banho quente e o jantar souberam como poucas coisas na vida anteriormente.

Foi assim o “Passeio Perfeito”. Para mais tarde recordar.

_________________

(*) – Para quem ainda é novo nestas andanças FSM são as iniciais de Francisco Soares Moura, um dos gurus do BTT. A velha máxima “Gosto é Disto!” foi agora substituída por “Isto (o BTT) dá-nos anos de vida!” e tal como a anterior, constitui uma incontornável verdade.

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

BTT EM PENELA NUM SOBE E DESCE CONSTANTE



Este fim de semana em Coimbra tive ocasião de rever o Nuno Duarte e o Pedro Santos (lembram-se?).

Ontem fomos pedalar até Penela nas serras de Santa Maria e Rabaçal (a nascente do Sicó).

À excepção do Castelo do Rabaçal nunca por ali havia, antes, estado. Foram 36 kms. mas com um acumulado de 1700 metros em lugares espectaculares e correspondentes, grosso modo, à "maratona de São Miguel" que ali se disputou em 23 de Setembro último (versão de 40 kms.).

A altitude acumulada em função da relativamente curta distância diz bem das dificuldades e da orografia.

A paissagem era extraordinária assim como os pisos que alternaram
entre o estradão e o single-track com muitas descidas e subidas para
todos os gostos.

Recomendo vivamente!

PS: Veja-se http://www.miroelectronics.com/pagina/

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Edição 2006 da Volta a Mafra em BTT


Crossing the beautiful Tapada is the ex-libris of the "Volta a Mafra"

ORGANIZAÇÃO

Apenas a “pseudo-refeição” manchou a organização desta “Volta a Mafra 2006”. De facto concordo com as críticas daqueles que referem que, por 15 unidades de conta europeias, se poderia ter ido mais além daquela merenda terceiro mundista. Quanto ao que verdadeiramente interessa, isto é, o ciclismo nada há que apontar a uma organização que, de há uns anos a esta parte, tem vindo a promover Mafra através de inúmeros eventos BTT e pedestres. De facto o meu amigo e colega Pedro Liberto sabe o que faz e torna-se muito difícil encontrar defeitos quando quase tudo roça a perfeição. Repare-se no seguinte pormenor: a partida real efectua-se na entrada do CMEFED e os primeiros quilómetros pela Tapada Militar (primeiro) e Tapada Real (de seguida) são praticamente planos ou descendentes e só após a primeira passagem pelo Vale da Guarda se iniciam as ascensões verdadeiramente mais duras. Tal circunstância permitiu, em primeiro lugar, dispersar o pelotão e, em segundo, dosear o esforço da melhor maneira por forma a que um aquecimento pudesse ser efectuado de forma correcta preparando o corpo para os esforços que se adivinhavam.

OLD FRIENDS

Foi interessante, do ponto de vista pessoal, rever muita gente conhecida. De facto para além do habitual Jorge Cláudio, revemos o Zé Luz, de modo episódico, já que inexplicavelmente ficou para trás (terão sido os calções da “Maia Cycles”?), o Vítor Louça, o Luís Gomes, os alvaladenses, Lança, Raposo ou Matias, o Carlos Martins (inagine-se!) e espero não ter esquecido ninguém. O

PERCURSO

A fórmula está testada e é correcta. Trata-se de um circuito em “8” com partida do Parque Desportivo Municipal, passagem a meio e final no mesmo local. No fundo é uma espécie de “4 em 1” ou seja, 100 kms. divididos por 4 onde se pode optar pela distância que mais nos convém. Os primeiros 25 quilómetros foram corridos integralmente no interior da incrível Tapada de Mafra, primeiro em plano depois iniciando as subidas de forma gradual mas cada vez mais consistente pelo que a dureza até ao primeiro reabastecimento já a pesar um pouco. A segunda etapa (kms. 25 a 50) correspondeu à saída da etapa até ao Pavilhão, de novo e foi tempo de duas enormes e duras subidas equivalentes às saídas dos vales do Rio do Sobral e do Rio do Cuco. Como a experiência dos organizadores lhes indica que a distância de 50 kms. é a que corresponde à maior adesão estes fazem-na coincidir com a passagem pelo Pavilhão Municipal evitando, desta forma, terem de transportar os ciclistas de regresso. Assim foi de novo tendo a maioria optado por aqui ficar em detrimento dos 75 ou 100 kms.

A MINHA MARATONA

Como é habitual sai sem qualquer preocupação de acelerar ou de ganhar posições preocupando-me, de início e em virtude do facto de o percurso ser rápido e com algumas viragens sinuosas e acidentadas, em evitar quedas ou contactos que comprometessem o percurso. Assim foi até ao primeiro reabastecimento (e final da etapa 1) algures entre o Celebredo e o portão do Codeçal. Aqui procurei repôr algumas energias circulando sempre em conjunto com o Jorge Cláudio. A partir daqui começaram as grande dificuldades ascensionais. Primeiro a Serra do Chipre (junto ao Gradil) e depois as já referidas saídas dos vales dos Rios. Sai-me muito bem dos testes apesar do momento de forma não ser o melhor. De facto, sobretudo nas subidas dos vales, e por comparação com os demais que circulavam praticamente apeados, a condição de ser dos poucos que subiram a pedalar e num ritmo consistente, a deixar-me satisfeito. Aos 50 kms. a ideia era mesmo continuar até final. No entanto dois factos fizeram-me repensar esta premissa: o Jorge Cláudio ficava por ali tendo de prosseguir a solo (se tal é possível no meio de tanto ciclista) e, sobretudo, o tecto de nuvens a ameaçar uma chuvada eminente. De resto a decisão acabou por se revelar acertada já que a precipitação não demorou. Do ponto de vista físico a sensação de pouco. Esta diferença entre os 50 ou os 100 kms. foi, de resto, a diferença entre um “bom treino” ou um “bom empeno”! O espírito da maratona esteve presente de tal forma que nem me preocupei em controlar cedo no final dos 50 kms. De facto, enquanto equacionava se continuaria, ou não, deixei-me ficar a comer na pista de tartan do estádio e, só após, controlei os 50 kms. pelas 12:40...

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

MEMORANDUM ACERCA DO ENQUADRAMENTO LEGAL DA CIRCULAÇÃO RODOVIÁRIA DE BICICLETAS EM PORTUGAL

The Portuguese Highway Code Must be Bike Friendly Just Like the Others Codes of the EU Member States.

Documento apresentado na cerimónia de apresentação dos “Prémios de Mobilidade” promovido pela FPCUB no dia 20 de Setembro de 2006 em Lisboa.

1. STATUS QUO

Apesar de em Portugal nos últimos anos termos vindo a assistir a um grande aumento da utilização da bicicleta em situações de lazer ela é já, para muita gente, um modo de transporte que deve ser promovido e incentivado em Portugal.

Na União Europeia (UE) existe uma enorme preocupação em fomentar e promover a utilização da bicicleta como forma de mobilidade sustentável, não poluente, ecológica e saudável, quer como meio de lazer, quer para as pequenas deslocações pendulares.

De resto e tradicionalmente muitos países europeus têm fortes tradições nesta matéria e a bicicleta surge em alguns deles como uma espécie de “imagem de marca” ou de “exlibris”.
A Holanda tem neste veículo uma imagem que rivaliza com os moinhos ou as túlipas.

Apesar de uma recente revisão, o Código da Estrada (CE) português ficou, nesta matéria, muito aquém do desejável pelo que se impõe, no que à bicicleta diz respeito, uma revisão urgente do mesmo.

Não se pense que este enquadramento legislativo é algo de esotérico ou de exclusivo dos países do norte da Europa onde, tradicionalmente, a utilização da bicicleta é mais usual. Em Espanha, país com o qual as nossas afinidades culturais são mais do que óbvias, o CE é, nesta matéria, dos mais avançados da Europa.

2. NECESSIDADE DE UNIFORMIZAÇÃO

Em termos legislativos impõe-se assim, que os diferentes CE, definam medidas, de preferência uniformes a todo o espaço europeu e que, na nossa perspectiva, protejam as deslocações em bicicleta, até porque os ciclistas são dos mais vulneráveis utentes da estrada.

O aspecto da necessidade de uniformização dos CE é muito importante, seja ao nível dos esforços para uniformizar as diferentes legislações dos Estados Membro em geral, seja para enquadrar legalmente as deslocações em bicicleta, em particular.

Assim, particularmente importante é o Parecer do Comité Económico e Social Europeu sobre o “Código da Estrada e do Registo Automóvel Europeu” (parecer 2005/C 157/04) com o intuito de aproximação das legislações no que se refere à circulação rodoviária.

Vai-se, inclusivamente, mais longe falando-se que esta “uniformização” deverá de estar na base de um “código europeu” e sugerem-se a harmonização de determinadas regras de condução (ponto.6.4) designadamente a “definição uniforme e regras aplicáveis aos diferentes utilizadores da via pública e, em particular a motociclos, quadriciclos, triciclos, ciclomotores, velocípedes e utilizadores de patins em linha ou de pranchas com rodas bem como a condutores menos-válidos” (alínea q).

Assim é fundamental corrigir as omissões e lacunas do CE português, no que diz respeito à segurança dos ciclistas.

Aqui socorremo-nos do excelente documento pdf online do eng. Mário Alves (http://www.geocities.com/mario_j_alves/Alteracoes_ao_CE_V7.pdf) em que sugere determinadas alterações ao CE português e com o qual nós concordamos plenamente e que nos permitimos aqui seguir, parcialmente, nesta nossa apresentação.

3. A BICICLETA É UM VEÍCULO!

Começamos por sugerir que, acima de tudo, “a bicicleta é um veículo” ou seja o ciclista ou grupo de ciclistas “as to be seen and must act as traffic!”. Isto é o ciclista deverá deser tratado e de actuar como qualquer condutor de um veículo motorizado.

Esta é, queiramos ou não, a única forma de garantir a segurança na via pública e é este o princípio norteador de todo e qualquer enquadramento legislativo respeitante à bicicleta e ao modo de regular a sua circulação na estrada.

Porém existe algo de paradoxal: a bicicleta está definida no Código da Estrada como um veículo mas não se exige a obrigatoriedade de uma “carta de condução”. Ou seja, qualquer pessoa, de qualquer idade ou condição física poderá conduzir uma bicicleta.

É assim sugerido pelo eng. Mário Alves que “Como forma de evitar a responsabilidade e tratamento de crianças que ainda não possuem capacidades psicomotoras para actuarem como condutores de um veículo, o código deverá estabelecer, a exemplo de outros códigos europeus, que ciclistas menores que 10 anos de idade podem ser autorizados a utilizar os passeios.”

Do mesmo modo a educação rodoviária tem de fazer parte dos “curriculae” por forma a conferir competência teóricas mínimas para se estar “no tráfego” independentemente da idade e da circunstância de se possuir, ou não, uma carta de condução.

Mas quais são os principais problemas do CE português no que à bicicleta diz respeito?

4. PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA

No qual se define que “o peso do veículo a determinada velocidade é proporcional à sua perigosidade para terceiros”. Tal é particularmente importante no caso da bicicleta já que, em caso de acidente, o seu condutor é sempre aquele que sofre as maiores lesões físicas. Torna-se natural que o condutor de veículos mais leves actue, ou deva actuar, de forma mais defensiva. Assim sendo será igualmente lícito supor que a lei deva ajudar a proteger o mais vulnerável.

Torna-se assim essencial que, para além do desenho urbano e de barreiras físicas, também por via legislativa, sejam introduzidas medidas que permitam a acalmia do tráfego pelo abaixamento da velocidade dos veículos motorizados e pela imposição de regras de convivência entre veículos de diferentes pesos.

Tal pode ser alcançado através da definição de comportamentos padrão que uns deverão de adoptar na presença de outros sob a forma de regras de utilização da via pública por forma a permitir que exista uma convivência harmoniosa e de, por essa via, se reduzir a sinistralidade e até melhorar as condições ambientais.

5. POSIÇÃO DE MARCHA E CIRCULAÇÃO A PAR

Define actualmente o CE, no seu artigo 90, n.º 2, que os condutores de velocípedes “devem transitar o mais próximo possível das bermas ou passeios, mesmo nos casos em que, no mesmo sentido de trânsito, sejam possíveis duas ou mais filas.”

Ora, em nome do princípio da prudência, tal constitui, em nossa opinião um erro crasso e vai contra o estabelecido na maioria dos CE de outros países europeus. Nessas legislações a posição de marcha deve de ser decidida casuisticamente pela percepção que o condutor do veículo tem da conjuntura rodoviária do momento.

De facto, quem é ciclista, sabe que, muitas vezes, cumprir o disposto no art. 90 implica que, em vias pouco largas, haja um automobilista que nos ultrapassa ao mesmo tempo que, no sentido contrário, nos cruzamos com outro veículo motorizado.

Já para não falar que, esta obrigatoriedade implica circular em condições que, só por si podem gerar acidentes pela proximidade da berma ou do passeio. São situações de perigo potencial elevado que a legislação não pode permitir.

De igual modo, o artigo 90, n.º1, e) impede a circulação a par de velocípedes o que, pelos mesmos motivos, é geradora de situações de potencial sinistralidade. É importante que, à semelhança de um único ciclista, um grupo de ciclistas constitua uma espécie de “unidade orgânica”, ou seja, ser entendido como um “único veículo”.

Este sentido gregário é, muitas vezes determinante em termos de segurança de individual de cada um dos elementos do grupo podendo ser utilizado em situações de treino desportivo, lazer ou até em movimentações utilitárias de bicicletas.

Esta preocupação está devidamente salvaguardada em diversos CE de países europeus. Seria importante que o CE português permitisse que os ciclistas pudessem circular a par bem como salvaguardar que, um ciclista ou um grupo de ciclistas, muito embora circulando o mais próximo possível das bermas e passeios, poderá conservar destes uma distância que lhe permita evitar acidentes, ou seja, alinhado como na posição do condutor de um veículo automóvel, a mais ou menos dois terços da faixa de rodagem.

6. PRIORIDADE DE PASSAGEM

Também aqui o enquadramento legal do CE português, no seu artigo 32.º, n.º 4. relativamente aos ciclistas ou grupo de ciclistas é “sui generis” já que ele são descriminados relativamente aos demais veículos.

A famosa regra da “prioridade à direita” não se aplica, inexplicavelmente, aos ciclistas ou grupo de ciclistas. Nenhum outro CE europeu mantém esta discriminação que é geradora de confusões generalizadas mas, acima de tudo, de desprotecção grave do ciclista e criadora de perigo potencial de acidente.

O mais curioso é que os automobilistas, no geral, agem intuitivamente como se a bicicleta tivesse, legalmente, prioridade, uns por ignorância mas certamente a maioria por bom senso, pelo que há, também por esta via, uma desadequação nítida do CE.

A alteração do art.º 32, n.º 4, normalizando as regras de prioridade para todos os veículos será da maior importância e servirá para proteger o ciclista ou grupo de ciclistas nas situações de cedência de passagem.

7. ULTRAPASSAGENS

Há uma omissão completa relativamente às situações de ultrapassagem de ciclista ou grupo de ciclistas no CE português.

Será importante que os automobilistas sejam obrigados a ultrapassarem um ciclista ou grupo de ciclistas, utilizando a faixa contrária, que se estabeleçam limites de velocidade nessa manobra (ou pelo menos de diferença de velocidade entre os veículos em presença), no cuidado que deverá de ser tido em conta quando se ultrapassa cruzando com um ciclista ou grupo de ciclistas em sentido contrário ou até permitindo a ultrapassagem a ciclista ou grupo de ciclistas transpondo a linha contínua desde que as condições de visibilidade permitam efectuar esta manobra em segurança.

8. CICLOVIAS

Um pouco por todo o lado têm surgido inúmeras ciclovias como forma de propiciar a circulação em bicicleta. De facto elas são um contributo importante nesse sentido desde que reunam as condições necessárias a uma movimentação de ciclistas o que, infelizmente, nem sempre é o caso.

Não se compreende assim que o CE determine no seu art.º 78 que as mesmas são de utilização obrigatória. Veja-se, por exemplo, o caso de um ciclista que utilize uma bicicleta de estrada dotada de pneumáticos estreitos e que terá sérias dificuldades em circular por muitas dessas infra-estruturas não lhe restando alternativa outra que circular na estrada.

O art. 78 surge assim como um desses exercícios voluntaristas, por parte do legislador, mas inconsequentes na prática. Deverá pois ser eliminado.


Estas são, em suma, as nossas principais objecções ao CE português relativamente à circulação em bicicleta. A FPCUB espera, em breve, promover uma iniciativa que, junto do Executivo e da Assembleia da República possa efectivar uma alteração legislativa que permita ao CE estar na linha da uniformidade com as legislações congéneres da EU no que à bicicleta diga respeito.

Lisboa, 20 de Setembro de 2006

Cerimónia de Entrega dos "Prémios Mobilidade em Bicicleta" da FPCUB

The good examples must be rewarded!

Decorreu hoje em Lisboa no auditório do metropolitano a entrega do "Prémio Nacional Mobilidade em Bicicleta" da FPCUB - Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta.

Os Galardões foram atribuídos em quatro categorias: Individuais, Transportes Colectivos, Autarquias e Comunicação Social.

Na categoria de individuais o galardão foi atribuído a Crisóstomo Teixeira, antigo presidente da CP.

Na categoria de Transportes Colectivos:

. Metropolitano de Lisboa – facilidades nos fins de semana e, mais recentemente à noite durante os dias úteis.

. Fertagus – facilidades nos transportes ao fim de semana e fora das horas de ponta

. Refer – pelo projecto das ecovias

. CP – pelas facilidades concedidas na zona de Lisboa

. Metro do Porto – pelas facilidades concedidas aos fins de semana e fora das horas de ponta. Saliente-se que, em intervenção, o representante da empresa lançou o repto à FPCUB de colaborar com a empresa na expansão da articulação intermodal entre bicicleta e transporte colectivo.

Na categoria de Autarquias:

. Câmara Municipal de Aveiro – pelo projecto inovador das “BUGAS”

. AMAL – Grande Área Metropolitana do Algarve pelo projecto da Ecovia do Algarve

Na categoria “Comunicação Social”:

. À revista Bike Magazine – pela promoção da bicicleta sobretudo na sua vertente Todo o Terreno

. À jornalista Inês Ventura da Secção Local do Jornal Público pela divulgação da mobilidade em bicicleta.

Houve algumas intervenções entre as quais se destacam as do presidente da FPCUB, José Caetano que retratou o status quo actual da bicicleta em Portugal e aquilo que ainda falta fazer e que as próprias empresas de transporte, ora galardoadas, podem ainda fazer como, por exemplo a colocação de calhas nas escadas do Metropolitano de Lisboa ou estruturas de aparcamento de bicicletas nos átrios das estações para fomentar a intermodalidade.

Este vosso humilde criado teve, igualmente, oportunidade de proferir uma comunicação, centrada no tema das alterações legislativas que importa efectuar ao nível do Código da Estrada para o aproximar das outras legislações europeias no que à bicicleta diz respeito.

O texto da minha comunicação será enviado num outro “post”.

Destaque ainda para a intervenção do Prof. Paulo Esperança do ISCTE utilizador diário de bicicleta que destacou a sua experiência e a necessidade reparar o corte da ciclovia Telheiras- Campo Grande bem como de a estender até à Baixa e de criara a famosa ciclovia ribeirinha Jamor – Trancão.

Por último, mas não por menos, a intervenção da Sra. Secretária de Estado dos Transportes, Eng. Ana Paula Vitorino, que anunciou, em primeira mão duas novidades da maior importância:

. A partir de 01 de Outubro nos suburbanos da CP do Porto aos fins de semana transporte gratuito de bicicletas

. A partir de 01 de Outubro nos barcos da Transtejo e Soflusa transporte gratuito de bicicletas aos fins de semana e dias úteis fora das horas de ponta.

Em suma, foi um excelente evento e que já teve um efeito prático de ganho nos anúncios da Secretária de Estado.


quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Camiño Natural de las Vegas del Guadiana y las Villuercas (Via Verde)

Hot summer in the spanish Extremadura fields, nevertheless a good day for mountain biking

O projecto das "Vias Verdes" espanholas além de constituir um excelente exemplo (que de algum modo está a ser seguido em Portugal, embora a uma velocidade infinitamente mais lenta) é uma referência em termos internacionais podendo afigurar-se como uma das melhores redes de caminhos para bicicletas existentes em toda a Europa.

Várias vezes aqui temos chamado a atenção para este projecto (que pode ser consultado em http://www.viasverdes.es ) e sempre que temos oportunidade nós aí vamos, sobretudo, se forem perto da fronteira portuguesa.

Foi o caso do Verão de 2002 em que pedalámos na Andaluzia na Via Verde del Guadiana entre Puerto de la Laja (perto de Pomarão, mas na outra margem do Guadiana) e a abandonada Mina de Santa Isabel e na Via Verde del Litoral (entre Ayamonte e Gibraleon). Sobre uma e outra pode ler-se em http://www.geocities.com/caminhos_2001/viaverdeguadiana e
http://www.geocities.com/caminhos_2001/viaverdelitoral .

Recentemente foi inaugurada, na Extremadura espanhola, mais concretamente, entre Villanueva de la Serena (província de Badajoz) e Logrosan (província de Cáceres) mais uma destas vias, numa extensão de 56 kms.

Como fui passar uns dias de férias, no final de Agosto de 2006, aproveitei para aí me deslocar. Trata-se de um antigo troço ferroviário que nunca foi utilizado e que tem seis estações (cinco
abandonadas Rena (km10), Campolugar (km20), Madrigalejo (km29), Zorita (km42) e Logrosán (km56). Começa (ou acaba) a cerca de um quilómetro da estação de Villanueva (esta em pleno uso ferroviário. De referir que, em breve, será completada a ligação a Guadalupe (UNESCO world heritage).

Como estas coisas são melhor efectuadas em conjunto fiz-me ao terreno com a minha companheira (Carmen) e a minha filha (Patrícia). Para garantir o regresso deixei-as em Villanueva (km 0), pelas 10:00 (11:00 locais) onde começaram a pedalar tranquilamente. Segui de carro até Logrosan onde iniciei então o acto de pedalar. O camiño começa (ou acaba, como queiram) no local da estação que fica cerca de um quilómetro abaixo de Logrosan pelo que cobri essa distância de bicicleta já que não é aconselhável estacionar o carro num ermo. A ideia era cobrir a distância até as encontrar e depois regressar com elas (cruzei pelo quilómetro 22 pelo que, no total efectuei para cima de 70 kms.).

No entanto aquilo que, à partida, se afigurava fácil acabou por se tornar complicado tendo o objectivo sido cumprido mas com uma dureza que não era, à partida, expectável, senão vejamos:

. A temperatura ambiente era absolutamente sufocante, estiveram para cima de 40º C durante boa parte da travessia;

. Tirando uma povoação que fica junto à segunda estação (Campolugar km. 10) nada mais existe pelo camiño à excepção de casas isoladas ou quintas. Tampouco se vislumbra vivalma.

. Apesar de termos partido com os CamelBak repletos de água esta veio a faltar a cerca de 15 kms. do final situação que revelou complicada de gerir embora, felizmente, o
calor se fosse reduzindo com o passar das horas.

. Dois furos (todos "não tubeless") que tiveram de ser resolvidos "ao sol" na ausência de quaisquer sombras.

. Uma pequena queda da Patrícia que sofreu um arranhão ligeiro na perna direita obrigou a nova pausa adicional (ao sol bem entendido).

. Na povoação de Logrosan, no final, ninguém vendia garrafas de 1.5l. pelo que apenas as encontrei num supermercado.

A pista está em magnífico estado (foi terminada recentemente) e consta de um tapete de tout-venant bem compactado sobre o balastro excepto num troço de cerca de 2 quilómetros uma vez que aí a ferrovia foi "engolida" por um milharal pelo que se pedala num caminho paralelo). A
sinalização é irrepreensível.

A primeira parte tem uma vegetação mais verde e atravessa os campos irrigados das chamadas "Vegas Altas" do Guadiana. Para além de pequenos bosques aqui e ali imensos milharais e arrozais bem como canais de irrigação cruzamos igualmente os rios Guadiana e Ruecas. À
medida que vamos progredindo entramos na chamada "pre-serra" villuerquina nos 400/500 metros altitude (Villuercas – maciço montanhoso entre Tejo e Guadiana), embora a subida seja muito suave e entramos em zona de sequeiro e montado muito bonita em termos paisagísticos e ambientais.

As seis estações estão abandonadas e estão apetrechadas com bancos, estacionamento de bicicletas e um mapa explicativo porém as sombras não abundam ou pelo menos não coincidem com os bancos.

A melhor parte do percurso foi o banho proporcionado por uma daquelas gigantescas estruturas metálicas de rega que nos proporcionou um banho espontâneo e muito apreciado tendo em conta as circunstâncias climatéricas.

A cerca de dez quilómetros do final resolvi acelerar sozinho por forma a alcançar a viatura que estava 1 km. "acima" do final na abandonada estação de Logrosan. O problema foi que o ritmo acelerado ainda forçou mais a sede pelo que no final da subida cheguei completamente seco.
Foi um duro teste mas valeu a pena pegar na viatura e na água e voltar lá abaixo a tempo de ver as caras de satisfação de quem só naquela altura alcançara o final.

No final a satisfação do dever cumprido. É, sem dúvida, um lugar a revisitar.

Links:

. Imagens - http://www.costadulce.com/viaverde.html#
. Descritivo - http://es.wikipedia.org/wiki/Camino_natural_vegas_del_guadiana
Ficha Técnica - http://www.ffe.es/viasverdes/viasv_htm/vv_vegas_villuercas.htm

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Tiger Leaping Gorge – O Yang Tse às Portas do Tibete




Uma busca na Internet por “Tiger Leaping Gorge” mostrar-nos-à que é um dos trilhos para trekking mais famosos do mundo. Fica perto da cidade de Lijiang (world heritage) berço da minoria Naxi, na província de Yunnan, China, mesmo às portas do Tibete.

Tive a sorte de o poder efectuar, não pelo trilho tradicional (o superior), mas pelo parque do mesmo nome com um trajecto “civilizado” escavado na rocha ao bom estilo das levadas madeirenses embora com uma largura bem mais ampla.

O fenómeno natural que ali se vislumbra, num percurso de ida e volta de mais de cinco quilómetros, é a passagem do imenso Yang Tse numa estreita garganta.

Se quisermos é um “Pulo do Lobo” à escala chinesa: mais rio, mais caudal com o tigre a saltar mais largo que o Lobo do Guadiana. Trata-se de um espectáculo digno dos deuses já que a força da natureza é pungente.



O percurso de baixo desenrola-se ao longo de cerca de cinco quilómetros, planos, em ida e volta e tem algumas passagens de cortar a respiração em virtude da força do rio que é estrangulado naquele imenso canyon encravado entre duas das mais altas montanhas do Mundo: a Jade Dragon Snow Mountain (5600 metros) e a Haba Snow Mountain (5396 metros).

BIKING ON CHINA JUL06 (1)


A imagem é em Yang Shuo, Guillin, R.P. China e em Julho de 2006.

A bicicleta foi o veículo escolhido para visitar a zona envolvente que é caracterizada por uma paisagem de modelação cársica impressionante e única no mundo conforme pode ser observada em fundo da fotografia.

Foi a minha primeira experiência em tandem.

segunda-feira, 31 de julho de 2006

Trilhos de Taipa e Coloane (R.A.E.Macau)

The portuguese legacy of Macau make us feel just like at home

A ideia que todos formulamos de Macau é de um território pequeno mas com uma densidade populacional que o tornam num dos mais densamente povoados do mundo.

Tal é, parcialmente, verdade.

De facto aquele antigo território português na China tem uma população de cerca de ½ milhão de habitantes para uma área de apenas 25 kms2 ou seja, uma urbe densa e de edifícios muito altos. O mais curioso é que essa área tem vindo a ser sucessivamente acrescentada através de um número crescente de aterros aproveitando a circunstância de estarmos no delta do Rio das Pérolas numa zona de fundos baixos. Assim a noção tradicional de uma península e duas ilhas foi completamente alterada porque as ilhas de Taipa e Coloane estão já ligadas por um istmo artificial, o “Cotai”.

As ilhas são, do ponto de vista paisagístico, os locais mais interessantes do pequenos território. Se a Taipa está quase completamente urbanizada praticamente rivalizando em termos de “skyline” com a cidade, já Coloane, por seu turno é uma pérola natural com alguma ocupação humana mas racional e onde o verde prevalece proporcionando uma rede de trilhos bem conservados e assinalados que fazem as delícias de quem gosta de caminhadas na montanha: (veja-se a descrição)

Sem embargo, também a Taipa, apesar da intensa urbanização tem dois trilhos interessantes que proporcionam, acima de tudo, das melhores vistas do território: (veja-se a descrição)

Merece ainda referência, na cidade de Macau, os circuitos de manutenção situados em jardins: (veja-se a descrição).

De facto é incrível como numa cidade tão densa se arranjam dois oásis. Os jardins de Macau são incrivelmente belos e o da Guia bem merece uma visita.

Como é óbvio procurámos percorrer todos estes locais em Julho passado.

Fazer trekking num local como Macau não é fácil já que tem uma enorme dificuldade em função da conjugação do calor e da humidade. É algo a que, por cá, não estamos habituados e que obriga a um esforço acrescido e a uma preocupação adicional com a hidratação. No entanto uma boa forma física e um cuidado com a água são suficientes para podermos desfrutar de locais magníficos do ponto de vista ambiental.

O primeiro a ser percorrido, de forma solitária, foi o chamado “Trilho da Taipa Grande”. Trata-se de um trilho que circunda a maior elevação da ilha da Taipa (160 m.) e que proporciona uma visão agradável da cidade de Macau, das embarcações que demandam o Porto Exterior das pontes (sobretudo da Ponte da Amizade) do Aeroporto, da ilha de Coloane, da urbanização densa da Taipa e da Vila Tradicional (um núcleo urbano de características coloniais que resistiu ao avanço do betão). São pouco mais de dois quilómetros interessantes mas cujo aliciante foi, acima de tudo, abrirem o apetite para os trilhos de Coloane.

No dia seguinte, já acompanhado, foi dia de Coloane e começámos pela praia de Hac-Sa. Trata-se de uma espectacular praia e urbanização com um único e incontornável problema: a qualidade da água de banhos. De facto estamos no delta do Rio das Pérolas, nas margens do qual habitam 600 milhões de pessoas (leram bem)! É fácil de adivinhar porque é que a praia não é frequentada. O trilho percorre o litoral em cerca de 1000 metros é apenas mais um aperitivo para a “pièce de résistance”: o “Trilho de Coloane”.

Este “apanha-se” umas centenas de metros volvidos na estrada e entra-se por um dos três parques de merendas onde começa a subir fortemente. Valem-nos os novos materiais sintéticos que evitam que a t-shirt se transforme em sweat shirt. Atingido o patamar da cota de circulação dos 8 quilómetros (acima dos 100 metros) começamos a contornar por poente o maciço central. Este é o “trilho dos trilhos” de Coloane e que se interliga com todos os outros pelo que é necessária alguma atenção para manter o rumo certo.

A flora é algo de deslumbrante e são de destacar as vistas para a praia de “Hac Sa” e para a vila de Coloane, e o continente chinês que está separado por menos de uma centena de metros de um braço do Rio das Pérolas. A nascente e ao longe a ilha de Lantau em território de Hong Kong e o vai e vem constante dos jetfoil.

Destaque para o topo do maciço central da ilha e para o templo e estátua gigante da deusa A-Ma num cenário de sugestiva inspiração cénica.

No dia seguinte tentou-se fazer a zona NE. Se bem que não era possível efectuar o chamado “trilho de Nordeste” optou-se pela zona da barragem de Hac Sa numa zona muito interessante e em que a presença turquesa da água da barragem é o tema dominante.

Duas curiosidades apenas: em toda a actividade apenas nos cruzámos com dois pedestres e, infelizmente os trilhos estão vedados a ciclistas e que pena esta circunstância já que seria fantástico percorre-los também desta forma.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Maratona Internacional da Raia 2006

The Rollo Square in Zarza la Mayor at Caceres Province.

Gostei tanto de lá ter ido que até mereceu a pena não assistir a boa
parte do Portugal – Inglaterra. Assim sendo acho que merece um relato
à maneira antiga até, do meu ponto de vista, porque há muito para contar.

BANDO ROLADOR
Constituído, desde o início, por mim, pelo Rui Sousa, Mário Silva e
Jorge Cláudio. O ritmo, não sendo de alta competição foi, no entanto,
muito interessante contribuindo, apesar do enorme esforço despendido,
para a satisfação generalizada acerca desta maratona. Pena foi que a
forma do JC não lhe permitisse concluir. Da minha parte tudo correu
bem embora para o final o ritmo se ressentisse um pouco mas a
solidariedade do resto do bando fez com que cortássemos os três a meta
em conjunto.

FÓRMULA GSE (Gestão Sustentada do Esforço)
Apliquei esta minha fórmula patenteada tendo em consideração a falta
de treino sistemático e o calor não me tendo saído mal. Apesar de
algum sofrimento há medida que os kms. iam passando deu para chegar ao
final longe do último lugar e em razoável estado de conservação
relativizando o empeno, o que é sempre importante.

BTT TV
E o que dizer de um inteligentíssimo "camera-man" que colocou a sua
câmara no solo no final de uma descida técnica mesmo ao meio da
trajectória? Claro que eu, que não perco uma oportunidade de aparecer
na TV, após uma derrapagem da roda traseira para evitar acertar-lhe
lhe dei um "piparote" violento que nos colocou a ambos no solo. Só foi
pena não ter acertado com o "Shimano 44" em cheio na objectiva…

CRUZ ROJA
Deu para observar a presença da cruz vermelha pelo menos em dois
locais de passagem: o primeiro no início da descida técnica para o
Erges. É que, depois do incidente com a RTP, nem hesitei e apei-me
desde logo – é que se eles ali estavam deveria de haver algum motivo.
A segunda foi no "rompe-piernas" após Zarza em que estava estacionado
no cimo de uma violentíssima rampa um jipe da versão espanhola da
organização humanitária. Na altura em que o referido bando rolador
passou todos iam apeados, o calor apertava fortemente e éramos os
únicos que subíamos "aquilo" a pedalar. Antes de eu passar, porém,
havia um ciclista que tinha atingido o topo a cambalear e uma
espanhola da Cruz Roja pergunta-lhe se ele se sentia bem mas ele,
olimpicamente, ignorou-a (presumo que em virtude do empeno) ao que a
referida voluntária comenta para o colega que: "esta tan mal que ni
contesta!"

ORGANIZAÇÃO
Francamente achei que, sem deslumbrar, esteve em bom plano. Houve a
questão das fitas que, por vezes não abundavam e estabeleciam alguma
confusão quanto à direcção a seguir (a saída de Zarza foi disso
exemplo), mas quanto ao resto esteve tudo bem: assistência às
bicicletas, reabastecimentos, água com fartura (num dia de calor
intenso) e até a "piéce de resistence" que foi um individuo de garrafa
de água na mão que além de informar sobre o decorrer do jogo ia dando
o precioso líquido no suplício final que foi a calçada até Idanha.
Outro senão foi fazer-nos exibir um dorsal patrocinado por "o
espanhol" - há coisas que não se fazem!

ÁREAS DE SERVIÇO
Todas estrategicamente colocadas em povoações oferecendo, desta forma,
as melhores condições para quem delas se servia. Com o grau de
exigência que a temperatura ambiente impunha não é de estranhar que
tenhamos parado em todas!

PORTUGUÊS SUAVE
No final e após o banho fomos até uma pastelaria para comer algo. A
transmissão do jogo converteu uma pastelaria que de manhã tinha um ar
imaculado numa gigantesca sala de fumo repleta de lusitanos com os
nervos à flor da pele. Foi um ápice enquanto saímos para a esplanada.
Ouvimos pois falar do tal "Ricardo" no auto-rádio do carro já de
regresso à capital.

ROLLOFF E FIABILIDADE
O Michel Memeteau também lá estava estreando o seu cubo Rolloff. Após
Segura ouve-se um pneu a esvaziar num ápice. Parece que a fiabilidade
que ganhou na transmissão não se transmitiu aos pneus. Impõe-se uma
conversão ao sistema UST ;-). De resto a quantidade de "furadores"
deve de ter batido o "record" absoluto na distância.

LUDOS
Lá estava esse "ganda maluco" de câmara fotográfica em punho parando
nos locais estratégicos para obter as melhores fotos. Ficamos à espera
do resultado até porque, com aquela luz devem ser óptimos.

CALÇADA
De um requinte sádico fazer-nos subir até Idanha por aquela calçada
após 100 kms. "á torreira do sol". Foi o cabo dos trabalhos mas
venceu-se se bem que tenha exigido uma paragem intermédia à sombra
para "reganhar confiança".

40º's
A saída de Zarza, a reentrada em Portugal por uma "rampa impossível",
o avanço acidentado até Segura e, sobretudo, a ligação a Zebreira
foram feitos debaixo de um calor abrasador que fez o mercúrio
ultrapassar os 40º's ao sol. É necessária uma gestão muito rigorosa do
esforço nestas condições. Foi esta a grande dificuldade desta maratona.

A BATH IN "NO MEN LAND"
Na "reentre" no luso solo houve quem se deitasse dentro de água em
pleno Erges. A dúvida foi saber em que país se estava a tomar banho?

AFINSA
Pormenor curioso foi a de uma "tienda" em Zarza que ostentava
"orgulhosamente" uma placa dizendo "Agente Oficial de Afinsa". Afinal
"mais vale "selo" do parece-lo!" ;-)

SEGURA OU SECURA?
Foi a dúvida sob o nome exacto da povoação que coloquei após a tórrida
e sufocante ascensão a Segura…

CANTIL
De vez em quando gosto de inovar e de ser mais inteligente que os
demais. Baseado numa previsão meteorológica para Castelo Branco que
apontava para 24º de máxima e de "céu parcialmente nublado" alinhei
imprudentemente de cantil no quadro sem o saco de água na mochila.
Estão mesmo a ver como foi a gestão hidráulica debaixo daquele calor,
não é verdade? Não fora a localização estratégica dos reabastecimentos
de água e tinha grelhado em lume brando.

MOUNTAINBIKER SUN TAN
Onde eu acho que marco pontos relativamente aos demais é mesmo na
minha camisola de manga comprida. Todos achavam que estava louco tendo
em consideração o calor mas eu sinceramente acho que não. A camisola é
finíssima e em licra permitindo o transpirar confortável não agravando
o calor e permitindo poupar os braços a uma dose horrorosa de
ultravioletas. No balneário eu bem vi os resultados: criaturas que
parecem vestir manguitos castanhos e que serão o alvo de olhares e
comentários jocosos na próxima ida a banhos ;-)

terça-feira, 27 de junho de 2006

Maratona Internacional da Raia 2006 RECONHECIMENTO INTEGRAL DO PERCURSO, DIA 27.05.2006

Zarza la Mayor it's a pueblo of roman origin with a herrerian church facade and many civilians monuments. Nevertheless the most interessenting monument it's the Peñafiel Castle (11th century) of musslim origin. It's considered the best exemple of the military architecture from the "Orden de Alcántara".

Texto: Agnelo Quelhas

No sábado fomos fazer o reconhecimento integral do percurso da maratona montados nas bikes.
A hora da saída estava marcada para as 9 horas em Idanha, no entanto o pessoal que vei de LX atrasou-se 1 pouco na viagem e acabámos por sair perto da 10 horas.

De Castelo Branco estava eu e o Jorge Palma (não canta) de LX veio o Magro e o Nuno, um amigo dele que agora tb é nosso amigo...

Sai-se de idanha em alcatrão durante alguns Kms, muito rolante, 1º pelas ruas principais de entrada na vila e depois por quelhas que dão acesso às propriedades. Mais à frente entra-se num caminho de terra a descer para a barragem, uma delícia de vista, apenas perturbada pela incómoda erva seca que se espeta nas meias e se mete dentro dos sapatos. No final um single track para entrar no paredão da barragem.

Circunda-se a dita pelo lado este passando em frente ao Parque de campismo e começando a subir em direcção a Alcafozes, a caminho desta aldeia rola-se bem pelas planuras douradas da Raia, não fosse o forte vento de frente que nos impede de progredir mais rápido. Antes desta aldeias passamos ainda em mais uma pequena zona estilo single track que nos leva a uma estrada de alcatrão que entra em Alcafozes, aqui será o 1º posto de Abastecimento, percorridos cerca de 16 Kms.

Saidos de alcafozes em direcção a Toulões passamos mais uma vez em zonas de eucalipto e começamos a descer, aqui uma vista memorável se nos apresenta para o lado de espanha, o calor começa a apertar (estiveram 35º) e a poeira que embruma a atmosfera dá ainda mais a sensação de secura e de um ar abafado, no entanto o vento frontal se por um lado obriga a um esforço extra por outro lado refresca e impede o aparacimento do "homem da marreta", que iremos conhecer mais à frente...

A chegada a Toulões brinda-nos com um pequena fonte onde o Magro "toma banho" e onde paramos num café para a primeir refeição do dia.
Aqui irá ser o 2º posto de abastecimento percorridos que estão cerca de 26 Kms.

Sai-se de Toulões rumo a Salvaterra do Extremo por campos de erva e eucaliptais, sem grandes declives, à procura do caminho mais curo, que acabamos por encontrar. Cruzada a estrada nacional (muito cuidado aqui) rumamos a Salvaterra do Extremo, primeiro por estrada e depois por caminho de terra que acaba em calçada e de seguida a entrada na aldeia, com volta turística pelos principais monumentos. Aqui será o 3º posto de abastecimento.

De seguida, depois de uma curta paragem decidimos fazer-nos à mais famosa calçada do trajecto (já minha conhecida) e fazer uma pausa mais prolongada na fonte que existe no final da calçada, junto ao Erges. Abastecer de água, que é fresca e pura, é o principal. De seguida uma visita à garganta rochosa que o rio escavou ao longo dos milénios, sempre com o Castelo de Penafiel ao fundo, no cabeço rochoso.

A partida rumo a Zarza La Mayor faz-se por um trilho, mais uma vez com a erva seca a incomodar acabamos por chegar ao Erges, que se cruza para entrar em Espanha, com água pelo calcanhares. Do lado de espanha prosegue o trilho e a erva seca até entrarmos num estradão largo das obras da futura estrada de Zarza para a praia fluvial que vai ali ser construída. Este estrada a subir, ainda que pouco, com vento frontal, torna-se um pouco difícil e o o homem da marreta começa aparecer. A entrada em Zarza La Mayor, com o calor na sua plenitude faz-se já perto da 14:30 da tarde, estando a Vila praticamente deserta, não fosse a hora da siesta. Paramos no Meson (café) local para nos refrescarmos, já estão percorridos mais de 50 Kms. Aqui será o 4º posto de abastecimento.

Coca-cola, sandes de Jamón Serrano, em pão Muuuuito grande (cada um guarda metade para mais tarde) e lá arrancamos rumo a Segura, contando antes disso com a passagem do Erges. A saida de Zarza faz-se a descer por um estradão muito rolante onde se atingem velocidades consideráveis, com o vento aqui a a judar, soprando pelas nossas costas. O calor, sem vento a refrescar começa a sentir-se ainda mais, chegou a hora da marretada principal para alguns dos presentes e antes de chegar ao Erges ainda se fazem alguns topos mais inclinados a pé.

A descer para o Erges temos bem presente a paisagem Raiana, com os sobreiros e as oliveiras a manchar a secura amarela dos prados. Chega-se ao rio e é hora do mergulho, a que alguns se negam, "para não molhar a esponja dos calções". O Magro, já depois de molhar a esponja responde a isso fazendo um nudismo parcial, digo isto porque o homem estava com os sapatos calçados, hehehehe....

Come-se mais qualquer coisa e rumamos a Segura, já de novo em território nacional...
Esta zona é das mais duras devido aos sucessivos "topos" e aos sobe e desce, mas também das mais bonitas, dado que se circula sempre com o rio ao nosso lado. Mais à frente chegamso a um extenso single track, também sempre à beira rio que nos irá levar quase até Segura, lindíssimo.

Antes de Segura ainda encontramos uma fonte onde se faz mais uma sessão de "refrescamento". Sobe-se para Segura por uma estrada de acesso ao Rio e já dentro da aldeia afzemos uma paragem prolongada no café, onde os habitantes locais ficam surpreendidos com os 4 malucos a andar de bike com o calor que está. Aqui será o 5º Posto de Abastecimento. Coca cola, sumos, gelados, abastecer de água e, depos de 30 minutos parados arrancamos rumo a Zebreira. Antes disso passamos numa zona a descer onde se avista ao longe a ponte romana sobre o Erges, que liga Portugal a Espanha, uma paisagem esplêndida.

Segue-se então rumo à Zebreira, o dia já vai longo, são quase 18 horas, e até ver o "homem da marreta" ficou para trás com o calor. A zona que se segue é bastante rolante, mais uma vez com a paisagem característica da raia a dominar, apetece abrir os braços e gritar, descarregar o stress do dia a dia...
Sobe-se um pouco em direcção à Zebreira, e alguém tem um furo, com corte no pneu incluído. Demoramos mais um pouco a reparar e lá seguimos. A entrada na Zebreira faz-se a subir, aqui será o 6º Posto de abastecimento, junto à piscina Municipal. Depois da Zebreira é rolar em direcção à Senhora do Almurtão, com caminhos, uns lisos, outros pedregosos que acabam com o único representante das HT (hard tail, vulgo bike rígida). Passamos perto de algumas plantações de tabaco e rolamos mais um pouco até passar perto da Senhora do Almurtão, daí até à Senhora da Graça, nas "abas de Idanha", é sempre a descer...

Depois da Senhora da Graça, já com 100 Kms percorridos, apresenta-se-nos a última dificuldade do dia, a calçada que sobe para Idanha-a-Nova, um verdadeiro martírio para quem já vem empenado. O nosso representante das HT fez aquilo tudo a pé. Tem um extensão de cerca de 800 a 1000 metros e entra directamente na Vila de Idanha, onde rolamos mais um pouco a subir em direcção à meta, que atingimos cerca das 20 horas, hehehe.... que dia memorável...

Dados finais do GPS (com alguns correcções a fazer por enganos em caminhos):
Odómetro da Viagem: 105 kms
Tempo de deslocação: 7:05h
Tempo Total: 10:31h
Média de deslocação: 14.9 Km/h
Média Geral: 10.0 Km/h
Velocidade Máxima: 62 Km/h
Acumulado de subidas: 1810 metros
Ponto mais alto: 412 metros

sexta-feira, 16 de junho de 2006

China Orders Cities to Restore Bicycle Lanes Lost to Car Boom

June 15, 2006 — By Associated Press
BEIJING — Chinese cities that destroyed bike lanes to widen roads for cars or new buildings are being ordered to put the pathways back, the government said Thursday amid efforts to battle the choking smog and traffic brought on by booming car use.

Qiu Baoxing, a vice minister with the Ministry of Construction said it was important that China retain its title "kingdom of bicycles," according to a report by the official Xinhua News Agency.

Qiu told an urban planning conference in Beijing on Wednesday that the ministry was firmly opposed to the elimination of bicycle lanes and has ordered cities to restore them, Xinhua said.

The report estimated that China had 500 million bicycles in the late 1980s and said that the number had fallen dramatically as car ownership had expanded, but gave no specific figure.

The report cited Qiu as saying that the number of motor vehicles on China's roads in 2004 was 20 times that of 1978, with that number expected to increase as much as five fold by 2020. In 2004 there were 27 million motor vehicles in China and that number could reach 130 million in 15 years, he said.

Qiu's numbers appeared to include all motorized vehicles, including trucks, tractors and motorcycles, in addition to cars. The World Bank said in a report Wednesday that China had 16 million registered cars in 2004.

China's rapid expansion of car use has brought the country severe pollution, snarled traffic and frequent deadly road accidents. The leadership says that cleaning up the environment and saving energy is among the top priorities for the next five years.

On Tuesday, the government ordered civil servants to leave their cars at home and ride bikes or take public transport in a bid to reduce the choking smog that covers many Chinese cities and conserve energy.

Source: Associated Press

quinta-feira, 15 de junho de 2006

FÁTIMA PELA QUINTA VEZ


The Pilgrimage of this year was different. Because of the rain and the electrical storm on the way to Fatima we felt that Our Lady was side by side with us during the journey. We thank Her for let us finish in Fatima at the end of a hard and hazardous day.


A versão de 2006 do meu Lisboa – Fátima foi algo diferente. De facto o aspecto rotineiro e de que facilidade a que nos vínhamos habituando foi posta à prova nesta minha quinta peregrinação ao santuário mariano.

Saímos mais tarde do que é habitual (08:00) e, pelo caminho cruzámos o dilúvio.

Tudo isto concorreu para que a chegada tenha sido tardia (21:00) e o grau de dificuldade mais elevado do que o normal. De resto, apenas a odisseia do primeiro ano superou esta peregrinação de 2006. Pela primeira vez pensei em desistir já que a passagem da Serra d’Aire se complicou muito em virtude da tempestade.

Os meus companheiros de viagem em 2006 foram o Rui Sousa e o Mário Silva que nunca tinham efectuado o “Caminho” num único dia pelo que, para eles a jornada foi muito proveitosa.

Aproveitámos o feriado municipal de Santo António. A saída, como habitualmente, efectuou-se no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações e os primeiros metros foram feitos em bom ritmo até Sacavém. Depois foi o habitual trilho pela margem esquerda Trancão que, ao contrário do ano transacto, estava seco o que contribuiu para que tivesse sido superado sem dificuldades de maior.

Um dos momentos altos é a transposição da via férrea em Alverca se bem que, este ano, devido ao feriado lisboeta, muito pouco observada pelos utentes do combóio. De igual modo a passagem pelo Jardim Constantino Palha em Xira já não é o que era: apesar do aviso que impedia a circulação de velocípedes ninguém nos barrou a passagem ou, sequer, admoestou – eram os sinais de que esta seria uma peregrinação diferente dos anos anteriores.

Sem o vento favorável de 2005 o caminho até Santarém fez-se, no entanto, sem dificuldades de maior não fosse o habitual piso demolidor após a Valada e até à ponte Salgueiro Maia.

Em Santarém, pelas 12:45 foi tempo de “Telepizza” (passo a publicidade) já que essa foi considerada a solução mais consentânea com as calorias despendidas até à escalabitana urbe. Esta pausa, de resto, é fundamental para nos prepararmos para o que se segue, ou seja, a parte mais difícil do percurso já que, desde Lisboa e até Santarém tudo decorre na planura total.

O problema foi mesmo o facto de a chuva irromper, primeiro escassa, depois mais forte a obrigar a uma primeira pausa em Milhariça no abrigo da paragem bus. Seguiu-se a dificuldade de ascender ao topo do outeiro dos três moinhos e de nos abrigarmos de um segundo e ainda mais forte aguaceiro, noutra paragem de autocarro.

Daí até aos Olhos de Água nada de especial a assinalar se bem que, logo após sairmos deste local a chuva irrompe outra vez e muito fortemente obrigando a abrigar-nos de novo. O problema não era só a água mas a tempestade eléctrica que estava cada vez mais perto. Nova aberta fez-nos chegar a Monsanto onde a chuva recomeça, impiedosa e diluviana. Foi uma pausa que se prolongou por mais de 30 minutos sem que desse mostras de amainar.

Aproveitando uma pausa prosseguimos e, no Covão do Feto, em plena subida nova e prolongada paragem com a chuva forte e a visão da serra d’Aire com os relâmpagos (e raios ocasionais) mesmo em cima da estrada onde deveríamos passar.

Tornava-se óbvio que com esta ritmo e com a manutenção daquelas condições atmosféricas seria impossível chegar a Fátima. No entanto aproveitámos uma aberta para chegar primeiro à Serra de Santo António (no dia do mesmo santo) e para conseguir transpor a portela até Minde.

Aí chegados e como o tempo se mantinha estável resolvemos prosseguir até Fátima de bicicleta naquela que se acabaria por revelar como a decisão correcta.

De referir que há duas alterações no percurso antes e depois do Covão do Coelho que nos vêem facilitar a passagem para Fátima.

A primeira que está referida como “pedestre” faz-nos evitar a subida na estrada para Fátima naquele que eu considerava ser a zona mais perigosa da travessia. É uma excelente alternativa para bicicleta já que apenas cerca de 50 metros não são cicláveis e chegamos directamente a Covão do Coelho.

A segunda é já a meio caminho entre aquela localidade e Fátima em plena zona de modelação Cársica onde a abertura de uma pedreira obrigou a criar um traçado alternativo num estupendo estradão. Vencida pois a dificuldade ascensional inicial começa a “cheirar a Fátima” e velozmente nos aproximámos do nosso destino onde chegámos pelo lusco – fusco já pelas 21:00.

Foi tempo de, na Capelinha das Aparições, agradecer à Virgem o modo como nos guiou nesta peregrinação já que as dificuldades motivadas pelo tempo estiveram quase a comprometer a jornada.

Em 2007 haverá mais, se deus quiser!

segunda-feira, 24 de abril de 2006

BTT de Cascais a Lisboa

From Guincho (Cascais) to Monsanto (Lisbon) one hundred kilometres off-road crossing the MTB paradises. That's our proposal!

De Cascais a Lisboa mas sem nada de marginalidades (entenda-se: pedalar na estrada marginal).

Antes ligar a praia do Guincho ao Parque Florestal de Monsanto em BTT. A proposta não é original antes se baseia numa sugestão / track do "Pedra Amarela" (grupo de BTT - http://pedramarela.no.sapo.pt/gps.htm ). E foi isso que a efectuei, em conjunto com o Jorge Cláudio, no domingo dia 23 de Abril neste ano da Graça do Senhor de 2006.

Foi uma incursão interessantíssima a vários níveis: pela sua originalidade; pelo facto de se ter rolado em ambientes completamente diferentes e até díspares entre si e acima de tudo, pelo estupendo dia de Primavera.

Saímos de Monsanto em direcção a Belém onde tomamos o combóio até Cascais com um dia de sol magnífico (sem no entanto ser um dia sufocante, longe disso).

Aí chegados deparámos com um ambiente dominical reforçado pela grande frequência da ciclovia que tomámos até ao Guincho. É divertido pedalar na ciclovia, sobretudo se passarmos o tempo a assustar os peões que aí não deveriam de estar, mormente aqueles que circulam aos pares placidamente. Trata-se de pedalar em pé, exuberantemente, travando no último momento e fazendo a traseira derrapar. Interessantíssima a reacção das senhoras. O que é certo é que resulta!

De resto reforçámos a ideia de que é importante ter uma boa bicicleta para aí circular em virtude da presença massiva de público feminino em quantidade e, permitam-me, em qualidade...

Chegados ao Guincho era tempo de ligar o GPS e de seguir o track proposto pela “Pedra Amarela”. Primeiro avança-se em direcção ao Abano subindo pela estrada que vai para a Malveira da Serra (247) a qual se abandona logo após, para a direita, percorrendo algumas centenas de metros junto à ribeira que se cruza e sobe para atravessar a EN 9-1. Tempo de pedalar a sul de Janes e de fazer a introdução à lendária serra de Sintra um pouco a poente da Barragem do Rio da Mula. O caminho que se segue, até ao cruzamento dos Capuchos é o habitual. Trata-se de uma mítica ascensão que nos leva dos 220 aos 350 metros em cerca de um quilómetro. Paragem clássica no cruzamento onde deu para verificar a densidade de betetístas por km2 existente na serra.

Após um primeiro “reabastecimento sólido” seguimos na direcção de Sintra pela deserta estrada de montanha entre muros (aqui divergimos pela primeira vez relativamente ao proposto no track que ia paralelo à mesma mas fora dela) para sairmos pela esquerda, um quilómetro volvido, onde começámos a descer em direcção a Monserrate. Primeiro através de um single-track e depois em estradão puro até alcançarmos a antiga estrada Colares – Sintra. Trata-se do famoso “troço da Eugaria” que é muito interessante de pedalar e foi isso que fizemos num traçado maioritariamente ascendente, para nascente e em direcção a Sintra.

Uma interessante constatação foi a diferença de tempo meteorológico entre as encostas da serra. Após Seteais e junto à Regaleira vira-se à esquerda e desce-se pela Quinta dos Castanheiros (caminho dos frades) num troço onde apenas havia passado anteriormente a pé e que o JC definiu eloquentemente como “Sintra no seu melhor”. A descida termina junto à ribeira de Colares um pouco a nascente de Galamares junto a um “driving range” onde se situa uma “pizzaria”. Entre a sanduíche inconsequente e uma destas especialidades da cozinha italiana optamos pela partilha desta.

A continuação faz-se pela Nacional 247 para nascente onde se sai após cerca de um quilómetro para a Ribeira de Sintra e o Cabriz. É tempo de percorrer umas ruelas secundárias e atravessar una baldios até ao Lourel e de contornar o Bairro da Cavaleira e o Algueirão em direcção ao Telhal onde se cruza a Linha do Oeste e nos internamos na Serra da Carregueira em direcção a Vale de Lobos e Belas.

Para mim que nunca aí havia pedalado foi uma agradável surpresa... Em algumas zonas está ainda intacta com os seus bosques de Carvalho, pinhais e trilhos extraordinários destacando-se a passagem de um enorme túnel e a chegada a Belas junto à Ribeira do mesmo nome perto da zona das “Ágoas Livres” na origem do aqueduto mandado edificar por D. João V e que abasteceu durante muitos anos Lisboa de água.

Foi tempo de Agualva (sempre “por detrás”) aproveitando os arruamentos exteriores e os baldios, descendo junto ao estádio, passando pela anta e passando sem delongas a Colaride, Massamá que, embora pelo “miolo urbano”, é sempre descendente passando a Tercena, Barcarena, Valejas e Serra de Carnaxide.

Em virtude do adiantado da hora (sim porque começámos tarde e almoçámos tranquilamente) em Carnaxide atalhámos para Monsanto sem ir ao Estádio.

Em suma:

• Ao contrário do que se possa pensar trata-se de uma ligação muito agradável de efectuar.
• Sem embargo a distância é considerável embora a altitude acumulada não seja nada de especial.

Relativamente ao track original, proposto pela “Pedra Amarela” dizer o seguinte:

• O propósito é claro, ligar, com um mínimo de asfalto alguns dos principais destinos do BTT na zona de Lisboa, i.e., Serra de Sintra, Serra da Carregueira, Serra de Carnaxide, Estádio Nacional e Monsanto. Neste pressuposto o track está muito bem idealizado não só ligando-os, de facto, mas passando pelas zonas mais pitorescas (algumas das quais eu, que não sou propriamente um amador nas lides, pura e simplesmente ignorava) e atalhando onde se suporia impossível de do fazer.
• Parece-me, no entanto, que houve alguma “obsessão” por evitar o asfalto que levou a que se efectuassem autênticos “U’s” para retomar o asfalto alguns metros adiante.

Ficam algumas propostas de alteração ao track proposto

• Na passagem da estrada “de cima” (247-3 Pé da Serra – Sintra) para a “de baixo” (375 Colares – Eugaria – Sintra) em que acho preferível descer os Capuchos até Colares / Eugaria e aí “enfrentar” as terríveis ascensões asfálticas da 375 (bonita via com pouco trânsito) ou, alternativamente, seguir sempre pela 247-3 (outra bela via praticamente deserta e, após o desvio da Pena, descer a assertiva vereda assinalada com a cores da PR (vermelha e amarela) até Seteais, seguir para a Regaleira e descer sempre, pelo “caminho dos frades” (referido no texto) virar à direita no “caminho dos castanhais” e depois à esquerda “descendo pelo “caminho dos carvalhais” até ao “Largo da Fonte” evitando a circulação na 247, estrada muito movimentada e sem bermas.
• De igual modo parece-me escusado o desvio até às bandas de Almargem do Bispo quando se pode circular um pouco pela encosta poente da Carregueira e seguir pela estrada pouco movimentada de vale de Lobos. Junto ao Belas Clube de Campo o track parece-me estupendo e o túnel é mesmo um “must” desta travessia”.
• Também de evitar parece-me o troço do “Shore” embora compreenda que é um local pitoresco para um betetista :-). Alternativamente parece-me preferível contornar a “Venda Seca” por nascente (também para evitar passar em propriedade privada).
• A partir de Carnaxide acho que não justifica o desvio até ao Estádio, não pelo local em si, que é muito agradável, antes porque a saída far-se-à, inevitavelmente, pelas ruas emaranhadas de Linda-a-Velha (Sharon Stone?) e Miraflores. Alternativamente proponho a passagem pelo topo norte de Carnaxide (pelas novas vias ainda com pouco trânsito) e alcançando o topo NW do Hipermercado Jumbo descendo então pela Avenida dos Cavaleiros até à Portela e Quinta do Paizinho pela zona do “Staples” e cruzando inferiormente o IC17 (CRIL) e superiormente a A6 penetrando em Caselas e retomando o track seguindo para Monsanto.

Para além disso há algumas alterações de detalhe pontuais, aqui e ali, já que, em minha opinião, numa travessia deste tipo não adianta estar a abandonar uma estrada para a retomar cem metros adiante.

Bem sei que algumas destas alterações propostas vão contra o “espírito do track”: o mínimo de asfalto e passar nos locais habituais de BTT mas, tratando-se de uma travessia com uma quilometragem respeitável (100 kms.) é importante simplificá-la, procurar evitar propriedade privada e, acima de tudo, evitar expor os betetistas aos caprichos do tráfego encurtando a sua permanência em vias perigosas e procurando vias com pouca densidade de tráfego e vocacionalmente cicláveis.

A repetir em breve...

Pedro Roque

sexta-feira, 21 de abril de 2006

INTRODUÇÃO À UTILIZAÇÃO DE UM RECEPTOR GPS

My friend Gonçalo Vaz gives us a simple but clear article about the use of GPS technology in MTB.

por Gonçalo Vaz

Introdução

Um aparelho GPS comunica com uma rede de satélites geo-estacionários que orbitam sobre a
Terra tal como a Lua mas numa posição aproximadamente constante (daí a característica geoestacionária) a 36.000 Km da superfície terrestre.

Com base na informação proveniente de um número não inferior a 3 satélites, o
processamento da informação fornecida por cada um deles, permite calcular a posição do
terminal na superfície terreste segundo 3 coordenadas: latitude, longitude e altitude, com uma
margem de erro que varia entre 1m e 5 metros para uma utilização não-militar.

Estes equipamentos são capazes de transmitir pedidos de informação para satélites a
sobrevoar a nossa localização na Terra, e depois de autorizado, o nosso terminal recebe e
descodifica o sinal emitido por cada um dos três satélites que nos fornecem informação...

(Leia aqui o texto integral)

domingo, 16 de abril de 2006

OCEANA ZARCO - A PIONEIRA DAS CICLISTAS EM PORTUGAL


Oceana Zarco and Sónia Campos (elites)

Hoje à tarde, no jornal da SIC deparei com uma notícia interessantíssima: a mais antiga ciclista portuguesa, Oceana Zarco,foi homenageada pela Câmara Municipal de Setúbal por ocasião do seu 95º aniversário.

" Oceana Zarco foi uma ciclista de Setúbal sendo a primeira prova em que participou no ano de 1925 e na II Volta a Lisboa. No ano seguinte voltou a participar na mesma Volta obtendo o primeiro lugar e a 20 de Setembro de 1926 participou na Volta ao Porto onde foi premiada com a medalha de ouro. A sua ultima competição com a idade de 18 anos tevelugar na Volta a Setúbal em 1929 classificando-se no primeiro lugar, prova onde participaram apenas três concorrentes femininas. Em 1930 voltou para a casa materna em Setúbal decidida a abandonar ociclismo e dedicar-se à profissão de enfermeira que exerceu durante 30 anos." in http://www.filipaqueiros.com/

" A homenageada, como atleta do Vitória Futebol Clube, alcançou, entre os anos de 1925 e 1929, diversos êxitos desportivos, vindo a abandonar o ciclismo com apenas 17 anos, por motivos de ordem física. Oceana Zarco é uma das pioneiras do ciclismo feminino em Portugal,numa altura em que a expressão desportiva era interdita às mulheres."in http://www.mun-setubal.pt/noticias/default.asp?ID=1182

A Velocipedi@ também se congratula, naturalmente, com o seu exemplo.

Feliz Aniversário Oceana Zarco!
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