quarta-feira, 22 de outubro de 2008

De Coimbra às Caldas da Rainha pela Costa

160 kms. certinhos sem acrescentar sequer mais ou menos dez metros à distância percorrida, no passado domingo, por mim entre a zona alta de Coimbra (Olivais) e a estação ferroviária das Caldas da Rainha.

Mais impressionante que o número redondo da quilometragem foi o facto não ter havido um único engano no trajecto. É impressionante que um track traçado em cima da “pantalha googlearthiana” por “trilhos nunca dantes navegados” (à parte do sub-troço Coimbra – Montemor, a ligação por ciclovia Praia de Vieira / Nazaré e daí em diante correspondente ao traçado da semana anterior em sentido inverso) e em que tudo o resto era “terreno virgem” não tenha obrigado a uma única inversão ou busca de passagem alternativa. Fantástico, o GE é a melhor invenção desde o pão de forma ou a cerveja em lata. Dois distritos (Coimbra e Leiria) foram percorridos bem como dez concelhos (Coimbra, Montemor o Velho, Soure, Figueira, Pombal, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Alcobaça e Caldas da Rainha).

É o lado cinetífico da questão já que afastamos, deste modo, grande parte da imponderabilidade tornando o risco bem calculado.

A ideia de tal incursão foi ligar Coimbra às Caldas e daí tomar a “automotora azul” até Lisboa pela linha do oeste. Curiosamente o único imprevisto deveu-se à REFER e não a mim ou à bicicleta (esses tiveram um rendimento digno de menção positiva). De facto, quando pensava ir até à estação do Cacém e aí trocar para o suburbano que me levaria a Sete Rios. Acontece que a rapaziada da REFER aproveitou o fim de semana para efectuar reparações e a viagem ficou-se por Meleças, com um transbordo BUS até Cacém. Obviamente que a bicicleta não cabe num autocarro cheio e já me estava a ver a pedalar até alcançar uma das estações da linha de Sintra. O problema não estava, obviamente no pedalar (quem faz 160 sempre pode fazer mais 3 ou 4) mas no pedalar após a sensação de “detente” correspondente ao sentar confortavelmente numa carruagem a ler o JN, ou seja, não apetecia mesmo nada. O que valeu foi mesmo o meu amigo Jorge Cláudio que me desenrascou uma boleia, não até ao Cacém mas até à porta de casa. Quem quer bons amigos... Obrigado Jorge, após 160 kms. e uma viagem de comboio que parava em todas as estações e um atraso final de meia hora soube mesmo bem!

Mas e a inscursão? Bem essa foi uma epopeia. De facto não são todos os dias que se pedalam 160 kms. e acima de tudo que tudo, ou quase tudo, concorre para a perfeição. Foi aquilo que se passou no domingo. O facto mais surpreendente foi o de ter algum receio de poder falhar o comboio das 19:00 nas Caldas e de, no final, ter estado uma hora e meia a aguardar o comboio das 17:40! É verdade a “coisa” correu tão bem e o “conjunto” entendeu-se de tal modo que a média, apesar do “pneu gordo” ao chegar à Nazaré, ia nos 23 kms./h. (superior a 19 no final com as serras após a Nazaré). Convirá, no entanto, referir que a altitude se quedou por uns modestos 1700 metros e se concentrou, sobretudo no troço Nazaré – Caldas.

A saída deu-se pelas 06:45 após uma noite muito bem dormida e um pequeno almoço paradigmático (3 maças, 1 sanduiche de queijo e um copo de leite, como mandam os manuais). De facto estes dois aspectos, que muitas vezes descuramos, podem fazer toda a diferença, sobretudo numa quilometragem vasta ou numa altimetria extrema. Como a mudança de fuso horário (hora de Inverno) ainda não se verificou os primeiros quilómetros foram feitos na escuridão (o display do GPS só passou a “daylight” às 07:48). Nas bem iluminadas ruas de Coimbra não se nota grande coisa mas na estrada junto ao Choupal, a total escuridão (apenas atenuada pelos leds da lanterna frontal) em conjunto com um nevoeiro cerrado, o arvoredo e as corujas a darem um toque fantasmagórico. Estava a ver quando é que o conde Drácula saia detrás de um arbusto. Mas nada de sobrenatural aconteceu e aquela estrada plana até Montemor, apesar do bréu inicial, foi percorrida num ritmo perto dos 30 kms. / h pois tinha de aproveitar as facilidades enquanto podia. Ainda antes de Montemor o dia já tinha despontado e transpûs o curso novo do Mondego entre Ereira e Verride. Foi o final do percurso em direcção a poente. Começava agora a direcção SW.

Aqui, transposta a ponte e a linha férrea (linha da Figueira da Foz) acabaram-se as facilidades. De facto internei-me na serra que me conduziu a Abrunheira e começam as primeiras subidas do dia num piso de terra em bom estado de conservação. A paisagem, apesar da névoa, a revelar-se de grande beleza. Foi tempo de descer, após Cerejeira, até aos arrozais do Rio Pranto, subsidiário do Mondego não sem antes atravessar a via férrea (linha oeste) junto às antigas termas da Amieira.

Transpostos os arrozais passei também por debaixo do viaduto da A17 sempre por estradas secundárias e com velocidades interessantes durante alguns quilómetros até perto de Paiões junto à Fonte das Carriças. Neste local havia que subir acentuadamente a serra e o eucaliptal por um piso fortemente degradado. Duas velhotas transportavam garrafões com água, acabados de encher e ficaram estupefactas quando me viram a abordar a subida tendo uma delas gritado para eu desmontar já que, caso contrário, “rebentava com o coração!”. Ao som das suas vozes venci os derradeiros metros ascensionais e alcancei Paiões, localidade do concelho da Figueira. Depressa percorri as ruas de asfalto e segui por caminhos secundários previamente escolhidos no GE.

Seguiram-se Franco, Casal da Seiça, Cagarata e Matos antes de cruzar a movimentada EN 109 que liga Leiria à Figueira. A partir daqui é o reino do Pinhal. Entrei então na extraordinária Mata Nacional do Urso e o percurso vira agora, maioritariamente, para sul. Segui sempre pela estrada (pavimentada mas com um piso muito degradado) que acompanha um aqueduto e gasoduto subterrâneos durante muitos quilometros até me cruzar com o acesso à praia do Osso da Baleia (nomes curiosos quer o da mata, quer o da praia).

Após este ponto a repetição do anterior asfalto degradado pelo meio do pinhal quilometros a fio para sul até chegar aquele que considero o ponto alto da incursão: a lagoa do Ervedal. Situada a meio da travessia (perto do km. 80) correspondeu a uma alteração do mesmo; em primeiro lugar por ser o ponto correspondente a 50% do percurso e onde aproveitei para fazer a primeira paragem (o que atesta bem sob o ritmo que o terreno permitiu), depois porque o sol despontou vencendo, finalmente, a névoa, depois porque aproveitei para repor energias, descansar, relaxar e livrar-me do excesso têxtil que me protegera do frio (na verdade apenas umas perneiras de ciclismo). O local é paradisíaco. Se ainda não o conhecem digo-vos que merece um desvio. Tem um passadiço em madeira ao longo da margem poente com uns bancos. Num deles aproveitei para compor o corpo da postura de várias horas em cima da bicicleta.

Entrei na Mata Nacional de Pedrógão e pelo meio do pinhal (embora por asfalto) segui em direcção à Praia da Vieira de Leiria. Não sei antes transpôr a ponte do Lis e seguir pela sua margem esquerda até perto da foz, na Praia de Vieira.

Aqui começa a grande ciclovia da Estrada Atlântica que nos irá conduzir, de modo quase ininterrupto, até à Nazaré, passando por São Pedro de Moel para depois seguirmos pelas serras e pela Lagoa de Óbidos até às Caldas num percurso inverso ao descrito na semana passada.

Obviamente que, após a Nazaré, com as dificuldades que o relevo passou a apresentar e com o “binómio” francamente adiantado relativamente às perspectivas iniciais, foi tempo de poupar o tónus nas subidas de molde a chegar ao final em muito razoável estado de conservação.

Mais uma grande jornada e a sensação nítida e gratificante da subida de forma. Pena que a Hora de Inverno venha aí ditando as suas leis e dificultando, sobremaneira as travessias e as grande quilometragens.

domingo, 12 de outubro de 2008

Das Caldas a Leiria pela Costa


Como tinha de ir passar o fim-de-semana a Leiria aproveitei para fazer parte do percurso de bicicleta. A ideia foi a de ligar, pela costa, as Caldas da Rainha à cidade do Lis.

Tomei o Interregional da Linha do Oeste que, de Entrecampos, via Meleças, liga às Caldas. Após o troço comum com a linha de Sintra, a ligação entre Meleças e as Caldas é algo de fantástico. O ambiente a bordo é muito diferente de um comboio "normal", menos pessoas e que se dividiam entre turistas e pessoas e gente rural. Não fora o material ferroviário ser "modernizado" e eu diria ter recuado no tempo. Até porque todo o traçado difere daquilo a que estamos habituados na Linha do Norte por exemplo: via única, diversos túneis, traçado acidentado pelo meio de montanhas e desfiladeiros e uma velocidade "humanizada", nada daquelas correrias dos pendulares e afins. Acresce o facto de se cruzarem locais praticamente todos já pedalados anteriormente. Cada estação revela um local desse tipo e foram-se sucedendo: Sabugo, Malveira, Pêro Negro, Dois Portos, Torres Vedras, Bombarral e, finalmente, Caldas. Referência ainda para o transporte da bicicleta, o material utilizado pela CP, nesta linha, possui um compartimento especial para carga mesmo atrás da cabine do maquinista com um gancho no tecto da composição para pendurar bicicletas, notável. Até porque, a primeira parte dessa composição (equivalente a meia carruagem, ou um quarto da automotora) e junto ao dito compartimento, é de 1.ª classe, com a vantagem de não existirem, na ligação, classes, ou seja, viajamos um pouco mais confortáveis sem acréscimo de preço.

Como optei por tomar o Interregional (em lugar do regional que parava em todos os inúmeros apeadeiros) a chegada deu-se já perto das 12:30 ou seja, havia que pedalar com um ritmo vivo para se chegar a Leiria ainda com a luz do dia já que o track GPS que compus (compilei vários que tinha e risquei alguns caminhos no GE) me indicava uma distância perto dos 100 kms., ou seja, teria menos de sete horas para que isso fosse possível de acontecer. Sem embargo mais de 85% da distância havia sido, por mim, percorrida anteriormente em ocasiões diversas e sabia que, pelo menos entre Nazaré e São Pedro de Moel, a média seria elevada por causa da excelente ciclovia. Ainda assim as luzes fizeram parte do kit que comigo transportei.

Assim saí sem demoras da estação e dirigi-me para SW em direcção a Lagoa de Óbidos que alcancei, sem demora, atravessando rápidos estradões pelo meio dos pinhais da zona, para começar a rumar, então, na direcção N. Primeira constatação, o vento soprava de E. Incredulidade inicial: acho que não tinha memória de o vento soprar daquele quadrante, ainda por cima moderado, por vezes forte. Restou a consolação que, se soprasse como habitual de N ou NW as coisas seriam bem piores, assim apenas me afectou quando o caminho virava a NE ou a parte final entre Moel e Leiria, sobretudo no troço da ciclovia até à Marinha Grande.

A Lagoa de Óbidos é um descanso para a vista. A sua placidez, num dia de sol, a dar o exacto toque de tranquilidade que todos buscamos no BTT. Foi o primeiro grande momento do dia. O problema é que, logo, é necessário subir até ao Nadadouro e daí em direcção à Foz do Arelho em que não se entra antes se cruza a estrada e, aí, a grande dificuldade do dia, subir do nível do mar até à Serra de Bouro. Há dois ou três troços de cortar a respiração mas nada que o empenho e a forma física (apenas razoável, porém em progressão) não levem de vencida por entre dois ou três goles de isotónico.

Lá em cima é tempo de sobe e desce com o mar (sempre o mar) a poente e o vale do Tornada a nascente. Magníficas as vistas as que se tomam de Cidade. Parte do traçado a efectuar-se pela berma esquerda da estrada (correspondente a uma ciclovia algo manhosa) a alternativa é improvisar pelo pinhal, com o risco da areia nos tolher os movimentos ou os caminhos sem retorno das falésias.

Ainda assim, quando dou por mim estou a descer já, após um troço junto à falésia, para Salir do Porto e tempo para a detente num estupendo restaurante junto à foz do Tornada no lado sul da concha de S. Martinho do Porto. Obviamente que o "almoço" não o foi verdadeiramente, antes um resumo constituído por uma sopa de legumes e um prego para materializar no estômago, algo mais que a comida de pássaros e o isotónico da praxe. A ideia foi mesmo comer antes de sair do buraco que é, em termos de relevo, S. Martinho. Assim tive tempo de ainda pedalar, tranquilamente, pelo passadiço de madeira que contorna parte do cordão dunar e pela ciclovia marginal, antes de me empenhar (fortemente, diga-se) na subida até à Serra de Mangues, via Pederneira.

Lá em cima trata-se quase de uma reedição do troço anterior, pelo cimo da serra. Optei por seguir sempre pela crista da mesma (que vai assumindo diferentes nomes consoante o local: Mangues, Famalicão e Pescaria) em lugar de descer pela praia do Salgado e viajar, lá por baixo, até à Nazaré com o risco de me atolar na areia. Assim, após Pescaria, a descida forte até ao nível do mar e a EN 242 que abandonei logo de seguida, à direita para subir fortemente e contornar, por nascente, a Nazaré evitando a confusão de uma estrada movimentada e a ainda mais violenta subida até ao Sítio desde a praia. Foi, se quiserem, uma circular improvisada mas que resultou muito bem e rapidamente me coloquei em posição de atacar a Estrada Atlântica.

A ciclovia da Estrada Atlântica é a melhor maneira de se cruzarem aqueles pinhais. É se quisermos, uma via rápida para bicicletas, que acompanha a estrada mas que dela está perfeitamente separada fisicamente. Os pinhais do litoral são, na maior parte dos casos, armadilhas para ciclistas pois, quando menos se espera, estamos atolados, sem apelo, num areal. Aqui, neste tapete vermelho imaculado fazem-se, sem esforço assinalável, médias superiores a 20 kms./h apesar dos fartos pneus de BTT.

Passa-se rapidamente o parque eólico, a Falca, a Légua e o Vale Furado. Chegados ao parque de campismo de Paredes de Vitória há que tomar uma decisão: ou se desce para o buraco (a praia bem entendido) e se sai dele (a subir fortemente) ou se segue para nascente, por ciclovia e se toma a outra ciclovia que vem de Pataias, sem se descer nem subir. O preço a pagar seriam mais 3 ou 4 kms. que entendi não se
justificarem, ainda por cima enfrentando o vento de E. Nem hesitei e desci, naturalmente que lá tive que subir penosamente. Nem tive muito tempo de me arrepender pois, quando dei por mim já estava, de novo na ciclovia, em direcção a Moel. Este troço é mais interessante pois o pinhal desaparece do lado poente libertando as vistas magníficas para a praia e o mar: Polvoeira, Pedra do Ouro e Água de Madeiros são os nomes a reter neste local magnífico da costa portuguesa antes de se alcançar a pitoresca S. Pedro de Moel que foi abordada também resumidamente circulando por nascente em direcção à ciclovia que nos conduzirá até à Marinha Grande.

Aí foi o cabo dos trabalhos. Esta ciclovia não é como as da Estrada Atlântica já que é algo sinuosa com um traçado "rompe pernas" que, muito embora não apresentando dificuldades de maior, impediu manter a elevada média obtida a partir da Nazaré. Mas o verdadeiro problema foi o vento a soprar de nascente, ou seja, de frente a agir como uma barreira física adicional. Enfim, lá se prosseguiu até quase à Marinha Grande onde se deriva, ainda antes do final da pista, para a esquerda (NE) para se contornar a cidade vidreira por norte evitando a confusão. O traçado revelou-se bem escolhido que as principais estradas eram todas cruzadas sem sequer se circular nelas. Eram, sem embargo, terrenos que nunca tinham sido abordados anteriormente mas que, apesar disso se revelaram ser uma boa aposta já que a zona é de pinhal com os problemas que isso acarreta pelo que as estradas secundárias são a única opção viável.

Num instante estava a cruzar a A17 e a chegar a Barreiros a NW de Leiria e pronto para abordar a várzea do Lis. O problema foi mesmo após transpor o rio já que o traçado escolhido me zona de várzea, atravessava propriedades privadas e a improvisação impôs-se, por força das circunstâncias, ao track proposto. Lá consegui, finalmente, transpor a linha férrea já bem perto da estação de Leiria na Gândara dos Olivais e daí foi chegar à zona do estádio para, finalmente, após mais de nove dezenas de kms., circular na lindíssimas e recentemente recuperadas margens do Lis em plena cidade de Leiria mesmo ao lusco-fusco. Assim se demonstra a importância de um planeamento adequado.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

SÁBADO SALOIO - BTT AO MELHOR ESTILO


Com vista ao sábado passado desafiei inúmeros "companheiros de infortúnio" para uma volta BTT pela zona Oeste (Óbidos, São Martinho do Porto e regresso). Um por um todos alegaram afazeres e fiquei reduzido à expressão mínima de companhia: me, myself & I.
Ainda assim, com o dia de sol que se fazia sentir (estupendo para a prática da modalidade, como diria Gabriel Alves) seria um desperdício não me aventurar por esses montes, mesmo que a solo. Sem embargo há que ter muita prudência e evitar correr riscos desnecessários pois se algo corre mal falta-nos o apoio.
O Oeste foi substituído por uma saloiada, passo a explicar: tinha de entregar umas chaves a um grande amigo que mora em Cachoeiras, Vila Franca de Xira. Andava a adiar tal decisão há semanas. Por outro lado sempre desejei pedalar nas imediações da sua casa e nunca tinha tido o ensejo. Trata-se de uma paisagem extremamente bucólica porém muito acidentada, um grande desafio pedalante.
Juntou-se o útil ao agradável e fiz-me à estrada (que é o mesmo que dizer ao trilho). Optei também por uma ajuda ferroviária. Tomei o metro até Santa Apolónia e pedalei sempre a direito pela deserta estrada do Porto de Lisboa que corre paralela à Av. Infante D. Henrique até ao parque das Nações.
A partir daí foi seguir o "Caminho do Tejo" e as setas amarelas e azúis sempre junto ao Trancão. Chegado à Granja saí à esquerda em direcação ao MARL e comecei a duríssima ascensão que me levaria ao topo do Monte Serves (370 m) via Santa Eulália e Fonte Santa. É árduo chegar lá acima mas a vista compensa tudo: a N, aos nossos pés a CREL, Bucelas e os vinhedos e, a S / SE , Lisboa e o Tejo. É daquelas alturas em que me sinto um privilegiado por comparação ao comum dos mortais que, na mesma altura, passeava num centro comercial suburbano.
Não havendo tempo a perder foi altura de rumar a N e, num constante sobe e desce, ligar a Arruda dos Vinhos, via A-do-Mourão (nome fantástico para uma localidade). Chegado ao Forte do Cego a descida íngreme em cotovelo até perto de Arruda, cruzamento inferior da A10 e nove subida até às Cachoeiras cruzando, um após outro, os vales num rompe pernas fortíssimo. A paisagem é estupenda por aquelas bandas.
No regresso o modo ferroviário desta vez ligou Alverca a Sete Rios não sem antes cruzar de novo aqueles vales fantásticos até São João dos Montes, subir a Subserra e cruzar a Serra de Alhandra transversalmente. A vista lá de cima, com Alhandra e o Tejo a NE é maravilhosa.
No final uma jornada de 70 kms. para cerca de 1700 metros de acumulado positivo, nada mau. Acima de tudo um dia muito bem passado a provar que, a solo, também se pedala em qualidade.

Código da Estrada é o principal travão ao uso da bicicleta


in JN - 2008-10-05 - REIS PINTO - foto Fernando Oliveira/JN

Velocípede não é um meio de transporte. Quase nunca tem prioridade

Código da Estrada é o principal travão ao uso da bicicleta

A bicicleta como meio de transporte tem vindo a ganhar adeptos. Apesar das preocupações ambientais, do aumento dos combustíveis e da procura de uma vida mais saudável, apenas 1% anda de bicicleta.

Não há motivo aparente para tão fraca adesão, isto apesar de aos fins-de-semana ser normal ver grandes grupos de cicloturistas e praticantes de BTT. Aliás, qualquer prova de cicloturismo reúne, normalmente, mais de dois milhares de participantes.

O perfil de muitas das nossas cidades também não é impeditivo da utilização da bicicleta nas deslocações casa/trabalho. "A técnica há muito que resolveu esses problemas. Até as mais pequenas bicicletas desdobráveis já têm três velocidade no cubo e vencem qualquer subida. Além de que já há muita gente que as leva na bagageira do carro. Estacionam onde houver lugar e vão para o emprego de bicicleta", sublinha José Caetano, presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicletas (FPCUB).

José Caetano encontra outras explicações para nos encontrarmos na cauda da Europa no que diz respeito à utilização diária da bicicleta. A principal das quais dá pelo nome de Código da Estrada (CE). A bicicleta, diz o presidente da FPCUB, "não está ser encarada como um modo de transporte" e o CE "é um grande obstáculo a quem quer usar a bicicleta", veículo que quase nunca tem prioridade.

"Parece que ainda não percebemos o que está a acontecer com o preço dos combustíveis. Penso que, até por razões económicas, mais tarde ou mais cedo teremos de optar pela bicicleta", refere José Caetano.

Para Ana Pereira, da "Cenas a pedal", uma empresa que se dedica à comercialização, on-line, de bicicletas e acessórios, o Código de Estrada, é o "inimigo" principal das duas rodas.

"É a questão da prioridade, que nos prejudica bastante e, também, a obrigatoriedade de circularmos pelas ciclovias ou faixa cicláveis, que muitas vezes não estão nas melhores condições. Por outro lado, aumentam o número de cruzamentos", refere Ana Pereira.

Há, efectivamente, especialistas em mobilidade que apontam diversos aspectos negativos às ciclovias, como o aumento dos cruzamentos, que é onde ocorrem 95% dos acidentes com ciclistas. Por outro lado, o traçado das cidades dificulta a implantação de ciclovias e cria um relacionamento conflituoso com os peões.

Polémicas e estatísticas à parte, certo é que o ciclismo de lazer tem aumentado de uma forma sustentada, não sendo descabido pensar que muitos dos praticantes se poderão facilmente render aos benefícios da bicicletas como meio de transporte diário.

Jorge Mário, da CicloCoimbrões, destacou que a grande moda são as bicicletas desdobráveis. "Metem-se na mala do carro e podem ser utilizadas em qualquer altura. Os preços variam entre os 190 e os 380 euros [quadro de alumínio]. O que continua a vender-se bem são as bicicletas mais caras, para BTT e outras modalidades, como a BMX, que custam mais de seis mil euros", refere Jorge Mário. Para as voltas da cidade chegam 300 euros.

Se tem dinheiro e só lhe falta a vontade, siga o exemplo de José Caetano: "Quando tive a "crise" dos 40 deixei de fumar e de beber e comecei a andar de bicicleta. Hoje, com 65 anos, sinto-me com mais saúde e energia do que quando tinha 30 anos".

Capacete - da Discussão Nasce a Luz!


Caros Amigos,

Estava longe de imaginar quando postei no blogue (e reenviei para a V@) que a discussão fosse tão acalorada (o que se saúda, a lista estava a precisar de um abanão).

Faz lembrar a saudosa "jihad" das hardtail Vs. softail de tempos imemoriais.

A minha intenção não é forçar a obrigatoriedade do capacete, longe disso. Tenho perfeita consciência de que se tal acontecesse seria terrível para a (ainda) incipiente mobilidade ciclável em Portugal. Aí concordo com a leitura de que, se isso acontecer, o saldo sanitário será desfavorável pois, todos sabemos que pedalar, entre outras coisas representa um ganho em termos de saúde individual e colectiva.

A minha posição sobre o capacete é de absoluta neutralidade (agnóstico relativamente à matéria, como diria o meu amigo Mário Alves).

Tenho para mim que deverá ser o bom senso a determinar se o deveremos usar, ou não. Pessoalmente uso-o sempre porque acho que, tal como um extintor, desejamos que não venha a ser necessário mas "if shit happens" pode fazer a diferença. Até porque pedalar envolve alguns
riscos, maiores os menores, consoante as circunstâncias.

Por isso, que a discussão continue, de modo acalorado, mas com respeito mútuo. É preciso fazermos todos um esforço de compreensão de argumentos com os quais possamos não concordar e evitar o constante "sacar da pistola" só porque a nossa tese é objecto de contraditório.

Igualmente gostaria de constatar algo que considero incontornável. Esta lista teve na sua génese os "betetistas" puros e duros (nos quais me incluo). Para esta "raça de ciclistas" o uso do capacete é inquestionável e tendemos a transportar para uma utilização diária
esse hábito.

O exemplo acabado disso é o do nosso amigo Rui Sousa, betetista incorrigível que, mais do que ninguém, utiliza, de há anos a esta parte, a bicicleta de modo utilitário quotidianamente e que não
dispensa o uso do capacete (já para não falar do colete fluorescente). Recordo que, inclusivamente, na reportagem da RTP ele chegou a afirmar, peremptoriamente, que o seu uso não poderia ser esquecido, por razões de segurança.

A "contraparte" nesta discussão é protagonizada pelos meus amigos Hugo e Frederico que vêm de uma escola diferente que tem como origem a utilização utilitária da bicicleta, na melhor tradição holandesa ou dinamarquesa e que tende a encarar o capacete como um gadget dispensável.

Como da discussão nasce a luz continuemos pois neste clima de cordialidade.

Pedro Roque

PS: Já agora, acredito que se, a vítima da notícia do JN que esteve na génese do "post", usasse um capacete poderia, de facto, ter feito a diferença.

Escola de BTTMatosinhos-ADSL.

No passado dia 1 de Outubro foi formalizada numa reunião da direcção, entre o Clube de BTT Matosinhos e a Escola de BTT-ADSL uma cooperação e união de meios logisticos e humanos para criar uma escola de ciclismo vocacionada para a vertente do BTT de competição e ocupação de tempos livres (OTL) para todos os jovens entre as idades dos 7 aos 14 anos.
Neste contexto e a exemplo da equipa de competição foi criada outra secção com o nome de “Escola de BTTMatosinhos-ADSL”, dentro do Clube.
O objectivo é continuar a motivar a prática desportiva nos jovens da Escola de BTT-ADSL agora inseridos no Clube de BTTMatosinhos e nos outros futuros que queiram inscrever-se nesta nova escola e iniciar-se no BTT.
As actividades previstas a realizar continuam a ser:
- A ocupação de tempos livres praticando aulas de BTT e também outras modalidades sempre viradas para o ar livre (daí as siglas ADSL – Actividades Desportivas Sem Limites) para todos os jovens independentemente da sua condição física e com possibilidade de alugar equipamento para experimentar o BTT.
- A formação e treino para os jovens que gostem da competição podendo depois avaliar o seu desempenho participando nas provas do tipo cross country que é a modalidade olímpica do BTT nos regionais do Norte do país e interfreguesias, assim como participar nos encontros nacionais das escolas de ciclismo do calendário da Federação Portuguesa de Ciclismo.
- Participação e envolvimento nos eventos realizados pelo clube.
- Por último a continuação da realização e organização de provas de destreza (chamadas vulgarmente de gincanas) solicitadas pelas mais diversas entidades.

Alguns jovens da escola em Valongo Srª do Salto Aqui estão alguns dos jovens que actualmente frequentam a escola, num passeio livre o mês passado em Valongo, com o mais novo neste grupo a ultrapassar todas as dificuldades destes trilhos apenas com oito anos.

Os trilhos... Trilhos estes bonitos e de alguma dificuldade mas ultrapassados com muita destreza pelos petizes que muitos adultos se envergonhariam se os tentassem acompanhar ... ;)

O convívio na Natureza. Um momento de descontracção e convívio para tirar uma fotografia...


O desafio de vencer dificuldades. E mais outra dificuldade no percurso que os jovens entenderam arranjar no local o desafio entre eles de tentar subir sem desmontar da bicicleta.
É assim um dos exemplos da vida de uma escola de BTT ... ;)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O Capacete teria feito a diferença !?

in: JN

Morreu após ter caído da bicicleta

Ontem

Uma mulher de 30 anos morreu à passagem de um tractor, se terá assustado e caído da bicicleta em que seguia, na freguesia de Mindelo, em Vila do Conde. Generosa Ferreira tinha 30 anos e deixa quatro filhos menores.

Tudo aconteceu cerca das 18 horas, na Rua do Pinheiro, junto à estação de metro de Mindelo, quando Generosa Ferreira regressava do trabalho de bicicleta, como habitualmente. À GNR, o condutor do tractor contou que a mulher se terá assustado com a sua aproximação e, como a rua era estreita, tentou desviar a bicicleta e acabou por bater no muro de uma casa. Com a atrapalhação, Generosa Ferreira, disse o homem aos agentes da Guarda, terá caído da bicicleta, batido com a cabeça no chão e perdido de imediato os sentidos.

O acidente não teve outras testemunhas e quando a equipa do INEM chegou ao local, a mulher, natural de Matosinhos e há cinco anos a viver em Mindelo, com o marido e quatro filhos de sete, nove, 12 e 15 anos, era já cadáver. O corpo foi transportado ao Instituto de Medicina Legal do Porto.

O caso será agora alvo de investigação e só a autópsia deverá determinar qual a causa da morte de Generosa Ferreira, mas o condutor garantiu às autoridades que não chegou a bater na bicicleta.

De acordo com o presidente da Junta de Freguesia de Mindelo, António Ponte, Generosa Ferreira tinha vivia nas imediações do local do acidente.

A Junta está a acompanhar a família, sobretudo as crianças, e já se disponibilizou para prestar todo o apoio necessário através do gabinete de Acção Social.

Ana Trocado Marques

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Desta Vez de Coimbra a Lisboa

Fotos obtidas "Por Aí"

Após 3 ligações BTT entre Lisboa e Coimbra já estava um pouco saturado, confesso, de pedalar para Norte. De facto nunca tinha feito a travessia no sentido N - S.

Devo referir que apesar de o traçado ser o mesmo as coisas parecem muito diferentes, seja em virtude da luz que incide de modo distinto, seja em função de o relevo se fazer sentir "ao contrário", ou seja,: as subidas agora são descidas e vice versa ou, ainda, em função dos planos visuais se alterarem por completo. São duas travessias distintas.

A ameaça de chuva esteve longe de se concretizar, felizmente. Apesar de ir a solo a jornada foi muito interessante.

O domingo amanheceu soalheiro e rapidamente foram vencidos os metros até ao Mondego e à ponte de Santa Clara naquela que, em sentido inverso, constitui o desafio final que é levar o "conjunto" desde a margem aprazível do rio até aos Olivais.

O problema é, mesmo, na outra margem subir Santa Clara até se alcançar Antanhol. As rampas sucedem-se: primeiro a Calçada da Rainha Santa e, alguns quilómetros volvidos, as de Cruz de Morouços a tirarem o fôlego ao mais treinado. A progressão estava muito lenta. O que vale foi que, a partir de Antanhol, não obstante algumas subidas o ritmo foi rápido até Ansião.

No planalto do Sicó fui sempre pelo asfalto já que tem muito poucos carros e permite uma velocidade agradavelmente elevada servindo, dessa forma, para ganhar tempo e rapidamente se passa o Rabaçal e se chega a Ansião que representa quase metade do primeiro dia.

Aí a detente gustativa com as sanduíches de queijo a “mudarem de saco”... Tempo de conversa com um grupo de peregrinos pedestres brasileiros que percorriam o caminho desde Lisboa a caminho de Santiago de Compostela. Eram três casais na casa dos 60 anos. Achei fantásticas as suas descrições. Eram uma espécie de profissionais do “Camiño” já que não era a primeira vez que o percorriam.

Após Ansião, a subida até se alcançar a descida para Alvaiázere (via Casais Robustos e serra de Alvaiázere), é estupenda, porém, extenuante. Cheguei exausto ali tive que passar pelas brasas durante 15 minutos! A partir daí começa um sobe e desce demolidor até Tomar mas, quando se avista o Nabão e se segue na sua margem ao longo de um interessante quilómetro, pelo meio de um carvalhal, ficamos com a sensação de dever cumprido neste primeiro dia após 98 extenuantes quilómetros.

Não sem antes me ter cruzado com um grupo de 3 ciclistas portugueses (incluindo uma senhora) a caminho de Santiago. Estavam devidamente trajados a rigor e bem equipados com dois reboques “Extrawheel” (ainda hei-de ter uma coisa daquelas, palavra de honra). Um breve cumprimento da praxe e lá segui o derradeiro quilómetro até à cidade sede dos templários.

Tomar é uma cidade fantástica sobretudo para quem se alberga no centro histórico e avista o castelo e o Convento. Foi com este cenário que adormeci invulgarmente cedo (09:30) e acordei 12 horas após (!) de facto o cansaço que senti na véspera em Alvaiázere foi um aviso que só rende quem descansa devidamente.

A cura de sono foi a melhor coisa que me poderia ter acontecido já que me apliquei de modo distinto ao da véspera e senti-me sempre melhor, mesmo após o , habitualmente, demolidor rompe pernas que é a ligação Tomar – VN Barquinha até o Tejo pacificar o relevo. São caminhos pelo meio de pinhais e eucaliptais com as subidas e descidas a sucederem-se a ritmo alucinante, sobretudo após a Asseiceira.

Com o plano do Tejo a dominar a elevada velocidade apenas variava em função da direcção do vento ou do facto do caminho ser, ou não, pavimentado.

Da Golegã a Azinhaga segue-se a rede de caminhos agrícolas asfaltados (desertos de viaturas). A seguir a Azinhaga, segui o traçado final do Almonda e entra-se numa zona agrícola onde o caminho é muito mau e confuso e aqui sucede o incidente da travessia: meia dúzia de cães soltos e um sujeito que primeiro me assegurava que os "cães não faziam mal" (o tanas) e após ter apedrejado os dois primeiros, que começaram a ganir, começou o velho a gritar "você não atira pedras aos cães!" ao que respondi, "só paro quando você os chamar para perto de si!". Seguiu-se a lenlalenga "isto é propriedade privada!" ao que repondi "não, é um caminho público!". E efectivamente era um caminho público...

Lá segui, sem mais problemas, mas não quero repetir a experiência, até porque aqueles caminhos são muito maus e já compûs uma alternativa que segue pelo Reguengo do Alviela até Vale Figueira.

Entre Vale Figueira e Vale de Santarém tomei um caminho diferente das travessias anteriores que, não sendo grande coisa, parece-me ser o melhor. Como a parte final se entra em propriedade privada criei já uma alternativa por estrada.

O melhor foi mesmo a passagem de Vale Figueira para as Ómnias por um caminho que descobri num track e que vai, durante algum tempo, junto à linha para depois subir e ir paralelo (a cota inferior porém relativamente ao habitual.

Depois foi rolar em altas pelo caminho já muito percorrido que liga as Óminias (Santarém) à Azambuja, via Porto de Muge, Valada e Reguengo. Não sem antes me cruzar com um casal americano em bicicleta adivinhem a caminho de onde? É verdade: Santiago de Compostela. O caminho português começa a ficar conhecido e é rara a vez que não encontro ninguém a pé ou de bicicleta percorrendo a distância.

No final terminei em Castanheira do Ribatejo, quase a chegar a VF Xira, já que aí, os comboios vêm até Sete Rios.

No final deste segundo dia 121 quilómetros ainda que com uma altimetria substantivamente inferior ao do primeiro. 220 quilómetros foi a factura final.

Mas, como diz o “outro”: “Eu gosto é disto!”, ou seja: quem corre por gosto...


Ser ou não federado? Competição ou lazer?

Existem muitos praticantes de BTT e muitos eventos, contudo na competição oficial, ou seja nas provas reconhecidas pela Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) o numero de praticantes não são muitos como seria desejável, no meu ponto de vista, em comparação com outros eventos realizados por organizações amadoras ou associações de clubes onde aparecem às centenas...

E o que é que isso interessa dirão a maioria dos praticantes, não gostamos de estar federados e para quê?
Talvez seja mais cómoda a situação e até concordo que optem e tenham as suas razões para não estarem inscritos na FPC. Mas à volta desta situação acho que ainda existe um certo tabu o ser federado, "porque isso é para os prós" dizem... Nada mais errada esta ideia, qualquer um pode estar inscrito e tem vantagens com essa situação.

Contudo não vou escrever sobre essas vantagens de interesse individual, mas sim o que na minha opinião, o geral e neste caso o BTT de Portugal pode ganhar ou evoluir.
Ou seja, todos nós que gostamos de BTT, de certeza que gostariamos de ver equipas de selecção Portuguesas a competir nuns jogos olímpicos por exemplo, e também gostariamos de ver mais BTT nos orgãos informativos de desporto... Mas para isso é necessário haver "aficion" pelo BTT é necessário conhecer os herois que correm nestes nossos trilhos. E porque não correr ao lado deles e mesmo incentivando-os chamando-os pelos nomes? Para este último caso basta participar nas provas ou levar a família para os conhecer e quiçá até inscrever o filho ou filha na FPC, só assim o BTT poderá ter mais expressão oficial que é a que interessa para justificar verbas de dinheiro dos contribuintes a ser investidas neste desporto... E ainda mais importante, quantos mais jovens inscritos aumenta a probalidade de mais adeptos e podem surgir também bom atletas que sentindo-se bem no BTT, continuem e representem uma selecção se forem devidamente apoiados, conseguindo angariar pontos para a nação e atinjam todos uma soma de valores obrigatórios para termos uma representação olímpica daqui a quatro anos. É preciso sermos muitos porque um só não basta para somar os muitos pontos exigidos e elevar o nosso ranking mundial.

Resumindo o BTT para evoluir necessita de referências, de ídolos desportivos conhecidos por todos... Há um ano atrás correu no nosso concelho numa prova do regional do Porto como cadete um miúdo, para mim é já uma referência a nível nacional e até internacional. O projecto com que ele sonha cativa qualquer um e faz sonhar quem goste de BTT, contudo fica um amargo de boca sabendo que sozinho por muito bom que seja, por muitas provas que ganhe no mundo, sozinho sem mais atletas portugueses que o acompanhem este jovem extraordinário nunca conseguirá representar Portugal em 2012 nos jogos olímpicos em Londres...

Penso que com isto consigo transmitir a importância que todos nós devemos dar ao facto de ser ou não ser federado, de participar de forma activa ou simplesmente ver as provas, ou de inscrever ou não os nossos filhos na FPC (se eles gostarem claro).

Assim neste âmbito mostro a seguir a foto-reportagem de Ricardo Marinheiro, para mim um grande ídolo do BTT Português. Um jovem de 16 anos campeão nacional de XCO, vencedor da taça de Portugal de XCO, vice campeão do open de Espanha... Merece ser reconhecido, como também todos os seus adversários desportivos que ele muito respeita, porque sabe que precisa deles para um sonho dele mas que devia ser de todos nós que gostamos de BTT.




Vítor (Tools) Santos

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Metade da Ponte do Freixo sem carros e entregue às bicicletas

in Jornal Público

29.09.2008, Jorge Marmelo

Passeio de cicloturismo juntou cerca de 1500 pessoas para assinalar a Semana Europeia da Mobilidade

Cerca de um mês depois de a Ponte da Arrábida ter sido cortada ao trânsito para permitir a partida do Porto Bike Tour, ontem foi a vez de a Ponte do Freixo ficar parcialmente livre dos automóveis para ver passar as bicicletas. Cerca de mil e quinhentas pessoas saíram da Avenida da República, em Gaia, junto à loja do El Corte Inglés, seguiram para a travessia do Douro, desceram à marginal do Porto e, apesar de alguns percalços, seguiram até Matosinhos, regressando mais tarde, já em menor número, ao ponto de partida, comemorando a Semana Europeia da Mobilidade com um passeio organizado pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicletas (FPCUB).

"Foi altamente positivo termos tido tantas pessoas a participar na iniciativa. Estas são pessoas que querem mudar o mundo", resumiu, no final do passeio, o presidente da FPCUB, José Manuel Caetano, considerando que foram alcançados os objectivos do evento: promover o uso da bicicleta nos percursos citadinos, alertar para as questões da poluição do ar, reivindicar condições de segurança e conforto para os ciclistas e contribuir para melhorar a qualidade de vida e a saúde dos cidadãos.

Não obstante os bons propósitos, a circulação no sentido sul-norte da Ponte do Freixo, e nos respectivos acessos, acabou por ficar cortada durante mais tempo do que o esperado, uma vez que um dos ciclistas sofreu um acidente à saída do tabuleiro, devido à quebra de um pedal, ficando algum tempo deitado no asfalto enquanto não chegou a viatura de socorro. À espera de ordem para reatar a marcha, alguns automobilistas buzinavam já nas imediações da travessia.

Questionado pelo PÚBLICO, José Manuel Caetano lastimou o percalço, mas considerou pouco significativos os incómodos causados ao trânsito. "Tivemos a preocupação de fazer o passeio bastante rápido e a um domingo de manhã", disse, alertando, isso sim, para a má qualidade de algumas bicicletas à venda no mercado. "Se o acidente tivesse ocorrido noutras circunstâncias, aquela pessoa podia até ter sido atropelada", salientou.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Madrid sorprende con dos medidas a favor de las bicicletas en los autobuses

In Amigos del Ciclismo
23/09/2008 - Redacción / JG

La capital de España ha sido pionera al poner en marcha dos iniciativas muy beneficiosas para los usuarios de bicicletas en la ciudad en relación con los autobuses urbanos: soportes exteriores para bicicletas y posibilidad de llevar plegables.

Es muy agradable poder anunciar que una ciudad española, concretamente Madrid, ha sido pionera esta vez a la hora de llevar a la práctica unas medidas muy concretas a favor del uso de la bicicleta como medio de transporte, facilitando el acceso a los autobuses urbanos a quienes usan sus bicis para desplazarse.

La medidas, propuestas por cierto hace unos meses por la asociación Pedalibre de usuarios de la bicicleta de Madrid, son dos. La primera es la posibilidad de llevar bicicletas en unos soportes exteriores en los autobuses de la EMT (Empresa Municipal de Transportes), por el momento sólo en una línea, pero con la intención explícita de ampliarlo a más lugares con el tiempo.

En la presentación de esta medida, se ha mostrado cómo funciona este sistema, que al principio parece algo farragoso, pero que una vez que lo conoces es bastante fácil de usar. Al evento han acudido un ciclista urbano y una ciclista deportiva, mostrando de esta manera los dos ámbitos más populares de la bicicleta, en las personas de Juan Merallo, portavoz de Pedalibre-ConBici y Marisol Otero, presidenta de Madrid Probici. Entre ambos, el concejal de Movilidad, Pedro Calvo.

Se trata de un sistema que es pionero en Europa, pero que en Norteamérica se utiliza más frecuentemente. Tiene cabida para dos bicicletas por autobús, algo que puede parecer poco, pero no si el sistema se amplía. Una muy buena solución también para quienes no se animan a montar en bicicleta por temor a las cuestas.

El sistema se ha instalado por ahora en los autobuses de la línea 33 (Príncipe Pío-Casa de Campo).

La segunda medida, dentro de un paquete de medidas de accesibilidad al autobús (carritos de la compra, de bebés, de minusválidos, de bolsos de viaje), se permite también a partir de ahora el acceso de las bicicletas plegables dentro del autobús, bajo unas determinadas condiciones, que son las mismas que se propusieron hace un tiempo desde Pedalibre.

El manual de acceso al autobús recoge las condiciones de acceso de las bicicletas plegables a los autobuses urbanos de la EMT, y se puede descargar en este enlace

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Chapéus há Muitos!


Gostam da foto?

A rapariga fica elegante com o chapéu que a protege do sol, quiçá da chuva.

Um olhar mais atento mostra que, pela posição dos braços estará a segurar um guiador de uma bicicleta. Pelo traje que veste diria que é uma utilizadora de bicicleta em meio urbano, isto é, alguém que usa regularmente a bicicleta para se deslocar na cidade.

Pessoalmente sempre me fez confusão pedalar sem usar um capacete, é o hábito do BTT onde é impensável praticar sem proteger o crânio. Sei por experiência que tal utensílio tem protegido as meninges de cada um de traumas mais ou menos fortes fruto dos imponderáveis dos terrenos atravessados.

Então chegamos ao fulcro da questão: porque é que a ciclista (já lhe podemos chamar assim) da foto em lugar de usar um capacete usa um chapéu? Se o problema é não estragar o penteado então não colocaria nada na cabeça, não é verdade?

A menos que seja só uma questão de elegância. Convenhamos que um capacete arruína o visual de qualquer um.

Trata-se de um mistério, ainda assim.

Mas a resposta ao enigma pode ser encontrada em YAKKAK .

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Novo Site das "Vias Verdes" Espanholas


É nestes detalhes que se notam as diferenças entre os dois lados da fronteira.

Em Espanha existe 1.600 kms. de ferrovias em desuso e que foram convertidas em itinerários pedestres e cicloturisticos através do chamado Programa "Vias Verdes" que é coordenado pela Fundación de los Ferrocarriles Españoles.

São caminhos fantásticos que cruzam as não menos esplendorosas paisagens do país vizinho. Já aqui tivemos ocasião de nos referirmos a elas em três ocasiões correspondentes a três travessias: Via Verde del Guadiana, Via Verde del Litoral (Huelva) e Via Verde de las Vegas del Guadiana (Cáceres).

De algum modo serviu de inspiração às "Ecopistas" que a REFER promoveu com o mesmo intuíto entre nós ainda que a decaláge temporal seja enorme.

Surge agora a remodelação do seu website.

Visite as Vias Verdes em http://www.viasverdes.com/ViasVerdes

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Pista Ciclável entre o Cais do Sodré e Belém – Protocolo CML/APL



2008-09-22 , site CML

Rede de Bicicletas de Uso Partilhado – apresentação do projecto

A partir do dia 5 de Junho de 2009, toda a zona ribeirinha entre a Torre de Belém e o Cais do Sodré estará ligada por uma pista ciclável. O protocolo que define os termos da sua execução foi hoje, 22 de Setembro, Dia Europeu Sem Carros, assinado pelos presidentes da CML, António Costa, e da APL, Manuel Frasquilho. A partir desse mesmo dia, lisboetas e turistas terão acesso a uma Rede de Bicicletas de Uso Partilhado.

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Trata-se de mais duas iniciativas de carácter duradouro integradas na Semana Europeia da Mobilidade (16 a 22 de Setembro), que a Câmara Municipal de Lisboa assinala, este ano, sob o lema “Vamos Dar Um Novo Ar a Lisboa” e com os objectivos de melhorar a qualidade do ar, dar prioridade ao peão e aos utilizadores de meios de transporte alternativos ao automóvel privado e incentivar uma vida urbana mais saudável.

Para além dos 19 quilómetros de pista ciclável entre Belém e o Cais do Sodré, o protocolo assinado com a Administração do Porto de Lisboa (APL) também prevê a realização do estudo para definição de outro traçado da pista, a construir posteriormente, entre Santa Apolónia e o Parque das Nações. O troço da ciclovia que ligará o Cais do Sodré a Santa Apolónia ficará a cargo da Sociedade Frente Tejo.

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Para o presidente da CML, esta é “uma medida fundamental para a prossecução de uma estratégia efectiva para a mobilidade na cidade”. António Costa classificou mesmo a ciclovia hoje apresentada como uma “jóia preciosa”, pela sua localização ao longo do rio. Na sua intervenção, o autarca também enalteceu o facto de este protocolo provar que “a cidade e o seu porto não estão de costas voltadas como alguns querem fazer crer”. “O Porto de Lisboa é algo fundamental para a cidade e Lisboa não seria o que é se não tivesse o porto”, disse e sublinhou a importância da actividade portuária para a economia da cidade, defendendo que “o porto é parte integrante da cidade e é assim que temos de encarar as relações entre o Município e a Administração do Porto de Lisboa”.

O presidente da APL, Manuel Frasquilho, reconheceu que “o relacionamento do Porto de Lisboa com a cidade e o cidadão nem sempre tem sido fácil devido à grande actividade portuária, que exige muitas regras de funcionamento e segurança” mas elogiou o trabalho feito em parceria com a CML e defendeu que a construção desta ciclovia “é de inegável interesse público”.

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A apresentação do projecto coube ao vereador do Ambiente e Espaços Verdes, que realçou o facto de se tratar de “uma matéria estudada com base no plano geral da cidade, na estrutura ecológica e Plano Verde”. José Sá Fernandes disse que “até ao final de 2009 todos os concursos ligados aos projectos do corredor verde e percursos pedonais e cicláveis estarão lançados”, explicou o plano geral de estacionamento para veículos de duas rodas e anunciou o início dos cursos de condução de bicicleta em estrada já para o próximo mês de Outubro.

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Ao vice-presidente da autarquia e vereador da Mobilidade, Marcos Perestrello, coube a apresentação da Rede de Bicicletas de Uso Partilhado, uma proposta que será discutida na sessão de Câmara do próximo dia 24 de Setembro. Considerando a bicicleta um meio de transporte individual alternativo para distâncias até 6 quilómetros, a CML propõe-se criar uma
Rede de Bicicletas de Uso Partilhado na cidade, que será uma rede municipal mas passível de ser explorada por um operador privado. Será lançado um concurso público internacional com adjudicação prevista para Fevereiro de 2009, conclusão da obra em Maio e entrada em funcionamento a 5 de Junho, Dia do Ambiente.

Na apresentação pública do projecto, Marcos Perestrello apresentou os termos do concurso, os modelos já generalizados em cidades da Europa e América do Norte que serviram de exemplo, a rede de estações previstas para Lisboa (150 postos para mil bicicletas) integrada no sistema de transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa, e justificou a opção por um sistema misto de utilização, que prevê a existência de um cartão para utilizadores de uso regular e o acesso à rede através de cartão de crédito para turistas e utilizadores esporádicos.

E esta hein? - Londres Pone Ducha a los Ciclistas


Em soitu.es

Por CELIA MAZA (SOITU.ES)
Actualizado 18-09-2008 09:15 CET

LONDRES (REINO UNIDO).- Londres es una ciudad al detalle y cuando se propone llevar a cabo un proyecto no deja ningún fleco colgando. Con la propuesta "viaja en bici", las cosas no iban a ser menos. Todo aquel que no utilizara este medio de transporte por el engorro de llegar a la oficina sudoroso ya puede utilizar otra excusa. Desde este mes de septiembre las empresas habilitarán duchas para sus empleados y en caso de que no tengan medios para hacerlo, los trabajadores podrán desplazarse hasta el hotel Holiday Inn más cercano y utilizar allí sus instalaciones totalmente gratis. A los empleados que opten por ir andando o corriendo a la oficina se ofrecerán las mismas facilidades.

De momento, la medida tan sólo se aplica en el distrito de Sutton, al sur de la ciudad, para dar respuesta a las necesidades de más de 5.000 trabajadores de 70 empresas diferentes. Cada uno llevará su toalla y su gel. Aún no se disponen de datos oficiales sobre las personas que han utilizado las duchas, pero, si durante los seis meses que está a prueba la iniciativa tiene éxito, en el futuro se aplicará al resto de la city.

La maquinaria pesada de todo este invento la mueve "Smarter Travel". Se trata de un proyecto de asociación entre el ayuntamiento de Sutton y 'Transport for London' (encargado del metro y autobús) para reducir el uso del automóvil y promover el desarrollo sostenible. El programa, que cuenta con casi ocho millones de financiación pública, se inició en septiembre de 2006 para concienciar a la población de las ventajas medioambientales del transporte público. A lo largo del año pasado, los asesores visitaron personalmente más 70.000 hogares y consiguieron que los viajes en coche para ir al trabajo se redujeran un dos por ciento. El objetivo final es reducir los trayectos entre un cinco y un diez por ciento en tres años y analizar la evolución de la salud de los habitantes del municipio.

David Rowe, jefe de programas 'Transport for London', asegura que esta es una gran oportunidad para que las personas que viven en Sutton se inicien en el uso de la bicicleta o incluso en la buena práctica de caminar. "Hemos encontrado la solución para incorporar hábitos saludables en la rutina diaria de cualquier trabajador. Ya no pueden poner excusas para descubrir de primera mano los beneficios de estas alternativas al coche", apunta.

Embaixador do Reino Unido em Bicicleta


Nem a propósito a notícia do Público de hoje: o representante da Velha Albion entre nós é um ciclista, o que é sempre bom de saber.

Cá para mim ele é, se entretanto o Foreign Office, não o mudar de posto, um forte candidato ao Prémio Nacional de Mobilidade em 2009.

Digo eu, claro está...

No entretanto ficam as minhas felicitações ao sr. embaixador e ao seu modo de mobilidade.

Bem Haja, senhor embaixador!

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22.09.2008, Inês Sequeira

Alexander Ellis, embaixador do Reino Unido em Portugal, gosta de andar sempre vestido de acordo com as ocasiões. E quando o objectivo é um percurso de bicicleta entre casa e o local de trabalho, algo que faz algumas vezes por semana, isso inclui um capacete para prevenir possíveis quedas, calções pretos e ténis, uma t-shirt e uma pequena mochila às costas. A gravata, tal como o fato, serão vestidos depois de um duche rápido já na embaixada, ou então trocados no final da tarde.

Mas tendo em conta que se trata de um representante de Sua Majestade, o traje para andar de "bicla" abarca também um segurança pessoal equipado a rigor para o exercício, com a bicicleta e óculos escuros a protegerem a identidade de olhares mais indiscretos - para quem felizmente essas viagens "não são sacrifício nenhum", até porque pratica BTT.


Nunca em dias certos nem com percursos exactos por razões de segurança, Alexander Ellis faz questão de pegar nas duas rodas e utilizá-las como meio de transporte, em vez de se enfiar dentro de uma viatura mais rápida, discreta e que, aparentemente, seria bem mais confortável. E ainda para mais não se trata de um caminho plano, nem são poucos os quilómetros: a residência do embaixador situa-se ali para os lados da beira-rio, próxima da zona de Alcântara e do edifício da antiga FIL (que é agora o Centro de Congressos de Lisboa); a embaixada fica ainda distante e bem mais acima, próxima do Jardim da Estrela e do Largo do Rato - aquilo que o embaixador traduz numa ginástica de "20 minutos a meia-hora", mas isso deve ser para quem pedala bem e nunca pára nas subidas.

Numa cidade de "muitas colinas", confessa que se sente "quase sozinho" nestes exercícios matinais e de fim de tarde e que se tem esforçado para "manter o hábito" que trouxe já de Londres e de Bruxelas, cidades onde trabalhou durante os últimos anos, antes de regressar a Lisboa para assumir o cargo de embaixador em 2007.

Admite que em Londres existe mais facilidade em dar uso aos pedais, mas apenas porque "é plano", enquanto a capital portuguesa é "mais cansativa". Mas foge a comentar se sente falta de outras medidas de apoio aos ciclistas por parte da autarquia; lança apenas um sorriso, como quem diz que é necessária ainda paciência, pois estes hábitos na cidade "estão ainda a começar".

Quanto a acidentes ou "encostos", "nada" a registar até hoje, o que contraria as más-línguas que acusam os automobilistas portugueses de se darem mal com quem prefere as duas rodas. É claro que o clima entre os dois lados nem sempre é totalmente pacífico, assume: "De vez em quando recebo o apoio (verbal e de forma irónica, entenda-se) dos condutores das motas e dos taxistas; mas deve ser porque não estão habituados."

O embaixador recebe por vezes o "apoio" verbal dos condutores das motas e dos taxistas, mas nunca foi vítima de "encostos"

sábado, 20 de setembro de 2008

FPCUB coordena Passeio BTT de Solidariedade com o Paulo Pedro

em FPCUB

Ajudar o Paulo Pedro - Passeio de BTT - 27 Setembro 2008 - Vila Franca de Xira

Vamos ajudar o PAULO PEDRO

27 DE SETEMBRO - PASSEIO DE BTT E MEGA PIQUENIQUE

LOCAL DE CONCENTRAÇÃO DOS PARTICIPANTES: PARQUE DA FEIRA (EM FRENTE À PRAÇA DE TOUROS DE VILA FRANCA DE XIRA)

DEPOIS SEGUEM PARA A HERDADE DAS LEZÍRIAS (ONDE A PAISAGEM É DIVINAL)

INFORMAÇÃO ADICIONAL:

1 - AS INSCRIÇÕES SERÃO FEITAS NO LOCAL

2 - ESTÁ PLANEADO UM PASSEIO PEDESTRE PELA LEZÍRIA PARA ACOMPANHANTES E PARA TODOS OS QUE, MESMO NÃO TENDO BIKE, QUEIRAM JUNTAR-SE A NÓS

3 - O MEGA PIQUENIQUE SERÁ FEITO NO MESMO PARQUE DO PONTO DE ENCONTRO

4 - ESTARÁ DISPONIVEL NO PARQUE UM GRELHADOR PARA OS QUE PRETENDAM FAZER GRELHADOS

Dificuldade física e técnica: fácil

Início: 10:30h

Almoço convívio: 13:30h

Inscrição: 5 Euros (no mínimo), Inclui: banhos e seguro

NIB: 000700000045308127823

Conheça a história do Paulo Pedro em:

www.forumbtt.com

www.projectobtt.com


Qualquer dúvida não hesitem em contactar através dos números:

933702284, 967105509

Ciclovia do Mondego vai ligar Coimbra à Figueira da Foz



19.09.2008 - 15h58 Lusa

As cidades de Coimbra e Figueira da Foz vão passar a estar ligadas por uma ciclovia, para a qual já está aprovada uma verba de dois milhões de euros, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), foi hoje anunciado.

A candidatura foi formalizada pela Associação de Municípios do Baixo Mondego e o estudo prévio, já concluído, foi elaborado pelo arquitecto Miguel Figueira, da Câmara de Montemor-o-Velho.

"Se não houver grandes alterações ao estudo prévio, teremos o projecto finalizado no próximo ano", disse hoje o vereador da Câmara de Coimbra Luís Providência, após uma conferência de imprensa sobre as iniciativas da autarquia no âmbito do Dia Europeu sem Carros, que se assinala segunda-feira.

A chamada Ciclovia do Mondego inclui dois percursos, um da Portagem (Coimbra), até Montemor-o-Velho/Figueira da Foz, e outro entre a Portela, junto ao parque de campismo de Coimbra, e a zona do Choupal, para a qual não existe ainda estudo prévio.

O presidente da Câmara, Carlos Encarnação, reconheceu que Coimbra é "uma cidade difícil" em termos de circulação, mas a autarquia tem tentado incrementar o uso dos transportes públicos e apostado em veículos menos poluentes, como são os tróleis e o mini-autocarro eléctricos "Pantufinhas", que ligam a Baixa à Alta da cidade.

Entre as medidas anunciadas hoje pela autarquia estão a criação de mais duas vias para autocarros e a instalação de mais parquímetros na cidade, não tendo sido revelado o número de estacionamentos ou área abrangida.

Segunda-feira, a circulação no centro de Coimbra fica reservada a peões, transportes públicos e veículos de emergência, entre as 10h00 e as 17h00.

Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta” - 18 de Setembro



18 de Setembro de 2008 | Auditório do Metropolitano de Lisboa/Estação Alto dos Moinhos (linha azul)

Categorias/GALARDOADOS


Instituições de Ensino: Universidade do Minho


Autarquias:

Câmara Municipal de Almeirim

Câmara Municipal de Loulé


Comunicação social:

Diário de Notícias

RTP - Rádio Televisão Portuguesa

Transportes em Revista



Empresas de transportes colectivos:

CARRIS


Individualidades:

Carlos Gaivoto

Mário Soares


Modéstia à parte, destaque ainda para a minha intervenção na qual apresentei um "pauerpointe", em nome da FPCUB, na qual se descreveu a situação da mobilidade em bicicleta em Portugal e a necessidade absoluta de alteração do Código da Estrada que menoriza esta forma de transporte.

Posso anunciar que, a FPCUB, irá em breve tomar uma iniciativa no sentido dos poderes públicos promoverem uma alteração legislativa que actualize o Código da Estrada Português no sentido dos textos e das boas práticas já existentes nos outros países da UE.

Veja-se a reportagem vídeo da RTP

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta” - 18 de Setembro



Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta”
18 de Setembro de 2008 | Quinta-feira
Auditório do Metropolitano de Lisboa - Estação Alto dos Moinhos (linha azul)
15:00 horas

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) decidiu criar, em 2006, o Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta” de forma a reconhecer publicamente o contributo de determinadas entidades ou pessoas individuais que tenham promovido a utilização da bicicleta nas suas múltiplas vertentes, através da criação ou melhoria de condições e facilidades em Portugal e/ou da divulgação de iniciativas fomentadoras do uso deste veículo não motorizado.

No âmbito da atribuição do Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta” são anualmente consideradas as categorias: Autarquias, Comunicação Social, Empresas de Transportes Colectivos e Pessoas Individuais. O Prémio é simbólico e constituído por peças em vidro artesanal português.

Em 2006 os premiados foram: Empresas de Transportes:

  • CP – Comboios de Portugal, Metropolitano de Lisboa
  • FERTAGUS
  • Metro do Porto
  • Autarquias: Câmara Municipal de Aveiro, AMAL – Área Metropolitana do Algarve
  • Individuais: Crisóstomo Teixeira (ex. presidente da CP)
  • Comunicação Social: Bike Magazine e Inês Boaventura (jornalista do Público).
Em 2007 os premiados foram:

  • Empresas de Transportes: Soflusa, Transtejo
  • Comunicação Social: LUSA – Agência de Notícias de Portugal, SIC
  • Pessoas Individuais: Rui Godinho, Capitão da GNR Frederico Galvão da Silva, João Soares

A cerimónia pública de entrega da 3ª Edição do Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta” terá lugar no auditório do metropolitano de Lisboa no próximo dia 18 de Setembro, pelas 15:00 horas, integrado no programa da FPCUB para a Semana Europeia da Mobilidade que decorre entre os dias 16 e 22.

Esta cerimónia deverá contar como habitualmente com a presença na mesa de Sua Excelência a Secretária de Estado dos Transportes, Eng. Ana Paula Vitorino.

PROGRAMA
15h00 Recepção aos Participantes e Convidados
15h15 Intervenções sobre o Prémio e a Semana Europeia da Mobilidade
16h00 Entrega dos Prémios
16h30 Encerramento da Cerimónia