segunda-feira, 1 de março de 2010

BLOOM - Pedalar (ainda) mais ecológico


Como se pode aumentar o nível ecológico dum meio de transporte como a bicicleta? Os americanos da Society Creative llc arranjaram uma forma com uma solução premiada pela DESIGN21

Inspirados pelos dentes-de-leão, cujas sementes são levadas pela brisa, este engenho prende-se à bicicleta e também ele vai espalhando sementes à medida que se pedala, mas desta vez recorrendo a bolas de sabão para as distribuir.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sem raios (e coriscos)


Nove finalistas da Universidade de Yale criaram este projecto num semestre.

As empresas que quiserem aproveitar o espírito inventivo destes jovens estão com sorte, pois eles encontram-se agora à procura de emprego

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

BTT EN EL CAMPO CHARRO


 Salamanca, 14 de febrero 2010


Cuando salí a pedalear en bici el termómetro estaba en los -5 º C en el centro histórico de Salamanca. Después de pasar el puente romano sobre el Tormes pedalee hacia el oeste con el viento en las espaldas y pensaba que, ahora, la temperatura estaba agradable.

El problema empieza cuando corro hacia el norte y el este y un viento moderado y bastante frío se a instalado. Impresionante la vista de los charcos y arroyos congelados.

Yo estaba preparado para el frío, pero aún había momentos en que me sentía algo helado. El problema principal es que los guantes eran de "- 5 ° C" y algo insuficientes para la temperatura exterior, sobretodo con el viento frontal. Me olvide de un par de guantes de seda como una primera capa o, alternativamente, guantes de esquí. El agua en el interior dela botella estaba casi congelada y lo poco que aún estaba liquida era tan fría que yo evitaba beber.

En la final de 50 kilómetros de paisaje del Campo Charro en el entorno de Salamanca algo aburrido, pero permitiendo estirar las piernas. Lo mejor fue el final: rodar en el casco antiguo de Salamanca, cerca de la catedral, de la portada plateresca de la Universidad y la extraordinaria Plaza Mayor - el más impresionante en España.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

TEASER DO V RAIDE BTT DA FPCUB SETÚBAL - ODEMIRA - VILA DO BISPO

Esperando que seja do agrado de V. Exª. contamos com a sua presença no referido evento a ter lugar em 17 e 18 de Abril.

Mais informações em www.fpcub.pt/raide2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

RECONHECIMENTO DO V RAIDE BTT FPCUB - SETÚBAL -ODEMIRA - ALGARVE (2.ª etapa)

Texto: Pedro Roque
Fotos: Pedro Padinha

Esta segunda etapa do raide é completamente nova. Em 2010 o raide termina quase no extremo sudoeste de Portugal, isto é, em Vila do Bispo e, por isso, cruzamos cenários completamente novos porventura ainda mais bonitos e majestosos do que em edições anteriores.

Efectivamente, se nas edições anteriores se tomou o bonito caminho da margem direita do Mira, desta vez, seguimos pela esquerda, cruzando a ponte em Odemira e continuando uma centena de metros pela N120 que se abandona à esquerda. Sai-se do asfalto subindo um morro que nos conduzirá até Boavista dos Pinheiros. Trata-se de uma pendente forte com um gradiente muito acentuado e com a agravante do esforço ser efectuado sem o warm-up estar minimamente completado. É uma primeira introdução à adversidade.

Este é o primeiro dos diversos momentos de dificuldade física do dia já que a etapa é, maioritariamente, rolante com alguns picos de extrema dificuldade que farão com que se estabeleça um árduo compromisso entre distância e dificuldade.

A direcção inicial é a de poente até se alcançar o mar algures entre o Cabo Sardão e a Zambujeira do Mar. Assim, após Boavista, acompanhamos uma vala de irrigação durante algumas centenas de metros e cruzamos a N120 para entrarmos num magnífico bosque de sobro com um divertido rompe-pernas que culmina numa ascensão curta até um monte semi-abandonado. A presença de um profundo e inopinado barranco obriga à transposição da respectiva ribeira pela estrada após uma descida vertiginosa.


Assim a subida até  ao Mal Lavado (funny name) é apenas mitigada pelo excelente asfalto que abandonamos à esquerda pelo meio de um rápido estradão que cruza um eucaliptal. Retomamos o asfalto, não aquele povoado de tráfico mas um estreito, degradado e deserto onde praticamente não nos cruzamos com viatura alguma, quando, num ápice e em alta velocidade, chegamos até junto ao Posto Fiscal do Sardão e ao mar. Aí viramos definitivamente para sul acompanhando a ciclovia que conduzirá à Zambujeira (por enquanto ainda em fase final de construção).

Na Zambujeira do Mar, com um dia de sol, o cenário é magnífico. Tempo pois de restaurar um pouco as energias com uma paragem numa esplanada em pleno centro.

Mas como não há tempo a perder temos de seguir para sul, descendo à praia e, de seguida, subindo uma difícil rampa num pavimento de mosaicos de betão perfurados no centro de forma a permitir a infiltração de água mas a dificultar, e muito, a nossa ascensão. Tal situação repetir-se-à alguns quilómetros adiante quando se descer e subir a praia do Carvalhal. Após este ponto e após se cruzar o tardoz de uma zona dunar (com a consequente dificuldade das areias) entramos no reino da horticultura com as suas estufas e terras de cultivo imensas com a identificação de algumas marcas de saladas que se encontram nas prateleiras dos super-mercados. Assim será durante inúmeros quilómetros até se empreender a descida para a ribeira de Odeceixe onde o Alentejo cederá o passo ao Algarve, sempre com o mar por perto a poente.

Cruzada a ponte de Baiona que, cruzando a ribeira nos introduz no reino do sul com uma enorme dificuldade pela frente – temos de recuperar a altitude perdida ao entrarmos no vale. Isso é feito pelo meio da típica povoação de Odeceixe perante olhares incrédulos dos locais. A ascensão é longa e penosa a exigir empenho redobrado. Alcançado o moinho segue-se a desilusão de constatar que a subida ainda não terminou e à que avançar pela Aldeia Nova do Concelho até se atingir a plataforma planáltica. É tempo de recuperação do pulso mas de rodar rapidamente por uma sequência de estradões que, com Maria Vinagre à vista a nascente, nos conduzirão até ao Rogil.

Cruzada, de novo a N120, a ligação a Aljezur será efectuada pela rápida e deserta N 1002 de forma a ganhar tempo. Alcançado Aljezur há que subir até ao seu castelo pelo meio de autênticas veredas urbanas a exigirem grande empenho. Iremos então ligar até à Carrapateira cruzando o magnífico cenário do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina. A princípio teremos que circular um pouco pela N 1003-1 que abandonaremos seguindo pelo cimo dos montes num agradável sobe e desce pelo meio de um cenário paradisíaco.


É no meio de um cenário deste gabarito que se desce até à ribeira e se liga, pela N 268 até à Carrapateira e daí pelo estradão litoral até à Praia do Amado, hotspot do surf internacional como o comprova a autêntica zona tribal em que se converteu o parque de estacionamento. Esta praia é uma espécie de postal ilustrado da Costa Vicentina e, em virtude do intransponível relevo em seu redor, há que cruzar a praia mesmo junto ao mar para se subir uma autêntica parede para nascente e se pedalar em direcção à praia.

Estamos perante as maiores dificuldades deste segundo dia (quiçá de todo o raide) agravadas pela quilometragem acumulada e, é com algum alívio, que se alcança, de novo, a N268. Para terminar em beleza há que sair da estrada para nascente para quase se alcançar a Raposeira e daí virar para poente e fazer os cerca de dois quilómetros finais pela ecovia do Algarve em direcção ao banho e ao descanso em Vila do Bispo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

LONGEVITY AND BIKE


Madame Jeanne Louise Calment pedalou a sua bicicleta até aos 100 anos de idade.

Nada mais tenho a acrescentar. O resto pode ser encontrado aqui.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

CÓDIGO DA ESTRADA PORTUGUÊS - PETIÇÃO PARA ACABAR COM AS DISCRIMINAÇÕES


Petição "Alteração do Código da Estrada reforçando direitos de ciclistas e peões"
 
A FPCUB – Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta apoia uma petição à Assembleia da República no sentido da tomada das iniciativas legislativas necessárias com vista à alteração do Código da Estrada (Decreto-Lei n.º 44/2005, de 23 de Fevereiro) de forma a aumentar a segurança rodoviária dos ciclistas e, consequentemente, de todos os utilizadores da via pública.

De facto, Portugal tem assistido, nos últimos anos, a um aumento significativo da utilização da bicicleta em actividades de lazer, mas também como modo de transporte quotidiano. Todavia, o Código da Estrada português, ao contrário das legislações congéneres de outros estados-membros da UE, não protege o ciclista, contendo até normas que encorajam comportamentos de risco por parte de outros utilizadores da via pública, designadamente os automobilistas.

Impõe-se, pois, a alteração dessas normas do Código da Estrada, como aliás foi reconhecido na última Legislatura por todos os partidos com assento na Assembleia da República, designadamente através da Resolução nº 80/2009, que recomenda ao Governo que proceda a alterações no Código da Estrada, reforçando os direitos de ciclistas e peões.

Importará, consequentemente, que o Código da Estrada português possa convergir com as demais legislações congéneres de outros estados-membros da UE nas matérias relacionadas com a circulação de velocípedes, modificando o seu articulado no que respeita à segurança dos ciclistas.

Tal petição pode ser subscrita em http://www.peticao.com.pt/codigo-da-estrada-ciclistas-peoes

PNSAC NO INÍCIO DA TEMPORADA 2010


Texto: APRO
Foto: MSilva

Após um interregno de alguns fins de semana foi tempo de retornar ao BTT e nada melhor que uma incursão no PNASAC baseada numa amável sugestão.

Deu para juntar um grupo que, há algum tempo, não pedalava em conjunto: APRO, Jorge Cláudio, Nuno Freire, Fernando e Mário (the famous Silva brothers). 

Como a forma não era a melhor optou-se por uma incursão não muito extensa e relativamente fácil. Foram praticamente 50 kms. com uma altimetria de 1.200 metros em que pontuava apenas uma grande subida, a que nos haveria de levar de Alvados até ao topo nas grutas de Santo António que, ainda que por asfalto, exigiu bastante empenho.

Destaque para a descida técnica e sinuosa até à Fornea (ex-libris cársico) e a parte final circulando pelo labirintos dos muros. Bastante agradável.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

SCHIST EPIC RIDING - THE MOVIE SET (courtesy of SD)

Deveis estar recordados do relato da epopeia de 100 kms. debaixo de dilúvio na Serra da Lousã e aqui anteriormente reportada.

A chuva impediu-me de obter as habituais fotos mas, o Sérgio Duarte, com a câmara à prova de intempéries, não deixou os seus créditos por mão alheias e, para além de obter planos fantásticos (malgré a fraca luminosidade e a chuva), ainda os editou a preceito.

Resultado - mais de quinze minutos de vídeo divididos em três partes como se pode vislumbrar abaixo (aconselha-se a opção "HD").Parabéns ao Sérgio e aos demais membros dos Just4Fun que colaboraram no intenso esforço.

Destaque ainda para a estupenda e inolvidável performance do atleta com o impermeável verde radioactivo a demonstrar um apuro de forma física e psicológica a todos os títulos notável. Apenas a modéstia me impede de revelar a sua identidade.





quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

WHAT KIND OF MOUNTAIN BIKER ARE YOU?

The inspiration to this question came to me after looked this video-clip.

And you my friend. What kind of mountain biker are you?

sábado, 12 de dezembro de 2009

THE WOLFRAMIC PATHS



8 de Dezembro de 2009
66 kms.
2700 m. altitude acumulada positiva
Concelhos de São Pedro do Sul e Arouca

Texto e Fotos: APRO


Despite the distance being relatively short (66 kms.) the average was incredibly low (below 10 kms.) due to the intense uphills and countless miles traveled sometimes on foot, pushing and carrying  the bike, an effort proved to be of extreme harshness which contributed to the hardness of this ride.


Após esta inesquecível incursão a solo irei, tal como na maternal instrução, escrever repetidas vezes a seguinte frase: “caminhos pedonais nem sempre são cicláveis!”. Convenhamos que uma coisa é percorrermos os ditos com umas botas de trekking, outra, diferente, é transportar 10 kgs. de alumínio colina acima.

De facto o track que elaborei (a partir de uma compilação de outros) para percorrer partes das serras de São Macário, Arada e Freita, partindo e chegando nas termas de São Pedro do Sul onde estive a banhos explorando um fim de semana prolongado, conjugou a intensa beleza natural das serras, com alguns trilhos impossíveis de serem percorridos em cima do magro selim de uma bicicleta ainda que, pasme-se, estejam referenciados em tracks anteriores com a indicação BTT.

Apesar da distância ser relativamente reduzida (66 kms.) a média foi incrivelmente baixa (abaixo dos 10 kms.) em virtude das intensas subidas e de inúmeros quilómetros terem sido percorridos a pé, ora empurrando a bicicleta, ora carregando a dita num esforço que, a espaços, se revelou de enorme dureza e que contribuiu para a média muito baixa verificada.



A tarefa nunca ficou facilitada, excepto no final em que se baixou de cota fortemente. Estas são terras de montanha como poucas em Portugal. De facto, desde o início, junto ao balneário D. Afonso Henriques, nas termas, que se começou a subir intensamente até à zona de Carvalhais e daí até ao entroncamento onde se deriva para São Macário (nascente) e a Fraguinha (poente). Comecei a uma altitude inferior aos 150 metros e só parei nos quase 1000 metros de altitude e isto numa distância de 15 kms. o que dá bem a ideia do grau de dificuldade. Ainda assim, o tempo colaborou. Após a tempestade da ante-véspera o dia estava relativamente ameno, embora nublado.

Valeu o facto, abonatório, da subida ter sido feita em asfalto que, na sua parte final, serpenteava o relevo pela Arada acima até ao entroncamento. Aqui derivei para nascente, em direcção ao Alto de São Macário mas, antes de o atingir, abandonei o asfalto descendo vigorosamente em direcção à lendária aldeia de Drave,




A partir do momento em que comecei a descer para Drave acabaram-se as facilidades (leia-se, o piso ciclável). De facto, daqui até Côvelo de Paivó, inevitavelmente, a maior parte do traçado teve de ser efectuado a pé. Descem-se as primeiras centenas de metros até se ficar com a aldeia à vista lá bem no fundo do vale. A dada altura acaba-se o estradão e começa um caminho de cabras igualmente descendente que, apenas a espaços, se deixa ciclar. A princípio resolvi testar a minha técnica naquele lajeado de xisto já que, o facto de ser descendente, me pareceu que facilitava a transposição. Todavia, rapidamente o bom senso prevaleceu – o facto de ali estar sozinho, num ermo serrano, levou a que optasse por acompanhar a bicicleta a caminhar. Sejamos razoáveis – qualquer acidente naquele local poderia ter consequências imprevisíveis – ninguém sabia que eu por ali andava. De resto a diferença de velocidade entre pedalar ou caminhar era muito pequena e sobrava tempo para fotografar abundantemente.

Drave é mesmo um local lendário. Inóspito e acolhedor a um tempo embora deserto e local de romagem dos aventureiros amantes da natureza e de recolhimento espiritual em virtude do seu extremo isolamento. O único acesso é pelo caminho de cabras que calcorreia, descendo, mais de um quilómetro impossível de percorrer por meios mecânicos. Nestas circunstâncias é fácil de entender que se tenha desertificado integralmente da presença humana ainda que, seja habitado de verão por escuteiros e crentes em busca da espiritualidade que um local daqueles confere. É um sítio diferente de tudo o que vimos anteriormente. Água por todo o lado escorrendo fortemente das linhas que drenam as enormes montanhas e que engrossam a ribeira que irá aumentar o Paivó e que, de enxurradas múltiplas conferirá a fama das límpidas águas bravas do Paiva próprias para a canoagem e o jangadismo.




Naturalmente Drave é um daqueles locais impossíveis de descrever seja por imagens seja, muito menos, por prosa mas, ainda assim, num punhado de palavras permitam-me a ousadia de ensaiar: xisto omnipresente, cascatas e água cristalina, a eira, uma ermida de um branco imaculado, um cruzeiro marcando o terreno, meia dúzia de casebres alcantilados, duas pontes unindo as margens das ribeiras e um silêncio sepulcral. Um local mágico, portanto.

O problema agora colocava-se na saída. É que o caminho de cabras continuava contornando a meia-encosta e acompanhando, a cota superior, a ribeira alimentada continuamente por escorrências várias das dobras montanhosas por onde caminhávamos já que, apenas a espaços, se conseguia pedalar. O track conferia, de resto, com o traçado da Pequena Rota (PR14 “Aldeia Mágica”) como testemunhavam os tracejados vermelho e amarelo demonstrando que aquele era um trilho de caminheiros mas inadequados para ciclistas.




Contornada a montanha avisto, no fundo do vale a aldeia de Regoufe, a ribeira do mesmo nome e o couto mineiro abandonado, explorado pelos britânicos, a cota superior à aldeia. A princípio o trilho descendente deixa-se pedalar sem dificuldade mas, a dado passo, o xisto solta-se e a opção é caminhar até porque a pendente é forte. A entrada na aldeia faz-se em grande estilo cruzando a ribeira por uma ponte e entrando nas suas ruas típicas. Ao contrário de Drave esta é uma terra viva. Pergunto aos locais se o caminho que segue para poente liga a Côvelo de Paivó, o que confirmam tendo, no entanto, acrescentado que se tratava de um antigo traçado para os carros de bois. Tive de optar entre por aí seguir, acompanhando, de novo uma rota pedestre (a PR 13 “Na Senda do Paivó) ou ir por um asfalto ascendente que triplicava a distância. Optei pela distância mais curta e mais bonita acompanhando o esforço do Paivó para jusante.

Ao xisto, passada a ribeira de Regoufe, sucedeu o granito em todo o seu esplendor e o lajeado era agora nesta pedra com igual dificuldade em se deixar pedalar. A natureza é que continuava a oferecer panorâmicas impressionantes, desta vez para o lado da Serra da Freita que se preparava para receber a nossa passagem ainda que tal apenas sucedesse à custa de enorme esforço empurrando a bicicleta pelo lajeado de granito observando, a espaços, as incontáveis marcas das passagens dos carros de bois. Foram cerca de 4 quilómetros duros mas com uma descida de antologia até à aldeia de Côvelo onde a cota baixou aos 200 metros como que a demonstrar que haveria que penar muito para regressar, de novo, à cota dos 100 metros e à descida final até às termas.
Fiquei um pouco a contemplar as águas bravas do Paivó em Côvelo. Há um poder de sedução naquela torrente fria que rasga velozmente o vale para jusante. Este é um local quase imaculado e onde a artificialização custa em chegar. A pausa serviu também para reganhar forças para o que se seguiria: nada mais do que a ascensão da encosta nascente da Freita. Mesmo por asfalto a pendente era muito forte e o empenho teve de ser correspondente. O relevo também era ingrato e, longe de uma subida contínua, a dado momento recomeça a descida e a baixa de cota para a transposição de nova ribeira.

Nada mais me restou senão, após esta nova travessia, renovar o empenhamento e vencer penosamente a subida embora ela fosse, agora, relativamente suave até Rio de Frades onde parei de novo. Esta aldeia era o centro de um importante couto mineiro de volfrâmio, explorado pelos alemães e que fizeram a fortuna de alguns e a desgraça de muitos em plena segunda guerra mundial. É actualmente ponto de partida e chegada de caminhos pedestres vários explorando o filão da memória da lendária saga do volfrâmio.

Em conversa com uma idosa, proprietária da singela cafetaria da aldeia fiquei a saber que a estrada acabava ali a pouco mais de uma centena de metros. Quando soube que iria para Cabreiros disse que tal era impossível e que só existia um caminho de cabras, monte acima, com cerca de 3 quilómetros. A alternativa, pura e simplesmente, não existia. Restava seguir mesmo por aquele caminho, colina acima, pelo meio de uma mina de volfrâmio abandonada, com o Rio a correr lá bem em baixo num cenário magnífico daqueles que pensávamos não existirem em Portugal.

Já alguém lhe terá chamado de “caminho dos Incas”. Nós que, muito embora, nunca tenhamos visitado o Peru, temos do mesmo uma ideia semelhante: acidentes geológicos e de relevo imensos e isolamento extremo. O nome oficial é o “Caminho do Carteiro” (PR 6) e problema mesmo foi fazer aqueles mais de 3 kms. que distavam entre Rio de Frades e Cabreiros carregando a bicicleta em peso já que empurrá-la era impossível. Em termos de cota a contagem também foi impressionante e correspondeu a um desnível médio de 10% que me levou dos 400 aos 700 m.




Finalmente cheguei a Cabreiros praticamente no limite das forças pelo que tive de parar um pouco em plena aldeia para recuperar enquanto assistia à chegada dos imensos bois arouquenses das lides do campo. Criaturas impressionantes de vastos cornos a conferirem novo toque de ruralidade à incursão. Mas foi tempo de seguir. Agora a dificuldade consistia em passar dos 700 aos 1000 m. de Coelheira para, finalmente, descer de novo até as termas de São Pedro do Sul.

Se bem que, a partir de Cabreiros, o track apenas se desenrolasse por asfalto, o facto da subida de cota não ser linear, antes implicar algumas descidas rápidas que faziam perder altitude para, de novo se ascender penosamente, fez com que a dureza fosse extrema. Assim passei por Candal e Póvoa das Leiras, de novo em terras concelhias de São Pedro do Sul e na Serra de Arada até que, junto a Coelheira, finalmente o topo da subida, coincidindo com o pôr-do-sol.

Efectuo a última paragem técnica para montar a configuração nocturna: lentes brancas, luzes frontal e traseira e o impermeável “verde radioactivo”, pois a descida afigurava-se rápida e assim foi, em duas fases: a primeira até Santa Cruz da Trapa o que significou descer de perto dos 1000 até aos 350 m. a uma velocidade estonteante aproveitando a réstia de visibilidade. Aí segui pela EN 227 onde, após cerca de 4 kms. viro à direita em direcção às termas e, após uma breve subida aos 400 m. deslizo, aproveitando as curvas e o declive até chegar, finalmente à termas e ao descanso.




Para trás ficaram aqueles que considero como, provavelmente, os mais duros 66 kms. que alguma vez percorri. Se a altimetria é algo violenta (2700 m. positivos) o facto de largos troços terem de ser efectuados a pé complicaram muito a progressão e, sobretudo o troço ascendente entre Rio de Frades e Cabreiros aliou a beleza natural à extrema dificuldade.

A repetir embora, todavia, algumas passagem tenham de ser alteradas em nome da útil ciclabilidade.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

THE SCHIST EPIC WET RIDING



A intuição é algo de que me orgulho. Nunca fui um profundo estudioso das matérias mas, de algum modo, esse meu lado intuitivo, sempre me levou longe.

Ora, quando o Pedro Cravo lançou a ordem de batalha para se percorrer uma réplica da 1ª etapa do GeoRide da Lousã no sábado passado, tudo fiz para poder estar presente mesmo que, para isso, me tenha empenhado ao máximo. A minha intuição dizia-me que seria algo de que não me arrependeria.

De facto, desde a passada quarta-feira estive em Dublin, Irlanda (onde tive mesmo o privilégio de assistir à parte “manual” no final do France-Ireland em pleno Temple Bar, algo que nunca esquecerei). O regresso à Pátria fez-se já em plena noite de sexta-feira com a saída de Lisboa e a chegada a Coimbra a produzir-se já após a primeira hora da madrugada de sábado. Claro que, na manhã de sábado, ainda hesitei, até porque, a previsão meteorológica era peremptória quanto à possibilidade de chover. Aí o lado racional impôs-se pois se tinha feito tão grande sacrifício para estar presente não tinha lógica falhar, no final, a convocatória.

Cheguei à Lousã à hora combinada e lá fomos todos saudados pelo vento que soprava em rajada forte a indiciar que, pelo menos do ponto de vista atmosférico, não iríamos ter vida facilitada. Para além de mim mais sete ciclistas alinharam à partida.

Havia que ascender da Lousã até quase aos 1000 metros e percorrer a serra em direcção a SE. A opção recaiu pela estrada que, de Cacilhas, ascende até às Aldeias de Xisto passando pela Casa do Guarda, pelo meio de uma neblina fantasmagórica, por vezes cerrada, mas sem sinal de chuva. Destaque para os soutos de castanheiros que, nesta altura do ano e em altitude, caducaram já a sua folhagem cobrindo o solo de um manto ocre de rara beleza. As indicações das aldeias de antanho, por mim já anteriormente visitadas, foram-se sucedendo: Casal Novo, Talasnal, Chiqueiro, Vaqueirinho e Catarredor – locais mágicos do xisto - vivendo em simbiose com a serra e como que paradas no tempo.

Assim fomos, encosta acima, até reencontramos, quinze quilómetros volvidos, o traçado correspondente ao trajecto vermelho (n.º15) do Centro de BTT das Aldeias de Xisto que se inicia em Ferraria de São João (outra “dessas aldeias”) mas que integrámos aqui, nas proximidades da Lousã. Para além do tracklog GPS tínhamos as setas de trajecto BTT que seriam úteis em algumas situações até porque, devido ao tecto de nuvens, o sinal emitido dos céus era, muitas vezes, impreciso.

Após esta intersecção ainda subimos mais cerca de uma centena de metros até sucederem duas coisas distintas: o início de uma chuva impiedosa e uma descida alucinante pelos estradões muito rápidos dos parques eólicos. A precipitação far-nos-ia companhia, ininterruptamente, desde as 10:00 até às 18:00. Por seu turno, a descida iria acelerar, e de que maneira, a nossa progressão.

Todos sabemos que, estes estradões descendentes em tout-venant, podem ser muito perigosos. Sábado, no mesmo local, e por duas vezes, o perigo espreitou. Um desses incidentes passou-se comigo: uma descida muito rápida com uma curva à direita, um breve momento de distracção a motivar uma trajectória mais larga do que o recomendável e o despiste iminente. Foi um daqueles momentos em que desligamos o consciente e actuamos em piloto-automático esperando genuinamente que, naqueles brevíssimos instantes, a destreza, a experiência, a sorte e São Miguel Arcanjo se conjuguem para um final feliz.

Tudo correu bem e actuei de acordo com os “manuais”: coloquei a perna direita esticada no chão para equilibrar e contrabalançar a tendência da força centrífuga, travei moderadamente, aliviando a pressão perante os sinais de derrapagem na gravilha e, quando a velocidade e a estabilidade o permitiram, apliquei os travões de modo forte e, finalmente, respirei fundo - o BTT pode ser uma actividade perigosa. Passados breves instantes, no mesmo local, o Pedro Cravo passou por calafrio semelhante do qual se desembaraçou de modo idêntico - la experiencia es la madre de todas las cosas!

Continuámos a nossa incursão agora com descidas mais suaves que iam alternando com zonas mais técnicas mas a zona mais a sul da nossa incursão foi percorrida, de modo rápido e estávamos agora parados abrigados da chuva numa passagem inferior do IC8 perto de Figueiró dos Vinhos. A chuva continuava ininterrupta pelo que, metade do grupo, resolveu regressar por asfalto enquanto que o remanescente, no qual me incluía, resolveu percorrer o track integral, quiçá na ilusão de que a chuva cessaria em breve. Ainda assim recordo-me de ter dito que poderíamos estar na iminência de uma incursão épica. A minha intuição, mais uma vez, não me enganaria.

Assim fomos passando por Ervideira e Aldeia de Ana Avis. O traçado agora era diferente, mais técnico, com mais ascensões e mais belo em termos paisagísticos mas a chuva não largava e começava a causar alguns problemas técnicos na forma de um sempre desconcertante “chain-suck” na bicicleta do Paulo Leitão mas que, à custa de lubrificante, lá se foi superando.

Chegados à Ribeira de Alge (Alvaiázere), o ponto mais meridional da incursão foi tempo de retemperar energias num estupendo restaurante homónimo onde fomos servidos de modo estupendo e que nos permitiu secar um pouco as roupas junto à lareira. Quando saímos a chuva, longe de acalmar, reforçou a sua intensidade. Ainda assim tivemos de continuar curiosamente naquela que é, provavelmente, a parte mais bonita da incursão. Seguimos o curso da Ribeira para montante tendo, inclusivamente de cruzá-la, num pontão de madeira escorregadio e semi-destruído ali bem perto das famosas Fragas de São Simão.

Foi tempo de subir até ao Casal de São Simão (outra das Aldeias de Xisto) e daí retomar a direcção norte cruzando, de novo, o IC8 de modo duro descendo e subindo vigorosamente, e internando nos eucaliptais tentando rolar o mais rápido possível já que a visibilidade se reduziam cada vez mais. Assim cruzámos o Cercal e começamos a subir gradualmente em altitude. Foi então tempo de se alcançar o Centro de BTT da Ferraria de São João onde reagrupámos, restaurámos e montámos a configuração nocturna, abrigados da chuva que, de modo inclemente e constante se precipitava.

Quando abandonámos o centro a alteração do tom predominante no display do aparelho de GPS demonstrava que o pôr-do-sol tinha chegado. Da Ferraria para norte é uma subida contínua até ao topo da serra e aos estradões das eólicas. A temperatura baixou até aos cerca de 8 graus centígrados mas, em contrapartida, a chuva desapareceu.

Rolar à noite pelos caminhos das eólicas é uma experiência inesquecível. As luzes vermelhas e os flashes brancos, aliados às silhuetas das torres e ao ruído das pás a cortar o ar conferem uma ambiência surreal comparável a uma imensa discoteca ao ar livre. Parece que estamos noutro planeta.

Apesar das contrariedades sob a forma de um frio (embora ligeiro), da noite que complicava a navegação (impedindo mesmo que se avistasse a balizagem BTT) a situação estava sobre controlo. Dois problemas com o material vieram complicar um pouco mais as coisas: um furo no pneu traseiro do Sérgio Duarte, prontamente resolvido com um daqueles sprays anti-furo e o cabo das minhas mudanças que, pura e simplesmente, gripou, bloqueando a cassete no carreto 32. Limitada a minha progressão conseguia, todavia, progredir, sem problemas de maior jogando com as cremalheiras dos cranks.

Assim seguimos abandonando agora o largo e seguro estradão para um indecoroso trail de down-hill até Gondramaz iluminando as trevas com um par de tímidos leds, com o credo na boca e o pé amíude no chão de modo a contrariar a gravidade. Assim chagámos áquela que considero a mais preservada de todas as aldeias de Xisto (das que conheço, bem entendido) – Gondramaz. De imediato nos aboletámos no acolhedor restaurante Pátio de Xisto onde a simpática proprietária nos acolheu com um quarteto de sobremesas e galões quentes ao mesmo tempo que nos apelidava de insanos (*).

Resolvemos então que, devido ao adiantado da hora, voltar a subir aos 900 metros para daí descer para a Lousã não compensaria. Numa distância idêntica, descemos a estrada de ligação até Espinho e daí ligámos, via EM555, até à Lousã que alcançámos exactamente 100 quilómetros após a havermos deixado 13 horas antes. No final, igualmente, dois distritos - Coimbra e Leiria e seis concelhos percorridos - Lousã, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Alvaiázere, Penela e Miranda do Corvo.

Quem me conhece sabe que já percorri muitas milhas pelas serras e montanhas deste país e que passei por dificuldades muito elevadas. Todavia não tenho qualquer dúvida em afirmar que esta foi, em virtude da conjuntura em que tudo se passou, uma das incursões mais épicas que efectuei e que dificilmente esquecerei. A minha intuição estava certa e os sacrifícios que passei antes, para poder estar presente e durante a incursão, foram perfeitamente justificados perante a intensa jornada vivida.

(*) Fiz questão no dia seguinte, domingo, de voltar a Gondramaz para almoçar. Naturalmente não fui reconhecido vestido "à civil". A senhora, quando lhe disse quem era, nem queria acreditar.

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My intuition is something that I am proud of. I've never been a brilliant student but, somehow, my intuitive side always make me go forward.

However, when Pedro Cravo released the "ordem de batalha" to replicate the 1st stage of the Lousã GeoRide on the last Saturday, I've did my best to be present, even for that, I had to work hard. My intuition told me it would be something that I will not regret.

In fact, since last wednesday I was in Dublin (where I had the privilege of watching the "handy saga" at the end of the France-Ireland right in the middle of Temple Bar, something I'll never forget). The return to the motherland was at friday's evening with the departure and arrival from Lisbon to Coimbra occur after the first hour of Saturday morning. Of course, on Saturday morning, I still hesitated, because the weather forecast was accurate about the possibility of rain fall. Then the rational side imposed because I had made such a big sacrifice to be present that it seemed illogic to fail now.

So, I arrived at the appointed time in Lousã. The wind was blowing strongly indicates that we would not have a easy riding. Apart from me seven other cyclists lined up at the start.

We had to ascend Lousa's sierra to get almost at 1000 meters and then to go towards SE. We choose the road that, from Cacilhas, ascends to the Schist Villages through the Casa do Guarda and through the middle of a ghostly fog but with no signs of rain. Remarkable the chestnut trees that at this time of year and in altitude, leaves their foliage on the ground with a layer of rare beauty as well as the road signs of the old villages, which I have previously visited, in succession: Casal Novo, Talasnal, Chiqueiro, Vaqueirinho and Catarredor - magical places in schist - living in symbiosis with the sierra almost frozen in time.

So we went, uphill until we find, fifteen kilometres later, the curve of the red route (Centre of MTB, Schist Villages, No. 15) beginning in Ferraria de São João (another one of "those villages"). Apart from the GPS tracklog we had the arrows from the MTB trail that would be useful in some situations because, due to the cloud layer, the GPS signal sent from heaven was often inaccurate.

After this intersection, we climbed more than one hundred meters until two different things happened: the beginning of a heavy rain and a breathtaking descent by the large dirt roads of the windmills. The rain did not leave us from 10 a.m. until 6 p.m.. Also, the fast descend would accelerate our progression.

We all know that these dirt roads descendants can be very dangerous. Saturday, at the same place, and twice, the danger came. The first incident happened to me: a fast descent with a right turn, a brief moment of distraction motivate a wider trajectory and the imminent possibility of getting out of the path at high speed. It was one of those moments in which we turn off the conscious and act on autopilot configuration genuinely hoping that, in those briefest moments, the skills, the experience, the luck and the Archangel Michael can work together to a happy ending.

I acted in accordance with the "best practices" - stretched my right leg out on the floor to balance and counteract the tendency of centrifugal force, moderated the break pressure, relieved the pressure on the first signs of slippage in the gravel, and when speed and stability permitted, I applied the brakes strongly and finally, took a deep breath - mountain bike can be a dangerous activity. A few moments after in the same spot, Pedro Cravo went through a similar situation, which he deal in the same way - "la experiencia es la madre de todas las cosas!"

We continued our raid now with softer declines than alternating with more technical sections. The  far southern part of our raid was covered quickly until we tock shelter from the rain beneath the IC8 near Figueiró dos Vinhos. Rain continued uninterrupted so that half the group decided to return by asphalt while the remain half, which included myself, decided to remain faithful to the original track, hoping that the rain would stop soon. Yet I remember to said that we could be facing an epic raid. My intuition, again, do not fool me.

So we went through Ervideira and Aldeia de Ana Avis. The trail was now different, more technical, with more rises and beautiful landscapes but the rain did not let us and even began to cause some technical problems with a stressful chain-suck on the Paulo Leitão's bike mitigated with oil.

At Ribeira de Alge (Alvaiázere) - the southernmost point of the raid - was time to recharge our batteries in a stupendous restaurant where we were well served and that allowed us to dry the clothes by the fireplace. When we left the rain, far from calm down, increased its intensity. Yet curiously we continue in what is, probably, the most beautiful part of the raid. We followed the course of the ribeira upstream and we had to cross it, in a wooden slippery and semi-destroyed bridge near the famous Fragas de São Simão (St. Simon Cliffs).

It was time to climb to the Casal de São Simão (another of the Schist Villages) and then resume a northerly direction crossing again, the IC8 this time on a hard up and down, and interning in eucalyptus kingdom trying to roll as fast as possible before the visibility is reduced even more. So we crossed Cercal and began to rise gradually in altitude. Finally we reached the MTB Center in  Ferraria de São João where we reassembled, restored and mounted our night sets, sheltered from the rain, so harsh and constant rushed.

When we abandoned the MTB center the change of the colour of the back layer in the display of the GPS device showed that the dusk had come. From Ferraria to north is a continuous rise to the top of the mountain to get the dirt roads of the windmills. The temperature dropped up to about 8 degrees Celsius, but on the other hand, the rain disappeared.

Riding in the windmills paths by night is an unforgettable experience. Red lights and white flashes, along with the white silhouettes of the windmill towers and the sound of blades cutting the air give a surreal ambience comparable to a huge open air discotheque. We seem to be on another planet.

Despite the problems in the form of a chill wind (slight nevertheless), the night makes the navigation harder, but the situation was always under control. Two problems with the equipment threatened our progression: a flat tire in the rear wheel of Sergio Duarte's bike, readily solved with one of those miraculous sprays and the my rear gear cable blocked, stopping the cassette on the 32 teeth sprocket limited my momentum however, without compromising the progress.

Thus we left the large and secure dirt road for a trail down-hill until Gondramaz lightning the darkness with a pair of timid LEDs, with the foot often on the ground to counter gravity. So we arrived to the best preserved of all the sSchist Villages (in my view, at least)- Gondramaz and straight to the cozy restaurant Patio do Xisto where the friendly lady owner welcomed us with a quartet of desserts and warm
"galões" while nicknamed us as "insanes" (*).

We decided then that due the hour, to go up again to 900 meters and then downhill to Lousã would not compensate. We choose to go down through the road to Espinho and then, via EM555, link to Lousã, achieved exactly 100 kilometres after we left it, 13 hours before. We travelled trough two districts - Coimbra and Leiria and six municipalities - Coimbra, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Alvaiázere, Penela and Miranda do Corvo.

Anyone who knows me well also know that I already travelled many miles through the hills and mountains of this beautiful country and went through many difficulties. However I have no doubt in saying that this raid, because of the environment in which everything happened, was one of the most epic, and hard to be forgot. My intuition was right and the sacrifices that went through before, in order to be present, were fully justified.

(*) Sunday i returned to Gondramaz for lunch. The lady owner of "Pátio do Xisto", of course, did not  recognized me dressed "civilian way". When I told her who I was, she could not believe me.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

EUROBIKE 2009 - THE MOVIE



Para quem não foi a Freiderichshafen (como eu) fica aqui a reportagem vídeo efectuada pelos "amigos del ciclismo"...

Eurobike es la feria de ciclismo más importante del mundo. Nosotros hemos estado allí, y en lugar de hacer un reportaje "al uso", con un listado de novedades exhaustivo, hemos preferido hacer una serie de vídeos de corta duración.

Estos vídeos están realizados de forma muy personal, como si tú mismo fueras con nosotros: llegamos al aeropuerto de salida, viajamos en avión, alquilamos un coche, tomamos carretera desde Zürich al Lago Constanza, atravesamos el lago en Ferry hasta Friedrichshafen...

Y por supuesto, también verás las novedades presentadas, pero desde un punto de vista diferente, quizá nos llamen la atención cosas distintas... ¿Empezamos...?

En la primera entrega, aparte de curiosas tomas del viaje a Eurobike, veremos imágenes de, entre otras, estas marcas: Formula, Alligator, Elmoto, Spiuk, Buff, Uvex, Look, Hope, Paco, Poc, MRP, Whyte, Yeti, Kraftstoff, Pinarello, Giant, Colnago, Orbea y Trek. 


VIDEO ONE



Amigosdelciclismo.com en Eurobike 2009 (Video 1 de 3) from Amigosdelciclismo on Vimeo.

VIDEO TWO



Amigosdelciclismo.com en Eurobike 2009 (Video 2 de 3) from Amigosdelciclismo on Vimeo.

VIDEO THREE


Amigosdelciclismo.com en Eurobike 2009 (Video 3 de 3) from Amigosdelciclismo on Vimeo.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

MAYOR DE LONDRES SALVA MULHER DE TENTATIVA DE ASSALTO


Boris Johnson cycling in London with a mobile phone, Britain - 05 Oct 2006



Dito deste modo questionaria-se qual a relação do exposto com ciclismo...

Acontece que, Boris Johnson, mayor da capital britânica é um ciclista quotidiano e utiliza a bicicleta regularmente.

Foi precisamente pedalando numa bicicleta que Boris deparou com a tentativa de assalto.

O resto dá-nos a conhecer o jornal "Guardian":

Boris Johnson saves woman from street attack

Boris Johnson rescued a woman from three "feral kids" who were wielding an iron bar, chasing them away on his bicycle, it emerged tonight.The mayor of London was cycling through Camden, north London, on Monday night when he answered the cry of Franny Armstrong, a documentary maker and environmental activist who was surrounded by a group of hoodie-clad young girls.
Johnson stopped and chased the girls down the street, calling them "oiks". He then returned to walk Armstrong home. "He was my knight on a shining bicycle," she said today.
Armstrong directed the film The Age of Stupid, and is the founder of the 10:10 campaign, which aims to cut 10% of carbon emissions in 2010 and has attracted support from leading firms and personalities.
"I was texting on my phone so didn't notice the girls until they pushed me against the car, quite hard," Armstrong said. "At first it was quite funny, because they were only about 12. Then I saw that one of them had an iron bar in her hand. It was more than a metre long. It was as big as her.
"Then along came a cyclist. And I thought, 'Good, he's a big bloke,' and shouted, 'Can you help me please?'
"He stopped and turned around and I thought, 'Oh, my God, it's Boris Johnson.'
"He asked the girls what was going on, and at first they didn't move, so I said, 'That's the mayor of London!' and they ran off. They must have thought they were going to get in trouble. One dropped the bar, so Boris picked it up and cycled after them. He returned a few minutes later and walked me home, and we talked about 10:10."
On her Twitter feed she described her attackers as "feral kids".
Armstrong admitted she did not agree with Johnson's politics, and had voted for his rival Ken Livingstone in the mayoral elections. But she added: "If you find yourself down a dark alleyway and in trouble, I think Boris would be of more use than Ken."
A spokeswoman for the mayor confirmed that he had intervened to help Armstrong, but declined to comment further.
Johnson is something of a magnet for action when out and about. Earlier this year, he was nearly hit by a speeding lorry while out on his bicycle scouting for locations for new cycle routes. And in July, he fell in a river in Lewisham, south-east London, while trying to help a clean-up operation.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

NEW STICKERS - OLD PHILOSOPHY

Conforme se pode verificar apliquei uns novos autocolantes no quadro Ti.

Deste modo a bicicleta ficou com a seguinte configuração:



As you can see in this pictures I put some new stickers in my Ti frame.

So the bicycle has now the following set: 




  • Frame - Ti XC Hardtail

  • Fork - Marzocchi Z4 2001 (with coil kit)

  • Wheels - Mavic Cross Land UST
  • Front Tire - Michelin  xcr dry 2 tubeless 26x2.00
  • Rear Tire - Wtb Mutano Raptor tubeless 26x2.10

  • Crankset - Shimano XT (22, 32, 44)
  • Bottom Bracket - Shimano Square Taper UN53
  • Chain -  SRAM 9 speed PC 971
  • Cassette - SRAM 9 speed PG 950 (11-32)
  • Pedals - Shimano M520 SPD
  • Rear Derailleur - Shimano LX
  • Front Derailleur - Shimano XT
  • Gear Shifters - Shimano LX rapid fire

  • Headset - Cane Creek S3 (standard) 
  • Stem - On-Off 100 mm. standard 25.4 alu.
  • Handlebar - On-Off XC semi-rise standard 25.4 alu.
  • Handlebar grips - Specialized

  • Front Brake - Shimano Deore Disc 160 mm.
  • Rear Brake -  Shimano LX V Brake

  • Seatpost - Acor alu. 27.2
  • Saddle - Selle Italia Flite Gel Flow (vanox rails)

  • Weight - 11.9 kgs.

domingo, 1 de novembro de 2009

THE CORK'S PARADISE





Serra de Grândola
95 kms.
1900 m. positive accumulated ascend 
15 kms./h. average speed

Raros conhecem a Serra de Grândola.

Todavia, os poucos eleitos, sabem que é, provavelmente, o sítio perfeito para o ciclismo de montanha.

Com uma elevação moderada, uma paisagem feérica, dominando a planura alentejana, uma flora baseada em Sobro, Esteva e Urze, solos xistosos e linhas de água abundantes conferem um cenário idílico para quase todos os sentidos: as cores, os sons e os cheiros acrescentam a superior qualidade aos locais percorridos.

A presença humana é rara e resume-se a dois ou três povoados, um punhado de pastores apascentando idêntico número de rebanhos caprinos e ovinos, mas também bovinos e suínos, domésticos e selvagens já que uma numerosa vara de javalis (sus scrofa scrofa) se afugentou à nossa passagem.

Foi este o desafio proposto para o passado sábado. Um circuito de 95 kms. com início e final em Grândola num dia climatericamente perfeito com um ritmo descontraído e um sobe e desce constante por entre o montado de sobro com a chegada a fazer-se ao pôr do sol.

Melhor que as palavras restam as imagens.



Rare people know the Grandola's Sierra.

However, those select few, know that is probably the perfect spot for the mountain biking.

With a moderate altitude, a magic landscape, overlooking the plains of Alentejo, a flora based on cork oak forest, esteva and heather, schist soils, abundant water lines giving an idyllic setting for almost all the senses: colours, sounds and scents adding an high quality standard to this site.

The human presence is rare and can be resumed in two or three villages, a handful of shepherds taking care on equal number of flocks with goats and sheeps but also cattle and pigs, domestic and wild as a large group of wild boar (
Sus scrofa scrofa) is running out with our presence.

This was the challenge last Saturday. A circuit of 95 kms. starting and ending in Grandola, with a perfect weather in a relaxed pace but with a permanent up and down through the cork oak forest with the arrival at dusk.

More than  words, the images remains.


sábado, 31 de outubro de 2009

A FLOWMETER, AT LAST!


O drama de transportar a água no reservatório da mochila tem os dias contados.

A Camelbak, finalmente, criou o flowmeter que promete avaliar, não só, a quantidade de água restante como a que já foi ingerida, como ainda á uma previsão temporal até ao esgotamento.

Agora, só falta mesmo a luz laranja de reserva.

Veja-se uma explicação em vídeo.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Grupo SRAM XX - QVID IVRIS?



Quem foi a Santarém, como quem foi a Friedrichafen, verificou que a tendência MTB para 2010 pode, grosso-modo resumir-se no seguinte:
  • predomínio do XC
  • predomínio dos hardtail e dos quadros em carbono
  • predomínio, nos topos de gama, do grupo XX da SRAM
É precisamente neste último item que me gostaria de debruçar.

A SRAM tem vindo, paulatinamente, a prosseguir uma estratégia de desafio ao poder da Shimano e, depois do Grupo XO que abanou a hegemonia nos topo de gama do XTR. Lançou o Grupo XX (pedaleira, cassete e desviadores) alterando o paradigma do tradicional 3 por 9 para 2 por 10 velocidades e elevando o patamar não só da qualidade como, também, a filosofia do pedalar em XC MTB equiparando-a, de algum modo, ao que já se verifica em estrada.

Tendo em consideração a resposta das principais marcas de bicicletas ao colocarem os respectivos topos de gama com este novo grupo e relegando a "segunda linha" para o XTR pergunta-se, pertinentemente, como reagirá a Shimano?