domingo, 21 de março de 2010
THE CAMINO DOCUMENTARY
http://caminodocumentary.org
The Camino Documentary (working title) is an independent production of Future Educational Films, a nonprofit 501(c)(3) company. Our film is about the experience of walking the life-changing, 500-mile pilgrimage across Northern Spain known as The Camino de Santiago.
This 6-minute clip is a preview for our full 23-minute Fundraising Trailer, which gives the viewer a taste of the themes, scenery and real-life characters that will be featured. The full trailer was created this summer for the sole purpose of raising the funds necessary to edit the final film.
While we anticipate a national, primetime airing on PBS, the station does not provide any financial support. And, given the U.S.'s current economic situation, funding resources for such projects as ours have dried up significantly.
So... WE NEED YOUR HELP!
We're looking to people like you to spread the word and help raise the funds we need to complete the film's final edit. You can donate to our project to view the full trailer, volunteer with us, network for us, and join our update list. Visit our "Get Involved" page at caminodocumentary.org to find out how more.
The Camino Documentary (working title) follows six strangers from incredibly diverse walks of life, as they attempt to cross a country on foot with only a backpack, a pair of boots and an open mind. For some, the Camino is a religious or spiritual quest. Others seek time to reflect on personal issues, and some are purely in it for the intense physical challenge. Driven by a calling and a grand sense of adventure, each pilgrim throws themselves heart-and-soul into their physical trek to Santiago and, most importantly, their personal journey to themselves.
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE SANTARÉM A TOMAR
Texto e Foto: Miguel Sampaio
Dia 20 de Agosto, 5ª feira, de Santarém a Tomar
A saída de Santarém foi caricata. Fui até ás Portas do Sol que é uma referencia no caminho mas, estava em obras entrei ligeiramente e aparece-me um "mestre" de obras tresloucado em direcção a mim.
Depois de muito esbracejar a falar um português vernáculo e eu sem lhe dizer absolutamente nada, perguntei-lhe muito calmamente se eu estava a ser malcriado para ele ao qual ele ficou um bocado entupido. E disse-lhe " tudo bem" e segui o caminho.
Saí pela muralha e aqui por um erro de navegação estava a ver que deitaria toda a minha viagem por água abaixo quando encontro num autêntico precipício. Aqui tive o momento mais complicado, foi de me ter enganado em 10 metros quando me vi num autêntico precipício em que não dava para voltar para trás. Pensei "será que é aqui que vou terminar a minha viagem". Tive algum receio do que me poderia me acontecer mas comecei a descer arrastando-me por um ribanceira e com a minha "Mariana" carregada. Estamos a falar de cerca de 30 metros que me demoraram cerca de 45 minutos a fazer. Cheguei completamente encharcado de suor, pois já estavam cerca de 25º de temperatura. Agarrei-me na roda de trás e arrastar-me por ali abaixo lá consegui a muito custo chegar agarrando-me a umas canas que estavam mais abaixo e do qual fiz “pontaria” lá consegui chegar ileso.
Passo então pela ponte de Alcorce do séc. XIV muito bem conservada, entro por campos de cultivo passando pelas quintas Cruz da Légua, da Boavista até chegar a Vale Carreira passando pelo Rio Alviela.
Novas terras agrícolas do Reguengo percorrendo a Quinta da Leziria passando pelas ruínas da Quinta d’el Rei em Pombalinho (que era vila romana) para chegar a Azinhaga aonde tirei uma fotografia com José Saramago (embora ele estivesse muito quieto). Aqui passo pelo antigo hospital /albergue e logo depois pela capela do Espírito Santo datada do sec.XIV passando pela muito bem conservada Quinta da Broa até entrar na Golegã.
Daqui foi até á Igreja manuelina N.ª Sr.ª da Conceição na Golegã onde tentei com que carimbassem a minha credencial no turismo sem sucesso por não terem nenhum carimbo para o fazerem. Valeu-me a prontidão do funcionário do parque campismo que se dispôs a isso pois já não era a 1ª vez que o fazia a peregrinos que iam para Compostela. Enfim “No Coments”
Chego á Quinta da Cardiga. Esta quinta que foi efectuada no Séc. XII por D. Afonso Henriques para cultivo, foi Paço Real e entretanto doada á Ordem dos Templários, que até aos sec.XIX tem sido doada para várias ordens religiosas. Esta quinta que tem casas de habitação, capela, jardins, cavalariças, etc está num perfeito abandono. Aqui senti que os ponteiros do relógio tinham parado no tempo ou então tinha arrebentado a bomba H, tudo estava intacto e sem vivalma. Incrível
Em Atalaia tive o encontro imediato com o Ricardo Carvalho, confrade do Fórum BTT e que nos pusemos na cavaqueira mal eu sabia do que me ia aparecer pela frente a seguir até Grou e Asseiceira. Bem uma autêntica parede de cascalho solto e revolto que me fez falar um português ao mais “alto” nível.
Cheguei a Asseiceira para carimbar mas padre nem vê-lo, mas na junta de freguesia fui muito bem recebido pelo presidente da junta que ofereceu água e “ai-ce-ti” e mete cavaqueira dizendo que vai chamar atenção do padre porque começam a passar muitos peregrinos para Santiago e tem que fazer algo. Isto já é qualquer coisa.
Antes de chegar a Tomar passei pela pequena Capela de S. Lourenço e um padrão que assinalavam a junção dos exércitos de D. João I e do Condestável D. Nuno Alvares Pereira donde partiram para a batalha de Aljubarrota a 10 de Agosto de 1385. È de notar também o painel de azulejos alusivos a este encontro.
Cheguei a Tomar e alojei-me no Spa dos bombeiros voluntários e conheci dois peregrinos espanhóis. À noite fomos prás cervejas, contar aventuras e dar uma pequena volta com eles dando a conhecer a roda do Nabão bem como na praça da Republica a estátua de Gualdim Pais que foi o 1ª mestre da Ordem do Templo em Portugal e fundador de Tomar não deixando de visitar também a igreja de S. João Baptista com a sua lindíssima porta manuelina do séc. XV.
Isto é o Caminho
EXTRAWHEEL - BIKE TRAILER
Pois é.
Após ter jurado em Setembro de 2008 que ainda haveria de ter uma coisa daquelas eis que, aproveitando um saldo do modelo antigo (extrawheel classic) acabei por adquirir, a preço módico, um reboque extrawheel (made in Poland, imagine-se).
Simples e funcional é uma ajuda fantástica para as deslocações de vários dias em autonomia. Depois publicarei as minhas primeiras impressões sobre o artefacto.
Como diria o outro - let's look at the trailer (do you get the point: trailer? :-)
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE LISBOA A SANTARÉM
Texto e Foto: Miguel Sampaio
Dia 19 de Agosto de 2009, 4ªfeira, de Lisboa a Santarém
Quanto á aventura em si, além de ser duro fisicamente principalmente a seguir a Santarém até Coimbra, está pessimamente mal marcado com as setas amarelas, entra em estradas nacionais altamente perigosas devido ao seu tráfego. Valeu algumas anotações que o Confrade Pedro Roque me tinha dado e que foram preciosas no contornar destas situações. Bifurcações com 3 ou 4 caminhos e sem orientação nenhuma, valeu-me realmente o trabalho de casa no GPS, inclusive apanhei peregrinos completamente desorientados na montanha. Eu mais parecia o reboque do ACP a colocá-los novamente no trilho mas que me deu grande satisfação em fazê-lo.
As paisagens mudam suavemente sempre que rolava.
No princípio entre Lisboa/Santarém que são cerca de 95 kms. Pena realmente as nacionais 10 e 3 mas o trajecto ribeirinho de Alhandra até V.F.Xira com o Tejo sempre acompanhar foi espectacular com a grande quantidade de plantas e flores muito bem cuidadas.
Depois são sempre estradões rolantes aonde grandes extensões de tomatais, vinhas e milho são uma constante. Um aspecto bem negativo são os ribeiros que por aqui abundam completamente podres.
Apanhei já aqui temperaturas de 32º. Parei em Azambuja num pequeno aeródromo que fui espectacularmente bem recebido pelo Sr. Manuel Brites e a D.Vera Cruz que depois de 1 hora de conversa, descanso e 2 cervejas o Sr. Manuel Brites, ele poeta, dorido da vida, me faz um poema sobre a minha aventura com lágrimas a correr-lhe
“ Ó meu Deus Nosso Senhor,
para que eu não sinta dor,
torna perto o meu caminho,
para esta caminhada,
sei que não custa nada,
mesmo eu indo sozinho”
Daqui em diante são grandes extensões de propriedades de tomates e vinhas. Começo a ter pensar em provar uns tomates. Bem dito meu feito. Meia duzia de tomates pró bucho.
Depois deu-se o insolito de um vulto numa carrinha de distribuição de generos alimenticios e que vinha atrás de mim começou a buzinar. Parei e logo ele se pôs ao meu lado e disse
" Ó amigo vocé vai sozinho? "
" Claro, vou para Santiago"
" eu estou-me a passar da cabeça e vou um dia fazer uma coisa dessas nem que seja pró estrangeiro porque já me estou a passar da cabeça com esta m......da. A minha mulher diz que eu estou maluco mas eu querto lá saber".
Isto é o " Caminho".
Depois da saída de Azambuja vou em direcção a Reguengo passando pelas quintas de Alqueidão, Mota Frade e Valada passando por cima do enorme dique do Tejo até Porto Muge. È muito engraçado o trajecto visto que se o faz em cima do dique com o Tejo sempre acompanhar ao meu lado direito. Continuo a atravessar mais algumas herdades ladeada de vinhas até Ómnias.
Depois de 90 kms feitos eis que começo a notar uma enorme montanha ao fundo do estradão e começo a pensar “aquilo é Santarém??? Chiça tenho que subir aquilo tudo!!! que grande gaita.” Bem, era alcatrão, mas que é inclinado ai isso é.
Procurar Bombeiros Voluntários de Santarém que eram do outro lado da cidade e em baixo. Lá vou eu chego e peço guarida o que é recusada por terem ordens expressas para recusarem toda a gente que o faça visto o salão estar reservado para reuniões, ai eu perguntei “ mesmo só para esta noite!!! Mesmo para esta noite.” Disseram mesmo para escrever para lá a demonstrar o meu desagrado.
Fiquei abismado pois tinha muito boas referências deste quartel. Eu sei que os Bombeiros Voluntários não têm essa obrigação mas receber uma notícia assim e com 2 pedras na mão é obra. Mas tudo bem, “siga prá frente que atrás vem gente.”
Santarém á noite é espectacular com a quantidade de pessoas que anda na rua ou seja 0. "Mas aonde está o pessoal?"
Fui comer a um restaurante um pouco escondido lá numa quelha, bebi umas cervejas pretas alemãs e um bitoque entretanto a dona mete conversa comigo e começa falar comigo mas muito "ZEN". Como eu já tinha enfardado 2 brutas cervejas alemãs o " ZEN " parecia um besouro e já não estava a perceber nenhum do que maga me estava a dizer e os olhos já se me reviravam. Pensei "ela é boa para adormecer meninos.
Vou-me embora senão adormeço no colo dela...
NÃO SUJAR PORTUGAL - DAY ONE - 21MAR10
Excelente iniciativa. Por motivos profissionais não pude participar. Ainda assim tenho a consciência tranquila pois sou daqueles que julgo ter um comportamento irrepreensível em matéria ambiental.
Obviamente que, limpar todas as lixeiras e vazadouros ilegais, é "missão impossível" tal a dimensão do problema entre nós. Sou daqueles que admitem que os portugueses têm uma relação grave com o lixo. Basta ver as bermas das estradas para se entender como nos é culturalmente endémico tomarmos o ambiente como um imenso vazadouro.
Quem, como eu, pedala pelas florestas e ambiente rurais, não pode deixar de se impressionar com a dimensão do fenómeno. O mais grave é que, alguns de nós, betetistas, são os primeiros a prevaricarem alinhando no desporto nacional de se livrarem do lixo "borda fora".
Tal como diz e bem o nosso Presidente da República, a iniciativa "Limpar Portugal" serve para alertar os portugueses sobre o problema e, acima de tudo, prepara o day after, quer dizer, começa agora a campanha "Não Sujar Portugal" porventura mais importante que o "Limpar".
sexta-feira, 12 de março de 2010
E LÁ FOI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - PRÓLOGO
Texto: Miguel Sampaio
Tinha pouca informação respeitante a este caminho, apenas alguns tópicos. Fui para a net e à que indagar.
Muitas horas passaram a estudar e a fazer perguntas no Fórumbtt, que foi sem duvida uma fonte muito preciosa de informação. Consegui então o track GPS e foi o pontapé de saída para começar aprofundar mais os sítios por onde iria passar.
Curiosamente mandei vir de Espanha um guia sobre este caminho ( Lisboa, Tomar, Porto, Santiago) escrito pelo senhor John Brierley, que o fez tirando apontamentos muito interessantes sobre locais e a sua história.
Guia muito bem elaborado, com muita informação e que foi minha companhia, prá além dum outro editado pela Associação Galega dos Amigos de Santiago.
Foi sem dúvida uma experiência fantástica esta de fazer o “Caminho” sozinho. Muitas vozes se levantaram em demover-me chamando-me de doido, inconsciente, eu sei lá que mais. Mas digo-vos que nunca me senti sozinho bem pelo contrário. O prazer de contemplar á minha vontade sem pressas nem stress fez da viagem um momento fenomenal.
Numa aventura destas o factor físico e psicológico são peças fundamentais para o sucesso do mesmo. Sabia perfeitamente dos riscos que uma aventura/viagem acarretam.
No entanto tinha em mente que não poderia arriscar nem facilitar em nada porque poderia haver situações de risco e por um simples capricho poderia deitar tudo a perder.
Fisicamente, sentia-me a melhorar pois tinha feito recentemente um intervenção cirúrgica ao ombro que levou a estar inactivo cerca de 1 mês.
O factor psicológico é que estava um pouco débil e indeciso devido a todas as investidas que tinha levado
Muitos adiamentos tive, por isto ou por aquilo até que chegou a uma determinada altura que decidi mesmo avançar e engraçado que as vozes negativas e silenciosas passaram a ser um enorme incentivo para eu arrancar com a aventura ou seja, começou tudo a funcionar ao contrário.
Levada a Marin Palissades e alforges para Lisboa pelo meu sobrinho João, foi então a contagem decrescente.
No dia anterior à minha partida lá me meti no comboio de manhã para ser recebido pelo padre João Caniço http://www.paroquias.org/noticias.php?n=1449 do qual foi também um fonte de inspiração devido á situação gravíssima em que se encontrou.
A conversa foi reconfortante e sempre a dar pormenores da minha aventura bem como a própria aventura deste padre.
No dia seguinte às 7 da manhã o meu sobrinho lá me levou para a Sé de Lisboa para depois arrancar com a aventura. Obrigado João.
Ainda no Porto tinha colocado no Fórum BTT um tópico apenas por brincadeira que o intitulei por “ E lá vou eu de Lisboa a Santiago” e que se revelou para mim uma autentica surpresa e inclusive de admiração por todos vocês que realmente foram também peças fundamentais e anímicas para mim.
Tinha visto que a Confreira ORB2 estava também ela entusiasmada com isto e perguntei-lhe se não queria ser a minha interlocutora no fórum o que rapidamente aceitou e que grande trabalho ela fez e, acho mesmo que foi a primeira vez que vocês estavam ao corrente da minha viagem antes de eu dizer fosse o que fosse.
À ORB2, ao Manuel Miranda, ao José Rodrigues, Rui Carvalho o meu muito obrigado pelas vossas noticias dadas no ForumBtt no decorrer da minha viagem. Como dizem os espanhóis “ Precioso”
O MAIS BELO ANIMAL DO MUNDO
Ava Gardner (1922 - 1990) é justamente tida como uma das mais belas actrizes de Hollywood e um dos mitos da sétima arte.
Nesse sentido foi considerada o mais belo animal do mundo.
Esta fotografia, com Ava montada numa bicicleta, pretende ser uma singela homenagem.
E LÁ FOI ELE ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA
Num rigoroso exclusivo iremos postar aqui, gradualmente, o relato de Miguel Sampaio acerca do percurso que efectuou entre Lisboa e Santiago de Compostela no verão de 2009.
Fiquem atentos pois ele é um CARA VALENTE...
quinta-feira, 11 de março de 2010
Os ciclistas da juventude hitleriana que andaram pelo Reino Unido a espiar
Notícia Público online - 11MAR10 - Por Dulce Furtado
A organização juvenil da Alemanha nazi quis estabelecer uma cooperação com os escuteiros de Baden Powell.
Grupos de ciclistas a rodarem pelas estradas secundárias do Reino Unido não são habitualmente uma visão inspiradora de receios. Mas no Verão de 1937, na recta de entrada na II Guerra Mundial, quando esses ciclistas eram rapazes da juventude hitleriana, as sinetas de alarme soaram no MI5.
Notificações oficiais daquela época, recortes de jornais, cartas e fotografias dos acontecimentos foram agora reveladas pelos Arquivos Nacionais de Kent. Entre eles, estão relatórios de agentes dos serviços secretos britânicos, convencidos de que os "grupos de ciclistas nazis" - sete foram identificados - estavam no país "com instruções" para espiar.
Sob ordem directa do chefe do MI5, Vernon Kell, os polícias mantiveram debaixo de olhos estes ciclistas nas suas visitas a escolas, jantares em clubes de campo, estadias em acampamentos de escuteiros e em paragens em fábricas e igrejas, que fotografavam.
Os media locais depressa aderiram à vaga de desconfiança, falando do perigo que representavam os "spyclists" nazis - expressão criada pelo jornal "Daily Herald", num jogo com as palavras espiões e ciclistas, com base num artigo "suspeito" publicado meses antes numa revista alemã de ciclismo.
"Memorizem estradas e caminhos, vilas e cidades, torres de igreja e outros marcos para não mais os esquecerem. Atravessem as pontes de forma a poderem ser capazes de as voltar a passar no escuro. Talvez venham a utilizar essas informações em benefício da pátria mãe", aconselhava a publicação germânica.
Estes receios aumentaram mais ainda quando o fundador dos escuteiros, Lord Baden Powell, respondeu entusiasticamente à oferta de colaboração com a juventude hitleriana, durante encontros amigáveis com o embaixador alemão, Joachim von Ribbentrop, e figuras de proa do movimento juvenil de Hitler, incluindo Jochen Benemann, que fora para Londres no início de 1937 supostamente para estudar inglês. Baden Powell chegou mesmo a ser convidado a visitar Hitler.
As propostas de cooperação entre as duas organizações - com os nazis a oferecerem até levantar a proibição dos uniformes de escuteiro na Alemanha - foram chumbadas pelo MI5, assim como qualquer espécie de "relacionamentos próximos". Ironicamente Baden Powell nunca soube que o seu nome estava no "Livro Negro", a lista das SS de pessoas que deviam ser presas se a Alemanha invadisse o Reino Unido.
quarta-feira, 10 de março de 2010
MUITO MAIS ÁGUA E LEZÍRIA
Incursão insana esta que, em plena cheia da bacia do Tejo, nos levou a pedalar pelas margens do Sorraia, Tejo e de algumas ribeiras adjacentes.
De facto, apenas um grande amor à arte, faria com que, com aguaceiros fortes, um terreno permanentemente alagado e repetidas ameaças à integridade do material se percorressem cerca de 95 kms. entre Coruche, Salvaterra de Magos, Raposa (Almeirim) e o respectivo regresso.
Tirando esta visão, aparentemente negativa, foi mais uma incursão épica levada a cabo, por vezes, debaixo de uma chuva diluviana, atravessando inúmeros charcos, por vezes extensos e inopinadamente fundos, a requererem desmontagens rápidas por forma a não comprometerem nem o material, nem o ciclista.
Todavia nenhum de nós pode falar em surpresa já que, de modo consciente, escolhemos pedalar com semelhante quadro meteorológico e de terrenos. Assim e, no meu caso, para além do incontornável impermeável, o “wet set” incluía as botas de inverno manufacturadas pelo tio Shimano, mas também meias e luvas de neoprene com espessura de 2 mm. - adquiridas na secção de caça submarina, bem entendido.
Porém, tal como previsto, a humidade persistente não se conjugou com o frio já que a temperatura era amena e, tal facto, permitiu que o aquecimento próprio do esforço fosse suficiente para contrariar o arrefecimento inerente à água que nos cercava.
De resto, pedalar à chuva, nada tem de extraordinário e é um modo diferente de contemplar a paisagem sobretudo quando se percorrem os largos vales das lezírias e se constata que praticamente todo o chamado leito de cheia está alagado. Subir ao castelo de Coruche e observar o vale do Sorraia em semelhantes condições é algo de inesquecível.
Desloquei-me de Lisboa em companhia do Jorge Cláudio. Como também iríamos contar com a presença do Cláudio Nogueira, de Évora, optámos por começar em Coruche. Assim, os primeiros 30 kms. da incursão foram a ligação, ao longo da margem direita do Sorraia até Salvaterra de Magos efectuados rapidamente pelo plano estradão e pelo caminho junto ao canal ambos a centímetros da cheia.
Daí seguimos até Muge, via Escaroupim – onde rumámos brevemente até ao Tejo que, curiosamente, nivelava em cota inferior ao fim-de-semana anterior. Após Muge um forte vento de nascente complicou bastante a progressão o que fez com que a chegada a Raposa fosse acolhida agradavelmente já que, a partir daí e apesar da subida inicial, se encontraram apenas estradões e estradas secundárias que permitiram nova e rápida progressão até à ribeira da Lamarosa.
A partir daí subiu-se até um eucaliptal recém cortado. Assim, apesar de Coruche já estar por perto, esta foi a parte mais penosa do percurso já que, para além da chuva recomeçar de modo impiedoso, foi tempo de cruzar charcos enormes, alguns de uma profundidade impensável onde as competências nadatórias estiveram prestes a ser testadas.
Alcançada a N 114 iniciámos a entrada pela parte alta de Coruche e, após uma passagem pelo charco final que serviu para uma “lavagem de estrada” do material e do calçado, a paragem no miradouro permitiu restaurar as energias e alegrar as vistas para a descida final pelo centro de Coruche.
“Deus queira que chova três dias sem parar...”
Mais fotos em http://picasaweb.google.com/roque.oliveira/CorucheSdMCorucheJCCN#
segunda-feira, 1 de março de 2010
ÁGUA E LEZÍRIA
Com os terrenos impróprios para pedalar fora da estrada foi tempo de escolher um percurso todo-terreno em que o barro não abundasse e em que, apesar da quantidade inusitada de água existente nos solos, se conseguisse progredir razoavelmente.
Assim, foi escolhida a "clássica" de Salvaterra de Magos e, como companhia, apenas o Jorge Cláudio deu o seu agrément. Avançámos em sentido contrário àquele que era habitual, isto é, circular para NE em direcção a Muge, rodando no sentido horário.
O tempo estava cinzento mas a chuva não tinha ainda aparecido. Com os fortes índices de pluviosidade das últimas semanas desde logo se descartou a incursão inicial pelos arrozais optando por seguir até ao Escaroupim pela estrada (deserta àquela hora) o que permitiu um aquecimento de qualidade. Rapidamente passamos aquela aldeia avieiera e seguimos para Muge onde optámos por seguir um rumo diferente do track. Em boa hora - o alagamento das zonas de aluvião do Vale do Tejo impedia que se passasse pelo caminho habitual dos arrozais e o desvio, na direcção de Benfica do Ribatejo, permitiu chegar a Raposa rapidamente e sem problema.
Daí subimos, cruzámos a N 114 e descemos. O problema foi que a ribeira não se deixou cruzar pois, para além do leito de cheia muito alargado, o pontão, pura e simplesmente desapareceu. Este golpe de teatro fez com se perdessem inúmeros minutos e quilómetros tentando achar uma solução e, a mesma, claramente expedita, implicou a transposição de algumas vedações e portões até se retomar a N 114 e transpor a ponte.
A esta transposição correspondeu um aumento e consolidação da plusviosidade. e facto a chuva tinha feito a sua aparição sob a forma de breves aguaceiros. Agora veio forte para ficar. Foi cerca de uma hora a pedalar debaixo de um céu inclemente e valeu o facto do estradão estar bem marcado e compactado.
Com as perdas de tempo anteriores optou-se pelo regresso cruzando um troço não registado até se tomar, a partir de Granho, o troço final do troço (Muge - Salvaterra). Referência a uma breve paragem no caís do Escaroupim que é fronteiro à Valada na margem norte onde os locais observavam com curiosidade a subida das águas do Tejo.
No final a marca de 85 kms., ou seja, 8 a menos que o planeado. Ainda assim uma incursão muito interessante e muito marcado pela presença do Tejo e de outros cursos de água subsidiários apresentando fortes caudais constituindo um factor marcante na paisagem.
Apesar da chuva forte foi um excelente passeio. Penso repeti-lo em breve desta vez resolvendo o problema da passagem da ribeira através da circulação via Lamarosa e ainda com a passagem por Coruche.
É um bom passeio para esta altura do ano até porque, a presença de alguma areia, é mitigada pelo facto do terreno estar pesado e compacto.
BLOOM - Pedalar (ainda) mais ecológico

Como se pode aumentar o nível ecológico dum meio de transporte como a bicicleta? Os americanos da Society Creative llc arranjaram uma forma com uma solução premiada pela DESIGN21
Inspirados pelos dentes-de-leão, cujas sementes são levadas pela brisa, este engenho prende-se à bicicleta e também ele vai espalhando sementes à medida que se pedala, mas desta vez recorrendo a bolas de sabão para as distribuir.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Sem raios (e coriscos)
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
BTT EN EL CAMPO CHARRO
Salamanca, 14 de febrero 2010
Cuando salí a pedalear en bici el termómetro estaba en los -5 º C en el centro histórico de Salamanca. Después de pasar el puente romano sobre el Tormes pedalee hacia el oeste con el viento en las espaldas y pensaba que, ahora, la temperatura estaba agradable.
El problema empieza cuando corro hacia el norte y el este y un viento moderado y bastante frío se a instalado. Impresionante la vista de los charcos y arroyos congelados.
Yo estaba preparado para el frío, pero aún había momentos en que me sentía algo helado. El problema principal es que los guantes eran de "- 5 ° C" y algo insuficientes para la temperatura exterior, sobretodo con el viento frontal. Me olvide de un par de guantes de seda como una primera capa o, alternativamente, guantes de esquí. El agua en el interior dela botella estaba casi congelada y lo poco que aún estaba liquida era tan fría que yo evitaba beber.
En la final de 50 kilómetros de paisaje del Campo Charro en el entorno de Salamanca algo aburrido, pero permitiendo estirar las piernas. Lo mejor fue el final: rodar en el casco antiguo de Salamanca, cerca de la catedral, de la portada plateresca de la Universidad y la extraordinaria Plaza Mayor - el más impresionante en España.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
TEASER DO V RAIDE BTT DA FPCUB SETÚBAL - ODEMIRA - VILA DO BISPO
Esperando que seja do agrado de V. Exª. contamos com a sua presença no referido evento a ter lugar em 17 e 18 de Abril.
Mais informações em www.fpcub.pt/raide2010
Mais informações em www.fpcub.pt/raide2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
RECONHECIMENTO DO V RAIDE BTT FPCUB - SETÚBAL -ODEMIRA - ALGARVE (2.ª etapa)
Texto: Pedro Roque
Fotos: Pedro Padinha
Esta segunda etapa do raide é completamente nova. Em 2010 o raide termina quase no extremo sudoeste de Portugal, isto é, em Vila do Bispo e, por isso, cruzamos cenários completamente novos porventura ainda mais bonitos e majestosos do que em edições anteriores.
Efectivamente, se nas edições anteriores se tomou o bonito caminho da margem direita do Mira, desta vez, seguimos pela esquerda, cruzando a ponte em Odemira e continuando uma centena de metros pela N120 que se abandona à esquerda. Sai-se do asfalto subindo um morro que nos conduzirá até Boavista dos Pinheiros. Trata-se de uma pendente forte com um gradiente muito acentuado e com a agravante do esforço ser efectuado sem o warm-up estar minimamente completado. É uma primeira introdução à adversidade.
Este é o primeiro dos diversos momentos de dificuldade física do dia já que a etapa é, maioritariamente, rolante com alguns picos de extrema dificuldade que farão com que se estabeleça um árduo compromisso entre distância e dificuldade.
A direcção inicial é a de poente até se alcançar o mar algures entre o Cabo Sardão e a Zambujeira do Mar. Assim, após Boavista, acompanhamos uma vala de irrigação durante algumas centenas de metros e cruzamos a N120 para entrarmos num magnífico bosque de sobro com um divertido rompe-pernas que culmina numa ascensão curta até um monte semi-abandonado. A presença de um profundo e inopinado barranco obriga à transposição da respectiva ribeira pela estrada após uma descida vertiginosa.
Assim a subida até ao Mal Lavado (funny name) é apenas mitigada pelo excelente asfalto que abandonamos à esquerda pelo meio de um rápido estradão que cruza um eucaliptal. Retomamos o asfalto, não aquele povoado de tráfico mas um estreito, degradado e deserto onde praticamente não nos cruzamos com viatura alguma, quando, num ápice e em alta velocidade, chegamos até junto ao Posto Fiscal do Sardão e ao mar. Aí viramos definitivamente para sul acompanhando a ciclovia que conduzirá à Zambujeira (por enquanto ainda em fase final de construção).
Na Zambujeira do Mar, com um dia de sol, o cenário é magnífico. Tempo pois de restaurar um pouco as energias com uma paragem numa esplanada em pleno centro.
Mas como não há tempo a perder temos de seguir para sul, descendo à praia e, de seguida, subindo uma difícil rampa num pavimento de mosaicos de betão perfurados no centro de forma a permitir a infiltração de água mas a dificultar, e muito, a nossa ascensão. Tal situação repetir-se-à alguns quilómetros adiante quando se descer e subir a praia do Carvalhal. Após este ponto e após se cruzar o tardoz de uma zona dunar (com a consequente dificuldade das areias) entramos no reino da horticultura com as suas estufas e terras de cultivo imensas com a identificação de algumas marcas de saladas que se encontram nas prateleiras dos super-mercados. Assim será durante inúmeros quilómetros até se empreender a descida para a ribeira de Odeceixe onde o Alentejo cederá o passo ao Algarve, sempre com o mar por perto a poente.
Cruzada a ponte de Baiona que, cruzando a ribeira nos introduz no reino do sul com uma enorme dificuldade pela frente – temos de recuperar a altitude perdida ao entrarmos no vale. Isso é feito pelo meio da típica povoação de Odeceixe perante olhares incrédulos dos locais. A ascensão é longa e penosa a exigir empenho redobrado. Alcançado o moinho segue-se a desilusão de constatar que a subida ainda não terminou e à que avançar pela Aldeia Nova do Concelho até se atingir a plataforma planáltica. É tempo de recuperação do pulso mas de rodar rapidamente por uma sequência de estradões que, com Maria Vinagre à vista a nascente, nos conduzirão até ao Rogil.
Cruzada, de novo a N120, a ligação a Aljezur será efectuada pela rápida e deserta N 1002 de forma a ganhar tempo. Alcançado Aljezur há que subir até ao seu castelo pelo meio de autênticas veredas urbanas a exigirem grande empenho. Iremos então ligar até à Carrapateira cruzando o magnífico cenário do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina. A princípio teremos que circular um pouco pela N 1003-1 que abandonaremos seguindo pelo cimo dos montes num agradável sobe e desce pelo meio de um cenário paradisíaco.
É no meio de um cenário deste gabarito que se desce até à ribeira e se liga, pela N 268 até à Carrapateira e daí pelo estradão litoral até à Praia do Amado, hotspot do surf internacional como o comprova a autêntica zona tribal em que se converteu o parque de estacionamento. Esta praia é uma espécie de postal ilustrado da Costa Vicentina e, em virtude do intransponível relevo em seu redor, há que cruzar a praia mesmo junto ao mar para se subir uma autêntica parede para nascente e se pedalar em direcção à praia.
Estamos perante as maiores dificuldades deste segundo dia (quiçá de todo o raide) agravadas pela quilometragem acumulada e, é com algum alívio, que se alcança, de novo, a N268. Para terminar em beleza há que sair da estrada para nascente para quase se alcançar a Raposeira e daí virar para poente e fazer os cerca de dois quilómetros finais pela ecovia do Algarve em direcção ao banho e ao descanso em Vila do Bispo.
Fotos: Pedro Padinha
Esta segunda etapa do raide é completamente nova. Em 2010 o raide termina quase no extremo sudoeste de Portugal, isto é, em Vila do Bispo e, por isso, cruzamos cenários completamente novos porventura ainda mais bonitos e majestosos do que em edições anteriores.
Efectivamente, se nas edições anteriores se tomou o bonito caminho da margem direita do Mira, desta vez, seguimos pela esquerda, cruzando a ponte em Odemira e continuando uma centena de metros pela N120 que se abandona à esquerda. Sai-se do asfalto subindo um morro que nos conduzirá até Boavista dos Pinheiros. Trata-se de uma pendente forte com um gradiente muito acentuado e com a agravante do esforço ser efectuado sem o warm-up estar minimamente completado. É uma primeira introdução à adversidade.
Este é o primeiro dos diversos momentos de dificuldade física do dia já que a etapa é, maioritariamente, rolante com alguns picos de extrema dificuldade que farão com que se estabeleça um árduo compromisso entre distância e dificuldade.
A direcção inicial é a de poente até se alcançar o mar algures entre o Cabo Sardão e a Zambujeira do Mar. Assim, após Boavista, acompanhamos uma vala de irrigação durante algumas centenas de metros e cruzamos a N120 para entrarmos num magnífico bosque de sobro com um divertido rompe-pernas que culmina numa ascensão curta até um monte semi-abandonado. A presença de um profundo e inopinado barranco obriga à transposição da respectiva ribeira pela estrada após uma descida vertiginosa.
Assim a subida até ao Mal Lavado (funny name) é apenas mitigada pelo excelente asfalto que abandonamos à esquerda pelo meio de um rápido estradão que cruza um eucaliptal. Retomamos o asfalto, não aquele povoado de tráfico mas um estreito, degradado e deserto onde praticamente não nos cruzamos com viatura alguma, quando, num ápice e em alta velocidade, chegamos até junto ao Posto Fiscal do Sardão e ao mar. Aí viramos definitivamente para sul acompanhando a ciclovia que conduzirá à Zambujeira (por enquanto ainda em fase final de construção).
Na Zambujeira do Mar, com um dia de sol, o cenário é magnífico. Tempo pois de restaurar um pouco as energias com uma paragem numa esplanada em pleno centro.
Mas como não há tempo a perder temos de seguir para sul, descendo à praia e, de seguida, subindo uma difícil rampa num pavimento de mosaicos de betão perfurados no centro de forma a permitir a infiltração de água mas a dificultar, e muito, a nossa ascensão. Tal situação repetir-se-à alguns quilómetros adiante quando se descer e subir a praia do Carvalhal. Após este ponto e após se cruzar o tardoz de uma zona dunar (com a consequente dificuldade das areias) entramos no reino da horticultura com as suas estufas e terras de cultivo imensas com a identificação de algumas marcas de saladas que se encontram nas prateleiras dos super-mercados. Assim será durante inúmeros quilómetros até se empreender a descida para a ribeira de Odeceixe onde o Alentejo cederá o passo ao Algarve, sempre com o mar por perto a poente.
Cruzada a ponte de Baiona que, cruzando a ribeira nos introduz no reino do sul com uma enorme dificuldade pela frente – temos de recuperar a altitude perdida ao entrarmos no vale. Isso é feito pelo meio da típica povoação de Odeceixe perante olhares incrédulos dos locais. A ascensão é longa e penosa a exigir empenho redobrado. Alcançado o moinho segue-se a desilusão de constatar que a subida ainda não terminou e à que avançar pela Aldeia Nova do Concelho até se atingir a plataforma planáltica. É tempo de recuperação do pulso mas de rodar rapidamente por uma sequência de estradões que, com Maria Vinagre à vista a nascente, nos conduzirão até ao Rogil.
Cruzada, de novo a N120, a ligação a Aljezur será efectuada pela rápida e deserta N 1002 de forma a ganhar tempo. Alcançado Aljezur há que subir até ao seu castelo pelo meio de autênticas veredas urbanas a exigirem grande empenho. Iremos então ligar até à Carrapateira cruzando o magnífico cenário do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina. A princípio teremos que circular um pouco pela N 1003-1 que abandonaremos seguindo pelo cimo dos montes num agradável sobe e desce pelo meio de um cenário paradisíaco.
É no meio de um cenário deste gabarito que se desce até à ribeira e se liga, pela N 268 até à Carrapateira e daí pelo estradão litoral até à Praia do Amado, hotspot do surf internacional como o comprova a autêntica zona tribal em que se converteu o parque de estacionamento. Esta praia é uma espécie de postal ilustrado da Costa Vicentina e, em virtude do intransponível relevo em seu redor, há que cruzar a praia mesmo junto ao mar para se subir uma autêntica parede para nascente e se pedalar em direcção à praia.
Estamos perante as maiores dificuldades deste segundo dia (quiçá de todo o raide) agravadas pela quilometragem acumulada e, é com algum alívio, que se alcança, de novo, a N268. Para terminar em beleza há que sair da estrada para nascente para quase se alcançar a Raposeira e daí virar para poente e fazer os cerca de dois quilómetros finais pela ecovia do Algarve em direcção ao banho e ao descanso em Vila do Bispo.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
LONGEVITY AND BIKE
Madame Jeanne Louise Calment pedalou a sua bicicleta até aos 100 anos de idade.
Nada mais tenho a acrescentar. O resto pode ser encontrado aqui.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
CÓDIGO DA ESTRADA PORTUGUÊS - PETIÇÃO PARA ACABAR COM AS DISCRIMINAÇÕES
Petição "Alteração do Código da Estrada reforçando direitos de ciclistas e peões"
A FPCUB – Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta apoia uma petição à Assembleia da República no sentido da tomada das iniciativas legislativas necessárias com vista à alteração do Código da Estrada (Decreto-Lei n.º 44/2005, de 23 de Fevereiro) de forma a aumentar a segurança rodoviária dos ciclistas e, consequentemente, de todos os utilizadores da via pública.
De facto, Portugal tem assistido, nos últimos anos, a um aumento significativo da utilização da bicicleta em actividades de lazer, mas também como modo de transporte quotidiano. Todavia, o Código da Estrada português, ao contrário das legislações congéneres de outros estados-membros da UE, não protege o ciclista, contendo até normas que encorajam comportamentos de risco por parte de outros utilizadores da via pública, designadamente os automobilistas.
Impõe-se, pois, a alteração dessas normas do Código da Estrada, como aliás foi reconhecido na última Legislatura por todos os partidos com assento na Assembleia da República, designadamente através da Resolução nº 80/2009, que recomenda ao Governo que proceda a alterações no Código da Estrada, reforçando os direitos de ciclistas e peões.
Importará, consequentemente, que o Código da Estrada português possa convergir com as demais legislações congéneres de outros estados-membros da UE nas matérias relacionadas com a circulação de velocípedes, modificando o seu articulado no que respeita à segurança dos ciclistas.
Tal petição pode ser subscrita em http://www.peticao.com.pt/codigo-da-estrada-ciclistas-peoes
PNSAC NO INÍCIO DA TEMPORADA 2010
Texto: APRO
Foto: MSilva
Após um interregno de alguns fins de semana foi tempo de retornar ao BTT e nada melhor que uma incursão no PNASAC baseada numa amável sugestão.
Deu para juntar um grupo que, há algum tempo, não pedalava em conjunto: APRO, Jorge Cláudio, Nuno Freire, Fernando e Mário (the famous Silva brothers).
Como a forma não era a melhor optou-se por uma incursão não muito extensa e relativamente fácil. Foram praticamente 50 kms. com uma altimetria de 1.200 metros em que pontuava apenas uma grande subida, a que nos haveria de levar de Alvados até ao topo nas grutas de Santo António que, ainda que por asfalto, exigiu bastante empenho.
Destaque para a descida técnica e sinuosa até à Fornea (ex-libris cársico) e a parte final circulando pelo labirintos dos muros. Bastante agradável.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
SCHIST EPIC RIDING - THE MOVIE SET (courtesy of SD)
Deveis estar recordados do relato da epopeia de 100 kms. debaixo de dilúvio na Serra da Lousã e aqui anteriormente reportada.
A chuva impediu-me de obter as habituais fotos mas, o Sérgio Duarte, com a câmara à prova de intempéries, não deixou os seus créditos por mão alheias e, para além de obter planos fantásticos (malgré a fraca luminosidade e a chuva), ainda os editou a preceito.
Resultado - mais de quinze minutos de vídeo divididos em três partes como se pode vislumbrar abaixo (aconselha-se a opção "HD").Parabéns ao Sérgio e aos demais membros dos Just4Fun que colaboraram no intenso esforço.
Destaque ainda para a estupenda e inolvidável performance do atleta com o impermeável verde radioactivo a demonstrar um apuro de forma física e psicológica a todos os títulos notável. Apenas a modéstia me impede de revelar a sua identidade.
A chuva impediu-me de obter as habituais fotos mas, o Sérgio Duarte, com a câmara à prova de intempéries, não deixou os seus créditos por mão alheias e, para além de obter planos fantásticos (malgré a fraca luminosidade e a chuva), ainda os editou a preceito.
Resultado - mais de quinze minutos de vídeo divididos em três partes como se pode vislumbrar abaixo (aconselha-se a opção "HD").Parabéns ao Sérgio e aos demais membros dos Just4Fun que colaboraram no intenso esforço.
Destaque ainda para a estupenda e inolvidável performance do atleta com o impermeável verde radioactivo a demonstrar um apuro de forma física e psicológica a todos os títulos notável. Apenas a modéstia me impede de revelar a sua identidade.
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