sábado, 27 de março de 2010
THE KINGDOM STRIKES ATTACK
No alto do Parque Eduardo VII, local onde deveria flutuar uma bandeira da república portuguesa e onde o desleixo faz com que tal não aconteça, "alguém" colocou uma bandeira nacional monárquica que, pelo facto de já não ser a bandeira oficial de Portugal, não significa que seja menos merecedora do respeito colectivo que a "verde-rubra".
Compare-se o culto da bandeira entre nós e na vizinha Espanha.
Por cá encontra-mo-la desbotada, enrolada, rota, olvidada e, amiúde, vilipendiada. E que dizer do hastear pindérico de bandeiras por ocasião dos campeonatos europeu e mundial de futebol, pelo cidadão médio, e que resulta num rol de horrores e de atrocidades dos quais se destacam os exemplares com pagodes nos lugares dos castelos, a inscrição amarela "Portugal" e o pano de pernas para o ar?
Em Espanha abundam as bandeiras grandes brilhando e esvoaçando ao vento no qual todos se revêm.
Quiçá será esta a diferença de tratamento do símbolo nacional deste e do outro lado da fronteira a destrinça entre uma república e uma monarquia constitucional?
Se assim for, provavelmente, mesmo em ano de centenário republicano, aquela que já foi a bandeira de Portugal, mereceria continuar hasteada no alto do parque.
segunda-feira, 22 de março de 2010
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE MEALHADA A OLIVEIRA DE AZEMEIS
texto e foto: Miguel Sampaio
Dia 23 de Agosto, Domingo, de Mealhada a Oliveira de Azeméis)
Saída do Resort ás horas combinadas para não interferir com o movimento intenso da caminhada de cada um e quando estou para sair tenho uma “prenda” na roda de trás. Toca a arranjar o furo. Deve ter sido durante a noite que o pneu não deve ter gostado dos roncos.
Lá parti com as minhas calmas apanhando o Amaro na sua caminhada uns bons 12 kms á frente. Meia de conversa e os 3 espanhóis já lá iam.
Este trajecto é maioritariamente feito pela estrada Real, passando por Anadia, Avelãs de Caminho, (que se julga ter sido um dos locais de paragem da comitiva Real aonde se instalava no Paço e que agora só existem alguns vestígios), Aguada de Baixo, Águeda (um dos pontos de apoio fundamentais dos caminhos de Santiago mesmo até albergando a própria Rainha Santa Isabel na sua peregrinação), onde a seguir passo pela ponte medieval do Marnel, pela ponte do Vouga, Serém de Cima, Asseilhó, Albergaria a Velha aonde apanho os 3 espanhóis sentados numa esplanada da churrascaria “ Ilha da Brasa”, a esbracejar com umas cervejolas minha espera para almoçar. Sim senhor, Ballé! Gargalhadas e logo a seguir um deles já tinha uma “Isostar Bock” a caminho da minha mão.
Isto também é o “Caminho”
Diga-se que neste restaurante fomos espectacularmente bem recebidos pois o dono, emigrante na Venezuela, meteu logo ali conversa e que, bem servidos fomos.
Arrancamos para Oliveira de Azeméis com um certo peso nas pernas, mas temos que ir tomar outro café para arrebitar nuestros hermanos pois faltavam cerca de 30 kms
Em Bemposta passa-se por um local com uma vista fabulosa aonde se avista a Ria de Aveiro desde Ovar e em frente o mar. Sigo por Besteiros passando pela Ponte do Sr.ª da Ponte até chegar a Oliveira de Azeméis onde ficamos instalados no Resort local dos Bombeiros e diga-se que com uma bruta sala de pc’s e internet ao dispor.

CICLISTA MORRE EM MARATONA DE BTT
Jorge Cavaleiro, de 45 anos, morreu ontem em Leiria quando participava num passeio de BTT (Maratona do Centro). Deixa órfãos um rapaz de 13 anos e uma menina de três. Ao que parece foi vítima de uma paragem cardio-respiratória fulminante.
Requiescat In Pace.
domingo, 21 de março de 2010
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE ANSIÃO A MEALHADA
Texto - Miguel Sampaio
Foto - poraínanet pictures
Dia 22 de Agosto, Sábado, de Ansião a Mealhada
Esta etapa considero das mais bonitas. Até chegar a Conímbriga abundam bosques e trilhos muito bonitos com passagem por alguns caminho romanos, passando por Venda do Brasil, Alvorge aonde tive uma situação também caricata com o padre, em que se eu quisesse o carimbo na minha credencial teria que esperar 20 minutos ou então que me dirige-se para Cernache que lá o faziam, mas tudo isto com um sorriso nos lábios e logo a seguir começou a indicar o caminho que eu devia de fazer, aí aqui o K2 puxou dos “crenques” e disse-lhe para ele se preocupar com o seu rebanho que eu cuidava do meu caminho. E á que montar na “ Marina” arrancar que até ½ quilo de borracha dos meus Maxxis ficaram presos na calçada tal foi a potencia do meu arranque, mas logo a seguir abrandei porque a paisagem era bonita.
Passo pelo caminho da várzea e às ruínas da quinta da Ladeia (penso que do sec. XV), sigo então para Rabaçal por uma via romana aonde aqui fui escoltado por um habitante, autentico contador de histórias que contou a lenda do Castelo do Germanelo que se encontrava no alto, que foi mandado construir por D,Afonso Henriques no sec.XII e que, segundo este habitante, existia dois irmãos enormes e ferreiros que viviam cada um no seu monte. Um chamava-se Melo e o outro Gerumelo mas que só disponham de um só martelo e que o dividiam entre si atirando dum monte para o outro. A dada altura um deles perdeu as estribeiras e atirou com tanta força que perdeu o cabo pelo ar. A cabeça foi cair no monte do Melo onde apareceu um fonte de águas, enquanto que o cabo que era de zambujo caiu mais adiante dando origem a um zambujal e que deu o nome á terra.
Aqui os caminhos são rápidos e com uma paisagem bem característica até chegar a Rio de Mouros passando pela Ponte Filipina que depois me faz subir a meia encosta até Conímbriga com paisagens muito bonitas até Cernache.
Daqui até Coimbra é sempre por estrada em que passo pelo alto de Sta. Clara onde tem uma vista fantástica sobre Coimbra.
Começo a descer, passo pelo aqueduto de S.Sebastião que, neste momento está cortado devido á construção da nova auto-estrada.
Passo então pelo Convento de Sta. Clara a Nova onde repousam os restos mortais da Rainha Santa Isabel, casada com D.Diniz, ela também peregrina de Compostela.
Aqui também carimbo não existia mas souvenirs era mato, valeu realmente a simpatia duma senhora, funcionária do Museu Militar (ela também peregrina de Santiago Compostela) para a colocação do carimbo.
Este convento foi mandado construir no Séc. XVII em substituição do antigo Mosteiro Medieval de Santa Clara a Velha devido ás constantes inundações do Mondego de que era alvo. No entanto a sua restauração é digna de visita.
Chego a Coimbra e vou directo á Igreja de S.Tiago (do sec.XII). para carimbar da qual se encontrava encerrada.
Fui então ao Mosteiro de Santa Cruz onde se encontram sepultados os dois primeiros reis de Portugal D.Afonso Henriques e D.Sancho, onde o padre que estava prestes a entrar para realizar a cerimónia religiosa mas que se dispôs prontamente para carimbar a minha credencial e abraçar-me.
Realmente esta atitude em comparação com a do padre de Alvorge nada tem a ver. Sabe-se lá porquê. Enfim, adiante.
Arranquei então para a Mealhada onde estava em mente um comer “peixe” com dois buracos no focinho.
E assim lá vou eu, foram cerca de 25kms, passei por Adémia, Troxemil, Carqueijo, Lendiosa e ao chegar a Mealhada passo por um sapal muito bonito passando pela Ponte da Ribeira da Lendiosa.
(Não se esqueçam que este caminho desde Lisboa, faz parte da Via Augusta e Via Lusitana com início em Cádiz ).
Entro então na Mealhada e vejo três vultos acenando à minha frente falando espanhol
dizendo que os bombeiros tinham boas condições para a pernoita. Eram 3 peregrinos espanhóis que estavam a iniciar o caminho. Entretanto começam a perguntar porque é que ali no centro não existiam restaurantes. Aí expliquei-lhes que estes se encontravam á saída da cidade e perguntei-lhes mesmo se podiam esperar por mim que eu iria aos bombeiros e regressaria para jantar com eles um bom colchonillo. “ballé”.
Chego aos Bombeiros “SPAResort” e não é que o meu espanto que me encontro com Amaro Franco ( http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=62017 ) que estava a fazer o caminho a pé desde Lisboa. Cavaqueira logo ali e toca marchar que o bicho estava á espera e podia arrefecer. J
Encontramo-nos com os 3 espanhóis e lá fomos pró restaurante que nos serviu muitíssimo bem e que já era costume peregrinos para Santiago pararem ali. Talvez recuperar forças.
Nuestros hermanos ficaram encantados com o bicho que ronca, e com as 3 “Coca colas” Tinto das caves Aliança (e que depressinha foram porque senão aqueciam) coisa que nunca tinham bebido e eu também não (naquele dia) J))).
Depois de estarmos com os níveis de “castrol” e “triciclos” no ponto, lá fomos pró resort para ver quem era o primeiro que começaria a imitar o ronco da sirene dos bombeiros, mas posso já dizer que não fui o primeiro. J)))))
Combinamos logo a que horas é que saíamos do resort no dia seguinte.
O Amaro disse logo que sairia ás 7horas impreterivelmente, pois ele ia a pé.
Os 3 espanhóis depois de dialogarem uns com os outros disseram então que sairiam ás 8.
E todos começaram a olhar para mim naquele momento. Então eu disse-lhes que não ia deixar as 9 horas indefesas. Saio ás 9. Gargalhada geral J))))
EUROPE CYCLEWAYS - FROM BERLIN TO COPENHAGEN
Há, na Europa, itinerários interessantes como este Berlim - Copenhaga.
Mais informações em http://www.bike-berlin-copenhagen.com
Two pulsating European metropolises, 630 km by bike and a short sea voyage across the Baltic - the new international Copenhagen-Berlin cycle route links the Danish and German capitals, three idyllic regions and a lot of friendly people. It offers endless views of unspoiled nature, plenty of opportunities to take a swim and enjoy life, to uncover a few surprises and to make some new discoveries. Globetrotters can look forward to 15 days (or more) of endless adventures in Copenhagen, East Denmark, Mecklenburg-Vorpommern, Brandenburg and Berlin.
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E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE TOMAR A ANSIÃO
Texto e Foto: Miguel Sampaio
Dia 21 de Agosto, 6ªfeira, de Tomar a Ansião
Tinha tomado a decisão que em Tomar iria visitar o Convento Cristo e o Castelo dos Templários visto estes cavaleiros terem sido guardiões dos peregrinos que seguiam para Santiago. Era a minha mais singela homenagem a tão bravos Cavaleiros.
A subida até ao castelo é um pouco inclinada mas mereceu a pena a visita. O convento e principalmente a igreja estão muito bem recuperadas bem como a Charola, que era o Oratório dos Templários, deixaram-me completamente admirado pela sua beleza.
Arranquei daqui para Ansião.
Passo pela desobstruída ponte de Peniche em direcção a Ceras sempre por este caminho medieval até á ponte do mesmo nome onde se fazia a travessia desta ribeira.
Vai dai vejo uma autentica parede á minha frente e digo " que grande gaita, como é que eu vou subir estes 50 metros?", era tal a inclinação e o terreno de tal forma cavernoso que não sabia como é que alguém teve a coragem de passar o trilho por ali. Bem demorei cerca de meia hora para fazer aquilo debaixo de 35º. Pé ante pé e com um esforço louco lá consegui ultrapassar o raio da parede.
Aqui comecei a ter problemas com a temperatura pois os 37º graus estavam a fazer mossa ao ponto de ficar sem água e viveres, valeu realmente a macieira, figueira e a ameixieira para trincar qualquer coisa, porque não sabia ao certo quanto tempo me levava a chegar á próxima povoação para pedir água.
Foram uns momentos um pouco difíceis o saber que não estava munido destes preciosos bens. A cabeça começa a entrar em parafuso com este facto. Começa-se a entrar num certo desespero de que nos falta algo e toda a beleza que nos rodeia começa a passar ao lado.
Parei por varias vezes para me acalmar. Não havia vivalma e água nem vê-la. O terreno era duro com subidas e descidas e mais subidas, mas lá encontrei um vulto que me viu já com algum sofrimento e me deu água. Só neste dia bebi cerca de 6 litros de água (e 3 cervejas).
Passo então pela estrada romana em Ramalhal, Portela de Vila Verde, Venda dos Tremoços, Feteiras e Seceira.
Cheguei a Alvaiázere, então descansei já com um alívio do grande esforço que tinha tido antes. A partir daqui até Ansião passa-se pela Serra de Ariques foi a rolar por estradas medievais e caminhos florestais passando por lugarejos de Casal Maduros e Casal Soeiro.
Chegado a Ansião's FireMan ResortSpa. Um luxo. Tive direito a um quarto com cerca 100 m2, colchão e varanda pró parque de estacionamento onde só estavam limusinas vermelhas de grande potência todas kitadas com tunnings de encher o olho mas diga-se que fui muito bem recebido por esta corporação e até tive direito a internet.
THE CAMINO DOCUMENTARY
http://caminodocumentary.org
The Camino Documentary (working title) is an independent production of Future Educational Films, a nonprofit 501(c)(3) company. Our film is about the experience of walking the life-changing, 500-mile pilgrimage across Northern Spain known as The Camino de Santiago.
This 6-minute clip is a preview for our full 23-minute Fundraising Trailer, which gives the viewer a taste of the themes, scenery and real-life characters that will be featured. The full trailer was created this summer for the sole purpose of raising the funds necessary to edit the final film.
While we anticipate a national, primetime airing on PBS, the station does not provide any financial support. And, given the U.S.'s current economic situation, funding resources for such projects as ours have dried up significantly.
So... WE NEED YOUR HELP!
We're looking to people like you to spread the word and help raise the funds we need to complete the film's final edit. You can donate to our project to view the full trailer, volunteer with us, network for us, and join our update list. Visit our "Get Involved" page at caminodocumentary.org to find out how more.
The Camino Documentary (working title) follows six strangers from incredibly diverse walks of life, as they attempt to cross a country on foot with only a backpack, a pair of boots and an open mind. For some, the Camino is a religious or spiritual quest. Others seek time to reflect on personal issues, and some are purely in it for the intense physical challenge. Driven by a calling and a grand sense of adventure, each pilgrim throws themselves heart-and-soul into their physical trek to Santiago and, most importantly, their personal journey to themselves.
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE SANTARÉM A TOMAR
Texto e Foto: Miguel Sampaio
Dia 20 de Agosto, 5ª feira, de Santarém a Tomar
A saída de Santarém foi caricata. Fui até ás Portas do Sol que é uma referencia no caminho mas, estava em obras entrei ligeiramente e aparece-me um "mestre" de obras tresloucado em direcção a mim.
Depois de muito esbracejar a falar um português vernáculo e eu sem lhe dizer absolutamente nada, perguntei-lhe muito calmamente se eu estava a ser malcriado para ele ao qual ele ficou um bocado entupido. E disse-lhe " tudo bem" e segui o caminho.
Saí pela muralha e aqui por um erro de navegação estava a ver que deitaria toda a minha viagem por água abaixo quando encontro num autêntico precipício. Aqui tive o momento mais complicado, foi de me ter enganado em 10 metros quando me vi num autêntico precipício em que não dava para voltar para trás. Pensei "será que é aqui que vou terminar a minha viagem". Tive algum receio do que me poderia me acontecer mas comecei a descer arrastando-me por um ribanceira e com a minha "Mariana" carregada. Estamos a falar de cerca de 30 metros que me demoraram cerca de 45 minutos a fazer. Cheguei completamente encharcado de suor, pois já estavam cerca de 25º de temperatura. Agarrei-me na roda de trás e arrastar-me por ali abaixo lá consegui a muito custo chegar agarrando-me a umas canas que estavam mais abaixo e do qual fiz “pontaria” lá consegui chegar ileso.
Passo então pela ponte de Alcorce do séc. XIV muito bem conservada, entro por campos de cultivo passando pelas quintas Cruz da Légua, da Boavista até chegar a Vale Carreira passando pelo Rio Alviela.
Novas terras agrícolas do Reguengo percorrendo a Quinta da Leziria passando pelas ruínas da Quinta d’el Rei em Pombalinho (que era vila romana) para chegar a Azinhaga aonde tirei uma fotografia com José Saramago (embora ele estivesse muito quieto). Aqui passo pelo antigo hospital /albergue e logo depois pela capela do Espírito Santo datada do sec.XIV passando pela muito bem conservada Quinta da Broa até entrar na Golegã.
Daqui foi até á Igreja manuelina N.ª Sr.ª da Conceição na Golegã onde tentei com que carimbassem a minha credencial no turismo sem sucesso por não terem nenhum carimbo para o fazerem. Valeu-me a prontidão do funcionário do parque campismo que se dispôs a isso pois já não era a 1ª vez que o fazia a peregrinos que iam para Compostela. Enfim “No Coments”
Chego á Quinta da Cardiga. Esta quinta que foi efectuada no Séc. XII por D. Afonso Henriques para cultivo, foi Paço Real e entretanto doada á Ordem dos Templários, que até aos sec.XIX tem sido doada para várias ordens religiosas. Esta quinta que tem casas de habitação, capela, jardins, cavalariças, etc está num perfeito abandono. Aqui senti que os ponteiros do relógio tinham parado no tempo ou então tinha arrebentado a bomba H, tudo estava intacto e sem vivalma. Incrível
Em Atalaia tive o encontro imediato com o Ricardo Carvalho, confrade do Fórum BTT e que nos pusemos na cavaqueira mal eu sabia do que me ia aparecer pela frente a seguir até Grou e Asseiceira. Bem uma autêntica parede de cascalho solto e revolto que me fez falar um português ao mais “alto” nível.
Cheguei a Asseiceira para carimbar mas padre nem vê-lo, mas na junta de freguesia fui muito bem recebido pelo presidente da junta que ofereceu água e “ai-ce-ti” e mete cavaqueira dizendo que vai chamar atenção do padre porque começam a passar muitos peregrinos para Santiago e tem que fazer algo. Isto já é qualquer coisa.
Antes de chegar a Tomar passei pela pequena Capela de S. Lourenço e um padrão que assinalavam a junção dos exércitos de D. João I e do Condestável D. Nuno Alvares Pereira donde partiram para a batalha de Aljubarrota a 10 de Agosto de 1385. È de notar também o painel de azulejos alusivos a este encontro.
Cheguei a Tomar e alojei-me no Spa dos bombeiros voluntários e conheci dois peregrinos espanhóis. À noite fomos prás cervejas, contar aventuras e dar uma pequena volta com eles dando a conhecer a roda do Nabão bem como na praça da Republica a estátua de Gualdim Pais que foi o 1ª mestre da Ordem do Templo em Portugal e fundador de Tomar não deixando de visitar também a igreja de S. João Baptista com a sua lindíssima porta manuelina do séc. XV.
Isto é o Caminho
EXTRAWHEEL - BIKE TRAILER
Pois é.
Após ter jurado em Setembro de 2008 que ainda haveria de ter uma coisa daquelas eis que, aproveitando um saldo do modelo antigo (extrawheel classic) acabei por adquirir, a preço módico, um reboque extrawheel (made in Poland, imagine-se).
Simples e funcional é uma ajuda fantástica para as deslocações de vários dias em autonomia. Depois publicarei as minhas primeiras impressões sobre o artefacto.
Como diria o outro - let's look at the trailer (do you get the point: trailer? :-)
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE LISBOA A SANTARÉM
Texto e Foto: Miguel Sampaio
Dia 19 de Agosto de 2009, 4ªfeira, de Lisboa a Santarém
Quanto á aventura em si, além de ser duro fisicamente principalmente a seguir a Santarém até Coimbra, está pessimamente mal marcado com as setas amarelas, entra em estradas nacionais altamente perigosas devido ao seu tráfego. Valeu algumas anotações que o Confrade Pedro Roque me tinha dado e que foram preciosas no contornar destas situações. Bifurcações com 3 ou 4 caminhos e sem orientação nenhuma, valeu-me realmente o trabalho de casa no GPS, inclusive apanhei peregrinos completamente desorientados na montanha. Eu mais parecia o reboque do ACP a colocá-los novamente no trilho mas que me deu grande satisfação em fazê-lo.
As paisagens mudam suavemente sempre que rolava.
No princípio entre Lisboa/Santarém que são cerca de 95 kms. Pena realmente as nacionais 10 e 3 mas o trajecto ribeirinho de Alhandra até V.F.Xira com o Tejo sempre acompanhar foi espectacular com a grande quantidade de plantas e flores muito bem cuidadas.
Depois são sempre estradões rolantes aonde grandes extensões de tomatais, vinhas e milho são uma constante. Um aspecto bem negativo são os ribeiros que por aqui abundam completamente podres.
Apanhei já aqui temperaturas de 32º. Parei em Azambuja num pequeno aeródromo que fui espectacularmente bem recebido pelo Sr. Manuel Brites e a D.Vera Cruz que depois de 1 hora de conversa, descanso e 2 cervejas o Sr. Manuel Brites, ele poeta, dorido da vida, me faz um poema sobre a minha aventura com lágrimas a correr-lhe
“ Ó meu Deus Nosso Senhor,
para que eu não sinta dor,
torna perto o meu caminho,
para esta caminhada,
sei que não custa nada,
mesmo eu indo sozinho”
Daqui em diante são grandes extensões de propriedades de tomates e vinhas. Começo a ter pensar em provar uns tomates. Bem dito meu feito. Meia duzia de tomates pró bucho.
Depois deu-se o insolito de um vulto numa carrinha de distribuição de generos alimenticios e que vinha atrás de mim começou a buzinar. Parei e logo ele se pôs ao meu lado e disse
" Ó amigo vocé vai sozinho? "
" Claro, vou para Santiago"
" eu estou-me a passar da cabeça e vou um dia fazer uma coisa dessas nem que seja pró estrangeiro porque já me estou a passar da cabeça com esta m......da. A minha mulher diz que eu estou maluco mas eu querto lá saber".
Isto é o " Caminho".
Depois da saída de Azambuja vou em direcção a Reguengo passando pelas quintas de Alqueidão, Mota Frade e Valada passando por cima do enorme dique do Tejo até Porto Muge. È muito engraçado o trajecto visto que se o faz em cima do dique com o Tejo sempre acompanhar ao meu lado direito. Continuo a atravessar mais algumas herdades ladeada de vinhas até Ómnias.
Depois de 90 kms feitos eis que começo a notar uma enorme montanha ao fundo do estradão e começo a pensar “aquilo é Santarém??? Chiça tenho que subir aquilo tudo!!! que grande gaita.” Bem, era alcatrão, mas que é inclinado ai isso é.
Procurar Bombeiros Voluntários de Santarém que eram do outro lado da cidade e em baixo. Lá vou eu chego e peço guarida o que é recusada por terem ordens expressas para recusarem toda a gente que o faça visto o salão estar reservado para reuniões, ai eu perguntei “ mesmo só para esta noite!!! Mesmo para esta noite.” Disseram mesmo para escrever para lá a demonstrar o meu desagrado.
Fiquei abismado pois tinha muito boas referências deste quartel. Eu sei que os Bombeiros Voluntários não têm essa obrigação mas receber uma notícia assim e com 2 pedras na mão é obra. Mas tudo bem, “siga prá frente que atrás vem gente.”
Santarém á noite é espectacular com a quantidade de pessoas que anda na rua ou seja 0. "Mas aonde está o pessoal?"
Fui comer a um restaurante um pouco escondido lá numa quelha, bebi umas cervejas pretas alemãs e um bitoque entretanto a dona mete conversa comigo e começa falar comigo mas muito "ZEN". Como eu já tinha enfardado 2 brutas cervejas alemãs o " ZEN " parecia um besouro e já não estava a perceber nenhum do que maga me estava a dizer e os olhos já se me reviravam. Pensei "ela é boa para adormecer meninos.
Vou-me embora senão adormeço no colo dela...
NÃO SUJAR PORTUGAL - DAY ONE - 21MAR10
Excelente iniciativa. Por motivos profissionais não pude participar. Ainda assim tenho a consciência tranquila pois sou daqueles que julgo ter um comportamento irrepreensível em matéria ambiental.
Obviamente que, limpar todas as lixeiras e vazadouros ilegais, é "missão impossível" tal a dimensão do problema entre nós. Sou daqueles que admitem que os portugueses têm uma relação grave com o lixo. Basta ver as bermas das estradas para se entender como nos é culturalmente endémico tomarmos o ambiente como um imenso vazadouro.
Quem, como eu, pedala pelas florestas e ambiente rurais, não pode deixar de se impressionar com a dimensão do fenómeno. O mais grave é que, alguns de nós, betetistas, são os primeiros a prevaricarem alinhando no desporto nacional de se livrarem do lixo "borda fora".
Tal como diz e bem o nosso Presidente da República, a iniciativa "Limpar Portugal" serve para alertar os portugueses sobre o problema e, acima de tudo, prepara o day after, quer dizer, começa agora a campanha "Não Sujar Portugal" porventura mais importante que o "Limpar".
sexta-feira, 12 de março de 2010
E LÁ FOI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - PRÓLOGO
Texto: Miguel Sampaio
Tinha pouca informação respeitante a este caminho, apenas alguns tópicos. Fui para a net e à que indagar.
Muitas horas passaram a estudar e a fazer perguntas no Fórumbtt, que foi sem duvida uma fonte muito preciosa de informação. Consegui então o track GPS e foi o pontapé de saída para começar aprofundar mais os sítios por onde iria passar.
Curiosamente mandei vir de Espanha um guia sobre este caminho ( Lisboa, Tomar, Porto, Santiago) escrito pelo senhor John Brierley, que o fez tirando apontamentos muito interessantes sobre locais e a sua história.
Guia muito bem elaborado, com muita informação e que foi minha companhia, prá além dum outro editado pela Associação Galega dos Amigos de Santiago.
Foi sem dúvida uma experiência fantástica esta de fazer o “Caminho” sozinho. Muitas vozes se levantaram em demover-me chamando-me de doido, inconsciente, eu sei lá que mais. Mas digo-vos que nunca me senti sozinho bem pelo contrário. O prazer de contemplar á minha vontade sem pressas nem stress fez da viagem um momento fenomenal.
Numa aventura destas o factor físico e psicológico são peças fundamentais para o sucesso do mesmo. Sabia perfeitamente dos riscos que uma aventura/viagem acarretam.
No entanto tinha em mente que não poderia arriscar nem facilitar em nada porque poderia haver situações de risco e por um simples capricho poderia deitar tudo a perder.
Fisicamente, sentia-me a melhorar pois tinha feito recentemente um intervenção cirúrgica ao ombro que levou a estar inactivo cerca de 1 mês.
O factor psicológico é que estava um pouco débil e indeciso devido a todas as investidas que tinha levado
Muitos adiamentos tive, por isto ou por aquilo até que chegou a uma determinada altura que decidi mesmo avançar e engraçado que as vozes negativas e silenciosas passaram a ser um enorme incentivo para eu arrancar com a aventura ou seja, começou tudo a funcionar ao contrário.
Levada a Marin Palissades e alforges para Lisboa pelo meu sobrinho João, foi então a contagem decrescente.
No dia anterior à minha partida lá me meti no comboio de manhã para ser recebido pelo padre João Caniço http://www.paroquias.org/noticias.php?n=1449 do qual foi também um fonte de inspiração devido á situação gravíssima em que se encontrou.
A conversa foi reconfortante e sempre a dar pormenores da minha aventura bem como a própria aventura deste padre.
No dia seguinte às 7 da manhã o meu sobrinho lá me levou para a Sé de Lisboa para depois arrancar com a aventura. Obrigado João.
Ainda no Porto tinha colocado no Fórum BTT um tópico apenas por brincadeira que o intitulei por “ E lá vou eu de Lisboa a Santiago” e que se revelou para mim uma autentica surpresa e inclusive de admiração por todos vocês que realmente foram também peças fundamentais e anímicas para mim.
Tinha visto que a Confreira ORB2 estava também ela entusiasmada com isto e perguntei-lhe se não queria ser a minha interlocutora no fórum o que rapidamente aceitou e que grande trabalho ela fez e, acho mesmo que foi a primeira vez que vocês estavam ao corrente da minha viagem antes de eu dizer fosse o que fosse.
À ORB2, ao Manuel Miranda, ao José Rodrigues, Rui Carvalho o meu muito obrigado pelas vossas noticias dadas no ForumBtt no decorrer da minha viagem. Como dizem os espanhóis “ Precioso”
O MAIS BELO ANIMAL DO MUNDO
Ava Gardner (1922 - 1990) é justamente tida como uma das mais belas actrizes de Hollywood e um dos mitos da sétima arte.
Nesse sentido foi considerada o mais belo animal do mundo.
Esta fotografia, com Ava montada numa bicicleta, pretende ser uma singela homenagem.
E LÁ FOI ELE ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA
Num rigoroso exclusivo iremos postar aqui, gradualmente, o relato de Miguel Sampaio acerca do percurso que efectuou entre Lisboa e Santiago de Compostela no verão de 2009.
Fiquem atentos pois ele é um CARA VALENTE...
quinta-feira, 11 de março de 2010
Os ciclistas da juventude hitleriana que andaram pelo Reino Unido a espiar
Notícia Público online - 11MAR10 - Por Dulce Furtado
A organização juvenil da Alemanha nazi quis estabelecer uma cooperação com os escuteiros de Baden Powell.
Grupos de ciclistas a rodarem pelas estradas secundárias do Reino Unido não são habitualmente uma visão inspiradora de receios. Mas no Verão de 1937, na recta de entrada na II Guerra Mundial, quando esses ciclistas eram rapazes da juventude hitleriana, as sinetas de alarme soaram no MI5.
Notificações oficiais daquela época, recortes de jornais, cartas e fotografias dos acontecimentos foram agora reveladas pelos Arquivos Nacionais de Kent. Entre eles, estão relatórios de agentes dos serviços secretos britânicos, convencidos de que os "grupos de ciclistas nazis" - sete foram identificados - estavam no país "com instruções" para espiar.
Sob ordem directa do chefe do MI5, Vernon Kell, os polícias mantiveram debaixo de olhos estes ciclistas nas suas visitas a escolas, jantares em clubes de campo, estadias em acampamentos de escuteiros e em paragens em fábricas e igrejas, que fotografavam.
Os media locais depressa aderiram à vaga de desconfiança, falando do perigo que representavam os "spyclists" nazis - expressão criada pelo jornal "Daily Herald", num jogo com as palavras espiões e ciclistas, com base num artigo "suspeito" publicado meses antes numa revista alemã de ciclismo.
"Memorizem estradas e caminhos, vilas e cidades, torres de igreja e outros marcos para não mais os esquecerem. Atravessem as pontes de forma a poderem ser capazes de as voltar a passar no escuro. Talvez venham a utilizar essas informações em benefício da pátria mãe", aconselhava a publicação germânica.
Estes receios aumentaram mais ainda quando o fundador dos escuteiros, Lord Baden Powell, respondeu entusiasticamente à oferta de colaboração com a juventude hitleriana, durante encontros amigáveis com o embaixador alemão, Joachim von Ribbentrop, e figuras de proa do movimento juvenil de Hitler, incluindo Jochen Benemann, que fora para Londres no início de 1937 supostamente para estudar inglês. Baden Powell chegou mesmo a ser convidado a visitar Hitler.
As propostas de cooperação entre as duas organizações - com os nazis a oferecerem até levantar a proibição dos uniformes de escuteiro na Alemanha - foram chumbadas pelo MI5, assim como qualquer espécie de "relacionamentos próximos". Ironicamente Baden Powell nunca soube que o seu nome estava no "Livro Negro", a lista das SS de pessoas que deviam ser presas se a Alemanha invadisse o Reino Unido.
quarta-feira, 10 de março de 2010
MUITO MAIS ÁGUA E LEZÍRIA
Incursão insana esta que, em plena cheia da bacia do Tejo, nos levou a pedalar pelas margens do Sorraia, Tejo e de algumas ribeiras adjacentes.
De facto, apenas um grande amor à arte, faria com que, com aguaceiros fortes, um terreno permanentemente alagado e repetidas ameaças à integridade do material se percorressem cerca de 95 kms. entre Coruche, Salvaterra de Magos, Raposa (Almeirim) e o respectivo regresso.
Tirando esta visão, aparentemente negativa, foi mais uma incursão épica levada a cabo, por vezes, debaixo de uma chuva diluviana, atravessando inúmeros charcos, por vezes extensos e inopinadamente fundos, a requererem desmontagens rápidas por forma a não comprometerem nem o material, nem o ciclista.
Todavia nenhum de nós pode falar em surpresa já que, de modo consciente, escolhemos pedalar com semelhante quadro meteorológico e de terrenos. Assim e, no meu caso, para além do incontornável impermeável, o “wet set” incluía as botas de inverno manufacturadas pelo tio Shimano, mas também meias e luvas de neoprene com espessura de 2 mm. - adquiridas na secção de caça submarina, bem entendido.
Porém, tal como previsto, a humidade persistente não se conjugou com o frio já que a temperatura era amena e, tal facto, permitiu que o aquecimento próprio do esforço fosse suficiente para contrariar o arrefecimento inerente à água que nos cercava.
De resto, pedalar à chuva, nada tem de extraordinário e é um modo diferente de contemplar a paisagem sobretudo quando se percorrem os largos vales das lezírias e se constata que praticamente todo o chamado leito de cheia está alagado. Subir ao castelo de Coruche e observar o vale do Sorraia em semelhantes condições é algo de inesquecível.
Desloquei-me de Lisboa em companhia do Jorge Cláudio. Como também iríamos contar com a presença do Cláudio Nogueira, de Évora, optámos por começar em Coruche. Assim, os primeiros 30 kms. da incursão foram a ligação, ao longo da margem direita do Sorraia até Salvaterra de Magos efectuados rapidamente pelo plano estradão e pelo caminho junto ao canal ambos a centímetros da cheia.
Daí seguimos até Muge, via Escaroupim – onde rumámos brevemente até ao Tejo que, curiosamente, nivelava em cota inferior ao fim-de-semana anterior. Após Muge um forte vento de nascente complicou bastante a progressão o que fez com que a chegada a Raposa fosse acolhida agradavelmente já que, a partir daí e apesar da subida inicial, se encontraram apenas estradões e estradas secundárias que permitiram nova e rápida progressão até à ribeira da Lamarosa.
A partir daí subiu-se até um eucaliptal recém cortado. Assim, apesar de Coruche já estar por perto, esta foi a parte mais penosa do percurso já que, para além da chuva recomeçar de modo impiedoso, foi tempo de cruzar charcos enormes, alguns de uma profundidade impensável onde as competências nadatórias estiveram prestes a ser testadas.
Alcançada a N 114 iniciámos a entrada pela parte alta de Coruche e, após uma passagem pelo charco final que serviu para uma “lavagem de estrada” do material e do calçado, a paragem no miradouro permitiu restaurar as energias e alegrar as vistas para a descida final pelo centro de Coruche.
“Deus queira que chova três dias sem parar...”
Mais fotos em http://picasaweb.google.com/roque.oliveira/CorucheSdMCorucheJCCN#
segunda-feira, 1 de março de 2010
ÁGUA E LEZÍRIA
Com os terrenos impróprios para pedalar fora da estrada foi tempo de escolher um percurso todo-terreno em que o barro não abundasse e em que, apesar da quantidade inusitada de água existente nos solos, se conseguisse progredir razoavelmente.
Assim, foi escolhida a "clássica" de Salvaterra de Magos e, como companhia, apenas o Jorge Cláudio deu o seu agrément. Avançámos em sentido contrário àquele que era habitual, isto é, circular para NE em direcção a Muge, rodando no sentido horário.
O tempo estava cinzento mas a chuva não tinha ainda aparecido. Com os fortes índices de pluviosidade das últimas semanas desde logo se descartou a incursão inicial pelos arrozais optando por seguir até ao Escaroupim pela estrada (deserta àquela hora) o que permitiu um aquecimento de qualidade. Rapidamente passamos aquela aldeia avieiera e seguimos para Muge onde optámos por seguir um rumo diferente do track. Em boa hora - o alagamento das zonas de aluvião do Vale do Tejo impedia que se passasse pelo caminho habitual dos arrozais e o desvio, na direcção de Benfica do Ribatejo, permitiu chegar a Raposa rapidamente e sem problema.
Daí subimos, cruzámos a N 114 e descemos. O problema foi que a ribeira não se deixou cruzar pois, para além do leito de cheia muito alargado, o pontão, pura e simplesmente desapareceu. Este golpe de teatro fez com se perdessem inúmeros minutos e quilómetros tentando achar uma solução e, a mesma, claramente expedita, implicou a transposição de algumas vedações e portões até se retomar a N 114 e transpor a ponte.
A esta transposição correspondeu um aumento e consolidação da plusviosidade. e facto a chuva tinha feito a sua aparição sob a forma de breves aguaceiros. Agora veio forte para ficar. Foi cerca de uma hora a pedalar debaixo de um céu inclemente e valeu o facto do estradão estar bem marcado e compactado.
Com as perdas de tempo anteriores optou-se pelo regresso cruzando um troço não registado até se tomar, a partir de Granho, o troço final do troço (Muge - Salvaterra). Referência a uma breve paragem no caís do Escaroupim que é fronteiro à Valada na margem norte onde os locais observavam com curiosidade a subida das águas do Tejo.
No final a marca de 85 kms., ou seja, 8 a menos que o planeado. Ainda assim uma incursão muito interessante e muito marcado pela presença do Tejo e de outros cursos de água subsidiários apresentando fortes caudais constituindo um factor marcante na paisagem.
Apesar da chuva forte foi um excelente passeio. Penso repeti-lo em breve desta vez resolvendo o problema da passagem da ribeira através da circulação via Lamarosa e ainda com a passagem por Coruche.
É um bom passeio para esta altura do ano até porque, a presença de alguma areia, é mitigada pelo facto do terreno estar pesado e compacto.
BLOOM - Pedalar (ainda) mais ecológico

Como se pode aumentar o nível ecológico dum meio de transporte como a bicicleta? Os americanos da Society Creative llc arranjaram uma forma com uma solução premiada pela DESIGN21
Inspirados pelos dentes-de-leão, cujas sementes são levadas pela brisa, este engenho prende-se à bicicleta e também ele vai espalhando sementes à medida que se pedala, mas desta vez recorrendo a bolas de sabão para as distribuir.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Sem raios (e coriscos)
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
BTT EN EL CAMPO CHARRO
Salamanca, 14 de febrero 2010
Cuando salí a pedalear en bici el termómetro estaba en los -5 º C en el centro histórico de Salamanca. Después de pasar el puente romano sobre el Tormes pedalee hacia el oeste con el viento en las espaldas y pensaba que, ahora, la temperatura estaba agradable.
El problema empieza cuando corro hacia el norte y el este y un viento moderado y bastante frío se a instalado. Impresionante la vista de los charcos y arroyos congelados.
Yo estaba preparado para el frío, pero aún había momentos en que me sentía algo helado. El problema principal es que los guantes eran de "- 5 ° C" y algo insuficientes para la temperatura exterior, sobretodo con el viento frontal. Me olvide de un par de guantes de seda como una primera capa o, alternativamente, guantes de esquí. El agua en el interior dela botella estaba casi congelada y lo poco que aún estaba liquida era tan fría que yo evitaba beber.
En la final de 50 kilómetros de paisaje del Campo Charro en el entorno de Salamanca algo aburrido, pero permitiendo estirar las piernas. Lo mejor fue el final: rodar en el casco antiguo de Salamanca, cerca de la catedral, de la portada plateresca de la Universidad y la extraordinaria Plaza Mayor - el más impresionante en España.
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