quinta-feira, 15 de abril de 2010
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - EPÍLOGO - SANTIAGO FINALMENTE
Texto e foto: Miguel Santiago
Dia 28 de Agosto de 2009 - Quase Santiago a Santiago Compostela
Pensei muito nestes últimos 4,600 mtrs e no que me poderia acontecer. Normalmente quando estamos a chegar é quando acontecem as coisas mais estúpidas por isso, disse para mim que iria redobrar ainda mais os meus cuidados, não seria este ultimo esforço que iria deitar tudo por agua abaixo. Sabia que pela minha frente ainda tinha uma ultima subida bem inclinada á chegada ao hospital.
Assim fiz, com uma prudência incrível. Parava em tudo o que me podia ser minimamente perigoso, pois desde este ponto onde se vê as torres sineiras é sempre a descer por um single track com alguns pontos traiçoeiros. Chego então ao alcatrão para a derradeira subida. Olho em redor para que pudesse prosseguir em segurança nas rotundas e cruzamento. Faço a progressão da subida lentamente com todos os dentes que tinha na cassete e ainda emprestei alguns meus. São cerca de 600 metros esta subida mas com uma inclinação acentuada e ainda por cima com carros a passarem ao meu lado. Nisto, um galego já dos seus 70 e muitos anos vê o meu esforço e incentiva-me para o final da subida. “BAI PELLEGRINO, BALLÉ” e que realmente dá um alento saber que alguém ali ao lado nos dá aquele pequeno empurrão.
As minhas “rotações” já iam altas, até que chego mesmo ao cimo, o telefone toca, como quem diz “ agora espera e atende”.
Arfava por todos os lados mas lá consegui atender o telefonema á minha prima mais velha “querida” e que também me acompanhou aqui no fórum. Não sei se ela me percebeu o que disse mas que estava radiante estava por ter conseguido chegar a Santiago.
Entro nas ruas movimentadas de Compostela.
Passo pela Porta da Faxeira que dá acesso á rua do Franco onde o fervilhar de peregrinos e forasteiros circulam nas rua entre tasquinhas e restaurantes com tapas de encher o olho e, com um olhar de admiração de quem passa com as suas mochilas ás costas. Eu calmamente circulo no meio já com o coração a bater forte da chegada até que desmonto da “Marina”, tiro o capacete em sinal de respeito e entro na Praça do Obradoiro praticamente vazia. “Como é possível, a praça só para mim!!!!”
Pedi a um peregrino que tirasse uma fotografia e depois de alguma conversa apercebendo-se que eu gostaria de estar comigo mesmo deixou-me simpaticamente com um sorriso e dando-me os parabéns.
Sentei-me no chão com a “Marina” ao meu lado a observar tão imponente Catedral e a passar tudo pela minha cabeça agarrado á minha bonita mascote “A Princesa Kika”, ao meu terço e á vieira, que foram sempre as três inseparáveis companheiras e a relembrar de todos os momentos que vivi nesta viagem. Confesso que me emocionei e lágrimas caíram de tão forte aquele momento foi. È indescritível. Só quem passa e lá está poderá avaliar um momento assim.
Mas tinha que reagir e assim levantei-me e olhando á minha volta reparei então que a praça se encheu de mais peregrinos que chegavam e que se abraçavam uns aos outros sinal de terem conseguido chegar de tão longe, demonstrando contentamento, correndo-lhes sempre lágrimas de emoção e de alegria
Dirigi-me então para a Oficina do Peregrino afim de tratar da Compostela.
Estava eu a estacionar a “ Mariana” quando olho para o lado e vejo 3 peregrinos portugueses eles também eufóricos por terem terminado também a sua epopeia. Meti conversa com um deles ( João Galvão – Nez ) e logo ali fiquei a saber que tinham terminado 1.100 kms da Via da Prata.
Cumprimentei os restantes companheiros (César Nunes e Ricardo Rosa – Zebroclinas) desejando-lhe os parabéns e comentei que eu tinha finalizado o meu Caminho desde Lisboa.
Logo ali me disseram para os acompanhar até á Praça do Obradoiro para as fotografias da praxe o que me alegrou imenso pois o acolhimento por eles foi fabuloso.
Depois das ditas fotografias tiradas lá fomos novamente para a Oficina do Peregrino agora sim, tratar das Compostelas enquanto que o João e o Ricardo foram tratar dos souvenirs.
Eu e o César mantivemos longa conversa sobre os nossos Caminhos.
Depois foi o alojamento que logo eles me disseram para os acompanhar até ao Seminário Menor (que de menor não tem nada) que foi transformado em hostal de peregrinos onde estavam cerca de 700 peregrinos alojados. Logo depois fomos ao já conhecido restaurante dos peregrinos “ Manolo” para a degustação dum reconfortante jantar e aqui se deu o insólito da situação.
Estávamos nós a rilhar as costelinhas quando eu disse que pertencia ao ForumBtt e que por brincadeira tinha colocado um tópico da minha viagem. Logo o Zebroclinas que estava á minha frente olha para mim, com uma costelinha no canto da boca, diz “ mas nós também pertencemos, quem és tu?” digo eu “ sou o Miguel Sampaio o K2 e que se despede sempre com 1 abraço e um Queijo da Serra, então porquê! “ é que eu sou o da Saudinha da Boa, e tenho o tópico O Céu como limite “ e logo o João diz “ e eu sou o Nez”.
Bem meus caros, depois disto foi gargalhada geral e os comentários que se geraram.
Agora digam-me, como é que nós que já nos tínhamos teclado aqui no fórum, não nos conhecíamos de lado nenhum, desejamos Bom Camino, não combinamos absolutamente nada, nunca nos falamos, eu saindo de Lisboa, eles de Sevilha e naquele jantar ficamo-nos a conhecer. Como isto é possível !!!!!!!! Incrível.
Depois do jantar estar concluído procedeu-se então ao tradicional Orujo de Hierbas gentilmente oferecido pelo simpático Manolo.
Quero deixar aqui um grande abraço para estes 3 novos Amigos que me acolheram de tal forma que palavras são poucas para lhes agradecer.
Ao César Nunes, ao Ricardo Rosa e ao João Galvão “un fuerte saludo” e o meu muito obrigado. Bem Hajam
Lá fomos então para o Seminário Menor pois este fecha á meia noite mas ainda deu para as despedidas pois estes aventureiros no dia seguinte ainda tinham a viagem de comboio até Lisboa enquanto que eu ficaria em Compostela afim de assistir á tradicional missa do peregrino que é sempre ao 12 horas, desta feita também com o lançamento do Bota Fumeiro.
Aqui outro momento muito comovedor.
Praticamente estão todos os peregrinos que terminaram os seus “Caminhos”. Muitos deles completamente arrebentados.
Todo o ambiente que rodeia esta cerimónia é duma intensidade incrível. Os cânticos até á música do grande órgão de tubos onde os sons enchem de tal maneira a Catedral e que se infiltram por nós dentro é de tal forma que não se resiste à grande emoção que provoca.
Ao meu lado tinha uma peregrina que não conseguiu resistir e eu tentei reconforta-la mas não consegui porque quando dei por mim já estava num estado de “ Maria Madalena”.
De tarde ainda houve tempo de ir almoçar ao Restaurante OBispo com a família e regressar a casa sem antes comprar mais umas setas “amarillas”.
Não queria acabar esta crónica sem agradecer a todos os que me acompanharam virtualmente e pessoalmente, pelas vossas palavras de encorajamento que foram essenciais.
Ao Ricardo Carvalho por ter metido conversa comigo naquele momento em que eu estava a tirar fotografias.
Ao Pedro Roque pelas dicas preciosas que me deu. Obrigado Papá Ró.
Ao Zé Rodrigues por ter sido a minha lebre desde Viana até Valença e ter me acolhido no seio da sua família. Obrigado
Aos Bombeiros Voluntários que me acolheram durante o percurso.
Ao Amaro Franco pela companhia com os 3 espanhóis no restaurante da Mealhada a comer bicho que ronca e que tem 2 buracos no focinho.
Um forte abraço ao Manuel Miranda, João Maria, Manuel Rocha do Núcleo da AEJ de Esposende pelo carinho com que me acolheram e pelo momento único e impar que me proporcionaram. Não há nada que pague isso. Bem dita á hora em que vos conheci.
Ao Júlio Costa por me ter acompanhado a mim e aos 3 espanhóis e à Lurdes Costa pelo fabulosos terços que me fez e por deixarem que o vosso neto Salvador me tivesse “acompanhado” nesta viagem na minha mente, perante tanta luta que ele teve para sobreviver, apenas essas 3 semanas de vida. Esse sim um grande “Guerreiro” na grande luta pela sobrevivência.
Ao Padre Jesuíta João Caniço por me ter recebido e termos tido uma conversa reconfortante.
Finalmente à Orb2 pelos seus fantásticos relatos da minha viagem sempre com Paulo Coelho como pano de fundo. Bem hajas pelo dom da escrita que tens.
Na calha já está outro “Caminho” praticamente desconhecido da maioria de vós e que oportunamente divulgarei.
Este deverá ter cerca de 700 kms em solo português e 120 kms no espanhol.
A todos que façam os Caminhos
Ultreia...
Até sempre
1 abraço e um queijo da serra
Miguel K2 Sampaio
RAIDE FPCUB 2010 - THE FINAL COUNTDOWN
A menos de 48 horas da edição deste ano está tudo a postos para que o Raide BTT 2010 FPCUB Setúbal - Odemira - Algarve (Vila do Bispo) que terá lugar no próximo sábado e domingo.
A principal preocupação é a meteorologia mas tudo aponta para a passagem a um regime de aguaceiros que, estou certo, não comprometerá a travessia. Pior será mesmo o vento a soprar moderado de sul e que irá complicar a progressão dos ciclistas.
A quem participar desejo uma excelente jornada...
O rescaldo aqui, em breve...
domingo, 4 de abril de 2010
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE PONTEVEDRA QUAS' ANTIAGO
Texto e Fotografia: Miguel Sampaio
Dia 28 de Agosto, 6ª feira, de Pontevedra a quaS' antiago
Depois de ontem ter posto as pernas de molho, um repasto a condizer e uma noite bem dormida, hoje levantei-me com uma disposição óptima para pedalar. Trouxas arrumadas e amarradas e lá vou tomar o pequeno-almoço bem no centro de Pontevedra numa confeitaria “muito chique”, mas que bem me soube.
Logo ali a igreja Virgem Peregrina com a sua imponente frontaria, tem como curiosidade a sua construção a forma de uma vieira. Mais um carimbo e ainda deu para uma visita ao seu altar. Todo em talha dourada.
Arranquei então para entrar num dos bosques talvez, dos mais bonitos deste caminho que lhes chamam de Canicouba.
Daqui até Briallos rodeiam-me sempre os bosques, capelas e cruzeiros. O dia estava convidativo com os tons a sobressaírem.
Em Briallos paro para mais um carimbo no muito bonito albergue. Entro novamente em bosques e contorno propriedades que pelo meio se implantam no caminho até que chego a Tibo, aqui eu pensei em parar para almoçar mas nisto fez-se luz e lembrei-me que estava perto de Caldas de Reys e por conseguinte o restaurante O Muiño. Comecei logo a salivar. Meia dúzia de frutos secos e siga.
Chego a Caldas de Reys, uma pacata vila termal, logo depois da ponte romana avistava o dito restaurante. A mesa até parecia que estava a minha espera, ali junto ao rio, fez as delícias com as pequenas iguarias que me iam chegando. “Precioso, ballé”
Bem, e agora como é que me levanto?
Pé ante pé lá levei a “Marina” até á fonte termal para o tradicional lava pés. Não sei porquê mas deu-me logo ali um certo alento aquela água. Arranco e passo pela romana sobre o rio Bermaña que logo depois nos aparece a capela de S.Roque (um santo caminheiro). Mais á frente novamente bosques com fartura até que me cruzo com a nac.550 e entro num café que é um habitué dos peregrinos pararem e colocarem o seu carimbo. Estava a poucos kilómetros de Padron.
Aqui neste café tive um momento muito marcante: pedi ao dono para carimbar a minha credencial. Depois de alguma conversa com ele, admirado do porquê de eu ter tantos carimbos perguntou-me donde é que eu vinha ao qual eu lhe respondi que tinha iniciado a minha peregrinação em Lisboa e que já tinha pedalado cerca de 700 kms sozinho.
Ficou de tal maneira admirado e a dar-me os parabéns pelo feito que de repente me comovi de tal forma que o dono ficou tão preocupado não me querendo deixar ir embora enquanto não ficasse bem, perguntando-me inclusive o que é que tinha dito de grave. Tive mesmo muita dificuldade em falar para lhe dizer que estava bem e que não se preocupasse. Apenas apertei-lhe a mão de agradecimento e saí. Parti dali mais parecia uma Madalena com as lágrimas que me corriam. Tinha mesmo que pedalar. Nunca tal me tinha acontecido.
Cheguei a Padron num ápice. Parecia o Speedy Gonzalez.
Em Padron fui logo ao albergue mas sem sucesso pois estava já lotado. E agora! Não há-de ser nada, vou tirar umas fotografias. Fui até ao “padron” junto do rio Ulla aonde Atanásio e Teodoro amarraram a barca que transportava os restos do Apostolo.
Queria visitar a igreja de S.Tiago aonde está depositado o Padron original, mas mais uma vez estava fechada.
Fui á Fuente del Cármen no seu estilo neoclássico do sec. XVIII em que se vê Tiago a baptizar a Rainha Lupa enquanto por baixo destas duas figuras se vê esculpido a chegada do corpo do Apostolo na barca junto com os seus 2 discípulos Atanásio e Teodoro.
Cheios os bidões desta água milagrosa resolvi então avançar para Compostela, pois eram 26 kms.
Entro novamente na nac. 550 para logo apanhar um caminho medieval onde atravessa aldeias num serpentear engraçado.
Chego então ao Santuário da Esclavitude e da sua fonte milagrosa do estilo barroco para mais um carimbo, mais uns kilometros á frente aparece o albergue de Teo. O trajecto agora é rápido até que chego a um alto chamado de Agro dos Monteiros onde aqui se vislumbra já as torres sineiras da imponente Catedral.
Aí está ela. Mas ainda não cheguei.
Faltam 4,6oo kms...
VIVE LA VIA II
La segunda parte, por supuesto.
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE VALENÇA A PONTEVEDRA
Texto e Foto: Miguel Sampaio
Dia 27 de Agosto, 5ª feira, de Valença a Pontevedra
A alvorada foi bem cedo porque iria perder uma hora quando atravessa-se a ponte de Valença, portanto toca a preparar a bike.
Arrancamos para Valença para tomar o ultimo café português, porque o café espanhol não me convence. Fui ao albergue S.Teotonio a fim de obter o ultimo carimbo português mas sem sucesso, não se encontrava ninguém na recepção vai dai e logo ali ao lado nos Bombeiros, que simpaticamente, mo colocaram.
O Zé acompanhou-me nestes kms até Catedral de Tuy onde eu coloquei o primeiro carimbo espanhol. Aqui despedimo-nos. “Bon Camino” dizia o Zé. Arranquei nas minhas calmas pelas ruas de Tuy passando pelo pequeno túnel do Convento das Clarissas Enclausuradas até que se entra no vale do rio Minho onde se alcança então a Ponte da Veiga. Entra-se então num bosque lindíssimo. Chega-se á Ponte de Febres onde se conta que S.Telmo faleceu. Aqui uma lápide dando conta da enfermidade do santo aquando da sua peregrinação a Compostela.
Chega-se então á tenebrosa recta de 3 kms da zona industrial de las Gandaras de Budino. Talvez a pior parte do Caminho mas que não tem qualquer alternativa. No final a passagem superior para passar por cima do caminho-de-ferro e entrar na N.550 até Porriño.
Em Porriño parei para meter lenha para o bucho e aqui comecei a sentir algumas dores nas minhas pernas talvez dos 110 kms do dia anterior mas que estava a controlar pois queria ficar em Pontevedra desse o desse.
Arranquei em direcção a Redondela e aqui começam algumas subidas íngremes até Mós, (que mói bastante)
É de notar a quantidade de testemunhos cristãos que existem neste percurso, desde os cruzeiros, igrejas, capelas dedicadas a S.Tiago bem com á Virgem Peregrina.
Temos que pensar que este foi um trajecto importantíssimo pelos nossos monarcas como a nossa Rainha Santa Isabel que ofereceu a sua coroa ao santuário e que em troca o Arcebispo num acto de gratidão ofereceu-lhe o seu Báculo que hoje está em Coimbra.
Chego a Redondela e logo vou ao albergue para mais um carimbo e refrescar-me um pouco conversando com alguns peregrinos que estavam no seu descanso numa óptima sala de leitura, porque ia ter pela frente uns 15 kms duros. Arranquei já abastecido de água para entrar na nac.550 que mais adiante se entra num bosque aonde no cume se vislumbra a Ria de Vigo e a Ilha de S.Simon.
Chego a Árcade, mas não fui comer ostras e logo depois a Ponte de Sampayo ( a minha ponte J))) ) onde aqui o povo galego defrontou uma batalha napoleónica das tropas do Marechal Ney.
Começo então uma dura subida aos ésses que pelo meio do povoado e logo depois de passar uma ponte Nova que de nova não tem nada por ser medieval entra-se num outro caminho medieval sempre a subir que rompe pura e simplesmente as minhas pernas. Sentia-as a ferver de dor. Parei a comer os meus frutos secos, a beber agua naquele bosque verdejante e fresco.
Entro então na estrada que chega a Pontevedra e logo ali vou ao albergue mas já estava cheio. Bem vamos lá procurar poiso e encontrei um hotel com nome sugestivo “ La Peregrina” mas que era caro isso era e depois de estar instalado é que me apercebi que nem pequeno-almoço tinha e paguei 40 “Aérios”. Ali nunca mais porque mais adiante já tinha outro, melhor com pequeno almoço por 27.
Peregrino sofre.
RELEMBRANDO AS VIAS VERDES
Não é novidade nenhuma.
No entanto o trabalho realizado pela Federación de los Ferrocarriles Españoles merece ser sempre destacadO ainda que, por cá, também já se vai vendo algo, ainda que a um ritmo arreliadoramente lento...
Fica esta primeira parte deste "Vive la Via" que constitui, também ele, um bom exemplo de promoção.
Já agora: para quando um site a sério, por parte da REFER, do pouco, mas bom trabalho, que já foi feito entre nós (Sabor, Montemor-o-Novo, Monção...)?
sábado, 3 de abril de 2010
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE ESPOSENDE A VALENÇA
Texto e Foto: Miguel Sampaio
Dia 26 de Agosto, 4ª Feira, de Esposende a Valença
Arranquei para o pequeno-almoço onde tinha á minha espera José Lima e João Maria numa padaria ali perto. Depois das despedidas lá rumei para Viana do Castelo.
Passo então pela Casa / Museu Henrique Medina (famosíssimo pintor e retratista que pintou cinco Presidentes da Republica), começando este caminho a uma meia encosta onde se começa e vislumbrar o mar, passando então pela Igreja de S.João do Monte, S.Pedro de Fins, aqui contorno o Palácio dos Cunhas até atingir a Capela doa Srª dos Remédios que depois me leva a um caminho no meio dum bosque muito bonito até ao Rio Neiva no qual o atravesso pela ponte do Sebastião para a outra margem até a Capela da Srª de Guadalupe, subindo depois até á Igreja de S.Tiago em Neiva.
Depois das fotos da praxe rumei até ao Mosteiro de S.Romão de Neiva (sec. XII) do qual era também um local que albergava peregrinos. Sigo para Chafé e Anha onde também aqui se encontra uma Igreja dedicada a S.Tiago onde no seu interior e nos vitrais conta a vida de Tiago.
Chego então a Viana do Castelo onde me espera Hugo Pastor da Associação dos Amigos do Caminho de Santiago de Viana do Castelo. Aqui novo pequeno-almoço e esperar pelo meu amigo José Rodrigues que viria de Valença de comboio até Viana para me rebocar novamente até Valença.
Depois de 1 hora de cavaqueira e ao partirmos aparece o nosso Confrade Óscar Filipe com a sua família e quase com a cabeça fora da janela do seu carro quase que a gritar “Oh K2” heheheheheh,
Obrigado Óscar Filipe
E assim fomos até á Sé de Viana e ao Turismo, que era antigo hospital de peregrinos, para mais uns carimbos. Logo a seguir passamos pela lindíssima Igreja de S.Domingos onde se encontra no interior e na lateral um altar todo prateado que, confesso ser a primeira vez que vejo.
Ao sair de Viana entra-se logo no trajecto em que se vislumbra o mar á nossa esquerda como a serra de Stª. Luzia á nossa direita e com paisagens lindíssimas.
Depois de passar Carreço vejo uma das curiosidades também deste Caminho que é uma Cruz Passionista gravada na pedra, testemunho desta confraria nas suas peregrinações a S.Tiago e que presumo ser datada do sec.XVII.
Com as paisagens sempre a acompanhar chegamos então á casa do poeta Pedro Homem de Melo, Convento de Cabanas, com a sua enorme magnólia onde o poeta se inspirava para os seus poemas, junto ao rio Cabanas.
Passagem por V.Praia de Ancora, Moledo, Caminha.
È de notar que este trajecto é sempre junto ao mar. É fantástico pelos contrastes entre o mar e a montanha com um sem número de cores que nos rodeiam. È também visível a quantidade de testemunhos religiosos que contam por aqui, datados dos sec. XVI/XVII desde igrejas, capelas, oratórios, alminhas, palácios bem como não poderia deixar de ser os cruzeiros.
Chegados a Caminha fui á igreja Matriz. Esteve encerrada durante 5 anos para restauro. Monumento que se encontra dentro da muralha e digna duma visita. A partir daqui deixamos o mar para ter como companhia o rio Minho que nos oferece novamente lindas paisagens ate chegar a Valença onde fui albergado com grande carinho pelos pais do meu amigo José Rodrigues.
Quero deixar aqui uma palavra de apreço e agradecimento aos pais do Zé que foram incansáveis comigo proporcionando uma estadia fabulosa e com um jantar que derivou numa cavaqueira engraçada, pois este trajecto teve para mim uns bons 110 kms de paisagens que só o Minho nos proporciona.
Quero agradecer também ao Zé pela companhia e de me ter rebocado até Valença.
PURE HEDONISM IN A BEAN SOUP
O período da Páscoa marca, para mim, o início da temporada de BTT.
Não é uma temporada competitiva mas antes a das grandes incursões. Para tal aproveitei o dia de sol de quinta-feira passada para ligar, em BTT, as Caldas da Rainha à Figueira da Foz através de estradões, ciclovias e estradas secundárias.
O momento alto do dia foi a sopa de feijão comida na esplanada da praia de Pedrógão ao sol. Um daqueles momentos inesquecíveis a demonstrar que, Portugal, ainda vale o seu peso em ouro.
Quanto à incursão foi semelhante à de Outubro de 2008 com a diferença de ser em sentido inverso e de, a partir do momento que cruzei o Mondego em Verride, ter rumado a poente em direcção à Figueira e com menos 20 kms. na contagem final.
segunda-feira, 29 de março de 2010
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE OPORTO A ESPOSENDE
Texto e foto: Miguel Sampaio
Dia 25 de Agosto, 3ªfeira, de Oporto a Esposende
Eram 8 horas e avançamos para S. Pedro de Rates. Fiz um desvio em Araújo para passar pelo Mosteiro de Santa Maria de Leça do Balio para evitar a tão perigosa passagem pela estrada nº13 por debaixo da ponte do metro. Ainda não percebi muito bem porque teimam em ir por ali, tendo este trajecto pelo Mosteiro muito mais histórico e mais seguro.
Visitamos o Mosteiro e colocamos mais um carimbo.
Este mosteiro construído no séc. X foi doado posteriormente aos Cavaleiros Hospitalários da Ordem de Malta por D. Afonso Henriques. Aqui casou secretamente o rei D. Fernando com D. Leonor de Teles. Foi também onde a Rainha Santa Isabel ficou albergada aquando da sua peregrinação a Santiago de Compostela.
Arrancamos então passando pelo centro da Maia e logo depois entramos no caminho junta à Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho. Passamos pela zona industrial da Maia, Gemunde, Vilar do Pinheiro, Vairão e Vilarinho.
Aqui a paisagem é predominantemente agrícola e campestre.
Chegamos então á ponte romana D. Zameiro sobre o rio Ave, toda ela reconstruída com os seus 130 metros de comprimento do qual tem logo a seguir uma boa subida até ao largo da igreja da Nª Srª da Ajuda ( e que ajuda nós precisamos), logo depois no lugar de Boavista entramos na Calçada da Estalagem onde passamos pela Estalagem das Pulgas.
Esta estalagem ficou conhecida pela novela de Camilo Castelo Branco em “ A filha de Arcediago” onde este teve uma noite de combate com um exército de pulgas que procuravam saciar-se de sangue.
Pertencia ao antigo mosteiro da Junqueira que era um posto de Mala-Posta e que acolhia viajantes e peregrinos.
Passamos então pela ponte romana de Arcos até chegarmos a S.Pedro de Rates.
Aqui levei os 3 espanhóis a visitar o albergue de Rates. Ficaram encantados. Depois foi as despedidas, eles iam seguir o caminho medieval enquanto eu iria pelo caminho da costa do qual fazia questão de seguir.
Nem 200 metros depois de entrar no caminho tenho o 1º “Cavaleiro” à minha espera, João Maria e mais à frente Manuel Rocha, fizeram a escolta até Barca do Lago aonde me esperava um barco para atravessar o rio Cávado precisamente no sitio onde a Rainha Santa Isabel também o fez.
Este trajecto é muito bonito, está muito bem marcado e com setas ainda frescas pela pincelada do João Maria que fez um belíssimo trabalho na marcação das ditas cujas não havendo qualquer possibilidade de nos perdermos. Parabéns a toda a equipa do núcleo Jacobeano de Esposende.
Passamos por Cristelo, Fonte Boa (onde a junta de freguesia fez um carimbo dos Caminhos de Santiago de propósito pró efeito).
E assim foi a progressão até Esposende com grande cavaqueira e risota mas antes de atravessar o Cávado lá tivemos de ir até ao bar repor os níveis que se pautou com umas sandes, bolinhos de bacalhau e duas canecas de “ Isostar” tinto, cafezinho e um “ cheirinho”, isto enquanto que o barqueiro nos fazia passar as nossas bicicletas para a outra margem.
Chegado á outra margem esperava-nos o Presidente da Junta de Freguesia de Gemeses Sr. José Augusto que se prontificou logo ali para nos ajudar bem como Manuel Miranda Confrade daqui do fórum.
Seguimos para S.Pedro de Fins (aonde se passa pelo Palácio dos Cunhas), cheguei a Esposende aqui, fiquei com a minha credencial cheia de carimbos pões todos queriam colocar o seu carimbo. Entretanto fui recebido por uma Directora dos serviços camarários de Esposende que simpaticamente me colocou mais um carimbo mas desta vez o carimbo branco do Município.
Fui levado então á Junta de Freguesia das Marinhas onde fui recebido pelo presidente da Junta e que é grande historiador daquele local. Logo depois fui recebido pelo Padre Avelino da Paroquia das Marinhas que se prontificou também para mais um carimbo branco na minha credencial.
Como já era tarde para seguir para Viana fiquei albergado na Cruz Vermelha de Esposende.
José Lima, António Albino coordenador da Cruz vermelha e Manuel Miranda fizeram então companhia num jantar que durou até bem tarde e que resultou numa tertúlia muito engraçada.
Queria agradecer a grande hospitalidade das gentes de Esposende que foram incansáveis comigo.
Este momento de atravessar o rio Cávado é um dos pontos altos desta viagem.
Nunca pensei que mo pudessem realizar
Ao Manuel Miranda, João Maria, Manuel Rocha, José Lima, António Albino, aos Presidentes das Juntas das Marinhas e Gemeses bem como a Directora dos Serviços da Câmara de Esposende o meu muito obrigado pelo vosso esforço e empenho.
Um forte abraço para todos e continuem com o excelente trabalho que fazem.
Bem haja!

O INDICADOR DE CIVILIZAÇÃO
por LEONÍDIO PAULO FERREIRA (DN)
King Liu tinha já 75 anos quando em Maio pedalou 1668 quilómetros entre Pequim e Xangai. Fundador da Giant, o maior fabricante mundial de bicicletas, o incansável Liu está horrorizado com a tomada de assalto das ruas e estradas chinesas pelos automóveis e quis mostrar que, tal como na sua Taiwan natal, não há qualquer incompatibilidade entre dar ao pedal e mostrar grande pedalada económica. Foi premonitório. No final de Junho, os jornais davam conta de que se tinham vendido mais carros na China do que nos Estados Unidos durante o primeiro semestre de 2009: pouco mais de seis milhões no país emergente, 4,8 milhões na superpotência atingida em cheio pela crise.
As imagens de Pequim polvilhada de ciclistas pertencem ao passado, mas nem tudo está perdido e Liu contava sábado ao Financial Times a sua última aposta: fazer de Kunshan, uma cidadezinha (!) de 650 mil habitantes, um modelo para o resto da China, com ciclovias que ignoram os engarrafamentos e permitem poupar tempo e dinheiro. Na capital, o efeito de imitação fez-se sentir e a câmara retirou as leis que impunham restrições aos ciclistas. Em Xangai, onde se calcula existirem dez milhões de bicicletas, começa a haver quem exija que as restrições sejam aos automóveis.
Os chineses terão descoberto as bicicletas em 1868, quando um funcionário alfandegário veio de França impressionado com " as duas rodas unidas por um cachimbo". Mas foi na era comunista que aconteceu a revolução dos pedais. Isolada do mundo, empobrecida pelas guerras, a China fez da bicicleta tanto um meio de transporte como um símbolo de auto-suficiência. No romance Irmãos, onde Yu Hua conta a evolução da China desde a escassez comunista dos tempos de Mao Tsé-Tung até à euforia consumista da era Deng Xiaoping, brilha a bicicleta Eternidade. Song Gang condu-la orgulhoso a caminho da fábrica, mas claro que o irmão Baldy Li, pouco dado a operário mas com jeito para o negócio, será o primeiro da família a ter carro.
Não há razão para rir das bicicletas. É na Europa, onde não falta dinheiro para automóveis, que estas mais brilham. Helsínquia, Berlim ou Amesterdão são exemplos. Mas mesmo na China, que produz dois terços dos 130 milhões de bicicletas fabricadas anualmente, há motivos para acarinhá-las. Boa parte dos 1300 milhões de chineses continua longe de ter dinheiro para qualquer coisa com motor. O país importa cada vez mais combustíveis. E o ar nas cidades ameaça tornar-se irrespirável. Mesmo com a economia a crescer na casa dos 10%, mesmo com um chinês a comprar a Volvo, não há razão para, com tanta pedalada, se esquecerem das bicicletas. "São um indicador de civilização", diz Liu.



King Liu tinha já 75 anos quando em Maio pedalou 1668 quilómetros entre Pequim e Xangai. Fundador da Giant, o maior fabricante mundial de bicicletas, o incansável Liu está horrorizado com a tomada de assalto das ruas e estradas chinesas pelos automóveis e quis mostrar que, tal como na sua Taiwan natal, não há qualquer incompatibilidade entre dar ao pedal e mostrar grande pedalada económica. Foi premonitório. No final de Junho, os jornais davam conta de que se tinham vendido mais carros na China do que nos Estados Unidos durante o primeiro semestre de 2009: pouco mais de seis milhões no país emergente, 4,8 milhões na superpotência atingida em cheio pela crise.
As imagens de Pequim polvilhada de ciclistas pertencem ao passado, mas nem tudo está perdido e Liu contava sábado ao Financial Times a sua última aposta: fazer de Kunshan, uma cidadezinha (!) de 650 mil habitantes, um modelo para o resto da China, com ciclovias que ignoram os engarrafamentos e permitem poupar tempo e dinheiro. Na capital, o efeito de imitação fez-se sentir e a câmara retirou as leis que impunham restrições aos ciclistas. Em Xangai, onde se calcula existirem dez milhões de bicicletas, começa a haver quem exija que as restrições sejam aos automóveis.
Os chineses terão descoberto as bicicletas em 1868, quando um funcionário alfandegário veio de França impressionado com " as duas rodas unidas por um cachimbo". Mas foi na era comunista que aconteceu a revolução dos pedais. Isolada do mundo, empobrecida pelas guerras, a China fez da bicicleta tanto um meio de transporte como um símbolo de auto-suficiência. No romance Irmãos, onde Yu Hua conta a evolução da China desde a escassez comunista dos tempos de Mao Tsé-Tung até à euforia consumista da era Deng Xiaoping, brilha a bicicleta Eternidade. Song Gang condu-la orgulhoso a caminho da fábrica, mas claro que o irmão Baldy Li, pouco dado a operário mas com jeito para o negócio, será o primeiro da família a ter carro.
Não há razão para rir das bicicletas. É na Europa, onde não falta dinheiro para automóveis, que estas mais brilham. Helsínquia, Berlim ou Amesterdão são exemplos. Mas mesmo na China, que produz dois terços dos 130 milhões de bicicletas fabricadas anualmente, há motivos para acarinhá-las. Boa parte dos 1300 milhões de chineses continua longe de ter dinheiro para qualquer coisa com motor. O país importa cada vez mais combustíveis. E o ar nas cidades ameaça tornar-se irrespirável. Mesmo com a economia a crescer na casa dos 10%, mesmo com um chinês a comprar a Volvo, não há razão para, com tanta pedalada, se esquecerem das bicicletas. "São um indicador de civilização", diz Liu.

sábado, 27 de março de 2010
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE OLIVEIRA DE AZEMEIS A OPORTO
Dia 24 de Agosto, 2ª Feira, de Oliveira de Azeméis a Oporto
De manhã lá arrancamos com destino ao Porto pois estes 3 espanhóis tinham gosto em ficar para conhecer a Invicta.
Passamos pela Igreja Matriz de Oliveira de Azeméis e de seguida para Santiago Riba Ul por caminhos e muros antigos em direcção a Cucujães. Atravessa-mos a Ponte do Salgueiro e á esquerda o Convento de Cucujães.
Entramos em S.João da Madeira e passamos pela grande fábrica da ex-Oliva, um dos expoentes máximos de fundições, mais conhecido pelas suas torneiras. Seguindo por travessas e ruas que se misturam pelo envelhecido casario chegamos a Malaposta onde entramos por uma calçada romana que mais tarde se denominou de estrada Real até Lourosa para um 2º pequeno-almoço. Aqui tive a companhia do meu amigo Júlio Costa ) que nos escoltou até ao Porto.
Depois de longa cavaqueira com os espanhóis lá arrancamos para ir visitar o Mosteiro de Grijó (Sec.XIII) aonde pernoitou Juan Bautista Confalonieri em 1594. Convento muito bonito, bem recuperado e com uns claustros fabulosos.
Chegamos á “Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto”, cidade que deu o nome a Portugal ( Portus Calle), mas primeiro fomos ver a lindíssima paisagem da cidade desde a serra do Pilar.
Depois, lá tivemos que ir almoçar ao restaurante Tripeiro entrando neste restaurante com as bicicletas por ele dentro. Eles só me diziam “Só tu Miguel, só tu”, pois nunca tinham entrado num restaurante “chique”, de bicicleta. Grandes gargalhadas.
Então o menu tinha de ser umas boas tripas acompanhadas por um bom vinho verde tinto, daqueles que tinge bem a língua, contar a história das tripas.
Depois de bem aviados fizemos então o reconhecimento pela cidade e depois levei-os ao hotel muito bom e barato que existe no caminho, perto da Loja do PatoCycles e á noite lá fui ter com eles para beber um Cálice de Porto.
Diga-se que estavam encantados com a cidade á noite. Só me diziam “Precioso, me encanta tu ciudad” Ballé.
THE KINGDOM STRIKES ATTACK
No alto do Parque Eduardo VII, local onde deveria flutuar uma bandeira da república portuguesa e onde o desleixo faz com que tal não aconteça, "alguém" colocou uma bandeira nacional monárquica que, pelo facto de já não ser a bandeira oficial de Portugal, não significa que seja menos merecedora do respeito colectivo que a "verde-rubra".
Compare-se o culto da bandeira entre nós e na vizinha Espanha.
Por cá encontra-mo-la desbotada, enrolada, rota, olvidada e, amiúde, vilipendiada. E que dizer do hastear pindérico de bandeiras por ocasião dos campeonatos europeu e mundial de futebol, pelo cidadão médio, e que resulta num rol de horrores e de atrocidades dos quais se destacam os exemplares com pagodes nos lugares dos castelos, a inscrição amarela "Portugal" e o pano de pernas para o ar?
Em Espanha abundam as bandeiras grandes brilhando e esvoaçando ao vento no qual todos se revêm.
Quiçá será esta a diferença de tratamento do símbolo nacional deste e do outro lado da fronteira a destrinça entre uma república e uma monarquia constitucional?
Se assim for, provavelmente, mesmo em ano de centenário republicano, aquela que já foi a bandeira de Portugal, mereceria continuar hasteada no alto do parque.
segunda-feira, 22 de março de 2010
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE MEALHADA A OLIVEIRA DE AZEMEIS
texto e foto: Miguel Sampaio
Dia 23 de Agosto, Domingo, de Mealhada a Oliveira de Azeméis)
Saída do Resort ás horas combinadas para não interferir com o movimento intenso da caminhada de cada um e quando estou para sair tenho uma “prenda” na roda de trás. Toca a arranjar o furo. Deve ter sido durante a noite que o pneu não deve ter gostado dos roncos.
Lá parti com as minhas calmas apanhando o Amaro na sua caminhada uns bons 12 kms á frente. Meia de conversa e os 3 espanhóis já lá iam.
Este trajecto é maioritariamente feito pela estrada Real, passando por Anadia, Avelãs de Caminho, (que se julga ter sido um dos locais de paragem da comitiva Real aonde se instalava no Paço e que agora só existem alguns vestígios), Aguada de Baixo, Águeda (um dos pontos de apoio fundamentais dos caminhos de Santiago mesmo até albergando a própria Rainha Santa Isabel na sua peregrinação), onde a seguir passo pela ponte medieval do Marnel, pela ponte do Vouga, Serém de Cima, Asseilhó, Albergaria a Velha aonde apanho os 3 espanhóis sentados numa esplanada da churrascaria “ Ilha da Brasa”, a esbracejar com umas cervejolas minha espera para almoçar. Sim senhor, Ballé! Gargalhadas e logo a seguir um deles já tinha uma “Isostar Bock” a caminho da minha mão.
Isto também é o “Caminho”
Diga-se que neste restaurante fomos espectacularmente bem recebidos pois o dono, emigrante na Venezuela, meteu logo ali conversa e que, bem servidos fomos.
Arrancamos para Oliveira de Azeméis com um certo peso nas pernas, mas temos que ir tomar outro café para arrebitar nuestros hermanos pois faltavam cerca de 30 kms
Em Bemposta passa-se por um local com uma vista fabulosa aonde se avista a Ria de Aveiro desde Ovar e em frente o mar. Sigo por Besteiros passando pela Ponte do Sr.ª da Ponte até chegar a Oliveira de Azeméis onde ficamos instalados no Resort local dos Bombeiros e diga-se que com uma bruta sala de pc’s e internet ao dispor.

CICLISTA MORRE EM MARATONA DE BTT
Jorge Cavaleiro, de 45 anos, morreu ontem em Leiria quando participava num passeio de BTT (Maratona do Centro). Deixa órfãos um rapaz de 13 anos e uma menina de três. Ao que parece foi vítima de uma paragem cardio-respiratória fulminante.
Requiescat In Pace.
domingo, 21 de março de 2010
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE ANSIÃO A MEALHADA
Texto - Miguel Sampaio
Foto - poraínanet pictures
Dia 22 de Agosto, Sábado, de Ansião a Mealhada
Esta etapa considero das mais bonitas. Até chegar a Conímbriga abundam bosques e trilhos muito bonitos com passagem por alguns caminho romanos, passando por Venda do Brasil, Alvorge aonde tive uma situação também caricata com o padre, em que se eu quisesse o carimbo na minha credencial teria que esperar 20 minutos ou então que me dirige-se para Cernache que lá o faziam, mas tudo isto com um sorriso nos lábios e logo a seguir começou a indicar o caminho que eu devia de fazer, aí aqui o K2 puxou dos “crenques” e disse-lhe para ele se preocupar com o seu rebanho que eu cuidava do meu caminho. E á que montar na “ Marina” arrancar que até ½ quilo de borracha dos meus Maxxis ficaram presos na calçada tal foi a potencia do meu arranque, mas logo a seguir abrandei porque a paisagem era bonita.
Passo pelo caminho da várzea e às ruínas da quinta da Ladeia (penso que do sec. XV), sigo então para Rabaçal por uma via romana aonde aqui fui escoltado por um habitante, autentico contador de histórias que contou a lenda do Castelo do Germanelo que se encontrava no alto, que foi mandado construir por D,Afonso Henriques no sec.XII e que, segundo este habitante, existia dois irmãos enormes e ferreiros que viviam cada um no seu monte. Um chamava-se Melo e o outro Gerumelo mas que só disponham de um só martelo e que o dividiam entre si atirando dum monte para o outro. A dada altura um deles perdeu as estribeiras e atirou com tanta força que perdeu o cabo pelo ar. A cabeça foi cair no monte do Melo onde apareceu um fonte de águas, enquanto que o cabo que era de zambujo caiu mais adiante dando origem a um zambujal e que deu o nome á terra.
Aqui os caminhos são rápidos e com uma paisagem bem característica até chegar a Rio de Mouros passando pela Ponte Filipina que depois me faz subir a meia encosta até Conímbriga com paisagens muito bonitas até Cernache.
Daqui até Coimbra é sempre por estrada em que passo pelo alto de Sta. Clara onde tem uma vista fantástica sobre Coimbra.
Começo a descer, passo pelo aqueduto de S.Sebastião que, neste momento está cortado devido á construção da nova auto-estrada.
Passo então pelo Convento de Sta. Clara a Nova onde repousam os restos mortais da Rainha Santa Isabel, casada com D.Diniz, ela também peregrina de Compostela.
Aqui também carimbo não existia mas souvenirs era mato, valeu realmente a simpatia duma senhora, funcionária do Museu Militar (ela também peregrina de Santiago Compostela) para a colocação do carimbo.
Este convento foi mandado construir no Séc. XVII em substituição do antigo Mosteiro Medieval de Santa Clara a Velha devido ás constantes inundações do Mondego de que era alvo. No entanto a sua restauração é digna de visita.
Chego a Coimbra e vou directo á Igreja de S.Tiago (do sec.XII). para carimbar da qual se encontrava encerrada.
Fui então ao Mosteiro de Santa Cruz onde se encontram sepultados os dois primeiros reis de Portugal D.Afonso Henriques e D.Sancho, onde o padre que estava prestes a entrar para realizar a cerimónia religiosa mas que se dispôs prontamente para carimbar a minha credencial e abraçar-me.
Realmente esta atitude em comparação com a do padre de Alvorge nada tem a ver. Sabe-se lá porquê. Enfim, adiante.
Arranquei então para a Mealhada onde estava em mente um comer “peixe” com dois buracos no focinho.
E assim lá vou eu, foram cerca de 25kms, passei por Adémia, Troxemil, Carqueijo, Lendiosa e ao chegar a Mealhada passo por um sapal muito bonito passando pela Ponte da Ribeira da Lendiosa.
(Não se esqueçam que este caminho desde Lisboa, faz parte da Via Augusta e Via Lusitana com início em Cádiz ).
Entro então na Mealhada e vejo três vultos acenando à minha frente falando espanhol
dizendo que os bombeiros tinham boas condições para a pernoita. Eram 3 peregrinos espanhóis que estavam a iniciar o caminho. Entretanto começam a perguntar porque é que ali no centro não existiam restaurantes. Aí expliquei-lhes que estes se encontravam á saída da cidade e perguntei-lhes mesmo se podiam esperar por mim que eu iria aos bombeiros e regressaria para jantar com eles um bom colchonillo. “ballé”.
Chego aos Bombeiros “SPAResort” e não é que o meu espanto que me encontro com Amaro Franco ( http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=62017 ) que estava a fazer o caminho a pé desde Lisboa. Cavaqueira logo ali e toca marchar que o bicho estava á espera e podia arrefecer. J
Encontramo-nos com os 3 espanhóis e lá fomos pró restaurante que nos serviu muitíssimo bem e que já era costume peregrinos para Santiago pararem ali. Talvez recuperar forças.
Nuestros hermanos ficaram encantados com o bicho que ronca, e com as 3 “Coca colas” Tinto das caves Aliança (e que depressinha foram porque senão aqueciam) coisa que nunca tinham bebido e eu também não (naquele dia) J))).
Depois de estarmos com os níveis de “castrol” e “triciclos” no ponto, lá fomos pró resort para ver quem era o primeiro que começaria a imitar o ronco da sirene dos bombeiros, mas posso já dizer que não fui o primeiro. J)))))
Combinamos logo a que horas é que saíamos do resort no dia seguinte.
O Amaro disse logo que sairia ás 7horas impreterivelmente, pois ele ia a pé.
Os 3 espanhóis depois de dialogarem uns com os outros disseram então que sairiam ás 8.
E todos começaram a olhar para mim naquele momento. Então eu disse-lhes que não ia deixar as 9 horas indefesas. Saio ás 9. Gargalhada geral J))))
EUROPE CYCLEWAYS - FROM BERLIN TO COPENHAGEN
Há, na Europa, itinerários interessantes como este Berlim - Copenhaga.
Mais informações em http://www.bike-berlin-copenhagen.com
Two pulsating European metropolises, 630 km by bike and a short sea voyage across the Baltic - the new international Copenhagen-Berlin cycle route links the Danish and German capitals, three idyllic regions and a lot of friendly people. It offers endless views of unspoiled nature, plenty of opportunities to take a swim and enjoy life, to uncover a few surprises and to make some new discoveries. Globetrotters can look forward to 15 days (or more) of endless adventures in Copenhagen, East Denmark, Mecklenburg-Vorpommern, Brandenburg and Berlin.
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E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE TOMAR A ANSIÃO
Texto e Foto: Miguel Sampaio
Dia 21 de Agosto, 6ªfeira, de Tomar a Ansião
Tinha tomado a decisão que em Tomar iria visitar o Convento Cristo e o Castelo dos Templários visto estes cavaleiros terem sido guardiões dos peregrinos que seguiam para Santiago. Era a minha mais singela homenagem a tão bravos Cavaleiros.
A subida até ao castelo é um pouco inclinada mas mereceu a pena a visita. O convento e principalmente a igreja estão muito bem recuperadas bem como a Charola, que era o Oratório dos Templários, deixaram-me completamente admirado pela sua beleza.
Arranquei daqui para Ansião.
Passo pela desobstruída ponte de Peniche em direcção a Ceras sempre por este caminho medieval até á ponte do mesmo nome onde se fazia a travessia desta ribeira.
Vai dai vejo uma autentica parede á minha frente e digo " que grande gaita, como é que eu vou subir estes 50 metros?", era tal a inclinação e o terreno de tal forma cavernoso que não sabia como é que alguém teve a coragem de passar o trilho por ali. Bem demorei cerca de meia hora para fazer aquilo debaixo de 35º. Pé ante pé e com um esforço louco lá consegui ultrapassar o raio da parede.
Aqui comecei a ter problemas com a temperatura pois os 37º graus estavam a fazer mossa ao ponto de ficar sem água e viveres, valeu realmente a macieira, figueira e a ameixieira para trincar qualquer coisa, porque não sabia ao certo quanto tempo me levava a chegar á próxima povoação para pedir água.
Foram uns momentos um pouco difíceis o saber que não estava munido destes preciosos bens. A cabeça começa a entrar em parafuso com este facto. Começa-se a entrar num certo desespero de que nos falta algo e toda a beleza que nos rodeia começa a passar ao lado.
Parei por varias vezes para me acalmar. Não havia vivalma e água nem vê-la. O terreno era duro com subidas e descidas e mais subidas, mas lá encontrei um vulto que me viu já com algum sofrimento e me deu água. Só neste dia bebi cerca de 6 litros de água (e 3 cervejas).
Passo então pela estrada romana em Ramalhal, Portela de Vila Verde, Venda dos Tremoços, Feteiras e Seceira.
Cheguei a Alvaiázere, então descansei já com um alívio do grande esforço que tinha tido antes. A partir daqui até Ansião passa-se pela Serra de Ariques foi a rolar por estradas medievais e caminhos florestais passando por lugarejos de Casal Maduros e Casal Soeiro.
Chegado a Ansião's FireMan ResortSpa. Um luxo. Tive direito a um quarto com cerca 100 m2, colchão e varanda pró parque de estacionamento onde só estavam limusinas vermelhas de grande potência todas kitadas com tunnings de encher o olho mas diga-se que fui muito bem recebido por esta corporação e até tive direito a internet.
THE CAMINO DOCUMENTARY
http://caminodocumentary.org
The Camino Documentary (working title) is an independent production of Future Educational Films, a nonprofit 501(c)(3) company. Our film is about the experience of walking the life-changing, 500-mile pilgrimage across Northern Spain known as The Camino de Santiago.
This 6-minute clip is a preview for our full 23-minute Fundraising Trailer, which gives the viewer a taste of the themes, scenery and real-life characters that will be featured. The full trailer was created this summer for the sole purpose of raising the funds necessary to edit the final film.
While we anticipate a national, primetime airing on PBS, the station does not provide any financial support. And, given the U.S.'s current economic situation, funding resources for such projects as ours have dried up significantly.
So... WE NEED YOUR HELP!
We're looking to people like you to spread the word and help raise the funds we need to complete the film's final edit. You can donate to our project to view the full trailer, volunteer with us, network for us, and join our update list. Visit our "Get Involved" page at caminodocumentary.org to find out how more.
The Camino Documentary (working title) follows six strangers from incredibly diverse walks of life, as they attempt to cross a country on foot with only a backpack, a pair of boots and an open mind. For some, the Camino is a religious or spiritual quest. Others seek time to reflect on personal issues, and some are purely in it for the intense physical challenge. Driven by a calling and a grand sense of adventure, each pilgrim throws themselves heart-and-soul into their physical trek to Santiago and, most importantly, their personal journey to themselves.
E LÁ VAI ELE DE LISBOA A SANTIAGO EM AUTONOMIA - DE SANTARÉM A TOMAR
Texto e Foto: Miguel Sampaio
Dia 20 de Agosto, 5ª feira, de Santarém a Tomar
A saída de Santarém foi caricata. Fui até ás Portas do Sol que é uma referencia no caminho mas, estava em obras entrei ligeiramente e aparece-me um "mestre" de obras tresloucado em direcção a mim.
Depois de muito esbracejar a falar um português vernáculo e eu sem lhe dizer absolutamente nada, perguntei-lhe muito calmamente se eu estava a ser malcriado para ele ao qual ele ficou um bocado entupido. E disse-lhe " tudo bem" e segui o caminho.
Saí pela muralha e aqui por um erro de navegação estava a ver que deitaria toda a minha viagem por água abaixo quando encontro num autêntico precipício. Aqui tive o momento mais complicado, foi de me ter enganado em 10 metros quando me vi num autêntico precipício em que não dava para voltar para trás. Pensei "será que é aqui que vou terminar a minha viagem". Tive algum receio do que me poderia me acontecer mas comecei a descer arrastando-me por um ribanceira e com a minha "Mariana" carregada. Estamos a falar de cerca de 30 metros que me demoraram cerca de 45 minutos a fazer. Cheguei completamente encharcado de suor, pois já estavam cerca de 25º de temperatura. Agarrei-me na roda de trás e arrastar-me por ali abaixo lá consegui a muito custo chegar agarrando-me a umas canas que estavam mais abaixo e do qual fiz “pontaria” lá consegui chegar ileso.
Passo então pela ponte de Alcorce do séc. XIV muito bem conservada, entro por campos de cultivo passando pelas quintas Cruz da Légua, da Boavista até chegar a Vale Carreira passando pelo Rio Alviela.
Novas terras agrícolas do Reguengo percorrendo a Quinta da Leziria passando pelas ruínas da Quinta d’el Rei em Pombalinho (que era vila romana) para chegar a Azinhaga aonde tirei uma fotografia com José Saramago (embora ele estivesse muito quieto). Aqui passo pelo antigo hospital /albergue e logo depois pela capela do Espírito Santo datada do sec.XIV passando pela muito bem conservada Quinta da Broa até entrar na Golegã.
Daqui foi até á Igreja manuelina N.ª Sr.ª da Conceição na Golegã onde tentei com que carimbassem a minha credencial no turismo sem sucesso por não terem nenhum carimbo para o fazerem. Valeu-me a prontidão do funcionário do parque campismo que se dispôs a isso pois já não era a 1ª vez que o fazia a peregrinos que iam para Compostela. Enfim “No Coments”
Chego á Quinta da Cardiga. Esta quinta que foi efectuada no Séc. XII por D. Afonso Henriques para cultivo, foi Paço Real e entretanto doada á Ordem dos Templários, que até aos sec.XIX tem sido doada para várias ordens religiosas. Esta quinta que tem casas de habitação, capela, jardins, cavalariças, etc está num perfeito abandono. Aqui senti que os ponteiros do relógio tinham parado no tempo ou então tinha arrebentado a bomba H, tudo estava intacto e sem vivalma. Incrível
Em Atalaia tive o encontro imediato com o Ricardo Carvalho, confrade do Fórum BTT e que nos pusemos na cavaqueira mal eu sabia do que me ia aparecer pela frente a seguir até Grou e Asseiceira. Bem uma autêntica parede de cascalho solto e revolto que me fez falar um português ao mais “alto” nível.
Cheguei a Asseiceira para carimbar mas padre nem vê-lo, mas na junta de freguesia fui muito bem recebido pelo presidente da junta que ofereceu água e “ai-ce-ti” e mete cavaqueira dizendo que vai chamar atenção do padre porque começam a passar muitos peregrinos para Santiago e tem que fazer algo. Isto já é qualquer coisa.
Antes de chegar a Tomar passei pela pequena Capela de S. Lourenço e um padrão que assinalavam a junção dos exércitos de D. João I e do Condestável D. Nuno Alvares Pereira donde partiram para a batalha de Aljubarrota a 10 de Agosto de 1385. È de notar também o painel de azulejos alusivos a este encontro.
Cheguei a Tomar e alojei-me no Spa dos bombeiros voluntários e conheci dois peregrinos espanhóis. À noite fomos prás cervejas, contar aventuras e dar uma pequena volta com eles dando a conhecer a roda do Nabão bem como na praça da Republica a estátua de Gualdim Pais que foi o 1ª mestre da Ordem do Templo em Portugal e fundador de Tomar não deixando de visitar também a igreja de S. João Baptista com a sua lindíssima porta manuelina do séc. XV.
Isto é o Caminho
EXTRAWHEEL - BIKE TRAILER
Pois é.
Após ter jurado em Setembro de 2008 que ainda haveria de ter uma coisa daquelas eis que, aproveitando um saldo do modelo antigo (extrawheel classic) acabei por adquirir, a preço módico, um reboque extrawheel (made in Poland, imagine-se).
Simples e funcional é uma ajuda fantástica para as deslocações de vários dias em autonomia. Depois publicarei as minhas primeiras impressões sobre o artefacto.
Como diria o outro - let's look at the trailer (do you get the point: trailer? :-)
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