quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Ciclismo Utilitário - Qual o pedal adequado?
Um dos motivos porque descobri os prazeres do ciclismo utilitário é, precisamente, porque este, além de outras vantagens, permite um treino físico de qualidade e com uma regularidade que, noutras condições, estaria impossibilitado de manter.
Para tanto a fórmula do vulgar pedal de plataforma não me satisfazia - superfície irregular, pé desapoiado (mesmo com as calas), sempre pronto a escorregar e, the last but not the least, rendimento miserável da pedalada potenciado por uma bicicleta com quase 17 kgs.
Aquela ideia romântica de ir pedalar de fato e gravata, ou até casual chic (apesar da bicicleta civilizada), não serve para mim. A bicicleta está bem apetrechada para a cidade mas, não trajando de licra, é necessária uma roupa adequada, prática e ligeira pelo que, os sapatos com cleats na sola não destoam, sobretudo se forem discretos.
Chegado ao local de trabalho altera-se o dress code e surge então o fato e gravata, com um sapato também a condizer. Naturalmente há dois ritmos de pedal um ante (aeróbico e não transpiratório) e outro post laboral (anaeróbico e fortemente empenhativo).
Que diferença fazem uns SPD!
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
RIVERSIDE 3 REVIEW - FIRST IMPRESSIONS
Pois hoje lá testei o "cruzador" (B Twin Riverside 3) desde o Alto dos Moinhos até à Lapa e regresso. Foram cerca de 25 kms.
Ora, não sendo o meu percurso habitual, o primeiro problema foi o planeamento do caminho até lá e de lá para cá por forma a evitar artérias movimentadas. Não foi fácil mas penso que encontrei soluções aceitáveis.Uma delas passou por cruzar o jardim da Estrela - se bem que, pela periferia do parque e a muito baixa velocidade - aquele é o reino dos peões, por excelência e, como intrusos, deveremos causar o mínimo de perturbação.
Estando habituado à resposta imediata de uma BTT, os quase 17 kgs. do "cruzador", aliados à roda 700 e à ausência de pedais automáticos fazem-se sentir numa inércia inicial não muito fácil de vencer. Quanto mais reduções de velocidade e re-arranques, mais este problema se impõe.
Todavia, como já previa, quando se começa a rolar a dinâmica é muito boa e a velocidade alcançada é bem superior à de uma máquina de montanha em virtude do diâmetro das rodas e do tipo de pneu usado. Infelizmente, o percurso que efectuei, não dispõe de muitas oportunidades dessas.
Foi, aliás, a mesma sensação que tive quando circulei os 70 kms. do Anillo Verde Ciclista de Madrid, por largas ciclovias, numa Scott Sportster com as mesmas rodas. É quase, neste tipo de terreno, uma máquina de estrada.
A transmissão funciona de modo impecável. Se bem que nunca tinha usado uma gama tão baixa (Acera) também, normalmente, o grau de limpeza da transmissão, numa BTT que se preze e apesar dos grupos de topo de gama, é sempre pior o que resulta em afinação deficiente.
Destaque pela negativa para os empedrados e maus pisos de algumas artérias lisboetas que resultam em fortes vibrações que parecem fazer a bicicleta desconjuntar-se. De qualquer modo não creio que as pesadas forquetas suspendidas de elastómetros, que equipam modelos semelhantes, fizessem alguma diferença.
Fiquei bem impressionado com o equilíbrio da bicicleta: é tremendamente fácil aguentá-la alguns segundos em track-stand, ao contrário de uma BTT, e isso é muito bom para os cruzamentos (semaforizados ou não) e travesias de peões. Por outro lado, subir passeios, é tarefa mais complicada pois, o habitual e já intuitivo bunny-hop, sai prejudicado, seja pelo peso, seja pela ausência de pedais automáticos, embora uma abordagem a baixa velocidade e com a tranferência de peso adequada resolva a situação sem problemas.
A existência do cárter da corrente e dos guarda-lamas, aliados à posição de condução dão claramente a sensação de comodidade de um pedaleio utilitário ao bom estilo da velha pasteleira mas com a vantagem de se dispor de 27 relações que fazem com que as colinas lisboetas (e hoje venci alguns desníveis relativamente acentuados) não metam medo.
Positivo pois este primeiro contacto.
Eurobike 2010: BikeRadar's complete video coverage
É isso mesmo: são as novidades, marca a marca, da maior feira europeia do género.
Com o selo de qualidade da Bike Radar. Aqui.
EASY LAKE RIDES NEAR AVEIRO
Mais duas incursões simples mas belíssimas com que pontuei as minhas férias.
A primeira em torno da extraordinária Pateira de Fermentelos com cerca de 40 quilómetros.
A segunda ao longo da margem da Ria de Aveiro entre a Barra e Mira cruzando a ponte para a Gafanha da Nazaré e passa perto de todas as Gafanhas (Encarnação, Carmo, Boa Hora, Vagueira, Areão). 50 quilómetros de ida e volta.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
FROM FIGUEIRA TO TOCHA FOR A GOOD CAUSE
Foto by Salgado 52
O Zé Figueiredo (capacete encarnado) é mais um apaixonado das bicicletas.
Há três anos atrás soube que sofria de uma doença degenerativa da visão que implicou que fosse perdendo gradualmente a acuidade visual. Após um prolongado tratamento a sua situação estabilizou.
Apesar de bastante diminuído visualmente continuou a praticar ciclismo e, este ano, decidiu ligar as 21 Maravilhas de Portugal. Parelelamente resolveu associar-se à causa da Juliana procurando divulgar, neste seu passeio, o problema clínico desta menina.
Na passada sexta-feira o Zé, neste seu périplo ao longo de Portugal, ligou o Paião (Figueira da Foz) à Praia da Vagueira (Vagos).
Tive oportunidade de o acompanhar desde a Figueira da Foz até à Tocha onde o deixei a comer uma feijoada.
Não o conhecia, nem o que o movia e só me fui apercebendo das coisas à medida que íamos pedalando. Mais do que os 66 kms. que fiz de ida e volta, na bicicleta, foi a lição de vida que aprendi de um sujeito cuja simplicidade me tocou vivamente.
O Zé Figueiredo é, pois, um homem simples mas de coragem e de grande valor como poucos. Ao seu modo é um verdadeiro campeão...
Leia-se a odisseia aqui.
ICH BIN EIN ZIVILISIERTEN PENDLER
Durante o início do mês de Agosto fui trabalhar quase todos os dias de bicicleta. Aquilo que, teoricamente, era um quebra-cabeças torrnou-se, na prática, numa eficaz, simples e rápida maneira de me deslocar vantajosa relativamente ao automóvel e ao transporte público.
Claro que, a máquina de BTT em que o efectuei, era desadequada e apenas serviu o intento de me demonstrar que é perfeitamente possível uma deslocação pendular de carácter quotidiano de casa ao trabalho e retorno.
De resto a altimetria é mínima e 75% do percurso decorre em ciclovia.
Agora aproveitei uma promoção magnífica da loja do logotipo azul e comprei uma máquina de trekking como a que a foto documenta (B Twin Riverside 3). A bicicleta de trekking é, em minha opinião, a mais adequada à deslocação numa cidade como Lisboa em virtude dos desníveis e da irregularidade dos pisos e o seu desempenho, nessas circunstâncias.
É bem melhor do que uma BTT, por um lado, em termos de conforto (posição vertical e selim civilizado), protecção (carter e guarda-lamas) e desempenho dinâmico (rodas 700) e do que uma citadina pura (estilo Gazelle), por outro, em termos de peso e capacidade desmultiplicadora da transmissão e ainda que uma máquina de estrada em termos de robustez.
Obviamente não prescindo de uns pedais com uns estribos para pedalar de modo eficaz. Quando nos habituamos aos pedais automáticos é difícil pedalar em simples pedais de plataforma.
A configuração é a seguinte:
Cadre: aluminium 6061
Fourche: rigide en acier Hi ten
Transmission: 24 vitesses, shifters Shimano, dérailleur arrière Acera, dérailleur avant Shimano, manivelles aluminium, plateaux acier
Position:cintre semi relevé rentrant en aluminium ; potence aluminium orientable ; grips ergonomiques ; selle Royal Travel ; tige de selle aluminium monobloc.
Roues : jantes aluminium de 28 pouces double paroi ; rayons acier galvanisé ; moyeux aluminium Shimano ; pneus trekking avec bandes réfléchissantes.
Freinage : leviers aluminium intégrés au manettes Shimano ; V-brakes aluminium.
Accessoires : éclairage à dynamo dans le moyeu shimano ; éclairage halogène à l'avant. Eclairage à LED à l'arrière restant allumé jusqu'à 4 minutes lors des phases d'arrêt ; porte bagage aluminium type trekking ; garde-boues ; protège chaîne ; béquille réglable.
Taille: M
Poids: 16,3 kgs.
Coloris: blue
Claro que, a máquina de BTT em que o efectuei, era desadequada e apenas serviu o intento de me demonstrar que é perfeitamente possível uma deslocação pendular de carácter quotidiano de casa ao trabalho e retorno.
De resto a altimetria é mínima e 75% do percurso decorre em ciclovia.
Agora aproveitei uma promoção magnífica da loja do logotipo azul e comprei uma máquina de trekking como a que a foto documenta (B Twin Riverside 3). A bicicleta de trekking é, em minha opinião, a mais adequada à deslocação numa cidade como Lisboa em virtude dos desníveis e da irregularidade dos pisos e o seu desempenho, nessas circunstâncias.
É bem melhor do que uma BTT, por um lado, em termos de conforto (posição vertical e selim civilizado), protecção (carter e guarda-lamas) e desempenho dinâmico (rodas 700) e do que uma citadina pura (estilo Gazelle), por outro, em termos de peso e capacidade desmultiplicadora da transmissão e ainda que uma máquina de estrada em termos de robustez.
Obviamente não prescindo de uns pedais com uns estribos para pedalar de modo eficaz. Quando nos habituamos aos pedais automáticos é difícil pedalar em simples pedais de plataforma.
A configuração é a seguinte:
Cadre: aluminium 6061
Fourche: rigide en acier Hi ten
Transmission: 24 vitesses, shifters Shimano, dérailleur arrière Acera, dérailleur avant Shimano, manivelles aluminium, plateaux acier
Position:cintre semi relevé rentrant en aluminium ; potence aluminium orientable ; grips ergonomiques ; selle Royal Travel ; tige de selle aluminium monobloc.
Roues : jantes aluminium de 28 pouces double paroi ; rayons acier galvanisé ; moyeux aluminium Shimano ; pneus trekking avec bandes réfléchissantes.
Freinage : leviers aluminium intégrés au manettes Shimano ; V-brakes aluminium.
Accessoires : éclairage à dynamo dans le moyeu shimano ; éclairage halogène à l'avant. Eclairage à LED à l'arrière restant allumé jusqu'à 4 minutes lors des phases d'arrêt ; porte bagage aluminium type trekking ; garde-boues ; protège chaîne ; béquille réglable.
Taille: M
Poids: 16,3 kgs.
Coloris: blue
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
KELLY BROOKS AND THE LONDON'S SKY RIDE
Desta vez a diva é contemporânea.
A foto refere-se à participação de Kelly Brooks no London's Sky Ride, mais concretamente ao seu lançamento deste evento, ao lado do já nosso bem conhecido Boris Johnson, mayor da cidade londrina.
Naturalmente dispensamos a foto do alcaide e focamos apenas no interessante binómio...
Está a tornar-se chic o uso da bicicleta, disso não resta qualquer dúvida.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Lisbon Cycle Chic
Partilho da preocupação mas não dispenso o capacete - "just in case"...
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
CAMINHO D'ESTE - Video-Clip Series - Thirteenth Stage, from Ourense to Santiago de Compostela
Compostela, por fim!
No entanto, para alcançarmos a glória haveria que transpor o derradeiro obstáculo que foi, nem mais, nem menos, a mais extensa e altimetrica de todas as etapas. Valeu que pudemos dispensar as bagagens e seguir com o trem reduzido à bicicleta "tout court", e que diferença de rendimento...
Começámos por descer o vale do Miño até ao centro histórico de Ourense onde nos internámos. Depois cruzámos a majestosa ponte romana e, já na outra margem, o túnel inferior da estação ferroviária. Num bairro residencial, onde nada o faria supor, a encantadora surpresa de um grupo de gaiteiros, momento que ficou registado em video.
Seguiu-se a primeira das inúmeras e temíveis ascensões do dia: o camiño real que correspondeu à saída penosa do vale do Miño. Tal como as seguintes, através de forte empenho, se conseguiu levar de vencida a contrariedade do relevo.
Esta foi a etapa da Galiza, tal como a conhecemos - à moda do Minho português de vales encantadores e pequenos bosques encantados.
No final e, por estarmos na véspera do dia de Santiago Maior, o caos das ruas históricas de Compostela a impedir sequer de alcançar a Praza de Obradoiro.
Valeu a aventura de treze dias e mais de mil e duzentos quilómetros cruzando longitudinalmente Portugal continental do Algarve a Trás-os-Montes e usando o troço final do caminho sanabrense. Uma experiência inesquecível que conto verter para escrito "as soon as possible"!
CAMINHO D'ESTE - Video-Clip Series - Twelfth Stage, from Chaves to Ourense
De início o vale do Tâmega, em Portugal e na Galiza. A partir o momento em que a fronteira foi transposta quase que se pode dispensar o GPS: setas amarelas e azulejos sempre por companhia. Priemiro até Verin depois continuando pelo vale até Laza onde se parou para retemperar forças entre uma caña e meio bocadillo obrigatoriamente jamoneado...
É que, a partir daqui, a subida até Albergueria seria terrível, de tal modo que teve de ser feita apeada patilhando, a um tempo, o calor e a espectacular vista. Em Albergueira o incontornável "Rincon del Peregrino" onde, após a lata de "Aquarius" a baixa temperatura, a vieira autografada a iria deixar para a posteridade esta incursão.
Segue-se o vale do Limia (Lima) e a passagem por aldeias típicas e a aproximação de Ourense que seria visitada no dia seguinte.
domingo, 29 de agosto de 2010
STOPPING POWER
Estou verdadeiramente impressionado com a capacidade de travagem de um par destes artefactos que tenho na bicicleta.
Tirando uma exigente habituação à modulação de travagem, a capacidade de parar a bicicleta em espaço diminuto é verdadeiramente impressiva e sem paralelo na minha prévia experiência de discos hidráulicos (Magura, Shimano e Hope).
Se falarmos então de dinheiro - contra o facto da relação "preço-qualidade", não há quaisquer argumentos...
Recomendo vivamente!
TAMBÉM TU?
in DN
Presidente aproveitou penúltimo dia de férias para fazer ciclismo com a toda a família na ilha de Martha's Vineyard
Sob um céu sem nuvens e com o forte calor do Verão norte-americano, o Presidente Barack Obama, deu ontem um passeio de bicicleta acompanhado pela mulher, Michelle, e as duas filhas, em Martha's Vineyard.
Para aproveitar ao máximo o penúltimo dia de férias nesta ilha do Massachusetts, a família Obama aventurou-se na floresta estadual de Manuel Correllus (com mais de 24 quilómetros de ciclovias), num percurso que durou quase uma hora.
"Olá. Tudo bem?" perguntou Obama - vestido com uma camisa pólo branca e calça desportiva - ao ver um casal de transeuntes que o observava com surpresa. Com um mais sucinto "Oi!", cumprimentou os inúmeros repórteres e fotógrafos, que o seguiram durante todo o percurso.
Obama liderava o grupo, logo seguido pela filha mais velha, Malia, de 12 anos, enquanto Michelle e Sasha, de nove anos, pedalavam alguns metros atrás.
Desta vez todos usavam capacete, ao contrário das férias do ano passado. Nessa altura Obama foi criticado por desprezar as normas de segurança ao decidir andar de bicicleta sem capacete.
A família Obama deixará amanhã Martha's Vineyard, ilha actualmente muito popular entre a elite norte-americana, terminando assim dez dias de férias.
O Presidente retomará o trabalho já amanhã, numa visita a Nova Orleães para homenagear as vítimas do furacão Katrina, que ocorreu há cinco anos.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
ENCONTRO "VELOCIPEDI@" - 3 DE OUTUBRO DE 2010
Por iniciativa do co-listeiro Orlando Vogado vai ser retomada a tradição dos passeios BTT da Velocipedi@.
Assim informamos todos os amigos que o "Encontro Anual Velocipedia" terá lugar no dia 3 de outubro 2010 (domingo).
O local de concentração é na aldeia da Carregueira (a 10min do entroncamento). O percurso terá a extensão de mais ou menos 70 kms e é de uma beleza única. O grau de dificuladade é médio e está ao alcançe de todos.
Não há inscrições e no fim haverá um almoço nas margens do rio Tejo e o custo será suportado por todos.(barato). Haverá local para estacionar as viaturas e banhos quentes e frios. Vão falando aos vossos amigos e apareçam. Será uma jornada épica e o encontro de amigos que não se vêem há muito.
CAMINHO D'ESTE - Video-Clip Series - Eleventh Stage, from Pinhão to Chaves
De novo o Douro e de novo Torga veio à memória na interminável subida desde o Pinhão até Sabrosa, terra natal de Fernão de Magalhães.
Depois a ligação a Jales e o encontro com os fabulosos irmãos Favaios (Sérgio e José) que surgiram quase ao estilo de Anjos da Guarda. Não só consegui repor o track que, acidentalmente, apagara de manhã como, se não bastasse, nos levaram a passear pelo lajeado da estrada romana e, ainda, nos proporcionaram uma entrevista pela TVI (!)...
Após Vila Pouca de Aguiar seguimos a ecovia pela antiga ferrovia do Corgo, devidamente condicionada até Pedras Salgadas, em estado "selvagem" daí até Chaves obrigando a improvisação táctica valeu o track.
A rota da água mineral, carbonatada e sódica estava a começar: para além dos magníficos parques de Pedras Salgadas e Vidago ao bom estilo "art noveau" outros nomes incontornáveis dos apreciadores como Salus e Campilho fizeram parte do caminho.
O final foi com chave de ouro: o estupendo parque do Tâmega, em Chaves, ao entardecer a relembrar, os mais distraídos, que as cidades de provínicia portuguesas têm uma qualidade de vida invejável para um urbano do litoral.
CAMINHO D'ESTE - Video-Clip Series - Tenth Stage, From Guarda to Pinhão
Entre os topos serranos e a marcante paisagem do Douro com um destaque especial para o inesquecível Trancoso, o admirável castelo de Penedono, a elegante Praça da República em São João da Pesqueira e o dramatismo espectacular da natureza no Douro, superiormente descrito por Torga.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
CAMINHO D'ESTE - Video-Clip Series - Nineth Stage, from Alpedrinha to Guarda
Esta foi a derradeira etapa da primeira fase.
Se à partida a quilometragem era escassa, comparativamente aos dias anteriores, a subida de Belmonte à Guarda prometia dureza extrema.
No entanto o início também implicou passar a Serra da Gardunha para a sua vertente norte e tal exigiu forte empenho. Atingido o topo foi tempo de rolar rápido até Capinha e de vencer nova subida até ao topo sul do vale do Zêzere e Peraboa (defronte da Covilhã) onde a visão imponente e indelével do Maciço Central da Estrela dominava a paisagem.
Seguiu-se Caria e a dura subida a Belmonte onde nos encontrámos com o Rui Sousa que nos acompanhou pela vertente nascente da Estrela até à Guarda. A primeira parte, até Benespera, é relativamente benévola mas, a partir deste ponto segue-se por estrada secundária paralelamente à A23 e a subida é constante e pronunciada a exigir tudo em termos físicos.
A chegada à Guarda a afigurar-se como um alívio e a viagem de regresso de comboio a processar-se com grau extremo de agradabilidade.
Era tempo de planificar a segunda fase que nos levaria da Guarda a Santiago de Compostela.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
CAMINHO D'ESTE - Video-Clip Series - Eighth Stage, from Nisa to Alpedrinha
Antes de seguirmos para o Rodão a rápida visita ao núcleo histórico de Nisa foi surpresa agradável. Depois seguiu-se a serra com descidas e subidas de forte empenho enquanto que o tempo jogava connosco ao gato e ao rato. Antes de alcançarmos o miradouro sobranceiro às portas do Rodão, houve a necessidade de tomar abrigo de uma bátega. Ao tempo húmido da véspera sucedeu-se o regime de aguaceiros pelo que havia que ter alguma paciência táctica no desenrolar da jornada.
O vale do Tejo em Rodão é algo de imponente e espectacular por isso alguma demora nos planos fotográficos impôs-se bem como uma pausa para restaurar as energias mesmo que, no caso do Mário, tenha assumido a forma de um prato de pequenos moluscos rastejantes cozinhados a preceito. Neste mesmo local o cruzamento com uns companheiros do "Projecto BTT" numa pura e agradável coincidência.
Tempo de subir continuamente e, ao entrarmos na zona industrial de Castelo Branco, o dilúvio abateu-se inclemente. Permanecemos quase uma hora abrigados numa estação de serviço tal foi a extensão da bátega. Depois foi rolar por estrada secundaria até Alcains e internarmo-nos na interessantísima serra da Gardunha até ao sopé de Castelo Novo e dos cerejais onde seguímos para os metros finais para Alpedrinha.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
CAMINHO D'ESTE - Video-Clip Series - Seveth Stage, from Fronteira to Nisa
Após o pequeno-almoço tivemos de aguardar que uma pausa na chuva nos desse oportunidade de começar.
Mesmo com o tempo sombrio a imponência de Cabeço de Vide deliciou as retinas e proporcionou bons momentos fotográficos e o mesmo foi válido para Alter do Chão. Todavia o grande momento foi mesmo a pureza de Alter Pedroso.
Seguiu-se o Crato e a Flor da Rosa em que o património edificado impressiona qualquer mortal mais sensível.
Destaque, ainda, para a passagem em Alpalhão antes de atingirmos, finalmente, Nisa.
domingo, 22 de agosto de 2010
CAMINHO D'ESTE - Video-Clip Series - Sixth Stage, from Alandroal to Fronteira
A sexta etapa correspondeu a um agravamento das condições meteorológicas, primeiro com um tecto de núvens que ocultaram o sol e tornaram as fotografias uma tarefa quase inglória e, mais tarde, a chuva a fazer a sua primeira aparição.
Logo de início a visita à pedreira de mármore em Vila Viçosa a converter-se numa passagem indelével de toda a travessia. De seguida a constatação da grandeza patrimonial de Vila Viçosa a que não faltou o encontro com o João Pina que, infelizmente, não nos pode acompanhar no pedal. Seguiu-se Borba e a monumental Estremoz.
A partir daí e até Fronteira a travessia do montado a proporcionar excelentes momentos.
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