terça-feira, 28 de setembro de 2010

CALMING THE TRAFFIC - THE LONDON EXPERIENCE


A propósito da recente experiência em Bruxelas falei-vos da acalmia de tráfego e das intervenções físicas na via pública. De facto não basta colocar um sinal vertical de "Zona 30" e esperar que as velocidades de circulação se cumpram, por milagre, sobretudo num país onde a velocidade máxima legal é apenas uma mera indicação ou até uma sugestão de velocidade mínima.

O clip acima demonstra-nos a experiência londrina. Não tenhamos dúvidas que só através de intervenções corajosas no espaço público é possível uma melhor mobilidade.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ARRUDA ATLÂNTICO 2010 - THE WESTERN SUN


Tal como no ano passado alinhei.

A fórmula encontrada é perfeita: track GPS, custo zero, ausência das malditas fitas plásticas a poluir, pedalar em grupo restrito, ausência de cronómetro, etc.

A cereja em cima do bolo é o Oeste em dia de sol. É um privilégio a que só poucos têm acesso.

Relembro a dura saída da Arruda dos Vinhos, a passagem da serra Galega, a entrada em Torres Vedras pelas termas dos Cucos, a ecovia, num e noutro sentido, a esplanada oceânica em Santa Cruz, os greens de golf junto ao Socorro, etc.

E, sobretudo, aquele sol português.

Roam-se de inveja, os sedentários!

Foto by Camacala

sábado, 25 de setembro de 2010

Interview with Robert Penn


Nem de propósito.

Robert Penn entrevistado na BBC fala da sua bicicleta de sonho e que esteve na base do livro a que já fiz referência...

Em http://news.bbc.co.uk/2/hi/programmes/gmt/8881926.stm

The Pursuit of Happiness on Two Wheels

Depois de ter visualizado os video-clips da BBC da autoria de Robert Penn (mais um ciclista compulsivo) fiquei com intensa curiosidade de ler o livro que o mesmo escreveu e que serviu de base ao documentário.

Trata-se de "It's All About the Bike - The Pursuit of Happiness on Two Wheels" (reparem na pequena nuance entre o título original e o mesmo na versão australiana da foto à esquerda - perseguição ou busca?).

Não perdi tempo e pus os correios de Sua Majestade a transportarem para Lisboa o dito texto devidamente impresso e encadernado.

Acho que nunca devorei tão depressa um livro ainda para mais grafado no idioma da Velha Albion.

Ora, se o documentário era já de si delicioso, o livro é absolutamente imperdível.

Deixo-vos esta citação apenas: "The bicycle saves my life every day. If you’ve ever experienced a moment of awe or freedom on a bicycle; if you’ve ever taken flight from sadness to the rhythm of two spinning wheels, or felt the resurgence of hope pedalling to the top of a hill with the dew of effort on your forehead; if you’ve ever wondered, swooping bird-like down a long hill on a bicycle, if the world was standing still; if you have ever, just once, sat on a bicycle with a singing heart and felt like an ordinary man touching the gods, then we share something fundamental. We know it’s all about the bike."


Quem pedala sabe, exactamente, do que Rob fala - in fact, it's all about the bike!

LOURDE - TOUT A FAIT !

Soube agora que estas bicicletas da JC Decaux são atraídas pela força da gravidade num valor de vinte e dois quilogramas.

Ou seja, duas vezes uma das minhas máquinas de BTT. Não admira pois que sejam tão lentas a subir.

Desconfio que, em Lisboa, venha a ser dramático para um utilizador sem forma física ir, por exemplo, da Baixa ao Chiado...

BRUXELLES EN "VILLO"


Depois de Roma, Bruxelas.

Já lá não ia há uns tempos e, no capítulo da mobilidade, que diferença, a dois níveis:

  • Em primeiro lugar o sistema de bicicletas partilhadas (Villo).
  • Em segundo lugar o planeamento da circulação e as intervenções físicas na via pública.

O sistema de bicicletas partilhadas - convenhamos, não é propriamente uma novidade. Trata-se do sistema da JC Decaux que, por aquelas bandas, se intitula "Villo".São as mesmas bicicletas de Paris (Velib) e outras cidades com o cubo Nexus de 6 velocidades. Porém, ao contrário de outras cidades, também é possível uma locação de curta duração o que é muito conveniente para quem se desloca aí por um prazo curto. 1,5 € por 24 horas, 7 € por uma semana (o cartão anual custa 30€.).

Confesso que nunca tinha andado numa bicicleta daquelas já que, nas cidades por onde tinha passado antes, ou não tive oportunidade, ou o sistema não permitia uma utilização de curta duração ou, ainda, pura e simplesmente, a procura era de tal intensidade que não existiam bicicletas disponíveis.

Uma vez que será esse mesmo modelo de bicicleta implementado em Lisboa gostaria de vos deixar a minha opinião sobre a mesma cimentada em algumas horas de utilização. Assim, gostei muito do funcionamento do sistema de gestão em que se utiliza um simples cartão de débito. Trata-se de um sistema fácil, fiável e que inspira confiança no utilizador. O número de estações, o seu distanciamento e a cobertura da malha urbana (em Bruxelas, bem entendido) é satisfatório.

A bicicleta é robusta, porventura demasiado, o que se reflecte num peso exagerado. Ainda assim o equipamento é razoável - cubo Nexus com 6 velocidades na traseira, cubo com dínamo Shimano na frente alimentando, em permanência, uma luz vermelha na traseira e um farol na dianteira com a vantagem de permanecerem acesos, mesmo com a bicicleta parada. O selim é regulável em altura, como não poderia deixar de ser, sendo, aliás, esse o único ajuste a efectuar quando se pega numa bicicleta; os travões são muito pouco potentes sendo necessária exercer muita força sobre as manetes até se conseguir, finalmente, parar o veículo.

O comportamento dinâmico é variável – se com um piso liso e plano se consegue uma velocidade e conforto aceitáveis, o primeiro declive ascensional pode tornar-se numa dor de cabeça, apesar das mudanças. Nos declives de Bruxelas, incomparavelmente menores do que os de Lisboa, torna-se necessário empenho físico e, amiúde, pedalar em pé, já que a desmultiplicação, só por si, não dá conta do recado.

Os pisos degradados são desgraçados para o conforto e o termo bone-shaker, como eram conhecidas as primeiras bicicletas, parece aqui bem adequado no temível pavé belga e suponho que não seja muito diferente no empedrado lisboeta.

Ainda assim a versatilidade e pragmatismo do esquema é uma mais-valia em termos de mobilidade urbana. Tive ocasião de o comprovar: sai-se de casa, pega-se numa bicicleta, percorrem-se umas centenas de metros, estaciona-se num slot livre de um dos postos, resolvem os assuntos e volta a inverter-se o processo – muito prático e, sem dúvida a forma mais rápida de nos deslocarmos na cidade a determinadas horas. Devo dizer que não utilizei, uma única vez, qualquer outro meio de transporte para me deslocar na cidade.

Paradoxalmente, no caso de Bruxelas, encontrei sempre bicicletas disponíveis nas estações sendo que, o problema, a determinadas horas, é encontra um slot livre para estacionar o que obriga a percorrer uma distância razoável até ao próximo posto. Por mais de uma vez me inibi de retirar uma bicicleta por esse motivo.

Quanto ao planeamento da circulação e as intervenções físicas na via pública julgo que Bruxelas se pode constituir num verdadeiro paradigma para outras cidades. Lisboa está a anos-luz da capital belga e duvido que, alguma vez, consiga ter algo semelhante implantado. Qualquer ponto da cidade é acessível de bicicleta e as opções para aí chegar são inúmeras.

A sinalização é irrepreensível, seja a vertical seja, sobretudo, a horizontal e os utentes da via (sejam automobilistas ou ciclistas) sabem sempre onde podem passar bicicletas. Curiosamente apenas vi uma única ciclovia em cima do passeio (como as de Lisboa), no distrito Europeu, o famoso axe rouge da avenida Loi, com três vias para os automóveis e onde a ciclovia ocupa os passeios em ambos os sentidso. Em todos os outros locais, sejam as pistas cicláveis marcadas, uni ou bidireccionais ou bandas cicláveis sugeridas, o espaço é conquistado aos meios motorizados e nunca aos peões.

De igual modo as marcações são irrepreensíveis, mesmo sobre o pavé e cada um sabe o lugar que deve ocupar na via pública. Destaque ainda para a possibilidade de circular em contra-mão na maioria das ruas secundárias de sentido único, a abundância de zonas “30” e as obras físicas de acalmia de tráfego - por exemplo o estacionamento de carros que muda, a dado passo, do lado esquerdo para o direito da rua ou ainda o interior dos cruzamentos e muitas passadeiras sobre-elevadas.

Em suma, consegue-se circular de bicicleta em todo o lado sem sensação de perigo, mesmo que, em muitos locais, o tráfego automóvel esteja longe de ser calmo já que abundam os membros da apressada comunidade das “carrinhas brancas”, os entregadores de pizza, os correios expresso e afins.

A densidade de bicicletas, sem atingir os números que se conseguem encontrar em Amsterdão ou Copenhaga (ou em algumas cidades da Flandres) é, ainda assim elevada, e encontra-se de tudo: desde máquinas de estrada que rolam rapidamente, a BTT's, pasteleiras, fixies, etc. e, às horas de ponta, nota-se claramente a vantagem de circular em bicicleta.

Por ultimo gostaria de destacar a Carte Velo de Bruxelles que é um mapa actualizado da região de Bruxelas que contém numerosas informações úteis para a deslocação em bicicleta  como sejam, o relevo, as pistas cicláveis (dos diferentes tipos), os locais de estacionamento de bicicletas ou os locais de apoio (lojas, por exemplo). Verdadeiramente completo, útil e vendido ao preço simbólico de um euro. Naturalmente adquiri o meu exemplar.

A bientôt Bruxelles!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

S.P.Q.R. - La Dolce Vita in bicicletta

Foto daqui

Roma deixou-se percorrer, no passado fim-de-semana, não de scooter (como no filme) porém de bicicleta. É reedição de La Dolce Vita reforçada com a deslocação sobre rodas e sem emissão de carbono...

Ainda com  a ideia de Roma como a cidade do trânsito caótico, a experiência velocipédica na Cidade Eterna não poderia ter corrido melhor. O centro histórico tem severas restrições ao tráfego automóvel (ao estilo londrino - embora com pórticos electrónicos e câmaras) que reduzem substantivamente o fluxo de automóveis. Concomitantemente, a quantidade de zonas pedonais é muito grande o que, aliado aos desníveis quase inexistentes (excepção para as tradicionais colinas - Capitólio, Palatino, Esquilino, Quirinal, etc.) e a uma meteorologia agradável fazem da capital italiana a cidade quase perfeita para o ciclismo turiístico.

Destaque ainda para a enorme ciclovia do transtevere que percorre a margem direita do Tibre durante quilómetros intermináveis e que oferece uma perspectiva única daquela que era já, provavelmente, a mais agradável das capitais europeias...

Apesar de ter também um serviço de bike sharing refira-se que o número de bicicletas disponível é insuficiente para a procura. Por isso a escolha recaiu numa empresa de aluguer que, a preço módico, me cedeu uma máquina de trekking muito bem equipada e que permitiu dezenas de quilómetros sem problemas e com forte agradabilidade.

Tal como na película de William Willer,também esta foi una giornata indimenticabile a Roma.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ciclismo Utilitário - Qual o pedal adequado? (II parte)


Nem a propósito: descobri esta página (de onde retirei a presente foto) e que nos fala de sapatos italianos de ciclismo, ou seja - o melhor de dois mundos.

Não fosse o preço pouco convidativo e teriam-me como cliente...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Rain Drops Keep Falling on my Head



A lembrança foi do Miguel Barroso no seu blog-trendy. No entanto eu não resisti a postar aqui este clip magnífico. Serve também de homenagem ao inesquecível actor que foi Paul Newman.

PRETTY WOMAN


Mais uma diva pedalando...

Julia Roberts, desta vez.

Ciclismo Utilitário - Qual o pedal adequado?


Um dos motivos porque descobri os prazeres do ciclismo utilitário é, precisamente, porque este, além de outras vantagens, permite um treino físico de qualidade e com uma regularidade que, noutras condições, estaria impossibilitado de manter.

Para tanto a fórmula do vulgar pedal de plataforma não me satisfazia - superfície irregular, pé desapoiado (mesmo com as calas), sempre pronto a escorregar e, the last but not the least, rendimento miserável da pedalada potenciado por uma bicicleta com quase 17 kgs.

Aquela ideia romântica de ir pedalar de fato e gravata, ou até casual chic (apesar da bicicleta civilizada), não serve para mim. A bicicleta está bem apetrechada para a cidade mas, não trajando de licra, é necessária uma roupa adequada, prática e ligeira pelo que, os sapatos com cleats na sola não destoam, sobretudo se forem discretos.

Chegado ao local de trabalho altera-se o dress code e surge então o fato e gravata, com um sapato também a condizer. Naturalmente há dois ritmos de pedal um ante (aeróbico e não transpiratório) e outro post laboral (anaeróbico e fortemente empenhativo).

Que diferença fazem uns SPD!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

RIVERSIDE 3 REVIEW - FIRST IMPRESSIONS



Pois hoje lá testei o "cruzador" (B Twin Riverside 3) desde o Alto dos Moinhos até à Lapa e regresso. Foram cerca de 25 kms.

Ora, não sendo o meu percurso habitual, o primeiro problema foi o planeamento do caminho até lá e de lá para cá por forma a evitar artérias movimentadas. Não foi fácil mas penso que encontrei soluções aceitáveis.Uma delas passou por cruzar o jardim da Estrela - se bem que, pela periferia do parque e a muito baixa velocidade - aquele é o reino dos peões, por excelência e, como intrusos, deveremos causar o mínimo de perturbação.

Estando habituado à resposta imediata de uma BTT, os quase 17 kgs. do "cruzador", aliados à roda 700 e à ausência de pedais automáticos fazem-se sentir numa inércia inicial não muito fácil de vencer. Quanto mais reduções de velocidade e re-arranques, mais este problema se impõe.

Todavia, como já previa, quando se começa a rolar a dinâmica é muito boa e a velocidade alcançada é bem superior à de uma máquina de montanha em virtude do diâmetro das rodas e do tipo de pneu usado. Infelizmente, o percurso que efectuei, não dispõe de muitas oportunidades dessas.

Foi, aliás, a mesma sensação que tive quando circulei os 70 kms. do Anillo Verde Ciclista de Madrid, por largas ciclovias, numa Scott Sportster com as mesmas rodas. É quase, neste tipo de terreno, uma máquina de estrada.

A transmissão funciona de modo impecável. Se bem que nunca tinha usado uma gama tão baixa (Acera) também, normalmente, o grau de limpeza da transmissão, numa BTT que se preze e apesar dos grupos de topo de gama, é sempre pior o que resulta em afinação deficiente.

Destaque pela negativa para os empedrados e maus pisos de algumas artérias lisboetas que resultam em fortes vibrações que parecem fazer a bicicleta desconjuntar-se. De qualquer modo não creio que as pesadas forquetas suspendidas de elastómetros, que equipam modelos semelhantes, fizessem alguma diferença.

Fiquei bem impressionado com o equilíbrio da bicicleta: é tremendamente fácil aguentá-la alguns segundos em track-stand, ao contrário de uma BTT, e isso é muito bom para os cruzamentos (semaforizados ou não) e travesias de peões. Por outro lado, subir passeios, é tarefa mais complicada pois, o habitual e já intuitivo bunny-hop, sai prejudicado, seja pelo peso, seja pela ausência de pedais automáticos, embora uma abordagem a baixa velocidade e com a tranferência de peso adequada resolva a situação sem problemas.

A existência do cárter da corrente e dos guarda-lamas, aliados à posição de condução dão claramente a sensação de comodidade de um pedaleio utilitário ao bom estilo da velha pasteleira mas com a vantagem de se dispor de 27 relações que fazem com que as colinas lisboetas (e hoje venci alguns desníveis relativamente acentuados) não metam medo.

Positivo pois este primeiro contacto.

Eurobike 2010: BikeRadar's complete video coverage


É isso mesmo: são as novidades, marca a marca, da maior feira europeia do género.

Com o selo de qualidade da Bike Radar. Aqui.

EASY LAKE RIDES NEAR AVEIRO


Mais duas incursões simples mas belíssimas com que pontuei as minhas férias.

A primeira em torno da extraordinária Pateira de Fermentelos com cerca de 40 quilómetros.

A segunda ao longo da margem da Ria de Aveiro entre a Barra e Mira cruzando a ponte para a Gafanha da Nazaré e passa perto de todas as Gafanhas (Encarnação, Carmo, Boa Hora, Vagueira, Areão). 50 quilómetros de ida e volta.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

FROM FIGUEIRA TO TOCHA FOR A GOOD CAUSE


Foto by Salgado 52

O Zé Figueiredo (capacete encarnado) é mais um apaixonado das bicicletas.

Há três anos atrás soube que sofria de uma doença degenerativa da visão que implicou que fosse perdendo gradualmente a acuidade visual. Após um prolongado tratamento a sua situação estabilizou.

Apesar de bastante diminuído visualmente continuou a praticar ciclismo e, este ano, decidiu ligar as 21 Maravilhas de Portugal. Parelelamente resolveu associar-se à causa da Juliana procurando divulgar, neste seu passeio, o problema clínico desta menina.

Na passada sexta-feira o Zé, neste seu périplo ao longo de Portugal, ligou o Paião (Figueira da Foz) à Praia da Vagueira (Vagos).

Tive oportunidade de o acompanhar desde a Figueira da Foz até à Tocha onde o deixei a comer uma feijoada.

Não o conhecia, nem o que o movia e só me fui apercebendo das coisas à medida que íamos pedalando. Mais do que os 66 kms. que fiz de ida e volta, na bicicleta, foi a lição de vida que aprendi de um sujeito cuja simplicidade me tocou vivamente.

O Zé Figueiredo é, pois, um homem simples mas de coragem e de grande valor como poucos. Ao seu modo  é um verdadeiro campeão...

Leia-se a odisseia aqui.

ICH BIN EIN ZIVILISIERTEN PENDLER

Durante o início do mês de Agosto fui trabalhar quase todos os dias de bicicleta. Aquilo que, teoricamente, era um quebra-cabeças torrnou-se, na prática, numa eficaz, simples e rápida maneira de me deslocar vantajosa relativamente ao automóvel e ao transporte público.

Claro que, a máquina de BTT em que o efectuei, era desadequada e apenas serviu o intento de me demonstrar que é perfeitamente possível uma deslocação pendular de carácter quotidiano de casa ao trabalho e retorno.

De resto a altimetria é mínima e 75% do percurso decorre em ciclovia.

Agora aproveitei uma promoção magnífica da loja do logotipo azul e comprei uma máquina de trekking como a que a foto documenta (B Twin Riverside 3). A bicicleta de trekking é, em minha opinião, a mais adequada à deslocação numa cidade como Lisboa em virtude dos desníveis e da irregularidade dos pisos e o seu desempenho, nessas circunstâncias.

É bem melhor do que uma BTT, por um lado, em termos de conforto (posição vertical e selim civilizado), protecção (carter e guarda-lamas) e desempenho dinâmico (rodas 700) e do que uma citadina pura (estilo Gazelle), por outro, em termos de peso e capacidade desmultiplicadora da transmissão e ainda que uma máquina de estrada em termos de robustez.

Obviamente não prescindo de uns pedais com uns estribos para pedalar de modo eficaz. Quando nos habituamos aos pedais automáticos é difícil pedalar em simples pedais de plataforma.



A configuração é a seguinte:

Cadre: aluminium 6061

Fourche: rigide en acier Hi ten

Transmission: 24 vitesses, shifters Shimano, dérailleur arrière Acera, dérailleur avant Shimano, manivelles aluminium, plateaux acier

Position:cintre semi relevé rentrant en aluminium ; potence aluminium orientable ; grips ergonomiques ; selle Royal Travel ; tige de selle aluminium monobloc.

Roues : jantes aluminium de 28 pouces double paroi ; rayons acier galvanisé ; moyeux aluminium Shimano ; pneus trekking avec bandes réfléchissantes.

Freinage : leviers aluminium intégrés au manettes Shimano ; V-brakes aluminium.

Accessoires : éclairage à dynamo dans le moyeu shimano ; éclairage halogène à l'avant. Eclairage à LED à l'arrière restant allumé jusqu'à 4 minutes lors des phases d'arrêt ; porte bagage aluminium type trekking ; garde-boues ; protège chaîne ; béquille réglable.

Taille: M

Poids: 16,3 kgs.

Coloris: blue

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

KELLY BROOKS AND THE LONDON'S SKY RIDE


Desta vez a diva é contemporânea.

A foto refere-se à participação de Kelly Brooks no London's Sky Ride, mais concretamente ao seu lançamento deste evento, ao lado do já nosso bem conhecido Boris Johnson, mayor da cidade londrina.

Naturalmente dispensamos a foto do alcaide e focamos apenas no interessante binómio...

Está a tornar-se chic o uso da bicicleta, disso não resta qualquer dúvida.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lisbon Cycle Chic



O Lisbon Cycle Chic já está online e promete dar mais estilo ao ciclismo urbano...

Partilho da preocupação mas não dispenso o capacete - "just in case"...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

CAMINHO D'ESTE - Video-Clip Series - Thirteenth Stage, from Ourense to Santiago de Compostela



Compostela, por fim!

No entanto, para alcançarmos a glória haveria que transpor o derradeiro obstáculo que foi, nem mais, nem menos, a mais extensa e altimetrica de todas as etapas. Valeu que pudemos dispensar as bagagens e seguir com o trem reduzido à bicicleta "tout court", e que diferença de rendimento...

Começámos por descer o vale do Miño até ao centro histórico de Ourense onde nos internámos. Depois cruzámos a majestosa ponte romana e, já na outra margem, o túnel inferior da estação ferroviária. Num bairro residencial, onde nada o faria supor, a encantadora surpresa de um grupo de gaiteiros, momento que ficou registado em video.

Seguiu-se a primeira das inúmeras e temíveis ascensões do dia: o camiño real que correspondeu à saída penosa do vale do Miño. Tal como as seguintes, através de forte empenho, se conseguiu levar de vencida a contrariedade do relevo.

Esta foi a etapa da Galiza, tal como a conhecemos - à moda do Minho português de vales encantadores e pequenos bosques encantados.

No final e, por estarmos na véspera do dia de Santiago Maior, o caos das ruas históricas de Compostela a impedir sequer de alcançar a Praza de Obradoiro.

Valeu a aventura de treze dias e mais de mil e duzentos quilómetros cruzando longitudinalmente Portugal continental do Algarve a Trás-os-Montes e usando o troço final do caminho sanabrense. Uma experiência inesquecível que conto verter para escrito "as soon as possible"!

CAMINHO D'ESTE - Video-Clip Series - Twelfth Stage, from Chaves to Ourense



De início o vale do Tâmega, em Portugal e na Galiza. A partir o momento em que a fronteira foi transposta quase que se pode dispensar o GPS: setas amarelas e azulejos sempre por companhia. Priemiro até Verin depois continuando pelo vale até Laza onde se parou para retemperar forças entre uma caña e meio bocadillo obrigatoriamente jamoneado...

É que, a partir daqui, a subida até Albergueria seria terrível, de tal modo que teve de ser feita apeada patilhando, a um tempo, o calor e a espectacular vista. Em Albergueira o incontornável "Rincon del Peregrino" onde, após a lata de "Aquarius" a baixa temperatura, a vieira autografada a iria deixar para a posteridade esta incursão.

Segue-se o vale do Limia (Lima) e a passagem por aldeias típicas e a aproximação de Ourense que seria visitada no dia seguinte.