domingo, 10 de outubro de 2010

Serra de Grândola - um valor seguro...


Monitorizando a previsão meteo até à exaustão optei, ontem, pela Serra de Grândola para um circuito de 73 kms.

O dia amanheceu limpo e, em conjunto com o JC, dirigi-me à serra para o percurso descrito que, em virtude da evolução da previsão, era a 4ª hipótese.

A coisa não podia ter corrido melhor - é que, apesar de ter levado o set de tempo chuvoso (heavy-duty), à excepção de um aguaceiro medonho de cerca de 15 minutos, o tempo esteve sempre seco e até maioritariamente ensolarado.

A serra de Grândola tem os seus créditos firmados e aquilo que parecia, à partida, uma aposta arriscada, acabou por se tornar numa jornada espectacular de bom BTT com muitos single-tracks numa paisagem fantástica.

sábado, 9 de outubro de 2010

AINDA BRUXELAS: TOMANDO DE ASSALTO A "GARE CENTRALE"



Fantastique!

Volkswagen bike - Conceito Think Blue

A Volkswagen apresentou na Auto China 2010 o seu conceito de mobilidade sustentável, na forma de uma bicicleta eléctrica dobrável que encaixa no espaço do pneu suplente.
Pretende-se que o condutor ao chegar à cidade estacione o carro e faça o resto das suas deslocações na cidade desta forma.
Tem ainda a vantagem de poder ser carregada na tomada de 12v do carro ou nas tomadas de casa.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

DR. JEKILL & MR. HYDE


Porque será que, por detrás de um condutor raivoso, está sempre um cidadão encantador quando não está com um volante nas mãos?

Evite o "rage drive"!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

CALMING THE TRAFFIC - THE LONDON EXPERIENCE


A propósito da recente experiência em Bruxelas falei-vos da acalmia de tráfego e das intervenções físicas na via pública. De facto não basta colocar um sinal vertical de "Zona 30" e esperar que as velocidades de circulação se cumpram, por milagre, sobretudo num país onde a velocidade máxima legal é apenas uma mera indicação ou até uma sugestão de velocidade mínima.

O clip acima demonstra-nos a experiência londrina. Não tenhamos dúvidas que só através de intervenções corajosas no espaço público é possível uma melhor mobilidade.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ARRUDA ATLÂNTICO 2010 - THE WESTERN SUN


Tal como no ano passado alinhei.

A fórmula encontrada é perfeita: track GPS, custo zero, ausência das malditas fitas plásticas a poluir, pedalar em grupo restrito, ausência de cronómetro, etc.

A cereja em cima do bolo é o Oeste em dia de sol. É um privilégio a que só poucos têm acesso.

Relembro a dura saída da Arruda dos Vinhos, a passagem da serra Galega, a entrada em Torres Vedras pelas termas dos Cucos, a ecovia, num e noutro sentido, a esplanada oceânica em Santa Cruz, os greens de golf junto ao Socorro, etc.

E, sobretudo, aquele sol português.

Roam-se de inveja, os sedentários!

Foto by Camacala

sábado, 25 de setembro de 2010

Interview with Robert Penn


Nem de propósito.

Robert Penn entrevistado na BBC fala da sua bicicleta de sonho e que esteve na base do livro a que já fiz referência...

Em http://news.bbc.co.uk/2/hi/programmes/gmt/8881926.stm

The Pursuit of Happiness on Two Wheels

Depois de ter visualizado os video-clips da BBC da autoria de Robert Penn (mais um ciclista compulsivo) fiquei com intensa curiosidade de ler o livro que o mesmo escreveu e que serviu de base ao documentário.

Trata-se de "It's All About the Bike - The Pursuit of Happiness on Two Wheels" (reparem na pequena nuance entre o título original e o mesmo na versão australiana da foto à esquerda - perseguição ou busca?).

Não perdi tempo e pus os correios de Sua Majestade a transportarem para Lisboa o dito texto devidamente impresso e encadernado.

Acho que nunca devorei tão depressa um livro ainda para mais grafado no idioma da Velha Albion.

Ora, se o documentário era já de si delicioso, o livro é absolutamente imperdível.

Deixo-vos esta citação apenas: "The bicycle saves my life every day. If you’ve ever experienced a moment of awe or freedom on a bicycle; if you’ve ever taken flight from sadness to the rhythm of two spinning wheels, or felt the resurgence of hope pedalling to the top of a hill with the dew of effort on your forehead; if you’ve ever wondered, swooping bird-like down a long hill on a bicycle, if the world was standing still; if you have ever, just once, sat on a bicycle with a singing heart and felt like an ordinary man touching the gods, then we share something fundamental. We know it’s all about the bike."


Quem pedala sabe, exactamente, do que Rob fala - in fact, it's all about the bike!

LOURDE - TOUT A FAIT !

Soube agora que estas bicicletas da JC Decaux são atraídas pela força da gravidade num valor de vinte e dois quilogramas.

Ou seja, duas vezes uma das minhas máquinas de BTT. Não admira pois que sejam tão lentas a subir.

Desconfio que, em Lisboa, venha a ser dramático para um utilizador sem forma física ir, por exemplo, da Baixa ao Chiado...

BRUXELLES EN "VILLO"


Depois de Roma, Bruxelas.

Já lá não ia há uns tempos e, no capítulo da mobilidade, que diferença, a dois níveis:

  • Em primeiro lugar o sistema de bicicletas partilhadas (Villo).
  • Em segundo lugar o planeamento da circulação e as intervenções físicas na via pública.

O sistema de bicicletas partilhadas - convenhamos, não é propriamente uma novidade. Trata-se do sistema da JC Decaux que, por aquelas bandas, se intitula "Villo".São as mesmas bicicletas de Paris (Velib) e outras cidades com o cubo Nexus de 6 velocidades. Porém, ao contrário de outras cidades, também é possível uma locação de curta duração o que é muito conveniente para quem se desloca aí por um prazo curto. 1,5 € por 24 horas, 7 € por uma semana (o cartão anual custa 30€.).

Confesso que nunca tinha andado numa bicicleta daquelas já que, nas cidades por onde tinha passado antes, ou não tive oportunidade, ou o sistema não permitia uma utilização de curta duração ou, ainda, pura e simplesmente, a procura era de tal intensidade que não existiam bicicletas disponíveis.

Uma vez que será esse mesmo modelo de bicicleta implementado em Lisboa gostaria de vos deixar a minha opinião sobre a mesma cimentada em algumas horas de utilização. Assim, gostei muito do funcionamento do sistema de gestão em que se utiliza um simples cartão de débito. Trata-se de um sistema fácil, fiável e que inspira confiança no utilizador. O número de estações, o seu distanciamento e a cobertura da malha urbana (em Bruxelas, bem entendido) é satisfatório.

A bicicleta é robusta, porventura demasiado, o que se reflecte num peso exagerado. Ainda assim o equipamento é razoável - cubo Nexus com 6 velocidades na traseira, cubo com dínamo Shimano na frente alimentando, em permanência, uma luz vermelha na traseira e um farol na dianteira com a vantagem de permanecerem acesos, mesmo com a bicicleta parada. O selim é regulável em altura, como não poderia deixar de ser, sendo, aliás, esse o único ajuste a efectuar quando se pega numa bicicleta; os travões são muito pouco potentes sendo necessária exercer muita força sobre as manetes até se conseguir, finalmente, parar o veículo.

O comportamento dinâmico é variável – se com um piso liso e plano se consegue uma velocidade e conforto aceitáveis, o primeiro declive ascensional pode tornar-se numa dor de cabeça, apesar das mudanças. Nos declives de Bruxelas, incomparavelmente menores do que os de Lisboa, torna-se necessário empenho físico e, amiúde, pedalar em pé, já que a desmultiplicação, só por si, não dá conta do recado.

Os pisos degradados são desgraçados para o conforto e o termo bone-shaker, como eram conhecidas as primeiras bicicletas, parece aqui bem adequado no temível pavé belga e suponho que não seja muito diferente no empedrado lisboeta.

Ainda assim a versatilidade e pragmatismo do esquema é uma mais-valia em termos de mobilidade urbana. Tive ocasião de o comprovar: sai-se de casa, pega-se numa bicicleta, percorrem-se umas centenas de metros, estaciona-se num slot livre de um dos postos, resolvem os assuntos e volta a inverter-se o processo – muito prático e, sem dúvida a forma mais rápida de nos deslocarmos na cidade a determinadas horas. Devo dizer que não utilizei, uma única vez, qualquer outro meio de transporte para me deslocar na cidade.

Paradoxalmente, no caso de Bruxelas, encontrei sempre bicicletas disponíveis nas estações sendo que, o problema, a determinadas horas, é encontra um slot livre para estacionar o que obriga a percorrer uma distância razoável até ao próximo posto. Por mais de uma vez me inibi de retirar uma bicicleta por esse motivo.

Quanto ao planeamento da circulação e as intervenções físicas na via pública julgo que Bruxelas se pode constituir num verdadeiro paradigma para outras cidades. Lisboa está a anos-luz da capital belga e duvido que, alguma vez, consiga ter algo semelhante implantado. Qualquer ponto da cidade é acessível de bicicleta e as opções para aí chegar são inúmeras.

A sinalização é irrepreensível, seja a vertical seja, sobretudo, a horizontal e os utentes da via (sejam automobilistas ou ciclistas) sabem sempre onde podem passar bicicletas. Curiosamente apenas vi uma única ciclovia em cima do passeio (como as de Lisboa), no distrito Europeu, o famoso axe rouge da avenida Loi, com três vias para os automóveis e onde a ciclovia ocupa os passeios em ambos os sentidso. Em todos os outros locais, sejam as pistas cicláveis marcadas, uni ou bidireccionais ou bandas cicláveis sugeridas, o espaço é conquistado aos meios motorizados e nunca aos peões.

De igual modo as marcações são irrepreensíveis, mesmo sobre o pavé e cada um sabe o lugar que deve ocupar na via pública. Destaque ainda para a possibilidade de circular em contra-mão na maioria das ruas secundárias de sentido único, a abundância de zonas “30” e as obras físicas de acalmia de tráfego - por exemplo o estacionamento de carros que muda, a dado passo, do lado esquerdo para o direito da rua ou ainda o interior dos cruzamentos e muitas passadeiras sobre-elevadas.

Em suma, consegue-se circular de bicicleta em todo o lado sem sensação de perigo, mesmo que, em muitos locais, o tráfego automóvel esteja longe de ser calmo já que abundam os membros da apressada comunidade das “carrinhas brancas”, os entregadores de pizza, os correios expresso e afins.

A densidade de bicicletas, sem atingir os números que se conseguem encontrar em Amsterdão ou Copenhaga (ou em algumas cidades da Flandres) é, ainda assim elevada, e encontra-se de tudo: desde máquinas de estrada que rolam rapidamente, a BTT's, pasteleiras, fixies, etc. e, às horas de ponta, nota-se claramente a vantagem de circular em bicicleta.

Por ultimo gostaria de destacar a Carte Velo de Bruxelles que é um mapa actualizado da região de Bruxelas que contém numerosas informações úteis para a deslocação em bicicleta  como sejam, o relevo, as pistas cicláveis (dos diferentes tipos), os locais de estacionamento de bicicletas ou os locais de apoio (lojas, por exemplo). Verdadeiramente completo, útil e vendido ao preço simbólico de um euro. Naturalmente adquiri o meu exemplar.

A bientôt Bruxelles!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

S.P.Q.R. - La Dolce Vita in bicicletta

Foto daqui

Roma deixou-se percorrer, no passado fim-de-semana, não de scooter (como no filme) porém de bicicleta. É reedição de La Dolce Vita reforçada com a deslocação sobre rodas e sem emissão de carbono...

Ainda com  a ideia de Roma como a cidade do trânsito caótico, a experiência velocipédica na Cidade Eterna não poderia ter corrido melhor. O centro histórico tem severas restrições ao tráfego automóvel (ao estilo londrino - embora com pórticos electrónicos e câmaras) que reduzem substantivamente o fluxo de automóveis. Concomitantemente, a quantidade de zonas pedonais é muito grande o que, aliado aos desníveis quase inexistentes (excepção para as tradicionais colinas - Capitólio, Palatino, Esquilino, Quirinal, etc.) e a uma meteorologia agradável fazem da capital italiana a cidade quase perfeita para o ciclismo turiístico.

Destaque ainda para a enorme ciclovia do transtevere que percorre a margem direita do Tibre durante quilómetros intermináveis e que oferece uma perspectiva única daquela que era já, provavelmente, a mais agradável das capitais europeias...

Apesar de ter também um serviço de bike sharing refira-se que o número de bicicletas disponível é insuficiente para a procura. Por isso a escolha recaiu numa empresa de aluguer que, a preço módico, me cedeu uma máquina de trekking muito bem equipada e que permitiu dezenas de quilómetros sem problemas e com forte agradabilidade.

Tal como na película de William Willer,também esta foi una giornata indimenticabile a Roma.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ciclismo Utilitário - Qual o pedal adequado? (II parte)


Nem a propósito: descobri esta página (de onde retirei a presente foto) e que nos fala de sapatos italianos de ciclismo, ou seja - o melhor de dois mundos.

Não fosse o preço pouco convidativo e teriam-me como cliente...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Rain Drops Keep Falling on my Head



A lembrança foi do Miguel Barroso no seu blog-trendy. No entanto eu não resisti a postar aqui este clip magnífico. Serve também de homenagem ao inesquecível actor que foi Paul Newman.

PRETTY WOMAN


Mais uma diva pedalando...

Julia Roberts, desta vez.

Ciclismo Utilitário - Qual o pedal adequado?


Um dos motivos porque descobri os prazeres do ciclismo utilitário é, precisamente, porque este, além de outras vantagens, permite um treino físico de qualidade e com uma regularidade que, noutras condições, estaria impossibilitado de manter.

Para tanto a fórmula do vulgar pedal de plataforma não me satisfazia - superfície irregular, pé desapoiado (mesmo com as calas), sempre pronto a escorregar e, the last but not the least, rendimento miserável da pedalada potenciado por uma bicicleta com quase 17 kgs.

Aquela ideia romântica de ir pedalar de fato e gravata, ou até casual chic (apesar da bicicleta civilizada), não serve para mim. A bicicleta está bem apetrechada para a cidade mas, não trajando de licra, é necessária uma roupa adequada, prática e ligeira pelo que, os sapatos com cleats na sola não destoam, sobretudo se forem discretos.

Chegado ao local de trabalho altera-se o dress code e surge então o fato e gravata, com um sapato também a condizer. Naturalmente há dois ritmos de pedal um ante (aeróbico e não transpiratório) e outro post laboral (anaeróbico e fortemente empenhativo).

Que diferença fazem uns SPD!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

RIVERSIDE 3 REVIEW - FIRST IMPRESSIONS



Pois hoje lá testei o "cruzador" (B Twin Riverside 3) desde o Alto dos Moinhos até à Lapa e regresso. Foram cerca de 25 kms.

Ora, não sendo o meu percurso habitual, o primeiro problema foi o planeamento do caminho até lá e de lá para cá por forma a evitar artérias movimentadas. Não foi fácil mas penso que encontrei soluções aceitáveis.Uma delas passou por cruzar o jardim da Estrela - se bem que, pela periferia do parque e a muito baixa velocidade - aquele é o reino dos peões, por excelência e, como intrusos, deveremos causar o mínimo de perturbação.

Estando habituado à resposta imediata de uma BTT, os quase 17 kgs. do "cruzador", aliados à roda 700 e à ausência de pedais automáticos fazem-se sentir numa inércia inicial não muito fácil de vencer. Quanto mais reduções de velocidade e re-arranques, mais este problema se impõe.

Todavia, como já previa, quando se começa a rolar a dinâmica é muito boa e a velocidade alcançada é bem superior à de uma máquina de montanha em virtude do diâmetro das rodas e do tipo de pneu usado. Infelizmente, o percurso que efectuei, não dispõe de muitas oportunidades dessas.

Foi, aliás, a mesma sensação que tive quando circulei os 70 kms. do Anillo Verde Ciclista de Madrid, por largas ciclovias, numa Scott Sportster com as mesmas rodas. É quase, neste tipo de terreno, uma máquina de estrada.

A transmissão funciona de modo impecável. Se bem que nunca tinha usado uma gama tão baixa (Acera) também, normalmente, o grau de limpeza da transmissão, numa BTT que se preze e apesar dos grupos de topo de gama, é sempre pior o que resulta em afinação deficiente.

Destaque pela negativa para os empedrados e maus pisos de algumas artérias lisboetas que resultam em fortes vibrações que parecem fazer a bicicleta desconjuntar-se. De qualquer modo não creio que as pesadas forquetas suspendidas de elastómetros, que equipam modelos semelhantes, fizessem alguma diferença.

Fiquei bem impressionado com o equilíbrio da bicicleta: é tremendamente fácil aguentá-la alguns segundos em track-stand, ao contrário de uma BTT, e isso é muito bom para os cruzamentos (semaforizados ou não) e travesias de peões. Por outro lado, subir passeios, é tarefa mais complicada pois, o habitual e já intuitivo bunny-hop, sai prejudicado, seja pelo peso, seja pela ausência de pedais automáticos, embora uma abordagem a baixa velocidade e com a tranferência de peso adequada resolva a situação sem problemas.

A existência do cárter da corrente e dos guarda-lamas, aliados à posição de condução dão claramente a sensação de comodidade de um pedaleio utilitário ao bom estilo da velha pasteleira mas com a vantagem de se dispor de 27 relações que fazem com que as colinas lisboetas (e hoje venci alguns desníveis relativamente acentuados) não metam medo.

Positivo pois este primeiro contacto.

Eurobike 2010: BikeRadar's complete video coverage


É isso mesmo: são as novidades, marca a marca, da maior feira europeia do género.

Com o selo de qualidade da Bike Radar. Aqui.