Apesar de ser um video comercial nem parece.
Ficam as lindas imagens de alguns lugares parisienses...
MISSION WORKSHOP IN PARIS from Bicycle Store on Vimeo.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Fixie Paris
Há pedalada em Telheiras
- Um dos motivos apontados por muita gente para não andar de bicicleta, é o relevo da cidade. Ora Telheiras, é basicamente plana e podemos ir até Benfica, Avenidas Novas, Lumiar, etc, sempre por percursos planos.
- Muitos dizem que trabalham longe de casa. Telheiras é um local maioritariamente residencial, e a maioria dos seus habitantes, trabalha em Lisboa.
- Muitos dizem também, que o que faz falta são infra-estruturas para a bicicleta. Telheiras e Benfica estão ligadas ao centro de Lisboa por ciclovias (ok, podem não ser as melhores do mundo, mas existem, estão lá!)
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
Ele está de volta
Danny MacAskill, considerado por muitos como um dos maiores "artistas" em duas rodas, lançou o seu último e muito esperado video. Way Back Home, que já andava a ser anunciado pelas "internets", chegou hoje. Mais uma vez, MacAskill mostra bem aquilo que sabe fazer:
Para quem tem estado debaixo de uma pedra qualquer, e nunca viu o Danny MacAskill, aqui fica o outro video dele que já foi visto vários milhões de vezes no último ano:
Para quem tem estado debaixo de uma pedra qualquer, e nunca viu o Danny MacAskill, aqui fica o outro video dele que já foi visto vários milhões de vezes no último ano:
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
As Linhas de Torres revisitadas - Segunda Linha, Troço Forte da Casa - Montachique
Hoje assinala-se o duplo centenário da retirada francesa, junto às Linhas Defensivas de Torres Vedras, na terceira invasão comandada por André Masséna.
Já em ocasiões anteriores vos reportei, aqui, o reconhecimento efectuado das linhas de Torres para BTT. Foi ocasião, no sábado passado, de tornar a revisitar esses locais mágicos.
Assim, em conjunto com o Jorge Cláudio, percorri de novo o troço entre o Forte da Casa (Alverca) e o Cabeço de Montachique. Optámos por um traçado diferente e, em lugar da demolidora subida junto à CREL, subimos pela "antiga descida final" até aos bem conservados fortes da Serra da Aguieira (obras 40, 41 e 42) o que permitiu, no final, descer directamente da Mata do Paraíso até Vialonga.
Este troço é, provavelmente, o mais duro de todos pois nunca se consegue pedalar sem subir ou descer. Os números finais são eloquentes: 2300 metros de acumulado para 60 kms. de distância conseguidos à custa de um empenho demolidor.
Para um relato mais pormenorizado leia-se a descrição de 2006.
A grande surpresa foi a recuperação da emblemática obra n.º 38, Forte da Casa (nem pleno centro da freguesia do mesmo nome) e o seu recém-inaugurado "Centro Interpretativo". Afinal ainda se respeita a História em Portugal - só me posso congratular com esse facto. Veja-se este video referente à cerimónia.
Nos próximos fins-de-semana seguir-se-ão os restantes 4 troços que compõem o conjunto das duas linhas.
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Monday
Porque hoje é segunda feira, e o título do video é "Monday", vejam Mike Bentham, não só a fazer o que sabe fazer melhor (Trial), mas também a rasgar pelos trilhos em BTT ou simplesmente a passear descontraído e sem stress, pelas ruas do seu bairro. Imagens muito boas, numa montagem que nos dá vontade de pengar na "ginga" e sair porta fora!
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Prender a bicicleta
Quando chega a altura de estacionar a nossa bicicleta, nada como fazê-lo em segurança. Para isso convém termos um bom cadeado, e saber utilizá-lo devidamente. Só recomendo duas soluções: ou um cadeado do tipo "U" ou uma corrente com elos grossos. Esqueçam daqueles cabos revestidos ou correntes fininhas - qualquer amigo do alheio, com recurso a uma pequena ferramenta (que facilmente se esconde debaixo da roupa ou numa mochila), consegue levar a vossa bicicleta em apenas alguns segundos.
Entre um cadeado do tipo "U" e uma corrente, já será uma escolha pessoal - cada um com as suas vantagens e desvantagens: o de tipo "U" é mais compacto e leve, mas não permite fixar a todo o lado; a corrente já permite mais flexibilidade, mas em geral é mais pesada. Mas quando chegar a hora de comprar um cadeado, não queiram poupar demais, pois a vossa bicicleta vale muito mais dinheiro do que um bom cadeado.
E que modelo comprar... bem a oferta é grande, mas aqui fica um teste a uns tantos. E outro. E mais outro. (já agora, eu utilizo um Kriptonite Evolution Mini - muito bom, e relativamente leve - no entanto é pequeno demais para fixar a muitos locais).
Chega então a parte de como prender a bicicleta com o cadeado. Para quem tenha a roda da frente facilmente amovível (com aperto rápido) esta é a melhor solução:
imagem: Missing Link Bicycle Cooperative - podem seguir este link para mais informação e imagens de como prender a bicicleta.
Se a roda da frente não tiver aperto rápido, há várias soluções. Em geral, com porcas normais, a roda da frente não corre tanto risco de ser roubada, mas ainda assim pode suceder. Optar por porcas de segurança, é um passo que pode melhorar, mas não é infalível. Outra solução passa por ter um 2º cadeado, ou caso se tenha uma corrente com comprimento suficiente, utilizar a mesma para fixar ambas as rodas e o quadro. No entanto, uma corrente com elos suficientemente resistentes (que não sejam cortados com um pequeno ou médio alicate de corte ) e com comprimento suficiente para isto, irá ser certamente muito pesada e volumosa.
O mesmo se aplica ao selim - aconselho que troquem o aperto rápido, por uma porca convencional, sextavada ou melhor, de segurança.
Por fim, tentem estacionar a bicicleta sempre numa zona vigiada e bem iluminada. Se estacionam todos os dias no mesmo local, durante muito tempo, isto é fundamental - se conseguirem, tentem arranjar uma alternativa que vos garanta ainda mais segurança do que deixar a bicicleta na rua.
Quanto ao tipo de mobiliário urbano para prendermos a bicicleta, embora haja poucos, já se vão vendo aqui e ali. Evitem utilizar aqueles que apenas permitem encaixar a roda da frente (conhecidos como "wheel benders"). Não só provocam o empeno da roda, como só permitem prender a roda da frente. Nestes casos, prefiro fixar a um poste ou algo semelhante. (Em centros comerciais, é frequente instalarem este tipo de suportes - reclamem e exijam melhores condições para estacionar)
Idealmente, o suporte deve permitir não só fixar a bicicleta em dois pontos, como conferir à mesma, apoio ao nível do quadro. O exemplo mais comum e eficiente, é o suporte do tipo "Sheffield":
Entre um cadeado do tipo "U" e uma corrente, já será uma escolha pessoal - cada um com as suas vantagens e desvantagens: o de tipo "U" é mais compacto e leve, mas não permite fixar a todo o lado; a corrente já permite mais flexibilidade, mas em geral é mais pesada. Mas quando chegar a hora de comprar um cadeado, não queiram poupar demais, pois a vossa bicicleta vale muito mais dinheiro do que um bom cadeado.
E que modelo comprar... bem a oferta é grande, mas aqui fica um teste a uns tantos. E outro. E mais outro. (já agora, eu utilizo um Kriptonite Evolution Mini - muito bom, e relativamente leve - no entanto é pequeno demais para fixar a muitos locais).
Chega então a parte de como prender a bicicleta com o cadeado. Para quem tenha a roda da frente facilmente amovível (com aperto rápido) esta é a melhor solução:
imagem: Missing Link Bicycle Cooperative - podem seguir este link para mais informação e imagens de como prender a bicicleta.
Se a roda da frente não tiver aperto rápido, há várias soluções. Em geral, com porcas normais, a roda da frente não corre tanto risco de ser roubada, mas ainda assim pode suceder. Optar por porcas de segurança, é um passo que pode melhorar, mas não é infalível. Outra solução passa por ter um 2º cadeado, ou caso se tenha uma corrente com comprimento suficiente, utilizar a mesma para fixar ambas as rodas e o quadro. No entanto, uma corrente com elos suficientemente resistentes (que não sejam cortados com um pequeno ou médio alicate de corte ) e com comprimento suficiente para isto, irá ser certamente muito pesada e volumosa.
O mesmo se aplica ao selim - aconselho que troquem o aperto rápido, por uma porca convencional, sextavada ou melhor, de segurança.
Por fim, tentem estacionar a bicicleta sempre numa zona vigiada e bem iluminada. Se estacionam todos os dias no mesmo local, durante muito tempo, isto é fundamental - se conseguirem, tentem arranjar uma alternativa que vos garanta ainda mais segurança do que deixar a bicicleta na rua.
Quanto ao tipo de mobiliário urbano para prendermos a bicicleta, embora haja poucos, já se vão vendo aqui e ali. Evitem utilizar aqueles que apenas permitem encaixar a roda da frente (conhecidos como "wheel benders"). Não só provocam o empeno da roda, como só permitem prender a roda da frente. Nestes casos, prefiro fixar a um poste ou algo semelhante. (Em centros comerciais, é frequente instalarem este tipo de suportes - reclamem e exijam melhores condições para estacionar)
Idealmente, o suporte deve permitir não só fixar a bicicleta em dois pontos, como conferir à mesma, apoio ao nível do quadro. O exemplo mais comum e eficiente, é o suporte do tipo "Sheffield":
Uma outra solução muito inteligente, desenvolvida pela empresa Cyclehoop:
Outras soluções mais criativas, pela mão de David Byrne:
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Cateye Commuter Wireless
A pouco e pouco um novo nicho de mercado ciclístico impõe-se paralelamente aos do BTT e da Estrada: o bike commuting.
Reparem neste novo gadget da Cateye, que assegura "gives all the commuting feedback you could want".
Para além de um display maior, inclui um termómetro, um tempo de chegada previsto tendo em conta a média presente, um modo de iluminação nocturna e ainda um comparativo de "record" de distância relativamente ao dia, semana ou mês anterior.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
Mobilidade Saudável e Económica
A Câmara da Murtosa e o Projecto Murtosa Ciclável não param de surpreender!
Parece óbvio mas, a avaliar pelas escolhas de mobilidade dos cidadãos nem parece...
sábado, 6 de novembro de 2010
8-80 cities - Intervenção de Gil Peñalosa no Congresso de Sevilha
Conferencia de Guillermo Peñalosa sobre "La Bicicleta y la Ciudad" from Chema Lahidalga on Vimeo.
O 8.º Congresso Ibérico "A Bicicleta e a Cidade" foi um sucesso. Já aqui o afirmei antes.
Sem embargo o momento alto foi mesmo a intervenção de Gil Peñalosa (irmão do antigo presidente da Câmara de Bogotá, Colômbia).
É um hino à mobilidade sustentável e como, só ela, pode devolver às cidades os espaços públicos.
Sem outros comentários convido-os a ver o video-clip.
Inauguração da Grande Rota das Linhas de Torres Vedras
Apesar de ser para pedestrianismo não posso deixar de postar aqui esta referência já que, ainda sem qualquer rota delineada fui reconhecendo, nos idos 2005 e 2006 caminhos que, duramente, percorriam os fortes da primeira e segunda linha.
É pois com satisfação que eu constato o trabalho que, um conjunto de entidades, estabeleceram em torno da comemoração do duplo centenário e que, no que diz respeito ao modo de percorrer o terrenos, culminam nesta inauguração da GR30, Grande Rota das Linhas de Torres Vedras no próximo fim-de-semana.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
SEVILLA Y LA BICI - Velocity 2011
Espacio Protegido: Velo-City 2011 from Velocity Sevilla on Vimeo.
Já aqui postei este video, porém vou repeti-lo.
Acontece que, após a realização, no passado fim-de-semana, do 8.º Congresso Ibérico "A Bicicleta e a Cidade", a riqueza da informação aí sucedida e, acima de tudo, aquilo que tem sido feito naquela cidade andaluza em prol do "resgate" dos espaços públicos urbanos e, consequentemente, da mobilidade ciclável, a designação da mesma como "Velocity 2011" é perfeitamente natural e justa.
Trata-se de um exemplo "atípico" no sul da Europa mas que "ameaça propagar-se de modo incontrolado" a crer naquilo que muitas cidades espanholas, estão também a implementar.
Do meu contacto com as "calles sevillanas" eu diria que estaremos muito perto da perfeição: uma cidade plana (o único factor que não careceu de uma decisão política), uma rede de ciclovias completa e muita gente pedalando e transformando Sevilha numa cidade cada vez mais empenhada em mudar o "status quo" da mobilidade e a merecer uma visita.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Mobilidades - a minha história
Este tópico está na moda, e só ontem, aqui e aqui falou-se no assunto - as opções de cada um, as "desculpas" de quem não sabe deslocar-se de outro modo que não o carro, e as diversas soluções para a questão da mobilidade. Também eu tive durante muitos anos, muitas desculpas. Aqui fica o relato de como mudei a minha vida. Não foi de um dia para o outro...
... mas foi assim:
Há 3 anos, quando procurava um local para instalar o meu atelier, coloquei uma premissa - teria de ser a uma distância de minha casa que me permitisse ir a pé ou de bicicleta para lá. Na altura, a nossa "frota" de veículos lá em casa, era dotada de 1 carrinha familiar, 1 citadino, 1 mota 600cc e 3 bicicletas de BTT (uma delas "convertida" para cidade/estrada - pneus com piso mais liso, transmissão com relações diferentes e suporte simples de carga). Embora andasse desde 1991 de bicicleta na cidade, o seu uso sempre foi relativamente reduzido. Em 1998, quando comecei a dar aulas perto das Olaias, tentava ir uma vez por semana de bicicleta (15Km para cada lado) - algumas semanas ia mais do que uma vez, outras acabava por ir sempre ou de carro ou de mota. Mas a realidade é que fui um "viciado" do automóvel desde 1995, quando adquiri o meu primeiro carro.
Avançando até 2007, apesar do atelier a cerca de 1Km de casa, acabava por fazer uso do carro mais frequentemente do que desejaria - isto porque sendo pai de 2 crianças, muitas vezes calhava-me a mim, a tarefa de os levar ao colégio, que se situa a uma distância tal, que impossibilitava levá-los a pé - quando só tinha que levar 1, por vezes fazia-o na cadeirinha da bicicleta. Ainda assim, costumava deixar o carro parado durante o dia, e fazia inúmeras deslocações na zona, a pé ou a pedal. Mas a minha profissão obriga-me a várias deslocações ao centro de Lisboa, e se por vezes o fazia de bicicleta, outras tantas socorria-me do automóvel ou da mota. Havia também alguns dias, em que precisava de levar mais umas tantas coisas para o atelier ou tinha de ir às compras, e já não cabiam na bicicleta - lá tinha mais uma vez de pegar no carro.
Durante este período, a minha consciência social e ambiental foi-se alterando, e comecei a sentir que ainda assim, estava a fazer menos do que podia. Passei a fazer um uso maior dos transportes colectivos. Da mesma maneira, a minha mulher, passou a deslocar-se para Lisboa sem recorrer ao seu carro. Estas nossas deslocações, ganharam ainda mais versatilidade e rapidez, ao adquirirmos uma bicicleta dobrável, a qual pode ser transportada gratuitamente e sem restrições de horário no autocarro ou no metro (já o fazia com a bicicleta normal nos comboios da CP, onde o mesmo já é possível há alguns anos desta parte). Ao contrário do que muitos pensam, andar de transportes públicos não nos faz perder tempo, mas sim ganhar - mesmo que a viagem não seja mais rápida do que de automóvel, o tempo passado dentro de um autocarro ou comboio, pode ser aproveitado para ler, por exemplo.
Com a melhoria da forma física, também o nº de deslocações integrais em bicicleta aumentou, pois a facilidade como que faço certos percuros sem ficar "ensopado em suor", assim o permite.
E começámos a "emagrecer"
Tinha mota desde 1998, e desde que nasceu o meu primeiro filhote, a sua utilização caiu bastante. Com o nascimento do segundo, e a mudança do meu local de trabalho para relativamente perto de casa, praticamente deixou de ser usada (no último ano que a tive, a mesma andou menos de 1000Km). Foi então a primeira coisa a ser decidida - a mota seria vendida. Se algum dia voltar a considerar ter mota, será uma até 125cc ou eléctrica, mais económica, e para que tanto eu como a minha mulher possamos usá-la.
No final do ano passado, consegui resolver a questão do transporte das crianças - adquiri uma Xtracycle. Trata-se de uma extensão que se adapta à maioria das bicicletas, e lhes confere uma capacidade de carga enorme, não só de objectos, como de pessoas. Ao contrário de outras bicicletas de carga, ou de um reboque, a condução da bicicleta com esta extensão, não é muito diferente - fica um pouco mais pesada, mas fica também mais confortável, graças à maior distância entre eixos. Desde então, passei a levar os miúdos à escola quase sempre desta forma, e desde que não esteja a chover à hora que saímos de casa, aí vamos nós - se no regresso eu apanhar chuva, já não há problema, pois com uma capa de chuva ou um blusão impermeável, passa-se bem. Quando está a chover mais, lá os vou levar de carro, mas volto a deixar o mesmo na garagem do prédio, e pego na bicicleta antes de ir trabalhar - com a chuva posso eu bem. Assim, transportar objectos volumosos, ir ao supermercado ou mesmo transportar outra bicicleta, deixou de ser um problema.
Desde essa altura, e até Junho, contaram-se pelos dedos das mãos, o nº de vezes em que os 2 carros saíram da garagem em simultâneo. Com tempo quente, tempo frio, chuva, sol - o teste estava feito, e confirmámos o que já antes tínhamos ponderado - iríamos ficar apenas com um carro. Pontualmente, se necessitássemos de mais um carro, recorreríamos ao car sharing da Carris, pois temos um parque perto de nossa casa.
Como a carrinha já estava velha, e o citadino não dava conta do recado nas restantes deslocações que sobravam (saídas de fim de semana em família, deslocações a casa da família nos arredores de lisboa, férias, etc) optámos por por vender os dois, e comprar uma carrinha quase nova - contas feitas, vendemos os 2 carros e a mota, e quase não foi necessário juntar mais dinheiro para termos um carro (quase) novo. Continuando com as contas, só o facto de passarmos a ter um carro em vez de dois, e tendo em conta que os gastos em combustível e portagens eram já reduzidíssimos, e os carros já não eram novos, esta opção significa uma poupança de cerca de 2.500 a 3.000 Euros/ano em gastos com 1 automóvel (desvalorização, oficina, seguros, etc). Os custos por detrás da utilização do carro, estão muitas vezes escondidos, e para um automóvel novo, e uma utilização maior, facilmente estes valores sobem para cima dos 4.000 ou 5.000 Euros/ano. Agora pensem em quantas horas trabalham por dia, só para "alimentar" a posse do automóvel.
E não foi só isto que reduzi neste último ano - consegui perder 6Kg e assim recuperar o peso que tinha aos 18 anos.
E vocês, estão prontos para mudar a vossa vida?
... mas foi assim:
Há 3 anos, quando procurava um local para instalar o meu atelier, coloquei uma premissa - teria de ser a uma distância de minha casa que me permitisse ir a pé ou de bicicleta para lá. Na altura, a nossa "frota" de veículos lá em casa, era dotada de 1 carrinha familiar, 1 citadino, 1 mota 600cc e 3 bicicletas de BTT (uma delas "convertida" para cidade/estrada - pneus com piso mais liso, transmissão com relações diferentes e suporte simples de carga). Embora andasse desde 1991 de bicicleta na cidade, o seu uso sempre foi relativamente reduzido. Em 1998, quando comecei a dar aulas perto das Olaias, tentava ir uma vez por semana de bicicleta (15Km para cada lado) - algumas semanas ia mais do que uma vez, outras acabava por ir sempre ou de carro ou de mota. Mas a realidade é que fui um "viciado" do automóvel desde 1995, quando adquiri o meu primeiro carro.
Avançando até 2007, apesar do atelier a cerca de 1Km de casa, acabava por fazer uso do carro mais frequentemente do que desejaria - isto porque sendo pai de 2 crianças, muitas vezes calhava-me a mim, a tarefa de os levar ao colégio, que se situa a uma distância tal, que impossibilitava levá-los a pé - quando só tinha que levar 1, por vezes fazia-o na cadeirinha da bicicleta. Ainda assim, costumava deixar o carro parado durante o dia, e fazia inúmeras deslocações na zona, a pé ou a pedal. Mas a minha profissão obriga-me a várias deslocações ao centro de Lisboa, e se por vezes o fazia de bicicleta, outras tantas socorria-me do automóvel ou da mota. Havia também alguns dias, em que precisava de levar mais umas tantas coisas para o atelier ou tinha de ir às compras, e já não cabiam na bicicleta - lá tinha mais uma vez de pegar no carro.
Durante este período, a minha consciência social e ambiental foi-se alterando, e comecei a sentir que ainda assim, estava a fazer menos do que podia. Passei a fazer um uso maior dos transportes colectivos. Da mesma maneira, a minha mulher, passou a deslocar-se para Lisboa sem recorrer ao seu carro. Estas nossas deslocações, ganharam ainda mais versatilidade e rapidez, ao adquirirmos uma bicicleta dobrável, a qual pode ser transportada gratuitamente e sem restrições de horário no autocarro ou no metro (já o fazia com a bicicleta normal nos comboios da CP, onde o mesmo já é possível há alguns anos desta parte). Ao contrário do que muitos pensam, andar de transportes públicos não nos faz perder tempo, mas sim ganhar - mesmo que a viagem não seja mais rápida do que de automóvel, o tempo passado dentro de um autocarro ou comboio, pode ser aproveitado para ler, por exemplo.Com a melhoria da forma física, também o nº de deslocações integrais em bicicleta aumentou, pois a facilidade como que faço certos percuros sem ficar "ensopado em suor", assim o permite.
E começámos a "emagrecer"
Tinha mota desde 1998, e desde que nasceu o meu primeiro filhote, a sua utilização caiu bastante. Com o nascimento do segundo, e a mudança do meu local de trabalho para relativamente perto de casa, praticamente deixou de ser usada (no último ano que a tive, a mesma andou menos de 1000Km). Foi então a primeira coisa a ser decidida - a mota seria vendida. Se algum dia voltar a considerar ter mota, será uma até 125cc ou eléctrica, mais económica, e para que tanto eu como a minha mulher possamos usá-la.
No final do ano passado, consegui resolver a questão do transporte das crianças - adquiri uma Xtracycle. Trata-se de uma extensão que se adapta à maioria das bicicletas, e lhes confere uma capacidade de carga enorme, não só de objectos, como de pessoas. Ao contrário de outras bicicletas de carga, ou de um reboque, a condução da bicicleta com esta extensão, não é muito diferente - fica um pouco mais pesada, mas fica também mais confortável, graças à maior distância entre eixos. Desde então, passei a levar os miúdos à escola quase sempre desta forma, e desde que não esteja a chover à hora que saímos de casa, aí vamos nós - se no regresso eu apanhar chuva, já não há problema, pois com uma capa de chuva ou um blusão impermeável, passa-se bem. Quando está a chover mais, lá os vou levar de carro, mas volto a deixar o mesmo na garagem do prédio, e pego na bicicleta antes de ir trabalhar - com a chuva posso eu bem. Assim, transportar objectos volumosos, ir ao supermercado ou mesmo transportar outra bicicleta, deixou de ser um problema.Desde essa altura, e até Junho, contaram-se pelos dedos das mãos, o nº de vezes em que os 2 carros saíram da garagem em simultâneo. Com tempo quente, tempo frio, chuva, sol - o teste estava feito, e confirmámos o que já antes tínhamos ponderado - iríamos ficar apenas com um carro. Pontualmente, se necessitássemos de mais um carro, recorreríamos ao car sharing da Carris, pois temos um parque perto de nossa casa.
Como a carrinha já estava velha, e o citadino não dava conta do recado nas restantes deslocações que sobravam (saídas de fim de semana em família, deslocações a casa da família nos arredores de lisboa, férias, etc) optámos por por vender os dois, e comprar uma carrinha quase nova - contas feitas, vendemos os 2 carros e a mota, e quase não foi necessário juntar mais dinheiro para termos um carro (quase) novo. Continuando com as contas, só o facto de passarmos a ter um carro em vez de dois, e tendo em conta que os gastos em combustível e portagens eram já reduzidíssimos, e os carros já não eram novos, esta opção significa uma poupança de cerca de 2.500 a 3.000 Euros/ano em gastos com 1 automóvel (desvalorização, oficina, seguros, etc). Os custos por detrás da utilização do carro, estão muitas vezes escondidos, e para um automóvel novo, e uma utilização maior, facilmente estes valores sobem para cima dos 4.000 ou 5.000 Euros/ano. Agora pensem em quantas horas trabalham por dia, só para "alimentar" a posse do automóvel.E não foi só isto que reduzi neste último ano - consegui perder 6Kg e assim recuperar o peso que tinha aos 18 anos.
E vocês, estão prontos para mudar a vossa vida?
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
LOTAÇÃO ESGOTADA
Se pensa que este é o parque de estacionamento para bicicletas de uma escola holandesa desengane-se.
Este é o parque de estacionamento da Escola Padre António Morais da Fonseca, na Murtosa, onde se calcula que, dos 500 alunos existentes, cerca de 400 acedem regularmente de bicicleta, ou seja, 80%.
Também por isso a Murtosa será o palco da edição 2012 do Congresso Ibérico "A bicicleta e a cidade" que é uma edição conjunta da FPCUB e da "Contramano".
Vale mesmo a pena conhecer aquilo que se está a fazer na Murtosa em matéria de mobilidade ciclável.
The lightest MTB on earth just got lighter
A estrela da companhia para XC em 2011 é a nova Scale 899.
O número corresponde ao total de gramas que o quadro de carbono pesa. No final um peso-pluma de 7,48 kgs. para o modelo topo de gama.
Sem embargo, tudo tem um preço e esta Scott poderá ser trocada por inúmeras unidades de conta europeia na inversa proporção do seu peso.
domingo, 24 de outubro de 2010
I love the smell of the Tagus River in the morning...
Exactamente uma centena de quilómetros distaram entre a porta de casa e o parque de estacionamento do Santarém Hotel e foram percorridos a ritmo elevado apesar do vento soprar norte (embora fraco).
Por ocasião do Festibike 2010, liguei de novo a capital à escalabitana urbe percorrendo, desta vez, o Caminho do Tejo coisa que já não fazia há algum tempo já que as últimas ligações a Fátima têm começado na Azambuja.
Um dia meteorologicamente perfeito, boa companhia e muita gente no "Caminho": ciclistas e peões facto que me agradou sobremaneira e que demonstra que, finalmente, o Caminho de Fátima cumpre a sua finalidade.
Na véspera a participação, no auditório do CNEMA, no colóquio da FPCUB "A bicicleta e a cidade" em que falei do uso quotidiano da bicicleta e das bicicletas partilhadas. Seguiu-se a visita ao certame onde para além da inúmera literatura, para digerir ao longo da próxima semana, tive ocasião de testar duas bicicletas "diferentes" - uma citadina eléctrica da "Órbita" e uma "Niner" de 29'. Uma e outra surpreenderam-me pela positiva embora a alcatifa azul do pavilhão possa não constituir o terreno ideal para uma avaliação apurada.
Yehuda Moon and the Kickstand Cyclery
Há muito tempo que acompanho as aventuras do Yehuda neste fantástico cartoon diário, que nos chega do outro lado do Atlântico. Recomendo que comecem pela primeira "tira":
http://www.yehudamoon.com/index.php?date=2008-01-22
A história é cativante, e quando chegarem ao fim, vão dar por vocês ansiosos pela "tira" do dia seguinte...
Sempre que entram no site pelo endereço http://www.yehudamoon.com/ encontram o pedaço mais recente da história, e têm uma pull-down box onde podem escolher o post da data que pretendem - como referi, aconselho a que comecem pelo início, seguindo o link que coloquei mais acima.
Por fim, podem também ler esta entrevista ao autor da BD, onde se fica a saber um pouco mais do que está por detrás da história.
http://www.yehudamoon.com/index.php?date=2008-01-22
A história é cativante, e quando chegarem ao fim, vão dar por vocês ansiosos pela "tira" do dia seguinte...
Sempre que entram no site pelo endereço http://www.yehudamoon.com/ encontram o pedaço mais recente da história, e têm uma pull-down box onde podem escolher o post da data que pretendem - como referi, aconselho a que comecem pelo início, seguindo o link que coloquei mais acima.
Yehuda Moon and the Kickstand Cyclery is a daily webcomic created by Ohio resident Rick Smith.
The strip chronicles the adventures and challenges of Yehuda Moon. Yehuda runs a bike shop, the Kickstand Cyclery, with his friend Joe, and is often confronted with the challenges presented by his daily bicycle commute and the customers (or lack thereof) at his bike shop. Various characters include: the bike ninja, the bike hypochondriac, Yehuda and Joe's elderly compatriot Fred, Thistle who works in the shop with Yehuda and Joe, the Shakers who build the bicycle frames, neighborhood kids, roadies, and commuters. Yehuda advocates simple, traditional, functional biking as espoused by the philosophy of Grant Petersen of Rivendell Bicycle Works. His shop partner Joe acts as a foil to Yehuda and prefers a more performance- or racing-oriented style.
fonte: wikipedia
Por fim, podem também ler esta entrevista ao autor da BD, onde se fica a saber um pouco mais do que está por detrás da história.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Bikes FTW
Mais um testemunho para quem tem dúvidas de que as bicicletas são o melhor meio de transporte nas cidades. E pela mão do grupo mais insuspeito: a equipa do programa de automóveis Top Gear!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Lisboa e São Francisco - a diferença está na pedalada
Vou começar a minha colaboração neste blogue, a fazer batota. Isto porque vou colocar um artigo que já tinha escrito no Facebook, mas que pela sua pertinência, acho que faz todo o sentido resgatá-lo para esta nova audiência. (ou pelo menos eu gosto de pensar que sim)
Duas cidades à beira mar, com pontes parecidas, e climas também semelhantes, são ambas conhecidas pelas suas 7 colinas. Embora São Francisco tenha um pouco mais de população, a diferença é pequena (800.000 vs 560.000 nas cidades propriamente ditas, e 3.2M vs 2.8M se considerarmos os arredores), e as densidades populacionais das duas são idênticas.
Ora sempre que se fala em utilizar a bicicleta em Lisboa, o "bicho papão" de que toda a gente fala logo, são as 7 colinas... "é muito difícil pedalar em Lisboa... é tudo a subir!" De seguida vem a desculpa de não existirem infraestruturas, que é perigoso andar na estrada.
Ao ler o texto da Wikitravel sobre SF, pode-se ler:
Do not be misled by maps depicting the city's strict, regular street grid, as even the straightest of San Francisco's streets might include steep hills (...) But overall, San Francisco is one of the most bike-friendly cities in the United States despite its hilly terrain.
Um "passeio" 3D no Google Earth, dá para perceber o relevo das cidades - ambas têm zonas com grandes declives (talvez mais acentuado em SF, segundo quem conhece bem as duas cidades), mas grande parte é plana ou quase - no caso de Lisboa, 65% da cidade tem uma pendente inferior a 5% ou seja, é muito fácil pedalar nessas zonas...
Neste excelente mapa feito pela SF Bicycle Coalition, podem ver as inclinações das ruas de SF: http://www.sfbike.org/download/map.pdf (para quando um mapa de Lisboa deste género?)
E sim, SF está em 8º lugar no top das cidades mundiais para se andar de bicicleta, e não há assim tantas ciclovias na cidade... na maior parte dos casos, as bicicletas andam na estrada. E há carros "a dar c'um pau", (não estivessemos nós a falar de uma cidade dos EUA - o país com mais carros per capita: 735 por cada 1000 pessoas; nós estamos em 14º lugar, com 537 carros por cada 1000 pessoas).
Então o que faz São Francisco uma cidade bike-friendly? Não tenho a menor dúvida que é o facto de já terem atingido a "massa-critica" de ciclistas (estima-se que cerca de 40.000 pessoas utilizem a bicicleta diáriamente para se deslocarem para o trabalho) e esse é o maior contributo para se andar bem de bicicleta numa cidade.
Por isso, não me venham com a conversa de que Lisboa não é boa para andar de bicicleta, que tem muitas subidas e poucas infraestruturas para o efeito... o que Lisboa não tem, é muita gente a andar de bicicleta!
Como o meu amigo Gonçalo comentou no Facebook, as "sete colinas", são as da "preguiça", "status", "cagança", "novo-riquismo", "burguesismo", "desconhecimento" e "nem-quero-saber".
Quando atingirmos a nossa "massa-crítica", aí sim, já vão perceber o que é uma cidade "bike friendly".
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Quem é "El Diablo"?
É, provavelmente, a figura mais conhecida dos eventos ciclisticos europeus.
Mas, de quem se trata afinal? O seu nome é Dieter "Didi" Senft, tem nacionalidade alemã e 57 anos de idade.
O resto pode ser encontrado na notícia do jornal suíço "Le Matin".
C'est le diable en justaucorps. Depuis bientôt deux décennies, Dieter «Didi» Senft, 57 ans, réveille de sa fourche l'ardeur des coureurs cyclistes à quelques dizaines de kilomètres de l'arrivée. Depuis hier, il parcourt les routes et cols du Tour de Suisse.
El Diablo! Le surnom espagnol n'est pas de lui, précise-t-il au téléphone, à Storkow, au nord de Berlin, où nous l'avons joint: «Ce sont les foules qui peu à peu m'ont appelé comme ça, et c'est resté.» Le costume, bonnet à cornes, collant rouge, cape noire et trident jaune vif, a certes aidé.
Un ange gardien
Qu'un démon surgisse dans le monde du cyclisme dans la décennie qui a mis au jour le scandale de l'EPO, les descentes de police, les mensonges éhontés, la mollesse longtemps coupable (complice?) des instances dirigeantes, la mort tragique de Pantani, qu'un Lucifer frétillant apparaisse précisément au coeur de ces tourments l'amuse-t-il? Il rit: «Je n'y suis pour rien, je vous le jure! Je serais plutôt l'ange gardien de tous ces coureurs que j'admire...» plaide-t-il avec l'accent un brin heurté de l'ex-Allemagne de l'Est.
C'est sur le Tour de France, en 1993, que le Malin a fait irruption, et c'est Claudio Chiappucci qui bénéficia alors de l'infernale escorte. Rapidement repéré par les télévisions, son image a, depuis, fait le tour du monde. Des reportages lui ont été consacrés, y compris dans sa maison - musée de Storkow, où il expose ses extravagantes collections de vélos, fabriqués maison pour la plupart, du plus petit, dont la roue avant fait 2 millimètres de large, au plus grand, qui mesure 7,80 mètres de long... «Je suis en train d'ouvrir un second musée, car je n'ai plus de place pour mes collections!» Un mordu, un vrai.
L'origine du déguisement puise sa source dans l'expression «roter Teufel» (diable rouge), équivalent allemand de notre francophone «flamme rouge», qui signale le dernier kilomètre. Des costumes, il en a déjà «tué» une vingtaine. «A la maison, c'est ma femme qui les lave, mais sur les routes je suis bien obligé de me débrouiller.» Une flamme, un diable attendu plus que jamais lorsque l'épreuve se révèle particulièrement impitoyable. Les étapes de montagne sont ses favorites, lorsque, dans les lacets, la sueur brouille la vue et que le corps hésite à se mettre en danseuse, position qui risquerait de révéler une éventuelle faiblesse aux concurrents.
«Respectueux des coureurs»
Parmi la foule des supporters, les inévitables crétins sont toujours redoutés. L'enthousiaste chauffé au pastis qui fait trébucher le forçat, le vidéaste inconscient, le forcené de la poussette et le bal des banderoles que d'aucuns confondent avec des muletas. Mais pas lui. Extravagant, un peu fou, mais «toujours pleinement conscient et respectueux des coureurs», souligne Armin Meier, directeur du Tour de Suisse. Sa présence est un plus indéniable, se réjouit-il: «Depuis toutes ces années, il fait partie de la légende du cyclisme. On a besoin de personnages comme ça, car il résume bien l'état d'esprit du public, chaleureux mais jamais agressif, comme cela peut arriver dans d'autres sports. Je m'attends surtout à le voir lors des étapes de Davos et de Crans-Montana.» Laurent Dufaux ne cache pas sa sympathie pour El Diablo: «Je l'ai vu si souvent, il n'a jamais causé d'accident, et inconsciemment on finissait par le guetter, se souvient l'ancien champion vaudois; j'ai même eu l'occasion de lui serrer la main, dans l'aire d'arrivée, mais sans vraiment pouvoir lui parler.» Fan absolu de tous les coureurs, de la star au plus humble damné du gruppetto, Didi Senft se garde bien de les importuner. «Je ne chasse pas les autographes, insiste-t-il, mais, si le hasard me met en présence de l'un ou l'autre, je le salue, bien sûr.»
Dans son bus VW bariolé
Ancien coureur amateur, El Diablo prépare soigneusement ses expéditions. «Mon budget est assez modeste, je dors dans mon bus.» Un bus VW bariolé devenu célèbre sur le parcours du Tour de France (17 participations), du Giro (14), de la Vuelta (un tour et plusieurs étapes) et bien sûr du Tour de Suisse. «C'est ma dixième venue dans les montagnes suisses; j'aime bien ce tour, car, contrairement aux plus grandes boucles, il y a moins de cordons de sécurité, tout le monde est plus accessible.»
Une seule mésaventure au compteur, en 2005, sur le trajet qui mène à Arosa: «J'avais peint sur la route deux grandes roues de vélo, ce qui m'avait valu 1278 francs d'amende, c'est-à-dire le budget nécessaire aux trois semaines du Tour de France...» Car le diable est frugal: ni hôtels ni restaurants. La gastronomie locale n'est pas son but. «Mon bus est plein à ras bord de boîtes de conserve. Et je garde mon argent pour payer la vignette!» Et si l'organisation la lui offrait? Le monde de la petite reine lui doit bien ça, non?
domingo, 10 de outubro de 2010
Primeiro estranha-se, depois entranha-se...
O famoso slogan publicitário que Fernando Pessoa criou para a "água suja do imperialismo" em 1927 bem pode ser aplicado ao artefacto constante da foto.
É que, para quem tem de guardar a bicicleta numa "marquise apartamental", a sua absoluta higiene é fundamental. Por isso nada melhor que um compressor básico que funciona a 12 v. usado no final da incursão e que, com pouco mais de uma dúzia de litros de água, opera maravilhas a esse nível sobretudo se coadjuvado com um spray desengordurante.
Mesmo que isso custe alguns olhares estranhos de transeuntes e até alguma admiração dos teus pares o que é certo é que, à estranheza inicial, sucede o entranhar da genialidade da acção...
De resto, para quem pedalou verticalmente o rectângulo republicano puxando um atrelado atrás da bicicleta ou, como o MS, pedala numa única roda, esta indiscrição é naturalíssima. Por isso, tudo vai bem no melhor dos mundos possíveis, como diria Pangloss pela boca de Cândido.
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