Embora com atraso relativamente ao planeado está completa a maior Ecopista do país e liga a estação ferroviária de Santa Comba Dão a Viseu numa extensão de 49,5 kms.
A inauguração oficial está prevista para o início de Julho e conto percorre-la nessa ocasião.
Já antes tive ocasião de percorrer a primeira parte deste traçado que tinha aberto à circulação de pedestres e bicicletas com a extensão de cinco quilómetros entre Viseu e Figueiró.
Nada melhor que aproveitar o sol do fim da tarde e o dia de Santo António e prestar uma homenagem à cidade que o viu nascer.
Uma volta completa que incluiu Monsanto descida a Algés, toda a zona ribeirinha até ao Caís do Sodré, subida ao Chiado, largo do Carmo, descida ao Rossio, Martim Moniz, subida da Mouraria até ao Castelo, descida pelo "miolo" de Alfama (mais típico não há), ligação pelo Porto até ao PArque das Nações e utilização da ciclovia pelos Olivais, avenida do Brasil, cidade e estádio universitários e regresso ao ALto dos Moinhos e ao aconchego do lar.
Mais de 40 kms. com um ritmo vivo a acusarem um desgaste calórico justificativo de um jantar.
A constatação óbvia: a forma física é como a credibilidade, demora muito a alcançar mas perde-se num instante.
Ainda assim dei boa conta do recado, na companhia do Jorge Cláudio, foram 60 quilómetros entre a estação ferroviária de Meleças e Torres Vedras com praticamente 1.000 metros de acumulado.
O regresso de comboio interregional demorou apenas 45 minutos e a agradabilidade foi elevada.
Chopped down a ginkgo tree to steal a fucking department store bike chained with a thin cable lock. I have no words..
in JN
Pode ser o roubo mais idiota de sempre ou não mostrassem as imagens as manobras que cinco homens fizeram para roubar uma simples bicicleta. Multiplicaram-se em manobras, sem sequer ter passado pela cabeça de qualquer um deles simplesmente cortar a corrente que prendia a bicicleta a uma árvore. Veja as imagens.
As imagens foram captadas por uma câmara de segurança, numa rua de uma cidade dos Estados Unidos. Um grupo de cinco indivíduos desdobra-se em manobras para conseguir soltar a bicicleta, que está presa a uma árvore.
Os cinco homens deitam a árvore abaixo para conseguir soltar a bicicleta, sem que lhes tenha passado pela cabeça que bastava cortar a corrente que a segurava.
Já começa a ser um "habitué" por estas paragens, mas Danny Macaskill é realmente um artista e um atleta fora de série! Mais um video fenomenal, desta vez filmado na Cidade do Cabo:
Life Cycles OFFICIAL Trailer from Life Cycles on Vimeo. The "official" Life Cycles teaser starring... Graham Agassiz, Mike Hopkins, Matt Hunter, Cam McCaul, Riley McIntosh, Evan Schwartz, Brandon Semenuk and Thomas Vanderham.
Saibam mais sobre o filme (e a catrefada de prémios que já ganhou) em http://www.lifecyclesfilm.com
Há uns tempos, publiquei um artigo sobre como prender a bicicleta. Agora, ficam aqui dois videos vindos de terras britânicas. São ambos da London Cycling Campaign, e embora haja muitos mais videos sobre este tema, espalhado pela internet, estes parecem-me dos mais assertivos.
Este primeiro, é mais objectivo, e ensina como prender a bicicleta:
Este por seu lado, avalia uma série de bicicletas estacionadas, e aponta quais os problemas das soluções utilizadas:
O início deste filme, dispensa os habituais "disclaimers", onde se adverte que não deve tentar repetir as proezas visualizadas, etc... O resto... bem o resto é o Sean Burns a mostrar o que fazer com roda 20": BMX com muita adrenalina!
Um filme brasileiro tem a bicicleta na origem da narrativa. Trata-se de "Malu de Bicicleta" que estreia no Brasil. Ficamos esperando que também seja exibido entre nós.
Malu anda de bicicleta pela orla do Rio de Janeiro e atropela o empresário paulista Luiz Mario. Ou seria o contrário? Luiz Mario atropela Malu e sua bicicleta. Ela cai de amores por ele - ou talvez, seja ele quem fica apaixonado por ela. Ela é toda dona de si. Ele, inseguro e paranóico, vê traições onde talvez não haja. É num terreno movediço como esse, o do amor, que transitam os personagens da comédia romântica brasileira "Malu de Bicicleta".
Baseado no romance homônimo de Marcelo Rubens Paiva ("Feliz Ano Velho"), "Malu de Bicicleta" fala do amor de uma forma honesta e delicada, seguindo o processo de transformação de um homem quando encontra a mulher da sua vida. Marcelo Serrado é Luiz Mario, empresário paulista cuja vida muda radicalmente com a chegada de Malu (Fernanda de Freitas).
Ela é uma típica carioca, alegre, leve, sempre bronzeada, não gosta de amarras. O namoro dos dois pode ser visto como um diálogo entre São Paulo e Rio, uma busca de compreensão, entendimento e troca daquilo que cada um tem de melhor. Mas "Malu de Bicicleta" não é apenas isso.
Dirigido por Flávio Ramos Tambellini (de "Bufo & Spallanzani"), o longa dialoga com Domingos de Oliveira, Woody Allen e François Truffaut, ao abordar o amor de forma delicada e sutil, colocando seus personagens em situações amorosas que nada têm de hollywoodianas, mas, sim, muito próximas do lado de cá da tela.
O roteiro, assinado pelo próprio Paiva, tira tudo que há de acessório no livro e concentra-se no romance de Malu e Luiz Mario. Uma história que podia caminhar bem não fosse a paranoia dele, que começa com uma misteriosa carta de amor e ecoa o protagonista de "Dom Casmurro", de Machado de Assis, e sua dúvida cruel de ter sido ou não traído. Esse é um dos indícios da mudança que a namorada produz nele. O protagonista, aos poucos, vai perdendo seu ar de machão inatingível e ganha sensibilidade e delicadeza vindas do romance com Malu.
Fernanda e Serrado foram merecidamente premiados no Festival de Paulínia, em julho passado. Ela é a grande descoberta do filme: uma atriz com timing para a comédia e a sutileza para transitar entre o drama e o romance. Isso muito deve-se à competência de Tambellini (também premiado no Festival), que dispensa enquadramentos estranhos ou movimentos de câmera desnecessários. Ele sabe que o forte de seu filme são os personagens, por isso, deixa que eles falem por si mesmos.
É essa decisão inteligente do diretor, aliada ao talento do elenco, que traz um frescor bem-vindo a "Malu de Bicicleta" - um filme que pode não reinventar a roda, mas, nem por isso, faz pouco da inteligência alheia, algo raro nos dias de hoje.
O Artigo 93 refere que sempre que, nos termos do Artigo 61, seja obrigatório o uso de dispositivos de iluminação, os velocípedes só podem circular na via pública utilizando os dispositivos fixados em regulamento. Assim, é obrigatória a utilização de tais dispositivos «desde o anoitecer ao amanhecer e, ainda, durante o dia sempre que existam condições meteorológicas ou ambientais que tornem a visibilidade insuficiente, nomeadamente em caso de nevoeiro, chuva intensa, queda de neve, nuvens de fumo ou pó».
A bicicleta tem que estar equipada com:
● 1 luz branca de presença, colocada na zona frontal e central da bicicleta, a uma altura do solo entre 350 e 1500 mm, e orientada para a frente. Deve ter um feixe luminoso contínuo tal que a luz seja visível de noite e por tempo claro a uma distância mínima de 100 m;
● 1 luz vermelha de presença, colocada à retaguarda e no centro da bicicleta, a uma altura do solo entre 350 e 1200 mm, e orientada para trás. Deve ter um feixe luminoso contínuo ou intermitente tal que a luz seja visível de noite e por tempo claro a uma distância mínima de 100 m;
● 1 reflector branco à frente e ao centro da bicicleta, a uma altura do solo entre 350 e 1500 mm, e orientado para a frente;
● 1 reflector vermelho atrás e ao centro da bicicleta, a uma altura do solo entre 350 e 1200 mm, e orientado para trás;
É autorizada a instalação de um reflector adicional complementar ao último, colocado do lado esquerdo, delimitando a largura máxima do veículo.
● reflectores nas rodas, orientados para fora. Duas alternativas:
a)circulares ou segmento de coroa circular:
-mínimo de 2 por cada roda
-cor âmbar
-colocados na jante simetricamente em relação ao eixo da roda
b)cabo reflector em circunferência completa
-mínimo de 1 por cada roda
-cor âmbar ou branca
-colocado entre os raios da jante, circunferencialmente, com o maior diâmetro possível
A Portaria n.º 311B/2005 de 24 de Março veio regulamentar os dispositivos de iluminação que os velocípedes devem apresentar para poderem circular na via pública durante a noite e em condições de fraca visibilidade, conforme previsto no Artigo 93 do Código da Estrada.
Também em caso de avaria das luzes os velocípedes devem ser conduzidos à mão.
MAS atenção - não caiam na tentação de usar luzes e equipamento reflector em excesso. Mesmo o uso de coletes reflectores, poderá ser discutível. Isto parece um pouco contraproducente, mas não é. Claro que quando vão bem iluminados, vão em segurança. Quando vão iluminados demais, embora possam ir na mesma em segurança, podem colocar outros utentes em perigo, que vão "apenas" iluminados. Exemplo:
Vai um ciclista na rua, com muitas luzes, com colete reflector e mais uma quantidade de equipamento reflector, e um outro ciclista, apenas com luzes e reflectores normais, vem com mais velocidade, e inicia uma ultrapassagem. Se vier um condutor num automóvel, para ultrapassar os dois, terá a sua atenção centrada apenas no ciclista excessivamente iluminado, podendo eventualmente embater no ciclista com iluminação normal.
Ok, podem responder "ah e tal, se todos tiverem muito bem iluminados não há problema". Para além da lei só obrigar a iluminação normal, há outra situação:
O mesmo ciclista, excessivamente iluminado, ao chegar a uma passadeira, pára para dar passagem a um peão. Um automóvel ao se aproximar da passadeira, irá ter a sua atenção centrada no ciclista excessivamente iluminado, não se apercebendo da presença do peão.
Fica também uma chamada de atenção para a não utilização de luzes à frente, que não sejam indicadas para o uso na estrada. Estou a falar de lanternas e outros faróis, em geral indicados para a prática de BTT, mas que podem provocar encandeamento dos outros utentes da estrada. Mesmo alguns que podem não parecer muito potentes, têm no entanto um ponto de luz muito concentrado e intenso.
Este é o farol que utilizo à frente - B&M Cyo R (fotos Ecovelo)
E à retaguarda este - B&M Toplight Line Plus
Do mesmo modo, muitos resolvem prescindir de reflectores, pois já utilizam luzes - este é um erro comum, mas deve ser evitado, pois muitas das luzes perdem a sua notoriedade com a iluminação dos faróis dos automóveis - é nesta situação que os reflectores têm o seu papel principal. (Muitas das luzes existentes no mercado, já integram reflectores, cumprindo os requisitos mínimos obrigatórios - as luzes que utilizo, como podem ver pelas fotos, são dois exemplos destes)
Também apenas o recurso a reflectores não é suficiente - há alturas em que os mesmos são ineficazes.
Assim, o conselho que dou é para que utilizem as luzes e reflectores, à frente e à rectaguarda, tal como a lei o exige. Mais do que isso, poderá ser contraproducente. Menos também.
Quero terminar, ressalvando que estes conselhos são especialmente orientados para uma utilização em ambiente urbano.
Já numa estrada nacional, sem qualquer iluminação e onde os automóveis circulam a velocidades mais elevadas, o recurso a reflectores de maiores dimensões poderá ser aconselhável - acima de tudo, o bom senso deve prevalecer, tendo em conta as questões levantadas.
Esta semana recomecei as ligações pendulares de bicicleta casa-trabalho.
As mesmas tinham sido interrompidas no final de Novembro em virtude, em primeiro lugar, de uma queda idiota em plena ciclovia da cidade universitária. Esta perda de equilíbrio, se bem que sem ser muito grave, lesionou-me o pulso direito alem, de modo inopinado, ter resultado numa cabeçada forte no asfalto, anulada, felizmente pelo capacete que levava colocado (sorry MB, a experiência prova-me que o dito tem utilidade mesmo nas situações mais banais). Nem em BTT tinha tido um contacto tão assertivo da "central de comando" com o solo. Não mudei de opinião relativamente há obrigatoriedade do artefacto (que não defendo) mas reforcei a convicção da importância do seu aconselhamento em todas as situações.
Depois vieram as chuvas e as festas e, só agora, a inercia me permitiu retomar. Incrível como a forma se vai tão depressa, embora as quatro classes de spinning e as duas incursões BTT tenham permitido manter algum ritmo.
Espero em breve voltar á rotina habitual.
PS: A paragem fez-me amadurecer. Deixei de refilar com os peões que invadem as ciclovias. Afinal de contas eles não são culpados de lhe terem invadido o passeio...
Porém a realidade é que após os meus dois posts anteriores sobre spinning fiquei a descobrir que um conjunto significativo de amigos usa o ciclismo indoor para melhorar a sua condição física.
Tal como eu costumo dizer: "anda por aí muito treino secreto"...
Ontem tive cerca de duas horas a ritmo infernal...
Até tive saudades de "coisas simples" como subir ao "delta" Monge na serra de Sintra.
De manhã dei por mim a reflectir sobre os prós e contras da alternativa modalidade e que, como em tudo na vida, existem vantagens e desvantagens.
A ver...
O facto de ser uma aula colectiva é, quanto a mim, o maior activo. Não me estava a ver, a rolar em casa frente à TV, a sprintar durante 15 minutos, com um set de maluquinhos a pedir aumentos de resistência. Este efeito de grupoterapia leva-nos até onde, normalmente, não iríamos. E este é um factor determinante que não deve ser descurado.
Por outro lado, o efeito de concentração e de intensidade, faz com que uma hora de treino seja o equivalente a pedalar o triplo por aí.
Sem embargo nada substitui a sensação do vento na cara nem o suceder de paisagens e a ultrapassagem de portos de montanha e de localidades.
De igual modo a artificialidade das simulações, se bem que, do ponto de vista teórico, estejam bem esgalhadas não nos fazem esquecer o real. Por exemplo, a simulação da montanha, efectuada a partir de um aumento da resistência da rotação do volante de inércia, se bem que se assemelhe à montanha, padece de um problema: basta ter força nas pernas para vencer a dificuldade coisa que, na vida real, não é bem assim.
Ou seja, o factor peso-potência aqui não conta, mas antes o factor potência tout-court. Ou seja, o cavalão clássico que, a sprintar, consegue arrasar quarteirões mas que, a subir, tem de arrastar o lastro até lá acima e que tem muitas dificuldades para vencer um porto de montanha, aqui, em cima da máquina simulada consegue arrastar o volante de inércia com uma facilidade estonteante.
Ainda assim, o spinning é uma excelente alternativa de treino sobretudo quando o mau tempo não convida a treinos convencionais.