domingo, 4 de setembro de 2011

Raid das Marés na rota do Rio Leça

Realizou-se no passado dia 3 de Setembro em Matosinhos num ambiente descontraído e de muito convívio entre todos os participantes e organizadores (afinal eles também amigos e praticantes deste desporto) o Raid das Marés na rota do Rio Leça.

E assim neste ambiente foi dada a partida na Decathlon que era o ponto de encontro e partida, para mim um bocado despercebida, pois há muito tempo que já não participava nestes passeios e qualquer amigo que encontre como foi o caso é logo tempo ocupado com conversa animada e a ser colocada em dia.

Como ia descrevendo partimos todos, muitos com os olhos atentos aos GPS,sss, muitos também sem o aparelhinho, mas todos com alegria a progredir ao seu ritmo. Se a princípio vários grupos se juntavam e desencontravam-se a inaugurar os primeiros enganos na orientação, a verdade é que ninguém se chateava com a situação, aproveitando alguns até para brincar com os donos dos gpsss.

As localidades iam-se fazendo, para mim e para o meu companheiro e amigo João (Correntes) como o mesmo comentou eram as zonas dos nossos "quintais" das voltinhas de treinos ou simples passeios, como S.Brás em Matosinhos, Gemunde, S. Pedro de Aviso na Maia, Alvarelhos e Muro na Trofa. Nesta última localidade o largo de uma bonita capela foi escolhido pelos participantes para a primeira paragem técnica, (comer diga-se). Para mim uma oportunidade mais uma vez para tirar fotos e “roubar” também uma foto à fotógrafa de “serviço”.

Se tudo parecia perfeito o que estava a estragar era o tempo que nos prega com chuva e com os caminhos encharcados de lama, já por si chatos na minha opinião que prefiro o calor e suporto melhor o pó, contudo a provocar alguns acidentes engraçados e felizmente sem consequências graves lá para perto de Quereledo. Foi o que aconteceu ao jovem da foto abaixo que a tentar evitar a lama acabou por desaparecer completamente ao rebolar pela ribanceira abaixo ficando com as pernas mais altas do que a cabeça e a bicicleta a fazer companhia aos pés, todo o conjunto devidamente acomodado e seguro pelas silvas… A sorte mesmo e aqui se faz prova da norma de segurança no BTT, nunca sair sozinho, foi a minha ajuda e de outros amigos que prontamente tiramos o coitado do amigo daquela situação ainda com ar de espantado a tentar perceber como ficou naquela posição…:)

A separação dos percursos chegou e foi a vez de se fazer algumas despedidas de amigos que iam para os 90km. Eu e o amigo Correntes já tínhamos decidido fazer os 55km, afinal como concluímos foi o “quanto baste”, para fazer um bom passeio sem nos cansarmos muito e termos sempre tempo e sem stress para poder conviver com outros grupos… Bem e também para comer figos, tirar umas uvas americanas e quiçá experimentar já um vinho doce, ali para os lados de Vilar da Luz.

Finalmente o tempo começou a melhorar e chegamos ao Rio Leça, atravessando-o num local por onde nunca tinha passado, logo a seguir encontramos o incontornável parque de lazer S. Lázaro em Alfena, um sempre muito agradável local de paragem e de certeza já muito conhecido de todos os Betetistas da nossa região.

A partir daqui o percurso começou a fazer justiça ao nome de; “… na rota do Rio Leça.”, pois cruzamos um numero infindável de vezes este rio, não só através de pontes recentes, mas também em muitas mais pontes de pedra rústicas com enormes granitos, por vezes aliadas com antigos açudes e azenhas, umas mais pequenas e modestas mas outras com aspecto de autenticas e antigas industrias de moagem, principalmente já perto da Maia. Faz pensar como seria o tempo e toda a zona envolvente na época em que estas construções estavam a trabalhar, em termos de importância agrícola e que na minha opinião mediante estes registos antigos seria de uma enorme grandeza e importância difícil de acreditar hoje em dia que nos deparamos com estas nossas terras fortemente urbanizadas e… Infelizmente de costas voltadas para todo este património votado ao desprezo do abandono e que poderia ser aproveitado como uma forma de riqueza única, que neste tempo de globalização de culturas, marcam a diferença e a riqueza pela sua originalidade a cultura de um povo como o nosso…
Continuando, ficamos os dois admirados como agora andávamos tanto tempo sozinhos, mas não estávamos perdidos, pois por vezes encontrávamos pessoas que nos davam indicações por onde devíamos seguir, já habituadas a ver passar os primeiros participantes. Mas já bem perto do final em S.Cruz do Bispo na linha férrea encontramos mais um grupo amigo parado e que acabamos por chegar todos ao fim, no Pavilhão Municipal em Leça da Palmeira. Aqui na chegada como na partida a descontracção e o convívio foi igual.

Parabéns aos amigos do BTT N GPS, como a todos os grupos de BTT envolvidos neste projecto. Dou a minha opinião bastante positiva a este movimento que consegue juntar as mais valias de todos para assim fazer e organizar estes eventos de lazer a que chamam etapas, e que apesar de lazer oferecem provas de grande desafio físico para todos os gostos de todos os ciclistas do todo o terreno.

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Selecção Nacional de BTT no Campeonato do Mundo

Uma representação de dez atletas neste Campeonato do Mundo em Champery na Suíça que decorre nos dias 1 a 4 de Setembro, mostra que o BTT nacional está a tentar conquistar o seu lugar e importância no mundo do ciclismo. Grande mérito para o seleccionador Nacional Pedro Vigário, para o conjunto de jovens seleccionados não esquecendo também todos os restantes desta geração que de certa forma e com grande amadorismo de forma abnegada e grande paixão tem aumentado o nível competitivo do BTT, assim como entidades e clubes envolvidos no esforço conjunto de aumentar o nível de exigência aceitável para preparar os atletas para o mais alto nível de competição mundial, tendo como objectivo conquistar os pontos necessários para a nação conseguir ter representação nos jogos olímpicos de 2012 em Londres.

Foto de Maria João Gouveia

Maria João Gouveia, está no local a fazer a reportagem podem seguir os acontecimentos pela sua página no facebook Clicar AQUI.

Notícia da UVP-FPC:

A Selecção Nacional/Liberty Seguros participa, de 31 de Agosto a 4 de Setembro, no Campeonato do Mundo de BTT, que vai realizar-se em Champéry, Suíça. Portugal será representado por dez corredores, distribuídos pelas disciplinas de cross country olímpico (XCO) e de downhill (DHI).

O seleccionador nacional, Pedro Vigário, chamou para este importante compromisso seis corredores de XCO e quatro de DHI. Na disciplina principal do BTT, aquela que faz parte do programa dos Jogos Olímpicos, a formação lusa será representada pelos ciclistas de elite David Rosa (Swift/Carboom/Prototype) e Tiago Ferreira (BTT Seia), pelos sub-23 Mário Costa (ASC/Bravus Curas) e Ricardo Marinheiro (TX Active Bianchi) e pelos
juniores Gonçalo Amado (Team Bicivendas/ADS Maia) e Diogo Figueiredo (JUM Marinhas).

A equipa de DHI será composta por um trio de elite, Francisco Pardal (Movefree/Specialized), Emanuel Pombo e Daniel Pombo (Liberty Seguros/Specialized), e por um piloto júnior, Carlos Castro (Team Bike Zone).

“Vamos participar na melhor competição de BTT mundial, num circuito exigentíssimo, quer técnica quer fisicamente, num país que é a referência
mundial do BTT. A motivação do grupo é forte, vamos tentar melhorar as performances obtidas até aqui”, afirma Pedro Vigário.

Programa dos portugueses
31 de Agosto: Treinos oficiais
1 de Setembro: Corrida de XCO para juniores (14h00)
2 de Setembro: Descidas cronometradas de DHI para elite e juniores (10h00-14h15); Corrida de XCO para sub-23 (16h00)
3 de Setembro: Corrida de XCO para elite (15h30)
4 de Setembro: Final de DHI juniores (10h30); Final de DHI elite (14h00)

Nota: Todas os horários dizem respeito à hora portuguesa


terça-feira, 30 de agosto de 2011

BTT Português nos Jogos Olímpicos 2012?

Num projecto de divulgação da modalidade e também de apoio a atletas surge o movimento Portugal BTT objectivo 2012, onde constam várias reportagens exclusivamente sobre BTT, divulgando o esforço e o caminho da conquista de pontos UCI por cada atleta envolvido nas várias competições. Estas reportagens mostram o objectivo do trabalho desenvolvido na soma dos pontos desejáveis de todos os atletas para Portugal se qualificar no ranking das nações e ter pela primeira vez pelo menos um atleta a competir na modalidade olímpica de XCO nos jogos olímpicos a realizar em 2012 em Londres. A mais recente segue no vídeo abaixo que inclui também reportagem sobre o encontro nacional de escolas de BTT realizado nos dias 23, 24 de Julho.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Trilhos de BTT em Valongo num dia de Agosto

Conforme prometido no final do Enduro à Nascente do Rio Leça, foi realizado um outro passeio do género, agora com banho completo, ou banhos... Podem ler a seguir a crónica desta aventura:

Fininho estava com grande vontade de andar de bicicleta, talvez farto de estar em casa na XBox, começou a enviar mensagens para todos os seus amigos da sua equipa da escola de ciclismo a combinar uma saída de bicicleta para o dia todo... Pediu-me também para os acompanhar e eu que até gosto destas coisas... :) O dia da minha folga do trabalho, 19 de Agosto foi ocupado para "aturar" quatro juvenis de 13 anos prontos a pedalar o dia todo... :)

Os amigos do Fininho que logo se disponibilizaram foi a repetente PBX, mais o Pedras e o Alex, este último um estreante nestas andanças.

O objectivo era ir até à aldeia dos avós do Pedras em Santa Comba Valongo, tomar um banho na ribeira que atravessa essa aldeia e regressar novamente de bicicleta.

Eram 9h30 e já estávamos a pedalar seguindo por estradas municipais e caminhos da Maia mais ou menos juntos às margens do Rio Leça até chegarmos a Alfena. No parque de lazer de São Lázaro vimos uns cavalos a andar no rio, o calor já era algum e para nós era o início da aventura de subir ao alto do Susão.

Susão é uma subida muito conhecida da comunidade betetista e que estes jovens sem uma única reclamação a fizeram com facilidade, mesmo o Alex a fez sem reclamar e com alegria tiramos a fotografia no ponto geodésico de Susão.

O Pedras era o mais activo e irreverante do grupo e isso refletia-se na condução... Bem, até a certa altura que arriscou uma velocidade demasiada forte para quem não conhece as ratoeiras do percurso e de repente viu-se aflito ao perceber que não via o trilho a certa altura num drop...

Tentou saltar da sua BTT, mas foi arrastado caindo juntamente com a bicicleta... Felizmente sem graves consequências com alguma "chapa" apenas riscada. Doeu-lhe mais a operação de limpeza e curativo que lhe fiz na altura (ando sempre com um estojo de primeiros socorros), com o jovem a pedir para parar e que ia a pé para casa se fosse preciso... :) (ver queda no vídeo).

Seguimos por um trilho que em tempos foi um single-track, mas agora pela acção dos jipes passou a ser um estradão, infelizmente para nós que gostamos dos single-track´s. O calor apertava mais, era quase 12h00 e estávamos sem água, pois gastamos toda a refrescar e a limpar as feridas do Pedras quando caiu, agora já mais calmo na condução mas sempre divertido e falador.

Mas a localidade de Campo estava perto e foi exactamente numa das muitas casas de almoços e petiscos existentes nesse local que nos refrescamos com refrigerantes, comemos sandes, bifanas, gelados, e até sopa, desfrutando da sombra fresca da esplanda do estabelecimento.

O calor estava de certeza bem acima dos 30 graus, mas a vontade de chegar para tomar um banho era enorme e retomamos o caminho novamente por terra desta vez meio perdidos por motivo do corte de antigos caminhos que eu e o meu filho Fininho conheciamos, pela nova auto estrada com o nome de CREP. Bem com todo o mal que estas obras fazem na altura até deu jeito aproveitar a sombra fresca de um dos viadutos da CREP, para esticarmos as costas deitados no chão... Quase que dava para adormecer se não fosse de vez enquando aparecer o barulho de um carro a passar... :)

Perto das 16h00 chegamos ao prometido banho na ribeira... Fácil de imaginar a satisfação com que ficamos e as brincadeiras que fizemos dentro da água.

Depois de nos fartarmos de tomar banho, de comer amoras, de estarmos bem molhados com todo o equipamento bem fresquinho, toca a rumar caminho dando a volta com passagem pelo local da Senhora do Salto. Um local lindíssimo infelizmente agora violado pela razão do progresso da civilização com uma enorme ponte de betão a passar por cima e com o rasgar do monte mais acima da ermida...

O pico da tarde com o calor rápidamente fez secar os nossos equipamentos, os caminhos eram fabulosos e sempre juntos os faziamos por fazes esperando uns pelos outros nas sombras das árvores. Mas chegados a Bustelo demos com uma uma fonte pública mas com a torneira fechada e sabesse lá porquê, o Pedras até trazia uma pequena chave de bocas com a medida certinha para abrir a torneira!... :)

Viva o Verão... Viva o calor... Viva o pó... Viva os equipamentos de ciclismo frescos e simples... Viva as fontes... Viva as ribeiras... Viva qualquer pocinha de água que quem gosta de tudo isto faz uma alegre festa de arromba... :)

Era necessário regressar e sugeri um caminho talvez mais longo mas sem subidas... Qual o quê!? Estes juvenis nem deram outra solução se não fosse subir pelo alto de Valongo. Mas, indaguei eu; - E o coitado do Alex que já está cansado? Responderam-me logo que com um empurranzinho todos fazíamos a subida sem dificuldade... E assim foi, comigo a pensar de quantos adultos precisavam de ver e aprender com estes jovens de como se faz um passeio de longa duração, onde acima de tudo conta o companheirismo, amizade e entre ajuda...

Já depois de passarmos o alto de Valongo encontramos um senhor a vender mel e os jovens não resistiram em comprar rebuçados de mel... :) O dia estava a acabar e eu não queria que cada um fosse embora sem passarmos por um momento de convívio final e com o acordo de todos em troca de eu pagar as bebidas estacionamos na esplanda do café do Parque Urbano de Moutidos já na Maia.

E o regresso fez-se com este dia de aventura a acabar às 19h30 em Leça do Balio com a promessa de fazermos mais outra saída de BTT brevemente.

Ver álbum de FOTOS no facebook, CLICAR AQUI.

A BICICLETA STANDARD (II) - AS RODAS


Continuamos por aquilo que é básico em qualquer bicicleta. Depois do quadro, as rodas.

Da nossa experiência as rodas devem aliar resiliência a baixo peso. Para além disso o sistema UST é incontornável para muitos quilómetros sem qualquer preocupação. Os sistemas de conversão (tipo No Tubes) ainda que "bem esgalhados" não garantem a fiabilidade indispensável.

Assim a escolha standard óbvia vai para as Mavic CrossMax SLR. Como alternativas viáveis poderíamos ter as Shimano XT ou XTR com graus de satisfação quase idênticos.

Assim  e em acumulado teremos:

Quadro: Ti rígido
Rodas: Mavic CrossMax SLR UST Disc

domingo, 21 de agosto de 2011

A BICICLETA STANDARD (I) - O QUADRO


Começamos aqui um conjunto de posts sobre a minha ideia de uma bicicleta standard.

Não se trata de escolher o melhor material mas a melhor relação preço / qualidade / durabilidade devidamente adequados a uma filosofia de BTT tal como a entendo.

Assim começemos pela peça estrutural básica, o quadro. Obviamente que a escolha recai sobre um rígido com a forma clássica de "duplo-triângulo" e no melhor material (já não o mais leve) que alia a resiliência à maleabilidade: o titânio.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

UMA MERA VOLTITA SERRANA - NO PAIN, NO GAIN!


Cacela Velha - Serra - Cacela Velha
17 de Agosto de 2011
50 kms.
1350 m de acumulado

Era para assim ser - uma mera voltita serrana.

Combinei com o Nuno Santos uma pequena volta de 50 kms. (se lerem alguns dos post anteriores sabem que, abaixo de 100, é um mero passeio).

Tratava-se de abordar a serra algarvia na zona de fronteira dos concelhos de Tavira e Castro Marim.

Aquilo que, à partida, seria apenas uma voltita serrana acabou por se tornar numa incursão épica. O calor, a aridez e o relevo implacáveis da serra algarvia encarregaram-se de conjurar nesse sentido. O meu litro e meio de água fresca pacientemente transportado às costas subida acima e que, em condições normais, chega e sobra esgotou-se em menos de nada e foi o cabo dos trabalhos para pedalar subidas desumanas debaixo de temperaturas inclementes com a boca seca. Valeram dois anjos da guarda numa aldeia perdida que nos dessedentaram. Acabei mesmo a puxar uma corda num furo artesiano que transportou até à superfície uma água fresquíssima que pôs fim às privações.

A vingança serviu-se sob a forma de umas magníficas ostras no final em Cacela Velha por nós bem mais valorizadas após esta odisseia serrana - no pain, no gain!

O MELHOR DO ALGARVE EM MEIA DÚZIA DE MILHAS


Refiro-me ao troço da Ecovia do Algarve que vai da Estação da Fuzeta a Tavira.

Se bem que não exigindo um esforço desmesurado e, por isso, estando ao alcance do comum dos mortais que saiba no mínimo equilibrar-se em cima de uma bicicleta, é um prazer para os sentidos.

Começa-se em zona de sapal bem pelo meio das salinas.

Prossegue-se pela zona da Torre d'Aires ao longo da Ria Formosa para nos internarmos numa zona típica de Barrocal com as casas, as chaminés típicas, as noras, os laranjais, as alfarrobeiras e as cigarras a cantarem tudo devidamente condimentado com um aroma a esteva que se impõe no ar.

pièce de résistance é a travessia de um ribeiro cristalino junto a Pedras d'el Rey (na foto).

Chegamos então a Tavira que é, sem dúvida, uma das cidades melhor preservadas do Algarve

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Aí está ele outra vez: Danny Macaskil - Industrial Revolutions

Já o tínhamos visto aqui, e também aqui... agora chega-nos mais um video filmado num cenário industrial:



Não cansa de nos surpreender, com imagens de manobras simplesmente espetaculares. Os seus videos são dos mais vistos no planeta: 12.5 Milhões de visualizações para o “Way back home” e quase 27 Milhões  de visualizações do “Inspired Bicycles”



Industrial Revolutions is the amazing new film from street trials riding star Danny Macaskill.


Industrial Revolutions sees Danny take his incredible bike skills into an industrial train yard and some derelict buildings.' Filmed in the beautiful Scottish countryside Danny Macaskill's latest film was directed by Stu Thomson (Cut Media/MTBcut) for Channel 4's documentary Concrete Circus.

sábado, 6 de agosto de 2011

Abertura de vagas para Escola Nacional de Pista



Estão abertas candidaturas para preenchimento de quatro vagas na Escola Nacional de Pista para o ano lectivo 2011/2012.

Informação da UVP-FPC, clicar AQUI para ler mais.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

SUBINDO O ALVIELA EM BTT (NO PRELO)


Amanhã subiremos o curso do Alviela desde a foz até aos Olhos de Água, Alcanena e regressaremos a Santarém pelo "caminho mais longo".

Serão 110 kms. de BTT com a beleza a competir com a dureza e a altimetria.

O report em breve, aqui...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Enduro à Nascente do Rio Leça

Album de fotos Clicar AQUI.



Férias de Verão para os jovens sem um pouco de aventura também não são verdadeiras férias.

Felizmente a bicicleta é um extraordinário objecto multiusos. Para quem pouco conhece a paixão pelo ciclismo pode ser estranho pensar de outro modo e provavelmente vê o ciclismo como um acto de sacrifício, de competição ou uma necessidade de transporte económico, ecológico como está agora na moda pensar nestas coisas... Os jovens da escola de ciclismo em férias provaram hoje mesmo que a bicicleta não é para eles só um equipamento de treino e competição... É e foi neste dia uma verdadeira amiga de grande aventura num enduro de BTT que durou o dia todo tendo-se feito no total 80 quilometros por estradas e caminhos que só mesmo a versatilidade de uma BTT permite. Num fim de época já sem competições os jovens estão bem preparados físicamente, estando de férias tem agora tempo de sobra para se divertirem sem horários de chegada a casa, só falta mesmo um empurrão para se combinar um bom programa de tempo livre com muita aventura. Assim pensei em algo simples sem necessidade de transporte com partida de BTT de Leça do Balio mas que tivesse algum interesse a nível de conhecimento cultural e com alguma aventura... E a escolha recaiu no ir de bicicleta em completa autonomia até à nascente do rio Leça e regressar no mesmo dia. Os protagonistas que estavam livres e se disponibilizaram logo foram a Mariana Pedrosa (Juvenil de 13 anos), João Santos(Fininho) (Juvenil de 13 anos) e Pedro Nogueira (cadete de 14 anos), e a equipa ficou completa depois comigo (Ferramentas). O programa foi simples, levar sandes água e todo o resto que estes jovens já sabem o que devem levar numa saída em autonomia e às 9h30 já estávamos a pedalar com grande vontade pelas estradas secundárias e alguns caminhos de terra em direcção ao Monte Córdova em Stº Tirso. Não pensem que foi sempre a pedalar sem paragens, pois o jovens não dispensaram o desafio de descerem um lanço de mais ou menos de 100 metros de escadas várias vezes, bem perto de S.Romão de Coronado... :) Retomou-se o caminho novamente agora em direcção à Camposa apanhando a EN 105. Em fila indiana esta estrada num instante se fez e cruzamo-nos com vários ciclistas em sentido contrário, um deles o nosso amigo Ivan Nascimento na sua bicicleta de estrada que vai sempre tão empenhado no seu treino que nem vê ninguém... As indicações de Monte Córdova-NªSª Assunção apareceram, toca a sair da EN 105 e começar a subir, com um Pedro Nogueira já a resmungar desde do início com o bom Sol, com as subidas de paralelo e a escolher os reguinhos de água feitos de cimento liso para circular com a sua BTT, mas a rejeitar qualquer tipo de ajuda, era agora que as mochilas com comida já custavam transportar. Sempre a subir passamos o local das Valinhas já bem perto das 11h30 e na EN319 seguimos em direcção de Santa Luzia, Hortal e Redundo a localidade mais próxima da nascente do Rio Leça e aí nesse local utilizou-se a orientação da "boca", ou seja "quem tem boca vai a Roma" e com indicações precisas de um jovem local encontramos a Nascente do Rio Leça às 12h15. Na nascente fiquei desiludido, pois estava completamente seca... Assim como todo o rio como tivemos oportunidade de constatar durante a descida, todo ele estava a meia água e nas cascatas perto das Valinhas nem sequer corria água, inviabilizando qualquer banho nas suas águas paradas...
Mas continuando a nossa aventura, foi hora de procurar água e um local para comer, com um Pedro Nogueira a não querer partilhar os seus ICE TY´s com o pessoal, fizemos de prepósito o início da descida com ele a resmungar para parar e comer, quando encontramos um fontanário demo-lhes um grande banho de água com ele a queixar-se que o telemóvel estava ficar molhado... :)
A Mariana recebeu nesta altura um nik-name, passou a ser a "PBX" tal é a quantidade de chamadas e sms que recebe no seu telemóvel... :D É uma miúda muito solicitada. :)Foi tempo de continuar a descida, e desta feita desde o início da nascente sempre por orientação de GPS por um trilho realizado pelo meu amigo Ximbra há uns anos atrás, e como devem imaginar aventura não faltou com os enganos e com alguns caminhos já cortados ou tapados com vegetação de tal modo que o coitado do Pedro Nogueira num desses momentos desapareceu literalmente por um rego de água depois de pisar uma vegetação seca... O engraçado é que eu e o Fininho já tinhamos passado pelo local e não nos aconteceu nada... Bem acabou por ficar a partir dali com mais um nik-name de o "Regos". :D



Na freguesia de Reguenga paramos num café local, e depressa vieram falar connosco, conhecemos o Sr. Rui Jorge de 46 anos, não sei como ele advinhou mas perguntou logo como estava a nascente do Rio Leça!?? Homem simples ficamos logo a saber que deu a volta a Portugal de bicicleta em 11 dias e o entusiasmo com que falava do ciclismo e das suas aventuras cativou-nos a todos num momento único de paixão pelo ciclismo já com mais um amigo a juntar-se à conversa também e imagine-se que conheciam alguns nossos amigos de Matosinhos e o Paulo Rodrigues (Patu), nosso patrocinador e amigo que ajuda a escola de ciclismo. Bom e para terminar num exemplo de que o ciclismo é mesmo popular nesse mesmo café estava lá o antigo ciclista Fernando Fernades que representou as principais equipas dos anos 80 ... !? A tarde ia passando mais ou menos com alguma subidinha e paragem para reconhecer o percurso e sempre com as cómicas reclamações do Pedro Nogueira... :) Chegados ao parque de lazer em Alfena foi, mais uma vez, aproveitada para uma pausa do gelado e de comer o lanche, com um estomago a reclamar perto das 17h00.
Continuamos sempre pela margens do Rio Leça com algumas paragens por locais antigos, pontes de pedra, azenhas em ruínas e com tristeza ficamos por ver estes locais que podiam ser lindíssimos se o rio não estivesse poluído e as construções fossem restauradas... Mas um momento também nos chamou a atenção depois de encontrarmos lagostins no Rio... ?!Leça do Balio num instante nos apareceu e já no mosteiro sem pressa em chegar bem perto das 19h00 sentamo-nos na sombra e fresca relva a conversar sobre esta aventura num momento único de amizade entre todos. Assim termino com um agradecimento aos jovens desta aventura provando que se apostarmos neles, podemos ter grandes companheiros e que fácilmente sem grande esforço e com muita brincadeira são grandes companhias em enduros como este... E já está para breve um futuro enduro mas este tem de ter banho completo, há que aproveitar o calor dos dias de Verão de Agosto.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

MoN - Arr - Evr, BTT, Património e Paisagem


30 de Julho de 2011 (dia de São Pedro Crisólogo)
Distância – 133 kms.
Acumulado vertical – 1900 metros
Participantes: PR, JC, CN e EN

Tinha tudo para dar certo e, de facto, assim foi. A ideia era ligar Montemor-o-Novo (MoN) a Arraiolos (Arr) edaí pela ecopista até Évora (Evr) e retornar a MoN.

A quilometragem seria elevada embora a altimetria nada fosse de especial (na sua relação com a quilometragem, bem entendido). Quanto ao resto – a paisagem e o património – havia a garantia absoluta de que seria um passeio de luxo, já para não falar do grupo constituído.

O início fez-se em direção ao castelo de MoN subindo pelas ruas da zona histórica, entrando pela porta da traição, percorrendo o pano norte interior  das muralhas e saindo pela entrada principal da fortaleza. Passando, de novo, o casco velho da histórica vila saímos pelo Convento da Visitação em direção ao campo e ao Alentejo real.
MoN - pano interior da muralha norte
Alternando sequeiro com regadio, a seara com o montado, cruzando um campo de milho e pastos, avistando vacas, ovelhas e uma vinha de alto gabarito, por meio de estradões, caminhos de pé posto e os incontornáveis portões alentejanos, abundantes, omnipresentes com tecnologias de abertura insondáveis, por vezes apenas compreensíveis para betetistas iniciados nestes ritos aparentemente complicados do “cerrar e descerrar” conservando o gado bem enclausurado atrás das cercas. Esta é uma marca cultural indelével do Alentejo. Poderemos pedalar noutros locais de Portugal com paisagens semelhantes mas em nenhuma outra região encontraremos estes portões e o ecletismo tecnológico que lhe está subjacente: arames, cordas, elásticos e tábuas manejados habilmente por mãos sábias e prontos para confundir os incautos.

Com alguns improvisos conseguimos chegar a Arr com uma subida fortíssima até ao seu castelo onde se vislumbra um panorama marcante de 360º com os campos magníficos cuja descrição atrás deixei. Seguiu-se uma descida urbana até ao centro da vila dos famosos tapetes e o voltar a constatar a mais-valia da renovação urbana que a bonita terra apresenta: ruas aprimoradas e sem trânsito, casas bem caiadas, tudo muito agradável a merecer uma paragem na praça central perante alguma curiosidade local.

Arr - Horizontes largos no castelo.
Seguimos para Evr. Se, até aqui, apesar de pouco se subir, as mudanças de piso e a transposição de portões condicionou, um pouco, o ritmo da progressão, agora era tempo de pedalar em grande estilo através da ecopista que liga a estação de Arr com a cidade de Evr. Foram vinte kms. percorridos a velocidade estonteante através do espaço canal da antiga ferrovia e, num ápice, alcançamos a cidade património mundial que, como não podia deixar de ser, foi percorrida de modo ciclo-turístico aproveitando o facto de uma mountain bike ser uma excelente forma de visitar uma cidade.

Evr - Pórtico da Sé Catedral
Começamos pelo antigo Colégio dos Jesuítas onde funciona a reitoria da Universidade, seguimos para a subida forte para a zona alta onde se concentram o templo romano, o Museu e a Sé Catedral que foram palco de um punhado de fotografias a preceito.

Depois foi percorrer as Praça do Sertório e do Giraldo e o restaurar as energias num botequim bem oculto numa rua lateral. Saímos então, sem o EN, para o terço final, o mais duro correspondente a ligar, de novo a MoN. Ainda em Evr uma paragem técnica no mercado junto a S. Francisco para reabastecer de água e seguimos em direção à Anta Grande do Zambujal em Valverde e seguimos, via Guadalupe, para o marcante alinhamento dos Almendres que é alcançado após uma constante subida de sete quilómetros.

Evr - Cromeleque dos Almendres
Volvidas as fotos da praxe a descida / ligação até ao Santuário Mariano da Boa-Fé (Bona Fide) coma sua igreja branca imaculada debruada a ocre. Este é um momento mágico com a luz forte do sol a incidir na sua fachada e a iluminar os espíritos de todos.

Após as Casas Novas internamo-nos em plena Serra de Monfurado. Espaço natural magnífico onde o montado é rei e onde é delicioso perdermo-nos pelos seus caminhos labirínticos procurando, a todo o transe, reencontrar uma direção que julgávamos perdida.

MoN - A imponência do sobro em Monfurado
Os quilómetros derradeiros, após Santiago de Escoural, são agora relativamente planos embora um arreliante furo (bloody Tubeless Ready) não tenha permitem uma deslocação tão rápida quanto teria sido possível. Os quilómetros finais foram pela ecopista que liga a Torre da Gadanha a MoN onde reentramos já ao lusco-fusco.

Mais uma excelente incursão. Aqui, sem dúvida que, quer o património, quer a paisagem rural, se constituíram como os fatores de elevada agradabilidade.

EL TRANSPYR

Una travesia en "monton bai" * desde el Mediterraneo hasta el Cantabrico...



* - espanhol para "mountain bike"

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

NOVO VIDEO DAS VIAS VERDES ESPANHOLAS

Mais um video ilustrativo do excelente projeto que são as "Vias Verdes" de Espanha.


Este vídeo es una de las acciones recogidas dentro del convenio que la Fundación de los Ferrocarriles Españoles y FEVE firmaron en 2010 con el objetivo de promocionar, favorecer el uso y dar a conocer las Vías Verdes que se asientan sobre las antiguas líneas de ferrocarril de esta empresa ferroviaria.


Las vías verdes sobre antiguos trazados de Feve suman en total 350 kilómetros de trayectos cicloturistas y senderistas repartidos por Asturias, Madrid, Cantabria, Castilla y León, Euskadi, La Rioja, Cataluña, Comunidad Valenciana y Andalucía.



sábado, 30 de julho de 2011

Ciclismo jovem - Encontro Nacional de Escolas de Ciclismo em Mangualde

Cerca de 400 jovens ciclistas distribuídos pelas categorias de: Benjamins, 6 a 8 anos, Iniciados 9 a 10 anos, Infantis 11 a 12 anos e Juvenis 13 a 14 anos, num exemplo de abnegação, esforço e empenho pedalaram no Encontro Nacional de Escolas de Ciclismo, realizado no fim de semana de 23 e 24 de Julho em Mangualde, nas vertentes do ciclismo de todo o terreno (BTT) e de Estrada que finaliza a época dos encontros de escolas de ciclismo a nível Nacional.


A participação no BTT foi composta por 16 equipas com 7 a concorrer com todas as quatro categorias. Nesta vertente o encontro ficou por este motivo muito valorizado com esta participação, comparado com o encontro da época passada realizado também em Mangualde, em que o numero de equipas foi de 8 e só 3 é que se apresentaram com todas as categorias. O Sul do País continua com maior representação nesta vertente do ciclismo.




Na vertente da estrada sempre com muita participação, contou com 26 equipas e 14 a concorrerem com as 4 categorias, relativamente ao ano passado houve um pequeno decréscimo no total das equipas só com menos uma equipa, e aumentou este ano de mais duas equipas com as quatro categorias.


A organização da UVP-FPC (Federação Portuguesa de Ciclismo) está de parabéns por ter contribuido para que este encontro fosse um sucesso, pelo aumento significativo na vertente do BTT, assim como os colaboradores, Câmara Municipal de Mangualde e o Dá Gás, Clube de Mangualde, que acolhem sempre com muita simpatia este enorme pelotão de jovens e respectivas caravanas de apoio e logistica.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

VOLTA A PORTUGAL?


Olhando para o mapa desta 73ª edição da Volta a Portugal a Bicicleta ficamos com a sensação de que não é, efetivamente, uma volta a Portugal já que decorre, quase por inteiro, a norte do Tejo.

A exceção é a última etapa que decorre entre Sintra e Lisboa.

Será razoável e admissivel que, uma Volta assim, seja designada de Volta a Portugal.

CALDAS DA RAINHA - LISBOA (JÁ NAS BANCAS)

Cruzeiro das Termas do Vimeiro

Domingo, 24 de Julho de 2011
140 kms.
2858 m. de ganho de elevação (Fugawi)
Photos by APRO

O desafio havia sido lançado: a ligação entre as Caldas da Rainha e Lisboa em BTT. Além de mim e do habitual JC, apenas o Nuno Santos se prontificou a acompanhar ainda que apenas até ao Vale da Guarda (Malveira) já que por questões logísticas tenha optado por regressar a Torres Vedras por estrada.

Esta não era, à partida, uma ligação fácil com uma quilometragem elevada e uma altimetria pesada a exigirem um apuro de forma razoável. Havia ainda o problema logístico que constitui sempre um quebra-cabeças quando o traçado é retilíneo e o ponto de início não coincide com o de chegada.

Os primeiros quilómetros "à vela".
Assim, a aposta na ligação ferroviária logo de início permitiu estar sem o peso do horário de comboio a pressionar (e que foi responsável pelo facto de não ter completado percurso idêntico anteriormente). Ao mesmo tempo, iríamos a favor do vento e, neste domingo, a nortada fez-se sentir de novo fortemente. O vento, já o sabemos, pode ser um problema para quem pedala mas, tê-lo como aliado numa incursão que se fez de N para S, é um fator de agradibilidade acrescido. De resto a média superior a 15 kms./h com tal altimetria é bem elucidativa.


E chegados às Caldas (após 2 horas num regional) os primeiros vinte kms. até ao Olho Marinho foram percorridos a um ritmo infernal. Pudera, eram planos e no túnel de vento...

O Cársico no Olho Marinho
Aí seguiu-se um percurso muito duro até se chegar às termas do Vimeiro com um sobe e desce constante por vales profundíssimos a criar o primeiro desgaste verdadeiro. Começa por se subir até ao planalto das Cesaredas. Entramos assim no concelho da Lourinhã e no distrito de Lisboa começando a fletir para a costa. Desce-se para Moledo, torna-se a subir até Nadrupe, descendo e subindo à Marteleira e a Santa Bárbara (na violenta subida nem deu para pensar em trovoadas).

Seguiu-se a Ventosa, a Fonte de Lima e a descida por troço da PR3 que é um percurso de antologia: rápido e técnico q.b. perante a satisfação generalizada para se rolar, depois, tranquilamente na estrada das termas que acompanha o troço final do Alcabrichel.

Final da descida do PR3
A partir daí e de novo a subir com uma descida para Ponte do Rol onde se restauraram algumas energias. Para subir de novo em direção a Freiria e à temível Serra de Chipre para mais com um engano que nos valeu uma subida extra a empurrar a bicicleta.


Na descida para o Vale da Guarda o cruzamento com um grupo de turistas americanas, devidamente capitaneadas por uma taxista de Mafra (a pé) e em demanda do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico. A desorientação era tal que uma delas, quando nos avistou, gritou "human beings!" (thank God).




No cruzamento do Vale da Guarda com a N8 despedimo-nos do Nuno e seguimos em direção à Malveira não sem antes ter se subir longa e lentamente o Jerumelo por um caminho insano. Aí chegados rapidamente chegamos à vila saloia da Malveira onde aproveitamos para restaurar energias num local fantástico.


Detalhe perto da Lourinhã.
Trata-se de um botequim, aparentemente normal mas que, além de aliar a qualidade ao baixo preço, possuía uma caraterística interessante: a respetiva proprietária funcionava qual oráculo de Delfos respondendo a todas as questões que iamos levantando. Era uma espécie de versão coscuvilheira do Google porque, diga-se em complemento, nem a senhora estava na nossa mesa, nem estávamos a falar com ela mas, apesar disso, as respostas sucediam-se em catadupa. No final ainda disse para voltarmos sem as bicicletas pois assim estavamos a comer muito puco por causa de subir o cabeço de Montachique (sim, ela até sabia que íamos subir Montachique). Notável!



O problema foi mesmo esse, subir Montachique depois de cruzar inferiormente a A8, naquele que foi, sem dúvida, o maior e derradeiro esforço do dia. A partir daí foi uma descida monumental desde aqueles altos até à várzea de Loures e que descida, meu Deus. A verdade é que já a merecíamos.

A terrível subida do Cabeço de Montachique.
Destaque ainda o palácio da Mitra no Tojal que é sempre um ex-libris a não perder. A partir daí foi circular ao lado do Trancão pelo já conhecido caminho do Tejo até ao Parque das Nações e daí até casa.

Para trás ficou uma incursão longa e dura mas que, curiosamente, se percorreu com elevada agradabilidade.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

CAUTELA !


Exultamos, os betetistas, por "um dos nossos" ter levado de vencida o "Tour" na sua edição 2011.

Ora, atendendo ao que tem sucedido em edições anteriores acho que deveria de mediar um mês entre a última etapa e a atribuição definitiva da vitória ao ciclista que chegou a Paris com a "amarela".

Assim e, por cautela, o "nosso" Cadel Evans é apenas "putativo vencedor" pelo menos até que cheguem os resultados definitivos das análises...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

CALDAS DA RAINHA - LISBOA (NO PRELO)


A proposta para o próximo domingo já foi tentada, anteriormente, a solo.

Porém, em virtude do condicionamento que representa o horário do comboio na linha do Oeste, apenas cheguei até ao Bombarral já que, ousar ir mais além, poderia significar ficar sem possibilidade de regresso.

Desta vez há que usar um expediente óbvio: rumar logo às Caldas da Rainha de comboio a partir de Lisboa e então, sem estar condicionado pela ferrovia e os seus caprichos horários.

Tal significa, porém, uma altimetria maior do que ligar de S para N. A quilometragem, essa, será superior aos 150 kms.

O relato virá mais tarde.