quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Escola de ciclismo dos BravusCuras

 Mais uma futura escola de ciclismo a ingressar para a próxima época (2012) no projecto escolas de ciclismo da UVP-FPC e a maior razão deste post é o meu envolvimento neste projecto. 
 Assim informo com muito gosto e satisfação que irei na próxima época desportiva, reforçar a equipa técnica de treinadores da equipa com nome previsto: 
ASC/BRAVUSCURAS/BIKEZONE.
 E exercer também como função acrescida e objectivo prioritário a coordenação da futura escola de ciclismo dos BravusCuras.

No processo deste convite quero agradecer desde já  aos responsáveis dos BravusCuras o sincero reconhecimento pelo meu trabalho anterior e a confiança depositada para esta função.

Fico satisfeito também por estar envolvido num projecto de desenvolvimento do ciclismo de longo prazo para o concelho de Vila de Conde com considerável impacto regional, nacional e internacional que me foi apresentado e que a seu tempo vai sendo mostrado à comunidade desportiva e público geral.
Reforçando o prestígio que esta equipa tem conquistado aos poucos e com sustentabilidade no ciclismo do todo o terreno.

Tentarei esforçar-me para estar à altura das expectativas, juntamente com os outros colegas da equipa técnica aproveitando as excelentes condições disponibilizadas na freguesia de Guilhabreu, que na minha opinião tem grande potêncial de espaços físicos para explorar, construir e desenvolver todo o tipo de ciclismo de forma segura e motivadora para treinadores e principalmente para atletas.

Vítor(abrasar)Santos

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

UCI BMX Supercross World Cup - London

No seguimento do post anterior, este vídeo mostra um campeonato do mundo com sensações muito próximas do que poderá ser a futura competição olímpica.

domingo, 16 de outubro de 2011

BMX Supercross - London - Olympic Park

A disciplina do ciclismo BMX supercross foi integrada nos jogos olímpicos pela primeira em 2008 realizados em Pequim. Actualmente já vibra a bom ritmo com provas UCI realizadas na pista especialmente construída no parque olímpico dos próximos jogos 2012.
Com uma rampa de lançamento de 8 metros de altura a pista tem a possibilidade de combinar duas pistas uma delas com um túnel. Um recinto montado com todas as infraestruturas necessárias para apoiar o trabalho dos profissionais assim como acomodar um total de 6 mil espectadores com uma visão completa e privilegiada de toda a pista como podem ver no último vídeo.
BMX uma modalidade em franco crescimento e cada vez mais popular em todo o mundo. Maris Strombergs da Letónia e Anne-Caroline Chausson da França, foram os pilotos que ganharam as medalhas de ouro nos últimos jogos.
Esquema virtual da pista

Apresentação dos trabalhos reais na pista e testes.


Uma competição...


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

ACTIVIDADE PARLAMENTAR EM PROL DA MOBILIDADE CICLÁVEL



Em http://videos.sapo.pt/Wy3YsTYba0eVt8OmBGZo o clip video da minha intervenção sobre o Projecto de Resolução 101/XII que "Recomenda ao Governo a promoção da mobilidade ciclável através de medidas práticas para garantir efectivas condições de circulação aos utilizadores de bicicleta" (http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=36513 ) 



Em Portugal, os inconvenientes da utilização imoderada do veículo motorizado revelam-se bastante pesados. Esta “cultura do automóvel” a par de inegáveis benefícios que trouxe à humanidade, tem hoje um custo de tal forma elevado que há cada vez mais pessoas a questionarem se não teremos levado demasiado longe a sua utilização.


É assim muito importante alterar comportamentos e promover formas de mobilidade alternativa mais eficazes em função das necessidades, que sejam ao mesmo tempo, mais saudáveis e ambientalmente mais sustentáveis, promovendo também a redução da enorme dependência do país em matéria de importação de combustíveis fósseis.


Nas pequenas distâncias a bicicleta pode, em muitos casos, substituir com vantagem o automóvel no que diz respeito a uma parte importante da mobilidade seja nas deslocações pendulares seja em quaisquer outro tipo de curtos trajectos.


Não negligenciáveis são, igualmente, os ganhos de saúde já que, a promoção da mobilidade ciclável, reduz indirectamente os encargos com o sistema de saúde pois o uso de bicicleta constitui uma actividade física inestimável que contribui para a melhoria da qualidade de vida, combate o sedentarismo e melhora a saúde dos seus utilizadores.


Mas, concomitantemente, para a promoção da bicicleta como meio de transporte quotidiano é condição sine qua non um reforço da segurança dos ciclistas já que, uma parte importante dos seus utilizadores potenciais, equaciona já a deslocação em bicicleta desde que estejam criadas as condições para tal.


Esta promoção necessita que sejam reforçadas regras que garantam condições de segurança para as deslocações, designadamente, pela introdução de alterações ao Código da Estrada que, à semelhança de legislações congéneres de outros Estados-Membros da União Europeia, garantam essa segurança no contexto rodoviário já que o Código da Estrada é manifestamente insuficiente a regular o papel da bicicleta na rede viária e, em alguns casos mesmo, atenta contra a segurança dos seus utilizadores.


Torna-se assim essencial sejam introduzidas medidas que permitam a acalmia do tráfego pelo abaixamento da velocidade dos veículos motorizados e pela imposição de regras de convivência entre veículos de diferentes pesos.


De igual modo a imposição de normas incompreensíveis como a obrigatoriedade de circular o mais próximo possível da berma ou a impossibilidade de circular a par atentam gravemente contra a segurança dos utilizadores de bicicleta.


Ou o que dizer da exclusão da bicicleta da regra geral da prioridade de passagem em cruzamentos e entroncamentos ao contrário do que acontece com todos os outros veículos?


Estes são apenas breves exemplos em como a legislação viária portuguesa se encontra fortemente desadequada e age como um factor de inibição no que à promoção da mobilidade ciclável diz respeito.


E, no entanto, nas nossas estradas e ruas, em situação utilitária, de lazer ou desportiva, a bicicleta conhece uma expansão imparável a bem do ambiente, da saúde e da qualidade de vida.


É pois tempo do Código da Estrada reconhecer e reflectir este facto incontornável.


Hoje a bicicleta reinventou-se e procura assumir, de pleno direito, o seu estatuto – a condição da uma máquina à escala humana que potencia a deslocação das pessoas e que Albert Einstein definiu como “a mais nobre das invenções humanas”.


Esta máquina do passado é hoje, cada vez mais, a máquina do futuro já que, a mesma pode constituir-se numa forma de nos redimirmos pelos erros ambientais do passado tal como bem resumiu o escritor britânico H. G. Wells ao afirmar: “quando eu vejo um adulto numa bicicleta deixo de ficar desesperado com o futuro da humanidade”.


Disse!

sábado, 1 de outubro de 2011

Um pneu que não fura

Eis o sonho de qualquer pessoa que ande de bicicleta. Embora deva confessar que a minha estatística nos últimos tempos, tem sido bastante favorável, eventualmente, mais cedo ou mais tarde, o pneu da nossa bicicleta irá se furar. Mas a Hutchinson lançou agora um novo pneu que promete algo revolucionário - não fura. Quer dizer, até pode furar, mas se tal suceder, não perde ar pois não tem nenhum:
Para substituir a câmara de ar, este pneu tem uma espécie tubo de espuma de alta densidade. Por enquanto apenas direcionado para estrada/cidade, este promete ser um produto com futuro, e ao qual vamos todos estar muito atentos. Embora já esteja a ser comercializado, a sua disponibilidade é ainda limitada. Como maior  desvantagens, terá o preço, e a dificuldade de montar e desmontar o pneu (é necessária uma ferramenta específica). O peso (800gr) é ligeiramente superior ao de um pneu equivalente + câmara de ar.
E para o promover, fizeram este video muito giro:

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Potenciómetro para ciclistas da LOOK e POLAR

A potência é a relação entre a força e a velocidade que um ciclista consegue transmitir à sua máquina, é um parâmetro que tem vindo a ser de difícil avaliação não só pelas variantes que os aparelhos existentes tem como são pouco práticos de serem utilizados. Parâmetros como os existentes nos ciclocomputadores mais simples e nos mais elaborados com frequência cardíaca, cadência de pedalada, gasto energético, são atualmente fáceis de serem recolhidos e registados dando grande ajuda na gestão do treino individualizado. Mas agora duas conhecidas marcas LOOK e POLAR juntaram-se num projecto que já passou da fase de protótipo e está atualmente em testes com provável lançamento no mercado no próximo ano 2012. É um aparelho de fácil utilização, fiável, leve, prático e com envio de dados para um pC e que reune todos os dados já existentes mais o valor da potência.

Vejam agora no vídeo, como funciona este inovador aparelho.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Fotografia de ciclismo desportivo

Há uns tempos na lista, o Pedro Roque publicou o link para um artigo da Foto Digital com o título Ciclismo: fotografar a 50km/hora.  Este remetia para um "webinário" (um seminário on-line), que aconteceu no passado dia 3 de Agosto, mas que pode agora ser visto aqui (requer registo gratuito). Focado especialmente no ciclismo de estrada, o fotografo belga Kristof Ramon fala da sua experiência e explica as técnicas utilizadas.


Mas vi hoje no Digital Photography Review, um artigo muito bom sobre fotografia de BTT. Simples, com alguns exemplos, vale a pena ver - para quem como eu, além de ser um entusiasta das bicicletas, também adora fotografia:

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Mondim Basto e BTT solitário...

Mondim de Basto para mim foi sempre uma referência para a prática do ciclismo e um sonho sempre adiado para praticar BTT. Já tinha subido o Monte Farinha de bicicleta mas pela estrada. De BTT, foi sempre um projecto adiado sempre com fortes razões para não o fazer. Toda aquela envolvência de várias montanhas me fazia suspirar para as fazer em BTT. A zona das Fisgas de Ermelo também era um local que gostaria de visitar através dos caminhos do todo o terreno...

No passado dia 2 de Setembro, parecia que finalmente estavam todas as condições reunidas para finalmente percorrer Mondim de Basto pelas serras circundantes passando pelas Fisgas de Ermelo a envolver toda a zona Sul e Nascente do Monte Farinha. O percurso estava mais do que estudado com grande ajuda do amigo Pedro Indy , um "expert" nestas coisas de descobrir percursos desde o tempo das cartas militares. A previsão do tempo era animadora, a companhia estava mais do que certa como costume com o meu filho e mais uns amigos para aproveitar as férias, e ainda mais um vizinho amigo...

Mas chegado o dia, tudo se modifica com um tempo de chuva intensa e com a desistência de todos para andar de bicicleta... Estava mais uma vez colocada forte razão para adiar o projecto...

Foi então que decidi que não podia adiar mais este meu sonho... Agarrei-me às coisas mais certas que tinha, a minha vontade, o percurso gravado no GPS, a minha bicicleta e o no carro para me transportar até Mondim de Basto. Apesar de não ser nada sensato praticar BTT sozinho e para o local em causa, arrisquei, e nem sequer levei comida confiando mais uma vez num local marcado no percurso com o nome de Tasca. Sabia que iria andar o dia todo pois o percurso tinha marcado 54kms, mas apenas me preocupei mais com os materiais para o caso de aparecer uma eventual avaria, kit de primeiros socorros, uma capa para a chuva e telemóvel bem carregado, além de avisar em casa por onde ia andar.

Cheguei a Mondim de Basto, com um tempo húmido e fusco com alguma chuva. Comecei a andar de bicicleta às 11h00 e logo uns metros depois todo o esplendor de um percurso pedestre se abre há minha frente para explorar, cativando-me todos os sentidos para "saborear" toda a envolvência da paisagem e património cultural antigo que se me apresentava fazendo-me parar várias vezes. Isto prometia, pensava eu, e ficou comprovado que assim foi conforme seguia o percurso.

Ainda estava no princípio do percurso e o mais incrível que me aconteceu foi já no estradão florestal a subir para as Fisgas de Ermelo... Admirado reconheci Medronheiros!!!... Montes de arvores de Medronho, carregadas de bons frutos, uma árvore que eu só imaginava haver em grandes quantidades no Algarve como os conheci quando lá vivi e muitos frutos e licor dos mesmos, comi e bebi!!!...

Impressionante os ter encontrado aqui assim também em grande quantidade e sem hesitar fui saborear os seus maduros frutos, bem limpos pela água da chuva e com moderação, pois para quem não sabe é um fruto que pode provocar algum teor de alcoolemia se for consumido em grandes quantidades. :)

Mas não acabou a minha admiração só com os medronhos, pois mais à frente encontrei boas castanhas, que me fizeram levar a carregar ao máximo o camelback para as levar... Bom de comida nutritiva já estava servido, a única desvantagem é que estava a carregar um peso extra de quase dois quilos... :)

Fui fazendo o caminho nas calmas sempre a subir, parando num ou noutro local para apreciar a paisagem e se não gosto de andar sozinho, verdade se diga que só assim se consegue estar à vontade para se fazer as paragens que se quiser sem o constrangimento de se sentir se os companheiros gostam ou não e sempre vamos ao nosso ritmo... Enfim estamos entregues a nós próprios sem qualquer tipo de reclamação para ouvir e assim cheguei às Fisgas de Ermelo.

Depois de apreciar o local voltei a subir e aos 722 metros de altitude, entrei literalmente dentro de uma nuvem húmida e com chuva, que me encharcou, não me esmorecendo contudo a minha vontade de continuar e a satisfação de estar naqueles caminhos, apesar de uma parte do caminho o ter de fazer com a bicicleta às costas e a subir bem.

A paisagem começou a ser diferente, a altitude mantinha-se entre os 800 metros e a ruralidade do local em simbiose com a serrania e o aproveitamento dela para as pastagens dos animais era evidente. Os caminhos sucediam-se agora mais estreitos e com grande traço de obra humana num passado muito longínquo era também evidente e agradável de descobrir.

A Aldeia de Bobal,

apresentou-se e era nesse local que estava marcado no GPS a Tasca e que afinal era uma excelente casa de pasto de nome Tasca, com petiscos para servir além de refeições tradicionais. Num primeiro contacto pensei que estava fechada, mas depois de abrir a porta de entrada o barulho animado lá dentro fez-se sentir e os sabores e cheiros de uma grande sande mista acompanhada com sopa a saber a carne, também os experimentei.

Satisfeito e com alguma pressa em regressar a pedalar, pois estava bastante molhado e não queria arrefecer, parti novamente seguindo o percurso. Estava no local mais afastado do Monte Farinha que se via do local assim como todas as pequenas aglomerações de granito em seu redor que eu de certeza tinha de atravessar, e parecia mesmo muita serra para se fazer... Mas felizmente o tempo melhorou com o Sol a descobrir e me ofereceu um cenário que não esperava encontrar.

Pois pensava que o resto do percurso seria pouco interessante, mas não. Os caminhos eram fabulosos de se fazer, um sobe e desce suave, uma flora muito diversificada com castanheiros, carvalhos, grandes pinheiros do tipo nordico e outro tipo de vegetação em autênticos bosques de um verde limpo e brilhante motivado pela chuva recente, dando quadros de imagens da flora fantásticos e que faria a delícia a qualquer fotografo... Eu tirei as fotos possíveis, tentando dar as imagens que possam descrever mais ou menos estas letras...


O Monte Farinha estava presente à minha frente, podia-o evitar, mas não, queria mesmo fazer mais um esforço e ir ao santuário da Senhora da Graça, equipado com uns grandes altifalantes que "davam" música tradicional que já vinha a ouvir a uma distância de 20 km... Eram as vésperas das festas da S. da Graça... E não dei por perdido o ter lá ido, pois deu perfeitamente para visualizar todo o percurso que fiz desde o princípio, assim como toda a paisagem em redor que é imensa.

De regresso e agora com poucos quilometros para fazer e sempre a descer, pensava eu que seria pela estrada, mas não... O percurso derivou por mais um percurso pedestre, muito bonito de se fazer e ainda deu para ver a curiosa Pedra Alta.


Cheguei a Mondim de Basto às 18h30, foram 7h30m a andar por estas serras e termino aqui está crónica de um BTT solitário por um percurso que considero agora "estupidamente belo", nada arrependido de seguir o meu sonho. Contudo aconselho a não o fazer sozinho como o fiz, não deixa de haver muitos locais completamente isolados com todos os perigos que a natureza de montanha nos pode reservar, assim como a existência de animais que nunca sabemos que comportamento podem ter, pois circulam livremente. Fica aqui assim este registo que espero agora brevemente voltar a fazer este ou outros percursos pelas terras de Basto...


Ver álbum completo de fotos, Clicar AQUI.

domingo, 4 de setembro de 2011

Raid das Marés na rota do Rio Leça

Realizou-se no passado dia 3 de Setembro em Matosinhos num ambiente descontraído e de muito convívio entre todos os participantes e organizadores (afinal eles também amigos e praticantes deste desporto) o Raid das Marés na rota do Rio Leça.

E assim neste ambiente foi dada a partida na Decathlon que era o ponto de encontro e partida, para mim um bocado despercebida, pois há muito tempo que já não participava nestes passeios e qualquer amigo que encontre como foi o caso é logo tempo ocupado com conversa animada e a ser colocada em dia.

Como ia descrevendo partimos todos, muitos com os olhos atentos aos GPS,sss, muitos também sem o aparelhinho, mas todos com alegria a progredir ao seu ritmo. Se a princípio vários grupos se juntavam e desencontravam-se a inaugurar os primeiros enganos na orientação, a verdade é que ninguém se chateava com a situação, aproveitando alguns até para brincar com os donos dos gpsss.

As localidades iam-se fazendo, para mim e para o meu companheiro e amigo João (Correntes) como o mesmo comentou eram as zonas dos nossos "quintais" das voltinhas de treinos ou simples passeios, como S.Brás em Matosinhos, Gemunde, S. Pedro de Aviso na Maia, Alvarelhos e Muro na Trofa. Nesta última localidade o largo de uma bonita capela foi escolhido pelos participantes para a primeira paragem técnica, (comer diga-se). Para mim uma oportunidade mais uma vez para tirar fotos e “roubar” também uma foto à fotógrafa de “serviço”.

Se tudo parecia perfeito o que estava a estragar era o tempo que nos prega com chuva e com os caminhos encharcados de lama, já por si chatos na minha opinião que prefiro o calor e suporto melhor o pó, contudo a provocar alguns acidentes engraçados e felizmente sem consequências graves lá para perto de Quereledo. Foi o que aconteceu ao jovem da foto abaixo que a tentar evitar a lama acabou por desaparecer completamente ao rebolar pela ribanceira abaixo ficando com as pernas mais altas do que a cabeça e a bicicleta a fazer companhia aos pés, todo o conjunto devidamente acomodado e seguro pelas silvas… A sorte mesmo e aqui se faz prova da norma de segurança no BTT, nunca sair sozinho, foi a minha ajuda e de outros amigos que prontamente tiramos o coitado do amigo daquela situação ainda com ar de espantado a tentar perceber como ficou naquela posição…:)

A separação dos percursos chegou e foi a vez de se fazer algumas despedidas de amigos que iam para os 90km. Eu e o amigo Correntes já tínhamos decidido fazer os 55km, afinal como concluímos foi o “quanto baste”, para fazer um bom passeio sem nos cansarmos muito e termos sempre tempo e sem stress para poder conviver com outros grupos… Bem e também para comer figos, tirar umas uvas americanas e quiçá experimentar já um vinho doce, ali para os lados de Vilar da Luz.

Finalmente o tempo começou a melhorar e chegamos ao Rio Leça, atravessando-o num local por onde nunca tinha passado, logo a seguir encontramos o incontornável parque de lazer S. Lázaro em Alfena, um sempre muito agradável local de paragem e de certeza já muito conhecido de todos os Betetistas da nossa região.

A partir daqui o percurso começou a fazer justiça ao nome de; “… na rota do Rio Leça.”, pois cruzamos um numero infindável de vezes este rio, não só através de pontes recentes, mas também em muitas mais pontes de pedra rústicas com enormes granitos, por vezes aliadas com antigos açudes e azenhas, umas mais pequenas e modestas mas outras com aspecto de autenticas e antigas industrias de moagem, principalmente já perto da Maia. Faz pensar como seria o tempo e toda a zona envolvente na época em que estas construções estavam a trabalhar, em termos de importância agrícola e que na minha opinião mediante estes registos antigos seria de uma enorme grandeza e importância difícil de acreditar hoje em dia que nos deparamos com estas nossas terras fortemente urbanizadas e… Infelizmente de costas voltadas para todo este património votado ao desprezo do abandono e que poderia ser aproveitado como uma forma de riqueza única, que neste tempo de globalização de culturas, marcam a diferença e a riqueza pela sua originalidade a cultura de um povo como o nosso…
Continuando, ficamos os dois admirados como agora andávamos tanto tempo sozinhos, mas não estávamos perdidos, pois por vezes encontrávamos pessoas que nos davam indicações por onde devíamos seguir, já habituadas a ver passar os primeiros participantes. Mas já bem perto do final em S.Cruz do Bispo na linha férrea encontramos mais um grupo amigo parado e que acabamos por chegar todos ao fim, no Pavilhão Municipal em Leça da Palmeira. Aqui na chegada como na partida a descontracção e o convívio foi igual.

Parabéns aos amigos do BTT N GPS, como a todos os grupos de BTT envolvidos neste projecto. Dou a minha opinião bastante positiva a este movimento que consegue juntar as mais valias de todos para assim fazer e organizar estes eventos de lazer a que chamam etapas, e que apesar de lazer oferecem provas de grande desafio físico para todos os gostos de todos os ciclistas do todo o terreno.

Ver álbum de fotos na Galeria, clicar aqui.

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Selecção Nacional de BTT no Campeonato do Mundo

Uma representação de dez atletas neste Campeonato do Mundo em Champery na Suíça que decorre nos dias 1 a 4 de Setembro, mostra que o BTT nacional está a tentar conquistar o seu lugar e importância no mundo do ciclismo. Grande mérito para o seleccionador Nacional Pedro Vigário, para o conjunto de jovens seleccionados não esquecendo também todos os restantes desta geração que de certa forma e com grande amadorismo de forma abnegada e grande paixão tem aumentado o nível competitivo do BTT, assim como entidades e clubes envolvidos no esforço conjunto de aumentar o nível de exigência aceitável para preparar os atletas para o mais alto nível de competição mundial, tendo como objectivo conquistar os pontos necessários para a nação conseguir ter representação nos jogos olímpicos de 2012 em Londres.

Foto de Maria João Gouveia

Maria João Gouveia, está no local a fazer a reportagem podem seguir os acontecimentos pela sua página no facebook Clicar AQUI.

Notícia da UVP-FPC:

A Selecção Nacional/Liberty Seguros participa, de 31 de Agosto a 4 de Setembro, no Campeonato do Mundo de BTT, que vai realizar-se em Champéry, Suíça. Portugal será representado por dez corredores, distribuídos pelas disciplinas de cross country olímpico (XCO) e de downhill (DHI).

O seleccionador nacional, Pedro Vigário, chamou para este importante compromisso seis corredores de XCO e quatro de DHI. Na disciplina principal do BTT, aquela que faz parte do programa dos Jogos Olímpicos, a formação lusa será representada pelos ciclistas de elite David Rosa (Swift/Carboom/Prototype) e Tiago Ferreira (BTT Seia), pelos sub-23 Mário Costa (ASC/Bravus Curas) e Ricardo Marinheiro (TX Active Bianchi) e pelos
juniores Gonçalo Amado (Team Bicivendas/ADS Maia) e Diogo Figueiredo (JUM Marinhas).

A equipa de DHI será composta por um trio de elite, Francisco Pardal (Movefree/Specialized), Emanuel Pombo e Daniel Pombo (Liberty Seguros/Specialized), e por um piloto júnior, Carlos Castro (Team Bike Zone).

“Vamos participar na melhor competição de BTT mundial, num circuito exigentíssimo, quer técnica quer fisicamente, num país que é a referência
mundial do BTT. A motivação do grupo é forte, vamos tentar melhorar as performances obtidas até aqui”, afirma Pedro Vigário.

Programa dos portugueses
31 de Agosto: Treinos oficiais
1 de Setembro: Corrida de XCO para juniores (14h00)
2 de Setembro: Descidas cronometradas de DHI para elite e juniores (10h00-14h15); Corrida de XCO para sub-23 (16h00)
3 de Setembro: Corrida de XCO para elite (15h30)
4 de Setembro: Final de DHI juniores (10h30); Final de DHI elite (14h00)

Nota: Todas os horários dizem respeito à hora portuguesa


terça-feira, 30 de agosto de 2011

BTT Português nos Jogos Olímpicos 2012?

Num projecto de divulgação da modalidade e também de apoio a atletas surge o movimento Portugal BTT objectivo 2012, onde constam várias reportagens exclusivamente sobre BTT, divulgando o esforço e o caminho da conquista de pontos UCI por cada atleta envolvido nas várias competições. Estas reportagens mostram o objectivo do trabalho desenvolvido na soma dos pontos desejáveis de todos os atletas para Portugal se qualificar no ranking das nações e ter pela primeira vez pelo menos um atleta a competir na modalidade olímpica de XCO nos jogos olímpicos a realizar em 2012 em Londres. A mais recente segue no vídeo abaixo que inclui também reportagem sobre o encontro nacional de escolas de BTT realizado nos dias 23, 24 de Julho.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Trilhos de BTT em Valongo num dia de Agosto

Conforme prometido no final do Enduro à Nascente do Rio Leça, foi realizado um outro passeio do género, agora com banho completo, ou banhos... Podem ler a seguir a crónica desta aventura:

Fininho estava com grande vontade de andar de bicicleta, talvez farto de estar em casa na XBox, começou a enviar mensagens para todos os seus amigos da sua equipa da escola de ciclismo a combinar uma saída de bicicleta para o dia todo... Pediu-me também para os acompanhar e eu que até gosto destas coisas... :) O dia da minha folga do trabalho, 19 de Agosto foi ocupado para "aturar" quatro juvenis de 13 anos prontos a pedalar o dia todo... :)

Os amigos do Fininho que logo se disponibilizaram foi a repetente PBX, mais o Pedras e o Alex, este último um estreante nestas andanças.

O objectivo era ir até à aldeia dos avós do Pedras em Santa Comba Valongo, tomar um banho na ribeira que atravessa essa aldeia e regressar novamente de bicicleta.

Eram 9h30 e já estávamos a pedalar seguindo por estradas municipais e caminhos da Maia mais ou menos juntos às margens do Rio Leça até chegarmos a Alfena. No parque de lazer de São Lázaro vimos uns cavalos a andar no rio, o calor já era algum e para nós era o início da aventura de subir ao alto do Susão.

Susão é uma subida muito conhecida da comunidade betetista e que estes jovens sem uma única reclamação a fizeram com facilidade, mesmo o Alex a fez sem reclamar e com alegria tiramos a fotografia no ponto geodésico de Susão.

O Pedras era o mais activo e irreverante do grupo e isso refletia-se na condução... Bem, até a certa altura que arriscou uma velocidade demasiada forte para quem não conhece as ratoeiras do percurso e de repente viu-se aflito ao perceber que não via o trilho a certa altura num drop...

Tentou saltar da sua BTT, mas foi arrastado caindo juntamente com a bicicleta... Felizmente sem graves consequências com alguma "chapa" apenas riscada. Doeu-lhe mais a operação de limpeza e curativo que lhe fiz na altura (ando sempre com um estojo de primeiros socorros), com o jovem a pedir para parar e que ia a pé para casa se fosse preciso... :) (ver queda no vídeo).

Seguimos por um trilho que em tempos foi um single-track, mas agora pela acção dos jipes passou a ser um estradão, infelizmente para nós que gostamos dos single-track´s. O calor apertava mais, era quase 12h00 e estávamos sem água, pois gastamos toda a refrescar e a limpar as feridas do Pedras quando caiu, agora já mais calmo na condução mas sempre divertido e falador.

Mas a localidade de Campo estava perto e foi exactamente numa das muitas casas de almoços e petiscos existentes nesse local que nos refrescamos com refrigerantes, comemos sandes, bifanas, gelados, e até sopa, desfrutando da sombra fresca da esplanda do estabelecimento.

O calor estava de certeza bem acima dos 30 graus, mas a vontade de chegar para tomar um banho era enorme e retomamos o caminho novamente por terra desta vez meio perdidos por motivo do corte de antigos caminhos que eu e o meu filho Fininho conheciamos, pela nova auto estrada com o nome de CREP. Bem com todo o mal que estas obras fazem na altura até deu jeito aproveitar a sombra fresca de um dos viadutos da CREP, para esticarmos as costas deitados no chão... Quase que dava para adormecer se não fosse de vez enquando aparecer o barulho de um carro a passar... :)

Perto das 16h00 chegamos ao prometido banho na ribeira... Fácil de imaginar a satisfação com que ficamos e as brincadeiras que fizemos dentro da água.

Depois de nos fartarmos de tomar banho, de comer amoras, de estarmos bem molhados com todo o equipamento bem fresquinho, toca a rumar caminho dando a volta com passagem pelo local da Senhora do Salto. Um local lindíssimo infelizmente agora violado pela razão do progresso da civilização com uma enorme ponte de betão a passar por cima e com o rasgar do monte mais acima da ermida...

O pico da tarde com o calor rápidamente fez secar os nossos equipamentos, os caminhos eram fabulosos e sempre juntos os faziamos por fazes esperando uns pelos outros nas sombras das árvores. Mas chegados a Bustelo demos com uma uma fonte pública mas com a torneira fechada e sabesse lá porquê, o Pedras até trazia uma pequena chave de bocas com a medida certinha para abrir a torneira!... :)

Viva o Verão... Viva o calor... Viva o pó... Viva os equipamentos de ciclismo frescos e simples... Viva as fontes... Viva as ribeiras... Viva qualquer pocinha de água que quem gosta de tudo isto faz uma alegre festa de arromba... :)

Era necessário regressar e sugeri um caminho talvez mais longo mas sem subidas... Qual o quê!? Estes juvenis nem deram outra solução se não fosse subir pelo alto de Valongo. Mas, indaguei eu; - E o coitado do Alex que já está cansado? Responderam-me logo que com um empurranzinho todos fazíamos a subida sem dificuldade... E assim foi, comigo a pensar de quantos adultos precisavam de ver e aprender com estes jovens de como se faz um passeio de longa duração, onde acima de tudo conta o companheirismo, amizade e entre ajuda...

Já depois de passarmos o alto de Valongo encontramos um senhor a vender mel e os jovens não resistiram em comprar rebuçados de mel... :) O dia estava a acabar e eu não queria que cada um fosse embora sem passarmos por um momento de convívio final e com o acordo de todos em troca de eu pagar as bebidas estacionamos na esplanda do café do Parque Urbano de Moutidos já na Maia.

E o regresso fez-se com este dia de aventura a acabar às 19h30 em Leça do Balio com a promessa de fazermos mais outra saída de BTT brevemente.

Ver álbum de FOTOS no facebook, CLICAR AQUI.

A BICICLETA STANDARD (II) - AS RODAS


Continuamos por aquilo que é básico em qualquer bicicleta. Depois do quadro, as rodas.

Da nossa experiência as rodas devem aliar resiliência a baixo peso. Para além disso o sistema UST é incontornável para muitos quilómetros sem qualquer preocupação. Os sistemas de conversão (tipo No Tubes) ainda que "bem esgalhados" não garantem a fiabilidade indispensável.

Assim a escolha standard óbvia vai para as Mavic CrossMax SLR. Como alternativas viáveis poderíamos ter as Shimano XT ou XTR com graus de satisfação quase idênticos.

Assim  e em acumulado teremos:

Quadro: Ti rígido
Rodas: Mavic CrossMax SLR UST Disc

domingo, 21 de agosto de 2011

A BICICLETA STANDARD (I) - O QUADRO


Começamos aqui um conjunto de posts sobre a minha ideia de uma bicicleta standard.

Não se trata de escolher o melhor material mas a melhor relação preço / qualidade / durabilidade devidamente adequados a uma filosofia de BTT tal como a entendo.

Assim começemos pela peça estrutural básica, o quadro. Obviamente que a escolha recai sobre um rígido com a forma clássica de "duplo-triângulo" e no melhor material (já não o mais leve) que alia a resiliência à maleabilidade: o titânio.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

UMA MERA VOLTITA SERRANA - NO PAIN, NO GAIN!


Cacela Velha - Serra - Cacela Velha
17 de Agosto de 2011
50 kms.
1350 m de acumulado

Era para assim ser - uma mera voltita serrana.

Combinei com o Nuno Santos uma pequena volta de 50 kms. (se lerem alguns dos post anteriores sabem que, abaixo de 100, é um mero passeio).

Tratava-se de abordar a serra algarvia na zona de fronteira dos concelhos de Tavira e Castro Marim.

Aquilo que, à partida, seria apenas uma voltita serrana acabou por se tornar numa incursão épica. O calor, a aridez e o relevo implacáveis da serra algarvia encarregaram-se de conjurar nesse sentido. O meu litro e meio de água fresca pacientemente transportado às costas subida acima e que, em condições normais, chega e sobra esgotou-se em menos de nada e foi o cabo dos trabalhos para pedalar subidas desumanas debaixo de temperaturas inclementes com a boca seca. Valeram dois anjos da guarda numa aldeia perdida que nos dessedentaram. Acabei mesmo a puxar uma corda num furo artesiano que transportou até à superfície uma água fresquíssima que pôs fim às privações.

A vingança serviu-se sob a forma de umas magníficas ostras no final em Cacela Velha por nós bem mais valorizadas após esta odisseia serrana - no pain, no gain!

O MELHOR DO ALGARVE EM MEIA DÚZIA DE MILHAS


Refiro-me ao troço da Ecovia do Algarve que vai da Estação da Fuzeta a Tavira.

Se bem que não exigindo um esforço desmesurado e, por isso, estando ao alcance do comum dos mortais que saiba no mínimo equilibrar-se em cima de uma bicicleta, é um prazer para os sentidos.

Começa-se em zona de sapal bem pelo meio das salinas.

Prossegue-se pela zona da Torre d'Aires ao longo da Ria Formosa para nos internarmos numa zona típica de Barrocal com as casas, as chaminés típicas, as noras, os laranjais, as alfarrobeiras e as cigarras a cantarem tudo devidamente condimentado com um aroma a esteva que se impõe no ar.

pièce de résistance é a travessia de um ribeiro cristalino junto a Pedras d'el Rey (na foto).

Chegamos então a Tavira que é, sem dúvida, uma das cidades melhor preservadas do Algarve

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Aí está ele outra vez: Danny Macaskil - Industrial Revolutions

Já o tínhamos visto aqui, e também aqui... agora chega-nos mais um video filmado num cenário industrial:



Não cansa de nos surpreender, com imagens de manobras simplesmente espetaculares. Os seus videos são dos mais vistos no planeta: 12.5 Milhões de visualizações para o “Way back home” e quase 27 Milhões  de visualizações do “Inspired Bicycles”



Industrial Revolutions is the amazing new film from street trials riding star Danny Macaskill.


Industrial Revolutions sees Danny take his incredible bike skills into an industrial train yard and some derelict buildings.' Filmed in the beautiful Scottish countryside Danny Macaskill's latest film was directed by Stu Thomson (Cut Media/MTBcut) for Channel 4's documentary Concrete Circus.

sábado, 6 de agosto de 2011

Abertura de vagas para Escola Nacional de Pista



Estão abertas candidaturas para preenchimento de quatro vagas na Escola Nacional de Pista para o ano lectivo 2011/2012.

Informação da UVP-FPC, clicar AQUI para ler mais.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

SUBINDO O ALVIELA EM BTT (NO PRELO)


Amanhã subiremos o curso do Alviela desde a foz até aos Olhos de Água, Alcanena e regressaremos a Santarém pelo "caminho mais longo".

Serão 110 kms. de BTT com a beleza a competir com a dureza e a altimetria.

O report em breve, aqui...