terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

EM TORNO DO MONTE DA LUA - CLÁSSICA E ÉPICA


Os números são impressivos: para pouco mais de 70 kms. de extensão uma ascensão total de 2164 metros.

Estamos a falar de um circuito pelo concelho de Sintra (com uma passagem episódica pela parte setentrional de Cascais de cerca de 1 km.) com uma abordagem por poente à Serra de Sintra que incluiu uma subida extensa e fortíssima desde a praia da Adraga até à Peninha (kms. 42 a 54).

De resto um passeio duro mas muito agradável pelo Parque Natural de Sintra-Cascais que, muito embora tendo sido efetuado pela primeira vez em formato de circuito, tem todas as condições para se tornar num clássico: S. Pedro, Sintra, Várzea, São João das Lampas, Magoito, Azenhas do Mar, Praia Grande, Adraga, Azóia, Peninha, S. Pedro...

Paisagens deslumbrantes e arrebatadoras especialmente as da costa atlântica transformaram esta em mais uma incursão épica ainda que apenas completada por dois ciclistas: eu e o JC...

Veja-se

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O Centro de BTT da Batalha – Pia do Urso




O Centro de BTT da Batalha – Pia do Urso é constituído por um edifício dotado de balneários, instalações sanitárias, área informativa e uma zona para lavagens e pequenas reparações das bicicletas. Dispõem de uma rede de trilhos cicláveis e devidamente sinalizados num total de 265 Km, divididos em quatro níveis de dificuldade.

Sendo o primeiro Centro de BTT do país homologado pela UVP/Federação Portuguesa de Ciclismo, esta infraestrutura turística e desportiva é dirigida aos praticantes do BTT, independentemente da sua condição física e técnica, sendo de utilização gratuita, à excepção dos banhos e das lavagens das bicicletas.

Para a utilização destas áreas, os visitantes do Centro de BTT devem adquirir as respectivas fichas no Centro de Acolhimento e Interpretação da Pia do Urso, no "Bar da Pia" ou no Restaurante "Piadussa", localizados na Aldeia da Pia do Urso, onde está localizado o Centro de BTT. Os equipamentos em causa não aceitam moedas.

A rede de percursos do Centro de BTT é extensa e faz jus à qualidade, reconhecida a nível nacional, dos inúmeros singletracks, caminhos rurais, zonas técnicas e paisagens de grande beleza - algumas das quais protegidas ambientalmente - que caracterizam o território da Estremadura.

Os percursos do Centro de BTT percorrem os Concelhos da Batalha, Porto de Mós e Leiria.

Para um conhecimento prévio sobre o Centro de BTT da Batalha – Pia do Urso, sugerimos uma leitura atenta das informações prestadas nesta página ou, em alternativa, no folheto oficial do Centro, a disponibilizar aqui oportunamente.

Para além do BTT, o Concelho da Batalha oferece ainda excelentes condições para a prática do Pedestrianismo e da Escalada, aliando a esta oferta uma interessante lista de património natural e construído classificado. Do EcoParque Sensorial da Pia do Urso, às Grutas da Moeda, do Mosteiro de Santa Maria da Vitória ao Museu da Comunidade Concelhia, dos inúmeros eventos que decorrem todo o ano no Concelho, são múltiplos os motivos de interesse para nos visitar.

Aguardamos por si.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PARLAMENTO APROVA RESOLUÇÃO SOBRE A MOBILIDADE CICÁVEL


Está publicada em Diário da República a Resolução da Assembleia da República n.º 14/2012 que recomenda ao Governo a promoção da mobilidade sustentável com recurso aos modos suaves de transporte, nomeadamente através de medidas práticas que garantam efetivas condições de circulação aos seus utilizadores e o reforço da sua segurança.

Estando o Governo a ultimar a revisão do Código da Estrada é importante que, o Parlamento, possa reforçar a importância da mobilidade suave, designadamente a ciclável.

É importante referir o largo consenso da votação desta resolução que apenas contou com a estranha abstenção do PCP.

Da minha parte, que estive no âmago da decisão e representei o meu GP no Grupo de Trabalho que produziu o texto final, fica a sensação do dever cumprido e de que estamos à beira de um sonho de todos os ciclistas: o de serem reconhecidos num Código da Estrada respeitador da sua especificidade.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

ALGARVIANA "AVANT LA LETTRE"...



Fui ao baú e recuperei um texto que escrevi em Dezembro de 2003 a propósito de uma travessia longitudinal do Algarve organizada pelo João Marques, de Loulé.


Ainda antes de haver a "Via Algarviana" e em três dias que é para gente "não piegas"! ...

INTRODUÇÃO


Foi um excelente modo de passar um fim de semana prolongado. A
proposta era aliciante: atravessar longitudinalmente o Algarve
ligando Alcoutim ao Cabo de São Vicente. O desafio era tanto mais
tentador se tivermos em conta que nesta altura do ano o pôr do sol
acontece por volta das 17:15 pelo que o andamento tinha de ser vivo
e intenso.

O grupo acabou por ser restrito e limitado, inicialmente, a nove
elementos devidamente enquadrados pelos dois guias ou seja, onze
criaturas a pedalar no total sendo de registar duas desistências.

1.ª ETAPA ALCOUTIM-ALTE, 115 KMS. – 29NOV03
Arrancámos da praia fluvial de Alcoutim. A primeira subida, entre
esta vila e a EN 122, acabou por revelar-se violenta mas a frescura
inicial permitiu levá-la de vencida sem problemas. Depois foi rolar
em planalto até Giões e daí até Martinlongo, zona do primeiro
reabastecimento.

Prosseguiu-se descendo até à famosa ribeira do Vascão, a linha que
separa o Algarve do Alentejo e que marcou a fronteira dos 50 kms. Lá
fomos pela sua margem, primeiro montados, depois empurrando o
velocípede por algumas centenas de metros pela a margem alentejana
para se voltar a reentrar no Algarve a pedalar passando por uma
estupenda ponte com cerca de um metro de largura e sem guardas
laterais

A partir daí fomos subindo a ribeira até nos internarmos na Serra do
Caldeirão e chegámos ao cruzamento com a famosa EN2 onde se efectuou
o segundo reabastecimento. Confesso que aí comecei a ficar algo
preocupado: faltavam 35 kms. até ao final em Alte e já passavam das
16:00. Adivinhava-se pois extrema dureza pela frente.

Lá seguimos subindo junto ao Vascão e começa o famoso "rompe -
pernas". Confesso que foi muito complicado gerir estas subidas
curtas e íngremes e procurei desmultiplicar tudo o que me era
possível na tentativa de reduzir o esforço mas as "paredes" iam
sucedendo-se uma atrás das outras com descidas vertiginosas de
permeio para complicar.

A dada altura a noite cai implacável. Restou seguir por estrada os
cerca de quinze quilómetros finais. Se começámos alegremente por
descer durante mil e quinhentos metros uma pendente de 10% tivemos,
logo de seguida, auxiliados pelos faróis do jipe de subir idêntica
distância e pendente.

Descemos e alcançamos finalmente Salir, mas ainda havia que vencer a
dezena de quilómetros final até Alte pondo um ritmo diabólico bem no
limite do suportável. Aí chegados ainda temos de subir mais dois
quilómetros até ao Hotel que ficáva lá bem no topo e, uma vez aí
chegados, vencer a sua incrível rampa.

Quando parei nem queria bem acreditar que tinha terminado aqueles
115 kms. de uma dureza indescritível. Esta cândida felicidade
inicial foi substituída pela preocupação de saber que no dia
seguinte idêntica distância nos esperava até ao Rogil.

2.ª ETAPA - ALTE – ROGIL, 110 kms. (30NOV03)
Lá partimos, "cantando e rindo", por uma bonita zona de Barrocal por
entre pomares e citrinos numa paisagem tipicamente algarvia, após a
qual transpusemos a A2 e, alguns quilómetros volvidos, alcançámos o
IC1, que acompanhámos durante um par de quilómetros num caminho
paralelo pelo seu lado nascente após o qual cruzámos essa via e,
logo após, a ferrovia (linha do Sul).

Ficámos uns instantes em cima dos carris fazendo algum do humor
negro tradicional nestas ocasiões mas fomos surpreendidos pelo agudo
silvo de uma locomotiva diesel. Tempo de sair lá de cima,
rapidamente, não fosse termos de indemnizar a CP por danos no seu
material circulante...

Alcançámos o Arade e a barragem do Funcho que acompanhamos por
alguns quilómetros até nos envolvermos com a Serra, num percurso de
Sul para Norte, primeiramente, e depois para poente, num novo e
desconcertante "sobe e desce".

Aqui, nesta zona a norte de Silves, encontramos o resultado de um
Verão quente, já que entrámos em plena zona de incêndios e onde deu
para constatar algo de curioso: todo o eucalipto tinha ardido mas,
salvo algumas excepções, as espécies mediterrânicas estavam intactas
ou em bom estado designadamente os sobreiros, as azinheiras, as
oliveiras ou as alfarrobeiras.

Começam então as grandes ascensões, a primeira das quais durante
quase 3 quilómetros e que nos levou dos 70 aos mais de 350 metros.

Constato alegremente que num percurso sempre ascendente consigo
manter a pulsação elevada mas estável e imprimir um ritmo
interessante sentindo-me em boas condições, muito melhor que no
ritmo "sobe e desce".

Durante alguns quilómetros acompanhamos, a uma cota elevada, o curso
da Ribeira de Odelouca num cenário incrivelmente belo, do mais
bonito que vi durante a travessia. Foi então tempo de descer, de
novo, e muito fortemente até uma cota baixa aproveitando uma estrada
de asfalto sempre a direito.

Transpomos a ribeira e recomeçamos a subir a serra. Atingido o topo
deparamos com medronheiros com os respectivos frutos no ponto ideal
de maturação e que nos obrigaram a fazer uma agradável pausa
degustativa ao mesmo tempo que, por alguns minutos, estiava
agradavelmente dando um ar verdadeiramente mediterrânico ao cenário
serrano.

Tinhamos agora novo vale a transpor e a povoação de Alferce do outro
lado e as tão prometidas sanduiches de presunto esperando. Repostas
as forças lá vamos em direcção a Monchique agora com a chuva por
companhia. A zona de Monchique é muito diferente daquilo que se pode
considerar o tradicional Algarve serrano. Muito verde e muita água e
a poder ser considerada como a Sintra algarvia.

Começa então a ascensão à Fóia, o ponto mais alto do Algarve, sempre
debaixo de chuva cada vez mais intensa. O ataque é feito pela
encosta sul e revela-se um trabalho árduo mas que todos levaram de
vencida.

O topo, aos 910 metros, é alcançado debaixo de uma tempestade de
vento, nevoeiro e chuva intensos e em que o panorama que se avistava
se resumia a uns míseros metros por diante.

Tempo de descer por norte, na direcção do Selão. Foram quilómetros e
quilómetros de divertimento feitos de forma muito rápida pelo meio
de eucaliptais invariavelmente queimados.

Chegámos ao Selão já a anoitecer e seguimos pela EN501 de forma
muito rápida durante vários quilómetros. Após o final da estrada e
já em plena noite, é solicitado um esforço adicional: uma rampa
indecentemente inclinada já perto de Maria Vinagre e vencida a muito
custo já com mais de 100 kms. nas pernas.

Foi mesmo a última dificuldade do dia e poucos quilómetros após
alcançámos o Rogil e o descanso merecido.

3.ª ETAPA – ROGIL – CABO DE SÃO VICENTE, 67 kms. (01DEZ03)
Quer pela distância, quer pela altimetria, quer ainda pelo facto de
ser a derradeira, esta poderia ser considerada como a etapa de
consagração. Os factos demonstraram que assim foi.

Ainda assim este foi o dia em que os elementos naturais mais se
uniram contra os ciclistas: a temperatura baixou, o vento soprou em
rajada e a chuva, sob a forma de aguaceiro forte, abateram-se sobre
nós impiedosamente mas que mereceram, da nossa parte, um salutar e
olímpico desprezo. Nada, nem ninguém, nos faria demover do nosso
intento de alcançar o Cabo que ostenta o nome do padroeiro de Lisboa.

Após umas afinações iniciais (sobretudo ao nível dos travões já que
as fortes descidas do dia anterior, aliadas ao terreno molhado,
haviam provocado alguns estragos a este nível) lá partimos em
direcção à vila de Aljezur.

Chegados a esta histórica povoação foi tempo de nos embrenharmos
pelas ruelas históricas ascendendo ao castelo. É uma tarefa árdua já
que a pendente é muito elevada transformando as vielas de mau piso
em autênticas rampas, bem inclinadas.

Seguimos para sul e, já em pleno Parque Natural do Sudoeste
Alentejano e Costa Vicentina, rolámos de forma muito rápida pelos
estradões que cruzam os pinhais e eucaliptais e, num abrir e fechar
de olhos, alcançamos a várzea da ribeira da Bordeira tendo como
companhia, a nascente, a incrível serra de Espinhaço de Cão.

A seguir à Bordeira seguimos para a Carrapateira onde divergimos
para poente para os estradões que seguem já junto à costa. Parámos
numa falésia junto ao mar num dos raros momentos de sol da jornada
numa zona de incrível beleza: a costa vicentina no seu máximo
esplendor!

Alcançada a Praia do Amado aproveitámos para reabastecer as nossas
energias. A ideia era seguir, "à mão" pela praia. Numa breve análise
calculei que fosse possível pedalar pela praia já que estava baixa-
mar. Aproveitei a descida e consegui pôr-me junto à linha de água,
onde a areia é mais firme e por ali seguimos naquele que foi um dos
mais interessantes momentos da travessia.

Tarefa difícil foi a de transpor a duna e subir a falésia, que
embora fosse ciclável, tinha uma pendente incrível e um piso
terrivelmente solto. Foi um daqueles momentos mágicos do BTT em que
se olha para trás e se constata que, em cerca de 2000 metros se
ascendem dos 4 aos quase 300 metros! A vista era, por seu turno,
deslumbrante.

Retomamos a estrada para, por ela nos, deslocarmos velozmente até
Vila do Bispo. O sabor a final já estava no ar. Tomámos uns
estradões por uma espécie de estepe e debaixo de um autêntico
dilúvio, até ao Cabo de São Vicente que alcançámos após 67
quilómetros e pelas 14:00.

Era o final da travessia, 292 duros quilómetros após abandonarmos
Alcoutim! O sabor a vitória e a dever cumprido pairava no ar aliada
à enorme sensação de alívio.

EPÍLOGO
Nunca duvidei que conseguisse mas foi mais duro do que pensei
inicialmente. Por manifesta falta de tempo, não efectuei nenhuma
preparação específica para esta travessia.

Por causa da luz do dia disponível nesta altura do ano o ritmo
imposto foi forte e o grau de exigência física foi elevado. Por
outro lado os perfis de tipo "sobe e desce" são terríveis para
manter um ritmo constante. Pessoalmente prefiro ascensões
inequívocas e demoradas são mais facilmente geríveis em termos
físicos.

De resto as duas baixas aliadas a alguns recursos ao jipe de apoio
por parte de alguns elementos na segunda, mas sobretudo na primeira
etapa estão aí para o provarem. O final do primeiro dia foi mesmo o
pior de todos, sobretudo se tivermos em conta que ainda restavam
mais dois pela frente.

Felicito todos os que, comigo, partilharam aqueles, afinal, breves
momentos de eternidade!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

De pequenino se torce o pepino!



12 year old Matty Turner loves his bike and we went out riding the streets with his Dad and Brother in Reading, Berkshire and had some great fun capturing these clips. Matty is incredible to shoot with as it normally only takes one take to get the line he wants done.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Habeas Corpus !



O exercício físico tem inúmeras vantagens.

De facto é fundamental sentir-mo-nos bem com e no nosso corpo pela aplicação de formas de condicionamento físico na busca da saúde, do ócio, aptidão física e da saúde.

Todavia, quase 60% dos portugueses continuam "imunes" a este vício da cultura física. A fatura virá mais tarde sob a forma de uma saúde débil, morbilidade e padecimento.

Pessoalmente entendo o exercício físico como um componente indissociável do bem-estar e da qualidade de vida.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

AS 10 coisas que aprendi sobre BTT


10 Things I have learned about Mountainbiking from Filme von Draussen on Vimeo.
Head wind is an inspiring phenomenon: Every time I come home from riding the mountains, my mind is full of new impressions. This short film sums up some of the simple yet complex insights that struck me while riding my mountainbike.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

LISBOA - BADAJOZ - OS VÍDEOS

Num excelente trabalho de captura de imagens, edição e realização do Sérgio Duarte...

First Stage:





Second Stage:




Third Stage:



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dos Ciclos


Dos Ciclos Short Film from SakeGroup on Vimeo.
Directed by

Rodrigo de la Mora / Darío López Ortega aka "The Panchits". http://vimeo.com/channels/270012



This Short Film was initially thought for the Bicycle Film Festival, which travels more than 20 countries around the world. www.bicyclefilmfestival.com

Shot with a Canon 7D and 550D.

This was the teaser: http://vimeo.com/22922547

The premiere was in New York. Here’s the story http://vimeo.com/27167935

Now it’s been in over 5 International Film Festivals.

It was a blast.

Special thanks to the amazing rider Oscar Espinosa who, somehow, got along with us and the infinite shots we wanted to made.

Another amazing applause to our favorite and unique Toño Robles(@ http://www.catapultastudios.com) for that sublime ear-enjoyed audio design!

Thanks specially to Xavi Jose www.xavijose.es which made this impossible shots, well, possible.



Music by Nortec Panoptica Orchestra www.myspace.com/panopticaorchestra



Enjoy!

Thanks for watching!



-The Panchits-

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ABC das obras públicas

...já que tantas empresas estão a escolher a Holanda para lá sediar as suas "holdings", aproveitem e quando regressarem, tragam este "know-how":



A obra começou numa 6ª feira ao fim do dia, e na 2ª feira de manhã, já a normalidade estava reposta... e com mais um túnel para bicicletas quase pronto!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Video na primeira pessoa

Há cada vez mais videos filmados na primeira pessoa - estas pequenas câmaras de meter na cabeça, são sem dúvida fantásticas, e permitiram a partilha deste ponto de vista único! Aqui ficam dois, de cortar a respiração:





segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

MUDANÇAS "FLUÍDAS"


Acros A-GE hydraulic gear - Sea Otter from Tri-Ridedotcom on Vimeo.
on Vimeo.



Acros desenvolveu um produto muito promissor, mudanças hidráulicas para BTT, deu que falar no ano passado quando foi mostrado pela primeira vez. Como o próprio nome diz a principal vantagem deste sistema de mudanças é ausência do famoso cabo sendo substituído por óleo. Apesar deste produto ser novidade o projecto já tem alguns anos de desenvolvimento, Muters Kristof da Acros vem desenvolvendo estas mudanças hidraulicas desde 2006. Mas como tudo existe a concepção, certificação, fabricação e apresentação tudo isto demorou 5 anos será que valeu a pena a espera?
O peso do kit de mudanças dianteiro e traseiro é muito baixo
- Manípulos 129,7 gr (par)
- Desviador dianteiro 79.15 gr
- Desviador traseiro 159.84 gr
 - Mangueiras 41.42 gr (par)
- Óleo 16.25 gr (desviador dianteiro e traseiro)

Este peso baixo é devido a ausência de cabos, engrenagens e ao seu sistema compacto. Voltando a referir as vantagens da ausência dos cabos, permitem uma passagem de velocidade mais leve e suave, já que não existe a fricção do cabo ou da sujidade do mesmo. O sistema dos manípulos e muito simples empurrando o próprio manipulo as mudanças descem rodando as mudanças sobem como mostra a foto e mais detalhadamente o video.

Acros admite que se trata de um sistema selando, por isso o risco de contaminação é mínimo e mesmo nas condições mais adversas não há falhas. É compatível com cassete de 8v, 9v e 10 velocidades.

Mas isto de novas tecnologias no BTT têm o seu custo, €1600, será muito por este produto? Pode ser, mas acredito que com o passar dos anos este preço possa ser reduzido com mais marcas adotarem este sistema.

domingo, 8 de janeiro de 2012

MONO-INSANIDADE



Só há relativamente pouco tempo a montagem ficou completa.


As imagens falam por si. Vejam-nas no site do Youtube em ecrã completo e em alta definição e já agora com o som num volume alto.


Destaque para o (excelente) trabalho do camara-man (este vosso criado) e que ainda teve ensejo de colocar em risco a sua integridade física muito perto do final.

DECLARAÇÃO DE INTERESSES II

Após a minha Declaração de Interesses tenho recebido algumas mensagens curiosas. A mais interessante foi a do Nuno Freire e do Mário Silva com a imagem do símbolo de obediência da sua Loja...

Para mais informações sobre este assunto consulte-se http://monociclando.blogspot.com/

sábado, 7 de janeiro de 2012

DECLARAÇÃO DE INTERESSES


Pela presente, declaro que esta é a imagem da minha loja!

A LOGÍSTICA AFECTIVA DO BTT



ADVERTÊNCIA PRÉVIA

Convenhamos: apesar da evolução operada nos últimos anos no panorama do BTT nacional, esta ainda continua a ser uma modalidade iminentemente varonil. De facto e apesar de agradáveis laivos crescentes de tonalidade feminina, o panorama nos trilhos deste país prossegue malgré tout masculino. Assim, perdoar-me-ão que esta prosa seja dirigida a esta espécie maioritária se bem que, no caso excepcional da inversão de género envolvido no BTT, ela possa ser lida cambiando, de igual modo, o género dos conjugues envolvidos.

O tema deste post é assim o modo como a vossa cara-metade entende este voluntário ofício pedalante e as suas insidiosas consequências no quotidiano familiar, isto é: como se gere este intenso e autêntico triângulo amoroso e os seus três vértices – betetista, bicicleta e cônjuge, gerador de paixões por vezes incontroláveis e de consequências imprevisíveis.


O QUADRADO - SÍMBOLO DA PERFEIÇÃO

Numa perspectiva tipológica começaríamos por aqueles casais em que o triângulo se converte, virtuosamente, num quadrado, ou seja, em que se acrescenta uma segunda máquina reflectindo desse modo a distribuição da paixão velocipédica por ambos os conjugues em doses mais ou menos iguais.

Muitas vezes, este estado de Nirvana, é o corolário de um esforço notável e bem sucedido do betetista no sentido do contágio do elemento feminino tendente à comunhão familiar na paixão pela bicicleta.

O ciúme aqui não tem lugar e, pode afirmar-se sem receio, que viverão os quatro felizes para sempre. Sem embargo há que ter a noção plena de estarmos no reino feérico da excepção - a regra tipifica-se, porém, de modos distintos.


O TRIÂNGULO INFERNAL DO CIÚME

A segunda situação, também excepcional, é a oposta - isto é, a máquina é entendida pela cônjuge como uma rival na disputa pela atenção do betetista / ser amado. Este sentimento tem como base o facto daquele pedaço de metal com rodas merecer, por parte do betetista, um empenhamento temporal considerado inusitado e furtado, no entender feminino, ao convívio familiar.

A bicicleta é considerada como “a outra” e motiva amiúde uma reacção virulenta que, em alguns casos, pode culminar em ultimatos infames conducentes a malas de viagem trasladadas para a porta da habitação comum antecedidos de prosaicos “ou ela, ou eu” - opção, aliás, bem dolorosa, se me é permitido.


A TEMPERANÇA É A MÃE DA CONCÓRDIA

Entre o zen conjugal do casal betetista e o ciume feminino avassalador há um mainstream de situações que, geridas de modo inteligente, podem permitir que o triângulo se perpetue prevenindo indesejáveis situações de ruptura.

O vértice velocipédico do triângulo tende, assim, ser encarado, pelo lado feminino, com bonomia e até alguma cumplicidade. Amiúde se escutarão frases do tipo - “pelo menos, enquanto estiver com ela, não estará com outra” ou um sempre tranquilizante “é ridículo sentir ciúmes de um pedaço de metal”.

Na impossibilidade prática de recrutamento feminino voluntário para as aventuras épicas pelos trilhos, a manutenção deste estado de equilíbrio do triângulo é fulcral para que os momentos ex ante e ex post aos actos de pedalar não se convertam no inferno na Terra.

Assim, as atitudes irreflectidas, derivadas de excessos de testosterona, são más conselheiras pelo que, a gestão cuidada e rigorosa, a nível estratégico e táctico, deste dossier é fundamental. Como, por vezes, os fins justificam os meios, são vantajosos estados de ignorância induzida sobre os custos financeiros da máquina bastando, para tal, numa qualquer grande superfície do rectângulo nacional, demonstrar que afinal uma bicicleta lustrosa não ultrapassa umas míseras 150 unidades de conta europeias. Nem debaixo de tortura, revelem o valor real do vosso quadro de carbono de última geração, ou das rodas ultra-light que vos potenciam a pedalada – no news, good news!

A arte diplomática deve ser cultivada a outrance procurando demonstrar que, apesar da satisfação obtida pelas milhas efectuadas e pela panorâmica do alto da serra respirando o ar puro e sentido-se o “rei do mundo”, o vértice feminino do triângulo é insubstituível tornando a máquina meramente instrumental no reacender permanente da chama amorosa permitindo até mesmo ganhos fisiológicos de saúde potenciadores da relação.

Sobretudo tenham em consideração que, dissolver o triângulo será a médio prazo uma pesada cruz difícil de carregar – se abdicarem da bicicleta tenderão a pressionar a escala da balança, a saúde, o bem estar e, a breve trecho, poderão comprometer a relação familiar e outrotanto acontecerá se optarem, de modo egoísta, pelo aparato metálico em detrimento da criatura feminina já que entrarão num estado de letargia anímica que vos impedirá de concretizar o intenso esforço que requer subir aquela montanha, percorrer a tal centena de quilómetros e desfrutar em pleno da incursão.


EM SUMA

Não esquecer então - a menos que a vossa companheira vos iguale e, quiçá, vos supere no entusiasmo pelo pedal e os grandes espaços – a temperança é a virtude que deverão cultivar intensamente, sob pena de, no balanço final vos quedardes solitário - sem bicicleta nem companhia feminina.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

EXPEDIÇÃO AOS CARAMELOS - ETAPA UM (LISBOA - COUÇO)



Mês de Dezembro de 2011
132 kms.
Velocidade Média de 17,5 kms. / h.
758 m. acumulado
Ciclistas: João Pedro, Pedro Roque e Sérgio Duarte
Texto: Pedro Roque
Fotos: Pedro Roque 



  • INTRODUÇÃO

O Paulo Guerra dos Santos tem feito um trabalho notável em torno da promoção da bicicleta. Recentemente apostou no projecto “Ecovias de Portugal” dentro do entendimento “slow-travel” no qual a bicicleta constitui a pedra de toque neste conceito que eu definiria por “cicloturismo TT”. A presente expedição em BTT inspirou-se na filosofia e no traçado que por si nos é proposto em http://www.ecovias.pt.vu/ .

Sejamos minimalistas, tudo se resume a um punhado de bicicletas, um grupo selecto e restrito com uma forma física e mental razoáveis, um trajecto longe da confusão urbana e a esperança na contribuição meteorológica. No fundo é o meu conceito já que nada bate uma ligação de bicicleta com vários dias em autonomia.

Lançada esta primeira proposta – de Lisboa a Badajoz e, apesar de estarmos no Inverno, tendo sido vislumbrada uma janela de oportunidade conseguiu juntar-se uma “troika ad-hoc” ou seja, um grupo homogéneo e restrito e foram apontados os dias para a expedição esperando religiosamente que a meteorologia colaborasse, o que veio a verificar-se, tendo sido brindados com um sol magnífico porém acompanhado de um frio árctico e com os dias mais curtos do ano a exigir roupa técnica adequada . Apesar de saber que esta não era a altura do calendário mais asada para a empreitada e vontade era grande e isso era suficiente num espírito, aliás, de que seria apenas um reconhecimento para que a mesma aventura possa ser repetida mais tarde numa altura do ano mais consentânea e, acima de tudo com dias mais longos.

A experiência ensina-nos que, numa expedição deste tipo, a logística é primordial e o mais crítico aspecto é o do regresso. A opção comboio, se bem que válida, implicava uma adequação ao respectivo horário e o stresse que isso induz, várias horas de marcha e ainda um transbordo no Entroncamento. A opção do automóvel garante uma enorme tranquilidade e o primeiro acto desta expedição foi, consequentemente, o estacionamento do carro em Elvas no dia anterior e o regresso a Lisboa de autocarro (uma viagem muito rápida, de resto). Este gesto permitiu rolar sem preocupações no terceiro dia. Assim o número de três pessoas correspondeu, de resto, à lotação da viatura já que havia que somar os inúmeros artefactos de que se faziam acompanhar.


  • PRIMEIRA ETAPA
Definidas as etapas, delineadas as propostas de alteração ao traçado original e com “a carga pronta e metida nos contentores” chegou o dia “D”. O “rendez-vous” fez-se junto à minha casa e seguimos os três, ainda de madrugada e com o auxílio de luzes até à estação fluvial do Cais do Sodré ao longo de mais de oito quilómetros. Tomado o catamaran das 07:30 o percurso serviu para relaxar um pouco e a chegada ao caís do Seixalinho no Montijo deu-se cerca de trinta minutos depois. Rapidamente percorremos as ciclovias do Montijo até que a passagem pela grande área comercial marcou a entrada nos primeiros percursos em terra batida – finalmente um ar a todo o terreno. Progredimos até muito perto do Pinhal Novo com o cenário da vila de Palmela e do Parque Natural da Arrábida a servirem de fundo cénico de elevada agradabilidade.

A partir daqui a sucederem-se os longos, desertos e planos estradões junto à ferrovia. Se bem que algo monótonos eles permitiam uma velocidade de deslocação elevada o que muito se agradecia tendo em conta a intensa quilometragem esperada neste primeiro dia. Começa o montado que vai alternando com a cultura-rainha por aqui que é a vinha. A casta castelão reina sobre estes solos arenosos de  grande produtividade, vínica. Esta parte do trajecto foi uma espécie de abordagem à "Rota dos Vinhos da Península de Setúbal" já que se visitam duas adegas de renome: a Casa “Ermelinda de Freitas” em Fernando Pó e a Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões.

Foi num ápice que chegámos a Santo Isidro de Pegões (a média rondava então os 20 kms./h.) onde aproveitámos para parar no café da associação recreativa local perante a curiosidade de alguns locais relativamente ao meu atrelado vítima de algumas graçolas de gosto duvidoso no meio de alguns tragos de fumo de cigarro e de tosses condizentes.

Após este local efectuamos um primeiro “bypass” que, até Canha nos permitiu “economizar” 17 kms. relativamente ao “track oficial” por meio de um traçado rápido com passagem pelas Taipadas, entre pinhal, estufas de flores, transposição da A13 e da EN 10 e uma rápida estrada secundária. A partir de Canha e perante a perspectiva de uma subida muito arenosa novo “bypass” pela estrada que liga a Coruche até se retomar o caminho (a melhor opção tendo em conta que é praticamente deserta).

A partir daqui uma mudança na paisagem percorrendo a margem de uma bonita ribeira que abandonamos a dada altura para norte pela localidade da Branca e pelo meio dos pinhais até descermos para o vale do Sorraia e para a temida transposição do rio. De facto os terrenos de aluvião do largo leito de cheia provocaram grandes dificuldades devido ao lodaçal em que estava transformado o trilho do arrozal embora, alcançada a outra margem, o caminho que a ladeia até Coruche, iluminado pelo sol, tenha proporcionado excelentes planos fotográficos. Nesta vila foi tempo de restaurar mais algumas energias antes do traço final deste primeiro dia e que nos levaria ao Couço onde estava prevista a pernoita.

Já com uma quilometragem elevada, seguimos pela estrada para a Erra que, no seu primeiro par de quilómetros, nos brindou com uma lustrosa ciclovia verde (à boa maneira espanhola) mas que termina abruptamente. A estrada é plana e relativamente larga e, se bem que o trânsito fosse pouco denso, a velocidade muito elevada com que boa parte das viaturas se deslocava causava algum desconforto levando a pensar que este é um troço que gostaríamos de evitar. A seguir à Erra saímos da estrada e continuamos por terrenos de montado muito agradáveis paralelos ao Sorraia, rio que cruzamos já perto do Couço que alcançamos ainda com luz solar.

Este primeiro dia teve uma quilometragem algo elevada e, embora não apresentando dificuldades de maior, a necessidade da “detente” fez-se sentir com alguma premência. Por isso, o duche quente, a refeição e a dormida não poderiam ter sido recebidos de modo mais agradável.

EXPEDIÇÃO AOS CARAMELOS - THE CLIP



Fica aqui este clip sobre a expedição em BTT entre Lisboa e Badajoz efectuada nos dias ensolarados mas frios de Dezembro passado.

Espero que seja do vosso agrado...

O relato está para breve.

Mais informações sobre este projecto de Ecovia em http://www.ecovias.pt.vu/  

O Regresso

Em 2010, Emanuel Pombo lesionou-se seriamente, na sequência de uma queda em Itália, quando participava na Taça do Mundo de Downhill.


THE COMEBACK, é um o projecto da MAD Productions sobre o Emanuel Pombo e o seu período de recuperação durante a época passada. Vale a pena ver esta produção nacional!



The Comeback por Rolha0

Produzido por: António Abreu
Mais informações: www.the-comeback.com
Outras informações: www.facebook.com/themadproductions

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Uma bicicleta para começar - Specialized Hotrock 20

Nesta altura do ano, é comum os pais não saberem o que oferecer aos seus filhos... eu andei aqui durante uns tempos sem solução, e como os meus pequenotes já tinham bicicleta, nem este artigo me pôde ajudar - acabei por ir para outra coisa.
Mas para quem tem filhos entre os 115cm e os 140cm, e os mesmos ainda não têm bicicleta, ou a que têm já não dá para evoluir mais, talvez tenham aqui uma alternativa.
Tirando alguns casos um pouco mais precoces, é a partir dos 6/7 anos que os mais pequenos começam a ter destreza para começarem a fazer incursões mais "bêtêtísticas". Os meus filhos já andam sem rodas há muito tempo, e apesar de cedo terem experimentado uns caminhos de terra, com umas raízes e afins, só agora começam a demonstrar destreza e força para irem para o mato. Para o fazerem, as bicicletas que tinham eram manifestamente insuficientes. Estava então na altura de mudar para a roda 20".


Não vos vou maçar muito a despejar aqui a ficha técnica desta Specialized Hotrock 20 - podem dar um salto à página do fabricante, e ficam a saber isso tudo. Vou sim, chamar à atenção para algumas questões, que considero fazerem diferença para outras bicicletas disponíveis no mercado.
Começando pelo aspecto geral desta bicicleta, é muito gira, com uma geometria bem desenhada, e uma qualidade geral de acabamentos, bem superior ao que se encontra em "bicicletas de criança". Como se tratam de bicicletas de transição, a escolha para os mais pequenos acaba muitas vezes por recair na oferta de hipermercado, em geral abaixo dos 100€. Considero isso uma má escolha, pois a qualidade oferecida é muito mazinha. Cá por casa temos outra roda 20, uma Qüer sem suspensão e sem mudanças, que sendo pouco mais cara do que estas de marca branca, é francamente melhor. Mas a comparação entre estas e a Specialized aqui em teste, é injusta pois tratam-se de segmentos muito diferentes. Como em tudo na vida, as opiniões divergem, e se há quem diga que uma qualquer bicicleta de 300 ou 400 Euros, cumpre o objectivo para um adulto fazer BTT, sabemos bem que a performance de bicicletas de segmento superior se destaca, e bem.
O mesmo sucede aqui nesta bicicleta, que ficando um pouco acima dos 300 Euros, permite aos mais pequenos aventuras mais ambiciosas, sem comprometer a fiabilidade.

 

Como referi, a qualidade geral é elevada, e nota-se bem em pormenores como a resistência da pintura, a leveza do quadro, e a escolha por alguns componentes bem razoáveis. O quadro em alumínio A1, a suspensão SR Suntor com regulação da pré-carga e 50mm de curso, e um Desviador Shimano Tourney de 6 relações comandadas por um punho "Revo Twist" também da Shimano. A travagem está a cargo de uns V-brakes da Tektro, mas embora o quadro não tenha, a suspensão já vêm com apoios para travão de disco. A eficácia da travagem é enorme e em bicicletas de criança, durante os primeiros anos, recomendo que se desafine o travão da frente - os miúdos são muito leves e a roda da frente facilmente bloqueia.
As mudanças, funcionam com bastante precisão, e são boas para eles se habituarem a utilizar as mesmas.
Um pormenor curioso e um pouco invulgar, mas bastante útil é o guia de corrente de roldana dupla - algo comum em bicicletas de Down-hill, mas que aqui pode parecer despropositado, não o é quando pensamos na quantidade de vezes que os miúdos atiram a bicicleta para o chão, e a falta de cuidado que nestas idades eles têm, resulta inúmeras vezes no saltar da corrente.



Os pneus da marca rolam bem, com um piso bastante versátil que se adapta à maioria das situações não extremas. Os punhos em borracha suave são confortáveis, mas a sua resistência é menor - um compromisso inevitável. O selim em pele sintética, é da gama Body Geometry, mas adaptado para crianças - nunca ouvi quaisquer queixas do utilizador cá de casa (que se queixava nas bicicletas com que andou antes). Nesta versão o mesmo é em branco, que rapidamente fica sujo, e para quem isso possa ser um problema, na versão vermelha da bicicleta, o banco é preto.



A leveza da bicicleta, a geometria adequada e o conjunto que funciona sem contratempos ou avarias, resultam numa experiência muito positiva, para que os mais pequenos comecem a se aventurar em verdadeiros passeios de todo o terreno.
Com as escolas de BTT a aparecerem cada vez mais pelo país fora, o futuro adivinha-se promissor para a modalidade!