sexta-feira, 4 de maio de 2012
SETÚBAL - ODEMIRA - TAVIRA EM BTT E A SOLO
Mesmo a solo há que manter a tradição.
De facto, após 5 edições do "Raide BTT Setúbal - Odemira - Algarve" de iniciativa da FPCUB, de que era co-autor e que se realizou até 2010, resolvi, após um ano de interregno, repetir a façanha a solo naquela que foi a edição mais longa de sempre pois tratou-se de ligar, no segundo dia, Odemira até Tavira numa extensão de 160 kms.
Tal travessia teve lugar na Páscoa passada.
O primeiro dia foram os habituais 140 kms. com algumas novidades. A primeira foi a passagem pela urbanização da "Herdade da Comporta" com um conjunto de arruamentos ainda em construção que deixam circular no arenoso pinhal e que permitem, após a Praia do Carvalhal, entrar diretamente na estrada mais para sul já muito perto de Pinheiro da Cruz. A segunda foi na N 120, pouco depois da forte descida e da travessia da Ribeira do Torgal, seguirmos o traçado da GR 11 que nos conduziu a Odemira por trilhos fantásticos acrescentando mais todo-terreno de qualidade à travessia.
No segundo dia, perante a extensa quilometragem e com os aguaceiros previstos optei por seguir até Boavista dos Pinheiros e daí pela estrada deserta até à Fonte Santa, ao invés do trilho do Rio Mira que, previsivelmente, deveria de estar impróprio para circular em virtude da lama.
Foi um dia inteiro a pedalar e achegada a Tavira a dar-se com o pôr do sol.
O grau de cansaço foi semelhante ao de satisfação.
Os dados são os seguintes:
Etapa 1 - Setúbal (Tróia) Odemira, 140 kms., 2.242 m. de acumulado
Etapa 2 - Odemira Tavira, 159 kms., 2.647 m de acumulado
quinta-feira, 19 de abril de 2012
O clima
Todos se queixam de que por cá temos piores condições do que os Holandeses para pedalar. O primeiro obstáculo que todos se lembram logo, é o relevo das Cidades, como Lisboa ou Porto. Algo que na realidade, só se verifica em algumas zonas das cidades.
Mas o segundo "problema" apontado, é o clima... então e quando chove? Pois, a chuva deles deve molhar menos do que a nossa. E esquecemos-nos do vento - nos últimos dias, temos sido "brindados" com uns ventos um pouco mais fortes que o habitual - quem pedala regularmente, sabe que um vento contra num percurso plano, pode tornar o pedalar mais difícil do que uma subida entre os 5% e os 10% de inclinação. Por lá, esses ventos são bem mais comuns. E mais frios...
Ah e tal, as nossas temperaturas no verão são muito altas... sim, temos máximas um pouco elevadas (à hora do calor), em alguns dias do ano... Mas na generalidade, o nosso clima é bastante ameno, e as temperaturas a que estamos sujeitos, são bem mais prazenteiras para se pedalar do que as que se fazem sentir por lá.
Deixo-vos aqui estes gráficos, para que percebam bem as diferenças:
Amesterdão:
Lisboa:
Amesterdão:
Lisboa:
Amesterdão:
Lisboa:
Amesterdão:
Mas o segundo "problema" apontado, é o clima... então e quando chove? Pois, a chuva deles deve molhar menos do que a nossa. E esquecemos-nos do vento - nos últimos dias, temos sido "brindados" com uns ventos um pouco mais fortes que o habitual - quem pedala regularmente, sabe que um vento contra num percurso plano, pode tornar o pedalar mais difícil do que uma subida entre os 5% e os 10% de inclinação. Por lá, esses ventos são bem mais comuns. E mais frios...
Ah e tal, as nossas temperaturas no verão são muito altas... sim, temos máximas um pouco elevadas (à hora do calor), em alguns dias do ano... Mas na generalidade, o nosso clima é bastante ameno, e as temperaturas a que estamos sujeitos, são bem mais prazenteiras para se pedalar do que as que se fazem sentir por lá.
Deixo-vos aqui estes gráficos, para que percebam bem as diferenças:
Amesterdão:
Lisboa:
Amesterdão:
Lisboa:
Amesterdão:
Lisboa:
Amesterdão:
(em Lisboa não neva!)
Ok, agora que estas desculpas já estão postas de lado, podemos começar a mudar as cidades como eles fizeram nos anos 70??
EDIT: aproveitei e coloquei aqui também os gráficos de Copenhaga:
EDIT: aproveitei e coloquei aqui também os gráficos de Copenhaga:
Fonte dos gráficos: http://www.myweather2.com/
quarta-feira, 28 de março de 2012
A PIA DO URSO
No seguimento de uma mensagem inspiradora do APRO referente a:
http://www.cm-batalha.pt/ turismo-e-lazer/centro-de-btt
Deixo um vídeo para abrir o apetite:
http://www.youtube.com/watch?v=U22qYJ26KFU&hd=1&t=1s
João Noiva
http://www.cm-batalha.pt/
Deixo um vídeo para abrir o apetite:

http://www.youtube.com/watch?v=U22qYJ26KFU&hd=1&t=1s
João Noiva
quarta-feira, 21 de março de 2012
BIKOTEL - Bike Friendly Hotels
What is a Bikotel?
Is a lodging that offers specific amenities to answer the needs of those who consider cycling the best thing in life (road or moutain biking).
What are Bikotel´s good practices?
Mandatory good practices:
Bike parking lot
Bike secured garage
Overnight cycling clothes laundry
Bike washing facility
Cyclist menu (carbo, fruit and veggy)
Mini-Bike repair station with basic tool set and pump
Bike routes for road and/or mountain biking (with maps, technical data and GPS tracks)
Optional Amenities:
Cyclist Massage and doctor available (or on demand)
Associated bike shop for repair
Specialized bike guides
Bike and GPS rental
Phone support line with emergency transfer service
Meteo forecast
Mais informações em http://www.bikotels.com/
terça-feira, 20 de março de 2012
GONE WITH THE WIND
É o regresso das grandes incursões: 115 kms. com cerca de 2.000 de acumulado.
Foi no domingo passado em conjunto com o JC a partir de Torres Vedras e até ao Bom Sucesso na boca da Lagoa de Óbidos com o regresso a favor do vento e com uma média a rondar os 16 kms./h.
Deu para castigar os quadrícipes e tirar uma forte satisfação no final. O BTT é um desporto fantástico.
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quarta-feira, 14 de março de 2012
O HOMEM DOS 100 DIAS
Conheci há algum tempo o eng. Paulo Guerra dos Santos. Fui contagiado por uma proposta sua - a ecovia Lisboa - Badajoz que tive ocasião de percorrer em Dezembro passado.
O seu trabalho em prol da bicicleta e da mobilidade suave tem sido meritório por isso parece-me inteiramente justo que este video clip possa merecer aqui um destaque.
BEZERRA COMES ALIVE
A antiga linha de caminho de ferro que ligava a localidade de Bezerra a Porto de Mós para transporte de carvão vai ser (foi) transformada numa ecopista de oito quilómetros (...) é cada vez mais frequente encontrar pessoas a andar de bicicleta ou a caminhar ao longo da antiga linha de caminho de ferro. (in portomosense).
Foi assim a nossa passagem por lá há umas semanas num percurso muito interessante em pleno PNSAC.
Video clip by Mário Silva
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
EM TORNO DO MONTE DA LUA - CLÁSSICA E ÉPICA
Os números são impressivos: para pouco mais de 70 kms. de extensão uma ascensão total de 2164 metros.
Estamos a falar de um circuito pelo concelho de Sintra (com uma passagem episódica pela parte setentrional de Cascais de cerca de 1 km.) com uma abordagem por poente à Serra de Sintra que incluiu uma subida extensa e fortíssima desde a praia da Adraga até à Peninha (kms. 42 a 54).
De resto um passeio duro mas muito agradável pelo Parque Natural de Sintra-Cascais que, muito embora tendo sido efetuado pela primeira vez em formato de circuito, tem todas as condições para se tornar num clássico: S. Pedro, Sintra, Várzea, São João das Lampas, Magoito, Azenhas do Mar, Praia Grande, Adraga, Azóia, Peninha, S. Pedro...
Paisagens deslumbrantes e arrebatadoras especialmente as da costa atlântica transformaram esta em mais uma incursão épica ainda que apenas completada por dois ciclistas: eu e o JC...
Veja-se
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
O Centro de BTT da Batalha – Pia do Urso
O Centro de BTT da Batalha – Pia do Urso é constituído por um edifício dotado de balneários, instalações sanitárias, área informativa e uma zona para lavagens e pequenas reparações das bicicletas. Dispõem de uma rede de trilhos cicláveis e devidamente sinalizados num total de 265 Km, divididos em quatro níveis de dificuldade.
Sendo o primeiro Centro de BTT do país homologado pela UVP/Federação Portuguesa de Ciclismo, esta infraestrutura turística e desportiva é dirigida aos praticantes do BTT, independentemente da sua condição física e técnica, sendo de utilização gratuita, à excepção dos banhos e das lavagens das bicicletas.
Para a utilização destas áreas, os visitantes do Centro de BTT devem adquirir as respectivas fichas no Centro de Acolhimento e Interpretação da Pia do Urso, no "Bar da Pia" ou no Restaurante "Piadussa", localizados na Aldeia da Pia do Urso, onde está localizado o Centro de BTT. Os equipamentos em causa não aceitam moedas.
A rede de percursos do Centro de BTT é extensa e faz jus à qualidade, reconhecida a nível nacional, dos inúmeros singletracks, caminhos rurais, zonas técnicas e paisagens de grande beleza - algumas das quais protegidas ambientalmente - que caracterizam o território da Estremadura.
Os percursos do Centro de BTT percorrem os Concelhos da Batalha, Porto de Mós e Leiria.
Para um conhecimento prévio sobre o Centro de BTT da Batalha – Pia do Urso, sugerimos uma leitura atenta das informações prestadas nesta página ou, em alternativa, no folheto oficial do Centro, a disponibilizar aqui oportunamente.
Para além do BTT, o Concelho da Batalha oferece ainda excelentes condições para a prática do Pedestrianismo e da Escalada, aliando a esta oferta uma interessante lista de património natural e construído classificado. Do EcoParque Sensorial da Pia do Urso, às Grutas da Moeda, do Mosteiro de Santa Maria da Vitória ao Museu da Comunidade Concelhia, dos inúmeros eventos que decorrem todo o ano no Concelho, são múltiplos os motivos de interesse para nos visitar.
Aguardamos por si.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
PARLAMENTO APROVA RESOLUÇÃO SOBRE A MOBILIDADE CICÁVEL
Está publicada em Diário da República a Resolução da Assembleia da República n.º 14/2012 que recomenda ao Governo a promoção da mobilidade sustentável com recurso aos modos suaves de transporte, nomeadamente através de medidas práticas que garantam efetivas condições de circulação aos seus utilizadores e o reforço da sua segurança.
Estando o Governo a ultimar a revisão do Código da Estrada é importante que, o Parlamento, possa reforçar a importância da mobilidade suave, designadamente a ciclável.
É importante referir o largo consenso da votação desta resolução que apenas contou com a estranha abstenção do PCP.
Da minha parte, que estive no âmago da decisão e representei o meu GP no Grupo de Trabalho que produziu o texto final, fica a sensação do dever cumprido e de que estamos à beira de um sonho de todos os ciclistas: o de serem reconhecidos num Código da Estrada respeitador da sua especificidade.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
ALGARVIANA "AVANT LA LETTRE"...
Fui ao baú e recuperei um texto que escrevi em Dezembro de 2003 a propósito de uma travessia longitudinal do Algarve organizada pelo João Marques, de Loulé.
Ainda antes de haver a "Via Algarviana" e em três dias que é para gente "não piegas"! ...
Foi um excelente modo de passar um fim de semana prolongado. A
proposta era aliciante: atravessar longitudinalmente o Algarve
ligando Alcoutim ao Cabo de São Vicente. O desafio era tanto mais
tentador se tivermos em conta que nesta altura do ano o pôr do sol
acontece por volta das 17:15 pelo que o andamento tinha de ser vivo
e intenso.
O grupo acabou por ser restrito e limitado, inicialmente, a nove
elementos devidamente enquadrados pelos dois guias ou seja, onze
criaturas a pedalar no total sendo de registar duas desistências.
1.ª ETAPA ALCOUTIM-ALTE, 115 KMS. – 29NOV03
Arrancámos da praia fluvial de Alcoutim. A primeira subida, entre
esta vila e a EN 122, acabou por revelar-se violenta mas a frescura
inicial permitiu levá-la de vencida sem problemas. Depois foi rolar
em planalto até Giões e daí até Martinlongo, zona do primeiro
reabastecimento.
Prosseguiu-se descendo até à famosa ribeira do Vascão, a linha que
separa o Algarve do Alentejo e que marcou a fronteira dos 50 kms. Lá
fomos pela sua margem, primeiro montados, depois empurrando o
velocípede por algumas centenas de metros pela a margem alentejana
para se voltar a reentrar no Algarve a pedalar passando por uma
estupenda ponte com cerca de um metro de largura e sem guardas
laterais
A partir daí fomos subindo a ribeira até nos internarmos na Serra do
Caldeirão e chegámos ao cruzamento com a famosa EN2 onde se efectuou
o segundo reabastecimento. Confesso que aí comecei a ficar algo
preocupado: faltavam 35 kms. até ao final em Alte e já passavam das
16:00. Adivinhava-se pois extrema dureza pela frente.
Lá seguimos subindo junto ao Vascão e começa o famoso "rompe -
pernas". Confesso que foi muito complicado gerir estas subidas
curtas e íngremes e procurei desmultiplicar tudo o que me era
possível na tentativa de reduzir o esforço mas as "paredes" iam
sucedendo-se uma atrás das outras com descidas vertiginosas de
permeio para complicar.
A dada altura a noite cai implacável. Restou seguir por estrada os
cerca de quinze quilómetros finais. Se começámos alegremente por
descer durante mil e quinhentos metros uma pendente de 10% tivemos,
logo de seguida, auxiliados pelos faróis do jipe de subir idêntica
distância e pendente.
Descemos e alcançamos finalmente Salir, mas ainda havia que vencer a
dezena de quilómetros final até Alte pondo um ritmo diabólico bem no
limite do suportável. Aí chegados ainda temos de subir mais dois
quilómetros até ao Hotel que ficáva lá bem no topo e, uma vez aí
chegados, vencer a sua incrível rampa.
Quando parei nem queria bem acreditar que tinha terminado aqueles
115 kms. de uma dureza indescritível. Esta cândida felicidade
inicial foi substituída pela preocupação de saber que no dia
seguinte idêntica distância nos esperava até ao Rogil.
2.ª ETAPA - ALTE – ROGIL, 110 kms. (30NOV03)
Lá partimos, "cantando e rindo", por uma bonita zona de Barrocal por
entre pomares e citrinos numa paisagem tipicamente algarvia, após a
qual transpusemos a A2 e, alguns quilómetros volvidos, alcançámos o
IC1, que acompanhámos durante um par de quilómetros num caminho
paralelo pelo seu lado nascente após o qual cruzámos essa via e,
logo após, a ferrovia (linha do Sul).
Ficámos uns instantes em cima dos carris fazendo algum do humor
negro tradicional nestas ocasiões mas fomos surpreendidos pelo agudo
silvo de uma locomotiva diesel. Tempo de sair lá de cima,
rapidamente, não fosse termos de indemnizar a CP por danos no seu
material circulante...
Alcançámos o Arade e a barragem do Funcho que acompanhamos por
alguns quilómetros até nos envolvermos com a Serra, num percurso de
Sul para Norte, primeiramente, e depois para poente, num novo e
desconcertante "sobe e desce".
Aqui, nesta zona a norte de Silves, encontramos o resultado de um
Verão quente, já que entrámos em plena zona de incêndios e onde deu
para constatar algo de curioso: todo o eucalipto tinha ardido mas,
salvo algumas excepções, as espécies mediterrânicas estavam intactas
ou em bom estado designadamente os sobreiros, as azinheiras, as
oliveiras ou as alfarrobeiras.
Começam então as grandes ascensões, a primeira das quais durante
quase 3 quilómetros e que nos levou dos 70 aos mais de 350 metros.
Constato alegremente que num percurso sempre ascendente consigo
manter a pulsação elevada mas estável e imprimir um ritmo
interessante sentindo-me em boas condições, muito melhor que no
ritmo "sobe e desce".
Durante alguns quilómetros acompanhamos, a uma cota elevada, o curso
da Ribeira de Odelouca num cenário incrivelmente belo, do mais
bonito que vi durante a travessia. Foi então tempo de descer, de
novo, e muito fortemente até uma cota baixa aproveitando uma estrada
de asfalto sempre a direito.
Transpomos a ribeira e recomeçamos a subir a serra. Atingido o topo
deparamos com medronheiros com os respectivos frutos no ponto ideal
de maturação e que nos obrigaram a fazer uma agradável pausa
degustativa ao mesmo tempo que, por alguns minutos, estiava
agradavelmente dando um ar verdadeiramente mediterrânico ao cenário
serrano.
Tinhamos agora novo vale a transpor e a povoação de Alferce do outro
lado e as tão prometidas sanduiches de presunto esperando. Repostas
as forças lá vamos em direcção a Monchique agora com a chuva por
companhia. A zona de Monchique é muito diferente daquilo que se pode
considerar o tradicional Algarve serrano. Muito verde e muita água e
a poder ser considerada como a Sintra algarvia.
Começa então a ascensão à Fóia, o ponto mais alto do Algarve, sempre
debaixo de chuva cada vez mais intensa. O ataque é feito pela
encosta sul e revela-se um trabalho árduo mas que todos levaram de
vencida.
O topo, aos 910 metros, é alcançado debaixo de uma tempestade de
vento, nevoeiro e chuva intensos e em que o panorama que se avistava
se resumia a uns míseros metros por diante.
Tempo de descer por norte, na direcção do Selão. Foram quilómetros e
quilómetros de divertimento feitos de forma muito rápida pelo meio
de eucaliptais invariavelmente queimados.
Chegámos ao Selão já a anoitecer e seguimos pela EN501 de forma
muito rápida durante vários quilómetros. Após o final da estrada e
já em plena noite, é solicitado um esforço adicional: uma rampa
indecentemente inclinada já perto de Maria Vinagre e vencida a muito
custo já com mais de 100 kms. nas pernas.
Foi mesmo a última dificuldade do dia e poucos quilómetros após
alcançámos o Rogil e o descanso merecido.
3.ª ETAPA – ROGIL – CABO DE SÃO VICENTE, 67 kms. (01DEZ03)
Quer pela distância, quer pela altimetria, quer ainda pelo facto de
ser a derradeira, esta poderia ser considerada como a etapa de
consagração. Os factos demonstraram que assim foi.
Ainda assim este foi o dia em que os elementos naturais mais se
uniram contra os ciclistas: a temperatura baixou, o vento soprou em
rajada e a chuva, sob a forma de aguaceiro forte, abateram-se sobre
nós impiedosamente mas que mereceram, da nossa parte, um salutar e
olímpico desprezo. Nada, nem ninguém, nos faria demover do nosso
intento de alcançar o Cabo que ostenta o nome do padroeiro de Lisboa.
Após umas afinações iniciais (sobretudo ao nível dos travões já que
as fortes descidas do dia anterior, aliadas ao terreno molhado,
haviam provocado alguns estragos a este nível) lá partimos em
direcção à vila de Aljezur.
Chegados a esta histórica povoação foi tempo de nos embrenharmos
pelas ruelas históricas ascendendo ao castelo. É uma tarefa árdua já
que a pendente é muito elevada transformando as vielas de mau piso
em autênticas rampas, bem inclinadas.
Seguimos para sul e, já em pleno Parque Natural do Sudoeste
Alentejano e Costa Vicentina, rolámos de forma muito rápida pelos
estradões que cruzam os pinhais e eucaliptais e, num abrir e fechar
de olhos, alcançamos a várzea da ribeira da Bordeira tendo como
companhia, a nascente, a incrível serra de Espinhaço de Cão.
A seguir à Bordeira seguimos para a Carrapateira onde divergimos
para poente para os estradões que seguem já junto à costa. Parámos
numa falésia junto ao mar num dos raros momentos de sol da jornada
numa zona de incrível beleza: a costa vicentina no seu máximo
esplendor!
Alcançada a Praia do Amado aproveitámos para reabastecer as nossas
energias. A ideia era seguir, "à mão" pela praia. Numa breve análise
calculei que fosse possível pedalar pela praia já que estava baixa-
mar. Aproveitei a descida e consegui pôr-me junto à linha de água,
onde a areia é mais firme e por ali seguimos naquele que foi um dos
mais interessantes momentos da travessia.
Tarefa difícil foi a de transpor a duna e subir a falésia, que
embora fosse ciclável, tinha uma pendente incrível e um piso
terrivelmente solto. Foi um daqueles momentos mágicos do BTT em que
se olha para trás e se constata que, em cerca de 2000 metros se
ascendem dos 4 aos quase 300 metros! A vista era, por seu turno,
deslumbrante.
Retomamos a estrada para, por ela nos, deslocarmos velozmente até
Vila do Bispo. O sabor a final já estava no ar. Tomámos uns
estradões por uma espécie de estepe e debaixo de um autêntico
dilúvio, até ao Cabo de São Vicente que alcançámos após 67
quilómetros e pelas 14:00.
Era o final da travessia, 292 duros quilómetros após abandonarmos
Alcoutim! O sabor a vitória e a dever cumprido pairava no ar aliada
à enorme sensação de alívio.
EPÍLOGO
Nunca duvidei que conseguisse mas foi mais duro do que pensei
inicialmente. Por manifesta falta de tempo, não efectuei nenhuma
preparação específica para esta travessia.
Por causa da luz do dia disponível nesta altura do ano o ritmo
imposto foi forte e o grau de exigência física foi elevado. Por
outro lado os perfis de tipo "sobe e desce" são terríveis para
manter um ritmo constante. Pessoalmente prefiro ascensões
inequívocas e demoradas são mais facilmente geríveis em termos
físicos.
De resto as duas baixas aliadas a alguns recursos ao jipe de apoio
por parte de alguns elementos na segunda, mas sobretudo na primeira
etapa estão aí para o provarem. O final do primeiro dia foi mesmo o
pior de todos, sobretudo se tivermos em conta que ainda restavam
mais dois pela frente.
Felicito todos os que, comigo, partilharam aqueles, afinal, breves
momentos de eternidade!
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sábado, 4 de fevereiro de 2012
De pequenino se torce o pepino!
12 year old Matty Turner loves his bike and we went out riding the streets with his Dad and Brother in Reading, Berkshire and had some great fun capturing these clips. Matty is incredible to shoot with as it normally only takes one take to get the line he wants done.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Habeas Corpus !
O exercício físico tem inúmeras vantagens.
De facto é fundamental sentir-mo-nos bem com e no nosso corpo pela aplicação de formas de condicionamento físico na busca da saúde, do ócio, aptidão física e da saúde.
Todavia, quase 60% dos portugueses continuam "imunes" a este vício da cultura física. A fatura virá mais tarde sob a forma de uma saúde débil, morbilidade e padecimento.
Pessoalmente entendo o exercício físico como um componente indissociável do bem-estar e da qualidade de vida.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
AS 10 coisas que aprendi sobre BTT
10 Things I have learned about Mountainbiking from Filme von Draussen on Vimeo.
Head wind is an inspiring phenomenon: Every time I come home from riding the mountains, my mind is full of new impressions. This short film sums up some of the simple yet complex insights that struck me while riding my mountainbike.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
LISBOA - BADAJOZ - OS VÍDEOS
Num excelente trabalho de captura de imagens, edição e realização do Sérgio Duarte...
First Stage:
Second Stage:
Third Stage:
First Stage:
Second Stage:
Third Stage:
Marcadores:
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Bicicultura,
Ecovia,
lisboa
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Dos Ciclos
Dos Ciclos Short Film from SakeGroup on Vimeo.
Directed by
Rodrigo de la Mora / Darío López Ortega aka "The Panchits". http://vimeo.com/channels/270012
This Short Film was initially thought for the Bicycle Film Festival, which travels more than 20 countries around the world. www.bicyclefilmfestival.com
Shot with a Canon 7D and 550D.
This was the teaser: http://vimeo.com/22922547
The premiere was in New York. Here’s the story http://vimeo.com/27167935
Now it’s been in over 5 International Film Festivals.
It was a blast.
Special thanks to the amazing rider Oscar Espinosa who, somehow, got along with us and the infinite shots we wanted to made.
Another amazing applause to our favorite and unique Toño Robles(@ http://www.catapultastudios.com) for that sublime ear-enjoyed audio design!
Thanks specially to Xavi Jose www.xavijose.es which made this impossible shots, well, possible.
Music by Nortec Panoptica Orchestra www.myspace.com/panopticaorchestra
Enjoy!
Thanks for watching!
-The Panchits-
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
ABC das obras públicas
...já que tantas empresas estão a escolher a Holanda para lá sediar as suas "holdings", aproveitem e quando regressarem, tragam este "know-how":
A obra começou numa 6ª feira ao fim do dia, e na 2ª feira de manhã, já a normalidade estava reposta... e com mais um túnel para bicicletas quase pronto!
A obra começou numa 6ª feira ao fim do dia, e na 2ª feira de manhã, já a normalidade estava reposta... e com mais um túnel para bicicletas quase pronto!
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Video na primeira pessoa
Há cada vez mais videos filmados na primeira pessoa - estas pequenas câmaras de meter na cabeça, são sem dúvida fantásticas, e permitiram a partilha deste ponto de vista único! Aqui ficam dois, de cortar a respiração:
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
MUDANÇAS "FLUÍDAS"
Acros A-GE hydraulic gear - Sea Otter from Tri-Ridedotcom on Vimeo.
on Vimeo.
Acros desenvolveu um produto muito promissor, mudanças hidráulicas para BTT, deu que falar no ano passado quando foi mostrado pela primeira vez. Como o próprio nome diz a principal vantagem deste sistema de mudanças é ausência do famoso cabo sendo substituído por óleo. Apesar deste produto ser novidade o projecto já tem alguns anos de desenvolvimento, Muters Kristof da Acros vem desenvolvendo estas mudanças hidraulicas desde 2006. Mas como tudo existe a concepção, certificação, fabricação e apresentação tudo isto demorou 5 anos será que valeu a pena a espera?
O peso do kit de mudanças dianteiro e traseiro é muito baixo
- Manípulos 129,7 gr (par)
- Desviador dianteiro 79.15 gr
- Desviador traseiro 159.84 gr
- Mangueiras 41.42 gr (par)
- Óleo 16.25 gr (desviador dianteiro e traseiro)
Este peso baixo é devido a ausência de cabos, engrenagens e ao seu sistema compacto. Voltando a referir as vantagens da ausência dos cabos, permitem uma passagem de velocidade mais leve e suave, já que não existe a fricção do cabo ou da sujidade do mesmo. O sistema dos manípulos e muito simples empurrando o próprio manipulo as mudanças descem rodando as mudanças sobem como mostra a foto e mais detalhadamente o video.
Acros admite que se trata de um sistema selando, por isso o risco de contaminação é mínimo e mesmo nas condições mais adversas não há falhas. É compatível com cassete de 8v, 9v e 10 velocidades.
Mas isto de novas tecnologias no BTT têm o seu custo, €1600, será muito por este produto? Pode ser, mas acredito que com o passar dos anos este preço possa ser reduzido com mais marcas adotarem este sistema.
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