quarta-feira, 4 de julho de 2012

VIA ALGARVIANA - MAGNA DUREZA III


Descend after Parizes (S. Brás municipality)


II – A MÃE DE TODAS AS ETAPAS

DIA 2
VAQUEIROS (ALCOUTIM) - SILVES – 129 kms. – 3402 m. de Altitude Positiva Acumulada (Garmin Data)
Sectores 4, 5, 6, 7, 8 e 9

ABSTRACT: This was the "mother of all stages." We crossed four counties, made ​​several kilometers and climbed many mountains until we reach, finally, Silves just after sunset. The hardness level was extreme but we succeeded.

O peso da responsabilidade determinou que o despertar se efectuasse pelas 06:00 para, pelas 07:00 e após um substancial pequeno-almoço, estarmos em cima do selim ainda com uma temperatura ambiente relativamente baixa.

Fazendo a transição do concelho de Alcoutim para o de Tavira, este sector 4, que decorre entre Vaqueiros e Cachopo, interna-se em plena Serra de Mu (Caldeirão) e pode ser definido da seguinte forma: três fortes descidas, três ribeiras e três ascensões duríssimas com duas consequências claras: desgaste físico elevado e velocidade média de deslocação baixa o que levantava ainda mais preocupações relativamente à distância planeada.


Ainda assim a paisagem é agora mais interessante e humanizada que a da primeira etapa, consubstanciada em alguns povoados que se vão sucedendo à medida que nos vamos internando no norte do concelho de Tavira (Monchique, Amoreira e Casas Baixas) do mesmo modo que vamos partilhando o nosso caminho com a GR 23 que circunda Cachopo e que, me tempos, tive ocasião de percorrer.

Por isso a chegada e a pausa na típica vila do Cachopo foi recebida com algum alívio mas apenas marcaria, após retemperarmos as forças, o reinício de idênticas dificuldades desta vez até ao Barranco do Velho, percorrendo os concelhos de Tavira, São Brás de Alportel e Loulé nuns extenuantes 30 kms. correspondentes ao sector 5 e em que os vales se sucederam com a particularidade de a amplitude, quer das descidas, quer das subidas, ser cada vez maior.

O perfil montanhoso da Serra de Mu revelou-se, aqui, no expoente máximo com os seus barrancos profundos e a sua linha montanhosa rasgando o horizonte que, a espaços, deixava antever o Atlântico. Cruzámos penosamente, um após outro, diversos aglomerados populacionais: Currais, Alcaria Alta, Castelão até cruzarmos a profunda ribeira de Odeleite marcando a fronteira de concelhos e dando início à mais longa subida até Parizes, já em terras de São Brás de Alportel para, de seguida, descer e começar a ascensão final até ao Barranco do Velho, situado em plena e mítica N2, outrora a principal via de acesso rodoviário de e para o Algarve.

Terminava assim a Serra do Caldeirão, pelo menos a sua parte de maior dificuldade já que, daí em diante, o sector 6, seria apenas descer a sua vertente oriental até Salir. É o fim de um mundo - o serrano, das encostas de xisto - para transitarmos até outro - o do barrocal, onde impera o calcário, a terra rossa e os laranjais de perder de vista. As vistas começam a desafogar para poente com boa parte do Barlavento agora ao alcance dos nossos olhos.

Até Salir, isto é, durante praticamente 15 kms., descemos continuamente como que em jeito de vingança pelo ciclópico rompe-piernas do Caldeirão. Só assim seria possível almejar o terminus da etapa em tempo útil. De facto, até Silves, se excepcionarmos a dezena de quilómetros final, uma incrível subida antes de Benafim, ou os breves quilómetros após Alte, a média aumentou na proporção inversa da dificuldade.

Estes quilómetros rapidíssimos até Salir souberam maravilhosamente pois sentiam-se o terreno a avançar sem que o esforço exigido fosse consentâneo com a distância percorrida. Rápida em alguns pontos, técnica e lenta noutros, deu para descomprimir e avançar substantivamente em direcção ao final. Nova paragem na povoação para retemperar forças e logo continuamos por um terreno diferente, um prolongamento do barrocal algarvio por terrenos calcários e de cultivos hortícolas onde os laranjais imperam.

A qualidade dos caminhos também melhorou substantivamente. Damo-nos agora, inclusive, ao luxo de rolar alguns quilómetros por um pitoresco e pavimentado caminho agrícola. Melhor ainda, esses quilómetros são planos e agradáveis. Uma após outra as povoações sucedem-se: Almarguinho, Cerro de Baixo e de Cima. Sem embargo e apesar da enorme agradabilidade, um preocupação acentuava-se, é que tínhamos de passar por Benafim, povoação que ficava lá em cima mas, há medida que os quilómetros passavam, apenas se circulava em plano - havia qualquer coisa de estranho...

A resposta surgiria mais tarde: subir-se-ia tudo de uma vez. Durante bem mais de um quilómetro surge uma daquelas portelas impossíveis palmilhada a passo com a bicicleta inexoravelmente empurrada de modo penoso, colina acima. Curiosamente este seria uma espécie de introdução às subidas apeadas de que o sector 10 (Silves - Monchique), do dia seguinte, seria fértil.

Chegados a Benafim dirigimo-nos rapidamente para Alte acompanhando, no final deste sector 7, a ribeira do mesmo nome e chegando a uma das aldeias mais típicas e pitorescas de Portugal: casas caiadas e inúmeras chaminés artísticas num dos cenários rurais urbanos mais interessantes do Algarve.

Tempo de restaurar forças de novo para enfrentar o sector 8 que nos levaria a São Bartolomeu de Messines ao longo de quase 20 kms. pelo meio dos amendoais de sequeiro do barrocal. Sob o viaduto da A2 e a cerca de um quilómetro de Messines cruzamos a N124 para, de modo insondável, nos recrearmos por mais cerca de 5 kms. entrando na povoação de sul para N. e preparando-nos, após uma breve pausa, para o último sector, o nono e que nos conduziria a Silves e ao imprescindível descanso.

É o recomeço da dureza serrana. A princípio rolou-se muito rapidamente junto à margem esquerda da albufeira do Funcho para, após cruzarmos o paredão da barragem, recomeçar o rompe piernas a que já nos havíamos desabituado. Acresce o facto de termos já 120kms. percorridos e a noite a fazer anunciar a sua chegada. Ainda assim e penosamente lá chegámos a Silves onde nos instalámos no hotel pelas 21:00, ou seja, 14 horas após começarmos a pedalar em Vaqueiros para além do que sopunhamos ser o nosso limite físico e mental.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

VIA ALGARVIANA - MAGNA DUREZA - II


Crossing the Foupana Valley

UM PRÓLOGO A EXIGIR MUITO EMPENHO

DIA 1
ALCOUTIM – VAQUEIROS (ALCOUTIM)
62 kms. - 1562m. de Altitude Positiva Acumulada (Garmin Data)
Sectores 1, 2 e 3

ABSTRACT - Starting in Alcoutim, this first day means to crossing 62 kilometres until Vaqueiros. Yet it was far from being considered "easy" or "simple" at least if compared with the following days.

Este primeiro dia de travessia contaria com 62 quilómetros de extensão e uma peculiaridade administrativa -  o facto de começar e terminar no concelho de Alcoutim, embora com uma breve passagem pelo concelho vizinho de Castro Marim. Ainda assim esteve muito longe de se considerar como fácil ou simples se bem que até desse modo possa ser definido comparativamente com os dois dias subsequentes como teremos ocasião de constatar.

Alcoutim é uma lindíssima povoação sita na margem do Guadiana, frente à andaluza Sanlucar e cuja origem se perde no tempo. É uma terra acolhedora, de vistas desafogadas e que casa maravilhosamente com aquele curso de água. Ela marca o início da Via Algarviana, desse modo, a partida deu-se bem junto ao rio, na esplanada – miradouro sobre as margens fluviais e onde tivemos ocasião de encontrar o Dr. Francisco Amaral, afável presidente da câmara municipal que, após um primeiro assomo de incredulidade, nos desejou as maiores felicidades.

O ambiente local é de tal modo acolhedor que não apetecia começar a jornada, antes por ali ficar saboreando tranquilamente as vistas e a pacatez do Guadiana. Mas, lá fomos, pedalando os primeiros metros a direito, para depois percorrermos tranquilamente a margem direita do rio para norte apreciando o vale enquanto o desnível não nos exigia empenho.

Começamos então a subir abandonando aquele belo vale, internando-nos nos espaços de sequeiro e cruzando, uma após outra, as pequenas aldeias: Cortes Pereiras, Afonso Vicente e Corte Tabelião, visitando o conjunto megalítico dos menires de Lavajo e chegando ao cruzamento com a EN122 e a povoação de Balurcos findando aqui o sector 1 da Via.
Na ausência de um café ou de qualquer outro tipo de estabelecimento onde reabastecer recorremos à roda que puxava a água do poço. Este artefacto hidráulico constitui, aliás, um ex-libris da serra algarvia e que haveríamos de reencontrar amiúde durante a nossa travessia.

Inicia-se aqui o sector 2 que nos haveria de conduzir a Furnazinhas e ao cruzamento da fronteira com o concelho vizinho de Castro Marim. mas, para tanto, após a típica povoação de Palmeira, era necessário proceder à difícil transposição da Ribeira da Foupana por um profundo vale a que se seguia uma subida longa e penosa. Este é, sem embargo, um momento mágico com a extensa decida junto ao enorme viaduto do IC22 e o cruzamento a vau da Ribeira por um trilho muito pouco óbvio. A longa subida culmina em planalto e após a mesma rapidamente cumprimos os 14kms. até às Furnazinhas onde, o único café, se encontrava encerrado em virtude de ser feriado nacional.

Apesar disso parámos um pouco para descansar e, após retemperar energias, seguimos viagem para os 20 kms. finais até Vaqueiros que se revelaram algo trabalhosos em função do relevo acidentado como que como que dando o mote para aquele que seria o traçado constante da travessia

Chegamos finalmente até junto de Vaqueiros, embora descendo até Ferrarias, aglomerado quase abandonado ligado à antiga exploração mineira de cobre, mas onde a recuperação possibilitou preservar um casarão que serve de confortável alojamento a quem demanda a Via Algarviana. A nossa chegada pelas 17:00 permitiu, nessa noite, que aquele bucólico lugar pudesse crescer populacionalmente 300% já que é apenas habitado por um simpático idoso – se não contabilizarmos os três jumentos, bem entendido.

Este primeiro dia, apesar de relativamente curto, mostrou toda a dureza da Via e adensou, ainda mais, a imprevisibilidade da jornada seguinte com uma extensão de quase 130 kms. e uma previsão de altimetria insana. Talvez por isso, de modo preventivo, o nosso jantar tenha sido por volta das 18:00 e, pelas 19:30, tenhamos recolhido pois haveria que madrugar no dia seguinte: essa era, de resto, a única garantia de que dispúnhamos de que seria possível pedalar tantas horas e com tanta dificuldade e almejar chegar em tempo útil a Silves.

VIA ALGARVIANA – A MAGNA DUREZA - I


The MTB troika and the arrival @ Cabo de São Vicente

I - INTRÓITO E PRÉVIAS CONSIDERAÇÕES



ABSTRACT - To cross the mythical GR 13 (Via Algarviana) is the dream of any self-respected mountain-biker. Yet, despite this irresistible appeal one should keep in mind that this is probably the hardest official MTB crossing in the mainland Portugal.

Cruzar a mítica Grande Rota 13 (GR 13 - Via Algarviana) é o sonho de um qualquer betetista que se preze deste nosso retângulo à beira mar plantado. Porém, apesar do appel irrésistible que encerra, convirá ter presente que esta será, provavelmente, a mais dura travessia BTT “oficial” em Portugal continental.

À partida, para além de um anúncio de altimetria muito elevado e de uma distância considerável, poderemos subestimar a dificuldade e sermos levianamente traídos pelo facto de encararmos com alguma bonomia as serranias do sul. Por uma questão de simplificação mental e de boa ordem na arrumação das ideias de muita gente, a montanha é a norte e a planície a sul de Portugal.

Todavia nada mais errado: nesta travessia verificamos, milha após milha, subida após subida, por que motivo o Algarve foi, ao longo dos tempos, um reino separado de Portugal já que a esta região corresponde uma fronteira montanhosa bem marcada, de difícil transposição, que age como um indelével separador físico a norte e a que só a moderna engenharia de construção estradal conseguiu responder com efetividade. Se é assim no sentido transversal, por maioria de razão o será no sentido longitudinal.

Ora, esta Via Algarviana, cruzando os inúmeros, intrincados e sinusoidais relevos das serranias de Mu (Caldeirão) e de Monchique, abordando en passant a Serra de Espinhaço de Cão, desde a parte inferior do Guadiana (Alcoutim) ao Cabo de São Vicente, percorrendo o interior montanhoso do Algarve e recreando o caminho tradicional da peregrinação a São Vicente Mártir, padroeiro de Lisboa - cuja nave, escoltada pela parelha de corvos, se converteu no brasão da capital portuguesa - revela-se como um desafio extremo e poderoso a exigir, a um tempo, capacidade de superação e sacrifício, empenhamento total e boas formas física e mental.

Trata-se de uma travessia épica, que percorre uma zona da região algarvia completamente distinta daquilo que é o roteiro turístico habitual de sol e praia e até do próprio barrocal (se bem que este seja percorrido em algumas passagens). Preparem-se para serem surpreendidos por um Algarve de baixa densidade, inóspito, através de uma travessia em que cada um dos inúmeros quilómetros são percorridos lenta e arduamente.

A maioria do seu traçado é típico de montanha, num sobe e desce constante que alterna os vales e travessia de ribeiras com as duras ascensões de montes, o que implica, quer um desgaste físico permanente, quer uma grande concentração nas vertiginosas descidas para que não haja surpresas desagradáveis.

Os números finais resultantes da epopeia são eloquentes: 318 quilómetros de extensão, 7840 metros de desnível positivo acumulado (Garmin Data), travessia de 9 concelhos (Alcoutim, Castro Marim, Tavira, São Brás de Alportel, Loulé, Silves, Monchique, Lagos e Vila do Bispo) e cerca de 21 freguesias. É essencialmente uma rota pedestre mas que tem as condições suficientes para ser percorrida de bicicleta de montanha ainda que, breves troços, necessitem de uma alternativa (facilmente descortinável no local) já que, está bem de ver, as rodas são bem menos versáteis do que as solas das botas de caminhada.

A travessia oficial anual de BTT, organizada pela associação Almargem (responsável pelo levantamento da GR13), decorre em 5 dias. Ainda assim entendi, num lírico acesso de wishful thinking típico de quem adora pedalar na natureza, que apenas 4 dessas rotações planetárias seriam suficientes para este nosso projeto. Em bom rigor foram 3 dias e meio já que os números da última jorna configuravam um excursionismo ligeiro em bicicleta (apenas 40 kms. e 549 m. de acumulado) se comparados com os três iniciais. Valeu a meteorologia de feição destes primeiros dias de Junho já que, seja o tempo chuvoso, seja o calor intenso, poderiam ter comprometido irremediavelmente a incursão.

A prática veio a demonstrar que é possível a travessia em 4 dias mas que não é lá muito recomendável já que, a mesma, se estriba num desgaste físico permanente, muito elevado e sem apelo, não deixando qualquer margem de manobra para os imponderáveis de que, apesar dos planeamentos rigorosos, o BTT é farto.

Para quem, apesar destes avisos se deseja aventurar saiba, de antemão que, o primeiro e principal problema a resolver é de natureza organizacional. De facto, a Via Algarviana constitui um enorme pesadelo logístico, seja no acesso à partida / chegada, seja nas questões comezinhas das dormidas / jantares ou, inclusive, nos sectores iniciais, onde atos tão banais como beber um simples café ou comer uma sanduíche levantam dificuldades inesperadas. Daí que tudo tenha de estar devidamente planeado sob pena de se ter de recorrer ao improviso e quiçá comprometer tudo.

Comparecemos três criaturas à partida (e à chegada): o autor destas linhas; também o Sérgio Duarte, com o seu ar tranquilo e com quem já havia viajado de Lisboa a Badajoz e o João Bronze, sujeito bastante extrovertido e espirituoso e que muito alegrou esta nossa travessia.

A configuração das três bicicletas, no modo de transportar os artefatos extra necessários ao bom sucesso da missão, era distinta: enquanto eu e o Sérgio optámos pelos fantásticos e ligeiros alforges da Topeak que, pelo facto de prenderem o tubo de selim, são de uma simplicidade incrível, livrando as costas de excessos de peso (a opção do reboque Extrawheel não era válida para tais relevos por motivos óbvios), o João, por seu turno, optou por levar tudo às costas e reforçar com uma bolsa de guiador. Ambas as opções se mostraram válidas embora eu ache que a mochila carregada sacrifica (ainda) mais a postura e as costas podendo contribuir para o surgimento precoce do cansaço. Mas, de um modo ou de outro, seguiu-se sem um acréscimo de peso significativo.

Mais fotos aqui

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O IX CONGRESSO EM VÍDEO



A partir dos 20" uma reportagem completa do IX Congresso Ibérico "A Bicicleta e a Cidade" da autoria do Jornal "Notícias Ribeirinhas".

IX Congresso Ibérico “A Bicicleta e a Cidade” Murtosa ao rubro na defesa da bicicleta

Murtosa Cycle Chic


Texto e foto: José Morais

Realizou-se de 27 de Abril a 1 de Maio, o IX Congresso Ibérico “ A bicicleta e a Cidade”, a Murtosa foi a anfitriã, recebendo participantes portugueses e espanhóis, numa organização conjunta da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB), Câmara Municipal da Murtosa, e CONBICI de Espanha, cerca de três centenas participaram no evento, que tinha como objectivos a defesa da bicicleta, como a criação de vias e segurança para os seus utilizadores.

A Murtosa foi assim invadida por algumas centenas de amantes da bicicleta, numa cidade exemplo de Portugal, onde a implantação do projecto “Murtosa Ciclável”, é sem dúvida algo que muitas autarquias deveriam de colocar os olhos, seguindo assim o exemplo.

Com cinco dias de evento, apenas o sábado 28 e o domingo 29, foram dedicados ao congresso, com os temas e a discussão, sem dúvida muito importantes e muito participativas, as temáticas deste congresso baseava-se em temas como a integração na mobilidade urbana e infraestruturas, o uso da bicicleta em pequena cidade e em espaços rurais, a legislação, a promoção da bicicleta, o design de vias cicláveis, ou a segurança rodoviária entre outros, foram algum dos temas importantes deste congresso.

Sexta-feira pelas 16,30 nos Paços do Concelho era feita a abertura do secretariado com a entrega da documentação aos participantes. Pelas 20,30 foi a saída de bicicleta num passeio informal com rumo à casa Museu Custódio Prato, onde os participantes foram recebidos, seguido de um jantar típico, acompanhado com música tradicional portuguesa da região, interpretadas por um Rancho Folclórico.

Sábado, os trabalhos tiveram início pelas 10 horas, foi apresentada a mesa de honra composta pelo presidente do município Joaquim Batista, Ribau Esteves presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, o presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo José Manuel Caetano, Manuel Martin da CONBICI, e ainda o Secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.

Seguiram-se a abertura dos trabalhos, com intervenções muito importantes, experiencia na área da bicicleta, como nas infraestruturas já implementadas em alguns pontos do país, diversos projecto elaborados, caso do projecto Murtosa apresentado por Januário Cunha, por Lisboa esteve José Sá Fernandes, no ordenamento do território, Rogério Gomes, onde Artur Rosa Pires pró-reitor da universidade de Aveiro foi moderador.
As universidades também estiveram presentes, por Sevilha, Ricardo Marques Sillero, por Aveiro, Artur Rosa Pires, pelo ISCTE Lisboa José Paulo Esperança, existiu ainda intervenção de Madrid e da Conferência de Reitores das Universidades Espanholas.

Destacaram-se outros intervenientes, tanto como moderadores, o caso de Miguel Barroso, Roque Oliveira da FPCUB, onde os temas dominantes foram a mobilidade urbana, o uso da bicicleta em pequenas cidades e espaços rurais, ou o urbanismo, as infraestruturas e legislação actual.

Ao final do dia, pelas 19 horas e no final dos trabalhos, os participantes saíram de bicicleta com um passeio pela Murtosa até à Ribeira de Pardelhas, onde foi oferecido um jantar típico da zona onde não faltou a tradicional caldeira, o qual acabou com muita animação, e uma secção de fados oferecida aos participantes, onde em especial os nossos Hermanos se deliciaram.

Domingo, pelas 9,30 h., tinha inicio o segundo dia dos trabalhos, com apresentações da FPCUB, Conbici, IMTT, CIRA e Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Pelas 11 horas seguiram-se os debates, pelas 11.30 ouve um pequeno intervalo, sendo de seguida lidas as conclusões, as quais foram feitas pelos moderadores e coordenadores das Comissões. Seguiu-se a intervenção da CONBICI Manuel Martin, o Presidente da FPCUB José Manuel Caetano, anunciando a realização do próximo congresso em 2013 que se irá realizar desta vez em Vitoria, Espanha, depois foi a vez do Presidente do Município da Murtosa Joaquim Batista, e Paulo Júlio, Secretário de Estado da Administração Local encerrou o IX Congresso Ibérico “A Cidade e a Bicicleta”.

No final Joaquim Batista Presidente da Câmara da Murtosa fazia à nossa reportagem o balanço ao dizer; “Muito positivo, com muita satisfação que o faço, julgo que em termos organizativos as correram bem, tiveram expressão, que ultrapassou as expectativas que a FPCUB tinha em termos de organização, e o facto de termos nestes dois dias membros do Governo, é um sinal claro que efectivamente conseguimos fazer chegar a nossa voz a quem capacidade para decidir.

A mensagem final é mais uma vez de satisfação, de optimismo para o futuro, e de expectativa para que efectivamente aquilo que todos ambicionamos em prol da bicicleta, se venha a concretizar na consciência porem, que não acontecerá de um dia para o outro, mas também, com vontade férrea que estamos no caminho certo e temos de continuar a trabalhar nesse sentido”.

Da parte do Presidente da FPCUB José Manuel Caetano o mesmo dizia à nossa reportagem; "Foi o nono Congresso Ibérico “A Cidade e a Bicicleta” na Vila da Murtosa, ultrapassou toda e qualquer expectativa quer em termos de simpatia, quer em termos de participação, estiveram aqui 120 espanhóis, 140 portugueses, num total de 260 participantes para discutir as políticas da bicicleta e a cidade, foi conseguido com um leque de boas intervenções e temas interessantes, o qual estão todos de parabéns”.

As intervenções:

As intervenções do primeiro dia, sábado existiram duas secções pela manhã, contado a primeira sessão plenária contou com a apresentação do Projecto “Murtosa Ciclável” por Januário Cunha, seguiu-se apresentação do projecto do Município de Oviedo, Espanha, a apresentação do projecto do Município de Lisboa por José Sá Fernandes, a Intervenção do Presidente da Rede Portuguesa para o Desenvolvimento do Território, esteve a cargo de Rogério Gomes, tendo como moderador Artur Rosa Pires, Pró-Reitor da Universidade de Aveiro.

A segunda sessão plenária Intervenção da Universidade de Sevilha por Ricardo Marques Sillero, a intervenção da Universidade de Aveiro de Artur Rosa Pires, a Intervenção do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa por José Paulo Esperança, a Intervenção da Universidade de Madrid, a intervenção da CRUE - Conferencia de reitores de Universidades Espanholas, sendo o moderador, Januário Cunha. 
Da parte da tarde foram os trabalhos em Comissões, divididos em três Temáticas, a primeira, a integração da bicicleta na mobilidade urbana, com Miguel Barroso como moderador. A temática dois, o uso da bicicleta em pequenas cidades e em espaços rurais, teve Roque Oliveira como moderador. Por fim a temática três, a bicicleta, urbanismo, infraestruturas e legislação, tendo Artur Rosa Pires, como moderador.

Ficando assim o programa das comissões elaborado:

TEMA 1 – A INTEGRAÇÃO DA BICICLETA NA MOBILIDADE URBANA 
1.1) Projecto Europeu VOCA (Academia de Voluntários em Ciclismo apresentado por Pedro Malpica – A CONTRAMANO.
1.2) Estratégias de planeamento de mobilidade ciclável e avaliação da transferência modal – estudo de um caso de Almada, por Pedro Madruga – Universidade Nova de Lisboa.
1.3) Bicicleta eléctrica de Águeda, um projecto de mobilidade de todos para todos, apresentado por BeÁgueda da Câmara Municipal de Águeda
1.4) ¿Tiene China algo que ver? Por, Joaquim Escauriaza - La Coruña en Bici.
1.5) A bicicleta em Lisboa, quando mudar de vida é mudar a cidade, por Ana Santos, da Faculdade de Motricidade Humana.
1.6) Sensibilizar e educar os mais jovens para a utilização da bicicleta, por Rui Amador, da Specialized Portugal.
1.7) Bicicletas Eléctricas, a bicicleta para todos, em todos os lugares e ocasiões, com a apresentação de Cipriano Castro.
1.8) Biciregistro, apresentado por; Red de Ciudades pela Bicicleta
1.9) Universidad de OviedoFrancisco J.Bastida Freijedo
1.10) El "Día Metropolitano de La Bici": una experiencia de movilizacíon ciclista en entornos metropolitanos, por Juan Manuel Mellado - A Contramano.

TEMA 2 – O USO DA BICICLETA EM PEQUENAS CIDADES E EM ESPAÇOS RURAIS 
2.1) A bicicleta como veículo e ferramenta de trabalho, apresentado por Paulo Guerra dos Santos, daFPCUB/Ecovias.
2.2) Diseño y desarrollo de vehículos de tres ruedas com asistencia eléctrica, para movilidad en el ambito rural por, Javier Sanz - Fundación Cidaut, Parque Tecnológico Boecillo. 
2.3) Red Iberica Eurovelo/Red Iberica de vias cicloturistas apresentado por, Raúl Gomez – A CONTRAMANO.
2.4) MURCIA en Bici, donde todos cabemos por, Victoria Santiago e Maria José Garcia, de Murcia en Bici.
2.5) O uso da pasteleira pelo Povo Marinhão Manuel Soares, apresentação da Associação Cultural e Desportiva do Monte.

TEMA 3 – A BICICLETA: URBANISMO, INFRAESTRUTURAS E LEGISLAÇÃO 
3.1) Pedalar em Lisboa – A desconstrução dos mitos João Camolas, da Câmara Municipal de Lisboa.
3.2) Cómo interpretar los estudios sobre los beneficios económicos y medioambientales de la bicicleta, apresentado por Vicente Herrador da SIBUS 
3.3) A bicicleta, algumas referências legais e a necessária revisão do Código da Estrada/ (Rua?) por, Paulo A. G. Berardo de Andrade. 
3.4) Urbanismo, infra-estruturas e Legislação apresentado por, José Maria dos Santos Garcia, Auditor de Segurança Rodoviária. 
3.5)La vialidad ciclista como conducta oprimida, por Pedro Malpica 
3.6)Sistemas de gestão de bicicletas partilhadas apresentado pela Soltráfego. 
3.7) O papel das características da cidade na promoção do uso da bicicleta, esteve a cargo de David Vale da Faculdade de Arquitectura/UTL. 

A sessão plenária de domingo contou com apresentação de Miguel Barroso da FPCUB, de Roque Oliveira também da FPCUB, a apresentação da CONBICI, o Plano Nacional de Mobilidade do IMTT, o Plano Intermunicipal de Mobilidade da Região de Aveiro, da CIRA, e a apresentação da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), com as conclusões do Congresso a serem apresentadas pelos Coordenadores das Comissões.  

No final os coordenadores fizeram as conclusões dos temas deste 9º Congresso, e o grupo de trabalho do tema três referia as excelentes apresentações, sugere a leitura das mesmas, a qualidade dos cerca de 780 quilómetros já existente em vias cicláveis em Portugal, os riscos e os perigos, os erros cometidos, apresentação de forma a evitar os mesmos, preocupação não só nas infraestruturas, mas também na segurança, onde deve ser feita uma análise à legislação actual.

O grupo de trabalho do tema dois, vem recordar as velhas pasteleiras, as mesmas foram recordadas em fotos com muito significado em especial na terra Murtosa. Ser feliz de bicicleta na maior diversidade, ainda a mensagem vinda de Espanha, Múrcia, utilizando a bicicleta do contexto familiar em especial ao fim-de-semana.

Por fim o grupo de trabalho número um, referia os espaços partilhados, o projecto Almada, um grande estudo da mobilidade ciclável, considerando as pessoas ainda a bicicleta como utilização apenas de lazer, mas provado que a utilização bicicleta/comboio, é uma das melhores opções na mobilidade.

As conclusões finais da parte da FPCUB, reforça ainda mais as iniciativas com a CONBICI, chegando a acordo de que os congressos passem a ser realizados anualmente, e sempre alternado entre Portugal e Espanha, reconhecem os utilizadores de bicicleta que ainda falta fazer muita coisa pela mesma, o acesso à mobilidade deve estar na constituição portuguesa, onde a bicicleta não pode ser considerada um brinquedo, mas sim um veiculo para andar nas estradas em alternativa a outros meios de deslocação, sendo urgente alterar o código e adaptado aos ciclistas, aumentado assim a segurança da bicicleta. A taxa de IVA deve ser reduzida, assim será um isentivo à utilização da bicicleta. Por fim a satisfação dos participantes, os quais felicitaram a organização, e os apoios pelo excelente congresso.

Da parte de Espanha as conclusões são de que o congresso se deve expandir ainda mais, qualquer projecto com a bicicleta deve ser ambicioso, seria bom no próximo congresso ter mais iniciativa privada, referindo que somos europeus para tudo, por isso a bicicleta tem de ter os seus direitos, a bicicleta é um estilo muito diferente de abandonar, e andar de bicicleta e sem dúvida bom para o corpo e para a mente.

Um balanço geral do evento: 
Após a realização da parte mais importantes do evento, os participantes ainda puderam na segunda-feira fazer um passeio de bicicleta pelas áreas ribeirinhas do concelho da Murtosa e de Estarreja, seguiram de comboio até Aveiro com uma visita à cidade, e na terça-feira tiveram o dia totalmente livre para conhecer melhor a vila da Murtosa.

As conclusões foram sem dúvida muito positivas na apresentação das mesmas, da parte dos três moderadores, valeu a pena e ficou a esperança de que num futuro se possa vir a reforçar ainda mais a utilização da bicicleta, para isso basta existir um pouco de senso dos responsáveis e força de vontade política. Para os espanhóis os projectos tem de ser cada vez mais ambiciosos, e se somos europeus a bicicleta terá de ter os direitos como outros países onde a mesma tem uma expressão imensa, e para que isso também possa acontecer em Portugal, o Presidente da FPCUB pedia a intervenção do governo na alteração do código da estrada, e onde também o Presidente da Câmara da Murtosa agradecia a presença do Secretario de Estado, pela sensibilidade da promoção da bicicleta, o qual felicitava todos os presentes, referindo a discussão da bicicleta na importância das politicas municipais, enalteceu o trabalho feito pela Universidade de Aveiro, referiu que todos devem de trabalhar em conjunto, deixando a frase final de que “Pedalar para ser mais feliz”, o que nos leva a pensar que este governo poderá tentar fazer por algo mais pela bicicleta, o tempo assim o dirá, ficamos a aguardar.

Pouco mais para dizer, apenas referir a maneira como o Município da Murtosa acolheu neste fim-de-semana os participantes no Congresso, a disponibilidade colocada ao dispor de todos, a simpatia, a organização, e os bons momentos que pode proporcionar aos participantes Ibéricos reunidos numa Vila sem grande luxos, das poucas que mostrado um trabalho notório não só em prol da bicicleta, mas também no bem estar dos seus habitantes nas infra-estruturas que possuem, onde sem grandes riquezas consegue ser um Município com as suas despesas controlada e trabalho feito, onde o convite fica feito, visitem, o seu património, as suas culturas, a sua gastronomia, deslumbrem-se com a sua ria maravilhosa, um pequeno grande exemplo de Portugal, quer dá o nome de “Murtosa”. 

Parcerias: Notícias do Pedal/FPCUB*

SETÚBAL - ODEMIRA - TAVIRA EM BTT E A SOLO



Mesmo a solo há que manter a tradição.

De facto, após 5 edições do "Raide BTT Setúbal - Odemira - Algarve" de iniciativa da FPCUB, de que era co-autor e que se realizou até 2010, resolvi, após um ano de interregno, repetir a façanha a solo naquela que foi a edição mais longa de sempre pois tratou-se de ligar, no segundo dia, Odemira até Tavira numa extensão de 160 kms.

Tal travessia teve lugar na Páscoa passada.

O primeiro dia foram os habituais 140 kms. com algumas novidades. A primeira foi a passagem pela urbanização da "Herdade da Comporta" com um conjunto de arruamentos ainda em construção que deixam circular no arenoso pinhal e que  permitem, após a Praia do Carvalhal, entrar diretamente na estrada mais para sul já muito perto de Pinheiro da Cruz. A segunda foi na N 120, pouco depois da forte descida e da travessia da Ribeira do Torgal, seguirmos o traçado da GR 11 que nos conduziu a Odemira por trilhos fantásticos acrescentando mais todo-terreno de qualidade à travessia.

No segundo dia, perante a extensa quilometragem e com os aguaceiros previstos optei por seguir até Boavista dos Pinheiros e daí pela estrada deserta até à Fonte Santa, ao invés do trilho do Rio Mira que, previsivelmente, deveria de estar impróprio para circular em virtude da lama.

Foi um dia inteiro a pedalar e achegada a Tavira a dar-se com o pôr do sol.

O grau de cansaço foi semelhante ao de satisfação.

Os dados são os seguintes:

Etapa 1 - Setúbal (Tróia) Odemira, 140 kms., 2.242 m. de acumulado

Etapa 2 - Odemira Tavira, 159 kms., 2.647 m de acumulado

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O clima

Todos se queixam de que por cá temos piores condições do que os Holandeses para pedalar. O primeiro obstáculo que todos se lembram logo, é o relevo das Cidades, como Lisboa ou Porto. Algo que na realidade, só se verifica em algumas zonas das cidades.
Mas o segundo "problema" apontado, é o clima... então e quando chove? Pois, a chuva deles deve molhar menos do que a nossa. E esquecemos-nos do vento - nos últimos dias, temos sido "brindados" com uns ventos um pouco mais fortes que o habitual - quem pedala regularmente, sabe que um vento contra num percurso plano, pode tornar o pedalar mais difícil do que uma subida entre os 5% e os 10% de inclinação. Por lá, esses ventos são bem mais comuns. E mais frios...

Ah e tal, as nossas temperaturas no verão são muito altas... sim, temos máximas um pouco elevadas (à hora do calor), em alguns dias do ano... Mas na generalidade, o nosso clima é bastante ameno, e as temperaturas a que estamos sujeitos, são bem mais prazenteiras para se pedalar do que as que se fazem sentir por lá.

Deixo-vos aqui estes gráficos, para que percebam bem as diferenças:

Amesterdão:

Lisboa:


Amesterdão:

Lisboa:


Amesterdão:

Lisboa:

Amesterdão:

(em Lisboa não neva!) 

Ok, agora que estas desculpas já estão postas de lado, podemos começar a mudar as cidades como eles fizeram nos anos 70??

EDIT: aproveitei e coloquei aqui também os gráficos de Copenhaga:









Fonte dos gráficos: http://www.myweather2.com/

quarta-feira, 28 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

BIKOTEL - Bike Friendly Hotels



What is a Bikotel?

Is a lodging that offers specific amenities to answer the needs of those who consider cycling the best thing in life (road or moutain biking).

What are Bikotel´s good practices?


Mandatory good practices:
Bike parking lot
Bike secured garage
Overnight cycling clothes laundry
Bike washing facility
Cyclist menu (carbo, fruit and veggy)
Mini-Bike repair station with basic tool set and pump
Bike routes for road and/or mountain biking (with maps, technical data and GPS tracks)

Optional Amenities:
Cyclist Massage and doctor available (or on demand)
Associated bike shop for repair
Specialized bike guides
Bike and GPS rental
Phone support line with emergency transfer service
Meteo forecast

Mais informações em http://www.bikotels.com/

terça-feira, 20 de março de 2012

GONE WITH THE WIND


É o regresso das grandes incursões: 115 kms. com cerca de 2.000 de acumulado.

Foi no domingo passado em conjunto com o JC a partir de Torres Vedras e até ao Bom Sucesso na boca da Lagoa de Óbidos com o regresso a favor do vento e com uma média a rondar os 16 kms./h.

Deu para castigar os quadrícipes e tirar uma forte satisfação no final. O BTT é um desporto fantástico.