sexta-feira, 16 de maio de 2014
Como ultrapassar um Ciclista
quinta-feira, 8 de maio de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
ver o invisível cheira a imensidão
Quando se faz BTT a tendência mais natural quando historiamos um percurso é descrever coisas grandes, materialmente grandes, ou seja, a quilometragem dos caminhos, as serras, os montes, a densidade da vegetação, a fauna corpolenta, os rios, a truculência dos estradões, os horizontes sobre horizontes, a altimetria alcançada, as aldeias, vilas ou cidades por onde passamos e as coisas nelas contidas e outros empreendimentos visíveis a bom ver.
Há, porém, no mundo dos sentidos um
universo invisível que a BTT nos faz achar de feição intensa, quer mental, quer
fisicamente. Refiro-me aos cheiros que moram na natureza. Como suaves e mimadas festas entre os cabelos enchem de frescura o nosso cérebro e a nossa vida cheiros de linho
bravo, laranjeira, violetas, pinho, morganheira-da-praia, campainhas-amarelas, maresia,
espargos bravos, abrótea-da-primavera, jacintos-do-campo, azinho, cebolinho-de-flor-branca,
gladíolos, maios, açafrão selvagem, salepeira-grande, erva-borboleta, loburália,
agrião, bolsa-de-pastor, eruca marítima, grizandra, flor de sal, piteira, marmeleiro,
castanheira, roseira-brava, cardo-marinho, botão azul e o que mais Deus
inventou. O olfato ganha visão. Os aromas adquirem cor, na BTT. Cheira bem.
terça-feira, 6 de maio de 2014
VIA VERDE "LOS MOLINOS DE AGUA"
Há poucos dias foi tempo de rumar a Huelva, Andaluzia para realizar a Via Verde de Molinos de Agua.
Tinha alguma expetativa sobre a mesma. A visualização do documentário "Vive la Via" dedicado a este percurso tinham aguçado o apetite ainda que relatos lidos davam conta de alguma degradação do traçado que é real mas que não impede o passo. Ainda assim as máquinas de BTT são as mais adequadas a algumas zonas onde a degradação se faz sentir mais.
Esta Vía Verde de Molinos de Agua percorre a antiga ferrovia mineira que ligava entre 1870 e 1969 as minas de Buitron ao caís de San Juan del Puerto, local onde a via começa.
Como todas as estruturas com estas caraterísticas apresenta uma pendente suave ainda que se tenha de subir nos 36 kms. do percurso até Valverde del Camino passando por Trigueros y Beas.
O traço mais curioso é que o percurso permite desfrutar de uma diversidade de paisagens: planícies cerealíferas ao bom estilo alentejano (até Trigueros), pinhais e montado de sobro entrando bem por dentro das terras de Andevalo que ligam os planos de Huelva com a fronteira de Portugal, na margem esquerda do Guadiana.
O regresso a fazer-se a uma velocidade estonteante. É que, apesar do vento frontal a ligeira pendente descendente permite os andamentos pesados e é um ápice enquanto de regressa San Juan del Puerto.
No final uma elevada agradabilidade em 54 quilómetros.
Vide Ficha técnica aqui
sábado, 3 de maio de 2014
GUIA DO CONDUTOR DE VELOCÍPEDE
A ANSR apresenta o “Guia do Condutor de Velocípede”, publicação que decorre das alterações ao estatuto dos velocípedes no Código da Estrada, decorrente da Lei n.º 72/2013, de 3 de setembro.
A introdução de uma nova cultura de mobilidade urbana foi uma das principais orientações desse processo legislativo, tendo resultado na alteração de diversas normas do Código da Estrada, que procuram promover meios de transporte mais sustentáveis.
Este “Guia do Condutor de Velocípede” insere-se no esforço de promoção dos modos suaves, dirigindo-se sobretudo aos ciclistas e utilizadores de bicicleta, mas também aos demais utilizadores da via pública, procurando dar a conhecer os direitos e deveres dos ciclistas para uma convivência pacífica entre todos os utilizadores da via pública.
Com este Guia pretende-se passar do texto legislativo para a promoção de boas práticas, necessárias para a sua aplicação eficiente.
Texto extraído do site da ANSR, (o guia pode ser descarregado aqui)
sábado, 26 de abril de 2014
NO TEJO INTERNACIONAL
De uma passagem recente pelas terras de Idanha surgiu a vontade de percorrer de bicicleta a GR 29 - Rota dos Veados. Trata-se de um percurso pedestre de grande rota, com duas variantes e um ramal, no coração do Parque Natural do Tejo Internacional.
Delineei um percurso com cerca de 50 kms. que começava um pouco mais longe mais concretamente em Monforte da Beira curiosamente no sexta-feira da Paixão enquanto a RTP numa reportagem fazia esta aldeia sair do anonimato quase quarenta anos após, em pleno Verão de 74, uma equipa de filmagens retratar o quotidiano da terra. O facto mais marcante é a dos 1385 habitantes registados em 1970 restarem agora pouco mais de 380, a maioria de idade avançada.
Ainda assim a terra é encantadora com as vistosas igrejas e a torre do relógio a converterem-na no local ideal para começar. Seguimos pela M351 e desviamos na direção de Cegonhas entrando em pleno Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI) por uma estreita faixa de asfalto imaculado que desce à ponte do rio Aravil bem encaixada no profundo vale. Subir até Cegonhas revelou-se o cabo dos trabalhos valendo a circunstância de ser uma estrada pavimentada e o forte empenho ser suficiente para levar de vencida as dificuldades.
A partir daí seguimos o traçado da GR29 até ao Rosmaninhal por terra. Tarefa nada fácil diga-se: quatro ribeiras profundas foram vencidas pelo que o descanso se revelou como inteiramente merecido numa tranquila esplanada até à chegada de um epifenómeno novoriquista consubstanciado num núcleo familiar alargado e ruidoso que obnubilou o ambiente por completo.
Repostas as energias seguiu-se o regresso a Cegonhas pela estrada deserta que serpenteia os montes sobranceiros ao Vale do Tejo via Soalheiros e Couto dos Correias, duas aldeias onde o tempo parou.
De Cegonhas inverte-se o traçado até Monforte da Beira descendo e subindo, de novo o vale do Rio Aravil.
No final a satisfação de 52 kms. com um acumulado de 1100 metros positivos num percurso ao mesmo tempo exigente e encantador.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Bikes Are Everywere
É vê-las por aí. As bicicletas estão em toda a parte.
Se és daqueles que detestam as "gingas" e os ciclistas então deves andar alarmado.
É a vida...
terça-feira, 18 de março de 2014
a roda que roda no universo que gira
Tenho uma certa
dificuldade em assinalar os locais com rigor geográfico (desculpem lá a
basicidade mapeal). Julgo que essa limitação terá origem no facto de me prender
mais com a imagética do local, os cheiros, as cores, as conjugações impensadas
da natureza, do que propriamente com o nome que dão ao sitio. Além disso, para
garantir o rigor das coordenadas, e os nomes das localidades, está o
grão-mestre que me conduz nestas andanças e o aliado GPS. É com este
esclarecimento introdutório sobre esta minha restrição que sigo em frente nos trilhos
do que aqui confesso, com a convicção de que serei sempre guiada pela beleza
das coisas e no sentido da constelação nascente. O resto é um ali e um acolá.
Mas para chegar a
qualquer sítio, bem sabemos, há quase sempre a necessidade de empreender um ou
outro ritual, trabalhos vários e esforço certo. Neste caso tudo começa com o
toque de um despertador, muito cedo, quase de madrugada. Diria mais: mesmo de
madrugada, ofendendo os galos que cantam. Está garantido que isto da bicicleta que
roda não se compadece com a possibilidade de ficarmos a dormir em almofadados e
quedos colchões e a pedalar ao mesmo tempo. E oh se me custa dizer não ao
pecado acolchoado. O ritual que antecede a profusão de prodígios naturais,
ainda que o execute com uma certa revolta até perder de vista a tentação da
preguiça, é fundamental para dar substância à recompensa. Mas adiante, que isso
faz parte das lengalengas que dizem que o esforço compensa e isso já vocês
sabem.
De facto, o todo
terreno em bicicleta é um desafio surpreendente. Hei de dizê-lo e escrevê-lo
mil e tantas vezes, apenas por ser verdade e me fazer formigueiro na parte da extravagância.
O BTT é, na verdadeira aceção do conceito, uma aventura. Um destes dias idos, saindo
de Torres Vedras, passando pelo Vimeiro, Santa Cruz, Santa Rita, Praia Azul, e
por aí fora, lá fui subindo e descendo, umas vezes com a bicicleta ao colo, por
gozar ainda de alguma insegurança quando toca a descer montanhas e serras que
mais me parecem linhas de terra verticais em direcção ao centro do mundo de tão
inclinadas que estão, noutras destemida lançada no espaço lá vou estoqueando o
vento que deixo para trás atónito, até me ser dada a possibilidade de desembocar
diretamente no pulcro do inesperado.
E é justamente o
acidental preclaro que nos recebe depois de descermos a pique até Fonte dos Frades
e entrarmos diretos numa outra dimensão, aquela em que deixamos de saber se somos
nós a abraçar a montanha ou se é ela a abraçar-nos num enlaço intenso e ‘apassionato’.
A estética daquele lugar ficar-me-á tatuada na pele como a nebulosa que tatua o
cosmos. Enquanto passamos, roda que roda, a foz do rio Alcabrichel canta a
canção das águas novas que refletem as protuberâncias calcárias das velhas
montanhas ao longo de uma alameda festivamente relvosa, pueril, pintada com
centenas de pequenos malmequer amarelos que nos dão a certeza de estarem vivos
acenando-nos entusiásticos na base da terra as suas petalazinhas. Há naquela
paisagem a simplicidade e o sortilégio que encontramos nos livros que nos falam de inefáveis
lugares. Há naquele lugar coordenadas de emoção que provocam uma alegria que quero
totalizar em mim. Para sempre.
quinta-feira, 13 de março de 2014
"Abaixo a Reação!"
Entendo que, as recentes alterações do Código da Estrada representaram, em termos da mobilidade suave, a recuperação de décadas de atraso do nosso país relativamente aos outros Estados-membro da UE e a outros extra-europeus onde a proteção dos utentes mais vulneráveis era já uma realidade legal.
Todavia, apesar do enorme avanço é inegável que, em Portugal, existem determinados interesses que não se conformam com o facto de, por exemplo, às bicicletas terem sido conferidos determinados direitos que, de algum modo, as equiparam a outros veículos no panorama rodoviário. Paralelamente, outros interesses, de caráter económico encontram aqui uma oportunidade de negócio.
Esta inconformação é, objetivamente, contrária àquela que é a tendência que de há muito se verifica nos países mais evoluídos nesta matéria e procura atuar no sentido de criar embaraços à circulação em bicicleta com a proposta de introdução de exigências absurdas em nome de uma suposta segurança dos utentes.
Este tipo de propostas, como sejam a exigência de um seguro obrigatório, de utilização de capacete ou de colete refletor não encontram nenhum paralelo em mais nenhum outro dos países de referência em termos de mobilidade ciclável e onde há muito, quer a lei, quer a prática incentivam e promovem a utilização de bicicleta como um modo saudável e ambientalmente sustentável de mobilidade com reflexo no número de deslocações diárias elevadíssimo número de cidadãos com vantagens na redução das emissões poluentes e de gases com efeito de estufa, dependência de energia de origem fóssil importada, ganhos de saúde da população, redução de ruído e de ocupação do espaço público urbano, etc.
Convirá sempre ter presente que, em Portugal, a alteração do CE constituiu apenas um pequeno passo e deveremos de ter plena consciência que a obrigatoriedade de seguro ou de capacete implicariam um retrocesso intolerável no fomento da mobilidade.
Atente-se, por exemplo, no caso das chamadas "bicicletas de uso partilhado" (como as "Velib" parisienses, as "Boris-bike" londrinas, as "Citi-bike" de NYC ou os exemplos de centenas de cidades a nível mundial). A obrigatoriedade de usar capacete ou ser portador de um seguro inviabilizaria, pura e simplesmente, a sua utilização em Portugal e a repetição, entre nós, do sucesso que representam nessas cidades.
A bicicleta é uma forma simples e relativamente informal de mobilidade e é esse o seu segredo. Qualquer tentativa de o complicar, para além de ser uma "bizarrice" sem paralelo em nenhum país, constituirá um indesejável obstáculo no sentido da promoção da mobilidade ciclável e, desse modo, no sentido contrário ao do espírito do legislador plasmado no Código da Estrada que entrou em vigor em Janeiro último.
quarta-feira, 5 de março de 2014
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
As bicicletas são como lilases de intensas cores
Lembro-me que a minha primeira bicicleta era
pequenina, porque também eu era pequena. Era amarela, porque também eu era
amarela. Não. A última parte é mentira. A bicicleta era amarela, eu não. Lembro-me
que fui dar as minhas primeiras e rudimentares pedaladas num jardim público
perto de casa. Diga se também, já agora, que tal audácia teve lugar sem recurso àquelas rodas traseiras que dão cara de triciclo às bicicletas, e só atrapalham
ao invés de estimular a segurança. As próprias bicicletas as odeiam. Estou em
crer.
Lembro-me, de perto, tão perto como deste lago ali àquele, da sensação de
liberdade e poder que concede a força do pé firme abraçado a um pedal,
que faz rodar a roda que dá vida a tudo e até anima as rãs. Depois, na sequência, houve as quedas,
as técnicas da queda e a queda pura. Houve travões destravados em grandes
descidas, sem mãos no volante, a cabeça no ar e a certeza de que possuía
suspendidas nos cabelos miríades de fadas boas, em miniatura (para caberem muitas),
que nunca permitiram que eu caísse fora do coxim. Super bicicleta amarela e
super confiança verde. A fé também lá estava (roxa de tão espremida), movendo a
bicicleta, sobretudo nas subidas (ainda hoje é assim). Cai que me fartei, por diversas vezes e, upa.
Vamos lá, limpar as lágrimas e gozar o charme do mercúrio que pincela enfeitadamente os
joelhos. Uma assinatura radical, uma afirmação da superação do tombo. Depois,
roda que roda, seguiram-se outras bicicletas menos amarelas e já mais armadas
ao pingarelho, quer porque eu ia crescendo, quer porque as bicicletas iam
diminuindo o tamanho na proporção inversa à do meu desenvolvimento. Sendo isso uma
e a mesma coisa mas em bicicletas diferentes. A última (da fase da
adolescência) era encarnada. Divertimo-nos. Mas isto das rodas é assim: meneia.
E na dinâmica que tudo faz girar, voltei a ‘bicicletar’, convicta e
apaixonadamente, nos anos que morei junto ao mar. Uma bicicleta lilás, com a
qual tracei em linhas múltiplas junto à costa um mapa de dias bem pedalados.
Mais tarde, mas mesmo a tempo, ainda agora aqui chegada, voltei
a criar renovadas tensões com uma bicicleta. Excitações: emotivas umas,
racionais outras. Esta bicicleta de que falo, preta e branca, já preparada para todo o
terreno e mais algum, é bem mais atrevida do que as suas antecessoras.
Desafia-me nos limites da minha capacidade de esforço. Provoca-me a coragem.
Incita-me. Impõem-se sem se impor. Possui dignidade. Tem uma personalidade
própria. Reconheço-lhe bravura. Estimula campos dantes nunca inflamados. Mostra-me
terrenos nunca dantes explorados. Temos uma relação de parceria, por vezes
romântica, pacífica e amorosa, outras vezes agitada e conflituosa. Porém, somos
cúmplices. Garantidamente. Foi especialmente amoldada a mim, quer no avanço do
guiador, quer no selim, como roupa feita à mão artistica da modista. Foi uma boa ideia. Muitas
vezes somos uma só mecânica, uma força única, noutras temos ajuda (de um destemido
ajudador), noutras vezes, ainda, confesso, sou capaz de me atirar ao chão só porque sim ou porque não.
Hoje, contudo, não é o caso. Estou certa de que sempre que pensar as bicicletas, estarei
a viajar por atalhos das emoções e na senda da mecânica das sensações, estradas e caminhos, rotas e
desvios. Se seguindo os trilhos conquistarmos os cumes dos montes e das serras, melhor. Mas isso será sempre uma consequência daquilo que damos pelo caminho.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
BTT ou Triatlo?
Com o que tem chovido em Portugal pedalar em BTT tem sido uma tarefa difícil. Ontem na Serra de Grândola mais parecia triatlo com as componentes natação e corrida pedestre a ombrearem com o pedal. De tal modo que a única forma de se pedalar a sério foi regressar via N120 a Grândola.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
650B ou a Teoria da Conspiração
O mercado do BTT está ao rubro com a disseminação do "terceiro standard" - 27,5" (também conhecido por 650B). Promete o melhor de dois mundos: a leveza das 26" com a dinâmica das 29".
Depois do relativo "flop" das 29" que, apesar de algumas inegáveis vantagens, se desadequam claramente a diversos utilizadores em função da sua estatura, assim como pelo acréscimo de peso ou a redução da rigidez, eis que as 27,5" prometem agora o "céu na terra".
Curiosamente, enquanto as 29" apresentam diferenças nítidas das 26", pelo contrário, as 27,5" a acreditar no que vamos lendo por aí, apresentam diferenças imperceptíveis para com as suas irmãs de menor estatura.
Isso mesmo, aliado a uma estranha conversão, quase epifânica, dos principais construtores ao formato 27,5" em 2014, pode representar para as 26" o mesmo que o ancestral meteoro significou para os dinossauros condenando o ainda mainstream 26" a uma ameaça de extinção a prazo.
Dito isto vou ali "estocar" umas peças 26" antes que o mundo acabe e volto já...
Santiago do Cacém - Almograve 2013
Mais um apontamento video do Sérgio Duarte.
Desta vez não o pude acompanhar pelo que me fique roendo de inveja apenas.
Merece uma visualização atenta.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Como Colocar uma Vélib' a Subir
Inspirado nas propostas bizarras de Jeremy Clarkson, apresentador da BBC do programa de automóveis mais popular do mundo - Top Gear - lembrei-me de um desafio do género em bicicleta.
Tratou-se de ascender do Vieux Port de Marselha até ao topo do monte onde se situa o santuário de Notre-Dame de la Garde.
Aparentemente nada teria de extraordinário: tratava-se de subir dos 0 aos 162 metros de altitude, pelas ruas da cidade para alguém bastante rodado no pedal não é propriamente um desafio, muito menos um desafio bizarro como os que vemos no Top Gear.
Mas se o mesmo for feito numa bicicleta de tipo Vélib' aí tudo muda de figura. É que pedalar numa máquina urbana com 23 kgs. de peso, apenas com três mudanças, vocacionada para rolar em plano e numa tranquila posição vertical já acrescenta o toque de anormalidade que o torna digno do tal programa da BBC.
Poucos metros após o porto e colocada a 1.ª mudança fiquei, desde logo, impossibilitado de usar qualquer outro tipo de desmultiplicação e todo o percurso (que estimo em cerca de 3 kms.) foi feito à custa de pedalar em pé.
Avançando a golpes de pedal lá fui eu, colina acima, perante alguma incredulidade dos transeuntes e turistas e alguns Allez com que me procuravam estimular.
Não foi nada fácil, até porque, nos metros finais a pendente era forte mas, no final, a vista compensou tudo.
Mais um delta coleccionado.
Tratou-se de ascender do Vieux Port de Marselha até ao topo do monte onde se situa o santuário de Notre-Dame de la Garde.
Aparentemente nada teria de extraordinário: tratava-se de subir dos 0 aos 162 metros de altitude, pelas ruas da cidade para alguém bastante rodado no pedal não é propriamente um desafio, muito menos um desafio bizarro como os que vemos no Top Gear.
Mas se o mesmo for feito numa bicicleta de tipo Vélib' aí tudo muda de figura. É que pedalar numa máquina urbana com 23 kgs. de peso, apenas com três mudanças, vocacionada para rolar em plano e numa tranquila posição vertical já acrescenta o toque de anormalidade que o torna digno do tal programa da BBC.
Poucos metros após o porto e colocada a 1.ª mudança fiquei, desde logo, impossibilitado de usar qualquer outro tipo de desmultiplicação e todo o percurso (que estimo em cerca de 3 kms.) foi feito à custa de pedalar em pé.
Avançando a golpes de pedal lá fui eu, colina acima, perante alguma incredulidade dos transeuntes e turistas e alguns Allez com que me procuravam estimular.
Não foi nada fácil, até porque, nos metros finais a pendente era forte mas, no final, a vista compensou tudo.
Mais um delta coleccionado.
Record Pessoal da Hora Batido aos 102 anos

in Bikemagazine
O francês Robert Marchand, de 102 anos, baixou seu próprio recorde nesta sexta-feira (31 de janeiro) ao pedalar para baixar o Recorde da Hora na incrível categoria “mais de 100 anos”. Dessa vez, o ciclista centenário percorreu 26,9km. O recorde anterior era 24,2 km, conquistado há dois anos. A UCI confirmou o novo recorde.
A pedalada foi feita no velódromo Saint-Quentin-em-Yvelines, no sudoeste do Paris. Natural de Amiens, no Norte da França, Marchand nasceu em 1911 e marcou seu quarto recorde. O atleta, que mede 1,50m e pesa 50 quilos (medidas que o impediram de se tornar profissional, quando tinha 20 anos), participou de sua primeira prova ciclística aos 86 anos, em 1998.
Em 2011, se transformou no primeiro centenário a percorrer 23,2 quilômetros em 60 minutos. Em 2012, Marchand voltou a estabelecer dois recordes. O primeiro, em Aigle (Suíça), ao elevar para 24,25 os quilômetros percorridos em bicicleta em uma hora, e o segundo, em Lyon, ao pedalar durante 4 horas, 17 minutos e 27 segundos (a uma média de 23 km/h).
“Eu me sinto muito bem”, disse o atleta em entrevista à emissora “BMFTV”, antes de ir para o velódromo. Sua estratégia? “Começar lentamente, aquecer durante umas voltas e acelerar”, explicou. Sua motivação? “Mostrar que, aos 100 anos, as pessoas podem fazer algo mais do que ficar em casa jogando cartas”.
Marchand garante que cumpre uma rotina saudável e que pedala “diariamente, sempre que o tempo permite”. O atleta mora em uma casa de 20 metros quadrados, onde guarda a bicicleta, e vive de sua aposentadoria.
Veja-se o video.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Entrevista da Dep. Carina João Oliveira sobre o Novo C.E.
Pedagógica entrevista à dep. Carina João, coordenadora do grupo de trabalho de segurança rodoviária, acerca das recentes alterações ao Código da Estrada mormente no que diz respeito ao estatuto da bicicleta na estrada.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Aventuras em bicicleta: Agosto de 2013
A aventura para o tórrido mês de agosto de 2013 denominou-se Fuga do Vale 2013 - À conquista das Aldeias de Xisto e foi delineada para ser pedalada em 4 dias com partida e chegada a Mira de Aire. O percurso estabelecido foi Mira de Aire-Sardoal-Figueiró dos Vinhos-Lousã-Mira de Aire.
Participaram João Noiva, Paulo Magalhães e Rui Mendes, todos de mochilas às costas e com bicicletas de suspensão total. As mochilas com um peso médio de 6 kg transportaram os bens essenciais para este tipo de travessia: saco-cama, colchonete, uma muda de roupa de ciclismo e uma para vestir ao fim do dia, artigos de higiene e manutenção pessoal (Halibut ou similar e protetor solar são essenciais), ferramentas e peças de substituição para a bicicleta (cabos de mudança, chaves sextavadas, descravador de corrente, remendos normais e para tubeless, uma dose de líquido anti-furo, um pedaço de câmara de ar, uma câmara de ar, um dropout, um elo de corrente rápido, um par de pastilhas e uma bomba de ar), um calçado leve (tipo Crocs), uma toalha de fibra, carregador de pilhas, uma ficha tripla e finalmente alimentação para repor energia durante as etapas (barras, gel, bebidas isótonicas).
As dormidas tal como em anos anteriores foram, prioritariamente, em instalações de bombeiros, onde apenas pedimos um local para estender a colchonete e um banho (de preferência quente). Nunca marcamos (e ainda bem, mais à frente irão saber porquê) antecipadamente as dormidas, fomos, como se diz em linguagem popular, "à sorte e à morte".
Resumo da aventura pode ser consultado aqui:
(com ligação aos relatos de cada etapa)
domingo, 20 de outubro de 2013
"Preciso do carro para ir às compras"
Em conversa ontem com o "patrão" aqui do blogue, saiu-lhe esta "desculpa". Claro que lhe lembrei de outras soluções, como compras on-line, entregas ao domicílio, etc.
Mas dá-me um gosto especial, sempre que vou ao supermercado, encho um carrinho de compras, e depois despejo tudo nos alforges da Xtracycle...
Temos a sociedade tão formatada para as conveniencias do automóvel, está tudo tão facilitado para que o mesmo seja "a melhor opção", que mesmo quem está ciente das vantagens da bicicleta, encontra por vezes obstáculos que nem sempre lá estão... ;-)
Mas dá-me um gosto especial, sempre que vou ao supermercado, encho um carrinho de compras, e depois despejo tudo nos alforges da Xtracycle...
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