segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

DE AZAMBUJA A LISBOA VIA TORRES VEDRAS



A proposta era ligar Azambuja a Torres Vedras, no primeiro dia, e daí a Lisboa no segundo.

As condições meteorológicas de um Inverno rigoroso que prometiam solos muito difíceis pela quantidade de água acumulada confirmaram-se plenamente, sobretudo no segundo dia onde a lama foi presença constante ao longo de boa parte do trajecto o que acrescentou dificuldade adicional tudo isto nos pretéritos dias 22 e 23 de Dezembro.

Felizmente, num dia e noutro, o tempo manteve-se estável, com céu muito nublado, nevoeiro em alguns pontos, porém sem vento e com uma temperatura amena.

Tive a companhia do João Bronze e do Sérgio Duarte no primeiro dia e apenas deste no segundo.



DIA 1
Azambuja - Torres Vedras, 22DEZ12
79 kms. - 1600 m. acumulado positivo

Tomámos a ligação ferroviária entre Lisboa e Azambuja onde começámos na direcção da lezíria pelo tantas vezes percorrido "Caminho do Tejo" e, mal se abandonou o asfalto, o primeiro e intenso lamaçal a dar o mote. Até se retomar estrada pavimentada haveria de ser uma luta constante ao longo de algumas centenas de metros.

Ao contrário da peregrinação a Fátima não se aborda a avieira Valada antes se segue em direcção à ponte do Reguengo onde se cruza, quer a Vala Real, quer a Linha do Norte e seguimos pelos rápidos estradões: Vale da Pedra, Cruz do Campo, Casais do Lagartão, Casais da Amendoeira e Aveiras de Baixo até cruzármos a A1 e chegarmos a Aveiras de Cima, a tal localidade de que todos já ouvimos o nome mas em que nunca havíamos estado. Tempo de uma pausa para restaurar forças e verificarmos a velocidade com que os bolos rei e as demais delicatessen açucaradas desapareciam a grande ritmo.



Seguimos o nosso caminho em direcção à Serra de Montejunto por um interessante trilho no montado que mais parecia um autêntico carrossel preparando pulmões e pernas para o que se seguiria, ou seja, a difícil ascensão ao topo de Montejunto a partir do Espinheiro (vertente NE).

Até aqui o traçado era bastante rolante mas a altimetria impôs-se agora de forma indelével. Mas Montejunto é sempre muito agradável. As vistas para o lado poente eram fantásticas apesar do dia nublado. Foi assim que chegámos ao miradouro que fica sobranceiro a Pragança com as pernas e os pulmões a rebentarem mas com aquele sorriso de felicidade próprio dos ciclistas. A partir daí foi uma longa e imensa descida até se alcançar Vila Verde dos Francos e se abordar, desta vez, a Serra Galega que nos conduz pelos estradões dos moinhos antigos e modernos até Matacães e daí a Torres Vedras onde chegamos pelas 16:00.



DIA 2
Torres Vedras - Lisboa
23DEZ12
85 kms. - 1700 metros de acumulado positivo

A comitiva ficou reduzida a dois elementos porque o JB já não nos acompanhou.

Saímos pelas 09:00 de Torres Vedras e seguimos para poente pela famosa Ecopista do Sizandro para depois virarmos para norte em direcção a Lisboa enfrentando, desde logo a lama tal como, aliás, tínhamos previsto.

Ainda assim lá fomos até alcançar Freiria onde nos internamos na Serra do Chipre passando por Monte Gordo, as alturas de Gradil para se descer ao Vale da Guarda que se precorre antes de cruzar a N8 e daí subir violentamente até ao Jerumelo e descer para a Malveira onde, em dia de feira, restauramos as nossas forças.



Depois a ascensão até à Asseiceira Pequena a fazer-se penosamente e daí até ao magnífico vale do Barril onde se cruza inferiormente a A8 e se sobe até Montachique numa parte final muito violenta a exigir que se desmonte, sem apelo nem agravo.

No topo é tempo de descer ao longo de muitos quilómetros via Fanhões até, em Pintéus, se cruzar a CRIL e se alcançar o Tojal e o magnífico Palácio da Mitra e se percorrerem os quilómetros finais até Sacavém pelo vale do Trancão.

Em virtude do estado dos terrenos optámos pela margem direita via Unhos já que o troço habitual do Caminho de Fátima a partir de Alpriate não se nos afigurava como a melhor opção.

Alcançamos então Sacavém e o Parque das Nações e percorremos os quilómetros finais jé em Lisboa através das desertas ciclovias.

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