quarta-feira, 19 de Março de 2014

Bikes Are Everywere


É vê-las por aí. As bicicletas estão em toda a parte.

Se és daqueles que detestam as "gingas" e os ciclistas então deves andar alarmado.

É a vida...


terça-feira, 18 de Março de 2014

a roda que roda no universo que gira

Tenho uma certa dificuldade em assinalar os locais com rigor geográfico (desculpem lá a basicidade mapeal). Julgo que essa limitação terá origem no facto de me prender mais com a imagética do local, os cheiros, as cores, as conjugações impensadas da natureza, do que propriamente com o nome que dão ao sitio. Além disso, para garantir o rigor das coordenadas, e os nomes das localidades, está o grão-mestre que me conduz nestas andanças e o aliado GPS. É com este esclarecimento introdutório sobre esta minha restrição que sigo em frente nos trilhos do que aqui confesso, com a convicção de que serei sempre guiada pela beleza das coisas e no sentido da constelação nascente. O resto é um ali e um acolá.

Mas para chegar a qualquer sítio, bem sabemos, há quase sempre a necessidade de empreender um ou outro ritual, trabalhos vários e esforço certo. Neste caso tudo começa com o toque de um despertador, muito cedo, quase de madrugada. Diria mais: mesmo de madrugada, ofendendo os galos que cantam. Está garantido que isto da bicicleta que roda não se compadece com a possibilidade de ficarmos a dormir em almofadados e quedos colchões e a pedalar ao mesmo tempo. E oh se me custa dizer não ao pecado acolchoado. O ritual que antecede a profusão de prodígios naturais, ainda que o execute com uma certa revolta até perder de vista a tentação da preguiça, é fundamental para dar substância à recompensa. Mas adiante, que isso faz parte das lengalengas que dizem que o esforço compensa e isso já vocês sabem.

De facto, o todo terreno em bicicleta é um desafio surpreendente. Hei de dizê-lo e escrevê-lo mil e tantas vezes, apenas por ser verdade e me fazer formigueiro na parte da extravagância. O BTT é, na verdadeira aceção do conceito, uma aventura. Um destes dias idos, saindo de Torres Vedras, passando pelo Vimeiro, Santa Cruz, Santa Rita, Praia Azul, e por aí fora, lá fui subindo e descendo, umas vezes com a bicicleta ao colo, por gozar ainda de alguma insegurança quando toca a descer montanhas e serras que mais me parecem linhas de terra verticais em direcção ao centro do mundo de tão inclinadas que estão, noutras destemida lançada no espaço lá vou estoqueando o vento que deixo para trás atónito, até me ser dada a possibilidade de desembocar diretamente no pulcro do inesperado.


E é justamente o acidental preclaro que nos recebe depois de descermos a pique até Fonte dos Frades e entrarmos diretos numa outra dimensão, aquela em que deixamos de saber se somos nós a abraçar a montanha ou se é ela a abraçar-nos num enlaço intenso e ‘apassionato’. A estética daquele lugar ficar-me-á tatuada na pele como a nebulosa que tatua o cosmos. Enquanto passamos, roda que roda, a foz do rio Alcabrichel canta a canção das águas novas que refletem as protuberâncias calcárias das velhas montanhas ao longo de uma alameda festivamente relvosa, pueril, pintada com centenas de pequenos malmequer amarelos que nos dão a certeza de estarem vivos acenando-nos entusiásticos na base da terra as suas petalazinhas. Há naquela paisagem a simplicidade e o sortilégio que encontramos nos livros  que nos falam de inefáveis lugares. Há naquele lugar coordenadas de emoção que provocam uma alegria que quero totalizar em mim. Para sempre.  

quinta-feira, 13 de Março de 2014

Nunca se foi inteiramente criança se não se andou ou sonhou andar de bicicleta. 

"Abaixo a Reação!"


Entendo que, as recentes alterações do Código da Estrada representaram, em termos da mobilidade suave, a recuperação de décadas de atraso do nosso país relativamente aos outros Estados-membro da UE e a outros extra-europeus onde a proteção dos utentes mais vulneráveis era já uma realidade legal.

Todavia, apesar do enorme avanço é inegável que, em Portugal, existem determinados interesses que não se conformam com o facto de, por exemplo, às bicicletas terem sido conferidos determinados direitos que, de algum modo, as equiparam a outros veículos no panorama rodoviário. Paralelamente, outros interesses, de caráter económico encontram aqui uma oportunidade de negócio.

Esta inconformação é, objetivamente, contrária àquela que é a tendência que de há muito se verifica nos países mais evoluídos nesta matéria e procura atuar no sentido de criar embaraços à circulação em bicicleta com a proposta de introdução de exigências absurdas em nome de uma suposta segurança dos utentes.

Este tipo de propostas, como sejam a exigência de um seguro obrigatório, de utilização de capacete ou de colete refletor não encontram nenhum paralelo em mais nenhum outro dos países de referência em termos de mobilidade ciclável e onde há muito, quer a lei, quer a prática incentivam e promovem a utilização de bicicleta como um modo saudável e ambientalmente sustentável de mobilidade com reflexo no número de deslocações diárias elevadíssimo número de cidadãos com vantagens na redução das emissões poluentes e de gases com efeito de estufa, dependência de energia de origem fóssil importada, ganhos de saúde da população, redução de ruído e de ocupação do espaço público urbano, etc.

Convirá sempre ter presente que, em Portugal, a alteração do CE constituiu apenas um pequeno passo e deveremos de ter plena consciência que a obrigatoriedade de seguro ou de capacete implicariam um retrocesso intolerável no fomento da mobilidade.

Atente-se, por exemplo, no caso das chamadas "bicicletas de uso partilhado" (como as "Velib" parisienses, as "Boris-bike" londrinas, as "Citi-bike" de NYC ou os exemplos de centenas de cidades a nível mundial). A obrigatoriedade de usar capacete ou ser portador de um seguro inviabilizaria, pura e simplesmente, a sua utilização em Portugal e a repetição, entre nós, do sucesso que representam nessas cidades.

A bicicleta é uma forma simples e relativamente informal de mobilidade e é esse o seu segredo. Qualquer tentativa de o complicar, para além de ser uma "bizarrice" sem paralelo em nenhum país, constituirá um indesejável obstáculo no sentido da promoção da mobilidade ciclável e, desse modo, no sentido contrário ao do espírito do legislador plasmado no Código da Estrada que entrou em vigor em Janeiro último.

sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014

As bicicletas são como lilases de intensas cores



Lembro-me que a minha primeira bicicleta era pequenina, porque também eu era pequena. Era amarela, porque também eu era amarela. Não. A última parte é mentira. A bicicleta era amarela, eu não. Lembro-me que fui dar as minhas primeiras e rudimentares pedaladas num jardim público perto de casa. Diga se também, já agora, que tal audácia teve lugar sem recurso àquelas rodas traseiras que dão cara de triciclo às bicicletas, e só atrapalham ao invés de estimular a segurança. As próprias bicicletas as odeiam. Estou em crer.

Lembro-me, de perto, tão perto como deste lago ali àquele, da sensação de liberdade e poder que concede a força do pé firme abraçado  a um pedal, que faz rodar a roda que dá vida a tudo e até anima as rãs. Depois, na sequência, houve as quedas, as técnicas da queda e a queda pura. Houve travões destravados em grandes descidas, sem mãos no volante, a cabeça no ar e a certeza de que possuía suspendidas nos cabelos miríades de fadas boas, em miniatura (para caberem muitas), que nunca permitiram que eu caísse fora do coxim. Super bicicleta amarela e super confiança verde. A fé também lá estava (roxa de tão espremida), movendo a bicicleta, sobretudo nas subidas (ainda hoje é assim). Cai que me fartei, por diversas vezes e, upa. Vamos lá, limpar as lágrimas e gozar o charme do mercúrio que pincela enfeitadamente os joelhos. Uma assinatura radical, uma afirmação da superação do tombo. Depois, roda que roda, seguiram-se outras bicicletas menos amarelas e já mais armadas ao pingarelho, quer porque eu ia crescendo, quer porque as bicicletas iam diminuindo o tamanho na proporção inversa à do meu desenvolvimento. Sendo isso uma e a mesma coisa mas em bicicletas diferentes. A última (da fase da adolescência) era encarnada. Divertimo-nos. Mas isto das rodas é assim: meneia. E na dinâmica que tudo faz girar, voltei a ‘bicicletar’, convicta e apaixonadamente, nos anos que morei junto ao mar. Uma bicicleta lilás, com a qual tracei em linhas múltiplas junto à costa um mapa de dias bem pedalados. 


Mais tarde, mas mesmo a tempo, ainda agora aqui chegada, voltei a criar renovadas tensões com uma bicicleta. Excitações: emotivas umas, racionais outras. Esta bicicleta de que falo, preta e branca, já preparada para todo o terreno e mais algum, é bem mais atrevida do que as suas antecessoras. Desafia-me nos limites da minha capacidade de esforço. Provoca-me a coragem. Incita-me. Impõem-se sem se impor. Possui dignidade. Tem uma personalidade própria. Reconheço-lhe bravura. Estimula campos dantes nunca inflamados. Mostra-me terrenos nunca dantes explorados. Temos uma relação de parceria, por vezes romântica, pacífica e amorosa, outras vezes agitada e conflituosa. Porém, somos cúmplices. Garantidamente. Foi especialmente amoldada a mim, quer no avanço do guiador, quer no selim, como roupa feita à mão artistica da modista. Foi uma boa ideia. Muitas vezes somos uma só mecânica, uma força única, noutras temos ajuda (de um destemido ajudador), noutras vezes, ainda, confesso, sou capaz de me atirar ao chão só porque sim ou porque não. Hoje, contudo, não é o caso. Estou certa de que sempre que pensar as bicicletas, estarei a viajar por atalhos das emoções e na senda da mecânica das sensações, estradas e caminhos, rotas e desvios. Se seguindo os trilhos conquistarmos os cumes dos montes e das serras, melhor. Mas isso será sempre uma consequência daquilo que damos pelo caminho. 

segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014

BTT ou Triatlo?


Com o que tem chovido em Portugal pedalar em BTT tem sido uma tarefa difícil. Ontem na Serra de Grândola mais parecia triatlo com as componentes natação e corrida pedestre a ombrearem com o pedal. De tal modo que a única forma de se pedalar a sério foi regressar via N120 a Grândola.

sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014

650B ou a Teoria da Conspiração


O mercado do BTT está ao rubro com a disseminação do "terceiro standard" - 27,5" (também conhecido por 650B). Promete o melhor de dois mundos: a leveza das 26" com a dinâmica das 29".

Depois do relativo "flop" das 29" que, apesar de algumas inegáveis vantagens, se desadequam claramente a diversos utilizadores em função da sua estatura, assim como pelo acréscimo de peso ou a redução da rigidez, eis que as 27,5" prometem agora o "céu na terra".

Curiosamente, enquanto as 29" apresentam diferenças nítidas das 26", pelo contrário, as 27,5" a acreditar no que vamos lendo por aí, apresentam diferenças imperceptíveis para com as suas irmãs de menor estatura.

Isso mesmo, aliado a uma estranha conversão, quase epifânica, dos principais construtores ao formato 27,5" em 2014, pode representar para as 26" o mesmo que o ancestral meteoro significou para os dinossauros condenando o ainda mainstream 26" a uma ameaça de extinção a prazo.

Dito isto vou ali "estocar" umas peças 26" antes que o mundo acabe e volto já...

Santiago do Cacém - Almograve 2013





Mais um apontamento video do Sérgio Duarte.



Desta vez não o pude acompanhar pelo que me fique roendo de inveja apenas.



Merece uma visualização atenta.

quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014

Como Colocar uma Vélib' a Subir

Inspirado nas propostas bizarras de Jeremy Clarkson, apresentador da BBC do programa de automóveis mais popular do mundo - Top Gear - lembrei-me de um desafio do género em bicicleta.

Tratou-se de ascender do Vieux Port de Marselha até ao topo do monte onde se situa o santuário de Notre-Dame de la Garde.

Aparentemente nada teria de extraordinário: tratava-se de subir dos 0 aos 162 metros de altitude, pelas ruas da cidade para alguém bastante rodado no pedal não é propriamente um desafio, muito menos um desafio bizarro como os que vemos no Top Gear.

Mas se o mesmo for feito numa bicicleta de tipo Vélib' aí tudo muda de figura. É que pedalar numa máquina urbana com 23 kgs. de peso, apenas com três mudanças, vocacionada para rolar em plano e numa tranquila posição vertical já acrescenta o toque de anormalidade que o torna digno do tal programa da BBC.

Poucos metros após o porto e colocada a 1.ª mudança fiquei, desde logo, impossibilitado de usar qualquer outro tipo de desmultiplicação e todo o percurso (que estimo em cerca de 3 kms.) foi feito à custa de pedalar em pé.

Avançando a golpes de pedal lá fui eu, colina acima, perante alguma incredulidade dos transeuntes e turistas e alguns Allez com que me procuravam estimular.

Não foi nada fácil, até porque, nos metros finais a pendente era forte mas, no final, a vista compensou tudo.

Mais um delta coleccionado.

Record Pessoal da Hora Batido aos 102 anos



in Bikemagazine

O francês Robert Marchand, de 102 anos, baixou seu próprio recorde nesta sexta-feira (31 de janeiro) ao pedalar para baixar o Recorde da Hora na incrível categoria “mais de 100 anos”. Dessa vez, o ciclista centenário percorreu 26,9km. O recorde anterior era 24,2 km, conquistado há dois anos. A UCI confirmou o novo recorde.

A pedalada foi feita no velódromo Saint-Quentin-em-Yvelines, no sudoeste do Paris. Natural de Amiens, no Norte da França, Marchand nasceu em 1911 e marcou seu quarto recorde. O atleta, que mede 1,50m e pesa 50 quilos (medidas que o impediram de se tornar profissional, quando tinha 20 anos), participou de sua primeira prova ciclística aos 86 anos, em 1998.

Em 2011, se transformou no primeiro centenário a percorrer 23,2 quilômetros em 60 minutos. Em 2012, Marchand voltou a estabelecer dois recordes. O primeiro, em Aigle (Suíça), ao elevar para 24,25 os quilômetros percorridos em bicicleta em uma hora, e o segundo, em Lyon, ao pedalar durante 4 horas, 17 minutos e 27 segundos (a uma média de 23 km/h).

“Eu me sinto muito bem”, disse o atleta em entrevista à emissora “BMFTV”, antes de ir para o velódromo. Sua estratégia? “Começar lentamente, aquecer durante umas voltas e acelerar”, explicou. Sua motivação? “Mostrar que, aos 100 anos, as pessoas podem fazer algo mais do que ficar em casa jogando cartas”.

Marchand garante que cumpre uma rotina saudável e que pedala “diariamente, sempre que o tempo permite”. O atleta mora em uma casa de 20 metros quadrados, onde guarda a bicicleta, e vive de sua aposentadoria.

Veja-se o video.

sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014

Entrevista da Dep. Carina João Oliveira sobre o Novo C.E.

 Pedagógica entrevista à dep. Carina João, coordenadora do grupo de trabalho de segurança rodoviária, acerca das recentes alterações ao Código da Estrada mormente no que diz respeito ao estatuto da bicicleta na estrada.

sexta-feira, 1 de Novembro de 2013

Aventuras em bicicleta: Agosto de 2013


A aventura para o tórrido mês de agosto de 2013 denominou-se Fuga do Vale 2013 - À conquista das Aldeias de Xisto e foi delineada para ser pedalada em 4 dias com partida e chegada a Mira de Aire. O percurso estabelecido foi Mira de Aire-Sardoal-Figueiró dos Vinhos-Lousã-Mira de Aire.




Participaram João Noiva, Paulo Magalhães e Rui Mendes, todos de mochilas às costas e com bicicletas de suspensão total. As mochilas com um peso médio de 6 kg transportaram os bens essenciais para este tipo de travessia: saco-cama, colchonete, uma muda de roupa de ciclismo e uma para vestir ao fim do dia, artigos de higiene e manutenção pessoal (Halibut ou similar e protetor solar são essenciais), ferramentas e peças de substituição para a bicicleta (cabos de mudança, chaves sextavadas, descravador de corrente, remendos normais e para tubeless, uma dose de líquido anti-furo, um pedaço de câmara de ar, uma câmara de ar, um dropout, um elo de corrente rápido, um par de pastilhas e uma bomba de ar), um calçado leve (tipo Crocs), uma toalha de fibra, carregador de pilhas, uma ficha tripla e finalmente alimentação para repor energia durante as etapas (barras, gel, bebidas isótonicas).
As dormidas tal como em anos anteriores foram, prioritariamente, em instalações de bombeiros, onde apenas pedimos um local para estender a colchonete e um banho (de preferência quente). Nunca marcamos (e ainda bem, mais à frente irão saber porquê) antecipadamente as dormidas, fomos, como se diz em linguagem popular, "à sorte e à morte".

Resumo da aventura pode ser consultado aqui:
(com ligação aos relatos de cada etapa)

domingo, 20 de Outubro de 2013

"Preciso do carro para ir às compras"

Em conversa ontem com o "patrão" aqui do blogue, saiu-lhe esta "desculpa". Claro que lhe lembrei de outras soluções, como compras on-line, entregas ao domicílio, etc.

Mas dá-me um gosto especial, sempre que vou ao supermercado, encho um carrinho de compras, e depois despejo tudo nos alforges da Xtracycle...

 

 

Temos a sociedade tão formatada para as conveniencias do automóvel, está tudo tão facilitado para que o mesmo seja "a melhor opção", que mesmo quem está ciente das vantagens da bicicleta, encontra por vezes obstáculos que nem sempre lá estão... ;-)

quarta-feira, 2 de Outubro de 2013

FPCUB - 26 ANOS EM PROL DO AMBIENTE E DA BICICLETA


 Mensagem enviada por Manfred Neun, Presidente da European Cyclists' Federation (ECF) por ocasião do 26º Aniversário da FPCUB.

“Tenho o prazer de felicitar a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) pelo seu 26 º aniversário. É um marco impressionante e decisivamente motivo para celebração!

Desde a criação da FPCUB, no Outono de 1987, as condições para os utilizadores de bicicletas em Portugal melhoraram extraordinariamente e o trabalho da FPCUB na promoção do uso da bicicleta como forma de lazer e turismo e para a mobilidade quotidiana tem contribuído de forma importante para esta tendência positiva na Europa. Exemplo disso tem sido a promoção da protecção ambiental através do uso das bicicletas como forma de mobilidade sustentável que continua a dar frutos e a ser reconhecido a nível internacional.

Ao longo dos anos, a FPCUB desenvolveu e participou em vários projectos que abrangem uma multiplicidade de actividades. Através desses projectos, não só incentivou e motivou milhares de pessoas darem uma oportunidade à bicicleta como também conseguiram destacar os benefícios ambientais quando utilizada. Neste âmbito, destaco ainda eventos como a «Lisboa Antiga de Bicicleta», que permitiu aos participantes descobrirem Lisboa de uma forma saudável e ambientalmente amigável; e que, de igual modo, também ajudou a aumentar a consciência sobre a liberdade da mobilidade. Além disso, a participação da FPCUB em actividades pan-europeias, como a Semana da Mobilidade e o Dia sem Carros, demonstrou a sua vontade de incorporar novas ideias e cooperar com outros parceiros, tanto em Portugal como em toda a Europa, para atingir benefícios tangíveis.

Desde que a FPCUB se associou à European Cyclist’ Federation (ECF), em 1990, temos tido conhecimento dos seus contactos a nível nacional e do seu trabalho com diversos ministros portugueses, bem como com os grupos parlamentares e com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Além disso, sabemos que a FPCUB tem prestado um apoio vital ao Governo português nos esforços para incentivar os jovens a levarem uma vida mais activa.

Também é preciso salientar que estamos muito gratos por a FPCUB se ter aplicado com sucesso para se tornar na entidade coordenadora em Portugal do EuroVelo e tem contribuído para o desenvolvimento da rede europeia de ciclovias. Estamos, por isso, ansiosos para continuar a cooperação com a FPCUB nos próximos anos.

Aqui estamos para os próximos 26 anos!

Manfred Neun
Presidente da European Cyclists' Federation (ECF)”

segunda-feira, 30 de Setembro de 2013

"CONGRATULAÇÕES" RUI


"Portugal’s Rui Costa claimed a stunning victory in the 2013 UCI Road World Championships Elite Mens Road Race - his country’s first ever in that category - outpowering Joaquim Rodriguez of Spain in a two rider duel. Alejandro Valverde, also of Spain, then beat Italian Vincenzo Nibali for bronze." (in site UCI )

Rui Costa demonstra ser, de facto, um grande campeão ao alcançar um feito inédito para o ciclismo nacional: Campeão do Mundo de Estrada...

terça-feira, 24 de Setembro de 2013

Alma Lisboa - pedalar (e andar a pé) na Ponte 25 de Abril

Talvez ainda não conheçam esta iniciativa, mas vale a pena espreitar o site.



Há muito que acredito nesta ideia, e sempre que se fala na mesma, há quem se ria, há quem diga que é impossível ou que não faz sentido, e há quem diga que seria fantástico.

Para que haja cada vez mais gente a dizer que acredita nesta ideia, lembrei-me de contribuir mais um pouco comparando (mais uma vez) o caso de Lisboa com São Francisco. Começando pelo vento - muitos dizem que faz muito vento lá em cima, e que por isso é incompatível. Os seguintes gráficos mostram que em São Francisco faz muito mais vento (e bem mais frio, já agora), e isso não impede que se circule a pé e de bicicleta na Golden Gate:

Lisboa:

São Francisco:



Outro dos argumentos, é o de que a Golden Gate foi prevista para esta utilização logo na sua construção. É verdade. Mas a Bay Bridge (estruturalmente semelhante à 25 de Abril) não foi, e isso não impediu a S.Francisco Bike Coalition de lutar arduamente para que tal fosse possível... e não é que conseguiram?

images courtesy of Donald MacDonald Architects

Terá custos certamente... há várias soluções possíveis, umas mais caras do que outras... mas não tenho dúvida que o investimento terá retorno garantido, não só para a mobilidade, mas acima de tudo para o turismo.

TUBE


Já é possível levar a bicicleta no Metropolitano de Lisboa sem restrições de horário.

O Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações anunciou esta medida durante a cerimónia de entrega do Prémio Nacional da Mobilidade e Bicicleta 2013.

As bicicletas passam assim a poder ser transportadas no Metro “no máximo de duas bicicletas por carruagem, desde que não se verifiquem grandes aglomerações de passageiros nem seja perturbado o normal funcionamento do sistema“, segundo o Metro de Lisboa.

A partir de 2014 será também possível levar a bicicleta nos comboios de longo-curso da CP (Intercidades). As carruagens-bar já estão a ser modificadas para o efeito.

Texto de http://www.fpcub.pt/2013/09/leve-a-bicicleta-no-metro-de-lisboa-a-qualquer-hora

sexta-feira, 20 de Setembro de 2013

RESPECT


Quem pedala sabe bem a importância da distância lateral que deve ser guardada entre o automóvel que ultrapassa e a bicicleta que é ultrapassada.

Este é um princípio básico de prudência e de urbanidade a ser conservado em nome de uma melhor convivência na via pública à medida que cada vez mais utilizadores de bicicletas circulam nas ruas e estradas de Portugal.

O novo Código da Estrada reflecte isso mesmo no seu Artigo 18.º –  Distância entre veículos, § 3, ao referir que "o condutor de um veículo motorizado deve manter entre o seu veículo e um velocípede que transite na mesma faixa de rodagem uma distância lateral de pelo menos 1,5 metros, para evitar acidentes." 

A FPCUB produziu este sugestivo sticker onde apela a isso mesmo e que, entre outras utilizações pode ser mesmo colocado no vidro traseiro de um automóvel.

Respeite a vida, respeite o ciclista...

quinta-feira, 19 de Setembro de 2013

YO NON CREO EN GURUS...


Conheci o José Manuel Caetano no ano de 2000 num debate promovido na Assembleia da República pelos “Verdes” a propósito de uma proposta de criação de uma “Rede Nacional de Ciclovias”.

Estava longe de pensar, por um lado, que iria dois anos mais tarde tornar-me deputado daquela casa e, por outro lado, que trilharia um caminho em conjunto com o José Manuel Caetano na FPCUB em prol da promoção do ambiente e da mobilidade ciclável em Portugal.

Convenhamos: José Manuel Caetano é uma pessoa sui generis e é necessário conhece-lo bem para se entender todas as subtilezas do seu carácter para além do seu apurado e cáustico sentido de humor.

É que, debaixo de uma aparência algo anarquista e até desorganizada, esconde-se alguém bastante eficaz na ação, que tem as ideias bem definidas e que tem feito um trabalho ímpar em Portugal na defesa do ambiente e da mobilidade suave.

É claro que José Manuel Caetano não é o único. Sobretudo nos dias que correm cada vez mais gente segue os seus passos. Mas, acima de tudo foi importante que tenha tido razão antes do tempo e, tal factor, em conjunto com uma teimosia proverbial, foram responsáveis pela alteração do paradigma da bicicleta em Portugal.

O “lobbying” permanente em prol da causa velocipédica e do ambiente foram grandemente responsáveis pela tomada de consciência social em torno da mobilidade ciclável.

Mas certamente que, quer o ambiente, quer a bicicleta em Portugal muito lhe devem a si a e à Federação que criou e que ainda dirige.

Muito esperamos ainda de José Manuel Caetano até porque muito ainda falta fazer em Portugal em nome da causa velocipédica.