domingo, 20 de maio de 2001

De Almada a Setúbal e regresso por 90 eurocentimos...

Um dos meus desideratos velocipédicos foi superado hoje: ligar os estuáriosdo Tejo e do Sado por asfalto e regressar.Foi a viagem mais barata que fiz entre as duas cidades (Almada e Setúbal) jáque só gastei 180$00...que foi o preço de uma excelente e regionalíssima"Torta de Azeitão" degustada na "mui nobre" vila do mesmo nome a caminho deSetúbal (é verdade fui com o Rui Sousa e tinha de recompensá-lo de algumaforma :-)...Nas asfálticas (uma "legítima" e outra "convertida" pela adopção dos bemadaptados Hutchinson 26x1.0) saímos cedo: 08:15 e, como era domingo, haviamuito pouco trânsito pelo que tudo correu pelo melhor e as povoações iamficando para trás enquanto um diabo esfrega um olho: Corroios, 10 minutos;Cruz de Pau, 20 minutos, Casal do Marco,30 minutos e Azeitão 45...Seguiu-se a torta e ascensão às Necessidades (por norte, relativamentefácil) e a descida vertiginosa. Após a Aldeia Grande, frente à capela de S.Luís viramos para a direita e descemos até à Comenda e entrrámos em Setúbalpela estrrada da Figueirrinha com uma magnífica visão estuarrina - soberrbo.Implicou mais quilómetrros (5) e mais subidas, mas merreceu a pena. De factofiquei trremandamente imprressionado porrque chegamos ali "enquanto o diaboesfrrega um olho" isto é muito deprressa...43 kms. em 87 minutos a uma média de 29 kms. hora nada mau uma vez que fomosa "meio gás" e contámos com algumas subidas...O regresso, sempre pela EN 10 foi um pouco diferente: muito, mas muito maistrânsito automóvel (o asfalto não me convence realmente por causa disso...)e as bermas impróprias para uns 700x18 a determinarem rolar pela faixa derodagem o que aliado à densidade de carroçarias motorizadas, para além dosodores sulfurosos, implicam algum constrangimento.Por outro lado, o relevo faz-se mais sentir de sul para norte, sobretudo aascensão às Necessidades agora já ao nível de uma "3.ª categoria" e a pedirempenho redobrado... Depois as ultrapassagens constantes das duas rodas (com100 cavalos, leia-se :-) a rugirem os seus escapes. Como pormenor pitorescoa ultrapassagem do RS a um triciclo motorizado após o desvio da Rasca ePicheleiros, após a Aldeia Grande no início da ascensão, afinal de contasnem só de tractores vive o homem :-)...O calor apertava e a postura "antinatura" de uma asfáltica (literalmentedeitado sobre o tubo superior) a implicar uma paragem extra programa nasPaivas em virtude do incómodo lombar que se tornava já doloroso (tenho decuidar desse pormenor em termos de preparação física) é que a postura emcima de uma BTT (sim, afinal eu não sou um "bicho do asfalto") é maisbenovelente.Sem embargo 5 minutos bastaram apenas para tudo ficar "como novo" e oproblema desaparecer como que por milagre.Saliente-se ainda que tudo o que se locomovia sem o recurso a um motorauxiliar foi por nós ultrapassado o que demonstra que não foi propriamenteum tranquilo passeio matinal. A "técnique de peloton" permite gerir oesforço sobretudo com o vento quase frontal como no regresso mas ainda assiméramos apenas 2.Resultado 38 kms com a mesma média o que foi algo decepcionante se tivermosem conta que não usamos, no regresso, a estrada da Figueirinha...E o baptismo nos furos de "roda fina": um buraco, já no Laranjeiro,praticamente a chegar a Almada, quando seguia atrás do RS (e apesar do avisodeste) a morder a câmara de ar do pneu traseiro, o que é mais engraçado éque não dei por nada...é verdade, só umas centenas de metros adiante é quesenti, nalgumas zonas onde o asfalto era mais irregular aquela sensação deinstabilidade típica dos furos na traseira é que olhava para o pneu e tudoparecia normal - aquilo é de tal maneira fino que não se vê o pneu a sairdebaixo da jante e a moldar-se ao asfalto. E esta hein? Até deu para chegara casa, lentamente e com o peso deslocado para a dianteira...¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°Saudações Virtuais, Virtual Best RegardsAntónio Pedro Roque Oliveira

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