segunda-feira, 24 de abril de 2006

BTT de Cascais a Lisboa

From Guincho (Cascais) to Monsanto (Lisbon) one hundred kilometres off-road crossing the MTB paradises. That's our proposal!

De Cascais a Lisboa mas sem nada de marginalidades (entenda-se: pedalar na estrada marginal).

Antes ligar a praia do Guincho ao Parque Florestal de Monsanto em BTT. A proposta não é original antes se baseia numa sugestão / track do "Pedra Amarela" (grupo de BTT - http://pedramarela.no.sapo.pt/gps.htm ). E foi isso que a efectuei, em conjunto com o Jorge Cláudio, no domingo dia 23 de Abril neste ano da Graça do Senhor de 2006.

Foi uma incursão interessantíssima a vários níveis: pela sua originalidade; pelo facto de se ter rolado em ambientes completamente diferentes e até díspares entre si e acima de tudo, pelo estupendo dia de Primavera.

Saímos de Monsanto em direcção a Belém onde tomamos o combóio até Cascais com um dia de sol magnífico (sem no entanto ser um dia sufocante, longe disso).

Aí chegados deparámos com um ambiente dominical reforçado pela grande frequência da ciclovia que tomámos até ao Guincho. É divertido pedalar na ciclovia, sobretudo se passarmos o tempo a assustar os peões que aí não deveriam de estar, mormente aqueles que circulam aos pares placidamente. Trata-se de pedalar em pé, exuberantemente, travando no último momento e fazendo a traseira derrapar. Interessantíssima a reacção das senhoras. O que é certo é que resulta!

De resto reforçámos a ideia de que é importante ter uma boa bicicleta para aí circular em virtude da presença massiva de público feminino em quantidade e, permitam-me, em qualidade...

Chegados ao Guincho era tempo de ligar o GPS e de seguir o track proposto pela “Pedra Amarela”. Primeiro avança-se em direcção ao Abano subindo pela estrada que vai para a Malveira da Serra (247) a qual se abandona logo após, para a direita, percorrendo algumas centenas de metros junto à ribeira que se cruza e sobe para atravessar a EN 9-1. Tempo de pedalar a sul de Janes e de fazer a introdução à lendária serra de Sintra um pouco a poente da Barragem do Rio da Mula. O caminho que se segue, até ao cruzamento dos Capuchos é o habitual. Trata-se de uma mítica ascensão que nos leva dos 220 aos 350 metros em cerca de um quilómetro. Paragem clássica no cruzamento onde deu para verificar a densidade de betetístas por km2 existente na serra.

Após um primeiro “reabastecimento sólido” seguimos na direcção de Sintra pela deserta estrada de montanha entre muros (aqui divergimos pela primeira vez relativamente ao proposto no track que ia paralelo à mesma mas fora dela) para sairmos pela esquerda, um quilómetro volvido, onde começámos a descer em direcção a Monserrate. Primeiro através de um single-track e depois em estradão puro até alcançarmos a antiga estrada Colares – Sintra. Trata-se do famoso “troço da Eugaria” que é muito interessante de pedalar e foi isso que fizemos num traçado maioritariamente ascendente, para nascente e em direcção a Sintra.

Uma interessante constatação foi a diferença de tempo meteorológico entre as encostas da serra. Após Seteais e junto à Regaleira vira-se à esquerda e desce-se pela Quinta dos Castanheiros (caminho dos frades) num troço onde apenas havia passado anteriormente a pé e que o JC definiu eloquentemente como “Sintra no seu melhor”. A descida termina junto à ribeira de Colares um pouco a nascente de Galamares junto a um “driving range” onde se situa uma “pizzaria”. Entre a sanduíche inconsequente e uma destas especialidades da cozinha italiana optamos pela partilha desta.

A continuação faz-se pela Nacional 247 para nascente onde se sai após cerca de um quilómetro para a Ribeira de Sintra e o Cabriz. É tempo de percorrer umas ruelas secundárias e atravessar una baldios até ao Lourel e de contornar o Bairro da Cavaleira e o Algueirão em direcção ao Telhal onde se cruza a Linha do Oeste e nos internamos na Serra da Carregueira em direcção a Vale de Lobos e Belas.

Para mim que nunca aí havia pedalado foi uma agradável surpresa... Em algumas zonas está ainda intacta com os seus bosques de Carvalho, pinhais e trilhos extraordinários destacando-se a passagem de um enorme túnel e a chegada a Belas junto à Ribeira do mesmo nome perto da zona das “Ágoas Livres” na origem do aqueduto mandado edificar por D. João V e que abasteceu durante muitos anos Lisboa de água.

Foi tempo de Agualva (sempre “por detrás”) aproveitando os arruamentos exteriores e os baldios, descendo junto ao estádio, passando pela anta e passando sem delongas a Colaride, Massamá que, embora pelo “miolo urbano”, é sempre descendente passando a Tercena, Barcarena, Valejas e Serra de Carnaxide.

Em virtude do adiantado da hora (sim porque começámos tarde e almoçámos tranquilamente) em Carnaxide atalhámos para Monsanto sem ir ao Estádio.

Em suma:

• Ao contrário do que se possa pensar trata-se de uma ligação muito agradável de efectuar.
• Sem embargo a distância é considerável embora a altitude acumulada não seja nada de especial.

Relativamente ao track original, proposto pela “Pedra Amarela” dizer o seguinte:

• O propósito é claro, ligar, com um mínimo de asfalto alguns dos principais destinos do BTT na zona de Lisboa, i.e., Serra de Sintra, Serra da Carregueira, Serra de Carnaxide, Estádio Nacional e Monsanto. Neste pressuposto o track está muito bem idealizado não só ligando-os, de facto, mas passando pelas zonas mais pitorescas (algumas das quais eu, que não sou propriamente um amador nas lides, pura e simplesmente ignorava) e atalhando onde se suporia impossível de do fazer.
• Parece-me, no entanto, que houve alguma “obsessão” por evitar o asfalto que levou a que se efectuassem autênticos “U’s” para retomar o asfalto alguns metros adiante.

Ficam algumas propostas de alteração ao track proposto

• Na passagem da estrada “de cima” (247-3 Pé da Serra – Sintra) para a “de baixo” (375 Colares – Eugaria – Sintra) em que acho preferível descer os Capuchos até Colares / Eugaria e aí “enfrentar” as terríveis ascensões asfálticas da 375 (bonita via com pouco trânsito) ou, alternativamente, seguir sempre pela 247-3 (outra bela via praticamente deserta e, após o desvio da Pena, descer a assertiva vereda assinalada com a cores da PR (vermelha e amarela) até Seteais, seguir para a Regaleira e descer sempre, pelo “caminho dos frades” (referido no texto) virar à direita no “caminho dos castanhais” e depois à esquerda “descendo pelo “caminho dos carvalhais” até ao “Largo da Fonte” evitando a circulação na 247, estrada muito movimentada e sem bermas.
• De igual modo parece-me escusado o desvio até às bandas de Almargem do Bispo quando se pode circular um pouco pela encosta poente da Carregueira e seguir pela estrada pouco movimentada de vale de Lobos. Junto ao Belas Clube de Campo o track parece-me estupendo e o túnel é mesmo um “must” desta travessia”.
• Também de evitar parece-me o troço do “Shore” embora compreenda que é um local pitoresco para um betetista :-). Alternativamente parece-me preferível contornar a “Venda Seca” por nascente (também para evitar passar em propriedade privada).
• A partir de Carnaxide acho que não justifica o desvio até ao Estádio, não pelo local em si, que é muito agradável, antes porque a saída far-se-à, inevitavelmente, pelas ruas emaranhadas de Linda-a-Velha (Sharon Stone?) e Miraflores. Alternativamente proponho a passagem pelo topo norte de Carnaxide (pelas novas vias ainda com pouco trânsito) e alcançando o topo NW do Hipermercado Jumbo descendo então pela Avenida dos Cavaleiros até à Portela e Quinta do Paizinho pela zona do “Staples” e cruzando inferiormente o IC17 (CRIL) e superiormente a A6 penetrando em Caselas e retomando o track seguindo para Monsanto.

Para além disso há algumas alterações de detalhe pontuais, aqui e ali, já que, em minha opinião, numa travessia deste tipo não adianta estar a abandonar uma estrada para a retomar cem metros adiante.

Bem sei que algumas destas alterações propostas vão contra o “espírito do track”: o mínimo de asfalto e passar nos locais habituais de BTT mas, tratando-se de uma travessia com uma quilometragem respeitável (100 kms.) é importante simplificá-la, procurar evitar propriedade privada e, acima de tudo, evitar expor os betetistas aos caprichos do tráfego encurtando a sua permanência em vias perigosas e procurando vias com pouca densidade de tráfego e vocacionalmente cicláveis.

A repetir em breve...

Pedro Roque

5 comentários:

Online disse...

boa onda, parece-me bem. sou residente de carnaxide e conheço bem a zona envolvente. mas parece-me ser demasiado km para as minhas pernas ainda..

michelmartin4134722534 disse...

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O Sr Pedro Roque a assustar as senhoras com derrapagens... não se faz assim, chega-se bem pertinho delas e começa-se a ouvir a sua conversa e sem se aperceberem entra-se no dialogo...:)
Estive este fds em Oeiras e compreendo quando dizes "...sem nada de marginalidades..." realmente fiquei impressionado como a N6 marginaliza os ciclistas... E é preciso ter coragem... ou não ter amor ao "coiro" para andar de bicla nessa estrada!
Fui conhecer Sintra numa maratona organizada pelo Clube dos Praças da Armada. Esses rapazes fizeram passar o percurso duas vezes pela mesma subida da Penina...:-O Imagina tive dose que chegasse de Sintra ...:) Mas gostei realmente da vossa catedral de BTT. A flora muito verdejante diversificada e matas limpinhas... O que por vezes aqui nas nossas montanhas do Norte não se encontra...
Um abraço.

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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