quarta-feira, 8 de setembro de 2010

RIVERSIDE 3 REVIEW - FIRST IMPRESSIONS



Pois hoje lá testei o "cruzador" (B Twin Riverside 3) desde o Alto dos Moinhos até à Lapa e regresso. Foram cerca de 25 kms.

Ora, não sendo o meu percurso habitual, o primeiro problema foi o planeamento do caminho até lá e de lá para cá por forma a evitar artérias movimentadas. Não foi fácil mas penso que encontrei soluções aceitáveis.Uma delas passou por cruzar o jardim da Estrela - se bem que, pela periferia do parque e a muito baixa velocidade - aquele é o reino dos peões, por excelência e, como intrusos, deveremos causar o mínimo de perturbação.

Estando habituado à resposta imediata de uma BTT, os quase 17 kgs. do "cruzador", aliados à roda 700 e à ausência de pedais automáticos fazem-se sentir numa inércia inicial não muito fácil de vencer. Quanto mais reduções de velocidade e re-arranques, mais este problema se impõe.

Todavia, como já previa, quando se começa a rolar a dinâmica é muito boa e a velocidade alcançada é bem superior à de uma máquina de montanha em virtude do diâmetro das rodas e do tipo de pneu usado. Infelizmente, o percurso que efectuei, não dispõe de muitas oportunidades dessas.

Foi, aliás, a mesma sensação que tive quando circulei os 70 kms. do Anillo Verde Ciclista de Madrid, por largas ciclovias, numa Scott Sportster com as mesmas rodas. É quase, neste tipo de terreno, uma máquina de estrada.

A transmissão funciona de modo impecável. Se bem que nunca tinha usado uma gama tão baixa (Acera) também, normalmente, o grau de limpeza da transmissão, numa BTT que se preze e apesar dos grupos de topo de gama, é sempre pior o que resulta em afinação deficiente.

Destaque pela negativa para os empedrados e maus pisos de algumas artérias lisboetas que resultam em fortes vibrações que parecem fazer a bicicleta desconjuntar-se. De qualquer modo não creio que as pesadas forquetas suspendidas de elastómetros, que equipam modelos semelhantes, fizessem alguma diferença.

Fiquei bem impressionado com o equilíbrio da bicicleta: é tremendamente fácil aguentá-la alguns segundos em track-stand, ao contrário de uma BTT, e isso é muito bom para os cruzamentos (semaforizados ou não) e travesias de peões. Por outro lado, subir passeios, é tarefa mais complicada pois, o habitual e já intuitivo bunny-hop, sai prejudicado, seja pelo peso, seja pela ausência de pedais automáticos, embora uma abordagem a baixa velocidade e com a tranferência de peso adequada resolva a situação sem problemas.

A existência do cárter da corrente e dos guarda-lamas, aliados à posição de condução dão claramente a sensação de comodidade de um pedaleio utilitário ao bom estilo da velha pasteleira mas com a vantagem de se dispor de 27 relações que fazem com que as colinas lisboetas (e hoje venci alguns desníveis relativamente acentuados) não metam medo.

Positivo pois este primeiro contacto.

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